No DF, 45% estão acima do peso

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No DF, 45% estão acima do peso

  1. 1. Saúde na mídia Brasília, 12 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional No DF,45% estão acima do peso CIDADE Fotos: Kleber Lima/CB/D.APress SAÚDE Pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Pro- teção para Doenças Crônicas registra crescimento no número de pessoas a caminho da obesidade. Ín- dice aumentou entre os homens e, nas mulheres, di- minuiu » ARIADNE SAKKIS Já fomos mais magros. Já fumamos mais e bebemosGeusimar de Sousa e sua mulher, Divina Pereira, caminham todos os dias. "Fazemos isso pela saúde. E dá mais força para trabalhar" menos. Já comemos melhor. Continuamos a ser a uni- dade da Federação com os melhores números quando o assunto é a prática de exercícios físicos. Os raios-x do estado de saúde da população do Distrito Federal fazem parte da edição de 2010 da Vigilância de Fa- tores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde. De modo geral, em ter- mos de saúde, a situação dos moradores do DF é uma das melhores do país. Há, porém, pontos importantes aos quais é preciso estar sempre atento, como o ex- cesso de peso. De acordo com os dados obtidos por meio de en- trevistas telefônicas ao longo do ano passado, 45% da população pesam mais do que deveriam. Isso re- presenta aumento de quase 10 pontos percentuais em relação ao aferido em 2009. "O DF seguiu uma ten- dência observada em todo o Brasil. Apesar de a mé- dia nacional ser 48%, mais alta que a do DF, o estado Fernanda Alpino (D) "A gente bebe mais que a geração das nossas mães" de alerta ainda está mantido para capital", afirma De- borah Malta, coordenadora-geral de Doenças e Agravos não Transmissíveis da Secretaria de Vi- gilância em Saúde do Ministério da Saúde. O sexo masculino tem mais dificuldades de se conciliar com abalança: estima-sequequase685 mil homens,ou se- ja, 58% da população masculina do DF, estejam aci- ma do peso. Em compensação, quase 32% das mulheres disseram estar fora da faixa de peso ideal - houve redução de mais de 3% em relação aos dadosSaúde na mídia pg.1
  2. 2. Saúde na mídia Brasília, 12 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: No DF,45% estão acima do peso da que o DF ainda tenha bons resultados em alimentação se comparado ao resto do país, houve queda no consumo de alimentos mais saudáveis", in- dica Deborah Malta. Em nível nacional, 30% dos bra- sileiros ingerem a quantidade recomendada de frutas, folhas e legumes. Enquanto os homens precisam prestar mais atenção ao peso, a parcela feminina da população do DF deve atinar para os excessos no consumo de bebida al- coólica. Entre 2009 e 2010, não houve avanço ou re- cuo estatístico significativo: esse índice passou de 11,1% para 11,6%. Mas, se analisado no período de cinco anos, o número de mulheres que consumiram em uma só ocasião quatro ou mais doses de bebidas alcoólicas saltou 3%. "Acho que a gente bebe mais do que a geração das nossas mães. Mas não acho que é exagerado", opina a atriz Fernanda Alpino, 21 anos. Ela e as amigas Bárbara Rodrigues, 22, e Maria Vi-colhidos em 2009. tória Dutra, 21, foram colocar o papo em dia em um bar da Asa Sul. Disseram que a cerveja entrou no car-Porção de frutas dápio das mulheres, mas bebidas destiladas, con- sideradas mais fortes, não são consumidasO vigilante Marcelo da Silva, 40 anos, descobriu de regularmente. "É a libertação dos estereótipos fe-um jeito assustador que teria de mudar os hábitos e mininos", acredita Maria Vitória, estudante deemagrecer para minimizar os riscos à saúde. "Há dois antropologia que, ao contrário das amigas, bebiameses, fiz exames que constataram que sou hi- água e não cerveja.pertenso. O fato de eu estar acima do peso piora a si-tuação, então comecei a me preocupar com isso", diz. Boas notíciasAgora, ele carrega sempre consigo um saco de frutaspara saciar a fome. Além disso, passou a comer mais Entre tantas notas de atenção à saúde dos bra-verduras e legumes, diminuir o sal e o açúcar. O ob- silienses, existem motivos para comemorar: há cadajetivo de Marcelo é perder 30kg, devagar e sempre. vez menos fumantes no DF. A estimativa da Vigitel é"Briguei com o peso a vida inteira. Não adianta ema- de que 13,9% da população cultivem o hábito de fu-grecer rápido e depois ganhar tudo de novo. Estou fa- mar, contra 16% registrados em 2009. Vale destacarzendo a dieta com calma para ganhar saúde e que os homens têm vantagem sobre as mulheres naautoestima." briga contra o vício em nicotina, com queda de 7% em relação ao último Vigitel. É o caso do publicitárioMarcelo está percorrendo o caminho contrário dos André Gusmão, 26 anos. Durante nove anos, ele es-demais. Em 2006, o DF tinha 51% da população con- teve ligado ao cigarro e chegou a consumir um maçosumindo regularmente as cinco porções semanais re- por dia até decidir largar o vício, em meados do anocomendadas de frutas, legumes e hortaliças. Quatro passado. "Passei a sentir asco pelo gosto e pelo cheiroanos depois, os adeptos desses grupos alimentares re- do cigarro e decidi parar. Comecei usando adesivopresentam 39,9%. "A qualidade da alimentação e os de nicotina", conta. Ele voltou a fumar entre março eindicadores de peso estão diretamente ligados, e ain-Saúde na mídia pg.2
  3. 3. Saúde na mídia Brasília, 12 de agosto de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: No DF,45% estão acima do pesojunho deste ano, mas há dois meses parou novamente. Geusimar. Divina destaca a quantidade de espaçosAndré notou que a capacidade respiratória aumentou, para se praticar esportes no DF. "A cidade contribui,assim como a disposição para tarefas cotidianas. A incentiva. E também há muitos funcionários pú-pele também melhorou. blicos, com tempo para se dedicar a isso", opina.O publicitário começou a fazer boxe no fim de 2010 e Plano emergencialcontinua a praticar o esporte. Ele é parte dos 22% debrasilienses que costumam se exercitar no tempo liv-re. Proporcionalmente, o DF tem os melhores nú- Os dados contabilizados pela Vigitel serviram parameros do Brasil neste segmento. Talvez Geusimar que o Ministério da Saúde elaborasse um plano deTorres de Sousa, 37 anos, e a mulher, Divina dos San- ação contra doenças crônicas não transmissíveis. Astos Pereira, 42, exemplifiquem o espírito esportivo medidas devem ser anunciadas pelo órgão nos diasdo DF. Pelo menos cinco vezes na semana, o casal de 18 e 19 próximos, durante um fórum nacional. O ma-operadores de caixa corre no Parque da Cidade ou em terial também será levado à Assembleia Geral da Or-Planaltina, onde os dois moram. "No parque, cor- ganização das Nações Unidas (ONU), em Novaremos 4km. Em Planaltina, o percurso é de 2km. Fa- York.zemos isso pela saúde. E dá mais força paratrabalhar. Sinto que se paro, o corpo fica abatido", dizSaúde na mídia pg.3

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