Apostila Didática de Saúde e         Cidadania
Brasil2011  3
2011 by Michelly Abdalla Farah         Todos os direitos reservados           Direção Editorial: Aline Alves         Produ...
SUMÁRIO1. Introdução..................................................................................052. Os 10 mandament...
26. Herpes Genital............................................................................3927. Condiloma................
INTRODUÇÃO         Justifica-se a importância desse projeto, uma perspectiva educacional, que visaatenuar o impacto e o ag...
Os 10 mandamentos de todo Socorrista      1.        Mantenha sempre a calma.      2.     Mantenha sempre uma ordem de segu...
10.   Seja socorrista e não herói. Lembre sempre do segundo mandamento!                                 9
Quais são as Prioridades no Atendimento à Vitima      Para que o socorrista preste de maneira prudente o atendimento à vit...
Análise primaria      Visa identificar e manejar situações de ameaça à vida, A abordagem inicial érealizada sem mobilizar ...
contigo?”. Uma resposta adequada permite esclarecer que a vítima está consciente,que as vias aéreas estão permeáveis e que...
4) Passo “D” (Disability) – Estado neurológico;       5) Passo “E” (Exposure) – Exposição da vítima (para abordagemsecundá...
C – Circulação com Controle de Hemorragias       O objetivo principal do passo "C" é estimar as condições do sistema circu...
deve se agilizar o atendimento e transportar a vítima o mais brevemente possível aohospital, seguindo sempre as orientaçõe...
Diminuição da oxigenação cerebral (hipóxia ou hipoperfusão);Traumatismo cranioencefálico (hipertensão intracraniana);Intox...
Análise secundária      Minucioso exame realizado da cabeça aos pés da vitima, para determinar apresença de outras lesões,...
7.     Clavículas      8.     Caixa toráxica      9.     Quadrantes abdominais      10.    Cintura pelves      11.    Memb...
Estados de choque       •    Choque hipotêmico – diminuição da temperatura do corpo       •    Choque     anafilático   – ...
Fraturas         É a lesão óssea de origem traumática. O osso é o único tecido do nossoorganismo que cicatriza com o mesmo...
Queimaduras       Toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor sobre o organismo é umaqueimadura. (fogo “vapor, chama...
Ferimentos      Existem duas classificações para ferimentos:      1-    Leve (superficial)      2-    Profundo.      Faça ...
doenças cérebro-vascular, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia,intoxicação, hipotensão postural, infecções...
Evisceração E objeto incluso      EVISCERAÇÃO Trata-se da lesão que permite que a cavidade abdominal fiqueem contato com o...
Alimentação Saudável para todos      Siga os dez passos      1-faça pelo menos três refeições (café da manha, almoço e jan...
6-Consuma no Maximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteigaou margarina.      Fique atento aos rótulos dos...
Diabetes       A glicose presente em nossa corrente sanguínea não provém apenas doaçúcar que comemos, mas também de frutas...
A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenasuma quantidade muito pequena. Quando isso acont...
• Vontade de urinar diversas vezes; • Fome freqüente; • Sede constante; •Perda de peso; • Fraqueza; • Nervosismo; • Mudanç...
Hepatite       Conceito: a hepatite viral ocorre quando um vírus causa infecção e inflamaçãodo fígado. Os vírus que causam...
Hepatite A      O vírus da hepatite A é mais comumente transmitido através da ingestão deágua e alimentos contaminados pel...
A prevenção da hepatite B inclui:      •      Controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica(exames fe...
Hepatite D      A hepatite D é transmitida através de sangue contaminado. Esta doença sóocorre junto com a transmissão da ...
Tuberculose       O QUE É TUBERCULOSE (TB)?       A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado"ba...
3ª. Situação: MAIOR TEMPO DE CONTATO COM OS DOENTES. QUERDIZER: CONVIVER COM O DOENTE MUITAS HORAS POR DIA ou POR NOITE,DU...
Dengue     Denomina-se dengue a enfermidade causada por um arbovírus da famíliaFlaviviridae, gênero Flavivirus, que inclui...
ambiente urbano propiciou crescimento substancial da população viral. As linhagens,que surgiram antes das aglomerações e m...
silvestres do vírus dengue, geneticamente diferentes, quando introduzidas empopulações de hospedeiros, podem desencadear e...
A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes aum sorotipo devido a infecção passada já resolvid...
O controle é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor,principalmente na fase larvar do inseto. Deve-se evita...
Gripe H1n1      A Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína) é uma gripepandêmica que atualmente está acomete...
ou espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados e ter hábitos saudáveis comohidratação corporal, alimentação equilib...
O Que é AIDS?      A AIDS, (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença causada peloHIV (Vírus Da Imunodeficiênci...
•     Filho nascido de mãe portadora do HIV e/ou neném que tenha sidoamamentado por mulher portadora do vírus HIV.       N...
•         Por meio do compartilhamento de seringas, agulhas contaminadas. Essaforma de transmissão ocorre, geralmente entr...
O que São DST’s?          São as doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, que se tramitemprincipalmente por meio das r...
Feridas      São arredondadas e avermelhadas. A pessoa pode ter uma ou mais feridas detamanhos diferentes, que podem doer ...
com manchas em varias partes do corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantasdos pés. Que também desaparecem após algum t...
Herpes genital        – é causada por um vírus. Apresenta dor, coceira, ardência ou formigamento noórgão genital, seguido ...
Em caso de suspeita de DST:      1-    Procure o serviço de saude para passar por consulta médica;      2-    Após confirm...
Álcool       Efeitos       A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fasesdistintas: uma estimul...
Alcoolismo      Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectosde origem biológica, psicológica...
TabacoEfeitos      Os principais efeitos da nicotina no sistema nervoso central consistem em:elevação leve no humor e dimi...
Maconha      Efeitos      Os efeitos que a maconha produz sobre o homem, são físicos (ação sobre opróprio corpo ou partes ...
leva a problemas respiratórios (bronquites), aliás, como ocorre também com o cigarrocomum. Mas o pior é que a fumaça da ma...
Pasta de Coca – Crack - Merla      Efeitos      Os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada,ina...
É como se o cérebro se “acomodasse” àquela quantidade de droga,necessitando de uma dose maior para produzir os mesmos efei...
Alucinógeno – LSD – ÁcidoEfeitos      O LSD atua produzindo uma série de distorções no funcionamento do cérebro,trazendo c...
Esteróides e AnabolizantesEfeitos      Alguns dos principais efeitos do abuso dos esteróides anabolizantes são:nervosismo,...
SolventesEfeitos      O início dos efeitos, após a aspiração, é bastante rápido – de segundos aminutos no máximo – e em 15...
Créditos finaisAgradecimentos:Aline AlvesAndre FruchiIvan EspinosaLuciana SoaresMarilena AbdallaMario RamosMichelly Abdall...
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Sumário

  1. 1. Apostila Didática de Saúde e Cidadania
  2. 2. Brasil2011 3
  3. 3. 2011 by Michelly Abdalla Farah Todos os direitos reservados Direção Editorial: Aline Alves Produção Editorial: Camila Santos Revisão Bibliográfica: Ivan EspinosaApostila Didática de Saúde e Cidadania Realização: WCP – World Corp Peace 4
  4. 4. SUMÁRIO1. Introdução..................................................................................052. Os 10 mandamentos do Socorrista........................................... 063. Quais são as Prioridades no Atendimento à Vitima...................074. Análise Primária..........................................................................075. Análise Secundária.....................................................................116. Estado de choque...................................................................... 137. Hemorragia..................................................................................138. Fraturas........................................................................................149. Queimaduras................................................................................1510. Ferimentos...................................................................................1611. Desmaio e Epilepsia....................................................................1612. Evisceração e Objeto Incluso......................................................1713. Alimentação Saudável.................................................................1814. Diabetes.......................................................................................1915. Hepatite........................................................................................2216. Tuberculose..................................................................................2517. Dengue.........................................................................................2718. H1N1............................................................................................3219. O que é AIDS?.............................................................................3420. O que é DST?..............................................................................3721. Sintomas......................................................................................3822. Sífilis............................................................................................3823. Cancro Mole................................................................................3924. Gonorréia....................................................................................3925. Candidiase..................................................................................39 5
  5. 5. 26. Herpes Genital............................................................................3927. Condiloma...................................................................................3928. Pediculose do Púbis (chato)........................................................4029. Álcool...........................................................................................41 30. Tabaco.........................................................................................43 31. Maconha......................................................................................45 32. Cocaína.......................................................................................47 33. Alucinógenos..............................................................................49 34. Esteróides...................................................................................50 35. Solventes....................................................................................52 36. Anfetamina.................................................................................54 37.Créditos finais..............................................................................56 6
  6. 6. INTRODUÇÃO Justifica-se a importância desse projeto, uma perspectiva educacional, que visaatenuar o impacto e o agravamento das ocorrências, apresentando em todas asregiões um conteúdo didático dinâmico para evolução do conhecimento na área dasaúde. Esta apostila foi pesquisada e desenvolvida, totalmente baseada na atualidade,com protocolos novos e corretos, para cada situação existe um protocolo a serexecutado, diferindo então todas as prioridades no atendimento, assim melhorrealizando a qualidade e prevenção da vida. O objetivo maior deste conteúdo, além de informativo sobre questões decidadania, é fazer com que qualquer leitor tenha a capacidade de identificar situaçõesque demandem atenção imediata e se possível siga os passos do protocolocorrespondente aquela situação. Devemos ser rápidos, organizados e eficientes, de forma que consigamostomar decisões quanto ao atendimento e o transporte adequados, sempre seguindoum protocolo seguro e atualizado, assegurando a vitima maiores chances desobrevivência e menos seqüelas e lesões. Além de fazermos esta importante abordagem nos conteúdos de primeirossocorros, falaremos também sobre diversos problemas relacionados a saúde públicano nosso país, que envolvem a todas as populações e faixas etárias, mas daremosum enfoque especial nos problemas relacionados a juventude entre os 14 e 29 anos,como drogas e doenças sexualmente transmissíveis. 7
  7. 7. Os 10 mandamentos de todo Socorrista 1. Mantenha sempre a calma. 2. Mantenha sempre uma ordem de segurança quando estiver prestandosocorro: - Primeiro: “eu” – o socorrista - Segundo: a equipe de socorro e as pessoas que estão transitando no local. - Terceiro: a vitima. (isto não a torna menos importante). ** Parece ser contraditório a primeira vista, mas o intuito básico desta ordem desegurança é de NÃO gerar novas vitimas. 3. É fundamental que antes de iniciar qualquer tipo de socorro ligar para umatendimento móvel de socorro. (192 – samu e 193 – corpo de bombeiros). 4. Antes de agir no acidente sempre verificar se há riscos no local. 5. Sempre mantenha o bom senso. 6. Peça ajuda, afaste os curiosos e mantenha o espírito de liderança. 7. Distribua tarefas, assim quem poderia lhe atrapalhar irá ajudar. 8. Evite realizar manobras de forma incorreta. (com pressa ouimprudência). 9. Em situações com múltiplas vitimas dê preferência sempre a quem correrisco iminente de vida. (se tiver como use cartões coloridos de identificação) 8
  8. 8. 10. Seja socorrista e não herói. Lembre sempre do segundo mandamento! 9
  9. 9. Quais são as Prioridades no Atendimento à Vitima Para que o socorrista preste de maneira prudente o atendimento à vitima,dividimos em três níveis de prioridades. Primária, Secundária e Terciária. Prioridades primárias • PCR - parada cardiorrespiratória • PR – parada respiratória • OR – obstrução respiratória • TCE – trauma crânio encefálico • TT – trauma de tórax • TA – trauma de abdome • GH – grandes hemorragias Prioridades secundárias • TC – trauma de coluna • TB – trauma de bacia • GQ – grandes queimados • FF – fratura de fêmur Prioridades terciárias • F – ferimentos • FE – fraturas de extremidades • QL – queimados leves 10
  10. 10. Análise primaria Visa identificar e manejar situações de ameaça à vida, A abordagem inicial érealizada sem mobilizar a vítima de sua posição inicial, salvo em situações especiaisque possam comprometer a segurança ou agravar o quadro da vítima, tais como: Situações climáticas extremas: Geada, chuva, frio, calor, etc.; Risco de explosão ou incêndio; Risco de choque elétrico; Risco de desabamento. A abordagem primária é realizada em duas fases: 1) Análise primária rápida; 2) Análise primária completa. Abordagem rápida: É a avaliação sucinta da respiração, circulação e nível de consciência. Deve sercompletada em no máximo 30 segundos. Tem por finalidade a rápida identificação decondições de risco de morte. Devemos manter a seguinte cronologia: 1) Aproximar-se da vítima pelo lado para o qual a face da mesma está volta,garantindo-lhe o controle cervical. 2) Observar se a vítima está consciente e respirando. Tocando o ombro davítima do lado oposto ao da abordagem, apresente-se, acalme-a e pergunte o queaconteceu com ela: “Eu sou o XXX, e estou aqui para te ajudar. O que aconteceu 11
  11. 11. contigo?”. Uma resposta adequada permite esclarecer que a vítima está consciente,que as vias aéreas estão permeáveis e que respira. Caso não haja resposta,examinar a respiração. Se ausente a respiração, iniciar as manobras de controle devias aéreas e a ventilação artificial. 3) Simultaneamente palpar pulso radial (em vítima inconsciente palpar direto opulso carotídeo) e definir se está presente, muito rápido ou lento. Se ausente, palparpulso de artéria carótida ou femoral (maior calibre) e, caso confirmado que a vítimaestá sem pulso, iniciar manobras de reanimação cardio pulmonar (MRCP). 4) Verificar temperatura, umidade e coloração da pele e enchimento capilar. Palidez, pele fria e úmida e tempo de enchimento capilar acima de doissegundos são sinais de comprometimento da perfusão oxigenação dos tecidos(choque hipovolêmico por hemorragia interna ou externa, por exemplo), que exigemintervenção imediata. 5) Observar rapidamente da cabeça aos pés procurando por hemorragias ougrandes deformidades. 6) Repassar as informações para Central de Emergência. Análise completa: Na análise primária completa segue-se uma seqüência fixa de passosestabelecida cientificamente. Para facilitar, convencionou-se o “ABCD do trauma” paradesignar essa seqüência fica de passos, utilizando-se as primeiras letras das palavras(do inglês) que definem cada um dos passos: 1) Passo “A” (Airway) – Vias aéreas com controle cervical; 2) Passo “B” (Breathing) – Respiração (existente e qualidade); 3) Passo “C” (Circulation) – Circulação com controle de hemorragias; 12
  12. 12. 4) Passo “D” (Disability) – Estado neurológico; 5) Passo “E” (Exposure) – Exposição da vítima (para abordagemsecundária). Lembre-se de somente passar para próximo passo após ter completado opasso anterior. Durante toda a abordagem da vítima o controle cervical deve sermantido. Suspeitar de lesão de coluna cervical em toda vítima de trauma. A – Via Aéreas com Controle Cervical Após o controle cervical e a identificação, pergunte à vítima o que aconteceu.Uma pessoa só consegue falar se tiver ar nos pulmões e se ele passar pelas cordasvocais. Portanto, se a vítima responder normalmente, é porque as vias aéreas estãopermeáveis (passo "A" resolvido) e respiração espontânea (passo "B" resolvido).Seguir para o passo "C". Se a vítima não responder normalmente, examinar as vias aéreas. Desobstruirvias aéreas de sangue, vômito, corpos estranhos ou queda da língua. B – Respiração Checar se a respiração está presente e efetiva (ver, ouvir e sentir). Se arespiração estiver ausente, iniciar respiração artificial (passo "B" resolvidotemporariamente). Estando presente a respiração, analisar sua qualidade: lenta ourápida, superficial ou profunda, de ritmo regular ou irregular, silenciosa ou ruidosa. Se observar sinais de respiração difícil (rápida, profunda, ruidosa), reavaliarvias aéreas (passo "A"). A necessidade de intervenção médica é muito provável. Seobservar sinais que antecedam a parada respiratória (respiração superficial, lenta ouirregular), ficar atento para iniciar respiração artificial. 13
  13. 13. C – Circulação com Controle de Hemorragias O objetivo principal do passo "C" é estimar as condições do sistema circulatórioe controlar grandes hemorragias. Para tanto devem ser avaliados: pulso; perfusãoperiférica; coloração, temperatura e umidade da pele. Neste passo também devem sercontroladas as hemorragias que levem o risco de vida eminente. Pulso - A avaliação do pulso dá uma estimativa da pressão arterial. Se o pulsoradial não estiver palpável, possivelmente a vítima apresenta um estado de choquehipovolêmico descompensado, situação grave que demanda intervenção imediata. Se o pulso femoral ou carotídeo estiver ausente, iniciar manobras dereanimação cardio pulmonar. Estando presente o pulso, analisar sua qualidade: lentoou rápido, forte ou fraco, regular ou irregular. Perfusão Periférica - A perfusão periférica é avaliada através da técnica doenchimento capilar. É realizada fazendo-se uma pressão na base da unha, de modoque a coloração passe de rosada para pálida. Retirando-se a pressão a coloraçãorosada deve retomar num tempo inferior a dois segundos. Se o tempo ultrapassar doissegundos é sinal de que a perfusão periférica está comprometida(oxigenação/perfusão inadequadas). Lembre-se que à noite e com frio essa avaliaçãoé prejudicada. Coloração, Temperatura e Umidade da Pele - Cianose e palidez são sinaisde comprometimento da oxigenação/perfusão dos tecidos. Pele fria e úmida indicachoque hipovolêmico (hemorrágico). Controle de Hemorragias - Se o socorrista verificar hemorragia externa deveutilizar métodos de controle. Observando sinais que sugerem hemorragia interna, 14
  14. 14. deve se agilizar o atendimento e transportar a vítima o mais brevemente possível aohospital, seguindo sempre as orientações da Central de Emergências. D – Estado Neurológico - Tomadas as medidas possíveis para garantir o“ABC”, importa conhecer o estado neurológico da vítima (passo "D"), para melhoravaliar a gravidade e a estabilidade do quadro. O registro evolutivo do estado neurológico tem grande valor. A vítima que nãoapresente alterações neurológicas em uma analise rápida, pode vim a apresentarcertas alterações até o socorro chegar, para não alterarmos o quadro, deveu realizara avaliação do nível de consciência e o exame das pupilas. Nível de Consciência - Deve sempre ser avaliado o nível de consciênciaporque, se alterado, indica maior necessidade de vigilância da vítima no que se refereàs funções vitais, principalmente à respiração. A análise do nível de consciência éfeita pelo método “AVDI”, de acordo com o nível de resposta que a vítima tem dá aosestímulos:A – Vítima acordada com resposta adequada ao ambiente.V – Vítima adormecida. Os olhos se abrem mediante estímulo verbal.D – Vítima com os olhos fechados que só se abrem mediante estímulodoloroso. O estímulo doloroso deve ser aplicado sob a forma decompressão intensa na borda do músculo trapézio, na região póstero-lateral do pescoço.I – Vítima não reage a qualquer estímulo. A alteração do nível de consciência pode ocorrer pelos seguintes motivos: 15
  15. 15. Diminuição da oxigenação cerebral (hipóxia ou hipoperfusão);Traumatismo cranioencefálico (hipertensão intracraniana);Intoxicação por álcool ou droga;Problema clínico metabólico. Pupilas - Em condições normais as pupilas reagem à luz, diminuindo seudiâmetro conforme a intensidade da iluminação do ambiente. O aumento do diâmetro,ou midríase, ocorre na presença de pouca luz, enquanto a diminuição, ou miose,ocorre em presença de luz intensa. Quanto à simetria, as pupilas são classificadas em isocóricas (pupilas normaisou simétricas), que possuem diâmetros iguais, e anisocóricas (pupilas anormais ouassimétricas), de diâmetros desiguais. O socorrista deve avaliar as pupilas da vítima com uma Lanterna em relaçãoao tamanho, simetria e reação à luz. Pupilas anisocóricas sugerem traumatismoocular ou cranioencefálico. Neste caso a midríase em uma das pupilas pode serconseqüência da compressão do nervo oculomotor no nível do tronco encefálico,sugerindo um quadro de gravidade. Pupilas normais se contraem quando submetidas à luz, diminuindo seudiâmetro. Se a pupila permanece dilatada quando submetida à luz, encontra-se emmidríase paralítica, normalmente observada em pessoas inconscientes ou em óbito.Pupilas contraídas (miose) em presença de pouca luz podem indicar intoxicação pordrogas ou doença do sistema nervoso central. 16
  16. 16. Análise secundária Minucioso exame realizado da cabeça aos pés da vitima, para determinar apresença de outras lesões, que embora possam ser graves não colocam em riscoiminente a vida da vitima. Examinar todos os segmentos do corpo, sempre na mesma ordem (examesegmentar): crânio, face, pescoço, tórax, abdômen, quadril, membros inferiores,membros superiores e dorso. Nesta fase, realizar de cabeça ao pé: • Inspeção: cor da pele, sudorese, simetria, alinhamento, deformidade eferimento; • Palpação: deformidade, crepitação, rigidez, flacidez, temperatura esudorese; • Ausculta: tórax (campos pleuropulmonares e precordial) procedimentoexclusivo do médico. Durante todo o exame segmentar, manter-se atento a sinais de dor ou amodificações das condições constatadas na abordagem primária da vítima. Exame segmentar: 1. Alinhamento da coluna cervical com a traquéia e coluna vertebral 2. Osso frontal para o occipital e estruturas da face 3. Pupilas 4. Ouvidos 5. Cavidade nasal e cavidade oral 6. Maxilar e mandíbulas 17
  17. 17. 7. Clavículas 8. Caixa toráxica 9. Quadrantes abdominais 10. Cintura pelves 11. Membros inferiores – mmii 12. Perfusão periférica deficitária e sensibilidade – mie/mid 13. Membros superiores – mmss 14. Perfusão periférica deficitária e sensibilidade – mse/msd 15. Sinais vitais Após completar o exame segmentar, fazer curativos, imobilizações e outrosprocedimentos necessários. Fazem também parte da abordagem secundária os seguintes procedimentos,que são realizados por médicos no ambiente hospitalar: radiografias, sonda gástrica,toque retal, cateterismo vesical e lavagem peritonial. Durante a abordagem secundária, o socorrista deva reavaliar o ABCD quantasvezes forem necessárias, principalmente em vítimas inconscientes. Após a abordagem secundária, realizar a verificação de dados vitais e escalasde coma e trauma. A diferença entre emergência clinica e emergência traumática se da através dofato de doenças já presentes no organismo ou ao algum trauma direto que a vitimavenha a sofrer. Uma emergência clinica pode se transformar em traumática a partir doponto que um infartado caia e bata o crânio, tendo não só um infarte do miocárdio,mas também um traumatismo crânio encefálico TCE. 18
  18. 18. Estados de choque • Choque hipotêmico – diminuição da temperatura do corpo • Choque anafilático – hipersensibilidade a medicamentos,alimentos,síndrome. • Choque cardiogênico – alterações cardíacas • Choque hipovolêmico – perda de mais de 15% do volume sanguíneo • Choque neurogênico – não funcionamento pleno do sistema nervoso • Choque séptico – infecções graves Hemorragias O volume sanguíneo pode ser calculado em 07% do peso corporal no adulto e09% do peso corporal de uma criança. Então, todo o extravasamento de sangue éperigoso e pode se tornar uma hemorragia, sendo ela divida em duas condições,interna e externa, podendo ser essa hemorragia de três tipos: arterial, venosa oucapilar. Quando perdemos mais de 15% do nosso volume sanguíneo, produzimosalterações hemodinâmicas.Procedimentos de contenção • Compressão digital • Elevação do membro • Compressão arterial • Tamponamento • Bandagem 19
  19. 19. Fraturas É a lesão óssea de origem traumática. O osso é o único tecido do nossoorganismo que cicatriza com o mesmo tecido anterior à lesão e esse processodenomina-se consolidação. Existe uma doença que é corrosiva nesse tecido, esta doença é conhecida porosteoporose. Doença geralmente comum em pessoas acima de 65 anos, porinfluencia dos hormônios é mais comum entre as mulheres, os homens tambémsofrem da doença, porém a relação com os hormônios não é tão evidente. A fratura pode ser fechada quando não existe o rompimento do tecido ou aberta(externa), quando existe o rompimento de tecido. Quando a fratura é interna somenteo raio-x confirma a presença da existência dessa fratura, sendo ela dividida em algunstipos: • Galho verde – fratura incompleta. • Obliqua – o traço da fratura cruza o osso fazendo um ângulo obliquo • Espiralada – a linha de fratura se encontra ao redor e através do ossofazendo um espiral • Cominutiva - existem dois ou mais fragmentos na mesma fratura • Impactada – o osso encontra-se comprimido entre si • Fratura expostaProcedimentos Não movimente uma vitima com fratura sem antes ter imobilizado corretamentea mesma. Sempre imobilize uma articulação acima e uma abaixo da fratura. 20
  20. 20. Queimaduras Toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor sobre o organismo é umaqueimadura. (fogo “vapor, chama ou brasa”, substancias químicas, radioativas,vapores, elétricas)... Quanto maior a extensão da queimadura, maior o risco. Uma pessoa com 25%do corpo queimado esta prestes a entrar em estado de Choque e pode morrer se nãoreceber imediatamente os primeiros socorros. 1º GRAU – vermelhidão, ardor e febre local. 2º GRAU – vermelhidão, ardor, febre local e bolhas. 3º GRAU – necrose Não passe nenhum tipo de medicamento sem antes consultar o médico, nãofure as bolhas, evite tocar na região aonde se encontra a queimadura, lave com soroou água e proteja com um plástico esterilizado próprio para queimaduras e procure omais rápido a ajuda médica. NUNCA: APLIQUE UNGUENTOS, GRAXAS, BICARBONATO DE SODIO, PASTA DEDENTE E OU OUTRAS SUBSTANCIAS EM QUEIMADURAS. RETIRE CORPOS ESTRANHOS. FURE AS BOLHAS EXISTENTES OUTOQUE COM AS MAOS A AREA AFETADA. 21
  21. 21. Ferimentos Existem duas classificações para ferimentos: 1- Leve (superficial) 2- Profundo. Faça a limpeza do local com soro fisiológico ou água corrente, curativo commercúrio cromo ou iodo e cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, encaminhandoa vitima ao pronto Socorro. Caso haja hemorragia, contenha primeiro o sangramento. Não retire objetos inclusos de nenhum ferimento, mesmo que superficial. Nos casos de ferimentos abdominais e no tórax, procure o mais rápido pessoasespecializadas, mantenha a calma e contenha o sangramento.** Torniquetes não são recomendados.Desmaio e Epilepsia SINAIS: Palidez, suor, pulso e respiração fracos. O desmaio é a perda repentina e passageira da consciência, normalmente comrecuperação rápida. É provocada por fortes emoções, ansiedade, tensão emocional, 22
  22. 22. doenças cérebro-vascular, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia,intoxicação, hipotensão postural, infecções e causas desconhecidas que fazem comque o nervo vago (responsável pela inervação do sistema nervoso autônomo cujosneurônios permanecem no tronco cerebral e na medula sacral) dilate os vasossanguíneos diminuindo conseqüentemente a pressão sanguínea. Ao diminuir a pressão sanguínea, o fluxo não consegue subir ao cérebro quesem tanta irrigação sanguínea e oxigênio reduz a consciência e se mantém numestado de relaxamento completo, ocasionando a queda e a perda dos sentidos. Aocai, a posição deitada auxilia a passagem do sangue até o cérebro retomando suasfunções normais.ConvulsõesATAQUE DE EPILEPSIA - Se durar mais de 15 minutos chame um medico.ANTES DO SOCORRO: Proteja o corpo da vitima para que ela não se machuquecontra objetos, afastando-os. Não segure seus membros e aguarde socorro.Existem alguns casos de convulsões em crianças com febre alta, que ocorresubitamente quando a temperatura do corpo atinge 39º a 40º. De um banho frio emantenha uma toalha de água com álcool sobre o corpo, levando-a rapidamente aoPS. 23
  23. 23. Evisceração E objeto incluso EVISCERAÇÃO Trata-se da lesão que permite que a cavidade abdominal fiqueem contato com o meio externo, e em virtude deste tipo de ferimento, as vísceras ouparte delas podem ficar expostas. O tratamento consiste em: ° Não recolocar as vísceras no abdome. ° Cobrir o ferimento e as vísceras se estiverem expostas, com uma bandagemtriangular umedecida com soro fisiológico para que as vísceras não ressequem ,sendo que nunca se deve jogar o soro diretamente nas vísceras. ° Cobrir com um saco plástico esterilizado ou limpo, fechá-lo com esparadrapoem todos os lados, sem deixar nenhuma entrada de ar, para manter a temperatura.Isso será possível observar, pois o plástico fica embaçado devido à temperatura. OBJETO INCLUSO Trata-se de algo que penetra a pele da vítima, como porexemplo, uma faca, causando hemorragia e muitas vezes fraturas. O tratamento de objeto incluso consiste em: ° Não retirar o objeto. ° Efetuar a assepsia do local com soro fisiológico ou água. ° Estancar a hemorragia, sem movimentar o objeto. ° Imobilizar o objeto no local e na posição que estiver, ° Imobilizar o membro afetado. ° Transportar para um hospital. 24
  24. 24. Alimentação Saudável para todos Siga os dez passos 1-faça pelo menos três refeições (café da manha, almoço e jantar) e doislanches saudáveis por dia. Não pule as refeições. 2-Inclua diariamente seis porções do grupo do cereal (arroz, milho, trigo, pãese massas), Tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nasrefeições. De preferência aos grãos integrais e aos alimentos naturais. 3-Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras comoparte das refeições E três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches. 4-Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes porsemana. Esse prato Brasileiro é uma combinação completa de proteínas para a saúde. 5-Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção decarne, aves, peixes Ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes dapreparação torna esses Alimentos mas saudáveis. 25
  25. 25. 6-Consuma no Maximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteigaou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menoresquantidades de gorduras trans. 7-Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces erecheados, sobremesas Doces e outras guloseimas como regra de alimentação. 8-Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evitecomer alimentos Industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, salsicha, lingüiça,presunto, salgadinhos Conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos. 9-beba pelo menos 2 litros de água (6 a 8 copos) de água por dia. Dêpreferência ao consumo de Água nos intervalos das refeições. 10-torne sua vida, mas saudável. Pratique pelo menos 30 minutos deatividades físicas todos os Dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha opeso dentro dos limites saudáveis. 26
  26. 26. Diabetes A glicose presente em nossa corrente sanguínea não provém apenas doaçúcar que comemos, mas também de frutas e outros alimentos que, quandodigeridos, se transformam em glicose. Uma vez na corrente sanguínea, a glicose éutilizada por nossas células como fonte de energia e crescimento. Existem doismotivos principais, que causam diabetes. São eles: 1º - Falta de insulina. Nestes casos, o pâncreas não produz insulina ou aproduz em quantidades muito baixas. Com a falta de insulina, a glicose não entra nascélulas, permanecendo na circulação sanguínea em grandes quantidades. Para estasituação, os médicos chamaram esse tipo de Diabetes de Diabetes Mellitus tipo 1 (DMtipo 1). 2º - Mau funcionamento ou diminuição dos receptores das células. Nestescasos, a produção de insulina está normal. Mas como os receptores não estãofuncionando direito ou estão em pequenas quantidades, à insulina não conseguepromover a entrada de glicose necessária para dentro das células, aumentandotambém as concentrações da glicose na corrente sanguínea. Para esse segundo tipode Diabetes, o médicos deram o nome de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM tipo 2). Diabetes tipo 1: O diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença auto-imune caracterizada peladestruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano porqueo organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerosemúltipla, Lúpus e doenças da tireóide. 27
  27. 27. A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenasuma quantidade muito pequena. Quando isso acontece, é preciso tomar insulina paraviver e se manter saudável. As pessoas precisam de injeções diárias de insulina pararegularizar o metabolismo do açúcar. Pois, sem insulina, a glicose não conseguechegar até as células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. Asaltas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetaros olhos, rins, nervos ou coração. A maioria das pessoas com DM1 desenvolve grandes quantidades de auto-anticorpos, que circulam na corrente sanguínea algum tempo antes da doença serdiagnosticada. Os anticorpos são proteínas geradas no organismo para destruirgermes ou vírus. Auto-anticorpos são anticorpos com “mau comportamento”, ou seja,eles atacam os próprios tecidos do corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, osauto-anticorpos podem atacar as células que a produzem. Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. Sabe-se quehá casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença.Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio doorganismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Outambém alguma agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. Outrodado é que, no geral, é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas valelembrar que ela pode surgir em qualquer idade. Sintomas (DM1) Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podemapresentar: 28
  28. 28. • Vontade de urinar diversas vezes; • Fome freqüente; • Sede constante; •Perda de peso; • Fraqueza; • Nervosismo; • Mudanças de humor; • Náusea; • VômitoDiabetes tipo 2 Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior do que notipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo.Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência émaior após os 40 anos. O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e poderesponder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar demedicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina. Principais Sintomas: • Infecções freqüentes; • Alteração visual (visão embaçada); • Dificuldade na cicatrização de feridas; • Formigamento nos pés; • Furunculose. 29
  29. 29. Hepatite Conceito: a hepatite viral ocorre quando um vírus causa infecção e inflamaçãodo fígado. Os vírus que causam hepatite viral são denominados de vírus da hepatiteA, B, C, D e E. Todos esses tipos de vírus causam uma hepatite viral aguda. Porém, os vírusdas hepatites B, C e D podem causar infecção crônica e prolongada, às vezes portoda a vida. A Hepatite crônica (ou prolongada) pode causar cirrose, insuficiênciahepática (mau funcionamento do fígado) e também câncer hepático. Outros tipos de vírus que menos freqüentemente afetam o fígado e causamhepatite são o citomegalovirus (CMV); Epstein-Barr vírus (EBV), herpes vírus;parvovirus e adenovirus. Os sintomas mais comuns são: • Icterícia: trata-se de uma coloração amarelada da pele e dos olhos. Mal-estar, cansaço ou fadiga. Dor abdominal. Falta de apetite. Diarréia, náuseas ouvômitos. Febre. Dores de cabeça ou dor no corpo. Pode haver urina de coloraçãoescura (cor de coca-cola). Fezes de coloração esbranquiçada (tipo massa devidraceiro). Os sintomas variam de acordo com o organismo de cada pessoa. Entretanto,algumas pessoas podem não ter sintomas. 30
  30. 30. Hepatite A O vírus da hepatite A é mais comumente transmitido através da ingestão deágua e alimentos contaminados pelas fezes de pessoas infectadas. Detecção da hepatite A se faz por exame de sangue e não há tratamentoespecífico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a doença.Normalmente, a hepatite A não se torna crônica. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneirade evitá-la é pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bemcozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições. Hepatite B O vírus da hepatite tipo B (HBV) é transmitido principalmente por meio dosangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos à material cirúrgicocontaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas, daí o cuidado que sedeve ter nas transfusões sangüíneas, no dentista, e em sessões de depilação outatuagem. O vírus da hepatite B também pode ser passado pelo contato sexual. Outraforma de contágio ocorre durante o nascimento, seja parto normal ou cesáreo, ondepode haver passagem do vírus da hepatite B da mãe para o feto. Freqüentemente, os sinais e sintomas da hepatite B podem não aparecerinicialmente, e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doençaapós anos e, muitas vezes, por acaso, em testes realizados de rotina para esse vírus. Ao contrário da hepatite A, a hepatite B evoluir para um quadro crônico e entãopara uma cirrose ou até câncer de fígado. 31
  31. 31. A prevenção da hepatite B inclui: • Controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica(exames feitos de rotina no sangue armazenado). • Vacinação contra hepatite B (disponível no SUS). • Uso de imunoglobulina humana antivírus da hepatite B (tambémdisponível no SUS). • Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da áreada saúde. • Não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear eescovas de dente. • Não compartilhamento de seringas e agulhas para uso de drogas. • Como a hepatite B pode ser adquirida através do ato sexual, o uso depreservativos também ajuda na prevenção desta doença. Hepatite C O vírus da hepatite tipo c (HCV) é transmitido principalmente por meio dosangue. Raramente é transmitido por ato sexual ou durante o nascimento. As formas de contágio da hepatite C são muito similares às da hepatite B. O tratamento da hepatite C é feito através de uma medicação chamada deinterferon, junto com uma droga antiviral chamada de ribavirina. As formas de prevenção da hepatite C são similares à hepatite B. Porém, nãohá vacina para a hepatite C. 32
  32. 32. Hepatite D A hepatite D é transmitida através de sangue contaminado. Esta doença sóocorre junto com a transmissão da hepatite B, ou em um indivíduo que já sejaportador da hepatite B. Ou seja, é preciso haver o vírus da hepatite B para que ahepatite D também seja transmitida. O tratamento da hepatite D é feito com interferon peguilado. As formas de transmissão da hepatite D são similares às da hepatite B. Hepatite E O vírus da hepatite E é transmitido através da ingestão de água e alimentoscontaminados pelas fezes de pessoas infectadas. Não há tratamento específico para a hepatite E. Geralmente esta doença élimitada, e espera-se que o organismo do paciente reaja sozinho e fique curado apósalgumas semanas do contágio. A prevenção é feita com saneamento básico adequado, higiene pessoal,higiene de alimentos e da água. Comparação entre as hepatites As hepatites A e E geralmente são transmitidas através de água e alimentoscontaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas através de sanguecontaminado, ato sexual ou ao nascimento. As hepatites A e E geralmente são limitadas, esperando-se que o organismoreaja sozinho contra a doença. Já as hepatites B, C e D são mais sérias e podem setornar crônicas. Existem remédios para tratamento de hepatites crônicas. As vacinas existem apenas para as hepatites A e B. 33
  33. 33. Tuberculose O QUE É TUBERCULOSE (TB)? A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado"bacilo de Koch". É uma doença contagiosa, que atinge principalmente os pulmões,mas pode ocorrer em outras partes do nosso corpo, como nos gânglios, rins, ossos,intestinos e meninges. Quando o doente tosse, fala ou espirra ele espalha no ar gotaspequenas com o micróbio da Tuberculose. Sendo assim, uma pessoa com boa saúde,que respire este ar, pode levar este micróbio para o seu pulmão, acontecendo ocontágio. Portanto, a tuberculose não se transmite pelo sexo, pelo sanguecontaminado, pelo beijo, pelo copo, pelos talheres, pela roupa, pelo colchão... ATuberculose SÓ SE TRANSMITE PELO AR. A maior fonte de transmissão da TB é o doente com a doença nopulmão, porque ele elimina bacilos pela tosse, fala e espirro. Por isto as pessoas queconvivem com ele, principalmente na mesma casa, antes do início do tratamentocorreto, são aquelas que têm maior risco de adquirir o bacilo. E os vizinhos? E oscolegas de trabalho? E dentro do ônibus? Na escola? As dúvidas são freqüentes e não dá para discutir todas as possibilidades, umaa uma. O certo mesmo é entender como se pega a TB e, a partir daí, o que podefacilitar ou dificultar o contágio. Para isto veja a seguir, 3 (três) situações que facilitamo contágio e o que pode ser feito em cada uma delas, para dificultar que o contágioaconteça. 1ª. Situação: DOENTE BACILÍFERO (que elimina muitos bacilos pela tosse,pelo espirro, pela fala) O QUE FAZER: Iniciar o tratamento o mais rapidamente possível e cobrir aboca ao tossir ou espirrar. 2ª. Situação: AMBIENTE (LOCAL) POUCO AREJADO O QUE FAZER: Abrir portas e janelas. 34
  34. 34. 3ª. Situação: MAIOR TEMPO DE CONTATO COM OS DOENTES. QUERDIZER: CONVIVER COM O DOENTE MUITAS HORAS POR DIA ou POR NOITE,DURANTE MUITOS DIAS SEGUIDOS. O QUE FAZER: Procurar orientação na unidade básica de saúde. Por isto, para prevenir a doença, é muito importante identificar rapidamente ospacientes com tuberculose para tratá-los logo, reduzindo a chance de contaminaçãodo ar. Evitando assim, a transmissão do bacilo para outras pessoas. É importante melhorar as condições de habitação para diminuir a chance docontágio. Se há muitas pessoas dormindo no mesmo quarto, em casas mal ventiladase onde não bate sol, o risco de contágio é muito maior. O sintoma mais freqüente da Tuberculose pulmonar no adulto é a TOSSE.Toda pessoa que apresente tosse que dure 3 semanas ou mais é chamada deSINTOMÁTICO RESPIRATÓRIO e deve ser encaminhada ao médico. Outrossintomas são: febre ao entardecer, suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento ecansaço fácil. O doente pode apresentar todos esses sintomas, mas pode ter somenteuma tosse que às vezes até passa despercebida. Muitas vezes as pessoas pensamque sua tosse é "comum", porque são fumantes, ou que é uma bronquite ou gripe malcurada, e não dão importância. Todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga corretamenteas orientações do médico e dos demais profissionais de saúde responsáveis peloacompanhamento. Na maioria dos casos o tratamento deve ser ambulatorial. Mas, se odiagnóstico não for realizado o mais rápido possível e demore muito tempo paracomeçar o tratamento, o quadro pode se agravar, ou seja, o pulmão pode ficar muitoprejudicado pelo bacilo obrigando o paciente a receber cuidados especiais. Umadestas complicações é quando o paciente tosse com muito sangue e nesse caso temque internar. No caso de tuberculose em outras partes do corpo, é necessária a avaliação domédico para saber se existem complicações ou outras condições que indiquem ainternação. Mas, no caso da meningite tuberculosa não tem dúvidas; o pacienteprecisa ser internado. 35
  35. 35. Dengue Denomina-se dengue a enfermidade causada por um arbovírus da famíliaFlaviviridae, gênero Flavivirus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2,DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmosorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três. Atualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge o homem, sendoresponsável por cerca de 100 milhões de casos/ano em população de risco de 2,5 a 3bilhões de seres humanos. A febre hemorrágica da dengue (FHD) e síndrome dechoque da dengue (SCD) atingem pelo menos 500 mil pessoas/ano, apresentandotaxa de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientesnão tratados. A dengue é transmitida através da picada de uma fêmea contaminadado Aedes aegypti, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. Um únicomosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300pessoas. Vetores e transmissão- A transmissão se faz pela picada do mosquito fêmeado Aedes aegypti/albopictus (no Brasil, ocorre com maior frequencia o primeiro) .Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus,depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. A transmissão mecânica também épossível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimentanum hospedeiro susceptível próximo. Não há transmissão por contato direto de umdoente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água oualimento. Entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro de 2010, foram notificados 108.640pacientes com a doença, 109% a mais que no mesmo período de 2009. Os estadosMato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Goiás e Mato Grosso respondem por 71%desses casos. As altas temperaturas, grande volume de chuvas e o retorno do tipo 1do vírus explicam parte da epidemia . Como se pôde observar, a doença foi reconhecida há aproximadamente 200anos e tem apresentado caráter epidêmico e endêmico variado, tendendo a agravarnos últimos anos. As mudanças na dinâmica de transmissão da dengue podem serexplicadas pela baixa prevalência do vírus até recentemente, quando houve maiordisponibilidade de hospedeiros humanos. O aumento da concentração humana em 36
  36. 36. ambiente urbano propiciou crescimento substancial da população viral. As linhagens,que surgiram antes das aglomerações e movimentações humanas terem início,tinham poucas chances de causar grandes epidemias e terminavam por falta dehospedeiros susceptíveis . Entretanto, as alterações ambientais de natureza antrópicatêm propiciado o deslocamento e/ou dano à fauna e flora, bem como o acúmulo dedetritos e de recipientes descartáveis. Paralelamente, as mudanças nas paisagenstêm promovido alterações microclimáticas que parecem ter favorecido algumasespécies vetoras, em detrimento de outras, oferecendo abrigos e criadouros, bemcomo a disponibilidade de hospedeiros. Epidemiologia- O impacto dessa doença sobre a população humana é notado,não só pelo desconforto que causa, como pela perda de vidas, principalmente entrecrianças. Na Ásia, é a segunda causa de internamentos hospitalares de crianças. Há,também, prejuízos econômicos expressos em gastos com tratamento, hospitalização,controle dos vetores, absentismo no trabalho e perdas com turismo .O ressurgimentoda dengue, em escala global, é atribuído a diversos fatores, ainda não bemconhecidos. Os mais importantes estão relacionados a seguir: 1. as medidas de controle dos vetores de dengue, nos países onde sãoendêmicos, são poucas ou inexistentes; 2. o crescimento da população humana com grandes mudançasdemográficas; 3. a expansão e alteração desordenadas do ambiente urbano, cominfraestrutura sanitária deficiente, propiciando o aumento da densidade da populaçãovetora; 4. o aumento acentuado no intercâmbio comercial entre múltiplos países econseqüente aumento no número de viagens aéreas, marítimas e fluviais,favorecendo a dispersão dos vetores e dos agentes infecciosos. Qualquer que seja a causa, o aumento da variabilidade genética do vírus dadengue é observação que se reveste de extrema importância porque as populaçõeshumanas estão sendo expostas a diversas cepas virais, e algumas podem escapar daproteção imunológica obtida com a exposição prévia ao sorotipo. Acresce considerarque podem surgir cepas com patogenicidade e infectividade aumentadas e quepopulações 37
  37. 37. silvestres do vírus dengue, geneticamente diferentes, quando introduzidas empopulações de hospedeiros, podem desencadear epidemias. Embora as populaçõesde vírus com seqüências de nucleotídeos conhecidas sejam esparsas, especialmentedas populações africanas, encontraram-se quatro genótipos para o DEN-2 e DEN-3 edois para o DEN-1 e DEN-4, com diversidade máxima de aminoácidos, deaproximadamente 10% para o gene E. Mesmo não se dispondo de amostrashistóricas para se avaliarem as possíveis alterações genéticas através do tempo, asobservações mostram que a variabilidade genética está aumentando. No entanto, o fator de maior preocupação é que a diversidade genética dosquatro subtipos de vírus dengue está provavelmente ligada ao crescimento dapopulação humana, podendo aumentar no futuro. A alta variabilidade genética dovírus pode estar relacionada com o surgimento de casos graves da doença, causados,possivelmente, pelo efeito anticorpo-dependente em resposta a populações viraisgeneticamente Imunologia Quando uma pessoa é contaminada por um dos 4 vírus torna-se imune a todosos tipos de vírus durante alguns meses e posteriormente mantém-se imune, pelo restoda vida, ao tipo pelo qual foi contaminado. Se voltar a ter dengue, dessa vez um dosoutros 3 tipos do vírus, há uma probabilidade maior que a doença seja mais grave quea anterior, mas não é obrigatório que aconteça.A classificação 1, 2, 3 ou 4 não temqualquer relação com a gravidade da doença, diz respeito à ordem da descoberta dosvírus. Cerca de 90% dos casos de dengue hemorrágica ocorrem em pessoasanteriormente contaminadas por um dos quatro tipos de vírus. Progressão e sintomas-O período de incubação é de três a quinze dias após apicada. Dissemina-se pelo sangue (viremia). Os sintomas iniciais são inespecíficoscomo febre alta (normalmente entre 38° e 40 °C) de início abrupto, mal-estar, anorexia(pouco apetite), cefaleias, dores musculares e nos olhos. No caso da hemorrágica,após a febre baixar pode provocar gengivorragias e epistáxis (sangramento do nariz),hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartesem vários órgãos, que são potencialmente mortais. Ocorre freqüentemente tambémhepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias abundantes paracavidades internas do corpo. Há ainda petéquias (manchas vermelhas na pele), edores agudas das costas (origem do nome, doença “quebra-ossos”). 38
  38. 38. A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes aum sorotipo devido a infecção passada já resolvida são infectadas por outro sorotipo.Os anticorpos produzidos não são específicos suficientemente para neutralizar o novosorotipo, mas ligam-se aos virions formando complexos que causam danosendoteliais, produzindo hemorragias mais perigosas que as da infecção inicial. A febreé o principal sintoma. Sinais de Alerta da Dengue Hemorrágica •Dor abdominal contínua •Vômitos persistentes •Hipotensão postural e arterial •Extremidades frias, cianose •Pulso rápido e fino •Agitação e/ou letargia •Diminuição da diurese •Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia •Desconforto respiratório Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta, acompanhados deevidências As pessoas em áreas endêmicas que têm sintomas como febre alta devemconsultar um médico para fazer análises sendo que o diagnóstico normalmente é feitopor isolamento viral através de inoculação de soro sanguíneo (IVIS) em culturascelulares ou por sorologia esse procedimento é essencial para saber se o paciente éportador do vírus da dengue. Tratamento-O paciente é aconselhado pelo médico a ficar em repouso e beberlíquidos. É importante então evitar a automedicação, porque pode ser perigosa, já quea prescrição médica desaconselha usar remédios à base de ácido acetilsalicílico(AAS), como aspirina ou outros Antinflamatórios não-esteróides (AINEs)normalmente usados para febre, porque eles facilitam a hemorragia. Contudo, caso onível de plaquetas desça abaixo do nivel funcional mínimo (trombocitopenia) justifica-se a transfusão desses elementos e quanto a outros remédios para a cura, ainda nãoexistem. Prevenção-Controle do mosquito 39
  39. 39. O controle é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor,principalmente na fase larvar do inseto. Deve-se evitar o acúmulo de água empossíveis locais de desova dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença,aconselha-se o uso de janelas teladas, além do uso de repelentes.É importante tratarde todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto, neste caso, aágua. O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada limpa.Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela mãena parede dos recipientes, aguardando a subida do nível da água paraeclodirem.Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais depotencial proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito.Cientistas da UNESP de São José do Rio Preto - Estado de São Paulo, descobriramque a larva do Mosquito da Dengue pode ser combatido através de borra de café, jáutilizada. Apenas 500 microgramas são necessários para matar a larva do mosquitotransmissor, sendo sugerida a utilização de 2 colheres dessa borra para cada meiocopo dágua.Um dos principais problemas no combate ao mosquito é localizá-lo.Atualmente, o Ministério da Saúde Brasileiro utiliza o Índice Larvário, um métodoantigo, do início do século XX, cujas informações são pouco confiáveis edemoradas.O Ministério da Saúde indica que em algumas regiões brasileiras foidetectada resistência do mosquito a larvicidas e inseticidas. Por isso, tem crescido aideia de utilizar mosquitos transgênicos. A estratégia possui vantagens ecológicaspela diminuição do uso de inseticidas que costumam afetar outras espécies eprejudicar o ambiente . Recentemente, cientistas da Universidade Federal de Minas Geraisdesenvolveram um método de monitoramento do mosquito utilizando armadilhas,produto atraente, computadores de mão e mapas georeferenciados. O sistema,chamado M.I. Dengue], permite localizar rapidamente mosquitos nas áreas urbanas,permitindo ações de combate apenas nas áreas afetadas, com aumento da eficiênciae economia de recursos. 40
  40. 40. Gripe H1n1 A Influenza A H1N1 (comumente conhecida como Gripe Suína) é uma gripepandêmica que atualmente está acometendo a população de inúmeros países. Adoença é causada pelo vírus influenza A H1N1, o qual representa o rearranjoquádruplo de cepas de influenza (02 suínas, 01 aviária e 01 humana).A gripe foiinicialmente detectada no México no final de março de 2009 e desde então se alastroupor diversos países. Desde junho de 2009 a OMS elevou o nível de alerta depandemia para fase 06, indicando ampla transmissão em pelo menos 02 continentes. Os sinais e sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum, taiscomo febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor na garganta e fraqueza.Entretanto, diferentemente da gripe comum, ela costuma apresentar complicações empessoas jovens. Progressão, sintomas e tratamento Diagrama dos sintomas da gripe A (H1N1) no ser humano. 1- Corpo em geral - febre 2- Psicológico - letargia, falta de apetite 3- Nasofaringe - rinorreia, dor de garganta 4- Sistema Respiratório - tosse 5- Gástrico - náuseas, vómitos 6- Intestino - diarréia. Assim como a gripe humana comum, a influenza A (H1N1) apresenta comosintomas febre repentina, fadiga, dores pelo corpo, tosse, coriza, dores de garganta edificuldades respiratórias. Esse novo surto, aparentemente, também causa maisdiarreia e vômitos que a gripe convencional. De acordo com a OMS, os medicamentosantivirais oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra ovírus H1N1. Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas deprevenir a transmissão da doença. Além disto, deve-se evitar o contato das mãos comolhos, nariz e boca depois de tocar em superfícies, usar lenços descartáveis ao tossir 41
  41. 41. ou espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados e ter hábitos saudáveis comohidratação corporal, alimentação equilibrada e atividade física. Caso ocorra acontaminação, o paciente deve evitar sair de casa até cinco dias após o início dossintomas, pois este é o período de transmissão da gripe A. Algumas organizações religiosas também orientaram aos fiéis evitar abraços,apertos de mãos ou qualquer outro tipo de contato físico para impedir a dispersão dovírus durante os cultos religiosos. Grupos de risco-Desde que as mortes em decorrência da gripe suína foramidentificadas, alguns grupos de risco foram observados. São eles: • Gestantes • Idosos (maiores de 65 anos) - neste grupo existe uma situação especialpois os idosos tem sistema imunológico baixo. • Crianças (menores de 2 anos) • Doentes crônicos • Problemas cardiovasculares, exceto hipertensos • Asmáticos • Portadores de doença obstrutiva crônica • Problemas hepáticos e renais • Doenças metabólicas • Doenças que afetam o sistema imunológic • Obesos Formas de contágio A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea,contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetoscontaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismospatogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia(México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético dasgripes humana, aviária e suína. 42
  42. 42. O Que é AIDS? A AIDS, (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença causada peloHIV (Vírus Da Imunodeficiência Humana), que age destruindo os linfócitos, célula dosangue responsável pela defesa imunológica, tornando organismo menos resistente auma serie de infecções, as chamadas infecções oportunistas, que debilitamprogressivamente a saúde, podendo levar a morte. AIDS é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), já que sua formaprincipal de transmissão é pela relação sexual, mas pode também ser transmitida deoutras formas. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistemaimunológico, começam a surgir doenças oportunistas, tais como: turbeculose,pneumonia, alguns tipos de câncer, candidiase e infecções do sistema nervoso. Como uma Pessoa Sabe se é Portadora de HIV? Por meio do teste do HIV. Se a pessoa manteve uma relação sexual sem usode preservativo com alguém de quem não tem certeza de não ser portador de HIV,deverá fazer o teste três meses após essa relação, pois, caso tenha sidocontaminado, há um tempo entre a contaminação e o aparecimento de anticorposainda são detectados. Esse teste deve ser feito: Quando a pessoa passou por alguma situação de risco: • Relação sexual sem uso de preservativos com pessoa de quem nãotenha absoluta certeza de não ser portadora do vírus. • Compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso dedrogas injetáveis. • Transfusão de sangue contaminado pelo HIV • Acidentes ocupacionais com objetivo pérfuro-cortantes contaminadoscom material biológico de origem humana • Toda gestante no pré-natal 43
  43. 43. • Filho nascido de mãe portadora do HIV e/ou neném que tenha sidoamamentado por mulher portadora do vírus HIV. No inicio da era AIDS, os grupos que mais se infectavam com o vírus eramchamados “grupo de Risco”:os homossexuais masculinos,as pessoas que tinhamrecebido transfusão de sangue e os usuários de drogas injetáveis.Posteriormente,quando a AIDS começou a se espalhar em outros grupos de pessoas,passou-se afalar em “situação de risco”A AIDS deixou de ser doença de algumas minorias epassou a ser uma ameaça para qualquer pessoa,desde que essa não adotasse aspraticas de prevenção.atualmente,com a AIDS atingindo toda a População E também de forma crescente entre as mulheres, fala-se de“feminilização” da AIDS, ou seja,a infecção pelo vírus HIV está se tornando igual entrehomens e mulheres.isto porque as relações heterossexuais também se tornaram umaforma importante de transmissão. Não adianta saber, por exemplo, quais são os meios de evitar a contaminaçãocom o vírus, se a pessoa não transforma esse conhecimento em comportamento,colocando em pratica essas medidas. A falta de acesso ao preservativo, por falta de dinheiro para comprá-lo ou pordificuldades de obtê-lo no serviço público, também aumenta a vulnerabilidade.Também fatores sociais como a pobreza, as desigualdades de gênero, raça e outras,a falta de oportunidade de participar nas decisões políticas da comunidade podeminterferir na vulnerabilidade das pessoas a AIDS e outras DST’S. Como se pega AIDS: • Pela relação sexual com pessoa contaminada, já que o vírus pode sertransmitido pelo esperma, liquido seminal e liquido vaginal. O sexo anal tem um riscomaior, pelo fato de que pode causar pequenos ferimentos, permitindo o contato com osangue. A presença de mestruação também favorece a transmissão, bem como dealgumas DST’S que causam ferimentos nos órgãos genitais, como a sífilis e a herpesgenital; • Por meio da transfusão de sangue contaminado. Felizmente hoje em dia,com a realização dos testes sorológicos e controle rigoroso nos bancos de sangue,esta forma de transmissão ta controlada. Doando sangue não se pega AIDS; • Da mãe soro positivo para o bebe, durante a gravidez, parto ouamamentação. É chamada transmissão vertical; 44
  44. 44. • Por meio do compartilhamento de seringas, agulhas contaminadas. Essaforma de transmissão ocorre, geralmente entre usuários de drogas injetáveis, quecompartilham o uso de seringas. Como não se pega AIDS: • Pelo contato ou convivência social com pessoas portadoras do vírus: morarjunto compartilha piscina, sauna, creche, escola, trabalho, abraçando, beijando,apertando a mão, usando o mesmo copo ou objetos usados por pessoas portadorasdo vírus como: roupas, objetos de escritório, cadeira, telefone, sabonete, toalha debanho, etc. • Usando copos, pratos, talheres mesmo usados por pessoas soro positivam. • Por picada de pernilongos ou outros insetos; • Na masturbação a dois. Como se prevenir da contaminação: • Use camisinhas nas relações sexuais. A camisinha é a melhor forma deprevenir AIDS e DST’S nas relações sexuais. No caso de relação anal érecomendável também o uso de lubrificante para facilitar a penetração não romper opreservativo. Cada um tem o direito de decidir sobre suas preferências sexuais efreqüência com que terá a relação, mas quanto maior o numero de parceiros, maior achance de contração dessas doenças. • Não compartilhe objetos pessoas que possam ter contato com mucosasou com sangue: escova de dente, aparelhos de barbear, material de manicure,piercing, etc. • Exija matérias descartáveis ou adequada esterilização de algunsmateriais, caso tenha que usá-los. Usuários de drogas injetáveis Os dependentes de drogas devem procurar apoio nos serviços especializados.Enquanto não se livram do uso de drogas, principalmente a de drogas injetáveis, tomeprecauções para evitar contaminar-se. 45
  45. 45. O que São DST’s? São as doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, que se tramitemprincipalmente por meio das relações sexuais. Como saber se tenho uma DST: Ao contrario da AIDS, em que o vírus pode permanecer silenciosodurante algum tempo no organismo, as DST’S normalmente se manifestam por sinaise sintomas que incomodam. “Sinais” são fatores que podem ser vistas, “sintomas” sãocoisas que as pessoas sentem, mas muitas vezes as pessoas podem ter uma DST enão sentir nada, podendo, entretanto, transmiti-lo para seus parceiros sexuais. Toda mulher que já tem vida sexual ativa, deve fazer o exameginecológico pelo menos uma vez por ano, para fazer o exame de prevenção decâncer de colo de útero “exame de papa Nicolau” e será uma oportunidade de descobrir se temou não alguma DST. Corrimentos São secreções amarelas com pus, ou esbranquiçadas ou mesmo esverdeadas.Alguns corrimentos podem apresentar cheiro ruim. Pode não ser percebido pelapessoa, principalmente pelas mulheres. Neste caso, o corrimento só será descoberto noexame ginecológico. No homem pode ser visto com mais facilidade, pois sai pelauretra. 46
  46. 46. Feridas São arredondadas e avermelhadas. A pessoa pode ter uma ou mais feridas detamanhos diferentes, que podem doer ou não. Algumas feridas se iniciam comopequenas bolhas. Nos homens as feridas são mais visíveis, claro, pois aparecem nopênis. Já nas mulheres podem ficar escondidas na vagina. As feridas causadas por DST’S podem aparecer também nos anus e boca, noscasos em que foi praticado sexo anal ou oral. Verrugas São caroços na pele. Não são doloridos, mais podem causar irritação e coceira.São causados por um vírus chamado HPV. Ardência, coceira, Podem ocorrer tanto no homem quanto na mulher. São mais intensos ao urinarou nas relações sexuais. Desconforto, dor Geralmente sentido um pouco abaixo do umbigo, agravando-se durante asrelações sexuais e ao urinar. Principais DST’S Sífilis – causada por uma bactéria, começa com uma ferida “chamada decancro duro” em geral pouco dolorosa, no pênis, vulva, vagina, colo do útero, anus ouboca, que desaparece espontaneamente após alguns dias, mesmo sem tratamento.Mas o micróbio continua no organismo e volta a se manifestar após alguns meses 47
  47. 47. com manchas em varias partes do corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantasdos pés. Que também desaparecem após algum tempo. Por fim, se não tratada, podecausar coceira, paralisia, doenças neurológicas e problemas no coração. Pode passarda mãe para o bebe durante a gravidez, causando problemas graves no bebe, porisso toda gestante deve fazer o teste para saber se tem sífilis. Cancro mole – é também chamado de cancro venéreo. Causado por umabactéria, inicia-se com feridas dolorosas nos órgãos genitais acompanhadas deínguas (caroços) na virilha, que podem se romper soltando pus. Essas feridas podemaparecer também no anus e mais raramente nos lábios, boca, língua e garganta. Émais comum nos homens. Gonorréia – causada por bactéria, manifesta-se pela saída de pus pelo pênis edificuldade para urinar, além de coceiras na uretra e mesmo febre. A maioria dasmulheres infectadas não apresenta muitos sintomas, podendo ter um corrimentovaginal sem cheiro e sem coceira. Se não for tratada durante o pré -natal, pode sertransmitida ao bebe causando diversos problemas. Na hora do parto pode passar paraos olhos do bebe. Candidíase – causada por um fungo, é uma das causas mais comuns deinfecção genital. A candidíase causa um corrimento, mas não é doença detransmissão exclusivamente sexual. Causa coceira, ardor ou dor ao urinar e umcorrimento branco, com aspecto de leite qualhado, podendo também causar fissurasna vagina. A vagina pode ficar inchada e avermelhada. Algumas situações prédispõem as pessoas a terem candidíase, como a diabetes, a gravidez, o uso de anticoncepcionais, o uso de antibióticos, a obesidade e o uso de roupas muito justas. 48
  48. 48. Herpes genital – é causada por um vírus. Apresenta dor, coceira, ardência ou formigamento noórgão genital, seguido do aparecimento de pequenas bolhas que se rompem e dãoorigem a pequenas feridas dolorosas que saram espontaneamente depois de 3semanas, porém o vírus continua no organismo voltando a se manifestarperiodicamente, principalmente quando o organismo esta debilitado por algum motivo,como stress físico e emocional, exposição excessivo ao sol ou ao uso prolongado deantibióticos. Quando acomete a mulher grávida, pode causar problemas sérios para obebe. Condiloma acuminado – também chamado de verruga genital. Causada por um vírus (o vírus HPV),forma berrugas que vão se juntando, dando um aspecto de couve flor. Apareceprincipalmente na glande (a cabeça do pênis), o prepúcio “a pele que cobre a cabeçado pênis” e o orifício da uretra, no homem. Na mulher aparece uma vulva, no períneo,na vagina, e no colo do útero, mais um motivo para as mulheres não deixarem defazer os exames ginecológicos periódicos. Em ambos os sexos podem aparecertambém no anus e no reto, mesmo que não tenha praticado sexo anal. A complicaçãomais importante, caso essa doença não seja tratada, é que pode proporcionar umaparecimento de câncer do colo de útero e vulva e também do pênis. Pode sertransmitida para o bebe durante o parto. Pediculose do púbis, (chato) – é um piolho que se instala nos pelos dos genitais, e também da região dabarriga, anus e coxa, causando coceira. Aproveito o contato das pessoas durante oato sexual para passar de uma pessoa para outra. A melhor forma de eliminar o chatoé raspar os pelos pubianos. Se não resolver dessa forma procure orientação médica. 49
  49. 49. Em caso de suspeita de DST: 1- Procure o serviço de saude para passar por consulta médica; 2- Após confirmada a DST pelo médico, procure as pessoas com que teverelações sexuais, pois elas também podem estar contaminadas. Aconselhe essaspessoas a passarem por uma consulta médica; 3- Enquanto estiver com uma DST evite ter relações sexuais, no caso detê-las use sempre preservativos; 4- Faca o tratamento sempre da forma que o médico indicou; 5- Uma DST que não for tratada ou for tratada de forma errada, poderácausar complicações no futuro, como esterilidade (não poder ter filhos), alguns tiposde câncer, transmissão da doença da mãe para um bebe, etc. 6- Não procure farmácias para resolver o problema, pois o uso demedicamentos sem orientação médica, poderá não curar adequadamente a doença,tornando-a crônica, dando uma falsa impressão de cura. 50
  50. 50. Álcool Efeitos A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fasesdistintas: uma estimulante e outra depressora. Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitosestimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muitoexagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar oestado de coma. Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as característicasfísicas de cada pessoa. Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. Asmais freqüentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólicae cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndromede má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemascardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor,formigamento e cãibras nos membros inferiores. A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui acoordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículosou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes éprovocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. 51
  51. 51. Alcoolismo Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectosde origem biológica, psicológica e sociocultural. A dependência do álcool é condiçãofreqüente, atingindo cerca de 10% da população adulta brasileira. A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta,tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns sinais da dependência doálcool são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber maioresquantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; aumento da importância doálcool na vida da pessoa; percepção do “grande desejo” de beber e da falta decontrole em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento desintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e aumento daingestão de álcool para aliviar essa síndrome. A síndrome de abstinência tem início 6 a 8 horas após a parada da ingestãode álcool, sendo caracterizada por tremor das mãos, acompanhado de distúrbiosgastrintestinais, distúrbios do sono e estado de inquietação geral (abstinência leve).Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome deabstinência grave ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomasanteriormente referidos, se caracteriza por tremores generalizados, agitação intensa edesorientação no tempo e no espaço. 52
  52. 52. TabacoEfeitos Os principais efeitos da nicotina no sistema nervoso central consistem em:elevação leve no humor e diminuição do apetite, considerada um estimulante. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuídapelos tecidos. No sistema digestivo, provoca diminuição da contração do estômago,dificultando a digestão. Há, ainda, aumento da vasoconstrição e da força dosbatimentos cardíacos. Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros,podem sentir um desejo incontrolável de fumar, irritabilidade, agitação, prisão deventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça.Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro deuma ou duas semanas. A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicasao organismo. Entre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão.Aspectos gerais O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do cigarrocom imagens de pessoas bem-sucedidas, uma constante nos meios de comunicação.Esse tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro.Por outro lado, os programas de controle do tabagismo vêm recebendo um destaquecada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) é o órgão do Ministério da Saúderesponsável pelas ações de controle do tabagismo e prevenção primária de câncer noBrasil, por meio da Coordenação Nacional de Controle do Tabagismo e PrevençãoPrimária de Câncer (Contapp). O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrênciade algumas doenças, como, por exemplo, pneumonia, câncer (pulmão, laringe,faringe, esôfago, boca, estômago etc.), infarto de miocárdio, bronquite crônica,enfisema pulmonar, derrame cerebral, úlcera digestiva etc. Entre outros efeitos tóxicosprovocados pela nicotina, podemos destacar, ainda, náuseas, dores abdominais,diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, braquicardia e fraqueza. 53
  53. 53. Maconha Efeitos Os efeitos que a maconha produz sobre o homem, são físicos (ação sobre opróprio corpo ou partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses efeitossofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se Consume ou seja, osefeitos são agudos (isto é, quando decorrem apenas algumas horas após fumar) ecrônicos (conseqüências que aparecem após o uso continuado por semanas, oumeses ou mesmo anos). Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meioavermelhados e o coração dispara, de 60 a 80 batimentos por minuto pode chegar a120 a 140 ou até mesmo mais (taquicardia). Dependerão da qualidade da maconhafumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas, os efeitos sãouma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menosfatigado, vontade de rir Para outras pessoas, os efeitos são mais para o ladodesagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controlemental, trêmulas, perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaçoe um prejuízo de memória e atenção. Quanto aos efeitos na memória, eles se manifestam principalmente nachamada memória a curto prazo, Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicosagudos podem chegar até a alterações mais evidentes, com predominância de delíriose alucinações. Os efeitos físicos crônicos da maconha já são de maior gravidade.De fato, com o uso continuado, vários órgãos do corpo são afetados. Os pulmões sãoum exemplo disso. Não é difícil imaginar como ficarão esses órgãos quando passam areceber cronicamente uma fumaça que é muito irritante, dado ser proveniente de umvegetal que nem chega a ser tratado como o tabaco comum. Essa irritação constante 54
  54. 54. leva a problemas respiratórios (bronquites), aliás, como ocorre também com o cigarrocomum. Mas o pior é que a fumaça da maconha contém alto teor de alcatrão (maiormesmo que na do cigarro comum) e nele existe uma substância chamadabenzopireno, conhecido agente cancerígeno; ainda não está provado cientificamenteque o fumante crônico de maconha está sujeito a adquirir câncer dos pulmões commaior facilidade, mas os indícios, em animais de laboratório, de que assim pode sersão cada vez mais fortes. É importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual,mas apresenta esterilidade, isto é, fica incapacitado de engravidar sua companheira.Há ainda a considerar os efeitos psíquicos crônicos produzidos pela maconha.Sabe-se que seu uso continuado interfere na capacidade de aprendizagem ememorização e pode induzir a um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade defazer mais nada, Pois tudo fica sem graça e sem importância. Esse efeito crônico da maconha échamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumaspessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida demaneira a facilitar seu vício, e tudo o mais perde seu real valor. 55
  55. 55. Pasta de Coca – Crack - Merla Efeitos Os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada,inalada, endovenosa). Assim, o crack e a merla podem produzir aumento das pupilas,que prejudica a visão; é a chamada “visão borrada”. Ainda pode provocar dor no peito,contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascularque os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode elevar-se e o coração podebater muito mais rapidamente. Em casos extremos, chega a produzir parada cardíacapor fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição deatividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos músculosesqueléticos, conhecida como rabdomiólise. A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentirefeitos mais intensos. Porém, essas quantidades maiores acabam por levar o usuárioa comportamento violento, irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido aoaparecimento de paranóia (chamada entre eles de “nóia”). Eventualmente, podem teralucinações e delírios. A esse conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicosecocaínica”. Além dos sintomas descritos, o craquero e o usuário de merla perdem deforma muito marcante o interesse sexual. Aspectos gerais Como ocorre com as anfetaminas (cujos efeitos são semelhantes aos dacocaína), as pessoas que abusam no consumo, relatam a necessidade de aumentar adose para sentir os mesmos efeitos iniciais de prazer, ou seja, a cocaína induztolerância. 56
  56. 56. É como se o cérebro se “acomodasse” àquela quantidade de droga,necessitando de uma dose maior para produzir os mesmos efeitos prazerosos. Não há descrição convincente de uma síndrome de abstinência quando apessoa pára de usar cocaína de uma hora para outra: não sente dores pelo corpo,cólicas, náuseas etc. Às vezes pode ocorrer de essa pessoa ficar tomada de grande“fissura”, desejar usar novamente a droga para sentir seus efeitos agradáveis e nãopara diminuir ou abolir o sofrimento que ocorreria se realmente houvesse umasíndrome de abstinência. No Brasil, a cocaína é a substância mais utilizada pelos usuários de drogasinjetáveis (UDIs). Muitas dessas pessoas compartilham agulhas e seringas e expõem-se ao contágio de várias doenças, entre estas hepatites, malária, dengue e Aids. 57
  57. 57. Alucinógeno – LSD – ÁcidoEfeitos O LSD atua produzindo uma série de distorções no funcionamento do cérebro,trazendo como conseqüência uma variada gama de alterações psíquicas. A experiência depende da personalidade do usuário, de suas expectativasquanto ao uso da droga e do ambiente onde esta é ingerida. Enquanto algunsindivíduos experimentam um estado de excitação e atividade, outros se tornamquietos e passivos. O LSD é capaz de produzir distorções na percepção do ambiente – cores,formas e contornos alterados, além de estímulos olfativos e táteis. Logo de início, 10 a 20 minutos após tomá-lo, o pulso pode ficar mais rápido, aspupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração, e a pessoa pode sentir-secom certa euforia.Aspectos gerais O LSD não leva comumente a estados de dependência e não há descrição desíndrome de abstinência se um usuário crônico pára de consumir a droga. Todavia,assim como outras drogas alucinógenas, pode provocar dependência psíquica oupsicológica, uma vez que a pessoa que habitualmente usa essas substâncias como“remédio para todos os males da vida” acaba por se alienar da realidade do dia-a-dia,aprisionando-se na ilusão do “paraíso na Terra”. O consumo no Brasil, é principalmente por pessoas das classes maisfavorecidas. Embora raramente, a polícia apreende, vez por outra, parte das drogastrazidas do Exterior. 58
  58. 58. Esteróides e AnabolizantesEfeitos Alguns dos principais efeitos do abuso dos esteróides anabolizantes são:nervosismo, irritação, agressividade, problemas hepáticos, acne, problemas sexuais ecardiovasculares, aumento do HDL (forma boa do colesterol), diminuição daimunidade. Além disso, aqueles que se injetam ainda correm o risco contaminar-se com ovírus da Aids ou da hepatite. Além dos efeitos mencionados, outros também graves podem ocorrer: _ No homem: os testículos diminuem de tamanho, a contagem deespermatozóides é reduzida, impotência, infertilidade, calvície, dificuldade ou dor paraurinar e aumento da próstata. _ Na mulher: crescimento de pêlos faciais, alterações ou ausência de ciclomenstrual, aumento do clitóris, voz grossa, diminuição de seios. Alguns desses efeitossão irreversíveis, ou seja, mesmo na ausência do anabolizante não há retorno dacondição normal. Usuários, freqüentemente, tornam-se clinicamente deprimidos quando paramde tomar a droga, até porque perdem a massa muscular que adquiriram; um sintomaque pode contribuir para a dependência. Os usuários podem experimentar ainda, um ciúme doentio, ilusões, podendoapresentar distorção de juízo em relação a sentimentos de invencibilidade, distração,confusão mental e esquecimentos. Podem desenvolver também distorção dejulgamento do próprio corpo (dismorfia corporal), tendo a falsa sensação de que estãocom a musculatura pouco desenvolvida. Atletas, treinadores físicos e mesmo médicos relatam que os anabolizantesaumentam significantemente massa muscular, força e resistência. Devido a todos esses efeitos, o Comitê Olímpico Internacional – COI colocouvinte esteróides anabolizantes e compostos relacionados a eles como drogas banidas,ficando o atleta que fizer uso delas sujeito a duras sanções. Os principais esteróides anabolizantes, em sua grande maioria com usoinjetável, são: estanozolol, nandrolona, metenolona, oximetolona, nesterolona,oxandrolona, sais de testosterona e boldenona (uso veterinário). Os mais utilizados noBrasil são: estanozolol (Winstrol®) e nandrolona (Deca-Durabolin®). 59
  59. 59. SolventesEfeitos O início dos efeitos, após a aspiração, é bastante rápido – de segundos aminutos no máximo – e em 15 a 40 segundos já desaparecem; assim, o usuáriorepete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo. Os efeitos dos solventes vão desde uma estimulação inicial até depressão,podendo também surgir processos alucinatórios. Entre os efeitos, o predominante é adepressão, principalmente a do funcionamento cerebral. Sabe-se que a aspiração repetida, crônica, dos solventes pode levar àdestruição de neurônios, causando lesões irreversíveis no cérebro. Além disso,pessoas que usam solventes cronicamente apresentam-se apáticas, têm dificuldadede concentração e déficit de memória. Quando inalados cronicamente podem levar a lesões da medula óssea, dosrins, do fígado e dos nervos periféricos que controlam os músculos. Estes tornam ocoração humano mais sensível a uma substância que o nosso corpo fabrica, aadrenalina, que faz o número de batimentos cardíacos aumentar. Essa adrenalina éliberada toda vez que temos de exercer um esforço extra, como, por exemplo, correr,praticar certos esportes etc. A literatura médica já cita vários casos de morte porarritmia cardíaca, principalmente de adolescentes. Um dos solventes bastante usadosnas nossas colas é o n-hexano. Essa substância é muito tóxica para os nervosperiféricos, produzindo degeneração progressiva, a ponto de causar transtornosquando andamos, podendo até chegar à paralisia. Há casos de usuários crônicos que,após alguns anos, só podiam se locomover em cadeira de rodas.Aspectos gerais A dependência entre aqueles que abusam cronicamente de solventes écomum, sendo os componentes psíquicos da dependência os mais evidentes. Asíndrome de abstinência, embora de pouca intensidade, está presente na interrupçãodo uso dessas drogas, sendo comum ansiedade, agitação, tremores, cãibras naspernas e insônia. Pode surgir tolerância à substância, embora não tão dramática em relação aoutras drogas (como as anfetaminas, que os dependentes passam a tomar dosem 50-70 vezes maiores que as iniciais). 60
  60. 60. Créditos finaisAgradecimentos:Aline AlvesAndre FruchiIvan EspinosaLuciana SoaresMarilena AbdallaMario RamosMichelly AbdallaPaula CorinaSarah DiesnerReferencias bibliografia:Ministério da saúde;Ministério da saúde- departamento -DST-AIDS e Hepatites Virais;CEBRID- Centro Brasileiro de informações sobre drogas psicotrópicas;Secretaria nacional antidrogas;Secretaria de vigilância em saúde; 61

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