Gauchos

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Gauchos

  1. 1. Gaúchos (Arnaldo jabor)
  2. 2. O Rio Grande A gentedo Sul é comoaquele filho gosta,que sai muitodiferente doresto da masfamília. estranha.
  3. 3. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil .Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha.Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.
  4. 4. Começa que divergeno clima:um Brasil onde fazfrio e venta, compinheiros em vez decoqueiros, é tão forado padrão quanto umCanadá que fosse àpraia.
  5. 5. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RSchamam de gaita,e de tomar mateem vez de café.
  6. 6. Mas o mais original detudo é a personalidade forte do gaúcho.A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros dolitoral, como cariocas e baianos.
  7. 7. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.
  8. 8. Há quem interpreteque foi o desamparodiante dessesabismos horizontaisde espaço quegerou, comoreação, o famosotemperamentobelicoso dos sulinos.
  9. 9. É uma teoria - masconta com o preciosoaval de um certoAnalista deBagé, personagem deLuis Fernando Veríssimoque recebia seuspacientes de bombachae esporas, berrando: "Mas que frescura éessa de neurose, tchê?"
  10. 10. Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta. Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo).E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço.
  11. 11. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho dalaçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.
  12. 12. Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais.
  13. 13. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).
  14. 14. Esse regionalismoexacerbado costumacriar problemas deimagem para osgaúchos, sempreacusados de se sentirsuperiores ao restodo País.Não é verdade - maspoderia ser, a julgarpor alguns dados eestatísticas.
  15. 15. O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice deanalfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longevada América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde.
  16. 16. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss)Além do gaúcho, chamado de machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
  17. 17. Macanudo, tchê.Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.
  18. 18. Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!
  19. 19. A seguir o poema CHIMARRÃO, de Glauco Saraiva, que é citado por Arnaldo Jabor no texto.
  20. 20. Amargo doce que eu sorvoNum beijo em lábios de prata. Tens o perfume da mata Molhada pelo sereno. E a cuia, seio moreno, Que passa de mão em mão Traduz, no meu chimarrão, Em sua simplicidade, A velha hospitalidade Da gente do meu rincão. Trazes à minha lembrança, Neste teu sabor selvagem, A mística beberagem, Do feiticeiro charrua, E o perfil da lança nua, Encravada na coxilha, Apontando firme a trilha, Por onde rolou a história, Empoeirada de glórias, De tradição farroupilha.
  21. 21. Em teus últimos arrancos, Ao ronco do teu findar, Ouço um potro a corcovear, Na imensidão deste pampa,E em minha mente se estampa, Reboando nos confins , A voz febril dos clarins, Repinicando: "Avançar"! E então eu fico a pensar, Apertando o lábio, assim, Que o amargo está no fim, E a seiva forte que eu sinto, É o sangue de trinta e cinco, Que volta verde pra mim.
  22. 22. As imagens são deVOLDINEI BURKERT LUCAS, pintor gaúcho, nascido em Pelotas em 05/10/1952.Reside e trabalha em Canoas / RS, desde 1979. Trabalha com desenho, pintura e gravuras.
  23. 23. FORMATAÇÃO: Mima (Wilma) Badan mimabadan@yahoo.com.brMÚSICA: Chamarra para Santa Rosa Execução: Renato Borghetti (Repasse com os devidos créditos) BLOGS: www.mimabadan.blogspot.comwwwrecantodepalavras.blogspot.comwwwrecantodasreceitas.blogspot.com wwwcasadavovomima.blogspot.comwwwpurezadoutrinaria.blogspot.comPPSs e ESTÓRIAS INFANTIS em: www.slideshare.net/mimabadan www.mensagensvirtuais.com.br

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