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Alberto  Caeiro Poema trigésimo nono:  O mistério das cousas, onde está ele?
O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o ri...
O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o ri...
O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o ri...
<ul><li>Análise formal do poema: </li></ul><ul><li>Utilização de uma linguagem simples e familiar; </li></ul><ul><li>Poema...
<ul><li>Características da poesia de Alberto Caeiro: </li></ul><ul><li>Transformação do abstrato no concreto; </li></ul><u...
<ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Mariana Donato, nº11 </li></ul><ul><li>Sílvia Beleza, nº18 </li></ul>
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trabalho: Alberto caeiro poema trigésimo nono

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  1. 1. Alberto Caeiro Poema trigésimo nono: O mistério das cousas, onde está ele?
  2. 2. O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, Rio como um regato que soa fresco numa pedra. Porque o único sentido oculto das cousas É elas não terem sentido oculto nenhum, É mais estranho do que todas as estranhezas E do que os sonhos de todos os poetas E os pensamentos de todos os filósofos, Que as cousas sejam realmente o que parecem ser E não haja nada que compreender. Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: As cousas não têm significação: têm existência. As cousas são o único sentido oculto das cousas. Questão Resposta
  3. 3. O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, Rio como um regato que soa fresco numa pedra. Porque o único sentido oculto das cousas É elas não terem sentido oculto nenhum, É mais estranho do que todas as estranhezas E do que os sonhos de todos os poetas E os pensamentos de todos os filósofos, Que as cousas sejam realmente o que parecem ser E não haja nada que compreender. Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: As cousas não têm significação: têm existência. As cousas são o único sentido oculto das cousas. <ul><li>Questão inicial a partir da qual se desenvolve todo o poema. </li></ul><ul><li>Neste verso o sujeito poético questiona-nos que para além de não sabermos qual é o mistério, como é que sabemos que ele sequer existe. </li></ul><ul><li>É através dos sentidos que o sujeito poético conhece as coisas e troça dos homens que criam mistérios sobre elas. </li></ul><ul><li>Na 2ª estrofe o sujeito poético responde à sua questão, dizendo que não há mistério nenhum. </li></ul><ul><li>O sujeito poético diz-nos que, apesar dos sonhos de todos os poetas e dos pensamentos de todos os filósofos, o estranho é que as coisas sejam tão simples como parecem ser. </li></ul><ul><li>O sujeito poético acredita que os sentidos levam ao conhecimento. </li></ul><ul><li>Os dois últimos versos são a conclusão final de que as coisas não têm significado, que o único sentido oculto delas são elas mesmas, ou seja, a sua existência. </li></ul>
  4. 4. O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, Rio como um regato que soa fresco numa pedra. Porque o único sentido oculto das cousas É elas não terem sentido oculto nenhum, É mais estranho do que todas as estranhezas E do que os sonhos de todos os poetas E os pensamentos de todos os filósofos, Que as cousas sejam realmente o que parecem ser E não haja nada que compreender. Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: As cousas não têm significação: têm existência. As cousas são o único sentido oculto das cousas. Utilização de perguntas retóricas. Personificação Comparação Paradoxo Aliteração do ‘s’ Personificação
  5. 5. <ul><li>Análise formal do poema: </li></ul><ul><li>Utilização de uma linguagem simples e familiar; </li></ul><ul><li>Poemas com pouca ou nenhuma rima; </li></ul><ul><li>Irregularidade nas estrofes e nas sílabas métricas. </li></ul><ul><li>Os poemas de Alberto Caeiro opõem-se ao ortónimo de Fernando Pessoa visto que o sujeito poético se refere a uma vida sem dor e sem angústia, morte sem desespero, à não procura de um sentido para a vida. </li></ul><ul><li>Para além disso, o sujeito poético sente sem pensar e é apenas um, não tem heterónimos, vivendo o presente sem pensar no passado nem no futuro. </li></ul><ul><li>Como tal, neste poema verifica-se que não há qualquer relação com o ortónimo de Fernando Pessoa na medida em que o sujeito poético tenta sempre ir do abstrato para o concreto e não pensar, ligando somente às sensações. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Características da poesia de Alberto Caeiro: </li></ul><ul><li>Transformação do abstrato no concreto; </li></ul><ul><li>Instintivo e ingénuo; </li></ul><ul><li>Coloca toda a importância nas sensações; </li></ul><ul><li>Recusa a introspeção; </li></ul><ul><li>Não acredita no passado nem no futuro; </li></ul><ul><li>Identifica-se com a natureza, comparando-se aos seus elementos e vivendo segundo o seu ritmo. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Mariana Donato, nº11 </li></ul><ul><li>Sílvia Beleza, nº18 </li></ul>

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