Saúde na mídia                                                                                           Brasília, 19 de j...
Saúde na mídia                                                                    Brasília, 19 de julho de 2011           ...
Saúde na mídia                                                                    Brasília, 19 de julho de 2011           ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Mais vida para soropositivos

796 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
796
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
0
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Mais vida para soropositivos

  1. 1. Saúde na mídia Brasília, 19 de julho de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Mais vida para soropositivos SAÚDE Universidade da Columbia Britânica/Divulgação A maior pesquisa feita com grupos populacionais in- fectados pelo HIV mostra que é possível viver com o vírus além da expectativa. O estudo diz que é preciso fazer testes, seguir o tratamento e ampliar o acesso » MAX MILLIANO MELO Há três décadas, quando surgiram os primeiros casos de Aids no mundo, os tratamentos para combater a doença ainda não existiam e ser contaminado era uma sentença de morte. Desde então, pesquisadores de várias nacionalidades têm unido esforços, tanto na busca de tratamento mais eficazes para os pacientes que contraíram o HIV, quanto para produzir uma va- "Essa diferença drástica entre homens e mulheres deve-se ao fato de que,tradicionalmente, os homens aderem mais tarde ao tratamento. E também cina. Depois de diversos estudos confirmarem que al-por receberem menos cuidados ao longo da vida"Edward Mills, médico da Universidade da Columbia Britân gumas formas de tratamento são capazes de diminuir em 96% as chances de se transmitir o vírus, uma pes- quisa publicada na edição de hoje do periódico norte-americano Annals of Internal Medicine apre- senta mais um avanço - mostra que, com o uso de Radu Sigheti/Reuters - 1/12/03 antirretrovirais já disponíveis no mercado, a ex- pectativa de vida dos pacientes - que antes dos anos 2000 era de10 anos, podeser amesma depessoas sau- dáveis, se esse tratamento não sofrer interrupção. A descoberta reforça ainda mais a necessidade de se ampliar o acesso aos remédios a populações carentes de diversas partes do mundo. Agora, de- finitivamente, a Aids deixa de ser sinônimo de ates- tado de óbito. O estudo divulgado hoje é o primeiro em grande escala a medir o impacto na expectativa de vida dos pacientes soropositivos que utilizam me- dicamentos antirretrovirais. Feito com cerca de 22.315 voluntários, com idade acima de 14 anos, em Nos países africanos estão localizados os maiores grupos populacionais Uganda, na África, os pesquisadores consideraram a contaminados pelo HIV. Um dos motivos é a falta de acesso a testes e a drogas expectativa de vida em 35 anos de idade, quando na região é de 62 anos. Os homens que utilizavam as drogas para o controle da doença tiveram uma expectativa de vida de 57 anos, eas mulheres de67. "Essa diferença drásticaen- tre homens e mulheres deve -se ao fato de que, tra-Saúde na mídia pg.1
  2. 2. Saúde na mídia Brasília, 19 de julho de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: Mais vida para soropositivosdicionalmente, os homens aderem mais tarde ao No entanto, para que o coquetel de antirretroviraistratamento. E também por receberem menos cui- possa se efetivar como a principal arma tanto na me-dados ao longo da vida", disse em entrevista ao lhoria da qualidade de vida dos pacientes como alia-Correio o médico canadense Edward Mills, da Uni- do para impedir o surgimento de novos casos, éversidade da Columbia Britânica, principal autor do preciso ampliar a oferta de testes. O Ministério daestudo. Saúde estima que apenas no Brasil 250 mil pessoas estão contaminadas pelo HIV e não sabem disso. NoAmérica Latina planeta, esse número chega a 34 milhões de pessoas - metade dos soropositivos do mundo - e a grandePara ele, a constatação de que o tratamento permite o maioria deles habita regiões pobres, como parte dasoropositivo viver aproximadamente o mesmo tem- América Latina e África, onde a oferta de exames ain-po de uma pessoa saudável, também pode ser apli- da não é eficiente.cada à América Latina e a outros países da África,onde a epidemia ainda é um problema grave. "U- Esperançatilizamos métodos de investigação propostos pelaOrganização Mundial de Saúde. Além disso, os Segundo o representante no Brasil do Programa Con-medicamentos usados em Uganda, são os mesmos junto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids),adotados em outras regiões do continente e do mun- Pedro Chequer, esta é a segunda revolução de tra-do", explica o pesquisador. "Por isso, acreditamos tamento naepidemia dadoença, após 30 anos decom-que os resultados são os mesmos, in- bate. "A primeira revolução ocorreu em 1996,dependentemente da região ter uma expectativa de quando surgiram as primeiras drogas que ampliaramvida maior. Na verdade, acreditamos que em regiões a expectativa de vida dos pacientes", explica. "A-onde o acesso aos medicamentos é maior, essa di- gora, temos uma nova revolução, já que, somando oferença na expectativa de vida de soropositivos e sau- tratamento com a proteção do preservativo po-dáveis deva ser ainda melhor", acrescenta Mills. deremos, pela primeira vez, acabar com as novas contaminações", completa Chequer.A boa notícia veio enquanto cientistas e entidades sereúnem na Itália para debater os rumos das pesquisas Para que isso ocorra, no entanto, ainda há um longoem combate ao HIV, na 6ª Conferência da Sociedade caminho a ser seguido. "Nas regiões da África, ondeInternacional de Aids sobre Patogenia, Tratamento e o estudo mostrou que a expectativa de vida pode serPrevenção, que segue até amanhã, em Roma. O tra- prolongada, ou mesmo em outros lugares do planeta,tamento da doença é o centro das discussões do even- o que inclui, de certa forma, o Brasil, ter-se cons-to, depois que pesquisas mostraram que ao utilizar ciência de que se está infectado ainda demora muito",medicamentos de forma correta o paciente tem 96% observa o especialista. "O país precisa empreendermenos chance de transmitir a Aids. uma verdadeira cruzada, permanente, para que todas as pessoas contaminadas saibam disso e possam co-A novidade já havia sido adiantada pelo Correio em meçar a se tratar e a usufruir desses tratamentos.30 de maio, em entrevista com Willy Rozenbaum, Além disso, será preciso repensar quando iniciar omédico francês que ajudou a descobrir a Aids. "Uma uso de medicamentos. Isso deve acontecer de ma-pessoa que sabe que foi contaminada pode se be- neira mais precoce", alerta Pedro Chequer.neficiar do tratamento, e esse tratamento permite, in-clusive, não transmitir a doença em 96% dos casos", Metodologia aplicadaadiantou o pesquisador na época. A expectativa de vida aos 35 anos foi escolhida por-Saúde na mídia pg.2
  3. 3. Saúde na mídia Brasília, 19 de julho de 2011 Correio Braziliense/BR Ministério da Saúde | Institucional Continuação: Mais vida para soropositivosque, no decorrer dos anos, essa taxa varia muito. Se- para baixo. Por fim, na vida adulta, quando a chancegundo os especialistas, ao nascer, a esperança de vida de morrer por motivos de violência não impacta na ta-da pessoa é mais baixa, pois na região são comuns as xa, as doenças passam a ser o fator preponderante namortes por problemas de desnutrição e de de- longevidade. E isso possibilita medir com mais efi-sidratação. Na adolescência, a expectativa de vida ciência o impacto do tratamento da Aids.cresce pois esses problemas não puxam mais o índiceSaúde na mídia pg.3

×