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Autor: Vergara, Sylvia Constant
Título: Projetos e relatórios de pesquis
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  1. 1. 001.8 tp N.Cham. 658:001.8 V494p 2.ed. Autor: Vergara, Sylvia Constant Título: Projetos e relatórios de pesquis llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll1111 201 1789 PUCMinas PC
  2. 2. . I PONTIFICIAUNIVERSIDADECATÓLICA DEMINAS GERAIS B IB L IOTECA SYLVIA CONSTANT VERGARA Projetos e Relatórios de Pesquisa em Ad.ministraçâo 2n edição N.Cham. 001.8 V494p 2.cd. Autor Vergara, Sylvia Constant Título Projeros e relatórios de pesquisa em administração 11 111 I 11111111111PUC Minas - PC 02011789 ~''""' '-., SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.:A-.-- --1998
  3. 3. . ., As minbasjilbas 'Jânia, 1:;/"tine e ,'>:vtvinba que me provocam a aprendizagem da complexa arte de renascer a cada dia. Aos meus al11nos q11e me let'am a C:OJJslruh~ 1·euer e reconstmir as prálicns do meu o.{fcio. -~ .. ··'
  4. 4. SUMÁRIO APRESENTAÇÃO, 9 1 DELIMITANDO O TRABALHO CIENTÍFICQ, 11 1.1 Demarcação científica, 11 1.2 Método científico, 12 1.3 Formalização da pesquisa científica, 15 2 COMEÇO DO PROJETO DE PESQUISA, 17 2.1 Modelo, 17 2.2 Folha de rosto, 18 2.3 Sumário, 19 2.4 Introdução, 20 2.5 O problema de pesquisa científica, 20 2.6 Objetivo final e objetivos intermediários, 25 2.7 Questões a serem respondidas, 26 3 DO PROBLEMA AO REFERENCIAL TEÓRICO, 28 3.1 Hipóteses ou suposições, 28 3.2 Delimitação do estudo, "30 3.3 Relevância do estudo, 31 3.4 Definição dos termos, 32 3.5 Referencial teórico, 34 4 COMEÇANDO A DEFINIR A METODOLOGIA, 44 4.1 Tipo de P.esquisa, 44 4.2 Universo e amostra, 48 4.3 Seleção dos sujeitos, 50 5 TERMINANDO O PROJETO DE PESQUISA, 52 5.1 Coleta de dados, 52 . ·. ,:: ' '!~ •
  5. 5. r- 8 I'HOJETOS E RELI'I'ÓIUOS DE PESQUISA EM AOMINfSTRAÇi0 5.2 Tratamentos dos dados, 56 , 5.3 Limitações do método, 59 5.4 Cronograma, 61 5.5 Bibliografia, 62 5.6 Anexos, 65 5.7 Tratamento verbal na redação e numeração das páginas, 65 5.8 Sugestões adicionais, 66 6 O RELATÓRIO DA PESQUISA, 68 6.1 Agradecimentos, 68 6.2 Apresentação, 68 6.3 Resumo, 70 6.4 Lista de símbolos e abreviaturas, 72 6.5 Lista de ilustrações, 72 6.6 Sumário, 73 6.7 Introdução, 75 6.8 Desenvolvimento, 75 6.9 Resu l t~1clos, 76 6.10 Conchrsões, 78 G.ll SugL..;tÔl::;.:: r...:comcnch çõcs, 80 UMA PALAVRA FINAL, 83 ANEXO: Relação das pessoas às quais se devem os exemplos apresentados, 85 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 87 BIBLIOGRAFIA, 89
  6. 6. APRESENTAÇÃO Há mais de cinco anos, consoli~ei_ ~1ma nota didática denominada Su- gestão pam estruturação de um projeto de pesquisa, na qual apresentava um modelo de projeto e o discriminava. As partes fundamentais do modelo eram em número de três: o problema, o referencial teórico, a metodologia. A nota destinava-se a meus alunos de Metodologia da Pesquisa. Sua natureza era de ordem prática; não tinha a intenção de discutir questões onto- lógicas e epistemológicas, nem as decisões metodológicas dai decorrentes. Motivou-a minha perc~pção de q~e .os alunos nem sempre tinham facilidade .em concatenar um projeto de pesquisa e ficariam satisfeitos se alguém mais se dispusesse a ajudá-los. O texto incorporava conceitos e exemplos, a partir da crença de que estes são úteis para clarificar aqueles. Os exemplos foram retirados de exercí- cios, de projetos e de dissertações de mestrandos com os quais tinha convivi- do desde 1988, seja em situações de classe, seja em orientação de projetos e dissertações ou em bancas examinadoras de dissertações. Mestrandos foram todos co-autores. Até onde posso admitir, durante esses anos a nota tem sido úti,l nãÓ só para meus alunos, como também para outras pessoas. É claro que seu caráter prático não exime o usuário do estudo de quesções epistemológicas e metodo- lógicas, e por conta dessa exigência a utilização.da nota deixa de ter caráter de "receita de bolo". A nota está aqui agora revista no que conceme à estruturação de projetos de pesquisa e ampliada, pois passou a incluir sugestões para elaboração de rela- tório de pesquisa. Assume o fom1ato de livro,·mas não só continua tendo caráter prático, como também utiliza a mesma linguagem para a comunicação com o leitor: simples, praticamente coloquial. É como se fora uma conversa com-o lei- tor. Também continua valendo-se da contribuição de mestrandos e ex-mestran- dos, cujos nomes aparecem no texto e cujas instituições têm seus nomes apre- sentados anexos, nos exemplos que apresenta. Eles são, ainda, co-autores.
  7. 7. 10 l'llOJETOS E llEI.AT(ltuOS 1>1' I'ESQliiS. EM tllMINISTiltC.'0 Seus capítulos são em número de seis. O primeiro pretende apenas con- textualizar os que lhe seguem, fazendo certa demarcação no que se refere a um trabalho científico. Não tem pr~tensões maiores. O segundo capítulo apre- senta. como sugestão, o modelo para estruturação de um projeto de pesquisa, composto de três grandes partes, e d~ início à discriminação do modelo. No terceiro capítulo, é finalizada a discriminação da primeira parte do modelo, referida ao problema de investigação e apresentada a segunda, concernente ao referencial teórico. Questões que dizem respeito à terceira parte do modelo, isto é, à metodologia de pesquisa, começam a ser abordadas· no quarto capítu- lo. Tais questões são finalizadas no quinto capítulo que encerra, então, a dis- criminação do modelo proposto para o projeto de pesquisa. O sexto capítulo apresenta conceitos e dicas para o relatório da pesquisa, deixando de discutir o que já o foi nos capítulos concernentes ao projeto e privilegiando aquilo que é acrescentado no relatório. Uma palavra flnal é, então, dirigida aos leitores. . A AUTORA
  8. 8. i '•,... .... 1 DELIMITANDO O TRABALHO CIENTÍFICO Este capítulo levanta questões como a demarcação científica. O que é científico? Também trata da metodologia científica. Temos opções? Finaliza com a sinalização para os momentos de formalização da pesquisa científica. 1.1 DE~CAÇÃO CIENTÍFICA Não são poucas as definições e discussões em torno do que seja ciên- cia. Este livro não tem a intenção de reacender o debate. David Bohn, Edgar Morin, Ernest Cassirer, Fritjof Capra, Gaston Bachelard, Ilya Prigogine, Jürgen Habermas, Karl Popper, Robert Pirsig, Thomas Kuhn e outros tão conhecidos de quem se dedica a fazer ciência brindam-nos com fecunda e provocante discussão. Conhecê-l<;>s é aqui tomado como fato. Acessá-los sempre que ne- cessário é tomado como prática. Para efeito do que no momento se pretende, basta recordar que ciência é uma das formas de se ter acesso ào conhecimento. Outras formas são a filo- sofia, a mitologia, a religião, á arte, o s~nso comum, por exemplo. Em muitos pontos essas formas interagem, mas são diferentes em seu núcleo central. A atividade básica da ciência é a pesquisa. Todavia, convém não esque- cer que as lentes do pesquisador, como as de qualquer mortal, estão impregna- das de crenças, paradigmas, valores. Negar isso é negar a própria condição hu- mana de existir. Refuta-se, portanto, a tão decantada "neutralidade científica". Para fins do que aqui se pretende, basta também recordar que a~ciência busca oferecer explicações acerca de um fenômeno, mas não é dogma; logo, é discutível. É a efervescência de reflexões, discussões, contradições, sistemati- zações e resistematizações que lhe dão vitalidade. Ciência é um processo. Um processo permanente de busca da verdade, de sinalização sistemática de erros e correções, predominantemente racional.
  9. 9. 12 I'ROJI!TOS E HELATÓRIOS DE PESQUISA EM ADMIN!STHAÇÀO Não que intuiÇão, sentimento e sensações não estejam presentes. Eles estão. Afinal, como nos ensinou Jung, eles são nossas funções psíquicas básicas. Mas o que predomina é a busca da racionalidade. Como distinguir essa forma de se ter acesso ao conhecimento das outras formas? Não é tarefa fácil, mas existem algumas características que vêm em nosso auxílio. Popper (1972) enfatizou· a questão da falseabilidade. Urna con- clusão científica é aquela passível de refutação. Outra característica levantada pelos estudiosos é a consistência. Um trabalho científico tem de resistir à fal- seabilidade apontada por Popper. Tem também ele ser coerente. Pode discutir as ambigüidades, as contradições, as incoerências de seu objeto de estudo, mas sua dicussão tem de ter coerência, obedecer a certa lqgica. Igualmente, não se imagina um trabalho científico que não seja a revelação de um estudo profundo. Aqui, não vale surfar. Características como essas conformam o rigor metodológico, na busca incessante de lidar corretamente com a subjetividade elo pesquisador. E rhais: um trabalho científico tem de ser aceito como tal pela comunidade científica. Ela o legitima, portanto. Ciência é também uma construção que revela nossas suposições acerca do que se está construindo. Para Burrel e Morgan (1979), temos quatro tipos de suposições: ontológicas, epistemológicas, da natureza humana e metodológicas. Suposições ontológicas são aquelas que dizem respeito à própria essên- cia dos fenômenos sob investigação. Suposições epistemológicas estão referi- elas ao conhecimento, a como ele pode ser trransmitido. Pode o conhecimento ser transmitido de forma tangível,- concreta, mais objetiva? Ou pode sê-lo de forma mais espiritual, mais transcendental, mais subjetiva, mais baseada na ex- periência pessoal? Suposições relativas à natureza humana dizem respeito à visão que se tem do Homem. É ele produto do ambiente? Ou é seu produtor? As·suposições ontológicas, epistemológicas e da natureza humana têm implicações diretas de ordem metodológica, vale dizer, encaminham o pesqui- sador na direção dessa ou daquela metodologia. ·· 1.2 MÉTODO CIENTÍFICO Método é um caminho, uma forma, uma lógica de pensamento. Basica- mente, há três grandes mé,odos: (a) hipotético-dedutivo; (b) fenomenológico; (c) dialético. Para'usar umâ metáfora, serian1 métodos de venda por atacado. Outros, como a grou.nded-theory, a etnografia, a análise ele conteúdo, a técnica Delphi, o método compar~t.tvo·, o sistêmico, aqueles que se utilizam de técnicas estatísticas descritivas ou iriferenciais e tantos outros, seriam de vendas a varejo. O método hipotético-dedutivo é a herança da corrente episteh1ológica denominada positivismo, que vê o mundo como existindo, independentemen-
  10. 10. DI!LIMITANDO O Tll'J3ALHO CIENTÍfiCO 13 te da apreciação que alguém faça dele, independentemente do olho do obser- vador. Deduz alguma coisa a partir da formulação de hipóteses que são testa- das, e busca regularidades e relacionamentos causais entre elementos. A cau- salidade é seu eixo de explicação científica. Enfatiza a relevância da técnica e da quantificação, daí serem os procedimentos estatísticos sua grande força. Questionários estruturados, testes e escalas são seus principais instrumentos de coleta de dados. Eles permitem que os:dados coletados sejam codificados em categorias numéricas e visualizados em gráficos e tabelas que revelam a fotografia de um momento específico, ou de um período de tempo. Segundo Popper 0975), toda discussão científica deve surgir com base em um problema ao qual se deve oferecer uma solução provisória a que se deve criticar, de modo a eliminar o erro. O problema surge por conta de con- fHtos entre as teorias existentes. A soluçâo deve ser submetida ao teste de fal- seamento, geralmente utilizando observação e experin1entação. Se a hipótese resistir aos testes, fica provisoriamentecorroborada, isto é, confim1ada enquanto não apareça um novo teste que a derrube; se não, é refutada, exigindo nova formulação ela hipótese. Falseada ou não, a hipótese desencadeia um processo que se renova, dando surgimento a novos problemas. O método fenomenológico opõe-se à corrente positivista, para·afirmar que algo só pode ser entendido a partir do ponto de vista das pessoas que o estão vivendo e experimentando; tem, portanto, caráter transcendental, subje- tivo ou, como diria Pirandello no título de sua famosa peça teatral, Assim é, se vos parece. Na visão de Husserl, o mestre da fenomenologia, é próprio do mé- todo o abandono, pelo pesquisador, de idéias preconcebidas. Se é próprio. do método fenomenológico· o abandono de tais idéias, vale alertar que o Homem não é tabula rasa; logo, suas crenças, suas suposi- ções, seus paradigmas, seus valores estão presentes no olhar que lança ao fe- nômeno estud~do. Com base em sua história de vida, ele busca entender o fenômeno, intt::rpretá-lo, perceber seu significado, tirar-lhe uma radiografia. É assim que o método fenomenológico pratica a hermenêutica. Etimologicamente, hermen~utica vem de Hermes, da mitologia grega. Para transmitir a mensagem dos deuses, Hem1es tinha dupla tarefa: entender- lhes a linguagem, assin1 como a dos mortais, para quem as mensagens se des- tinavam. Um olhar hermenêutica busca, então, a compreensão de significados, muitos deles ocultos. A compreensão exige a leitura do contexto. Diários, bio- grafias, relatos centrados no cotidiano, estudos de caso, observação, conteúdo de textos para análise são as principais fontes de dados para o pesquisador. Como o fenomenológico, o método dialético igualmente opõe-se à cor- rente positivista e sua linearidade, e vê as coisas em constante fluxo e 'transfor- mação. Seu foco é, portanto, o processo. Dentro dele, o entendimento de que , a sociedade constrói o homem e, ao mesmo tempo, é por ele consttuícla.
  11. 11. ..14 PRQII!TOS 1! lll!LATÓIUOS DE PES~lllSA EM ADMINISTnt.ÇÀO Conceitos como totalidaéle, contradição, mediação, superação lhe são própr,ios. Longe de isolar um fenômeno, estuda-o dentro de um contexto, que configura a totalidade. Nesta, observa que tudo, de alguma forma, mutuamen- . te se relaciona e que há forças que se atraem e, ao mesmo tempo, contradito- riamente, se repelem. É a contradição que permite a supera"ção de determina- da situação, ou seja, a mudança. Tanto no método fenomenológico, quanto no dialético o pesquisador obtém os dados de que necessita na observação, em entrevistas e questionários não estmturados, nas histórias de vida, ep.1 conteúdos de textos, na história de países, empresas, organizações em geral, enfim, em tudo aquilo que lhe per- mita refletir sobre processos e in~erações. Os métodos "de varejo" são inúmeros e o leitor interessado pode con- sultar a literatura, que é farta. Bibliotecas, bases de dados especializados e Internet estão à disposição do pesquisador. Vale citar, aqui, apenas algumas indicações e conceituações, arbitrariamente escolhidas. Grounded theory, por exemplo, é um método que objetiva captar o sim- bólico e gerar teoria, com base nos dados coletados pelo pesquisador, no cam- po. É, portanto, um método indutivo. É no processo.de investigação que con- ceitos e hipóteses são formulados, não a priori. O pesquisador busca a emer- gência de categorias e as·relações entre elas, notadamente no que diz respeito a diferenças, de modo a poder construir uma teoria. A estrutura do método é flexível; funciona como num jogo ele xadrez, em que cada passo depende do anterior. Etnográfico é o método que, apropriado da Antropologia, exige do pes- quisador cotj.ato direto e prolongado com seu objeto de estudo. Vale-se, pre- dominantemente, da observação paFtieipante e ela entrevista não estruturada para obter dados sobr~ pessoas, espaços, interações, símbolos e tudo o mais que interessar a sua investigação. Er.nbora parta de algum referencial teórico, o pesquisador não é a ele escravizado. Confronta teoria e prática o tempo todo e vai reconstruindo a teoria. Análise de conteúdo refere-se ao estudo de textos e documentos. É uma técnica de análise de comunicações, tanto associada aos significados, quanto aos significantes da mensagem. Utiliza tanto procedimentos sistemáticos e di- tos objetivos de descrição dos conteúdos, quanto inferências, deduções lógi- cas. Pratica tanto a hermenêutica, quanto categorias numéricas. A técnica Delphi busca fazer emergir consenso entre especialistas, ge- ralmente em torno de 10 a 30 pessoas, sobre algum assunto. Os especialistas atuam sem que um saiba da existência do outro. É realizada em rou.ndo;, geral- mente de dois a cinco. Um questionário é ,aplicado aos especialistas no pri- meiro rou.nd; os demais o são nos rouncls se'gulntes. O primeiro questionário é elaborado previamente pelo pesquisador; a elaboração dos demais vai depen-
  12. 12. DEU.MITt.NDO O TRA13t.UIO Cll!N'IÍFICO 15 der do resultado obtido na análise do anterior. Os julgamentos individuais são agregados e deles tomam conhecimento todos os especialistas, a cada round. São usadas medidas que expressem a tendência central e descrevam o grau de dispersão ou de polarização. O método comparativo busca ressaltar similaridades e diferenças entre pessoas, padrões de comportamento e fenômenos. Não são raros estudos que comparam, por exemplo, semelhanças e diferenças entre culturas, como a ame- ricana e a japonesa, ou padrões de comportamento entre empresas elo início e deste fim de século. O método sistêmico procura identificar as relações do todo com as par- tes e das partes entre si. O todo pode ser, por exemplo, um ambiente de negó- cios e as partes, as empresas que o viabilizam; ou pode ser uma empresa e suas partes internas. O método privilegia processos e seu movimento na dire- ção de uma evolução. Descarta, no eniantõ, a possibilidade d6l contradições, como forma de superação de uma situação. Conforme o método escolhido, utiliza-se tal.ou qual procedimento de coleta de dados no campo. Questionário, entrevista, formulário, observação são procedimentos gerais. Mas veja-se, por exemplo, que, se o método eleito tiver sido o fenomenológico, ou o dialético, o questionário fechado é inapro- priado. .. • 1.3 FORMALIZAÇÃO DA PESQUISA CffiNTÍFICA .,.:· No que concerne à formalizaçãf>, a pesquisa científica tem uma fase antecedente e outra consolidaclora. A fase antecedente revela-se no projeto de pesquisa; a consolicladora, no relatório. Qualquer pesquisa para ser desenvolvida necessita de um projeto, e bem-feito, que a oriente. Ele pode não garantir o sucesso da investigação, mas sua inadequação, ou sua ausência, certamente, garantem o ins~cesso. Um projeto é, em última instância, uma carta de intenções. Se é assim, deve definir com clareza o problema motivador da investigação, o referencial teórico que a suportará e a metodologia a ser empregada. Também não pode..deixar de apresentar o cronograma da pesquisa, bem como a bibliografia. Todos esses elementos estarão presentes novamente no relatório da pes- quisa, relatados na maneira como foram efetivamente trabalhados e utilizados. Aqui, já não se trata de uma carta de intenções, do verbo no futuro; ant6S, do relato do realizado, do verbo no pretérito. Aos elementos c(t!e fizeram parte do projeto serão adicionados os resultados e conclusões a que.a investigação per- mitiu chegar, bem como sugestões para outras pesquisas sobre o mesmo tema.
  13. 13. Iil:.· 16 PROJETOS I! Rl..'l.ATÓRIOS I)F. PllSQlllSA EM· ADM1N1SrRIÇÃO Vale acrescentar que a formalização, tanto do projeto quanto do rela- tório, deve obedecer às normas prescritas pela Associação Brasileira de Nor- mas'Técnicas-ABNT. Algumas delas são lembradas no capítulo seguinte, refe- rente ao Projeto de Pesquisa e outras mais são ·relacionadas na bibliografia deste livro. Neste capítulo, busquei oferecer algumas características da ciência, deli- mitando seu campo de ação. Dado que para~a realização de qualquer trabalho científico há de se ter um método, .procure'i alertar que sua escolha recai em suposições que temos a respeito da essência dos fenômenos sob in':estigaçào, de como o.conhecimento pode ser transmitido, bem como da natureza htrma- na. Apresentei três grandes métodos de pensamento e outros daí decorrentes. Finalmente, mencionei que a pesquisa cieqtífica tem uma f~se antecedente, consubstanciada no projeto, e outra, consolídadora, revelada no relatório. ... .'
  14. 14. 2 COMEÇO DO PROJETO DE .. PESQUISA Como elaborar um projeto de pêsquisa? Não há um modelo único para tal. A escolha entre as várias alternativas possíveis depende da natureza do problema, do método pelo qual se desenvolverá o trabalho, do tipo de pes- quisa, da visão de mundo do pesquisador e de tantos outros fatores. No entan- to, há certos itens que não podem deixar de ser contemplados em qualquer projeto, a despeito das diferenças entre eles. O que vai variar é o conteúdo desses itens. Por ser assim, este capítulo dedica-se à sugestão de um projeto. É estruturado a partir de um modelo que, em seguida, é discriminado neste e nos capítulos seguintes. MODELO O modelo proposto está assim definido: (FOLHA DE ROSTO) SUMÁRIO O PROBLEMA 1.1 Introdução 1.2 Objetivos (final e intermediários) 1.3 Questões a serem respondidas (se for o caso) 1.4 Hipóteses,.ou suposições (se for o caso) 1.5 Delimitação do estudo 1.6 Relevância do estudo 1.7 Definição dos termos (se fór o caso) 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 2.2 ,: . ~ 'I ~: if:,... '..:· ~.. .·.::.~ ... , : I • .,· .; : .. •
  15. 15. 18 PROJI"I'OS lliU!L.ATÓRIOS Dll PESQUISA t:M ADMINIS'I'RAÇÀO · 2.3 2.4 etc. 3 METODOLOGIA 3.1 Tipo de pesquisa 3.2 Universo e amostra (se for o caso) 3.3 Seleção dos sujeitos (se for o caso) 3.4 Coleta de dados 3.5 Tratamento dos dados 3.6 Limitações do método 4 CRONOGRAMA 5 BIBLIOGRAFIA ANEXOS (se for o caso) Cada um dos itens do modelo será, a seguir, explicitado. Alguns estão mais detalhados do que outros. Não é aleatório. Talvez esteja nesses itens a maior parte dos equívocos dos que têm de elaborar um projeto. Logo, parece pertinente dar a esses itens atenção especial. 2.2 FOLHA DE ROSTO Seguindo-se à capa, que é a proteção externa do projeto, a folha de rosto é a primeira do projeto e não é numerada. Dela deverão constar as se- gtlintes infom1ações: o títulQ .do projeto, o nome do autor, a quem será apre- sentado, o nome do orientador do projeto (se tiver) e o mês e ano de sua conclusão. O título do projeto deve dar ao leitor a idéia do que será desenvolvido·. Não é relevante que o títttlo seja um pouco extenso. Importante é que o leitor perceba com facilidade do que trata o projeto. É bom lembrar que é o título que promove o primeiro contato do leitor com qualquer obra. Veja o exemplo a seguir:
  16. 16. PONTIFICIAUNIVERSIDAOECATÓLICA DEMINASGERAIS BIBLIOTECA COMEÇO DO I'Rq)ETO DE l'l;sQlJISt OS IMPACTOS DA TENTATIVA DE MUDANÇA DE CULTURA DE UM BANCO DE VAREJO por Sandra Regina da Roch<! Pinto Projeto de pesquisa apresentado ao Instituto de Administração e Gerência da Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Orientadora: Professora Sylvia Constant Ve~g~ra. Março de 1992 19 No exemplo apresentado, o mês está com letra maiúscula porque come- ça uma indicação; todavia, se estivesse no meio de uma frase seria escrito com minúscula. 2.3 SUMÁRIO Trata-se de uma indicação que muitos confundem com índice e que aparece imediatamente ant~.s do texto. Índice, conforme alerta a ABNT (NB- 85/1987), é uma "enumera~? ?etalhada dos assuntos, nomes de pessoas, no- mes geográficos, acontecin~·ntos, com a indicação de sua localização no texto". Vem ao final do relatório, se o pe3C)_úisador desejar incluí-lo. Sumário· é uma enumeração dos títulos e subtítulo~ dé cada capítulo do texto e r~spectivas páginas correspondentes. Vem no início. Veja um exemplo, fornecido por Mário Mello Mattos: SUMÁRIO O PROBLEMA 1.1 Introdução ......................................................................................,:...............v . 3 ~:; ~~~~~~~~·::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::tL:::::::::::::::: ~ 1.4 Relevância do estudo ........................................................................................ 8 1.5 Delimitação do estudo ..00 . . 0000 . . . . . 00 0000 0000 00 00 00000000 0000 0000 0000 00000000 000000 00 000000000000 0000000000 9 1.6 Definição dos termos 0000000000 000000 00 . . 00 00 0000 000000 00 0000 00 00 00 . . 00 00 ooOOoo 00 . . 0000 00 OOoo . . 00 oo . . . . . 00 . . 1O I
  17. 17. I I i ; I ' l i 'l' ) I :..". ·' i 20 PHOJETOS E HELAT<)!UOS DE PESQUISA EM A()MINISTilAÇÀq 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Abordagens à questão do poder ...................................................................... 11 , 2.2 Conflito ............................................................'................................................. 12 2.3 Fontes e instrumentos de poder ..................................................................... 14 . 2.4 Razões para a tendência pluralista ................................................................. 19 2.5 O behaviorismo ......~........................................................................................ 29 2.6 A Escola de Relações Humanas,.................................................................... 30 2.7 A sociologia da burocracia .............................................................................. 31 2.8 A teoria de Likert ............................................................................................. 33 2.9 Apreciação critica ............................................................................................ 37 3 METODOLOGIA 3.1 Tipo de pesquisa ......................................................................,...................... 41 3.2 Universo e amostra ......................................................................................... 43 3.3 Cole~a de dados .............................................................................................. 45 3.4 Tratamento dos dados ..................................................................................... 48 3.5 Limitaçães do método ..................................................................................... 51 4 CRONOGRAMA .........................,......................................................:..................... 52 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFt'QAS ........................................................................ 53 6 BIBLIOGRAFIA .....................:.................................................................................. 55 : .. ANEXO .................................:........................'.'..................................,........................... 59 Questionário 2.4 INlRODUÇÃO .. Introdução é uma parte do capítulo I do projeto - O PROBLEMA - , na qual se lhe faz o marketing. Dito_ s:l~ outra maneira, é uma seção na qual se aguça a curiosidade do leitor, na qual se tenta "vender-lhe" o projeto. A intro- dução deve ser curta, proporcional ao número de páginas do projeto. É ade- quado terminar com a formulação' do problema, sob a forma de pergunta. A formulação do problema é ponto vital na constrbção do projeto. Por esse motivo, abro neste texto um espaço só para tratar dele. 2.5 O PROBLEMA DE PESQUISA CIENTÍFICA Há pessoas que já estão com seu problema de pesquisa claramente de- finido. Mas nem sempre é assim. Não é raro, por exemplo, encontrar mestran- dos e doutorandos às voltas com a clificulclade na formulação de um problema científico, do qual depende sua dissertação e sua tese. Dissertação e tese são as denominações que o Parecer no 977/65 do extinto Conselho Federal de Educação dá às monografias de mestrado e de
  18. 18. <:OMI!ÇO PO PROJETO 1)1'. l'ESC)IIISA . 21 . doutorado, respectivamente. Vale ~qui alertar que tais denominações são um tanto inapropriadas, uma vez que uma tese é clisserta.tiva e uma dissertação pode apresentar uma tese. Mas como sào as denominações legais, ~1qul assim são apresentadas. Para a legislação, "a dissertação do mestrado dever:í eviden- ciar conhecimento da literat.ll'a existente e a capacidade de investigação elo candidato, podendo ser baseada em trabalho experimental, projeto especial ou contribuição técnica". enquanto "a tese de doutorado deverá ser elaborada com base em investigação original, devendo representar trabalho de real con- tribuição para o tema escolhido" (Parecer nu 977/65 do Conselho Federal d~ Educação). A afirmação de que da formulação ele um problema científico depende a construção de dissertações e teses significa que: (a) dissertações e teses, bem como relatórios de pesquisa em geral, surgem da existência de problemas cien- tíficos, porque dissertações, teses, monografias, relatórios de pesquisa em ge- ral são as respostas a esses problemas; (b) a formulação de problemas científi- cos não é tarefa das mais fáceis, mas estratégica. Problemas formulados ele maneira inadequada podem colocar por terra todo um trabalho que, em geral, consome bastante tempo e energia ele seu realizador. Como mencionado, se a definição adequada de um problema, por si só, não garante o êxito de uma produção científica, a definição inadequada, certamente, garante seu insucesso. Problema é uma questão não resolvida, é algo para o qual.se·vai buscar resposta, via pesquisa. Uma questão· não resolvida pode estar relericla a algu- ma lacuna epistemológica ou metodológica percebida, a alguma dúvida quan- to à sustentação de uma afirmação geralmente aceita, a alguma necessidade ele pôr à prova uma suposição, a interesses práticos, à vontade ele compreender e I explicar UJila situação do cotidiano, ou outras situações. Um policial diria: "Quem saqueou o supermercado?" Um cientista, pro- vavelmente, diria: "Até que ponto o saque de supermercados pode estar asso- ci<tdo aos níveis de desemprego?" Quase sempre problemas apresentam rela- ções entre variáveis. Veja os exemplos a seguir: a Qual a correlaçcio entre produtividade e iluminação do local de trahalbo? (Elton Mayo. Teoria das Relações Humanas.) a Como o clima organizacional afeta o desempenho administratiuo? (FREDERIKSEN, N., JENSEN, 0., BEATON, E. A. Orp,anizc.ttionttl climates and administrative performance. Princeton, N. ]:-: Edu- cational Testing Service, 1968.) a Que tipo de organização deue a empresu ter, para tratcw com uârias condições econômicas e de mercado? (LAWRENCE, P. R., LORSCH, J. W. As empresas e o ambiente. Petrópolis : Vozes, 1973.)
  19. 19. ' ~ 'I !j ~ 'I : l, J I 22 · I'ICqJII}lS E lml.t'IÚIUOS DE I'I~~()IIISA 1~1 AUMINI5'11vWÃO a A EMATliR tomou-se, de fato, uma instituição? Se foi esse o caso, o que aconteceu, l:!letiilamente, noprocesso de sua modenzizaçào e ins- tit1fcionalizaçào?(CARAVANrf:S, Geraldo. Mudança e avaliação de estt·atégias ele renouaçào instit1tcional. Porto Alegre : FDRH, 1982.) a O ensino de adrninistraçà'o ·no Brasil é, predornin.autemente, basett- do em materittl de &n;'iino americano. E..'istt utilizctção de conheci- mentos ori1tndos de ·ou.tro ctmbiente será adequada? CBETHLEM, Agrícola. Gerência à brasileira. São Paulo : McGraw-Hill do Bra- sil, 1989.) a Como se pode explicar, c'ien/.ificamente, o fenômeno marketing? (HUNT, Shelby D. Modem marketing theory: critical issues in the philosophy of marketing science. Cincinnati, Ohio : South Wes- tern, 1991.) .· Veja mais esses exemplos, todos de ex-mestrandos em Administração: o É possível medir a eficiência e a ~ficácia da administração de ma- terial? Como ~fetuar tal medição? Que tratamento dar aos indica- dores prod11-zidos para obter parâmetros interpretatiuos? (Renaud Barbosa da Silva) a h'm qtte medida ospadrões cttltu.rais da TELER]podem facilita7· 011. dif'ic7J.ltar o atendimento às mudanças a'1nbtentais? (Mario Couto Soares Pin~?) o Até que ponto o Banco Central se aproxima ou se afasta do que se caracteriza como ttma organização de aprendizagem?(Maria Glo- ria Marques S. Mota) a Quais as alten1ativas para o maior aproveitamento dos rios, lagoas e baías potencialmente adequados à navegação interior? (Milton Xavier de Carvalho Filho) a Quais as possibilidades e dificuldades da Únplantaçào da Gestão pela Q11alidade Total no Semiço de Rec~~os Humanos- SF.RJ::C- da Petrobrás? Qamil Moysés Filho) -·- a Até qlf.e ponto empresas públicas.federais estão explorando o po- tencial da ruma geraçâo de tecnologia da informação? (Florys Fá- bia A. Pereira) É possível levanrar algumas regras práticas para a formulação do pro- blema. Por exemplo: a. Verificar, antes ele tudo, se o que se pensou é, realmente, um pro- blema científico. É difícil imaginar, por exemplo, solução científi- ca para o segu'inte problema: "Como faze,r para que Caün se arre- .
  20. 20. COMEÇO DO PROJETO DE PESQLIISA 23 penda de ter rnatado Abel?" Se solução científica é impossível, cla- ro está que o problema não é científico. b. Como nos ensinou Kerlinger (1980), oproblema deve ser formu- lado sob a forma ele pergunt:1...Logo se perceberá como esse re- curso vai clarificar para o aut~·: elo projeto- e, naturalmente, para o leitor- o que, de fato, o pe~quisaclor quer saber. Às vezes, cor- re-se o risco ele, em um jJrimeiro momento, confundir tema com problema, mas a foni11.1lação deste sob a forma de pergunta ajuda a distinguir um elo outro. Adiante cuidarei dessa distinção. c. A pergunta deve Sél' redigida ele foima clara e concisa. Palavras a mais ou a menos podem conti..inclir o pesquisador e o leitor. É útil que se encontre o equilíbrio clesejado. d. O problema deve ser definido ele tal forma que a solução seja possível. Se um estelionatário engendra crimes cuja solução seja extremamente difícil ou até;impossível para a polícia, um cientista competente, ao contrário, formula problemas cuja solução seja possível para ele e para outras pessoas, mais cedo ou mais tarde. Contudo, há problemas que merecem ser descartados caso não seja possível obter os dados ele que se necessita, ou caso não se domine a metodologia adequada ao tratamento elos dados e à aná- lise ele resultados. Após concluir a formulação de um problema, é pertinente que você se pergunte: tenho como encontrar a solu- ção? Nesse ponto, você perceberá, com nitidez, a relação entre problema a investigar e metodologia de investigação. e. O problema eleve ser colocado dentro de um tamanho que contri- . bua para .a factibiliclade da solt1ção. Dito de outra maneira, é pre- ciso sel~cionar variáveis, definir a perspectiva temporal-espacial e outros elementos com os .quais se possa lidar, colocando a tarefa, portanto, em proporções acessíveis. Listadas as regras, vale a pe;na lembiar que há diferença entre problema e tema. Do tema procede o problema a ser investigado. Um tema po<}e suscitar vários problemas. Tem, portanto, caráter mais geral, mais abrangentE! elo que o problema. Veja esses exemplos: o Tema: Cultura organizacional Problema: Como a dimensão sitnhólica permeia as relações de trabalho na Método Engenharia?
  21. 21. 1· I I I .J I I' li I I i! 24 I'HO.JETOS E RELATÓRIOS DE,PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO o Tema: .·• Marketíng de Sen;iço Problemas: o Tema: a . Há congntência' ent1'e as expectativas e as percepções dos usuários do Seruiço de Cardiologia do Hospital Miguel Couto quanto à qua- lidade dos serviços prestados? Se há congruência, o que a explica? Se não há, o que explica a ausência? b. No âmbito da prestação de _,;en;iços de i1~jormática e telecomu.nica- çôes porparte do Sen;iço de Recursos da l1~jormação - Seri~f- da Petrobrás, existe d~ferença entre os fatores que levam o cliente a class~ficar o encon~ro ele serviço corno satis.fatÓ1'io ou insati~fatório e os fatores que o p1-estaclor julga que levam o cliente a tal sati~fa­ ção? (Jorge Manoel Teixeira Carneiro) Ensino de AdministraçâO Pública Problemas: o Tema: a. Os cursos de pó...;-graduaçáo em administração pública, existentes no Brasil, atendem quantitativa e q~talitativamente à demanda do 1nercado? • b. Qual a relação da formaçào em ad1ninistração pública e r:;ficácia na prática gerencial dos gerentes da Petrobrás? Acide·ntes de trabalho Problemas: a. h. c. o Tema: Como reduzir o índice de acidentes de trabalho na construção civil? Em que ?'amo da indústria há a ocorrência do maior índice de aci- dentes de trabalho? A que se pode atribuir tal índice? Qual a i1~jluência dos programas de qualidade total na redução dos acidentes de trabalho? Franchising Problemas: a. Co·mo o mercado brasileiro tem-se comportado em relação ã estra- tégia dofranchising? h. Por que o nzercado brasileiro se terrz mostrado atraente para a prá- tica do-.franchising?
  22. 22. ios I -:a- a? :a- Va a 'o I ~- I I t '! . is b ~ I ----------~- -~--=---- COMEÇO DO PROJETO DE PESQUISI 25 c. Quais as vantagens e as desvantagens do franchising para uma pequena indústria de mupafeminina? o Tema: Autonomia universitária Problemas: ,0:· ,. ' ' '· a. Quais ações universitárias podem indicar autonomia das univer- _,·idades em relaçâo ao E,·tado? h. Qual o grau de autonomia dtíts univet.~idadesfederais hmsileims? c. Como avaliar o grau de autonomia das univers!dades? d. A autonomia das unidades da universidade em relaçãO a todtít a 7t.niver.~·idade depende da autonomia da universidade em relação ao Estado? Se depende ou nâO, em que medida isso se dá? e. Universidades .fimdacionctis têm mais o_u têm menos autonomia que 1miversidades a11.tárqu.icas? f Universidades federais têm mais ou têm menos autonomia que as estaduais? 2.6 OBJETIVO FINAL E OBJETIVOS INTERMEDIÁRIOS Se o problema é uma questão a investigar, objetivo é um resultado a alcançar. O objetivo final, se alcançado, dá resposta ao problema. Objetivos intermediários são metas ele cujo atingimento depende o alcance elo objetivo final. Objetivos elevem ser redigidos com o verbo no infinitivo. Veja os exem- plos fornecidos por Lenise Vasconcelos Loureiro e por Dourival ele Souza Car- valho Júnior, respectivamente: o Problema: O baixo nível de compra de. seguros porpessoasfí..o;;icas no Brasil, compa- · · rativa1nente à realidade internacional, é decorrente da qferta inadequada do produto ampliado, ou do pode?' aquisitü;o do consurnid01-? Objetivo final: Identificar até que ponto o baixo nível de compra de seguros porpessoas físicas no B1'asil decorre da C!ferta inadép.1.ada do produto ampliado, ou dopo- der aquisitivo do consumidor. · Objetivos intermediários: ; · . Verificar a cartelização do ~ercado e s-l relação entre os grandes grupos e bancos. ·.. .. •·
  23. 23. 26 PROJETOS E RELATÓRIOS DE PESQUISA EM 1DMINISTRiÇAO - Avaliar o nível de regulmnentaçâO pm-parte do governo. •••• o ~ Problema: ·.•· ••, Alguns autores têm c~fi17rtado que a produçãO cientffica brasileira em or- ganizações está fortemente calcada em referenciai estrangeiro, sobretudo no de origem mnericana. Quais as possíveis conseqüências dessefato para a admini.·- tração ·1w Brasil? Objetivo final: Apresentar a consolidação de r~flexôes sobre as po.'~'·íveis conseqüências, para a administração no Brasil, das r~ferências utilizadaspor nossos autore~·. ., -~ Objetivos intermediários: Levantar as nacionalidades das referências utilizadas por autores brasileiros de aná·lise_prganizacional. · Levantar as principais razões que levârn esses autores â utilização do tipo de r~{erencial indicado e, dessa forma, explicar tal uso. 2.7 QUEST.ÔES A SEREM RESPONDIDAS ; . ! . ' São algumas questões que se levantam e que deverão ser respondidas no estudo. As questões funcionam como um roteiro ele pesquisa. Podem subs- tituir a formul?-ção ele objetivos intermediários. Veja os exemplos fornecidos por Sacly Monteiro Júnior e por Darci Vicente ele Souza, respectivamente: o Problema: É possível u1n fonnato alternativo ao tradicional currículo dos curso.~ de graduação em Admirtistraçâo? Quais suas características? Questõ.es a serem respondidas: Quais as caraCterísticas dos atuais currículos dos cursos de graduaçácJ.em Aclministraçâó ? ·~ Quais os indicadores de que tais cursos atendem, ou nâo, às expectativas dos gntduanclos? Quais os indicadores ele que eles atendem, oÚ nâó, às demandas do mercado? Quaú"as possíveis alternativas cle.currículo? · o Problema: Como ampliar o volume ele carga destinado às Estações Aduaneiras Inte- riores-r-:A.DI's - para conferência e desembaraço, objetivando descongestionar ·, ~···
  24. 24. ·--; i'e li- J: I I '/ .':' . ••... COMEÇO DO 1'1Q)ETO DE PESQU!Si 27 as repartições aduaneiras tradicio·nais, a sqber: portos, aeroportos e pontos de fronteira a{fandegàdos? · Questões a serem respondidas: Que são };AIJJ's? O que.fundamentmt. a criação das EADI'.~ e cor-no vem ocorrendo sua insta- laçá() ao longo dos últimos anos.? · . i E'ltào as EADI's dez,idamente preparadas em térmos de pe...;soal, instalações, equipamentos e cultura, pam desempenhar a_,,. atividades de cm~jerência e desembaraço de cargas? Existem fatores internos e exte1'nos à Secretaria da Receita Federal- SRF -, responsqveis pelo impedimento e d~ficultaçào do aumento do volume de car- ga conferida e desembaraçada nas i''ADI's? Em caso positivo, quais são? Cmno se dá o processo de cor~ferência e desembaraço de carga nos países ditos do Primeim Mundo? É possível aproveitar a experiência desses países, estendendo-a a realidade brasileira? ·~- ~ ·.. .Um lembrete: se a opção for pela formulação de q~1eStões, em vez ele sê-lo pela formulação de objetivos intermediários, não se esqueça de fazer, tal como faria com estes, a correlação das questões com os modos pelos quais você conseguirá respondê-las. pito de outra maneira, é útil correlacionar ques- tões com coleta e tqtamento dos dados.. Este capítulo apresento~ o modelo sugerido para a estruturação do pro- jeto de pesqüisa, esclareceu como deve ser a folha de ·rosto, procurou deixar claro que índice e sumário não são sinônimos, .sugeriu que na introdução do projeto você formule o problema sob a forma dtl pergunta e buscou esclarecer o que é um problema ele pesquisa científica, apresentando vários exemplos. O capítulo também tratou de conceituar o que é objetivo final e alertar qúe ele é alcançado via atingimento de objetivos intermediários, bem como esclareceu que a formulação destes últimos pode ser substituída pela formalização de ques- tões a serem respondidas.
  25. 25. I, I ,I ·"'.. 3 DO PROBLEMA AO REFERENCIAL T.EÓRICO II Neste capítulo são apresentados os conceitos referentes a hipóteses, su- posições, delimitação do estudo, relevância do estudo e definição dçs termos, bem como exemplos pertinentes. Esses itens encerram a primeira parte do mo- delo, aqui configurada como seu primeiro capítulo, conforme visto. Também é discutido o conceito de referencial teórico e sua funcionalidade, ben1 como ·· são apresentadas algumas dicas para sua elaboração. 3.1 HIPÓTESES OU SUPOSIÇÕES Hipóteses, ou suposições, são a antecipação da resposta ao problema. Se este é formulado sob a forma de pergunta, a hipótese, ou a suposição o são sob a forma de afirmação. A investigação é realizada de modo que se possa confirmar ou, ao contrário, refutar a hipótese, ou a suposição. -~ Em geral, o termo hipótese está associado a investigações mais na linha positivista ou neopositivista; nessa situação, 'implica testagem, quase sempre de relações, via procedimentos estatísticos. Há dois tipos de hipótese: consti- tutiva e operacional. Uma hipótese constitutiva define palavras com outras pa- lavras, como nos dicionários. A operacional especifica operações necessárias para medir ou manipular um conéeito (~u constructo). Hipóteses estatísticas são formuladas em formas nula (H0 ) e alternativa (H1 , H2 etc.). Por exemplo: H0 - Nâo há relaçãO sign{ficativa entre marca e desejo de compra por parte do adolescente. H1 - Há relaçâo sign{ficativa entre marca e desejo de compra porpa1'- te do adolescente. As hipóteses são redigidas no capítulo referente ao problema, mas a informação de como ela será testada é dada nq capítulo referente à metodolo- . gia, mais precisamente, na parte que se refere a tratamento dos dados.
  26. 26. DO PROBLEMA AO REFERENCIAL TEÓRICO 29 Para trabalhar com hipóteses e testes, é indispensável o conhecimento de estatística. Atualmente, esse trabalho está bastante facilitado pela quantida- de de software colocada à disposição do pesquisador. Suposições estão mais associadas a pesquisas chamadas qualitativas. Não implicam testagem; apenas, confirmação ou não, via mecanismos não estatísti- cos. Veja o exemplo de Fernanda Cruz Perrone Kasznar e de José Mauro Bita- relli Martins: o Problema: Até·que ponto o desejo de aceitação pelo grupo social influencia o indi- víduo na compra de produtos de informática? Suposição: O desejo de aceitação pelo grupo social atua comofonte motivadora signi- .ficativa pam o indivíduo, na compra de produtos de informática. o Problema: Corno os· mecanismos de controle existentes afetam a autonomia das em- presas estatais no Brasil? · Suposição: Os mecanismos de controle afetam a autonomia das empresas estatais ao não lhes permitir condiçôes defuncionamento semelhantes às do setorpriva- do, condicionando a liberdade defixarem seus o~jetivos e os meios para atingi- los. Os contmles possuem predominante caráterprocessualista, desvinculado de análises de desempenho, atuando sem coordenaçãO entre si efavorecendo opa- ralelismo e a superposição. A falta de um modelo de planejamento que englobe o conjunto das empresas estatais e preserve suas espec~ficidades contribui para estimular intervenções governamentais freqüentes, praticadas a título de con- trole, que as deixam vulneráveis a imposições circunstanciais. Vale a pena lembrar que pesquisas exploratórias não admitem a forma- lização de hipótese, nem a de suposição, eh1bora se admita que, na prática, alguma intuição se tenha a respeito da resposta ao problema. As hipóteses, ou as suposições, vão surgindo ao longo da investigação, ou gomente em seu final, ensejando nova agenda de pesquisas. Pirsig (1987:111) diz que a formulação de hipóteses é o momento mais .misterioso do método 'científico. Qual sua fonte? Mencionando Einstein, 'afirma . que ela pode estar na•intuição . Afirma ainda o caráter temporário das hipóte- ses. Outras surgem para substituí-las, uma vez que "quanto mais se olha, mais se vê". ~..:. -t· '
  27. 27. 30 PROJETOS E RELATÓRIOS DE PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO 3.2 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Deli~1itação do estudo refere-~e à moldura que o autor coloca em seu estudo. É o momento em que se explicita para 6 leitor o que fica dentro do estudo e o que fica fora. Já que a realidade é extremamente complexa, por um lado, e histórica, por outro, não se pode analisá-la em seu todo; logo, cuida-se apenas de parte d~ssa realidade. Delimitaçãó não pode ser confundida com a definição do universo e da amostra de pesquisa. Delimitação trata de fronteiras concernentes a variáveis, aos pontos que serão abordados, ao corte (transversal ou longitudinal), ao pe- ríodo de tempo objeto ela investigação, c;omo, por exemplo, séries históricas, períodos de mudança planejada e outros. Veja os exemplos a seguir, para os quais contribuíram Walter Facó Bezerra e Hélio Arthur Reis Irigaray: o Problema: ..Que in8tnimento poderá permitir avaliar a ~ficácia do F~mdo de Desen- 1Jolvirnento de Pmgrama.•; Cooperativos ou Comunitários de Infra-estruturas Ru- rais? Delimitação do estudo: Entre as inúr[Íeras variáveis quepodem ret.Jf!lar o grau. de e_ficácia do Ji'un- dec, o estudo estará ci1'c1mscrito, fundamentalmente, àquelas que traduzem a qualidade de vida da população, inclusive quanto ao aspecto de aperfeiçoa- mento da vida comunitaria. Desse modo, será dada ênfase a variáveis concer- nentes à i1~fn;t-estm.tura econômica e social, hem como às relacionadas ao apoio institucional, esporte e laze1·. Entre as primeiras são ·aqui destacadas: escolas, postos de saúde, abastecimento de água, sistema de esgoto, vias de transporte e comtf.nicaçâo. o Problema: · .~ ... Quais as similaridades entre a mitologia afro-brasileira e a vida das or- gcmizaçôes? Delimitação do estudo: Muito d~fkilrnente if.m prqjeto se constitui como um corpo ideal que en- p,loba todos os aspectos efacetas abrangentes da análise de determinado tema. No delírio do pmcesso criativo exteriorizamos inúrneras pretensões, muitas ve- zes desconsiderando as enormes d~ficu.ldades a serem e1~{rentadas, entre elas a luta contra palavras que.Zevam à redundância e ao esvaziamento. Neste tr6thalho, a -maior d(ficuldade a ser enfrentada é a delimitação na abordagern de uma cultura tãO vasta e rica como a afro-brasileira. É preciso selecionar aqueles orixás que, compond~o amp~o panteâó mitológico africano,
  28. 28. DO PROI3LE!VlA /.0 REPERENC:liL TEÓH!CO 31 mdis adequ.adamente instrumentalizam a analogia a serfeita e, principalmen- te, a articulaçãO de todos esses elementos. Entre as dezenas de naç6és africanas que foram trazidas para o Brasil, o estudo tomará como base de análise a cultura Nagô/Yoruhá, por ser a mais desenvolvida tecnologicamente e a que mais i1~jluenciou a cultura brasileira. Os Nagôs n~fletem em st"ta man~festaçáo cultural a grandeza do Reino de qyo, que, sob a regência do Príncipe Alafin, se tomou uma potência de 877.000 quilômetms quadrados, com 3 milhôes de habitantes. Os Yoruhás eram urb'CJ- nos e vivian~ uma au.toc1-acia teocrática, dcnninavam com perfeiçãO a tecnolo- gia de construção de altosfornos, ferro .fundido e utilização de bmnze. A mito- logia deles é composta por um panteão de deuse,,'principais e intennediários, os orixás. .... . • . A analogia entre a estrútura dos..te.rr.eiros de candomh.l~ e as emp1-esas pf!livilegiará q1testáes relativas às 1"elaçôes de poder. Talvez o bottom line da delimitaçáO do estudo possa ser traduzido pelo aforisma ,2.0121 do Tmctatus Logico-Philosopbicus de Ludwig Wittgenstein .2 Assim como não podemospensar de modo algum e1n ol~jetos espa- ciais fora do espaço, o~jetos temporais fora do ternpo, também não 'podemospensa1: ent nenhum o~jetofora da possibilidade de sua liga- ção com outros. 3.3 RELEVÂNCIA DO ESTUDO Relevância do estudo é a resposta que o autor do projeto dá à seguinte indagação do leitor: em qüe o estudo é importante para a área na qual você está atuando, ou para a área na qual busca formação acadêmica, ou para a sociedade em geral? Em outras palavras, nessa seção o autor justifica seu estu- do, apontando-lhe contribuições de ordem prática ou ao estado da arte na ârea. Como o fizeram Eliseo Duarte Flores e Artur Luiz Santana Moreira. Veja: o Problema: Qual é o grau de autonomia política do Banco Central do Paraguai ent relaçãO ao Ministério da Fazenda? Relevância do estudo: O Paraguai, como outros pcdses da AmérJca Latina, encontra-se em}Jro- cesso de transição demoaática. Resulta daí que, provavelmente, dentro de pouco .tempo necessitaráformular uma nova Constituição. Nesta de1Jerá ser d~finida a função do Banco Central dentro do contexto administrativo do país, de modo a assegurar ao Banco maior independência política.
  29. 29. ~ : •' 32 I'I{O.JETOS E I{ELiT(JRIOS DE PESQliiSi EM iDMINISTRiÇÃO Considera-se relevante a nfonnulaçào dos atuais metanismos de gestào monetária nacional com o propósito.de fortalecer o poder decisório e fiscaliza- dor do Banco Central, de modo que ele possa desempenhar suafzmçào de guar- diâO dâ moeda, com autejwmia em relaçào às pressões do quadro geopolítico da~NaçâO . ·, Um estudo que dê tratamento especial à questão da autonomia polític..:a do Banco Central do Paraguai em relaçâo ao Ministério da i'azenda, certamen- te, contribuirá para o delineamento de diretrizes para de...;ernpenhos.futuros. Eis aí a relevância do estudo. o Problema: Até que ponto o Brasil caminha para um modelo liberal de relaciona- mento entre civis e militares no que concerne às pren-ogativas concedidas a es- tes zí.ltirnos? Relevância do estudo: Qualquer decisàO a ser tmnada na área de d~fesa necessita ser coere.nte com o modelo militar que a sociedade vier a escolherpor meio de seus represen- tantes, pois somente assim haverá adequada alocÇI.çâo de recursos materiais e humanos no}Jue diz respeito a su.a efetividade. Ao estu.darmos até que ponto as Forças Armadas brasileiras estão cami- nhando paz-a o módelo liberal, estaremos contribuindo para a ident~ficaçâo das possíveis contradiçôes inerentes ao p1:ocesso, hem corno para o ap1-endizado de seu controle, uma vez que oprocesso:çlecisório a ser desencadeado politicamen- te para acentu.ar.,(;u reverter aquele modelo deverá considerar nãO só a. história, como também a situação confuntu.ral e estrutural das Forças Armadas. Hoje, aparentemente, as instituiç6es militares brasileiras parecem desen- volverpolíticas de d~fesa desvinculadas de qualquerpolítica nacional1nais wn- pla, atéporque esta está sendo r~j'or:;111dada. No entanto, a ident~(ica~r.i.() i/(J ..;u- minbo que está sendo percorrido atualmente pelas Forças Arrnadas e de szt.as contradiçôés poderá oferecer subsídios para u.rn pmcesso decisório que implante ou. acelere u.m nour). ?nodelo lep,itimamente escolhido, sem riscos de contratem- pos institucionais pe7-ip,osos à ordem democrática e aos an.,;eios da sociedade. 3.4 DEFINIÇÃO DOS TERMOS .: .~ Definição elos termos refere-se a um:1 pequena lista ele termos:-chaves elo estudo, com suas definições, como se faz em dicionários. Considerando-se que um mesmo termo pode ter significados diferentes p~ra diferentes pessoas e contextos, o autor ·do projeto eleve alertar o leitor para como determinado termo eleve ser entendido i'em seu texto. Veja os exemplos fornecidos por Washington Pinto da Silva e por Geréllclo Gonçalves Júnior: .•. - c • ~ ' ' I ' J~IL~ ._.J• ~J.J' • ~.. ,' ';, ;,',,,l '_,_,r,l "'·'• • - • ' • ' i)' • ' ' • • '1 ' I ' '
  30. 30. DO PROBLElvL AO HEI'ERENCIAL TEÓRICO 33 o Título do projeto: Con:·;umo hec{ônico e comportamento de lazer Definição de termos: Símbolo - termo genérico para todas as situações nas.érais a experiência é intennediada, em vez de direta; na qual ttm o~jeto, ação, palavra, figura ou comportamento complexo são compreendidos não apenas pelos significados 1'es- tritos·a si mesrnos, mas também po1' outras idéia...;ou sentimentos. Lazer - co1~junto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja pata repousar, divértir-se, 1'ec1'ear-se, entreter-se ot<, ainda, para desenvolver::~;ua i~fonnação ou fonnaçãó desinteressadas, ou sua partici- pação voluntária, ou sua lii;re c&pacidade criadora. ' Consumo hedônico - r~fere-se a fantasias, lembranças, sentimentos, emoções, vividos pelo .çonsumido1' em sua relação com os produtos. Dimensões subjetivas do lazer - estados mentais ou. experiências psi- cológicas que parecem ~star presentes ern todas as atividades percebidas como lazer. o Título do projeto: Sistemas de i~f'ormações automatizados: uma análise crítica sobre sua ~ficácia · Definição de t~rmos: Eficacia- capacidade de consecuçãO de um o~jetivo determinado. Nes- te sentido, não admite gradaçãO. Os ...;istemas serão ou não e.ficazes. ·· Eficiência - medida de avaliação de desempenho dos pmcessos exectt.- ados nos sistemqs. Admite, portanto, gradações, à medida que os sistemas po- .derão ser mais, àu menos r:ficientes. Processamento eletrônico de dados - co~jzmto de metodologias, téc- .nicas e aplicações de I~fcmnática voltadas para a .automatização de procedi- mentos e operações organizacionais qu.e tenha1?1. pá1· principal caracterí...;;tica a repetição constante dos processos. · Banco de dados- coleÇão abrangente, organizada e inter-relacionada de dados armazenados em 7/.m meio físico, com o of~jetivo de evitar ou minimi- zar duplicidade de i1~{rmnação e otimizàr a e,{icácia de seu tratamento, pe1wi- tindo o acesso, por ·meio de uma grande z;ariedad<Ç. de formas, a 1t.ma grande variedade de it~fonnaçô'es . Inteligência artificial - cm~junto de técnicas de programação que pre- tende simular no computador a capacidade humana de raciocínio, de realizar i·1~{erências e de decidir sohre situaçàes estruturadas e não estn.t.turadas.
  31. 31. • 34 PROJETOS E RELATcJHIOS DE PESQUISA EM ' ADMINI~TRAÇÀO Uma observação: se a lista de termos for extensa, ou técnica, pode ser transformada em glossário e colocada após as referências bibliográficas. 3.5 ~ REFERENCIAL TEÓRICO Denomina-se referencial teórico o capitulo do projeto que tem por ob- jetivo apresentar os estudos sobre o tema, ou especificamente sobre o proble- ma, já realizados por outros autores. Faz, portanto, uma revisão da literatura existente, no que concerne não só ao acervo de teorias e a suas críticas, como também a trabalhos realizados que as tomam como referência. Dessa forma, o autor do projeto e o leitor- cada um em seu temp~·- tomam conhecimento do que já existe sobre o assunto, ou seja, sobre o estado da arte, oferecendo contextualização e consistência à investigação. Além de visitar e revisitar a literatura, é no capítulo destinado ao refe- rencial teórico que 9 autor do projeto aponta para o leitor as lacunas que per- cebe na bibliografia consultada, ou as discordâncias que com ela tem ou os pontos que consid.era precisai11 ser confirmados. Lacunas percebidas, discor- dâncias existentes.ou pontos a ratificar permitem novas propostas, reconstru- ções, dão vida ao."trabalho científico. 'o referenci.al teórico tem também outras funções. Por exemplo: a. permite que o a1.itor tenha maior clareza na formulação do pro- blema.de pesquisa; ·:·'• b . facilita a formulação ele hipótes~ e de suposições; c. sinaliza para o método mais adequado à solução do problema; d. permite identificar qual o procedimento mais pertinente para a coleta e o tratamento dos cladus, bem como o conteúdo do pro- cedimento escolhido; ·- · · e. é a sua luz que, durante o desenvolvimento do projeto, são inter- pretados os dados que· foram coletados e tratados. Os insumos para a construção do referencial podem ser obtidos: a. na mídia eletrônica; b. em livros, periódicos, teses, dissertações, relatórios de pesquisa .e outros materiais escritos; c. cbm outras pessoas. É relevante ler os autores clássicos do campo no qual se insere o pro- blema. Tarúbém a bibliografia recente, dos últimos cinco aljos. É sá-
  32. 32. DO PHOBLEMA AO HEFERENCIAL TEÓRICO 35 , · bio procurar fontes primanas e evitar traduções, sempre que possível. Fonte primária é, como o nome diz, a primeira fonte, aquela que pode desencadear outras. É útil fazer o levantamento do acervo sobre o assunto, disponível na mídia eletrônica e nas bibliotecas. Selecionar as obras que, a priori, parecem pertinente's. Ler o sumário ou o resumo dessasi.obras para abandonar as que não agregarão valor à solução do problema. Ler também a bibliografia, as no- tas ele rodapé e as notas e comebtários que podeni. oferecer indicações ele outras obras. Igualmente, ler-lhes ;o índic~ ou o ahstract e selecioná-las. Fa,?-er leitura exploratória das obras que restaram. Abandonar mais algm:nas, se fd o caso. Ler com profundidade as obras que já sofreram as filtragens anteriores. Fazer anotações, referericiando nçime e sobrepome do autor, nome ~'a obra, local, editora, ano da publicaçãq~· mimem da·.pág.ina de que foi tr~),scrita a informaçã.o, Se a anotação. é a transcrição ele algum trecho da 'obra, colocá-la entre aspas, para mais tarde lembrar que aquelas palavras foram ditas por outra pessoa que não você. _Tambén): é importante, importantíssimo, registrar con- clusões pessoais. Entrevistas com especialistas, professores e outros profissionais da área, ou não, bem como com colegas e amigos com interesses comuns, podem, ser ele extrema valia na construção elo referencial teórico. Pessoas familiarizadas com o tema podem aprofundar as discussõe~;--polemizar. Pessoas não familia- rizadas podem fazer as chamadas "perguntas inocentes", não raro provocado- ras ele retlexão. Na construção do referencial teórico, é interessante levantar o que já foi publicado a respeito do que está sendo objeto de sua investigação, apresen- tando várias posiçõe~. teóricas . É bom lembrar que tal apresentação não signifi- ca fazer o resumo ele várias obras. As vá.rias posições teóricas não clevem;ser apenas relatadas de forma resumida; antes, devem ser analisadas e confronta- das. Lacunas que você tenha percebido nesses trabalhos, isto é, pontos frágeis ·ou não discutidos, bem como conclusões com as quais você concorda ou di~­ corda, devem ser mencionadas e justificadas. É instigante dialogar (por escrito, é claro) com os autores apresentados. A argumentação direcionada para o pro- blema eleve ser construída com profundidade, coerência, clareza e elegâ.ncia. O uso parcimonioso de metáforas, ele histórias ou de poesias para ilus- trar determinada idéia é interessante. Elas têm o-mérito de quebrar um pouco a aridez da linguagem científica e de tor~r mais facilmente inteligível pontos que queremos destacar. Weick (1995), pbr exemplo, ao discutir a que,stão do sensemaleing nas organizações, cita poemas ele Pablo Neruda. Quanto aos adjetivos, esqueça-os de modo geral. Em vez de escrever, por exempio, "Como diria o grande Weber...", escreva apenas: "Como diria Weber..." ..... ...
  33. 33. I li i'·,,,,. ~a :1 i' ;l! w i'',,•,, :·; f. w I·' ; . •36 PROJETOS E RELATÓRIOS DE I'ESQLHSA EM ADMINISTRAÇÃO . ]~ ~ue estamos f~lanclo de re~àção, vale aqui outra dica. Desde a pri- r:1et~a pagma de seu projeto e, postenormente, de seu relatório, evite parágra- fos-Jumbo, aq:1eles que, quando o leitor lê a última palavra, já se esqueceu do que se trata, tao grande ele é. Você me dirá que já leH Bourdieu & Passeron ê que eles, como outros autores, fazem parágrafos ele mais de uma página. É yerdacle. Mas lembre-~e: autores como esses são deuses do Olimpo, formula- d~res ele grandes teonas. Concessões estéticas têm de lhes ser feitas. Mas nós... Nos somos vis mortais. Temos de conquistar nossos leitores, por muitas vias. Voltemos ao referencial teÓrico. O capítulo deve ser dividido em se- ções, cada uma .com seu título. No sumário deste livro, você tem um exemplo. ~a abert~Ira capttl'llar, os títulos devem vir em destaque no alto da página, isto e,. em carxa alta (letras maiúsculas), normalmente, em negrito. Não é estético gnfar as palavras de um título, nem colocar-lhe um ponto ao final. Nos subtí- tu~os, .dê um destaq.ue ~iferente. Por exemplo: use l~tra maiúscula apenas na pnmetra letra da .pnmetra palavra, ou nas letras it)iciá~s de todas as palavras. Mantenha o negnto. Use sua criatividade de modo c. ajudar à leitor. Se você utilizar números e letras para destacar .subtítulos, lembre-se do que recomendam Gobbes et al. no Manual de redaçào Atlas (1994): após dl números cardinais e as letras maiúscli1as ou minúsc~ias, usa-se ponto (exem- plo: 1., B., f.) e depois de números romanos e ordihais ele não deve ser ·usado (exemplo: II, 3°, 1"} · · Na redação, não abuse de transcrição de citações. Citação é menção de uma informação colhida em o.utro autor. Pode ser parafraseada ou transcrita. Seja parcimonioso com transcrições, para va}orizá-las. Também não faça cita- · ções para apoiar uma idéia, se não tiver certeza da linha ele raciocínio ou ideo- lógica do autor. Igualmente, não cite uma fonte •le s.eguncla mão, fazendo de conta que leu o original. Se a transcrição tiver até-t~ês linhas, fica esteticamente bonito apresen- tá-la dentro do próprio parágrafo, mas não se esqueça de colocar as aspas. Caso a transcrição comece con1 letra minúscula, depois das aspas finais cole- ca-se ponto; caso comece com maiúsculas, as aspas finais é que vêem depois elo ponto. Se a transcrição tiver mais de três linhas, mude de linha, mude o espaço (por exemplo, de 2 para 1) e comece a escrever um pouco mais para a direita, tomando como referência a margem esquerda. O uso de aspa~ faetllta- tivo, no entanto, parece desnecessário, uma vez que já há o destaque grátlco. Observe que, ao fazer a transcrição, você deve informar a seu leitor o número da página da obra ele onde o trecho foi tirado. Veja o d:emplo-de (a) Maria Helena Silva Costa Sleutjes, (q) o de Luis Felipe Chateaubriand B'áracho Ferrei- rinha Amador e (c) o ele Isao 'Iamamoto, todos diferentes entre si: a. Pam Dzn-harn (1988, p. 113) "cabe ao M1~C promover de todas as fonnas r;ts experiências de auto-avaliaçào, colocando à disposiçàO das instituições·recu.n;os e _,,.zt.hsídiospara que realizem este~ tarefa".
  34. 34. DO PROBLEMA i0 HEI'ERENC!iL TEÓRICO 37 b. "Só uma teo1'ia mvolu.cionária Çria uma açãO revolu.cionária" afir- ma Lênin, mencionado por Pereira (1988, p . 87). c. Aléin disso, aforte identidade r:j.osjaponeses com a comunidade f!U. cmn o grupo a que pertencem vem produzindo, ·histórica e antro- pologicamente, o coletivismo, deixando a independência do indiví- duo para segundo piemo. Ol:?.ctria (1993, p . 22) analisa este ponto: .Se eventos o~rigam os japoneses a saÍ1-em pélo mundo afom, eles carregam cm1sigo status e oh1'igações corno membro da cm?utnida- de e os rnantên"l. perrnanentemente. Durante a vida inteira, o dijSti- no de um indivíduo está atrelado ao da própria comunidade.. . Caso você suprima algu~;na parte da transcrição, ponha parêntese, pon- ·e .parêntése. Assim: ' · As i1~certezas (. ..) são vistas pelà âdministmçàO como risco de negócio 11997:118). O texto suprimido é: que tornam asprevisôes um tmbalbo tâó perigoso. Você pode também fazer citações parafraseadas e transcritas ele infor- bbticlas em simpósios, seminários, conversas, vale dizer, qualquer meio nicação oral. Neste c::1so, escreva entre parênteses: informação oral. Se.você leu llm texto em língua estrangeira, é natural que, ao transcre- trecho, queira fazê-lo nessa língua. Está correto. No entanto, é possível todos os seus leitores dominem tal língua. Se você quer que seu seja lido pelo maior número possível ele pessoas, c9mo resolver o Há saídas. Você pode, por exemplo, fazer a transcrição na língua e çlepois, ou antes, parafraseá-la em português. Assim: "In otb'er words, thou.gbts, cause-e.ffect, stirnulus-response, and suject-oh- simp()l descríptions of1noment irt a process" (Weic!J, 7995:33). Çc/mo sepode depreendeJ~ Weicl:?. alerta:nospara que vejanwspensamento de causa e ~feito, estímulo e resposta, S1f:jeito e objeto como momentos ·9T(~JC€!S.'i(J, não como resultados. Outra possibilidade para lidar com a.questão de textos em língua que ,f<C<IJl'lJ.''. " "'' é eSCrever a tradUÇãO na nota d;~ rodapé, informando que a tradu- @S]:Ia. Por exemplo: ~·;-. · • "In other wodis, thoughts, ccmse-~fj'ect, stirnulus-response, anel su- jetc-oNect are simp(y descriptioni (~l rnornent in a process" (Weicl?., 1995:33).1 .1. Em 01J.tras palavra:..-, pensamentos, cattsa-efeito, estírnttio-:resposta e · S1f:jeito-ol~jeto .~ão simplesmente descTiçôes de 1mt momento em um p1~ocesso . (Trad-tt.çào livre do autor deste projeto.) '• . • I 'I
  35. 35. • 38 PROJETOS E I(ELiTÓRIOS DE !'ESQUIS/ EM ADMINISTRAÇÃO É possível que você considere ser melhor não transcrever o trecho na líD.gua estrangeira, mas traduzi-lo log(). Tudo bem, desde que você faça uma nota ele rodapé informando o leitor de que a tradução é sua. 'Se a menção não for transcrição, d!;:vem aparece!" o sobrenome do autor e o ano da obra. Por exemplo: (Morin, 1977). Se for transcrição, a esses dados deve ser acrescentado o número da página de onde se retirou o trecho. Por exemplo: (Morin, 1977:48). Como você percebeu, no último exe~1plo o ano ela obra e o número ela página estão separados por dois-pontos. No entanto, de acordo com a NBR 10520/ 1992 da ABNT, podem também vir ·separados por vírgula e a abreviatura da palavra página: p . Veja o exemplo retirado ela pró- pria norma mencionada: A produçàn de lítio começa em Searles Lalee; Califr.Jrnia em 19;28 (Mumhnrd, 1949, p . .573). Se a menção referir-se a vários autores, coloque-lhes o ·sobrenome em · ordem alfabética e o ano ela obra. Por exemplo: Sobre isso já discorreram longamente Guerreiro Ramos (1981), Ha- hermas 0963), Hor!?.heimer (1947), Radnitzky (1970) e tantos outrfJs. :- O nome elo autor, o an(') da obra e a página podem vir escritos no texto como nos exemplos fornecidos. Mas pode ser usado também um sistema nu- mérico. As citações são seqüencialmente numeradas. Os números devem vir entre parênteses, entre colchetes ou um pouco acima da linha do texto. Por exemplo: "Uma tese estuda um o~jetn por meio de determinados instrumentos."! Na referência bibliográfica, a fonte é explicitada com a numeração cor- respondente. Assim: 2 .ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo : Perspectiva, 1988. Se você tiver optado: pelo sistema autor-data use-o todo. o tempo; se escolheu o sistema numérico, use-o também o temp~ todo. Não os misture. Um detalhe: se você Ótar dois ou mais autores com o mesmo sobreno- .!' me, acrescente a inicial de seu prenome. Dessa forma: Motta, P..(1989) Motta, F. (1992) Se ui11··autor tiver duas obras no mesri1o ano, acrescente letras minúscu- las. Assim: Giuliano (1996a), Giu.liano (1996h) .
  36. 36. DO l'liOBLEIVlA AO REFERENCIAL TEÓRICO 39 No que concerne ao uso de abreviaturas, seja também parcimonioso. ·devem ser evitadas, a não ser que já sejam consagradas, como: NT (nota li,tadutor), op. cit. (obra citada) e outras. Qu~nto ao iiso ele sigbs, alguns cuidados devem ser observados. Por exerüplo: na primeira vez que você citar unp organização, escreva seu nome pm extenso, ao tlnal coloque um hífen e, depbtsl a sigla. Assim: Fundação Getúlio i:lia•rgas ~ FGV. No restante elo texto, basta que;:você escreva a sigla: FGV. . . · Há o caso também ele abreviaturas elo nome ele uma. organização, que · hvrmani palavras. Nesse caso, elas ·são escritas com: inicial niaiúscula. Exem- plo~: Petrobrás, Embratel, Telebrás'. . ~ ·. : É possível qu'e no corpo dq;referemÚal teórico você queira colocar no- tas ele rodapé. Elas. têrí1 a função de fazer uri1a referência a alguma obra men- . cionacla ~ podem "ir acompanhadas ele .Ç.~mentários. As notas ele rodapé ele- .· vem vir separadas do texto por uma p~liena linha horiiontal à esquerda ela to lha e devem vir npmeraclas em algarismos arábicos, em ordem seqüencial. · ·Esse número tambérn eleve vir no texto. Exemplo: AKTOUF 1 en~ernlepor admi1iistraçàcJtradicional aquela cz~;jas ba- ses conceituais se revelam como.t doutrina desencadeada nos USA do · pós-guerra, da qual estâo impregnadas émpresas e pessoas. 7. Veja-se A administração entre a tradição e a renovação, pu- . hlicado pela Atlas"e1~t 7996..Omar Akt01f(é professm-, pesquisa- dor e consultor do_.Canadá. · f.·, . Se, no ·rodapé, você está;:méncionando uma obra pela primeira vez,. .ponha a referência bibliográfica completa. Nas citações subseqüentes ela mes- ma obra., você pode üsar as expressões ibidem ou id. (na mesma obra), idem ou id (igual à ante-ríor), opus citatum ou op. cit. (obra citada). Uma ressalva, porém: não podem aparecer obras diferentes 'elo mesmo autor, intercaladas com aquela primeira mencionada. Se aparecer, você tem ele recomeçar com a refe- rência. Por exemplo: 1. HA WKING, Stephen W.Unia breve história do tempo. Rio deJa- neiro : Rocco, .7988. 2 .Ibidem. 3 .HAWKING, Stephen W Buracos negros, universos-bebês. Rio de Janeiro : Rocco, 1995. 4.HAWKING, Stephen W Uma breve história do tempo. Op. cit. Se você fizer uso de ilustrações, como tabelas, figuras, fórmulas e sím- bolos, alguns cuidados elevem ser observados. Eles elevem vir o mais próximo ... ...........~..·. '-..-.
  37. 37. ...... ,,-·.. ..,, ~ .·· ••••:· .~.;.. ·.·-~....~~·..:•.... • 40 : PROJETOS E RELATÓRIOS DE PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO ~ • I possível da parte do texto na qual são citados e dev~m ter numeração arátii4 seqüencial. A numeração de tàbela, todavia, é uma; a de figura, outra. Figuras, conforme a ABNT (NBR 10719/1989), são imagens visuais, como mapas, foto- grafias, desenhos, esquemas, diagramas. Tabelas combinam palavras e núme- ros. À numeração, segue-se o título da ilustração, colocado abaixo dela se for figura e acima se for tabela. Veja os exemplos fornecidos por João Paulo Vieira Tinoco e por José Roberto Gomes da Silva, respectivamente: Necessidades da gerência e usuários fluxo de controle fluxo de dados Interesses pessoais e motivações Situações novas Figura 1 Os seis passos do p1-'ocesso político. Interações Observações sobre pessoal Como dito, o título é escrito abaixo da figura. Tal não se dá quando se trata de tabela. Veja: .~ ..• I
  38. 38. DO I'ROBLEI'v!A AO 1EFERENCIAL TEÓHICO 41 Audiência de rádio·AM e.rM na praça do Rio de]aneiro, acima dos 70 anos de idade. Faixa etária Rádio AM (%) FM (%) 10/14 3 9 15/19 4 .: 18 20/24 6 20 25/29 7 . 16 30/39 19 19 40 + 61 18 É possível que uma tabela inteira não caiba em uma página. Nesse caso, continue na página seguinte, porém há um detalhe a cumprir: não ponha qual- quer traço horizontal no local em que a tabela for interrompida; escreva a pa- l~vra continua. Na página seguinte, coloque a palavra cont·inuação, repita o título e continue a tabela. Uma dica: não escreva "na tabela acima (ou abaixo)" se não tiver certe- {ia da localização porque, diagr~mado.o texto, tal tabela (ou tal flgura) pode . ·não estar acima (ou abaixo). Para evitar confusões, mencione o número da tabela ou da figura. Assir1-1: "Co11fonne pode ser visualizado na Tabela 7. .." Re- p·are que, ao referir-me no texto à tabela (ou à figura), escrevo com inicial maiúscula. Se a tabela ou a figura for de outro autor que não você, escreva abaixo a pala.vra Fonte e faça a referência. É possível que você faça uso de alíneas no texto. Q trecho que as an- .,tecede deve terminar com dois-pontos; elas devem ser brdenadas por letras minúsculas seguidas de ponto; cada alínea deve começar com letra minúscula e terminar com ponto-e-vírgula, exceção feita à última que·ganha um ponto, e · a segunda linha e seguintes da alínea devem ·começar ~ób a primeira letra da matéria da alínea. Assim: O Projeto ECT-ano 2000 teve os seguintes o~jetivos: a. fmnecer à di1"etoria da empresa uma visào idealizada da organi- ·' zaçáo para q ano 2000; h. estabelecer um plano estratégico ahmngendo a ~lécada de 90, con- tendo as linhas de açâo necessárias à concretização do o~/etivo cuzterior; c. :..-intetizar o pensamento do corpo dirigertte, técnico e rep7-esentati- vo dos empregados, relativo à siiuaçào ita ECT no ano 20QO; .·; • •
  39. 39. • 42 l'l!O.JETOS E HELATÓ HIOS DE PESQUISA EM iDMINISTHAÇÃO d. leuar ao conhecimento de todos os emp7'egados o papel e a missãO pretendidos para a HCT-a·no 2000. No que diz respeito à redação em geral, vale a pena dar-lhe algumas dicas. Por exemplo: a. você pode usar expressões como passim, seq., em vez de seu cor- respondente em português: aqui e ali (passim) e seguinte (seq.); b. ao escrever alguma palavra ·estrangeira, faça-o em itálico, caso ·es- teja usando letra non'nal, ou use negrito, .ou sublinhe. Não utilize aspas. Reserve-as para a transcrição de citações; c. números cardinais até nove devem vir escritos por extenso; a par- tir cLaí, em algarismos. d. jan1~is comece uma frase com números, a não ser que sejam es- critt;>s por extenso; e. números na ordem de milhar que se refiram a ui:lidades devem vir · separados por pontos. Exemplo: R$ 7.000,00; 5.000 candidatos; 1.000 kg. No entanto, quando esse número indicar ano, não se usa o ponto. Exemplo: 1997; f. quando quiser indicar século, use algarismos romanos. Por exem- plo: htamos no Umiar do século XXI; g. escreva com minúsculas, nomes derivados. Exemplos: A premissa weberiana,_;~; nào'.sâo pouca.~ as críticas ao ke_ynesianismo; discu- te-se, entâo, a geometria euclidiana; h. "bloque" os parágrafos, isto é, dê um espaço maior entre a última linha ele um parágrafo e a primeira ele outro. Esta disposição eles- cansa a vista elo leitC?!i . . ' . ' i. evite palavras inteiras com maiúsculas no meio do texto, ou e.m negrito, ou sublinhada, como forma de :chamar a atenção do lei- tor. Esta deve ser aguçada pelo conteúdo do texto, mais do que pela forma; j. evite o uso de parênteses, que cansam o leitor; L evite o uso da expressão etc., porque nela cabe tudo e seu traba- lho perde ..n,i1,ito d~ precisão perseguida; se usar, não lhe ponha vírgula antes; m. cuidado com as palavras onde e através. A primeira eleve ser usa- da quando referir-se a local; a segunda, quando significar "atra- vessar", não sendo, portanto, sinônimo de "por meio de". .·;· Outras dicas você descobrirá na leitura atenta de diferentes e compe- tentes autores e nos comentários que pessoas·fazem a respeito elo estilo desse
  40. 40. ....• DO PROBLEMA AO HEFERENCJAI. TEÓHICO 43 daquele autor. Provavelmente, eles lhe p_rovocarão insigbts que tornarão seu trabalho mais agradável de ser lldo. Este capítulo foi dedicado a explici.~ar o que são hipóteses e suposi- ·ções, vistas como respostas antecipadas aÓ problema, a alertar que o leitor deve ser informado sobre quais são os limites de seu estudo, bem como por qual motivo ele é importante e esclarece que alguns termos-chaves de;>. estudo podem ser previamente definidos. Mencion.a que o referencial teóri<!.0 busca. . 'li• . não só apresentar o estado da arte sobre o assunto, como também informar o leitor sobre as lacunas que você percebeu na ,iúeratura existente e que _preten- de suprir com seu estudo, ou pontos com os quais você não concorda e ten- Ciona discutir. Várias sugestões referentes à forma de apresentação do referen- .cial teórico são apresentadas. · i·
  41. 41. •. '. ·: 4 COMEÇANDO A DEFINIR A METODOLOGIA '•. ,. Existem vários tipos de pesquisa e descrevê-los é o opjetivo deste capí- tulo. Também é seu objetivo apresentar conceitos e exemplos sobre popula- ção, amostra e seleção dos sujeitos. 4.1 TIPO DE PESQUISA O leitor deve ser informado sobre o tipo de -pesquisa que será realiza- da, sua conceituação e justificativa à luz da investigação específica. Há várias taxionomias de tipos de pesquisa, conforme os critérios utili- f:ados pelos autores. Aqui, proponho dois critérios· básicos: a. quanto aos fins; b . quanto aos meios. " . . Quanto aos fin~, uma pesquisa pode ser: a. exploratória; .. ·. b. descritiva; c. explicativa; d. metodológica; e. aplicada; f. intervencionista. Quanto aos .meids de il)vestigação, pode ser: . a. pesquisa·de campo; b. pesqu,isa de laboratório; ..
  42. 42. .· CÕMEÇANDO A DEFINIR A METODOLOGIA 45 c. telematizada; d. documental; e. bibliográfica; f. experimental; g. expostfacto; h. particlpante; i. ·pesquisa-ação; j. estudo de caso. .· .)r;> A investigação exploratória é realizada; em área na qual há pouco conhe- . cimento acumulado e sistematizacto' Por sua natureza de sondagem, não com- porta hipóteses que, todavia, poderão stu·gÚ· durante ou ao final da pesquisa. 'j "· :__:p A pesquisa descritiva expõe c:u:acy;rísticas --de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre va- riáveis e definir sua natureza.' Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva clé _base para tal explicação. Pesquisa ele opinião insere-se nessa classificarão. · · ' I? " --{- ·~;::-- A investigação explicativa tem como principal objetivo tornar algo inte- ligível, justificar-lhe os motivos. Visa, portanto, esclarecer quais fatores contri- buem, ele alguma forma·, para a ocorrência ele determinado fenômeno. Por exemplo: as razões do suce~so de determinado emp,reendimentQ. Pressupõe pesquisa descritiva como base pa:·a suas explicações. ) • . ~- Pesquisa metoclológic·a é o estudo que se refe~e a instrumentos ele c~­ tação ou de manipulação ela realidade. Está, portanto, associada a caminhos,- . I -formas, maneiras, procedimentos_para atingir determinado finF:: Construir um instrumento p:ua avaliar o grau ele descentralização decisória de uma organi- zação é exemplo de pesquisa metodológica. -; A pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de ~ver problemas concretos; mais imediatos, ou não. Tem, portanto, finalida- de prática, ao contrário da pesquisa. pura, motivada basicamente pela curiosi- dade intelectual elo pesquisador e situada sobretudo no nível da especulação. Exemplo de pesquisa aplicada: proposta de mecanismos que diminuam a in- fecção hospitalar. A investigação intervencionista tem como principal objetivo interpor-se, interferir na realidade estudada, para modificá-la. Não se satisfaz, portanto, em apenas explicar. Distingue-se da pesquisa aplicada pelo compromisso de não somente propor resoluções de problemas, mas também de resolvê-los efetiva e _participativamente. . ·: l:>~ Pesquisa de campo.é investigação empírica realizada no l-ocal onde ocor- re ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo. Pode
  43. 43. : . •.·. 46 I'H< >.WI"< >S E 1ELATÓIUOS DE I'I'SQliiSi EM iDMii--IISTRiÇÀO incluir entrevistas, aplicação de questionários, testes e observação participante ou não. Exemplo: levantar com <OS usuários do Banco X a percepção qóe têm so~tf o ,atendimento ao cliente. Pesquisa ele laboratório é experiência realizada em local circunscrito, já que i1o campo seria praticamente impossível realizá-la. Simulações em compu- ... taclor situam-se nesta classificação.:. . . A pesquisa telematizada busca informações em meios que combinam o uso de computacl,or e de telecomunicações. Pesquisas na.Internet são um exem- plo. .- Investigação doct1mental é a reálizada em documentos conservados no interior de órgãos públicos e privados de qualquer natureza, ou com pessoas: registros, anais, regulamentos, circulares, ofícios, memorandos, balancetes, co- municações informais, filmes, microfilmes, fotografias, vídeo-tape, informações em disquete, diários, cartas pessoais e outros. O livro editado pela Fundação Getúlio Vargas e pela Siciliano em 1995 sobre a vida de Getúlio Vargas é, ba- _,sicamente, apoiado em pesquisa documental, notadamente, o diário de Vargas. r l(_.J- 1.~ Pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base 'eÍ11 material publicado em livros, revista~, jornais, redes eletrônicas, isto é, ma- terial acessível ao público em. geral. Fornece instrumental analítico para qual- quer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotat~e em si mesma. O material' publicado pode sc;.r fonte primária ou secundária.!Por exemplo: o li- vro Princípios de administn;tçào cient(fica, ele Freclerick W. Taylor, publicad? l pela Editora Atlas, é fonte primária se 'cotejado com obras 'de outros autores que descrevem ou .analisam tais princípios. Estas, por sua vez, são fontes se- ! .cundárias. O material publicado pode também ser fonte de primeira ou de segunda mão. Por exemplo: se David. Bohn escreveu um àrtigo, ele é fofl:t~ 1Jrimária. No entanto, se esse artigo aparece na rede eletrônica editado, isto é, .t ~om cortes e alterações, é fonte de segunda mão. . " Pesquisa experimegtal é investigação empírica rla qual o pesquisador manipula e controla variáveis independente$ e observa as variações que tal manipulação .e controle produzem em variáveis dependentes. Variável é um valor que pode ser dado por quantidade, qualidade, característica, magnitude, variando em cada caso individual. Exemplo: na expressão sociedade glohaliza- da, globalizada é a variável do conceito soCiedade. Variável independente é aquela que inl1uencia, determina ou afeta a dependente. É conhecida, aparece antes, é o antecedente. Variável dependente é q.quela que vai ser afetada pela independente. É descoberta, é o conseqüente. A pesquisa experimental permite observar e analisar um fenômeno, sob condições determinadas. O estudo de Elton Mayo, em Ha'Ythorne,' é um bom exemplo de pesquisa ex- perimental no campo. Todavia, também se pode fazer investigação experi- mental no laboratório.
  44. 44. - - - --- ----- - - - •. ..COMloÇANDO A DEFINIR A METODOI.CX;IA 47 . .. . .. Investigação ex post facto refere-se a uni. fato já ocorrido. Aplica-se quan- do o pesquisador não pod~ ~ontrolar ou manipulai· variáveis, seja porque suas manifestaÇões já ocorrei:am, seja porque as variáveis não são éontroláveis. A impossibilidade de 'manipulação e controle elas variáveis distiFi"gue, então, a pesquisa experimental da expostfacto. . A pesquisa participante não se esgota na figura dÓ pesquisador. Dela tomam parte pessoas implicadas no problema sob _investigação, fazendo com que a fronteira pesquisador/pesquisado, ao contrárío do que ocorre na pes- quisa tradicional, seja tênue. Pesquisa-ação é um tipo particular de pesquisa partici~nte que supõe intervenção participativa na realidade social. Quanto aos fins· é, ·portanto, in- tervencionista. Estudo de caso é o cir.c~nscríto a uma ou poucas unidades, entendidas essas como uma pessoa, umá família,·uiú produto, uma er:npresa, uin órgão público, uma comunidade ou mesmo um país. Te1,1l. caráter de profundidade-h= detalhamento. Pode ou não ser realizado no c.ampo. Uma observação: os tipos de pesquisa:comG você, certamente, já perce- beu, não são mutuaÍ11ente excludentes. Po{ exemplo: uma pesquisa pode ser, ao mesmo tempo, bibliográfica, documental;..:de campo e estudo de caso. •Veja os exemplos de Letícia Silva de Oliveira Freitás e de Luís Alexan- .- dre Grubits de Paula Pessoa: -.o Problema: Quais as percepções, expectativas e sugf]stões dos trabalhadores em e~t-­ caçào da UFRJ.quanto a sua política de qz{al~ficaçào pàra esse segmento? Tipo de pesquisa: . Para a class(ficaçâó da pesquisa, toma-se como base a taxionomia apre- sentada por Vet-gara (7990), que a qual(fica em relaçào a dois aspectos: quanto aos fins e quanto aos 1neios. Quanto aos .fins, a pesquisa .<ierá exploratÓria e descritiva. .bXplomtó1'ia porque, embora a UFRJ seja uma im;tituição com tradiçào e alvo de pesqu.isas etn diversas áreas de investigação, nào se ver(ficozt a existência de estudos que abordem a política de qual(ficaçào de seu quadro de funcionários com oponto de vista pelo qual a pesquisa tem a intençàó de.'abordá-lo. Descritiva, p01-que visa desc_reverpercepções, expectativas e sugestões do pessqal técnico-administrativo de i. nível superior da UFR], acerca de sua política de qual(ficação de pessoal. Quanto aos meios, a pesquisa será bibliogrqfica, documental e de cam- po. Bihliogrqfica, porque para a fundamentáçào teórico-metodológica da. tra- balho será realizada investigaçào sobre os seguintes assuntos: evoluçào das or- ganizaçàes e recursos humanos, setor de recur.sos humanos, planejamento e ad- 11 • 1, .. ...,.,...... --- II I I
  45. 45. .. '·.J ' . 48 I' i{( l.JEH >S E HEI.AT(JH!OS DE PESC)LIISi EM illMINISTIMÇÀO rninistraçào de pes:..-oal, quafificaçào de pessoal, política educacional, missão da u.nivel~,·idade, quadro de pessoal de urna unive1'Sidade. A irwesti[?ctçào será, 'tarnhérn, documental, porque se valerá de documentos internos à Uf<Rj que di- gam respeito ao objeto de estudo. A pesquisa será de campo, porque coletará dados Pl'irnários na UJ..RI o Problema: Tendo em vista a análise da geração de emprego direto e indireto, quais •• as metodologias de halançô social atualmente utilizadas? .f •: ... Tipo de pesquisa: Considerando-se o critério de class~ficaçàO de pesquisa propostopor Vér- gam (7990), quanto aos fins e quanto aos meios, ten1-se: · a. quanto áos fins- trata-se de urna pesquisa desc1'itiva, pois.preten- de expor ·cts características das metodologiás de balanço ,i;ocial atúaltnente tÚilizadas; h. {juanto aos 1Úeios- trata-se de pesquisa, ao mesmo tempo, hihlio- gráfica e documental. Class{j'ica-se como pesquisa bibliográfica, pois se recorrerá ao uso de material acessível ao público, em geral como livros, artigos e halcmços sociais já publicados, embora estes ~efam apresentados deforma excessivamente agre- gada. A pesquisa é târnbétn docu1nental, po1'que será Jeito 11.so de documentos de trabalho e relatôrfc~s de cqnsulto1'ias p1-ivadas, ·nàO disponíveis para consul- tas públicas. ·~ 4.2 'UNIVERSO E AMOSTRA ,:. Trata-se de definir toda a população e a população amostrai. Entenda- se a.qui por pop~açã~ não o númer? de habitantes de.Üm local, como é larga- mente conhecido o termo, mas um conjunto de elementos (empresas, produtos, pessoas, por exemplo), que possuem as características que serão objeto ele estudo. População amostrai .ou amostra é uma parte do universo (população), escolhida segundo algum critério de. representatividade. Existem dois tipos de amostra: probabilística, baseada em procedimen- tos estatísticos, e não probabilística. Da amostra probabilística são aqui desta- cadas a aleatória simples, a estratificada e a por conglomerado. Da amostra não probabilística, clestacanl.-se aqui aqudas selecionadas por acessibilidade e por tipiciclacle. Eis como podemos entendê-las:
  46. 46. -:" ...., ·. COMEÇANDO J DEPINIR A METODOtOGIA 49 aleatória simples: cada elémento da população tem uma chance determinada de ser selecionado. Em geral, atribui-se a cada ele- .. mento da população um número e depois faz-se ·a: seleção aleato- . riai11ente, casualmente; · estratificada: seleciona uma ~mostra de _cada grupo da população, por exeü1plo, em termos de sexo, idade, profissão e outras va- ·- riáveis. A amostragem estratificada pode ser proporcional ou não. A amostra proporcional define para a amostragem a 111esma pro- po~ção observada na população, com referência a uma proprieda- de. Por exemplo: suponhamos que, ri.a população global de mes- trandos, 65% tenhfl.m entre 21 e 34 anos e 35% tenham entre 35 e 45 anos. A amostra deverá obed~cer a essa mesma proporçã~ no que se refere à idade dos mestrandos· ·. . ' -c: por conglom.erados: ?eleciona conglom.erados, entendidos esses com.o e ir1.presas, edifíciOs, fái.TiíÜas, ·quarteirões, universidades e outros e1.en1entos. É 1ndicada quando a identificação dos elemen- , tos da.•pstra é muito difícil, ·quando ~ lista de tais elementos é pouco Pf1ttca; · -~. : d. por aces.sibilidade: longe de qualquer procedimento es.tatístico, seleciona:elementos pela facilid;rde de acesso a eles; e: por tipicidade: constituída pela seleçã:o de elementds que o pes- ~· quisador consi:dere ~epre'sentativos da populaçã~-alvo, o que re- quer profundo conb.~cimento dessa •população. . .' Exis.tem outros tipos de amostra e facilmente vqcê p~cierá descobri-los. Aqui, destaco os exemplos fornecidos por Flávio Murilo Oliveira de Gouvêa e pGr Vera Lúcia de Almeida Corrêa, respectivamente: o· Título do projeto: Adoção de prop1'iedades municipais por empres.as- o caso da Praia d& Çopacabana Universo e amostra: O universo da pesquisa estan:t referido aos grupos diretamente envolvi- dos naformulação, implementação e análise da adoção de propriedades muni- cipais por empresas, alé1n de USU.Ú1'iOS. Com relação aestes, O tipo de ·arnostra- .:em utilizada será a e/trat~ficada rtão proporcional, queparece ser a mais ade- quada no presente cas.o. ;. o Título do projeto: Sistema alternativo e sistema convencional de ensino: uma análise de custo-eficiência - ''"~ - '-..-. i
  47. 47. i . I I • • ·-··~"' .,.;(....., .... 50 . PROJETOS E HELATÓRIOS DE PESQlllSA EM ADMINISTRAÇÃO Universo e amostra: No Município de Porto Alegre, no período 7985/1988, formn implanta- dos 19 Centros Integ~-ados de EducaçáO Municipal- C1FMs- sendo cinco espe- ciais, isto é, dedicados ao atendi1nento escolar de crianças excepcionais. Dos 14 restantes, três estão localizados em Vila Restinga, onde é alta a concentração da população de baixa renda. Pttra compor a amostra aleatória simples da pes- quisa, selecionou-se o CIEM Lany]o....-é Ribeiro Alves, localizado· naquela Vila. No Município do Rio de .Janeiro, a proposta de construção de 500 Cen- tms Integrados de Edtt.caçáo Pública- CIEPs ~, ·náofoi alcançar;la. Segundo da- dos da Unicarnp (7989), bá 124 CIE'Ps ern.fll.itaionarnento. Desses, somente o do bairro da Ca.tete permanece com a proposta original. Assim, ele foi selecionado para co1np01- a amostra. . . Para a-cif'mparaçào com as escritas c<Jnvencionaís, buscaram-se aquelas que apresimta~.;;sem alguma proposta em conúun coni o....-·CIF;Ps!CLhMs. No Rio de 'Janeiro, existem três dessa;· e....-colas, a saber:· Lúcia Miguel Pereira, em Sào Ccm- rado, Gold(,t Meir, na Barra d<f TUuca, e Edmundo Bittencourt, em Sào ·cri_,,._ tc')vâo. Escolheu-se esta última, ·qué atende à populaçáo do conjunto babitacio:. J~al Mendes de Morais, para também compor a atnostra. Por inexistirproposta semelhante no Município de Porto Alegre, optou-se por investigar, tamhé:m no Rio de.Janeiro, a b·cola Municipal Lúcia Miguel Pe- reira, que atende a alunos da rcwela da Rocinha. Cabe aqui fust?jl.car o tamanho da anzostra, com a opiniâó de Castro (1980, p. 93) .; (. .) em urna rede "escola~governa_mental, padmnizada, cr?m níveis fixos de saládos e construçôés feitas segundo os mesmo.' módulos, a tnera amostragem de uma ou duas escolas pode produzir estimativas de custos qz.:í.e tenham um grau Sl!·ficiente 1,te representatividade para esse tipo de escola. .. ' 4.3 SELEÇÃO DOS S!JJEITOS . .. Sujeitos da pesqLi.isa são as pessoas que fornecerão os dados de que você necessita. Às vezes, ::confunde-se com "universo e amostra", quando estes estão relacionados com pessoas. Veja os exempl'bs de Denize Alve~. e ele An- drea Ferraris Pignataro: ' ' ·· o Título: Cu.ltu.ra da qualidade e qú'alidade.de vida: as percepçôés dos tnthalha- dores inseridos em programas de qualidade •P. lI' '
  48. 48. l ) i - COMEÇANDO A DEFINI! A METODOI.O<;JA 51 Seleçào elos sujeitos: Os sujeitos da pesquisa .serâo'·o.~ trabalhadores participantes de progm-. '; . mas de qualidade, hem como c~ssistentes sociais que trabalham em empresas que po.:Osue1n progra:-has de CJ1talidcide há tnais dé doi.· :anos. E,·te tempo é relevante pm-qu.e, de acordo cmn &llconi 0992), a cultzt.ra ;da qualidade, que insere no- vas técnicas de padronizaçào e rotina de trcd?alho, no prazo máximo de dois a três anos pode q{erecer à ernpresa excelentes r'ysultados. Comô as mudanças vâo 6correndo à medida que no1Jos ualrn-es sào c!Nseminados, é necessário certo tem- po para ~çt! disseminaçáo e ahsrn-çáo. Nâo é por inrtra razâo que os sujeitos da pesquisa.deverâo estar vincr;lados a unJ,a ·mesma empresa, no 1nínimo, há um · ano. _· o Título: h~fonnaçào corrtjYlt.tadm-izada: resistêr.tcia, recuperaçâO e disseminaçào Seleção elos sujeitos.: Os S1f:feitos da pesquisa serão os técnicos em i1?fimnática e os.fimcioná1:ios nâó especialistas em i1~{ormática, pe1'tencentes à Diretoria de Ad~inistraçào e ao ~entro de 1~/(mnaçáo Cientffica e Tecnológica da Hmdaçáo o.:.:waldo Cruz. Os exemplos apresentaclos ençerram este capítulo que tratou ele clesCfe- ·_. ver uma taxionomia de tipos de p:esquisa, esclarecendo que nem sempre eles . são' mutuamente excludentes. Ofereceu indicações sobre população e amostra, entendida esta como parte daquela, bem coní.o "Sobre sujeitos da pesquisa, .;€11- tendidos como p·essoas que forn~çem os dados de que você precisa. • .'; . fi ....
  49. 49. .. ' . ..• 5, TERM~NAND·o O PROJETO DE :PESQUISA ..:· .. Conceitos relativos à coleta ·e ao tratamento dos daélos assim como os lemb'retes sobre as limitações que qualquer·método possui, sdo aqui apresen- tados. O capítulo inclui regras de indica2ão 0a bibliografia consultada e dos anexos. Sugestõ.~s adicionais são também oferecidas. 5.1 COLETA DE DADOS Na coleta de dados, o leitor deve .ser informado como você pretende obter os dados de que precisa para responder ao problema. Não se esqueça, portanto, de correlacionar os objetivos aos meios para alcançá-los,. bem como de justificar a adequação de um a outro. Se você optar pela formulação de questões, em vez da definição <:te. objetivos intermediários, a correlação deverá ser feita entre guestões e meios para respondê-las. Em se tratando de pesquisa ele campo, por exemplo, esses meios podem ser a observação, o questionário, o formulário e a entrevista. Os ·dados também podem set. coletados por meio ele técnicas interativas diversas, como os wor!~{twps, por êxemplo. A observação pode ser, s'imples, ou.4irt[clp·;~ti! Na observação qimHles, você mantém certo distanciamento do grupo ou da situação que tenéiona estu- .dar; é ·um espectador n'ão interativo. Na observação participante, você Já :está engajado ou se .engaja na vida do grupo ou na situação; é um ator ou um espectadôr interativo, como' no caso em que você usa o método etnográfico, por exemplo. ., 0 q'UeSt~onário caracte,riza-se por Ul11j- S~rie de questÕeS apresentadas ao respondenté, por escrito. Às vezes, é cha~'adp de teste, como é comum em pesquisa psicológica; outras, é designado pór escala, quando quantifica res- postas. O questionário pode::ser aberto, pouco ou não estmturado, ou fecha- do, estruturado. No questiorlário aberto, as respostas livres são dadas pelos respondentes; no fechado, o tespondente faz escolhas, ou pondera, diante de i: Ii! I

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