Mudar: Caminho para a Reforma Íntima

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Associação Espírita Mensageiros ed Luz

Palestra - 24 de Novembro de 2015
Tema: Mudar (Caminho para a Reforma Íntima)
Palestrante: Ed Martino

Publicada em: Espiritual
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Mudar: Caminho para a Reforma Íntima

  1. 1. Vivemos em um mundo de mudanças Vivemos em um mundo de mudanças
  2. 2. Vivemos em um mundo de mudanças Vivemos em um mundo de mudanças
  3. 3. Vivemos em um mundo de mudanças Vivemos em um mundo de mudanças
  4. 4. Vivemos em um mundo de mudanças
  5. 5. Não há nada permanente, exceto a mudança. Heraclito
  6. 6. Significado de Devir s.m. Filosofia. Processo de mudanças efetivas pelas quais todo ser passa; movimento permanente que atua como regra, sendo capaz de criar, transformar e modificar tudo o que existe; essa própria mudança. v.i. Passar a ser; fazer existir; tornar-se ou transformar-se. (Etm. do latim: devenire)
  7. 7. E o que significa essa mudança e como construí-la ?
  8. 8. O Livro dos Espíritos - q . 779 » Parte Terceira - Capítulo VIII » Marcha do progresso
  9. 9. Na Doutrina Espírita, a evolução espiritual é uma lei e isso implica que a evolução não acontece por si própria, mas deve ser promovida conscientemente. “Mudar é desadaptar-se, é atualizar- se, é evoluir”
  10. 10. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei... A vida é regida pela suprema Lei da Impermanência.Certo e errado são critérios sociais mutáveis sob a perspectiva sistêmica. Apesar disso, são referências úteis a todos nós.Funcionam como estacas disciplinadoras .
  11. 11. O ensino que a doutrina espírita nos oferece é exatamente para que, ao entendermos a impermanência, também atinjamos a compreensão de que a vida, os bens e os valores materiais são transitórios e nenhum apego merecem , são instrumentos de aprendizado e passam.
  12. 12. Quem é você? — perguntou a Lagarta. Eu... mal sei, Sir, neste exato momento... pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por tantas mudanças desde então. — respondeu Alice.
  13. 13. Formação dos valores do caráter humano • Estabelecimento das Memórias: Ativas e Consolidadas • Tudo que captamos pelos 5 sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) atinge nosso campo consciente gravando memórias daquilo que é percebido e sentido em cada instante.
  14. 14. Formação dos valores do caráter humano • 1ª FASE DA ESTRUTURAÇÃO DAS MEMÓRIAS – ESTABELECIMENTO DE UMA MEMÓRIA INICIAL ATIVA • Tudo que registramos fica gravado no seu campo consciente, uma memória, que inicialmente ficará ativa, ou seja, esta informação permanecerá durante algum tempo na sua consciência ficando a sua disposição. • Porque tudo na natureza busca equilíbrio (homeostase) e aquilo que não tem mais utilidade é naturalmente descartado.
  15. 15. Formação dos valores do caráter humano 2ª FASE DA ESTRUTURAÇÃO DAS MEMÓRIAS – TRANSFORMAÇÃO DE UMA MEMÓRIA ATIVA EM CONSOLIDADA Caso você use sistematicamente uma memória ativa pela sua importância, ou mesmo ao adquiri-la em uma vivência muito agradável, feliz ou mesmo desagradável (que lhe traga dor e sofrimento) poderá, este conteúdo psíquico (memória ativa), consolidar-se e transformar-se em algo eterno em sua mente, ficando para sempre à sua disposição, permanecendo guardada, numa região do campo consciente chamada pré-consciente, que é uma espécie de arquivo morto daquilo que não está sendo utilizado num determinado momento, mas que pode ser acessado a qualquer momento
  16. 16. Formação dos valores do caráter humano • 3ª FASE DA ESTRUTURAÇÃO DAS MEMÓRIAS – TRANSFORMAÇÃO DE UMA MEMÓRIA CONSOLIDADA EM VALOR PELA IDENTIFICAÇÃO E POSTERIORMENTE PELA INTROJEÇÃO DAS SUAS INFORMAÇÕES Quais as informações que consultamos preferencialmente ao agir: as ativas ou as consolidadas?
  17. 17. Formação dos valores do caráter humano • Resposta: Depende do nosso campo de interesse, necessidades e das nossas identificações com aquilo que é útil e agradável para nós em cada instante vivido.
  18. 18. Formação dos valores do caráter humano • No entanto, provavelmente antes de agirmos, buscaremos preferencialmente, em nossa consciência, a influência de um tipo de informação consolidada que seja adequada e importante para nós. Esta informação é o que chamamos de valor.
  19. 19. Formação dos valores do caráter humano Os valores morais são decorrentes de algo com que nos identificamos, sendo necessário e útil para nossa preservação e felicidade perante a vida de relação. São informações que regulam nossa conduta e que inicialmente ficaram ativas, mas que com as nossas vivências e repetições consolidaram , introjetaram-se e logo após foram promovidas a valor.
  20. 20. • Os valores morais não existem para nos impedir de agir, mas para nos impedir de fazer o mal, de fazer sofrer, de humilhar, de oprimir, de explorar, de subjugar. Eles não são contra o prazer, que é um bem, mas contra o egoísmo, que é um mal, e a base de todos os males.
  21. 21. Então não se engane! Estes conhecimentos inicialmente só ficarão ativos em sua mente.
  22. 22. Se você não se identificar, não pensar, não falar a respeito dos assuntos que são desenvolvidos nas suas leituras, na casa espírita, no seu dia a dia, provavelmente, sua mente deletará tudo que você aprendeu, ou seja, eles poderão ser esquecidos só ficando ativos por um curto período de tempo.
  23. 23. Entretanto, se você se identificar com o que irá aprender, pensar, falar com as outras pessoas sobre estes assuntos; observar o que acontece no seu cotidiano, realizar dinâmicas avaliando sua vida, buscando respostas dentro de você, muitas coisas poderão mudar, pois você encontrará informações que lhe trarão uma nova orientação perceptiva, podendo se consolidar e serem introjetadas, restaurando seus valores anteriores, transformando para melhor o seu caráter e consequentemente suas atitudes, ou seja você muda.
  24. 24. Jung definiu sincronicidade como coincidência significativa de um estado psíquico com um ou vários fatos externos correspondentes aparentemente inexplicáveis. -Encontros inesperados com pessoas que nos mostram caminhos que há anos procurávamos, -Sugestões, conselhos ou opiniões em conversas informais que contribuíram para nossa autoconhecimento; -Livros, artigos de revistas; -Palestras -Filmes
  25. 25. A psicologia junguiana chama essas coincidências de fenômenos sincronísticos, mas ajustando esses conceitos à Doutrina espírita, poderemos nomeá-las de intervenção divina ,desígnios de Deus, ajuda dos espíritos superiores. No entanto, seja qual for a denominação que utilizarmos, tenhamos a certeza de que tudo aquilo que nos acontece tem como objetivo profundo a renovação da alma e como propósito o bem comum.
  26. 26. - Essas supostas sucessão de acasos, revela a existência de leis espirituais desconhecidas que regem e guiam o progresso de todos os seres humanos e colaboram com a nossa renovação espiritual ou crescimento interior. É o poder onisciente de Deus em nós, e que seus domínios ainda nos permanecem insondáveis.
  27. 27. REVENDO NOSSOS PADRÕES MENTAIS Crenças,hábitos e valores acumulados ao longo de nossa vida funcionam como princípios organizadores que agem, muitas vezes sem percebermos, direcionando nossos comportamentos e decisões
  28. 28. REVENDO NOSSOS PADRÕES MENTAIS Para haver mudança e crescimento de um indivíduo é necessário romper as velhas concepções,hábitos, crenças e formas de pensar, pois estas funcionam na maioria das vezes como verdadeiras prisões.
  29. 29. -Falar sem raciocinar, ferindo e magoando, principalmente quem amamos; -Mentir constantemente para nós mesmos e para os outros, -Nos lamentarmos sistematicamente, colocando-nos como vítima em face da vida, para continuarmos a receber a atenção dos outros; -Nos acharmos sempre certos, para podermos suprir a enorme insegurança que existe em nós; -Gastar desnecessariamente, a fim de adiarmos decisões importantes em nossas vidas,
  30. 30. -Criticar e julgar as pessoas, para nos sentirmos melhores e maiores que elas; -baixa tolerância à frustração; -medos incontroláveis de situações irreais; -irritações sem motivos claros; -angústia perante o porvir com aflição e sofrimento por antecipação; -decisões infelizes no clima emotivo de confusão mental; -intenso desgaste energético decorrente de conflitos; -Desânimo... entre outros.
  31. 31. • O nosso livre arbítrio é que nos fará escolher qual tipo de informação será priorizada para o desenvolvimento dos nossos pensamentos e atitudes frente a vida de relação com os outros , na convivência cotidiana, e consequentemente nas nossas mudanças de pensamentos e atitudes
  32. 32. A mudança só se inicia quando tomamos consciência da necessidade de mudar; PREPARANDO-SE PARA MUDANÇA
  33. 33. PREPARANDO-SE PARA MUDANÇA Antes de mudar devemos nos conscientizar de que precisamos disso e para onde queremos ir.
  34. 34. • Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas. Joanna de Ângelis Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos de Felicidade.
  35. 35. - (...) o homem deve progredir sem cessar e não pode retornar ao estado de infância. Se ele progride é porque Deus quer assim... Questão 778- O Livro dos Espíritos
  36. 36. Ato de modificar-se interiormente, educando os sentimentos e aprimorando o conhecimento, utilizando-se da autocrítica saudável, visando a evolução moral e intelectual. O que é Reforma Íntima?
  37. 37. No nosso processo de mudanças a caminho de nossa reforma íntima, o critério certo/errado é substituído por algumas perguntas: Convém ou não? Quero ou não? Serve ou não? Necessito ou não? É a verdade? É justo para todos ? Criará boa vontade e melhores hábitos ? Será benéfico para todos ?
  38. 38. • A reforma íntima deve ser um processo profundo de transformação pessoal, o qual inclui: • - a integração dos aspectos quanto aos níveis de consciência ( empática/egocêntrica),
  39. 39. • a conscientização das nossas neuroses e sua consequente dissolução e a conexão com o divino que há em nós. • a administração das personas, ou seja nossas máscaras; • Percepção dos valores e hábitos que nos conduzem;
  40. 40. • Reforma íntima não é exterminar o mal em nós, e sim fortalecer o bem que está adormecido na consciência. • À luz dos princípios universais das Leis Naturais, que não existe morte ou extinção, e sim transformação. Jamais matamos o “homem velho”, podemos sim conquistá-lo, renová-lo, educá-lo. • Não eliminamos nada do que fomos um dia, transformamos para melhor. Ao invés de ser contra o que fomos, precisamos aprender uma relação pacífica de aceitação sem conformismo a fim de fazer do “homem velho” um grande aliado no aperfeiçoamento.
  41. 41. “Liberando-se das imagens errôneas a respeito da vida, o ser deve assumir a realidade do processo da evolução e vencer-se, superando os fatores da perturbação e da destruição.” Joanna de Ângelis Autodescobrimento
  42. 42. Síndrome de 31 de Dezembro Os tradicionais votos de Feliz Ano Novo nos levam a encarar o Ano Novo como algo que acontece fora de nós e que poderemos mudar nossas atitudes e hábitos com o ano que inicia. Queremos que o Ano Novo nos faça felizes. 47
  43. 43. Se a mudança não for agora, no final da nossa Jornada terrena teremos Algumas coisas que podemos nos arrepender
  44. 44. Eu não trabalhei com algo que realmente me deu prazer Eu gostaria de ter tido a coragem de VIVER UMA VIDA FIEL A MIM MESMO, e não a vida que os outros esperavam de mim
  45. 45. Eu não perdoeiEu não perdoei
  46. 46. Ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.
  47. 47. Não ter trabalhado tanto
  48. 48. Gostaria de ter me permitido ser mais feliz.
  49. 49. Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda. Freud
  50. 50. Mas é preciso ter DETERMINAÇÃO diante de nós mesmos e de ter COMPREENSÃO E RESPEITO para com o nosso próximo, refletindo suas ações cotidianamente.. O desenvolvimento de novos hábitos constitui a terapêutica para nossos impulsos egoístas.
  51. 51. com que intenção pratiquei tal ato? qual a intenção ao dizer algo a alguém? que sentimento estava por trás daquele acontecimento? por que senti isso em relação a determinada pessoa? qual a razão desse meu sentimento em circunstâncias como a que experimentei? qual sentimento me “impulsionou” nessa ou naquela situação? por que motivo aquela pessoa agiu assim comigo? que motivações levam alguém a fazer o que fez? Perdoei ? Pratiquei o auto perdão ? Fiz todo o bem que podia ?
  52. 52. o treino constante da empatia; o aprendizado de saber ouvir; o cultivo do respeito à vida alheia; a cautela no uso das boas palavras dirigidas ao próximo; a sensibilidade para com os dramas humanos; as atitudes de solidariedade efetiva e renovadora; Prática da caridade e do amor ao próximo
  53. 53. Não esperes chegar ao Além para cuidar das coisas do Espírito; não faças isso! Começa agora mesmo, onde estiveres. Toda hora é hora de começar. Examina o que és, examina o que pensas, examina o que fazes na vida e, se tiveres algo para modificar, modifica-o sempre comparando com os ensinamentos de Jesus, que nunca errarás o caminho, pois Ele é a estrada dos homens, é a vida e a verdade. Diante de todos os esforços do bem, Ele criará em teu coração uma luz que, brilhando, não te deixará perder os passos na direção Daquele que sempre nos guiou. Questão 159 de "O Livro Dos Espíritos“ -comentada pelo Espírito Miramez -Médium João Nunes Maia-"Filosofia Espírita"
  54. 54. ““O importante e bonito do mundo é isso: que asO importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas nãopessoas não estãoestão sempre iguais, aindasempre iguais, ainda não foramnão foram terminadasterminadas, mas que elas vão sempre mudando., mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinamAfinam e desafinam”” Guimarães Rosa – Grande Sertão VeredasGuimarães Rosa – Grande Sertão Veredas
  55. 55. ““O CAMINHANTEO CAMINHANTE FAZ O SEUFAZ O SEU CAMINHOCAMINHO CAMINHANDO...”CAMINHANDO...”

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