Uma pitada a menos

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Uma pitada a menos

  1. 1. Saúde na mídia Brasília, 25 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Uma pitada a menos SAÚDE Iano Andrade/CB/D.A Press - 28/7/11 gistrada entre as décadas de 1930 e 1990. Em 2007, ano em que o último levantamento foi realizado, os males como diabetes melito, neoplasias, doenças re- nais, cardiovasculares e outros problemas crônicos mataram 706 mil pessoas. Preocupada com a situação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa )lançou a Campanha de Redução do Consumo de Sal, cujo objetivo é cons- cientizar e orientar consumidores para escolhas mais saudáveis. "Além de incentivar o consumo de ali- mentos naturais, o projeto pretende criar nas pessoas No supermercado, a gerente de alimentos da Anvisa analisa o rótulo dosalimentos: campanha integra estratégias para redução do consumo de sódio o hábito de leitura do rótulo nutricional dos produtos industrializados para a escolha daqueles com o me- nor teor de sódio", explica Denise Resende, ge- rente-geral de alimentos do órgão regulatório.Mudança nos padrões alimentares dos brasileiroslevou a um aumento exagerado do consumo de sal, A biomédica afirma que a campanha integra as es-condimento que agrava a incidência de doenças crô- tratégias para a redução do consumo de sódio pela po-nicas. Anvisa lança campanha para alertar sobre os pulação e se alia ao compromisso assinado em abrilmalefícios do sódio em excesso passado entre o Ministério da Saúde e as indústrias de alimentação para diminuir gradualmente a sub-Márcia Neri stância nos alimentos processados. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) é parceira daA gordura não é a única vilã da dieta que o brasileiro proposta. "Hoje, cerca de 25 milhões de pessoas pas-adotou nos últimos anos. De norte a sul, o prato da po- sam diariamente pelos supermercados do país. Cria-pulação está muito mais salgado do que deveria. E o mos uma série de panfletos e banners que serãoexcesso de sódio, que responde por 40% da com- distribuídos nos estabelecimentos, alertando para oposição do sal de cozinha e também é usado pela in- perigo do consumo exagerado de sódio", adianta.dústria como conservante, tem deixado a populaçãovulnerável. A Organização Mundial de Saúde Padrão de risco(OMS )recomenda a ingestão diária de 5g do con-dimento. Mas estimativas revelam que o consumo Segundo Denise Resende, a ingestão excessiva domédio no Brasil varia de 10g a 12g. A conta do abuso nutriente deve-se à mudança no padrão da dieta deé cobrada da saúde, já que a ingestão excessiva do só- adultos e crianças. Hoje, uma parcela consideráveldio é apontada por especialistas como a principal res- dos brasileiros almoça fora de casa. Além disso, noponsável pelo aumento da incidência de doenças cardápio caseiro, os alimentos industrializados estãocrônicas não transmissíveis (DCNT). presentes em escalas bem maiores do que há 20 ou 30 anos. Um estudo desenvolvido pela própria AnvisaDados do Ministério da Saúde revelam que, atual- em 2010 avaliou o perfil nutricional dos alimentosmente, tais patologias são responsáveis por pelo me- processados que recheiam as gôndolas dos su-nos 68% das mortes ocorridas anualmente no país, permercados. O resultado não deixou dúvidas: a ali-aumentando em mais de três vezes a proporção re-Saúde na mídia pg.1
  2. 2. Saúde na mídia Brasília, 25 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: Uma pitada a menosmentação dos adultos e das crianças anda pobre em brasileiro se agrave ainda mais dentro de poucosfibras e rica em gorduras saturadas e sódio. anos.Dentre as categorias analisadas, a que representou Hábitomaior teor de sódio foi a do macarrão instantâneo. "Osódio também está presente em biscoitos, re- A servidora pública Rosa Veloso, 67 anos, sabe a di-frigerantes, pães, salgadinhos, embutidos e en- ferença que a moderação em relação ao sal pode fa-latados. Se conseguirmos diminuir o consumo de sal zer. Mineira e apreciadora de uma alimentaçãopara 5 g diários, reduziremos em 15% os óbitos por caprichada no tempero, ela conta que a hipertensãoacidente vascular cerebral (AVC). Cerca de 1,5 mi- deu os primeiros sinais quando ela tinha 41 anos. Olhão de brasileiros ficariam livres da hipertensão", cardiologista prescreveu medicação e cuidados comdestaca Denise. a dieta. "Confesso que não fui disciplinada e não con- trolei tanto as guloseimas. Quando fiz 60 anos, des-O organismo humano utiliza uma série de recursos cobri o diabetes. Passei muito mal e a situação ficoupara se manter em equilíbrio. Quando o nível de só- tão complicada que tive que tomar insulina. Nessedio passa dos limites tolerados, ocorre a liberação de momento, até a hipertensão, outrora remediada, fi-hormônios que retêm os líquidos. Tal situação au- cou descontrolada", conta. Depois do susto, um pro-menta o volume de sangue circulante e sobrecarrega o grama alimentar com controle do sal e das gordurascoração devido à elevação da pressão arterial. A hi- devolveu a qualidade de vida a Rosa. "Já emagrecipertensão, por sua vez, é fator de risco para AVC, in- 8kg. Cheguei a tomar 11 medicamentos. Hoje, con-farto, comprometimento das funções renais e de segui reduzir para dois", comemora.outros órgãos. "É um efeito cascata. Atualmente,30% da população mundial morre de AVC ou infarto, O economista Marco Antônio*, 31 anos, estava a ca-e a ingestão descontrolada de sal é um dos vilões, as- minho da falência renal. Embora sentisse uma dor es-sim como o colesterol ruim e o sedentarismo", re- tranha nas costas e um cansaço constante, ele nuncaforça Bruno Ganen, cardiologista e gerente do imaginou que uma alteração no funcionamento dosprograma Total Care da Amil. rins fosse ser apontada no checape que resolveu fa- zer. "Percebi o quanto a alimentação pode mudar aO nefrologista Daniel Rinaldi detalha o que ocorre minha vida", conta.com os rins. Por alterar os vasos, o sal provoca perdade função renal a longo prazo. "O sódio lesa o rim. A nutricionista Denise Lausmann garante que é pos-Uma vez comprometido, o órgão não consegue eli- sível diminuir o sal sem comprometer o sabor dos ali-minar o nutriente do organismo, que acaba retendo lí- mentos. Segundo ela, o saleiro jamais deve ir à mesa.quido. Vem, então, a hipertensão e tudo o que ela Os embutidos precisam ser consumidos com muitaacarreta. É um ciclo vicioso, que vai piorando pro- parcimônia, e os molhos industrializados, evitadosgressivamente", lamenta o médico, que é presidente ao máximo. "É possível codimentar carnes com sal deda Sociedade Brasileira de Nefrologia. Para o es- ervas, uma mistura de manjericão, orégano, alecrim epecialista, somente a mudança dos hábitos sal batidos no liquidificador. Na hora de temperar,alimentares poderá evitar que a situação da saúde do use esse preparado na mesma quantidade que usaria oSaúde na mídia pg.2
  3. 3. Saúde na mídia Brasília, 25 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: Uma pitada a menossal", sugere. "A boa alimentação é um hábito que de- de uma famosa marca disponível em supermercados,pende da conscientização de cada indivíduo. De- por exemplo, contém 1.550mg de sódio. Mul-finitivamente, nosso organismo não precisa de 12g tiplicando esse valor por 2,54, encontra-se a medidade sal por dia", reforça. equivalente em sal: 3,9g. Isso representa 65% do re- comendado para consumo no dia todo, que é de 2g deFaça as contas sódio ou 5g de sal.Para converter a quantidade de sódio encontrada no *Nome fictício, a pedido do entrevistadorótulo de algum produto em sal, basta multiplicá-lapor 2,54. Uma porção de 27,5g de frango à americanaSaúde na mídia pg.3

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