Curso 65b

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Curso 65b

  1. 1. Dieta e prevenção das Doenças Cardiovasculares Isabela M. Benseñor Profa. Associada FMUSP
  2. 2. Dieta e prevenção da DCV O papel das gorduras
  3. 3. Dieta e prevenção da DCV Evitar as gorduras saturadas Consumir as gorduras mono-insaturadas e poli-insaturadas (sem exagero na quantidade) Fonte de mono-insaturada: azeite de oliva e óleo de canola Fonte de poli-insaturadas: nozes (amêndoas, nozes, pecans, macadâmia, pistache, avelã (sem exagero na quantidade) Retirar a pele do frango, a gordura visível da carne, preferir as carnes magras
  4. 4. DIETA E PREVENÇÃO DA DCV Lyon Heart Study Ensaio-clínico randomizado que testou a dieta do Mediterrâneo na prevenção secundária de eventos no pós-IAM. O estudo foi interrompido precocemente após 46 meses pelos resultados positivos (de Lorgeril 1999)
  5. 5. Resultados dos desfechos primários, secundários e combinados no Lyon Heart Study. (Circulation 1999)
  6. 6. Curva de sobrevida sem IAM no grupo experimental e controle. (De Lorgeril 1999)
  7. 7. Daily nutrient intake recorded on the final visit in 83 control and 144 experimental nonselected consecutive patients. (De lorgeril 1999)
  8. 8. Dieta e prevenção da DCV O papel dos carboidratos
  9. 9. Dieta na prevenção da DCV Frutas e Verduras Consumo de fibras se associa a risco diminuído de DCV. (Liu et al. JAMA 1999; 70: 412-419) A possibilidade que a proteção venha de outros componentes dos vegetais foi pouco explorada até o momento. Vegetarianos e pessoas com alto consumo de frutas e verduras apresentam níveis menos elevados de pressão arterial. (Appel et. al. NEJM 1997;336:1117-1124)
  10. 10. Dieta e prevenção da DCV Algumas recomendações dietéticas enfatizaram a ingestão de carbohidratos complexos (amido) em vez de açúcares livres como benéficas. Muitos dos carbohidratos complexos (batata, pão branco) são rapidamente digeridos, produzindo respostas glicêmicas elevadas com correspondente pico insulinêmico superiores ao da sacarose. (Hu & Willett 2002)
  11. 11. Dieta e prevenção da DCV O índice glicêmico categoriza os alimentos de acordo com sua capacidade de elevar a glicose sangüínea comparados a 50 g de glicose ou pão branco. Alimentos com pouco amido gelatinizado (macarrão, aveia) ou uma grande quantidade de fibras solúveis (centeio, cevada) apresentam uma digestão mais lenta e menor índice glicêmico.
  12. 12. Dieta e prevenção da DCV Salmerón et. al. estudou a relação entre índice glicêmico (IG), baixa ingestão de fibras e risco de DM tipo II em 65.173 enfermeiras (40-65a) com seguimento de 6a. O IG da dieta se associou positivamente a risco aumentado de DM no ajuste multivariado comparando-se o maior quintil com o menor (RR=1,37 IC 95% 1,09-1,71). Carga glicêmica se associou ao DM (RR=1,47 IC 95%1,16-1,86). Ingestão de fibras se associou inversamente ao DM (RR=0,72 IC 95% 0,58-0,90). A combinação de carga glicêmica elevada e baixa ingestão de fibras aumentou o risco (RR=2,5 IC 95% 1,14-5,51) (JAMA 1997;277:472-7)
  13. 13. RR de DM tipo II de acordo com diferentes níveis de ingestão de fibras (cereais) e carga glicêmica. (Jama 1997;277:472-477)
  14. 14. DIETA E PREVENÇÃO DA DCV Trichopoulou et. al. conduziram um estudo prospectivo em amostra de população geral em 22943 adultos em Creta que preencheram questionário de freqüência alimentar a partir do qual foram classificados com um escore de 0 a 9 que media aderência a uma dieta mediterrânea típica. Calculou-se, então, a relação entre nível de aderência à dieta e mortalidade geral e por DIC em 44 meses de seguimento. (NEJM 2003)
  15. 15. Dieta e prevenção da DCV Um alto grau de adesão à dieta do Mediterrâneo se associou a uma diminuição da mortalidade geral. Para cada 2 pontos a mais no escore havia uma redução de 25% na mortalidade geral. queda na mortalidade geral (RR=0,75 IC 95% 0,64-0,87); queda na mortalidade por DIC (RR=0,67 IC 95% 0,47-0,94); queda na mortalidade por câncer (RR=0,76 IC 95% 0,59-0,98). (NEJM 2003)
  16. 16. Ingestão diária de grupos específicos de alimentos e mortalidade geral.
  17. 17. RR de morte associado com um incremento de 2 pontos no escore da dieta do mediterrâneo.
  18. 18. Dieta e prevenção da DCV
  19. 19. Dieta e prevenção da DCV Ponto interessante: Embora um escore pudesse predizer o risco de morte, nenhum dos componentes da dieta individualmente mostraram uma redução significativa do risco de morte. Uma explicação seria que o efeito individual de cada alimento seria muito pequeno para ser demonstrado enquanto o efeito cumulativo dos vários componentes associados seria substancial, havendo interações e sinergismos na ação dos vários nutrientes. (Hu, editorial, NEJM 2003)
  20. 20. Dieta e prevenção da DCV Consumo de bebidas doces (refrigerantes) está associado a ganho de peso e risco de diabetes tipo 2. < 1/mês: referência 1-4/mês: 0,96 (IC95% (0,87-1,06) 2-6/semana: 1,04 (0,95-1,14) 1/dia: 1,23 (1,06-1,43) ≥2/dia: 1,35 (1,07-1,69) Esse dado permaneceu significativo mesmo após ajuste multivariado para outros fatores de risco como IMC, consumo calórico total, e diabetes. Entretanto, os refrigerantes diet não se associaram a risco aumentado de DIC.
  21. 21. Dieta e prevenção da DCV No Nurses’ Health Study, 84129 mulheres foram seguidas por 14 a. Entre essas mulheres criou-se uma subcategoria de baixo risco de DCV definida como: não fumantes, IMC < 25, consumo diário de uma dose de bebida alcoólica diária, 30 minutos de AF diária, alto consumo de cereais, de ácidos graxos alfa-linolênico e de folato, uma relação entre consumo de poliinsaturados/ saturados elevada, baixo consumo de trans-fat e baixa carga glicêmica. Nessas mulheres após ajuste multifatorial, o risco de DIC era de RR=0,17 (IC 95% 0,07-0,41) comparadas ao restante. Essas mulheres representavam em 3% das mulheres participantes no estudo. (NEJM 2000)
  22. 22. Dieta e prevenção da DCV Estudo recente feito usando a mesma metodologia mostrou que a aderência a dieta do Mediterrâneo se associou a um menor declínio cognitivo medido pelo mini-mental, embora não fosse associado com outros testes neuropsicológicos para avaliar cognição nem com incidência de demência. Féart C et al; JAMA, 2009
  23. 23. Dieta e prevenção da DCV Dietas Baixo teor de gordura (AHA) Atkins (low carb) South Beach (low carb + perfil adequado de gorduras) Diminuição do consumo calórico total.
  24. 24. Situação do Brasil Nas últimas três décadas houve um aumento importante do IMC primeiramente nas mulheres e depois nos homens. Em todas as regiões do Brasil a obesidade no homem se associou à renda. O nível de educação não se correlacionou com a obesidade nas regiões mais pobres, mas nas regiões mais ricas, homens com melhor educação eram discretamente mais magros.
  25. 25. Situação do Brasil Nas mulheres, em regiões menos desenvolvidas a obesidade se associava fortemente à renda (relação direta) e inversamente com o nível de educação. Nas regiões mais desenvolvidas somente a educação se correlacionava com a obesidade também de uma forma inversa. Esses dados mostram que em regiões menos desenvolvidas, renda se correlaciona com obesidade enquanto a educação tende a ser um fator protetor.
  26. 26. Situação do Brasil Houve um aumento do consumo de gorduras no Norte e Nordeste do país, um aumento do consumo de ácidos graxos em todas as regiões metropolitanas do país em paralelo com a redução do consumo de carboidratos complexos, da estagnação ou da redução do consumo de leguminosas, verduras, legumes e frutas e do aumento do consumo já excessivo de açúcar no período de 1988 a 1996. No centro-sul se observou uma queda discreta do consumo de ovos e da proporção de calorias a partir de gorduras.
  27. 27. Situação da África Estudo avaliou 7 países com medidas antropométricas feitas com intervalos de 10 anos com o objetivo de estudar o sobrepeso e a obesidade na África subSahariana em população urbana e rural em mulheres Houve um aumento de sobrepeso/obesidade de 35% entre as duas coletas de dados. Aumento maior entre os pobres (50%) do que entre os ricos (7%); aumento de 45-50% entre as menos educadas comparada a uma queda de 10% nas mulheres com no mínimo educação secundária.
  28. 28. % de obesidade/sobrepeso em população rural e urbana
  29. 29. % Obesidade/sobrepeso de acordo com situação socio-econômica
  30. 30. % De obesidade/sobrepeso de acordo com a educação
  31. 31. Situação de Moçambique Estudo em amostra representativa da população urbana e rural avaliou em 3323 indivíduos 25-64 anos o consumo de frutas e verduras utilizando o protocolo da OMS (WHO Stepwise Approach to Chronic Disease Risk Factor Surveillance. Padrão et al, BJN, 2012)
  32. 32. Situação de Mozambique Menos de 5% dos indivíduos relataram ingestão de 5 ou mais porções diárias de frutas/verduras. O maior consumo foi nas mulheres da população rural. Na região urbana o consumo de frutas aumentou com a educação, mas não com a renda. O consumo de verduras foi mesmo frequente nos homens da população urbana e nas mulheres de maior renda na população rural. De uma maneira geral o consumo foi baixo indicando a necessidade de programas promovendo o consumo de frutas e verduras na população.
  33. 33. Situação de Angola
  34. 34. RESUMO (Não enlouqueça o paciente) Mantenha o peso (controle o consumo calórico total) Faça uma atividade física de rotina Use as gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas e evite as saturadas e as gorduras trans Use carboidratos complexos provenientes de grãos integrais ou macarrão de grão duro. Evite carboidratos complexos não integrais (pão, batata, arroz e macarrão comum) Coma muitas frutas e verduras (sucos são calóricos) (prato colorido) Diminua o consumo de carne vermelha e aumente o de peixe e frango

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