A N T Ó N I O     M A T O S                              G U E R R A     Manual de Extintores                             ...
Ficha Técnica              Ficha Técnica                        Título            Manual de Extintores                    ...
Prefácio                      Manual de Extintores	            	   A	 edição do quarto volume da colecção Cadernos Especia...
Sumário               Manual de Extintores	    		   	                     Introdução	                    9	   		   1	     ...
Siglas               Manual de Extintores	      	UE	       União EuropeiaNP	       Norma PortuguesaEN	       Norma Europeia
Manual de Extintores
Introdução                       IntroduçãoManual de Extintores
10     Manual de Extintores
O	 extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a umfoco de incêndio acabado de despontar.   A utilizaç...
12     1.          Manual de Extintores
1.                                           1.             Classificação           Manual de Extintores                  ...
14     1.          Manual de Extintores
A	 classificação dos extintores de incêndio pode ser efectuada com base nosseguintes critérios:    •	 Mobilidade do extint...
Manual de Extintores1.16                          Fig.	 1	 Vários tipos de extintores quanto à sua mobilidade.            ...
No passado utilizaram-se hidrocarbonetos halogenados que, entre outrosprodutos, são substâncias que empobrecem a camada de...
1.	4. Eficácia de extinção                           Atendendo à eficácia de extinção e de acordo com a NP EN 3-1:1997, os...
1.4.2. Fogos-tipo da classe B    O ensaio dos fogos-tipo da classe B é realizado numa série de tabuleiroscilíndricos de aç...
20     2.          Manual de Extintores
2.            Identificação           Manual de Extintores                                                 2.             ...
22     2.          Manual de Extintores
Componentes de identificação 	2.	1.  De acordo com o ponto 7 da NP EN 3-5: 1997, um extintor tem duascomponentes de identi...
Além das indicações referidas nas cinco áreas, deve ser marcado no corpo                        do extintor o ano de fabri...
252.          Identificação
26     3.          Manual de Extintores
3.      Características efuncionamento Extintores       Manual de                 dos extintores                          ...
28     3.          Manual de Extintores
D	 e acordo com os critérios anteriormente referidos, descrevem-se diferentescaracterísticas e o funcionamento dos diverso...
Manual de Extintores3.30                        Fig.	 5	 Algumas características dos extintores.
Extintores de pressão permanente 	3.	1.    Nos extintores de pressão permanente (fig. 6), o agente extintor e o gáspropuls...
Um caso particular é o do extintor de CO2 (fig. 7) que é, também, de                        pressão permanente. Devido às ...
Extintores de pressão não permanente 	3.	2.   Nos extintores de pressão não permanente (fig. 8), o agente extintor ocupaap...
3.	3. Extintores móveis                           Embora os extintores móveis sejam, quanto ao modo de funcionamento,     ...
3.3.2. Móveis rebocáveis   Os extintores rebocáveis (fig. 10) são equipamentos de médio e grandeporte que, para serem desl...
36     4.          Manual de Extintores
4. Escolha do agente extintor       Manual de Extintores	4.	1. Extintores de água                                         ...
38     4.          Manual de Extintores
U	 ma vez conhecidos os combustíveis existentes nos locais a proteger, deveescolher-se o agente extintor com característic...
Estes extintores têm a característica de poderem projectar a água em jacto                        ou pulverizada (fig. 11)...
As características gerais são idênticas às dos extintores de projecção da águaem jacto, excepto nos seguintes:       –	 Al...
Fig.	 13	 Projecção de espuma física.	                           O ar mistura-se com a água/espumífero, durante a actuação...
Extintores de dióxido de carbono (CO2) 	4.	3.   Conhecido como «extintor de CO2», contém dióxido de carbono em estadolique...
Fig.	 16	 Projecção de CO2.	 Manual de Extintores4.44                        	4.	4. Extintores de pó químico              ...
A pressurização destes extintores pode ser obtida por pressão permanenteou não permanente.   Existem diversos tipos de pó ...
4.	5. Extintores de hidrocarbonetos                               halogenados (halons)                           Os extint...
•	 Perigo de emprego:	                    Evitar exposição ao fumo e gases liber-                                         ...
48     5.          Manual de Extintores
5. Distribuiçãode Extintores        Manual               dos extintores	5.	1. Princípios a respeitar na implantação       ...
50     5.          Manual de Extintores
Princípios a respeitar na 	5.	1.	                            implantação dos extintores    Conhecidos os agentes extintore...
5.	2. Implantação dos extintores                            Alguma legislação publicada sobre segurança contra risco de in...
Fig.	 20	 Extintores obstruídos e não visíveis – situação incorrecta.   A distância a percorrer de qualquer ponto susceptí...
É de salientar que na NP 3064 alínea 6, a distância máxima a percorrer é de                        25 m para os extintores...
•	 Riscos ordinários   	 Considera-se risco ordinário quando as quantidades de combustível ou      de líquidos inflamáveis...
É de notar que 1125 m2 é a área considerada como limite prático para o                        cálculo da eficácia mínima d...
5.3.3. Fogos da classe C   Os fogos desta natureza são considerados como um risco especial. Não sedeve tentar extinguir es...
58     6.          Manual de Extintores
6.   Inspecção, manutenção   e recarga dos extintores        Manual de Extintores	6.	1. Inspecção       		6.	2. Manutenção...
60     6.          Manual de Extintores
É	 da maior importância que os extintores se encontrem em perfeitascondições de operacionalidade aquando da sua utilização...
•	 O selo não está violado (fig. 23).                          Fig.	 23	 Verificação do selo. Manual de Extintores        ...
Fig.	 24	 A manutenção deve ser feita por empresa autorizada.    Quando retirados do seu local, para manutenção ou recarga...
6.	3. Recarga                           Tal como para a manutenção, a recarga dos extintores (fig. 25) deve ser feita     ...
A	 T	 E	 N	 Ç	 Ã	 O    •	 Inspecção é uma operação rápida, efectuada por       pessoas não especializadas, para verificar ...
66     7.          Manual de Extintores
7.   Actuação com extintores       Manual de Extintores	7.	1. Activação do extintor       		7.	2. Modo de actuar	7.	3.   D...
68     7.          Manual de Extintores
A	 utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa que detecteum incêndio no seu início. Para isso, é necessá...
7.	1. Activação do extintor                           Ao actuar com um extintor, o primeiro passo será a activação deste, ...
•	 Pressurizar o extintor, caso seja de pressão não permanente, percutindo    o disco da garrafa (cartucho) interior que c...
•	 Premir o manípulo existente na válvula do extintor (fig. 29), quando                           o comando está instalado...
Modo de actuar 	7.	2.    Num foco de incêndio ao ar livre, o combate deve ser sempre feito a favordo vento, de modo a que ...
A manobra de actuação deve observar os seguintes procedimentos:                        •	 Antes de avançar para o fogo, de...
•	 Se o extintor for de CO2, aproximar-se o mais perto possível do foco de   incêndio. Pela sua natureza, o CO2 tem pouco ...
•	 Movimentar o jacto na horizontal, com movimentos laterais (varrimento),                           de forma a abranger t...
•	 Ao utilizar-se extintores de espuma, deve fazer-se incidir o jacto do agente   extintor na parede interior do recipient...
•	 Se o foco de incêndio se desenvolver na vertical (caso de líquidos                           combustíveis em derrame de...
•	 Ao combater um incêndio em gases inflamáveis em saída livre, o agente      extintor deve ser dirigido junto à saída, pe...
7.	3. Distâncias de actuação                            Apresentam-se, seguidamente, algumas distâncias a considerar quand...
Extintor de água em jacto – 6 a 8 mExtintor de água pulverizada – 2 mExtintor de espuma – 3 a 4 m                         ...
82     Manual de Extintores
Bibliografia Manual de Extintores    GlossárioÍndice remissivo  Índice geral                        83
84     Manual de Extintores
Bibliografia                      Manual de ExtintoresE urovisual , C omunicações L da (1997) – Manual de Instrução –   Ex...
86     Manual de Extintores
Glossário                      Manual de Extintores	AAbafamento	 –	 Método de extinção de incêndios que consiste em elimin...
Comburente	 –	 Elemento ou composto químico susceptível de provocar a                                        oxidação ou c...
Fogo da classe B – Fogo em líquidos ou sólidos liquidificáveisFogo da classe C – Fogo em gasesFogo da classe D – Fogo em m...
R                        Radical livre	–	 Átomo ou molécula extremamente reactivo com um tempo de                         ...
Índice remissivo                               Manual de ExtintoresAAbafamento	..............................................
Extintor manobrado manualmente	......................................................... 15, 34                        Ext...
Índice geral                               Manual de Extintores	 	      Prefácio	                                         ...
3.	    Características e funcionamento dos extintores	                                                      	 27          ...
7.	    Actuação com extintores	                                                                  	 67			7.1.	   Activação ...
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  1. 1. A N T Ó N I O M A T O S G U E R R A Manual de Extintores Colecção ESPECIALIZADOS CADERNOS 4 ENB 2.ª edição, revista e actualizada ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS S I N T R A 2 0 0 7
  2. 2. Ficha Técnica Ficha Técnica Título Manual de Extintores Colecção Cadernos Especializados ENB (nº4) Edição Escola Nacional de Bombeiros Quinta do Anjinho – Ranholas 2710 - 460 Sintra Telef.: 219 239 040 • Fax: 219 106 250 E.mail: edicao@enb.pt Texto António Matos Guerra Comissão de Revisão Técnica e Pedagógica Carlos Ferreira de Castro, F. Hermínio Santos, J. Barreira Abrantes, Luís Abreu, Sónia Rufino Fotografia Matos Guerra, Rogério Oliveira, Victor Hugo Ilustrações Osvaldo Medina, Ricardo Blanco, Victor Hugo Grafismo e fotomontagens Victor Hugo Fernandes Impressão Gráfica Europam, Lda. ISBN: 972-8792-25-5 Depósito Legal nº 174421/01 Março de 2007 Tiragem: 3 000 exemplares Preço de capa: 15,00 (pvp) 7,50 (bombeiros)
  3. 3. Prefácio Manual de Extintores A edição do quarto volume da colecção Cadernos Especializados ENBaborda o extintor, importante equipamento de primeira intervenção, nocombate a um foco de incêndio em fase inicial. De uma forma geral pode dizer-se que o correcto manuseamento de umextintor deve ser considerado como uma imprescindível competência quetodos os cidadãos devem possuir. A utilização de um extintor deve ser feita por qualquer pessoa que detecteum incêndio em fase inicial. Para que esta utilização seja eficaz, é necessárioconhecer o funcionamento deste equipamento, bem como as regras básicasde operação com o mesmo. Esta publicação visa, por um lado, apoiar acções de sensibilizaçãodirigidas a um vasto e diversificado público alvo e, por outro lado, contribuirpara a criação de uma atitude activa e interventiva de todos, na defesa dopatrimónio e da segurança das pessoas. Deste modo a Escola Nacional de Bombeiros cumpre um dos seus fins,isto é, promover «a formação cívica no domínio da auto-protecção doscidadãos». Duarte Caldeira Presidente da direcção da E.N.B.
  4. 4. Sumário Manual de Extintores Introdução 9 1 Classificação 13 2 Identificação 21 3 Características e funcionamento dos extintores 27 4 Escolha do agente extintor 37 5 Distribuição dos extintores 49 6 Inspecção, manutenção 59 e recarga dos extintores 7 Actuação com extintores 67 Bibliografia – Glossário – Índices 83
  5. 5. Siglas Manual de Extintores UE União EuropeiaNP Norma PortuguesaEN Norma Europeia
  6. 6. Manual de Extintores
  7. 7. Introdução IntroduçãoManual de Extintores
  8. 8. 10 Manual de Extintores
  9. 9. O extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a umfoco de incêndio acabado de despontar. A utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa logoque detecte um foco de incêndio. Na realidade, a rapidez de actuação éprimordial, na medida em que o extintor só é eficaz na fase inicial de umincêndio. Com efeito, a quantidade de agente extintor, assim como o tempode utilização, são limitados. 11 O êxito da sua utilização depende dos seguintes factores: Introdução • Estar bem localizado, visível e em boas condições de funcionamento; • Conter o agente extintor adequado para combater o incêndio desen- cadeado; • Ser utilizado na fase inicial do incêndio; • Conhecimento prévio, pelo utilizador, do modo de funcionamento e utilização. Define-se extintor como um aparelho que contém um agente extintor, oqual pode ser projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressãointerna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão ou pelalibertação de um gás auxiliar(1). A substância contida no extintor, que provoca a extinção, designa-se poragente extintor(1). A carga de um extintor é a massa ou o volume do agente extintor nelecontido. A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água éexpressa em unidades de volume (litro) enquanto que a carga dos restantesequipamentos é expressa em unidades de massa (quilograma)(1).(1) NP EN 3-1: 1997.
  10. 10. 12 1. Manual de Extintores
  11. 11. 1. 1. Classificação Manual de Extintores 13 Classificação 1. 1. Mobilidade do extintor 1. 2. Agente extintor 1. 3. Modo de funcionamento 1. 4. Eficácia de extinção
  12. 12. 14 1. Manual de Extintores
  13. 13. A classificação dos extintores de incêndio pode ser efectuada com base nosseguintes critérios: • Mobilidade do extintor; • Agente extintor; • Modo de funcionamento; • Eficácia de extinção. 1. 15 Classificação Mobilidade do extintor 1. 1. Quanto à mobilidade, os extintores classificam-se em (fig. 1): • Portáteis; • Móveis (também designados por transportáveis). Por sua vez, os extintores portáteis designam-se por: • Manuais; • Dorsais. Designa-se por extintor manual o que, pronto a funcionar, tem um pesoinferior ou igual a 20 kg. Diz-se que o extintor é dorsal quando, pronto afuncionar, tem um peso inferior ou igual a 30 kg e está equipado com precintasque permitem o seu transporte às costas. Os extintores móveis estão dotados, para serem deslocados, de apoios comrodas e, consoante a respectiva dimensão, são manobrados manualmente ourebocados por veículos.
  14. 14. Manual de Extintores1.16 Fig. 1 Vários tipos de extintores quanto à sua mobilidade. 1. 2. Agente extintor Um extintor pode classificar-se consoante o agente extintor que contém. Actualmente, existem os seguintes tipos: • Extintores de água; • Extintores de espuma; • Extintores de pó químico; • Extintores de dióxido de carbono (CO2).
  15. 15. No passado utilizaram-se hidrocarbonetos halogenados que, entre outrosprodutos, são substâncias que empobrecem a camada de ozono. Presentementeestá proibido o seu uso(1). Por este motivo, os extintores de halon 1211 foramsubstituídos até 31 de Dezembro de 2003. Modo de funcionamento 1. 3. 1. 17 Os extintores são classificados, quanto ao seu funcionamento, em: Classificação • Pressão permanente; • Pressão não permanente (operado por cartucho). No grupo dos extintores de pressão permanente incluem-se: • Os extintores em que o agente extintor é gasoso e se encontra liquefeito, proporcionando a sua própria propulsão (exemplo: CO2); • Os extintores em que o agente extintor se encontra em fase líquida ou gasosa e lhe é adicionado azoto (N2) no momento do carregamento, com vista a aumentar a pressão interna (exemplo: AFFF); • Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido e cuja pressão de propulsão se obtém pela adição de um gás (azoto) no momento do carregamento (exemplos: água, espuma, pó químico). No grupo dos extintores de pressão não permanente, em que a pressuri-zação se faz no momento da utilização, incluem-se: • Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido e cuja pressão é conseguida por um gás propulsor, contido numa garrafa (azoto ou dióxido de carbono), que é accionado no momento da utilização do extintor. A garrafa de gás propulsor está colocada normalmente no interior do extintor (exemplos: água, espuma e pó químico).(1) Com excepção de situações especiais – consultar capítulo 4.4.5..
  16. 16. 1. 4. Eficácia de extinção Atendendo à eficácia de extinção e de acordo com a NP EN 3-1:1997, os extintores classificam-se segundo os fogos-tipo que são capazes de extinguir. Para se determinar a eficácia de extinção são efectuados, em áreas adequadas Manual de Extintores para o efeito, ensaios de fogos de dimensões controladas que obedecem aos parâmetros das normas. A classificação do fogo-tipo é representada, no rótulo, por uma letra que indica a classe de fogo para o qual o extintor tenha demonstrado capacidade1. efectiva, e por um número (somente para as classes A e B) que representa a18 dimensão do fogo-tipo para que o extintor é eficaz. Os extintores classificados para uso em fogos da classe C ou D não têm um número precedendo a letra de classificação. 1.4.1. Fogos-tipo da classe A O ensaio dos fogos-tipo da classe A é efectuado pelo empilhamento de ripas de madeira sobre uma base metálica (fig. 2). O número de ripas de madeira e o comprimento do fogo são determinados de acordo com a designação do fogo-tipo (NP EN 3-1;1997 - B.2.1. p. 9 e 10). Vista frontal Vista lateral Fig. 2 Base metálica e ripas de madeira.
  17. 17. 1.4.2. Fogos-tipo da classe B O ensaio dos fogos-tipo da classe B é realizado numa série de tabuleiroscilíndricos de aço macio soldado (fig. 3), cujas dimensões são dadas no quadroB.3. da NP EN 3-1:1997. Os fogos são designados por um número seguido da letra B. Este númerorepresenta o volume do líquido, em litros, contido no tabuleiro e quecorresponde a 1/3 de água para 2/3 de combustível (NP EN 3-1:1997. B.3.1.p. 13). Para os fogos das classes A e B, quanto maior for o número de classificaçãoindicado, maior é a capacidade de extinção do extintor. 1. 19 Classificação Fig. 3 Tabuleiro cilíndrico.
  18. 18. 20 2. Manual de Extintores
  19. 19. 2. Identificação Manual de Extintores 2. 21 Identificação 2. 1. Componentes de identificação
  20. 20. 22 2. Manual de Extintores
  21. 21. Componentes de identificação 2. 1. De acordo com o ponto 7 da NP EN 3-5: 1997, um extintor tem duascomponentes de identificação: • Cor – na Europa, a cor do corpo dos extintores é, obrigatoriamente, vermelha. • Marcações (rótulo) – os rótulos (fig. 4), sob a forma de decalcomania ou 2. impressão serigráfica, com inscrições em língua portuguesa, colocados 23 numa posição em que possam ser lidos e que permitam reconhecer e utilizar um extintor, devem conter, em cinco áreas diferen-ciadas, as Identificação seguintes indicações: – Área 1 – contendo: - A palavra «EXTINTOR»; - O tipo de agente extintor e a sua capacidade; - A referência aos fogos-tipo para os quais o extintor está aprovado; – Área 2 – o modo de actuação, que deve incluir ilustrações sugestivas e os pictogramas das classes de fogo para as quais o extintor é indicado; – Área 3 – as restrições ou riscos da utilização relativamente à toxicidade e à tensão eléctrica; – Área 4 – instruções complementares (limites de temperatura, verificações periódicas, referências de certificação, designação do modelo de fabricante, etc.); – Área 5 – nome e endereço do fabricante ou seu representante.
  22. 22. Além das indicações referidas nas cinco áreas, deve ser marcado no corpo do extintor o ano de fabrico. Manual de Extintores2.24 Fig. 4 Exemplo de um rótulo.
  23. 23. 252. Identificação
  24. 24. 26 3. Manual de Extintores
  25. 25. 3. Características efuncionamento Extintores Manual de dos extintores 3. 27 3. 1. Extintores de pressão permanente Características e funcionamento dos extintores 3. 2. Extintores de pressão não permanente 3. 3. Extintores móveis
  26. 26. 28 3. Manual de Extintores
  27. 27. D e acordo com os critérios anteriormente referidos, descrevem-se diferentescaracterísticas e o funcionamento dos diversos tipos de extintores. No entanto,convém salientar algumas das características dos extintores portáteis, queimporta tomar em consideração: • A descarga deve ser comandada através de dispositivo de obturação que pode, por si só, permitir uma interrupção temporária do jacto; • Os dispositivos de comando do funcionamento dos extintores devem estar situados, quer totalmente na parte superior do extintor, quer parcialmente na parte superior do extintor e na extremidade da mangueira ou da agulheta (fig. 5A); 3. 29 • Os extintores cujo agente extintor tenha uma massa superior a 3 kg ou um volume superior a 3 l, devem ser equipados com uma mangueira Características e funcionamento dos extintores e uma agulheta. O conjunto da mangueira e da agulheta deve ter um comprimento pelo menos igual a 80% da altura total do extintor, com um mínimo de 400 mm (fig. 5B); • Os extintores devem ser construídos sem arestas vivas susceptíveis de provocar qualquer ferimento ao utilizador (fig. 5C); • Sempre que um extintor seja utilizado deve proceder-se de imediato à sua recarga, mesmo que não tenha sido totalmente descarregado. O tempo médio de descarga de um extintor portátil, com 6 a 10 kg de pó,é cerca de 12 segundos. Desta forma, é muito difícil utilizar um extintor semque, pelo menos, 2/3 do agente extintor seja descarregado. Analisam-se, de seguida, os diferentes tipos de extintores, descrevendo-segenericamente as suas características, componentes e modo de funciona-mento.
  28. 28. Manual de Extintores3.30 Fig. 5 Algumas características dos extintores.
  29. 29. Extintores de pressão permanente 3. 1. Nos extintores de pressão permanente (fig. 6), o agente extintor e o gáspropulsor, geralmente azoto (N2), estão misturados no recipiente. O agente extintor ocupa uma grande parte do volume interno do recipiente,ficando o restante, designado por câmara de expansão, reservado para o gáspropulsor que se encontra a uma pressão entre 12 e 14 kg/cm2. Nestes extintores existe um manómetro que permite verificar se a pressãointerna se encontra dentro dos valores estipulados para o funcionamento eficazdo extintor. Quando se retira a cavilha de segurança e se abre a válvula do extintor, oagente extintor, pela acção da pressão exercida pelo gás propulsor, é expelidopara o exterior através do tubo sifão e mangueira com bico difusor colocadona sua extremidade. Para se interromper, temporária ou definitivamente, a 3.descarga do agente extintor, basta fechar a válvula de controlo. 31 Características e funcionamento dos extintores A B Fig. 6 Extintor de pressão permanente. A – De água; B – De pó químico.
  30. 30. Um caso particular é o do extintor de CO2 (fig. 7) que é, também, de pressão permanente. Devido às propriedades físicas de elevada tensão de vapor (50 a 60 kg/cm2) do CO2, este encontra-se em estado líquido e gasoso, ocupando o volume do recipiente. Ainda se caracteriza pelo facto de não possuir manómetro. Este extintor possuí um tubo sifão e uma válvula de controlo de descarga com um difusor acoplado ou, no caso dos extintores de maior capacidade, uma mangueira com difusor ligado à válvula. O difusor permite dirigir o agente extintor para as chamas, com eficácia e segurança. Para se interromper, temporária ou definitivamente, a descarga do agente Manual de Extintores extintor que, ao vaporizar-se, produz uma temperatura negativa que pode atingir os 78o C, basta fechar a válvula de controlo de descarga.3.32 Fig. 7 Extintor de CO2.
  31. 31. Extintores de pressão não permanente 3. 2. Nos extintores de pressão não permanente (fig. 8), o agente extintor ocupaapenas uma parte do volume interno do recipiente. O gás propulsor, normalmente CO2, encontra-se numa garrafa (cartucho)colocada no interior ou no exterior do corpo do extintor. Quando se coloca oextintor em funcionamento, retirando a cavilha de segurança e perfurando odisco de rotura da garrafa interior ou rodando o volante da válvula da garrafaexterior, o gás propulsor passa através do tubo de descarga e expande-se nointerior do extintor, indo ocupar o volume da câmara de expansão, mistu-rando-se, assim, com o agente extintor. Pela acção da pressão exercida pelo gás, o agente extintor é projectado edirigido para o fogo através de uma mangueira ligada à parte superior ouinferior do recipiente, sendo a descarga controlada por uma pistola difusora, 3.colocada na extremidade da mangueira. 33 Os extintores manuais em que a garrafa se encontra no exterior do corpo Características e funcionamento dos extintoresdo extintor estão a ser utilizados cada vez menos. A B Fig. 8 Extintores de pressão não permanente. A – Com garrafa interior; B – Com garrafa exterior.
  32. 32. 3. 3. Extintores móveis Embora os extintores móveis sejam, quanto ao modo de funcionamento, de pressão permanente ou de pressão não permanente (colocação em pressão no momento da utilização), devido à sua especificidade serão objecto de referência nos pontos seguintes: Manual de Extintores 3.3.1. Móveis manobrados manualmente Estes extintores (fig. 9), quanto ao modo de funcionamento, podem ser de pressão permanente ou não permanente. Neste último caso, o gás propulsor3. encontra-se normalmente numa garrafa exterior.34 As capacidades mais usuais nos extintores manobrados manualmente, variam entre 20 kg e 100 kg. Fig. 9 Extintor móvel manobrado manualmente.
  33. 33. 3.3.2. Móveis rebocáveis Os extintores rebocáveis (fig. 10) são equipamentos de médio e grandeporte que, para serem deslocados, necessitam de ser atrelados a um veículoque os reboque. Quanto ao modo de funcionamento, são de pressão não permanente, istoé, de colocação em pressão no momento da utilização. As garrafas do gáspropulsor, azoto (N2), encontram-se montadas no exterior do recipiente. Devido às suas características, devem tomar-se em atenção as instruçõesfornecidas pelos fabricantes para a forma de colocação em funcionamentodestes extintores. 3. 35 Características e funcionamento dos extintores Fig. 10 Extintor móvel rebocável.
  34. 34. 36 4. Manual de Extintores
  35. 35. 4. Escolha do agente extintor Manual de Extintores 4. 1. Extintores de água 4. 37 4. 2. Extintores de espuma física Escolha do agente extintor 4. 3. Extintores de dióxido de carbono (CO2) 4. 4. Extintores de pó químico 4. 5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) 4. 6. Síntese
  36. 36. 38 4. Manual de Extintores
  37. 37. U ma vez conhecidos os combustíveis existentes nos locais a proteger, deveescolher-se o agente extintor com características para actuar com maior eficáciana extinção da combustão. Não existindo um agente extintor «universal» capaz de extinguir os fogosde todas as classes, tem que se utilizar, em cada situação, o agente extintormais adequado. Há que ter em consideração a possibilidade de alguns agentes extintores,empregues em locais pequenos e mal ventilados, se decomporem pela acçãodo calor e libertarem gases tóxicos. É também muito importante conheceros cuidados a ter com a actuação em instalações e equipamentos sob tensãoeléctrica, bem como a reacção com o combustível. Os agentes extintores mais usados são: • Água; • Espuma; 4. • Pó químico; 39 • Dióxido de carbono (CO2). Escolha do agente extintor Assim, passa a designar-se o extintor de acordo com o agente extintor nelecontido. Extintores de água 4. 1. A água é um agente extintor líquido, pesado e relativamente estável àtemperatura ambiente, ao qual se podem juntar aditivos com o objectivo demelhorar a eficácia de extinção. Os extintores à base de água são constituídos por um recipiente recarregável,tendo, os mais usuais, entre 6 e 9 litros de capacidade. A pressurização é feita através de pressão permanente ou de pressão nãopermanente.
  38. 38. Estes extintores têm a característica de poderem projectar a água em jacto ou pulverizada (fig. 11). A descarga deve fazer-se através de um filtro colocado no tubo sifão, de forma a reter corpos estranhos que possam existir misturados com o agente extintor. Manual de Extintores A B Fig. 11 Projecção de água. A – Em jacto; B – Pulverizada. 4. As características dos extintores de água divergem em função do modo de40 projecção. Assim devem considerar-se: • Projecção da água em jacto: – Método de extinção: Arrefecimento – Alcance: 6a8m – Velocidade de extinção: Lenta – Duração da descarga: De 30 s a 1 min e 30 s – Aditivos: Diversos – Toxicidade: Nula – Perigo de emprego: Não utilizar em instalações ou aparelhos eléctricos sob tensão – Eficácia de extinção: Fogos da classe A • Projecção da água pulverizada: A projecção da água é efectuada através de uma ponteira difusora (fig. 12). A pressão de saída desta faz girar, em alta velocidade, pequenas turbinas que se encontram no interior da ponteira, fazendo com que a água saia pulverizada.
  39. 39. As características gerais são idênticas às dos extintores de projecção da águaem jacto, excepto nos seguintes: – Alcance: Cerca de 2 m – Duração da descarga: 30 s a 1 min – Perigo de emprego: Pode utilizar-se unicamente em instalações ou aparelhos eléctricos de baixa tensão. Os rótulos indicam até que tensão se pode utilizar o extintor – Eficácia de extinção: Muito eficaz em fogos da classe A. 4. 41 Escolha do agente extintor Fig. 12 Componentes da ponteira difusora para água pulverizada. Extintores de espuma física 4. 2. O extintor de espuma física é aquele que projecta uma mistura espumosaà base de água (fig. 13). A espuma física obtém-se pela mistura de três elementos: água, líquidoespumífero e ar. A água e o espumífero estão contidos no recipiente, podendoo espumífero estar dentro de uma embalagem de plástico, que se rompeno momento da pressurização, ou ser adicionado à água, no momento docarregamento do extintor.
  40. 40. Fig. 13 Projecção de espuma física. O ar mistura-se com a água/espumífero, durante a actuação do extintor, através dos orifícios da agulheta (fig. 14). Manual de Extintores4.42 Fig. 14 Orifícios da agulheta de um extintor de espuma física. Os extintores de espuma física podem ser do tipo de pressão permanente ou de pressão não permanente. Algumas características dos extintores de espuma: • Métodos de extinção: Abafamento e arrefecimento • Alcance: 3a4m • Velocidade de extinção: Lenta • Duração da descarga: 1 min, aproximadamente • Toxicidade: Nula • Perigo de emprego: Não utilizar em instalações ou aparelhos eléctricos sob tensão • Eficácia de extinção: Fogos das classes A e B (excepto em solventes polares)
  41. 41. Extintores de dióxido de carbono (CO2) 4. 3. Conhecido como «extintor de CO2», contém dióxido de carbono em estadoliquefeito, armazenado sob pressão, que varia entre 50 a 60 kg/cm2. O dióxido de carbono encontra-se no interior do extintor, à temperaturaambiente (cerca de 18o C). Ao utilizar o extintor, é normal formar-se uma«camada de gelo» no difusor do extintor (fig. 15). O CO2 ao vaporizar-se, soba forma de «neve carbónica», pode atingir temperaturas da ordem de 78o Cnegativos, o que implica cuidado no seu manuseamento, sobretudo quandoutilizado na presença de outras pessoas. 4. 43 Escolha do agente extintor Fig. 15 Formação de «camada de gelo» no difusor do extintor de CO2. A projecção do CO2 (fig. 16) obtém-se pela pressão permanente criadano interior do extintor, provocada pela tensão de vapor do próprio agenteextintor. Algumas características dos extintores de CO2: • Métodos de extinção: Arrefecimento e limitação do comburente • Alcance: 1a2m • Velocidade de extinção: Rápida • Duração da descarga: 8 a 30 s • Toxicidade: Nula. Não deve ser utilizado em locais pequenos e fechados pois é um gás asfixiante. • Perigo de exposição: Não expor o extintor a temperaturas superiores a 50 oC • Eficácia de extinção: Fogos das classes B e C
  42. 42. Fig. 16 Projecção de CO2. Manual de Extintores4.44 4. 4. Extintores de pó químico O extintor de pó químico contém, como agente extintor, uma substância sólida de cristais secos, finamente divididos em partículas de dimensões micrométricas e perfeitamente fluídas (fig. 17). Fig. 17 Projecção de pó químico seco.
  43. 43. A pressurização destes extintores pode ser obtida por pressão permanenteou não permanente. Existem diversos tipos de pó químico para carregar extintores, sendo osseguintes os mais utilizados: • Pó BC (normal ou standard) – agente extintor composto à base de bicarbonato de sódio ou potássio; • Pó ABC (polivalente) – agente extintor composto à base de fosfato de amónia; • Pó D (especial) – agente extintor constituído por substâncias quimica- mente inertes. Algumas características dos extintores de pó químico seco: • Métodos de extinção: Inibição Abafamento (no caso do pó ABC), criando uma película vítrea em torno das matérias sólidas, isolando-as do comburente 4. • Alcance: 3 a 5 m, de acordo com a capacidade do extintor 45 • Velocidade de extinção: Muito rápida • Duração da descarga: De 6 a 20 s de acordo com a capacidade do Escolha do agente extintor extintor • Toxicidade: Nula. Excepto nalguns tipos de pó D que, pela sua especificidade, podem apresentar alguns riscos de toxicidade • Perigo de emprego: Perda de visibilidade em locais fechados devido à nuvem de pó criada. Pode danificar equipamentos sensíveis ao pó (ex. computadores) • Eficácia de extinção: Pó normal: muito eficaz em fogos da classe B e eficaz em fogos da classe C Pó polivalente: eficaz em fogos das classes A, BeC Pó especial: eficaz em fogos da classe D (utilizar, para cada tipo de metal, o pó especificamente adequado).
  44. 44. 4. 5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) Os extintores de hidrocarbonetos halogenados são aqueles cujo agente extintor é obtido por processos complexos de transformação dos hidro- carbonetos, nos quais se opera a substituição dos vários átomos de hidrogénio da molécula por átomos de flúor (F), cloro (CI), bromo (Br) e iodo (I). O halon 1211 (difluoroclorobromometano) foi um agente extintor muito utilizado em extintores portáteis e transportáveis. Sendo este halon uma substância que empobrece a camada do ozono, a comercialização de extintores carregados com este produto encontra-se proibida a nível mundial desde 1994 Manual de Extintores (protocolo de Montreal). Desde Dezembro de 2003 que foram substituídos em consequência do Regulamento (CE) n.º 2037/2000 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Junho de 2000. Novos produtos substitutos estão a ser testados e outros a aguardar aprovação4. pela União Europeia (UE). No entanto, convém referir que alguns produtos46 lançados no mercado nacional foram objecto de proibição pela UE. O anexo VII do referido regulamento autoriza o emprego de extintores de Halon 1211 somente em utilizações críticas essenciais tais como a segurança pessoal para utilização inicial pelos bombeiros e em extintores utilizados em pessoas pelas forças militares e de segurança. Os extintores de halon 1211 são de pressão permanente devido própria tensão de vapor do halon e da adição de azoto (N2), no momento do carregamento. Descrevem-se, de seguida, algumas características dos extintores de hidro- carbonetos halogenados: • Método de extinção: Inibição • Alcance: Até 5 m, de acordo com a capacidade do extintor • Velocidade de extinção: Rápida • Duração da descarga: De 6 a 30 s • Toxicidade: Muito cuidado com a decomposição do produto em contacto com as chamas
  45. 45. • Perigo de emprego: Evitar exposição ao fumo e gases liber- tados. Cuidados acrescidos em locais fechados (ventilar bem depois da utilização) • Eficácia de extinção: Utilizável em fogos da classe A. Eficaz em fogos das classes B e C. Síntese 4. 6. A escolha do agente extintor depende dos diferentes factores enunciadosao longo dos pontos anteriores. Contudo, é possível sistematizar este estudo,tornando viável uma escolha rápida, quando na presença de um incêndio oucomo medida de prevenção, recorrendo ao melhor agente extintor face ao 4.risco, de acordo com a NP 1800 (1981). 47 Apresentam-se no Quadro I informações qualitativas da adequação dosagentes extintores, nas suas diversas formas, para as diferentes classes de fogos. Escolha do agente extintor QUADRO I ESCOLHA DO AGENTE EXTINTORCLASSES AGENTES EXTINTORES DE Água Pó químico FOGOS Espuma CO2 Jacto Pulverizada ABC BC D A Sim Sim Sim Não Sim Não Não Bom Muito bom Bom Muito bom B Não Sim Sim Sim Sim Sim Não Aceitável Muito bom Bom Muito bom Muito bom C Não Não Não Sim Sim Sim Não Bom Bom Bom D Não Não Não Não Não Não Sim Muito bomFonte: NP 1800 – (1981) – Segurança contra incêndios. Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos.
  46. 46. 48 5. Manual de Extintores
  47. 47. 5. Distribuiçãode Extintores Manual dos extintores 5. 1. Princípios a respeitar na implantação dos extintores 5. 5. 2. Implantação dos extintores 49 5. 3. Número de extintores a implantar Distribuição dos extintores
  48. 48. 50 5. Manual de Extintores
  49. 49. Princípios a respeitar na 5. 1. implantação dos extintores Conhecidos os agentes extintores mais eficazes no combate a cada classede fogo, analisam-se agora os princípios que devem ser respeitados para umaeficaz cobertura dos locais a proteger: • A selecção dos extintores, quanto à quantidade, eficácia e localização para uma dada situação, deve ser determinada segundo a natureza dos possíveis incêndios e conhecimento antecipado do tipo de construção, número de ocupantes, risco a proteger, condições de ambiente e temperatura; • As construções deverão ser protegidas por extintores aprovados para o combate a fogos da classe A. A protecção dos riscos de ocupação deverá ser efectuada por extintores homologados para o combate a fogos das classes A, B, C ou D, de acordo com o maior risco que a ocupação apresente. Por exemplo, as construções com um tipo de ocupação que 5. apresente riscos de fogos das classes B e/ou C, deverão ter, além de 51 extintores para o combate a fogos da classe A, extintores para fogos das classes B e/ou C (fig. 18). Distribuição dos extintores Fig. 18 Extintor para protecção do tipo de construção (classe A) e do risco que a ocupação apresenta (classe B).
  50. 50. 5. 2. Implantação dos extintores Alguma legislação publicada sobre segurança contra risco de incêndio, refere que os extintores devem ser colocados de modo a que o seu manípulo fique a cerca de 1,20 m do pavimento. No entanto, a NP 3064(1) refere que os extintores têm que estar colocados permanente-mente nos locais definidos e em condições de operacionalidade. A sua colocação deve ser feita em suportes de parede ou montados em pequenos receptáculos, de modo a que o topo do extintor não fique a uma altura superior a 1,50 m acima do solo, a menos que seja do tipo transportável (fig. 19). Manual de Extintores5.52 A B Fig. 19 Altura de colocação dos extintores. A – Correcto; B – Incorrecto. É importante que os extintores estejam localizados nas áreas de trabalho, ao longo dos percursos normais (comunicações horizontais) ou no interior das câmaras corta-fogo, quando existam, em locais visíveis, acessíveis e não obstruídos (Fig. 20). (1) A NP 3064 está em revisão podendo alguns dos seus parâmetros vir a ser alterados.
  51. 51. Fig. 20 Extintores obstruídos e não visíveis – situação incorrecta. A distância a percorrer de qualquer ponto susceptível de ocupação até aoextintor mais próximo deve ser a determinada na legislação contra riscos deincêndio publicada, isto é, 15 m para os extintores de pó e de CO2 (fig. 21). 5. 53 Distribuição dos extintores Fig. 21 A distância máxima a percorrer até um extintor de CO2 ou de pó conforme legislação em vigor.
  52. 52. É de salientar que na NP 3064 alínea 6, a distância máxima a percorrer é de 25 m para os extintores de pó químico seco e de 9 ou 15 m para os de CO2, de acordo com tipo de risco e eficácia de extinção destes extintores. Em grandes compartimentos ou em locais onde a obstrução visual não possa ser evitada, devem existir meios suplementares (sinais) que indiquem a localização dos extintores (fig. 22). Fig. 22 Alguns modelos de sinais. Manual de Extintores5.54 5. 3. Número de extintores a implantar O cálculo do número necessário de extintores a implantar em cada área a proteger depende do risco nela existente. Para facilitar este cálculo, são considerados três níveis de risco: • Riscos ligeiros Considera-se risco ligeiro quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de pequenas dimensões. Estão incluídos neste nível gabinetes de escritórios, salas de aula, igrejas, locais de reunião, centrais telefónicas, etc..
  53. 53. • Riscos ordinários Considera-se risco ordinário quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de dimensões normais. Estão aqui incluídos parques de estacionamento, pequenas fábricas, armazéns de mercadorias classifi- cadas como não perigosas, estabelecimentos comerciais, etc.. • Riscos graves Considera-se risco grave quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de grandes proporções. Serrações, oficinas de automóveis e de manutenção de aviões, armazéns de combustíveis, bem como processos em que sejam manuseados líquidos inflamáveis, tintas, ceras, etc., são alguns dos exemplos deste risco. A NP EN 3-1 determina, nos termos dos pontos seguintes, a eficáciamínima dos extintores para os diferentes tipos de risco. 5. 5.3.1. Fogos da classe A 55 Distribuição dos extintores Para os fogos da classe A, a eficácia mínima dos extintores para os diferentestipos de risco (ligeiros, ordinários e graves) é determinada conforme oQuadro II. QUADRO II Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe A EFICÁCIA ÁREA A PROTEGER (m2) DO EXTINTOR Risco ligeiro Risco ordinário Risco grave 5A 300 — — 8A 600 — — 13 A 900 450 300 21 A 1125 600 400 34 A 1125 900 600 55 A 1125 1125 900
  54. 54. É de notar que 1125 m2 é a área considerada como limite prático para o cálculo da eficácia mínima dos extintores para os fogos da classe A. 5.3.2. Fogos da classe B Para os fogos da classe B, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes tipos de risco é determinada de acordo com o Quadro III. QUADRO III Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe B EFICÁCIA MÍNIMA DISTÂNCIA MÁXIMA A PERCORRER TIPO DE RISCO DOS EXTINTORES ATÉ AO EXTINTOR (m) Manual de Extintores Ligeiro 5B 9 10 B 15 Ordinário 10 B 9 20 B 15 Grave 20 B 9 40 B 155.56 Não devem ser utilizados mais do que dois extintores para a protecção requerida no Quadro III, podendo esta ser satisfeita com extintores de maior eficácia, desde que a distância a percorrer seja inferior a 15 m. Os extintores portáteis para cobertura de riscos inerentes à presença de líquidos susceptíveis de derrame (cobrindo uma área superior a 2 m2 com uma espessura superior a 6 mm) não devem constituir a única protecção existente. Para riscos inerentes a líquidos inflamáveis armazenados em tanques, deverão distribuir-se extintores para fogos da classe B, de modo a existir pelo menos uma unidade por m2 de superfície do maior tanque da área a proteger. Não devem utilizar-se dois ou mais extintores de menor eficácia em substituição do extintor requerido para o maior dos tanques.
  55. 55. 5.3.3. Fogos da classe C Os fogos desta natureza são considerados como um risco especial. Não sedeve tentar extinguir este tipo de fogo a menos que se tenha a certeza de quea saída de combustível possa ser rapidamente fechada. Alguns extintores contendo espuma ou dióxido de carbono (indicadospara fogos da classe B), são praticamente ineficazes para estes riscos devido àpressão dos fluídos. 5.3.4. Fogos da classe D Os extintores ou agentes extintores devem ser apropriados para os fogos queresultam da combustão dos diferentes metais. A capacidade dos extintores será determinada com base no tipo do metal, notamanho das partículas, na área a proteger e nas recomendações do fabricantedos extintores, fundamentando-se em ensaios de comportamento. Para uma fácil escolha do extintor, quanto à eficácia de extinção, poderãoser observadas as equivalências apresentadas no Quadro IV. 5. 57 QUADRO IV Distribuição dos extintores EQUIVALÊNCIAS DA CAPACIDADE DO EXTINTOR/EFICÁCIA DE EXTINÇÃO AGENTE EXTINTOR CAPACIDADE DO EXTINTOR EFICÁCIA DE EXTINÇÃO Água 10 L 21 A – — Pó químico ABC 6 kg 13 A – 144 B Pó químico ABC 12 kg 55 A – 233 B CO2 6 kg — – 55 B
  56. 56. 58 6. Manual de Extintores
  57. 57. 6. Inspecção, manutenção e recarga dos extintores Manual de Extintores 6. 1. Inspecção 6. 2. Manutenção 6. 3. Recarga 6. 59 Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
  58. 58. 60 6. Manual de Extintores
  59. 59. É da maior importância que os extintores se encontrem em perfeitascondições de operacionalidade aquando da sua utilização. Para isso, énecessário observar as regras estabelecidas na NP 4413 no que se refere àinspecção, manutenção e recarga. É de notar que o proprietário – ou a entidade exploradora – de umlocal onde existam extintores instalados, é o responsável pela sua inspecção,manutenção e recarga. Analisam-se algumas das regras mais importantes. Inspecção 6. 1. A inspecção é feita normalmente por pessoal designado pelo proprietárioou entidade exploradora e consiste na verificação rápida de que o extintorestá pronto a actuar no local próprio, devidamente carregado, que não foiviolado e que não existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua 6.utilização. 61 Os extintores devem ser inspeccionados com a frequência que as circuns- Inspecção, manutenção e recarga dos extintorestâncias imponham, devendo contudo sê-lo, pelo menos, trimestralmente. Ao inspeccionar um extintor, o pessoal designado deve ter em consideraçãose: • O extintor está no local adequado; • O extintor não tem o acesso obstruído, está visível, bem sinalizado e que as instruções de manuseamento em língua portuguesa de acordo com a NP EN 3-7, estão situadas na parte da frente; • As instruções de manuseamento estão legíveis e não apresentam danos; • O peso ou pressão, consoante o caso, estão correctos; • O corpo do extintor, bem como a válvula, a mangueira e a agulheta, estão nas devidas condições;
  60. 60. • O selo não está violado (fig. 23). Fig. 23 Verificação do selo. Manual de Extintores Quando uma inspecção revelar que houve violação, que o extintor está danificado, com fugas, com carga superior ou inferior à normal, que apresenta indícios visíveis de corrosão ou outros danos, deve ser submetido a medidas6. de manutenção adequadas.62 Deve existir um registo permanentemente actualizado que contenha as datas das inspecções, identificação de quem as efectuou e todas as indicações das medidas correctivas necessárias. 6. 2. Manutenção A manutenção deve ser feita por empresa com o serviço de manutenção certificado para realizar os trabalhos que se indicam na NP 4413 (fig. 24).
  61. 61. Fig. 24 A manutenção deve ser feita por empresa autorizada. Quando retirados do seu local, para manutenção ou recarga, os extintoresdevem ser substituídos por outros, de reserva, do mesmo tipo e com a mesmaeficácia. Os procedimentos de manutenção devem ser realizados nos prazos que seindicam no Quadro V. 6. QUADRO V 63 Procedimentos de manutenção (1) MANUTENÇÃO ADICIONAL(2) ENSAIO VIDA ÚTIL(4) Inspecção, manutenção e recarga dos extintores TIPO DE EXTINTOR MANUTENÇÃO OU REVISÃO NA EMPRESA DE PRESSÃO DO EXTINTOR E RECARGA SE FOR NECESSÁRIA (3) Água, à base de água e espuma Anual Aos 5, 10 e 15 anos — 20 anos Pó Anual Aos 5, 10 e 15 anos — 20 anos CO2 Anual Todos os 10 anos 10 anos 30 anos Nota 1. A manutenção deve ser efectuada em intervalos de 12 meses. é admissível uma tolerância de quatro semanas, antes ou depois deste intervalo. Nota 2. A substituição das peças não respeita estes intervalos, sendo substituídas sempre que necessário. Nota 3. Caso o tempo de vida útil do agente extintor tenha sido excedido, ou o seu estado assim o aconselhe. Nota 4. Em nenhum caso, a vida útil de um extintor pode exceder os 20 anos, excepto os extintores de CO2 e cartuchos de gás propulsor que devem ser submetidos até três provas hidráulicas mas não excedendo os 30 anos.Fonte: NP 4413 (2006) – Segurança contra incêndios. Manutenção de extintores.
  62. 62. 6. 3. Recarga Tal como para a manutenção, a recarga dos extintores (fig. 25) deve ser feita por empresa com serviço de manutenção certificado. Deverão ser usados na recarga agentes extintores, gases propulsores e componentes, similares aos que são utilizados na origem pelo fabricante. Os extintores que forem recarregados, devem indicar na respectiva etiqueta, a data desse procedimento. Manual de Extintores6. A64 B Fig. 25 Recarga de extintores. A – CO2; B – Pó químico.
  63. 63. A T E N Ç Ã O • Inspecção é uma operação rápida, efectuada por pessoas não especializadas, para verificar se um extintor está em condições de operacionalidade. • Manutenção é uma operação detalhada, efectuada por empresa de manutenção certificada que, por vezes, desencadeia uma recarga, reparação ou substituição. • Recarga é uma operação, efectuada por empresa de manutenção certificada, que substitui ou reabastece o agente extintor e gás propulsor. 6. 65 Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
  64. 64. 66 7. Manual de Extintores
  65. 65. 7. Actuação com extintores Manual de Extintores 7. 1. Activação do extintor 7. 2. Modo de actuar 7. 3. Distâncias de actuação 7. 67 Actuação com extintores
  66. 66. 68 7. Manual de Extintores
  67. 67. A utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa que detecteum incêndio no seu início. Para isso, é necessário conhecer previamente omodo de funcionamento e utilização deste equipamento. O conhecimento de algumas regras básicas sobre a utilização dos extintoresé importante para a segurança das pessoas e o êxito da extinção de um focode incêndio. Nestas condições, é indispensável tomar em consideração as seguintesregras: • Conhecer a localização, tipo e modo de utilização dos extintores distribuídos pelas instalações; • Ao detectar um foco de incêndio, dar o alarme, alertar ou fazer alertar meios suplementares de ajuda (segurança, bombeiros, etc.); • Actuar rapidamente, utilizando o extintor adequado à classe de fogo em presença. Sempre que possível, e sobretudo em interiores, fazer-se acompanhar por outras pessoas. O operador deverá lembrar-se que poderá actuar em ambientes envoltos em fumo onde a desorientação ou a perda de consciência são possíveis; • Tentar extinguir o foco de incêndio de acordo com os procedimentos indicados a seguir. 7. 69 Actuação com extintores A T E N Ç Ã O • A aproximação às chamas tem que ser progressiva. • Avançar tendo a certeza de que o incêndio não envolverá o operador pelas costas. • Não permanecer muito tempo exposto ao fumo e aos gases libertados.
  68. 68. 7. 1. Activação do extintor Ao actuar com um extintor, o primeiro passo será a activação deste, isto é, colocá-lo em condições de funcionamento. Para tal, é necessário: • Retirar a cavilha de segurança (fig. 26). No caso dos extintores de pressão permanente, ficam prontos a funcionar a partir desse momento; Manual de Extintores7.70 Fig. 26 Retirar a cavilha de segurança.
  69. 69. • Pressurizar o extintor, caso seja de pressão não permanente, percutindo o disco da garrafa (cartucho) interior que contém o gás propulsor (fig. 27) ou rodando o volante da válvula da garrafa exterior (fig. 28);Fig. 27 Percutir o disco. 7. 71 Actuação com extintoresFig. 28 Rodar o volante da válvula.
  70. 70. • Premir o manípulo existente na válvula do extintor (fig. 29), quando o comando está instalado na referida válvula; Fig. 29 Premir o manípulo da válvula. Manual de Extintores • Premir o manípulo de comando, quando este existe na pistola (ou agulheta) difusora (fig. 30).7.72 Fig. 30 Premir o manípulo da pistola (ou agulheta) difusora.
  71. 71. Modo de actuar 7. 2. Num foco de incêndio ao ar livre, o combate deve ser sempre feito a favordo vento, de modo a que o agente extintor seja dirigido no sentido para ondeas chamas e fumo estão a ser projectados. Desta forma, evitam-se queimaduras,inalação de gases e fumo, bem como o desvio do agente extintor (fig. 31). Fig. 31 Combater o incêndio a favor do vento – situação correcta. Se o combate ao foco de incêndio for efectuado em locais interiores oupor qualquer motivo contra o sentido do vento (fig. 32) deverão ser tomadasprecauções adicionais usando equipamento de protecção adequado. 7. 73 Actuação com extintores Fig. 32 Combater o incêndio contra o vento – situação a evitar.
  72. 72. A manobra de actuação deve observar os seguintes procedimentos: • Antes de avançar para o fogo, deve efectuar-se um disparo curto do agente extintor para comprovar que o extintor se encontra em condições de operacionalidade; • Avançar até se aproximar do foco de incêndio (três a cinco metros consoante o tipo e capacidade do extintor); • Dirigir o jacto do agente extintor para o foco de incêndio, avançando à medida em que este vá perdendo alcance ou que o incêndio se vá extinguindo (fig. 33); Manual de Extintores7.74 Fig. 33 Aproximação ao foco de incêndio.
  73. 73. • Se o extintor for de CO2, aproximar-se o mais perto possível do foco de incêndio. Pela sua natureza, o CO2 tem pouco alcance e é facilmente desviado pelo vento e correntes de convecção (fig. 34);Fig. 34 Aproximação ao incêndio com um extintor com pouco alcance. • Começar a extinção do foco de incêndio pelo ponto mais próximo, projectando o jacto do agente extintor de forma a efectuar um corte junto à base das chamas (fig. 35); 7. 75 Actuação com extintoresFig. 35 Projectando o agente extintor para a base das chamas.
  74. 74. • Movimentar o jacto na horizontal, com movimentos laterais (varrimento), de forma a abranger toda a superfície ou volume das chamas (fig. 36); Fig. 36 Movimentos laterais (varrimento). • Em incêndio de combustíveis líquidos contidos em recipientes, não Manual de Extintores incidir o jacto na vertical do fogo pois existe o perigo de espalhar o combustível para fora do recipiente (fig. 37);7.76 Fig. 37 Manobra errada – jacto a incidir na vertical do incêndio.
  75. 75. • Ao utilizar-se extintores de espuma, deve fazer-se incidir o jacto do agente extintor na parede interior do recipiente, de forma a que este se espalhe uniformemente pela superfície do líquido em combustão (fig. 38);Fig. 38 Espuma projectada para a parede do recipiente. • Ao utilizar-se extintores de água pulverizada, projectar a água por cima das chamas em movimentos circulares (fig. 39); 7. 77 Actuação com extintoresFig. 39 Projecção de água pulverizada.
  76. 76. • Se o foco de incêndio se desenvolver na vertical (caso de líquidos combustíveis em derrame de cima para baixo, cortinados etc.), este deve ser inicialmente combatido na parte inferior, progredindo seguidamente de baixo para cima (fig. 40 e 41). Fig. 40 Líquido a cair por gravidade. Manual de Extintores7.78 Fig. 41 Incêndio a desenvolver-se na vertical.
  77. 77. • Ao combater um incêndio em gases inflamáveis em saída livre, o agente extintor deve ser dirigido junto à saída, pela rectaguarda ou lateralmente, num ângulo de 45˚ a 90˚ (fig. 42). A 7. 79 Actuação com extintores B Fig. 42 Posições para combate a um incêndio de gases inflamáveis. A – Correcto; B – Incorrecto.
  78. 78. 7. 3. Distâncias de actuação Apresentam-se, seguidamente, algumas distâncias a considerar quando se actua com extintores portáteis. É de notar que as distâncias referidas são aquelas que a prática aconselha e também as indicadas por alguns fabricantes de extintores. Devem tomar-se sempre em consideração os condicionalismos que podem ocorrer e levem a alterar as distâncias indicadas (fig. 43), para mais ou menos, tais como, entre outros: • Incêndios ao ar livre ou em espaços fechados; • Ventos e correntes de convecção; • Tipo e capacidade do extintor; • Protecção individual do utilizador; • Dimensão do foco de incêndio; • Conhecimento do modo como actuar com o extintor; Manual de Extintores • Confiança no equipamento; • Treino.7.80 A T E N Ç Ã O Não esquecer que um extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a um incêndio acabado de despontar. Portanto, deve actuar-se rapidamente. É necessário lembrar que se trata de uma luta contra o tempo: um fogo transforma-se rapidamente num incêndio.
  79. 79. Extintor de água em jacto – 6 a 8 mExtintor de água pulverizada – 2 mExtintor de espuma – 3 a 4 m 7. 81 Actuação com extintoresExtintor de C02 – 1 a 2 mExtintor de pó químico – 3 a 5 mFig. 43 Distâncias de actuação.
  80. 80. 82 Manual de Extintores
  81. 81. Bibliografia Manual de Extintores GlossárioÍndice remissivo Índice geral 83
  82. 82. 84 Manual de Extintores
  83. 83. Bibliografia Manual de ExtintoresE urovisual , C omunicações L da (1997) – Manual de Instrução – Extintores.NP 1800 – 1981 – Segurança contra incêndios – Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.NP 3064 – 1988 – Segurança contra incêndios – Utilização dos extintores de incêndio portáteis. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.NP EN 2 – 1993 – Segurança contra incêndios – Definição e designação das classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de QualidadeNP EN 25923 – 1996 – Segurança contra incêndio – Agentes extintores. Dióxido de carbono. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.NP EN 3 Parte 1 – 1997 – Segurança contra incêndio: Extintores de incêndio portáteis. Designação, duração de funcionamento. Ensaios de eficácia (fogos - tipo). Lisboa: Instituto Português de Qualidade.NP EN 3 Parte 2 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio portáteis. Ensaios de estanquidade, dieléctrico e de compactação. Lisboa: Instituto Português de Qualidade 85NP EN 3 Parte 5 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio portáteis. Especificações e ensaios complementares. Lisboa: Instituto Português Bibliografia de Qualidade.NP 4413 – 2002 – Segurança contra incêndio – Manutenção de extintores. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
  84. 84. 86 Manual de Extintores
  85. 85. Glossário Manual de Extintores AAbafamento – Método de extinção de incêndios que consiste em eliminar o comburente, através de uma acção exteriorAditivo – Substância química adicionável a outra para melhorar as suas características. No caso do combate a incêndios, adiciona-se à água para melhorar as suas características extintoras ou retardantesAgente espumífero – Substância que, misturada com a água e, posteriormente, com o ar, dá origem a uma espuma destinada à extinção de incêndiosAgente extintor – Substância destinada à extinção de incêndioArrefecimento – étodo de extinção de incêndio que consiste em reduzir a M temperatura do combustível BBoca de incêndio – Equipamento ligado ao sistema público ou privado de abastecimento de água com uma única saída, destinado a reabastecer os veículo de combate a incêndios. Ver «hidrantes» 87 CCarga de um extintor – Massa ou volume de agente extintor contido no extintor. Glossário A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água é expressa em unidades de volume (L) enquanto que a carga dos restantes equipamentos é expressa em unidades de massa (Kg)Chuveiro – Aplicação de água de forma pulverizada, para combate a incêndios, com pressão inferior a 25 bar
  86. 86. Comburente – Elemento ou composto químico susceptível de provocar a oxidação ou combustão de outras substâncias (alimenta uma combustão) Combustão – Reacção exotérmica de uma substância combustível com um comburente, susceptível de ser acompanhada de uma emissão de chama e/ou de incandescência e/ou de emissão de fumo Combustível – Matéria que arde ou pode ser consumida pelo fogo Convecção – Forma de propagação de energia através da deslocação de matéria (gasosa ou líquida) aquecida D Difusor – Peça de uma agulheta que possibilita a fragmentação das partículas de água de modo a formar chuveiro Duração de funcionamento de um extintor – Tempo durante o qual ocorre a projecção de um agente extintor, sem que tenha havido a interrupção da descarga, com a válvula completamente aberta e sem considerar a libertação do gás propulsor residual E Emulsor – Ver «Agente espumífero» Espuma – Agente extintor formado por bolhas, constituídas por uma Manual de Extintores atmosfera gasosa (ar), que se encontra confinada numa parede formada de uma película fina de agente emulsor Espumífero – Ver «Agente espumífero» Extinção – Acção de eliminar uma combustão Extintor – Aparelho que contém um agente extintor, o qual pode ser88 projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão ou pela libertação de um gás auxiliar F Fogo – Combustão caracterizada por uma emissão de calor acompanhada de fumo, de chama ou de ambos Fogo da classe A – Fogo em materiais sólidos, geralmente de natureza orgânica, em que a combustão se faz normalmente com a formação de brasas
  87. 87. Fogo da classe B – Fogo em líquidos ou sólidos liquidificáveisFogo da classe C – Fogo em gasesFogo da classe D – Fogo em metaisFumo – Conjunto visível de partículas sólidas e/ou líquidas em suspensão no ar, resultante de uma combustão HHalon – Ver «Hidrocarboneto halogenado»Hidrocarboneto – Composto que tem como base da sua composição átomos de carbono e hidrogénioHidrocarboneto halogenado – Agente extintor em que alguns átomos de hidrogénio de um hidrocarboneto foram substituídos por átomos de flúor, cloro, bromo ou iodo IIncêndio – Fogo sem controlo no espaço e no tempo, que provoca danosInibição – Acção que reduz a produção de radicais livresInspecção – Verificação rápida de que o extintor está pronto a actuar no local próprio, devidamente carregado, que não foi violado e que não existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua utilização. JJacto – Aplicação de água de forma compacta, para combate a incêndios MManutenção – Conjunto de acções de carácter técnico e administrativo, incluindo as de verificação, destinadas a conservar um sistema 89 ou um equipamento ou a repô-lo no estado de funcionamento requerido Glossário PPropagação – Desenvolvimento do incêndio no espaço, através dos mecanis- mos de transmissão da energia ou de deslocação de matéria inflamadaPulverizada – Ver «Chuveiro»
  88. 88. R Radical livre – Átomo ou molécula extremamente reactivo com um tempo de vida curta (possui um electrão desemparelhado) Risco grave – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de grandes proporções Risco ligeiro – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de pequenas dimensões Risco ordinário – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de dimensões normais T Toxicidade – Capacidade de uma substância provocar a morte ou danos graves à saúde quando inalada, ingerida ou absorvida pela pele Manual de Extintores90
  89. 89. Índice remissivo Manual de ExtintoresAAbafamento ...................................................................................... 42, 45, 87Actuação com extintores ............................................................................... 67Aditivo ............................................................................................. 39, 40, 87Agente espumífero ............................................................................ 41, 79, 87Agente extintor ...... 11, 13, 15-17, 29, 31-33, 39, 40, 43-47, 65, 73-77, 79, 87Agente propulsor .................................................................................... 17, 64CCálculo do número de extintores ............................................................ 49, 54Características dos extintores ..................................... 29, 30, 40, 42, 43, 45, 46Carga de um extintor ........................................................................ 11, 29, 87Classificação dos extintores ........................................................................... 15Comburente ..................................................................................... 43, 45, 88Combustão ................................................................................. 39, 57, 77, 88Combustível ......................................................................... 39, 54, 55, 57, 88Convecção ........................................................................................ 75, 80, 88DDifusor ............................................................................ 31-33, 40, 43, 72, 88Distribuição dos extintores ............................................................................ 49 91E Índice remissivoEficácia de extinção ......................................................... 15, 18, 39-43, 45, 47Eficácia mínima ...................................................................................... 55, 56Escolha do agente extintor ...................................................................... 37, 47Extintor (definição) ................................................................................. 11, 88Extintor de água ..................................................................................... 41, 77Extintor dorsal .............................................................................................. 15Extintor manual ............................................................................................ 15Extintor portátil .................................................................... 15, 29, 46, 56, 80
  90. 90. Extintor manobrado manualmente ......................................................... 15, 34 Extintor rebocável ......................................................................................... 35 Extintores de dióxido de carbono ................................................ 16, 37, 39, 43 Extintores de espuma ............................................................ 16, 37, 41, 42, 77 Extintores de hidrocarbonetos halogenados ....................................... 16, 37, 46 Extintores de pó químico ...................................................... 16, 37, 44, 45, 54 Extintores móveis ............................................................................. 15, 34, 46 F Fogo da classe A .................................................................... 40, 41, 51, 55, 88 Fogo da classe B .................................................................... 19, 51, 56, 57, 89 Fogo da classe C .......................................................................... 18, 45, 57, 89 Fogo da classe D ............................................................................... 45, 57, 89 . Fogo-tipo ...................................................................................................... 18 G Gás propulsor ....................................................................... 17, 31, 33, 34, 65 I Identificação ................................................................................................. 23 Implantação dos extintores ................................................................ 49, 51, 52 Inscrições ...................................................................................................... 23 Inspecção .............................................................................. 59, 61, 62, 65, 89 M Manual de Extintores Manómetro ............................................................................................ 31, 32 Manutenção .......................................................................... 55, 59, 61-65, 89 Mobilidade do extintor ........................................................................... 13, 15 P Pressão permanente ............................. 17, 27, 31, 32, 34, 39, 42, 43, 45, 467092 Pressão não permanente ................................................... 17, 27, 33-35, 39, 42 R Recarga .................................................................................. 29, 59, 61, 63-65 Risco grave .............................................................................................. 55, 90 Risco ligeiro ............................................................................................ 54, 90 Risco ordinário ....................................................................................... 55, 90 Rótulo ........................................................................................ 18, 23, 24, 41 S Sinais ............................................................................................................ 54 Síntese .......................................................................................................... 47
  91. 91. Índice geral Manual de Extintores Prefácio 3 Sumário 5 Siglas 7 Introdução 9 1. Classificação 13 1.1. Mobilidade do extintor ................................................................... 15 1.2. Agente extintor ............................................................................... 16 1.3. Modo de funcionamento ................................................................ 17 1.4. Eficácia de extinção ......................................................................... 18 1.4.1. Fogos-tipo da classe A ............................................................ 18 1.4.2. Fogos-tipo da classe B ............................................................ 19 93 Índice geral 2. Identificação 21 2.1. Componentes de identificação ........................................................ 23
  92. 92. 3. Características e funcionamento dos extintores 27 3.1. Extintores de pressão permanente .................................................... 31 3.2. Extintores de pressão não permanente ............................................. 33 3.3. Extintores móveis ............................................................................ 34 3.3.1. Móveis manobrados manualmente ........................................ 34 3.3.2. Móveis rebocáveis .................................................................. 35 4. Escolha do agente extintor 37 4.1. Extintores de água .......................................................................... 39 4.2. Extintores de espuma física ............................................................. 41 4.3. Extintores de dióxido de carbono (CO2) ......................................... . 43 4.4. Extintores de pó químico ................................................................ 44 4.5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) ....................... . 46 4.6. Síntese ............................................................................................ . 47 5. Distribuição dos extintores 49 Manual de Extintores 5.1. Princípios a respeitar na implantação dos extintores ........................ 51 5.2. Implantação dos extintores .............................................................. 52 5.3. Número de extintores a implantar ................................................... 54 5.3.1. Fogos da classe A ................................................................... 55 5.3.2. Fogos da classe B ................................................................... 56 5.3.3. Fogos da classe C ................................................................... 5794 5.3.4. Fogos da classe D ................................................................... 57 6. Inspecção, manutenção e recarga dos extintores 59 6.1. Inspecção ........................................................................................ 61 6.2. Manutenção .................................................................................... 62 6.3. Recarga ........................................................................................... 64
  93. 93. 7. Actuação com extintores 67 7.1. Activação do extintor ...................................................................... 70 7.2. Modo de actuar .............................................................................. 73 7.3. Distâncias de actuação .................................................................... 80 Bibliografia 85 Glossário 87 Índice remissivo 91 95 Índice geral

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