Epilepsia                                                                                 em Debate                       ...
TELEFONES ÚTEISMINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL             ASSISTÊNCIA À SAÚDE DE PACIENTES      TEL. (69) 3216-3700          ...
1. APRESENTAÇÃO       Coube-me a honrosa tarefa de ler em primeira mão apublicação “Epilepsia em Debate”, de autoria do Pr...
ANOTAÇÕES_________________________________________________________________________________________________________________...
ANOTAÇÕES     ________________________________________________     ________________________________________________     __...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Professor Li Li Min (Unicamp/SP) – Palestra sobre Epilepsiano auditório do MPRO – Porto Velho...
se machuque;     ( ) oferecer líquidos e/ou passar álcool auxilia na recuperação da     pessoa para que retorne da crise; ...
II- DADOS SOBRE EPILEPSIA:1- Você sabe o que é epilepsia? ( ) sim ( ) não2-Se sim, o que é?_______________________________...
11. ENQUETE SOBRE EPILEPSIA                                                                         SUMÁRIO            Car...
Depois do exame clínico, outros dados são investigados,tais como:                  - DANO CEREBRAL                  - ANTE...
Está provado: Pessoas com Epilepsia são talentosas e     podem trabalhar.                                                 ...
3. SÍNTESE HISTÓRICA                                              Anticonvulsivante                                       ...
Diversas drogas (DAES) são usadas no tratamento da     sangria para dar escape aos maus espíritos, ingestão de um     epil...
da Liga Internacional de Epilepsia (ILAE), a epilepsia “é um            O tratamento mais usual para a epilepsia é feito a...
O tratamento medicamentoso das crises é feito com              Em tempo: Alentadora de esperança a notícia da     administ...
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ou ruídos ou ter sensações no estômago;              para continuar minha tarefa em prol das pessoas com epilepsia.     3....
Entretanto, convém destacar que nas epilepsias                   Durante uma crise epiléptica, as células do cérebro     i...
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Epilepsia em Debate na Sociedade - Cartilha Volume 1

  1. 1. Epilepsia em Debate na Sociedade 0800 647 3700 Vol. IRua Jamary, Bairro Olaria - Porto Velho/RO - CEP 76801-917 VENDA PROIBIDA Por Edmilson Fonsêca 1 Telefone (69) 3216-3700 - www.mp.ro.gov.br
  2. 2. TELEFONES ÚTEISMINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL ASSISTÊNCIA À SAÚDE DE PACIENTES TEL. (69) 3216-3700 COM EPILEPSIA - ASPE CAOP SAÚDE Cx.P. 6106-13083-970 CAMPINAS - SP TEL. (69) 3216-3989 TEL. (19) 3521-7292 CAOP EDUCAÇÃO E-MAIL: info@aspebrasil.org TEL. (69) 3216-3976 www.aspebrasil.org CASA DA CIDADANIA TEL. (69) 3223-2998 DEFENSORIA PÚBLICA www.mp.ro.gov.br TEL. (69) 3216-5053 ou 3216-5057MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL FEDERAÇÃO BRASILEIRA DETEL. (69) 3216-0500 ou 3216-0539 EPILEPSIA E-MAIL: epilepsiatemcura@bol.com.br ASSOCIAÇÃO RONDONIENSE DE EPILEPSIA - ARE TEL. (69) 9285-6136 e 9231-0909E-MAIL: epilepsia.pvh@hotmail.com EXPEDIENTE PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA Héverton Alves de Aguiar PROJETO GRÁFICO E PRODUÇÃO Waldiney Farias Braga - Segraf/MPRO
  3. 3. 1. APRESENTAÇÃO Coube-me a honrosa tarefa de ler em primeira mão apublicação “Epilepsia em Debate”, de autoria do Procuradorde Justiça Edmilson Fonsêca, Decano do Ministério Público deRondônia. Concebido para distribuição na rede de ensino doEstado de Rondônia, verifica-se que sua compreensão vaimuito além do plano educativo, servindo também para odespertar da sociedade e das autoridades constituídas para aconsecução de uma política de saúde pública em atenção àspessoas com epilepsia. Em tão boa hora, o propósito do trabalho torna efetivo,na área da saúde, um dos aspectos do Plano Geral de Atuação(PGA) da Instituição para o biênio 2011/2012, aprovado peloColégio de Procuradores de Justiça, este em harmonia com oprojeto “Epilepsia Fora das Sombras” da Organização Mundialda Saúde (OMS), executada pela ASPE no Brasil. De outro tanto, afigura-se oportuna a empreitada,em consonância com o novo perfil que se almeja para oMinistério Público Brasileiro, com atuação precípua na áreasocial, cumprindo, desse modo, mandamento da Carta daRepública de 1988. Plantada em terra fértil – Rondônia – certamente apublicação “Epilepsia em Debate” renderá bons frutos. Por derradeiro, ouso recomendar a sua leitura por seresclarecedora e de fácil acesso, apesar do tema árido. Bom proveito. HÉVERTON ALVES DE AGUIAR Procurador-Geral de Justiça 3
  4. 4. ANOTAÇÕES_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 33
  5. 5. ANOTAÇÕES ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ Um caso exemplar é o de Ana Maria, ________________________________________________ que padece de epilepsia há mais de cinquenta anos. ________________________________________________ Ela não se deixou abater pelo ________________________________________________ preconceito e pela discrimação da sociedade. ________________________________________________ Com esforço e dedicação, diplomou- se em “Desenho Artístico e Publicitário“ pelo ________________________________________________ Instituto Universal Brasileiro. ________________________________________________ Com o seu talento artístico, tem conseguido manter boa qualidade de vida. ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ _________________________________________________32 5
  6. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Professor Li Li Min (Unicamp/SP) – Palestra sobre Epilepsiano auditório do MPRO – Porto Velho/RO – em setembro de2010;2. Drª Li Hui Ling – Palestra sobre Epilepsia no auditório doMPRO (GIS) – Porto Velho – em Setembro de 2010;3. Profª Maria Carolina Doretto (UFMG) – Palestra sobreEpilepsia no auditório do MP-RO (UNIR), em junho de 2011;4. E. APPLETTON/Richard – Tudo sobre Epilepsia – São Paulo/SP – Andrei Editora LTDA – 2000;5. DA COSTA, Araújo Filho/Geraldo – Dostoiévski e Eu: AEpilepsia em Nossas Vidas – Teresina/Piauí – 2005;6. CARLOS ALEIXO Sepúlvida/Fernando – Manual de Epilepsia– Colina Editora – 2000;7. DE ALBUQUERQUE/Marly e CUKIERT/Artur – Epilepsia eQualidade de Vida – Editora Alaúde – 2007.8. ASPE - www.aspebrasil.org9. Apostila ASPE - Conexão10. Fernades Ital, Stop Saying. Epileptia. Epilepsia 2009;50(5):1280-1283. 31
  7. 7. se machuque; ( ) oferecer líquidos e/ou passar álcool auxilia na recuperação da pessoa para que retorne da crise; ( ) deve-se virar o rosto da pessoa de lado para que a baba não seja aspirada; ( ) devem-se evitar aglomerações em tomo do doente para que AGRADECIMENTOS ESPECIAIS o indivíduo possa respirar melhor; ( ) chamar socorro de um profissional de saúde; ( ) deve-se colocar o dedo ou um objeto na boca do doente para que este não morda ou se engasgue com a língua. outros: _____________________________________________ 9- Como você avalia seus conhecimentos sobre epilepsia? ( ) nenhum ( ) insuficiente ( ) moderado Dra. Rosária Gonçalves Novais (Defensora Pública de ( ) avançado Rondônia) 10-Marque abaixo a resposta que achar correta: Profa. Maria Carolina Doretto (UFMG) 10.1 - Você acha que a pessoa com epilepsia é deficiente? Suzana Soares da Silva ( ) sim ( ) não ( ) não sei Nadiza Sueli da Costa Moura 10.2 - Você acha que a epilepsia é uma doença espiritual? ( ) sim ( ) não ( ) não sei Maria Auxiliadora Borges de Lira 10.3 - Você acha que a pessoa com epilepsia é perigosa? José Jorge Pacheco Galindo ( ) sim ( ) não ( ) não sei 10.4 - Você acha que a pessoa com epilepsia é rejeitada pela ASPE sociedade? ( ) sim ( ) não ( ) não sei 10.5 - Você acha que é uma doença contagiosa? ( ) sim ( ) não ( ) não sei 10.6 - Você acha que a baba pode transmitir a doença? ( ) sim ( ) não ( ) não sei 10.7 - Uma pessoa com epilepsia tem mais dificuldade de conseguir emprego? ( ) sim ( ) não ( ) não sei30 7
  8. 8. II- DADOS SOBRE EPILEPSIA:1- Você sabe o que é epilepsia? ( ) sim ( ) não2-Se sim, o que é?_______________________________________________________________________________________3- Se não, o que você acha que é? __________________________________________________________________________4- Você acredita que a epilepsia seja causada por quaisfatores?( ) verme( ) fatores tóxicos( ) mau olhado( ) fatores genéticos( ) castigo de Deus( ) vontade de alguma coisa( ) doenças infecciosas( ) traumas ou agentes físicos( ) outros: ___________________________________________5- Você conhece alguém com epilepsia? ( ) sim ( ) não6- Se sim, qual a relação social dessa pessoa com você?( ) mesmo ambiente de trabalho;( ) mesmo ambiente de estudo;( ) vizinho;( ) parente distante;( ) parente que reside na mesma cidade;( ) parente que reside na mesma casa;( ) outros:____________________________________7 - Você já presenciou alguma crise convulsiva? ( ) sim ( ) não8- Durante a crise como você acha que as pessoas devemsocorrer o doente? Marque apenas as opções que acharcorretas:( ) nada deve ser feito;( ) a pessoa em crise deve ser totalmente imobilizada;( ) deve-se apoiar a cabeça do indivíduo em crise para que não 29
  9. 9. 11. ENQUETE SOBRE EPILEPSIA SUMÁRIO Caro leitor, Creio ter chegado o momento para saber como anda seu conhecimento acerca da Epilepsia. Para tanto, esta coluna lança uma enquete “TESTE SEU CONHECIMENTO” sobre o tema, objetivando sondar seu aprendizado. 1. APRESENTAÇÃO..............................................................................................................................3 I- DADOS PESSOAIS: 2. INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................11 1-Idade: ______ anos 3. SÍNTESE HISTÓRICA ...................................................................................................................12 2- Sexo: ( ) masculino ( ) feminino 4. CONCEITO DE EPILEPSIA ........................................................................................................13 5. SOCORRO EM CASO DE CRISE ............................................................................................15 3- Nível de escolaridade: ( ) Analfabeto; 6. CAUSAS E FATORES DESENCADEANTES DAS CRISES EPILÉPTICAS ..............17 ( ) Sabe ler e escrever; ( ) Ensino Fundamental incompleto até a 4a série; 7. TIPOS DE CRISES EPILÉPTICAS .............................................................................................18 ( ) Ensino Fundamental incompleto após a 4a série; 8. TRATAMENTOS DA EPILEPSIA ..............................................................................................21 ( ) Ensino Fundamental completo; ( ) Ensino Médio incompleto; 9. DROGAS ANTIEPILÉPTICAS (DAES) ..................................................................................22 ( ) Ensino Médio completo; 10. DIAGNÓSTICOS DA EPILEPSIA .........................................................................................26 ( ) Superior incompleto; ( ) Superior completo; 11. ENQUETE SOBRE EPILEPSIA ...............................................................................................28 ( ) Pós-graduação. 12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................31 4. Cor ou Raça: ( ) branca ( ) negra ( ) amarela ( ) parda ( ) indígena ( ) outra 5. Estado civil: ( ) solteiro ( ) casado ( ) viúvo ( ) divorciado ( ) outro:________________________ 6-Profissão: ________________________________________ 7- Religião: ( ) católica ( ) evangélica ( ) espírita ( ) nenhuma ( ) outra:________________________28 9
  10. 10. Depois do exame clínico, outros dados são investigados,tais como: - DANO CEREBRAL - ANTECEDENTES FAMILIARES OUTROS - DOENÇAS (INFECÇÕES) DADOS - HISTÓRIA CLÍNICA (ANAMNESE) - EXAME FÍSICO, E MAIS EXAMES COMPLEMENTARES - ELETROENCEFALOGRAMA (E.E.G.)EXAMESCOMPLEMENTARES - RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (R.M.) - TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (T.C) O certo é que o paciente necessita saber sobre suadoença (tipo de epilepsia) porque o desconhecido é pior doque o conhecido. Confirmada a epilepsia, o médico deve contribuir ecolaborar no tratamento. Saiba: A epilepsia não é castigo de Deus. Afinal, Deus éamor. 27
  11. 11. Está provado: Pessoas com Epilepsia são talentosas e podem trabalhar. 2. INTRODUÇÃO Para tanto, basta capacitá-las e controlar as crises. Nada mais. Pretendemos, meu caro leitor, doravante, travar com você um diálogo simples e acessível sobre a Epilepsia. Minha modesta intenção não é fazer ciência, mas 10. DIAGNÓSTICOS DA EPILEPSIA mantê-lo informado sobre a Epilepsia. As pessoas com Epilepsia buscam participação Para Hipócrates, o pai da medicina, o profissional de no processo jurídico-social e pedem proteção contra o saúde deve praticar “a arte de curar a poucos, aliviar a muitos e preconceito e a discriminação. consolar a todos” com humanidade. O papel da imprensa nesse processo é de capital Acerca da epilepsia, uma pergunta não quer calar: importância para informar que as pessoas com epilepsia são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito “Como é feito o diagnóstico da epilepsia?” como qualquer cidadão dignamente considerado. Abandonando as crendices, a medicina moderna Preocupada com a situação das pessoas com epilepsia impõe o diagnóstico clínico para elucidar a epilepsia. no mundo, a Organização Mundial da Saúde – OMS lançou uma Campanha Global denominada “Epilepsia Fora das Sombras”, executada pela ASPE (Assistência à Saúde de DIAGNÓSTICO CONHECIMENTO OU DETERMINAÇÃO DA DOENÇA PELOS SEUS INTOMAS Pacientes com Epilepsia) no Brasil, que tem como finalidade principal criar um modelo de atendimento integral aos pacientes com epilepsia, bem como melhorar sua qualidade de vida e a de seus familiares. Por isso, é importante que a pessoa com epilepsia e seus familiares levem para o médico as informações necessárias, Cuida-se, portanto, de um tema de direitos humanos, sobre como ocorreram as crises epilépticas, se possível, que diz respeito à sociedade e ao Estado, por força da Carta devidamente anotadas. da República, consagradora da dignidade da pessoa humana, como fundamento do Estado Democrático de Direito. - COMO ACONTECEU A CRISE - QUANTO TEMPO DUROU INFORMAÇÕES - COMO COMEÇOU NECESSÁRIAS - O QUE SENTIU ANTES E DEPOIS DA CRISE - QUANTAS VEZES TEM A CRISE POR DIA - O HORÁRIO EM QUE COSTUMA ACONTECER A CRISE, SE DE DIA OU DURANTE A NOITE26 11
  12. 12. 3. SÍNTESE HISTÓRICA Anticonvulsivante Nome Comercial Alguns Efeitos Colaterais Nome Genérico Hepatotoxicidade, perda de cabelos, aumento Os gregos, há mais de 3 mil anos, usavam a palavra Ácido Valproico Depakene de peso corporal, tremores, indisposição estomacal. epilepsia para indicar a crise convulsiva, relacionada à Perda de apetite, poliúria (aumento da possessão sagrada e não à enfermidade neurológica. Acetazolamida Diamox frequência urinária), confusão mental, sonolência, parestesias de extremidades. Coube a Hipócrates, patrono da medicina, na sua Sonolência, astenia, distúrbios sensoriais, dissertação “Da Doença Sagrada”, refutar as crendices sobre Clobazam Urbanil/Frisium tonteiras. a doença, proporcionando a investigação científica sobre a Hepatotoxicidade, indisposição estomacal, epilepsia. Divalproex Sodim Depakote perda de cabelos, ganho de peso, tremores, alteração do tempo de sangramento. Pelo Código de Hamurabi, a pessoa com epilepsia Insônia, rash cutâneo, perda de cabelos, Hidantoínas Dilantin aumento de gengivas, sangramento gengival, era tida como incapaz e proibida de casar, bem como seu náuseas, incoordenação motora. testemunho não era válido em juízo. Dor de cabeça (cefaleias), fadiga, náuseas, aste- Lamotrigine Lamictal nia, ataxia, visão borrada ou dupla, sonolência, Um médico grego, de nome Aetius, sugeriu que a rash. epilepsia era provocada por tara sexual e recomendava a Sonolência, mudanças de comportamento, tremores, perda de cabelo, perda de apetite, castração do paciente como solução para a cura da doença. Clonazepan Rivotril instabilidade na marcha, aumento de salivação e secreção brônquica. Um outro médico romano, chamado Galeno, admitiu Fadiga, apatia, debilidade e incoordenação o cérebro como centro das convulsões. Nitrazepan Mogadon motoras, letargia, confusão mental, mudança do ritmo do sono, aumento das secreções brônquicas. Por isso, como remédio para todas as crises de epilepsia, Náuseas, visão borrada ou dupla, rash cutâneos, recomendava pó de crânio humano para a cura, crença que debilidade ou incoordenação motora, dor de Carbamazepina Tegretol perdurou por mais de dez séculos. cabeça, discrasias sanguíneas, aumento de peso corporal, fadiga. O mito do demônio nas crises epilépticas ganhou Inquietude, náuseas, visão borrada ou dupla, incoordenação da marcha, irritabilidade, hiper- relevância com o advento do Cristianismo na descrição do Fenobarbital Gardenal atividade, sonolência, transtornos de aprendi- zagem. Novo Testamento de uma cura e exorcismo feitos por Jesus Cristo em um menino epiléptico. (Mt, 17: 14 -21 ) Vertigens, perda de apetite, fadiga, sonolência, Primidona Mysoline hiper-irritabilidade, náuseas, vômitos, confusão mental. Nesta passagem evangélica residem os mitos mais resistentes acerca da epilepsia: demônio, água e fogo como Gabapentin Neurotin Sonolência, fadiga. provocadores de crises epilépticas. Vigabatrim Sabril Sonolência, fadiga, perda de peso. Perda de apetite, náuseas, dores de cabeça, fa- As pessoas com epilepsia passaram pelos mais Etosuximida Zarotin diga, ansiedade, depressão, dores abdominais, esdrúxulos e cruéis tratamentos, tais como: ingestão de urina aumento do tamanho dos gânglios. e fezes humanas, sangue de pessoas recém-executadas,12 25
  13. 13. Diversas drogas (DAES) são usadas no tratamento da sangria para dar escape aos maus espíritos, ingestão de um epilepsia, entretanto as mais comuns são: agente químico – cautério. Com promessas de cura fácil, muitos pacientes - CARBAMAZEPINA morreram nas mãos de alquimistas ao ingerir as misturas feitas - FENITOÍNA por esses feiticeiros. - PRIMIDONA DAES MAIS - VALPROATO Hoje, a cura e o controle das crises estão mais ao COMUNS - FENOBARBITAL alcance das pessoas com epilepsia, especialmente os mais - GABAPENTIN - VIGABATRINA necessitados. - TOPIROMATO Com dignidade e coragem não será difícil expulsar os demônios e sepultar os mitos que ainda cercam a epilepsia. As vezes é necessário combinar drogas para que se consiga um melhor controla das crises. 4. CONCEITO DE EPILEPSIA Como é sabido e consabido, qualquer remédio tem efeito colateral. A nova coluna - Epilepsia em Debate - , conforme Vejamos, então, algum dos efeitos colaterais mais enfatizado anteriormente, não pretende fazer literatura ou comuns das drogas antiepilépticas: ciência, mas, tão somente, prestar informações à sociedade sobre o tema proposto: A Epilepsia. Uma pergunta que todos fazem: o que é epilepsia? - SONOLÊNCIA EFEITOS - TONTURA Na etimologia a epilepsia assumiu um caráter místico, COLATERAIS - NÁUSEAS misterioso, religioso e mágico (Epi = de cima e lepgem = ser MAIS COMUNS - IRRITABILIDADE abatido, fulminado sem aviso, possuído). - HIPERATIVIDADE Por conta disso, os povos antigos acreditavam que as pessoas com epilepsia eram tomadas, possuídas por maus espíritos e demônios. Relação das principais medicações utilizadas para o tratamento de Epilepsias (nome genérico – nome comercial Ainda, de acordo com a etimologia, a palavra epilepsia – efeitos colaterais): é originária do verbo grego epilambanein, que significa: “ser atacado, abatido, fulminado sem aviso”. Para a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), devido à heterogeneidade da epilepsia, amparada nos trabalhos24 13
  14. 14. da Liga Internacional de Epilepsia (ILAE), a epilepsia “é um O tratamento mais usual para a epilepsia é feito através distúrbio cerebral causado por predisposição persistente de drogas antiepilépticas (DAES). do cérebro a gerar crises epilépticas e pelas consequências Convém advertir que com frequência os médicos usam neurobiológicas, cognitivas, psicossociais e sociais da termos intercambiáveis ou equivalentes quando querem se condição, caracterizada pela ocorrência de pelo menos uma referir ao tratamento da epilepsia. São eles: crise epiléptica (ILAE – 2005, p.8). Como a epilepsia não é uma entidade nosológica única, mas advém de várias condições diferentes que ocasionam disfunção cerebral, alguns preferem o uso do termo no plural “epilepsias”, mas a Comissão de - ANTIEPILÉPTICO Terminologia da ILAE, preconiza seu uso no singular, embora - ANTICONVULSIVO reconheça esta diversidade (p.8)”. - DROGA (DAE) Em conclusão, podemos afirmar com a Associação TERMOS - TERAPIA Brasileira de Epilepsia (ABE): a partir da heterogeneidade da INTERCAMBIÁVEIS - MEDICAÇÃO epilepsia, o termo condição parece ser o mais abrangente, - PREVALECENDO O TERMO: DROGA tanto no âmbito científico, quanto no social. ANTIEPILÉPTICA (DAE OU DAES) Um ponto importante ressaltado pela ASPE considera que os termos doença, portador e epiléptico devem ser evitados (por serem estigmatizantes). Deve ser usado o termo Vale dizer que as drogas antiepilépticas (DAES) são pessoa com epilepsia (Fernandes Ital, Stop Saying) produtos farmacêuticos alopáticos, produzidos com a De um modo geral, na literatura médica pertinente, finalidade de conter, controlar ou estabilizar um quadro você encontrará muitas expressões associadas à epilepsia. epiléptico. As DAES agem no SNC (Sistema Nervoso Central), inibindo ou interferindo em processos neuroquímicos que SINTOMA podem impedir a atividade neuronal anormal (distúrbio) ou DOENÇA seu desencadeamento. SÍNDROME EPILÉPTICA Tais como: CONDIÇÃO NEUROLÓGICA - CONTER DISTÚRBIO NEUROBIOLÓGICO FINALIDADES - CONTROLAR UM QUADRO EPILÉPTICO DAS DAES - ESTABILIZAR CRISE EPILÉPTICA CONVULSÃO EPILÉPTICA, E ASSIM POR DIANTE.14 23
  15. 15. O tratamento medicamentoso das crises é feito com Em tempo: Alentadora de esperança a notícia da administração de DAES (Drogas Antiepilépticas), de acordo primeira cirurgia de epilepsia realizada, com êxito, em com o tipo de epilepsia. Rondônia no Hospital de Base local, no dia 07/07/2011, pelo neurocirurgião Drº Ivan Ortiz. As medicações evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, diminuindo, assim, o número de crises. Avante, Drº Ivan! A sociedade rondoniense espera que o Estado, agora, cumpra sua parte, adquirindo os equipamentos O tratamento cirúrgico é indicado para os casos de necessários para o tratamento cirúrgico. epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso, ou seja, mesmo com a medicação as crises continuam a acontecer Veja o Link do vídeo da reportagem para consulta: (repetem-se). http://www.jaruonline.com.br/?secao=video&id=1031 O tratamento psicológico tem como finalidade orientar o paciente e sua família sobre os aspectos psicológicos envolvidos na epilepsia, tais como: 5. SOCORRO EM CASO DE CRISE - CRENÇAS - COMPORTAMENTOS ASPECTOS - ATITUDES SOCIAIS Com satisfação abrimos este espaço de hoje, em PSICOLÓGICOS - ATITUDES CULTURAIS agradecimento ao doutor José Gomes Ruiz, ex-presidente - RELAÇÕES NA ESCOLA E NO TRABALHO, da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) e atual Secretário E ASSIM POR DIANTE da entidade, ao emprestar sua experiência, indicando para nosso leitor alguns procedimentos básicos, indispensáveis, no Convém destacar que o tratamento psicológico é atendimento de primeiro socorro à pessoa com epilepsia, no ministrado juntamente com o tratamento médico. momento da crise. De sorte, que o tratamento da epilepsia no contexto Afirma ele: “Gostaria de citar algumas providências que médico de hoje é realizado por equipe multidisciplinar ou devem ser tomadas quando uma Pessoa com Epilepsia tem interdisciplinar. uma crise convulsiva”: O esporte quando bem orientado, é fundamental para • 1-Proteger a cabeça da pessoa, evitando que venha a vida saudável de uma pessoa com epilepsia. a sofrer constantes batidas contra o chão. Deve- 9. DROGAS ANTIEPILÉPTICAS se também afastar da pessoa em crise quaisquer objetos próximos que possam causar ferimentos (DAES) (facas, tesouras, etc.). • 2-Vire a pessoa em decúbito dorsal (D) ou (E), O caminho a percorrer no tratamento da epilepsia é pois havendo o regurgitamento da “saliva”, esta longo e continua ser estudado. providência evitará um possível sufocamento22 15
  16. 16. e morte da pessoa com epilepsia. A “baba” não Atenção: Chegando a 30 minutos, este tipo de crise contagia ninguém, ou seja, não transmite doença, passa a ser chamada de status epilepticus. não é contagiosa. Pessoas com epilepsia podem namorar, constituir • 3-Se a pessoa estiver usando gravata, cinto ou família e ter filhos. sapatos apertados, é ideal soltá-los, evitando-se desconforto. • 4-Jamais tome a iniciativa de inserir qualquer objeto ou dedo na boca, na esperança de impedir que 8. TRATAMENTOS DA EPILEPSIA a pessoa engula a língua; ela tem seu freio e não será engolida. O mais certo de ocorrer, caso uma pessoa tente socorrer nesse sentido, será lesionar Tomando como fundamento ensinamento básico ou perder o dedo; não proceda dessa forma com a da ASPE (Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia), pessoa em crise. podemos afirmar que a epilepsia é uma condição neurológica tratável em pelo menos 70% dos casos. Assim, com esses ensinamentos básicos indicados, certamente cada cidadão ou cidadã pode se tornar um O tratamento objetiva, sobretudo, atingir dois aspectos Agente Comunitário da pessoa com epilepsia. fundamentais: Acredito mesmo que uma mudança nas atitudes da sociedade em relação à epilepsia muito contribuirá para tornar mais fácil a vida dessas pessoas estigmatizadas. - ELIMINAR AS CRISES A SABER - MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DOS Lanço, pois, o seguinte desafio: vamos ser Agentes PACIENTES E DE SEUS FAMILIARES Comunitários das pessoas com Epilepsia?. Na família , na escola, no clube esportivo, na terra, no ar, e no mar, enfim, em toda a comunidade planetária, se possível. Adotando esta linha de entendimento, podemos, Eis a receita capaz de ditar um convívio melhor dessas também, afirmar que o tratamento pode ser: pessoas com sua comunidade. Epilepsia não é contagiosa. Contagioso é o preconceito. In memoriam do meu amigo e conterrâneo Raimundo - MEDICAMENTOSO TRATAMENTOS: - CIRÚRGICO Mendes, falecido em 16.07.2011, aos 78 anos de idade, nesta - PSICOLÓGICO cidade de Porto Velho. Homem simples, bom e justo, que muito me incentivou16 21
  17. 17. ou ruídos ou ter sensações no estômago; para continuar minha tarefa em prol das pessoas com epilepsia. 3. Crises Parciais Complexas: A pessoa fica fora de si por alguns minutos, sem no entanto cair ou debater-se, e ao final da crise não se lembra muito bem do que aconteceu; 6. CAUSAS E FATORES 4. Crises Parciais Generalizadas Secundárias: Tem DESENCADEANTES DAS CRISES início de modo parcial, mas depois se expande, EPILÉPTICAS envolvendo a maior parte de cérebro, provocando a popular convulsão (tônico-clônica); É recorrente a curiosidade para se saber as causas 5. Crises Generalizadas: Ocorrem quando a de epilepsias e quais os fatores desencadeantes das crises atividade elétrica anormal do cérebro envolve os epilépticas. dois hemisférios cerebrais (lados) de uma só vez; Segundo a literatura atualizada e pesquisas na internet, 6. Crises de Ausência: A pessoa perde a consciência as principais causas de epilepsias (conhecidas) estão ligadas por alguns segundos; depois continua às seguintes condições ou situações: normalmente suas atividades (5-20); • Traumas na cabeça, especialmente por acidentes 7. Crises Mioclônicas: Duram segundos, (automóveis, quedas, etc.), ou mesmo lesões assemelhando-se a “puxões” ou “sustos”, geralmente causadas por atos violentos, inclusive em práticas nos braços e pernas (0,5-1,0); esportivas, em que quanto mais severos os golpes 8. Crises Atônicas: Têm como parte integrante uma ou tramautismos do crânio, mais há chances de um perda repentina do tônus muscular (relaxamento quadro epiléptico aparecer; súbito dos músculos) resultando em queda (1-2); • Tumores cerebrais e outros traumas neurológicos; 9. Crises Clônicas: Têm como parte integrante • Meningites, encefalites virais, lúpus eritematoso, contrações musculares repentinas e rítmicas, doenças neurológicas crônicas e infecções que causando solavancos ou repuxos dos membros do afetem o SNC (Sistema Nervoso Central) como corpo (5-10); no caso da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência 10. Crises Tônico-clônicas: Conhecida popularmente Adquirida); como “ataque”, caracterizam-se por queda ao • Lesões ocorridas no período gestacional, pré, peri solo, quando a pessoa “se debate” durante alguns e pós natais, que possam afetar o desenvolvimento minutos, por vezes perdendo urina ou saliva. do cerébro de fetos durante a gravidez; Passada a convulsão, a pessoa pode dormir e ao despertar ficar confusa e com dor de cabeça (1-5). • Ingestão de ovos do verme solitária. (neurocisticercose)20 17
  18. 18. Entretanto, convém destacar que nas epilepsias Durante uma crise epiléptica, as células do cérebro idiopáticas a causa é desconhecida (do grego idios, que (neurônios) funcionam de modo excessivo e desordenado. significa próprio e pathos,que significa sofrimento). Em princípio não existe uma classificação estanque Com o avanço atual da medicina é possível afirmar para cada tipo de crise epiléptica. que as crises epileptícas em seres humanos geralmente são Assim, a terminologia da epilepsia subordina-se à desencadeadas por alguns eventos, tais como: observação e ao método utilizados pelos especialistas. • febre; Entretanto, a descrição da crise envolve com frequência • exaustão física; termos básicos relacionados à causa da epilepsia, o tipo da crise epiléptica e a idade em que começa o evento • privação de sono; epiléptico. • suspensão abrupta de medicação anticonvulsiva; Para melhor compreensão do tema abordado, • respiração forçada (hiperventilação); adotaremos o modelo proposto pela Liga Internacional de • ingestão de bebidas alcóolicas ou estimulantes; Epilepsia, que prescreve: • uso de drogas euforizantes; • uso de medicamentos com ação convulsivante (ex.: - SIMPLES isoniazida); PARCIAIS - COMPLEXA - GENERALIZADA SECUNDÁRIA • emoções fortes e distúrbios psíquicos intensos; TIPOS DE CRISES • distúrbios hormonais; EPILÉPTICAS -AUSÊNCIA (PEQUENO MAL) • luz, sons e outros ruídos em epilepsias reflexas (ex.: - MIOCLÔNICA (SOLAVANCOS) televisão, luz de boite – estroboscópica). GENERALIZADAS - ATÔNICA (QUEDA) - CLÔNICA (ENRIJECIMENTO) - TÔNICO-CLÔNICA (GRANDE MAL) Epilepsia não é sinal de fracasso na vida! 1. Crises Parciais: Ocorrem quando a atividade anormal do cérebro envolve uma parte do cérebro 7. TIPOS DE CRISES EPILÉPTICAS (hemisfério cerebral); 2. Crises Parciais Simples: Durante essas crises Uma crise epiléptica é apenas um sinal de que algo de a pessoa não perde a consciência, pode ter errado está acontecendo com o funcionamento do cérebro. contrações em um lado do corpo, perceber luzes18 19

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