Nova gramática

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  • DT, PEB e CNEB: aspectos terminológicos comuns, novos domínios, zonas de inovação 19-03-12 Filomena Viegas
  • DT, PEB e CNEB: aspectos terminológicos comuns, novos domínios, zonas de inovação 19-03-12 Filomena Viegas
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    1. 1. Dicionário Terminológico 2008 (DT) O que mudou? Filomena Viegas Outubro 2010Documento adaptado das apresentações feitas em acções de formação de professores de português, no ano lectivo de 2009-2010.
    2. 2. Objectivos  Situar o Dicionário Terminológico – 2008 (DT) no quadro dos instrumentos de regulação linguística e de referência para o ensino e aprendizagem do português.  Observar e analisar o que muda com o DT, relativamente à tradição gramatical.  Exemplos de transposição didáctica do DT, no trabalho sobre a competência Conhecimento Explícito da Língua (PPEB)/Funcionamento da Língua (PPES).PPEB>Programas de Português do Ensino Básico 2PPES> Programa de Português do Ensino Secundário
    3. 3. O DT no quadro da linguística actual e da didácticado Português Enquadramento legal «A TLEBS destina-se a constituir referência para as práticas pedagógicas das disciplinas de Língua Portuguesa e de Português, bem como para a produção de documentos pelo Ministério da Educação em matéria de ensino e divulgação da língua portuguesa.» Portaria n.º 1488/2004 «A TLEBS constitui uma ferramenta de auxílio ao ensino da gramática e ao estudo dos textos, sendo um documento normativo, que pretende fixar os termos a utilizar na descrição e análise de diferentes aspectos do funcionamento da língua. Enquanto documento normativo, não se confunde com um programa, com uma gramática escolar ou com uma lista de conteúdos, devendo ser entendida como dicionário terminológico que é. » Relatório da revisão da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, 28 Setembro 2007 (no cumprimento da Portaria n.º 476/2007). 3
    4. 4. O DT no quadro da linguística actual e da didáctica doPortuguês Fundamentação linguística e didáctica A adopção do DT é uma medida de política da língua que pretende uniformizar os termos utilizados por docentes de português em todo o percurso escolar, do 1.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário, para designar os mesmos conceitos e problemas relacionados com o funcionamento da língua. O DT vem dar resposta a uma necessidade sentida no terreno, diagnosticada pelos professores de Língua Portuguesa e de Português, resultante da deriva terminológica instalada no sistema e nas práticas de ensino. 4
    5. 5. O DT no quadro da linguística actual e da didáctica do Português Fundamentação linguística e didáctica A adopção de uma terminologia linguística pode permitir, por um lado, ultrapassar uma grande desactualização científica que a NGP, de 1967, já evidenciava e, por outro, introduzir conceitos essenciais para o estudo da língua, que ainda não tinham sido considerados e que podem contribuir para uma melhor compreensão de alguns aspectos linguísticos, com que os docentes se debatem e para os quais têm alguma dificuldade em encontrar maneiras adequadas de descrição. Estão nessa situação conceitos em subdomínios como Fonética – Fonologia e Semântica e no domínio Análise do Discurso, Retórica, Pragmática e Linguística textual. (vd anexo) 5
    6. 6. O que muda com o DT ? Termos do DT (2008) «» Conteúdos dos Programas (1991) e do CNEB (2001): tipologia das alterações As diferenças fundamentais entre os termos e conceitos utilizados no DT, no CNEB e nos Programas podem ser organizadas,  de forma simplificada, em quatro tipos: • mantêm-se os mesmos termos, nos programas em vigor, no CNEB e no DT, mas muda o conceito que está na origem da actual definição no DT (vd anexo); • surgem termos novos no DT, pertencentes a domínios e subdomínios que antes não faziam parte do trabalho sobre o funcionamento da língua (vd anexo); 6
    7. 7. O que muda com o DT ? Termos do DT(2008) «» Conteúdos dos Programas (1991) e do CNEB (2001): tipologia das alterações (iii) mudam os termos no DT, que se apresentam como descritores mais rigorosos dos fenómenos linguísticos a identificar, mas mantêm-se os mesmos conceitos no CNEB, nos Programas e no DT (vd anexo); (iv) mudam os termos e os conceitos no DT (vd anexo). 7
    8. 8. O que muda com o DT ? A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico  B.2. Morfologia - morfologia flexional - processos morfológicos de formação de palavras  B.3. Classes de palavras  B.4. Sintaxe - funções sintácticas - articulação entre constituintes e entre frases 8
    9. 9.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Subdomínios Tradição gramatical DT Morfologia: Flexão: palavras variáveis e invariáveis Flexão: palavras variáveis e invariáveis - Morfologia flexional - Palavras variáveis - Palavras variáveis: - podem flexionar em: - podem flexionar em: - número, género, grau, - número, género, caso, grau, pessoa, tempo e modo pessoa, tempo e modo Flexão em caso: pronomes pessoais - forma nominativa: eu, ele - forma acusativa: -me, -o - forma dativa: -me, -lhe - forma oblíqua: mim ________________________ ______________________________ _____________________________ - Constituinte temático - Vogal temática - Índice temático (nomes e adjectivos) - Vogal temática (verbos) ________________________ ______________________________ _____________________________ - Tempos e modos verbais - Tempos: presente, pretérito - Tempos: presente, pretérito (perfeito, (perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito), imperfeito e mais-que-perfeito) e futuro futuro (e condicional) - Modos: indicativo, conjuntivo, - Modos: (condicional), imperativo e infinitivo - formas verbais finitas: indicativo, conjuntivo, condicional e imperativo - formas verbais não finitas: infinitivo (pessoal e impessoal), gerúndio e particípio Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 9
    10. 10.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Subdomínios Tradição gramatical DT Morfologia: - Derivação (radical + um ou mais afixos): - Derivação - Processos morfológicos de - prefixação Afixação: formação de palavras - sufixação - prefixação - parassíntese - sufixação - derivação imprópria - parassíntese - derivação regressiva (ex.: engordar) Sem afixos: - conversão (ex.: olhar –V olhar - N) - derivação não-afixal (ex.:troc- > troca > troco) - Composição (mais de um radical ou - Composição: palavra): - morfológica - justaposição (ex.: agricultura) - aglutinação - morfossintáctica (ex.: surdo-mudo, homem-rã, porta-voz, fim-de-semana) Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 10
    11. 11.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Parassíntese vs. Prefixação e sufixação Adormecer vs. Infelizmente • Palavras como “adormecer” são formadas por parassíntese cf. *dormecer, *adormir • Palavras como “infelizmente” são formadas por prefixação (a partir de “felizmente”) ou sufixação (a partir de “infeliz”) 11
    12. 12.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Composição A composição envolve muitos subprocessos. Optou-se por fazer a distinção entre processos que envolvem junção de palavras autónomas (composição morfossintáctica) e junção de radicais (composição morfológica). ≠ composição por aglutinação, que incluía palavras que não são compostos, palavras que envolvem junção de palavras, etc. (9) Exemplos de compostos morfossintácticos: abre-latas; surdo-mudo. (10)Exemplos de compostos morfológicos: agricultura; psicólogo. Anexo 12
    13. 13. Problema/desafio para os alunosProblema/desafio para os professores 13
    14. 14.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoSubdomínios Tradição gramatical DTClasses e subclasses 1. Substantivo ou Nome 1. Nomede palavras - próprio e comum - próprio - concreto e abstracto - comum: - colectivo - contável/não contável - colectivo 2. Adjectivo 2. Adjectivo - qualificativo (ex.: jovem muito gentil ) - numeral (ex.: terceiro) - relacional (ex.: amor maternal ) 3. Verbo 3. Verbos - principal - principal - transitivo (directo e indirecto) - transitivo directo - intransitivo - transitivo indirecto - copulativo - transitivo directo e indirecto - auxiliar - transitivo-predicativo - defectivo (pessoais, - intransitivo unipessoais e impessoais) - copulativo - auxiliar (dos tempos compostos, da passiva, temporal, aspectual, modal) Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 14
    15. 15.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Activar níveis de informação conforme necessário, em função da actividade que se desenvolve. Nome Cão Reino = animal Nome Classe = mamífero Comum Ordem = carnívora Contável Família = canídeo Não - colectivo Género = canis masc., sing., etc. Espécie = canis lupus familiaris João Costa, Formação de formadores – Aveiro, 2008 15
    16. 16.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoSubdomínios Tradição gramatical DTClasses e subclasses 4. Advérbio 4. Advérbiode palavras - tempo - advérbio de predicado - lugar - advérbio de frase - modo - conectivo - intensidade ou quantidade - negação - afirmação - afirmação - negação - quantidade e grau - dúvida - inclusão - exclusão - exclusão - inclusão - interrogativo - designação - relativo - interrogativos 5. Interjeição 5. Interjeição 6. Pronome (pessoal, possessivo, 6. Pronome (pessoal, possessivo, demonstrativo, indefinido, relativo, demonstrativo, indefinido, relativo, interrogativo) interrogativo) (Cujo é um determinante relativo; Quanto é um quantificador relativo) 7. Determinante 7. Determinante - artigo (definido e indefinido) - artigo (definido e indefinido) - possessivo - possessivo - demonstrativo - demonstrativo - indefinido - indefinido - interrogativo - interrogativo - relativo Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 16
    17. 17.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoSubdomínios Tradição gramatical DTClasses e subclasses 8. Numeral 8. Quantificadorde palavras - cardinal - numeral - existencial - multiplicativo - universal - fraccionário - relativo - ordinal - interrogativo 9. Conjunção 9. Conjunção - coordenativa - coordenativa - copulativa - copulativa - adversativa - adversativa - disjuntiva - disjuntiva - conclusiva - conclusiva - explicativa - explicativa - subordinativa - subordinativa - integrante - completiva - causal - causal - final - final - temporal - temporal - concessiva - concessiva - condicional - condicional - comparativa - comparativa - consecutiva - consecutiva 10. Preposição 10. Preposição Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 17
    18. 18.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Subdomínios Tradição gramatical DT Sintaxe: Funções sintácticas ao nível da frase: Funções sintácticas ao nível da frase: - Funções sintácticas - Sujeito (simples, compostos, - Sujeito subentendido, indeterminado, - simples inexistente) - composto - Predicado - nulo: - Complemento circunstancial subentendido (ex.: Vamos! ); - Vocativo indeterminado (ex.: Dizem que vai chover); expletivo (ex.: Chove muito.) - Predicado (inclui verbo, complementos e modificadores de predicado) - Modificador (de frase) - Vocativo Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 18
    19. 19.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Funções sintácticas Sujeito [Os meus primos] vivem em Santarém . [Esse rapaz alto que tu conheces] estudou no Porto . Chegaram [os soldados do exército do rei]. É verdade [que ele me mentiu]. É certo [que ele foi despedido]. Função sintáctica desempenhada pelo constituinte da frase que controla a concordância verbal. Grupos nominais e orações subordinadas substantivas podem desempenhar a função sintáctica de sujeito. 19
    20. 20.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoFunção sintáctica desempenhada pelo grupo verbal. PredicadoGrupo verbalGrupo de palavras cujo constituinte principal é um verbo e que funciona como umaunidade sintáctica. Pode ser constituído: • Por um verbo (1) [Chove]. (2) A Teresa [caiu] • Por um complexo verbal (3) A Teresa [tinha espirrado]. • Por um verbo e predicativo do sujeito O João [está doente]. • Por um verbo e seus complementos e/ou modificadores A Eva [encontrou o João na praia]. O João [pôs os livros na estante]. O Rui [telefonou ao Miguel ontem]. A Teresa [está no Porto amanhã]. 20
    21. 21.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Subdomínios Tradição gramatical DT Sintaxe: - Funções sintácticas Funções sintácticas internas ao grupo Funções sintácticas internas ao grupo verbal: verbal: - Complemento directo - Complemento directo - Complemento indirecto - Complemento indirecto - (Complemento circunstancial) - Complemento oblíquo - Complemento agente da passiva - Complemento agente da passiva - Predicativo do sujeito - Predicativo do sujeito - Predicativo do complemento directo - Predicativo do complemento directo - (Complemento circunstancial) - Modificador (de predicado) Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 21
    22. 22. FUNÇÕES SINTÁCTICAS INTERNAS AO GRUPO VERBAL Directo função Complemento IndirectoPredicado Oblíquo Agente da GV passiva forma do Predicativo sujeito do complemento directo Modificador 22
    23. 23.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Complemento seleccionado pelo verbo, que pode ter uma das seguintes formas: - grupo nominal substituível por um pronome pessoal acusativo ("o", "a", "os" ou "as"); - oração subordinada substantiva substituível pelo pronome demonstrativo átono "o". Complementos directos nominais: COMPLEMENTO (i) O João comeu [o bolo]. O João comeu-[o]. directo (ii) A Margarida perdeu [a mala que a mãe lhe deu]. A Margarida perdeu-[a]. Complementos directos oracionais: (iii) A Margarida disse [que o João comeu o bolo]. A Margarida disse-[o]. (iv) A Margarida também perguntou [se a tua mãe está melhor]. A Margarida também [o] perguntou. 23
    24. 24.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Complemento seleccionado pelo verbo, que tem a forma de grupo preposicional e pode ser substituído pelo pronome pessoal na sua forma dativa ("lhe" / "lhes") (i-iii). (i) O Pedro deu uma prenda [aos pais]. O Pedro deu-[lhes] uma prenda. (ii) O Pedro telefonou [ao médico de que lhe falei]. O Pedro telefonou-[lhe]. (iii) O Pedro telefonou [ao médico amigo da minha mãe]. O Pedro telefonou-[lhe]. COMPLEMENTO indirecto 24
    25. 25.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoComplemento seleccionado pelo verbo que pode ter uma das seguintesformas: grupo preposicional não substituível por pronome pessoal na forma dativa(lhe /lhes), grupo adverbial , a coordenação de qualquer uma destas formas.(1) O João foi [a Lisboa]. / * O João foi-lhe.(2) A Francisca gosta [de bolos]. / * A Francisca gosta-lhe.(3) O Pedro mora [aqui]. COMPLEMENTO oblíquo 25
    26. 26.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico  O Rui continua [no hospital].  O Raul permanece [no quarto].  A prova final é [amanhã].  O João está [com o pai] em Lisboa]. PREDICATIVO  O João ficou [ em Lisboa] com o pai]. Sujeito Função sintáctica desempenhada pelo constituinte que ocorre em frases com verbos copulativos, que predica algo acerca do sujeito. 26
    27. 27.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Verbos transitivos predicativos: achar, chamar, considerar, julgar, tratar, eleger, nomear... (ii) (a) O João considera a Maria [uma óptima professora]. (b) João considera que a Maria é uma óptima professora. (iii) O João acha a Maria [bonita]. (iv) O João acha esse filme [sem interesse nenhum]. PREDICATIVO Complemento directo Função sintáctica desempenhada pelo constituinte seleccionado por um verbo transitivo predicativo 27
    28. 28.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Funções sintácticas Qual o “problema” dos complementos circunstanciais? - Mau termo, porque trata da mesma forma funções diferentes: (1) O João trabalha em Lisboa. / O João trabalha. (2) O João mora em Lisboa. / *O João mora. - Mau termo, porque não se rege por critérios estáveis: (3) Cheguei de Santiago. (4) O caminho de Santiago é comprido. - Mau termo, porque gera problemas de análise para muitos casos: (5) Gosto de bolos. João Costa, Formação de formadores DGIDC – Aveiro, 2008 28
    29. 29.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Funções sintácticas • Distinção entre complemento e modificador permite distinguir os constituintes seleccionados por uma palavra dos que são acessórios. • Pode, assim, ensinar-se diferenças mínimas com repercussão, por exemplo, na pontuação: (1) O Pedro falou de uma forma geométrica aos alunos. (2) O Pedro falou, de uma forma agradável, aos alunos. • Pode ainda verificar-se que um mesmo valor semântico pode ser veiculado por diferentes funções sintácticas: (3) Fico em Lisboa. (4) Moro em Lisboa. (5) Comprei um livro em Lisboa. (6) Lisboa é onde eu moro. João Costa, Formação de formadores DGIDC – Aveiro, 2008 29
    30. 30.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Funções sintácticas: qual a diferença? • Complemento oblíquo vs. modificador (1) O João partiu de Nova Iorque. / *O João partiu. (2) O João chegou de Nova Iorque. / O João chegou. João Costa, Formação de formadores DGIDC – Aveiro, 2008 30
    31. 31.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Subdomínios Tradição gramatical DT Sintaxe: Funções internas ao grupo nominal: Funções internas ao grupo nominal: - Funções sintácticas - Complemento determinativo - Complemento do nome (ex.: A construção do edifício parece difícil.) - Atributo - Modificador do nome restritivo (ex.: Adoro flores frescas e coloridas.) - Aposto - Modificador do nome apositivo (ex.: D. Afonso II, o gordo, tem um novo monumento.) Funções internas ao grupo adjectival: - Complemento do adjectivo (ex.: O João está contente com a situação.) Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 31
    32. 32.  A tradição gramatical e o Dicionário Terminológico Funções sintácticas • Complementos vs. modificadores do nome (1) A construção da casa foi rápida. (2) Comprei um livro com ilustrações. • Modificador do nome apositivo vs. modificador do nome restritivo (3) D. Dinis, o lavrador, foi um poeta. (4) Os golfinhos, que são animais muito inteligentes, são mamíferos. (5) A rapariga loura entrou na sala. (6) Os golfinhos que habitam no Sado têm de ser protegidos. João Costa, Formação de formadores DGIDC – Aveiro, 2008 32
    33. 33.  A tradição gramatical e o Dicionário TerminológicoSubdomínios Tradição gramatical DTSintaxe: Coordenação entre frases: Coordenação entre frases: - Articulação entre - Oração coordenada - Oração coordenadaconstituintes e entre frases - copulativa - copulativa - disjuntiva - disjuntiva - adversativa - adversativa - conclusiva - conclusiva - explicativa - explicativa Subordinação: Subordinação: - Subordinante - Subordinante - Oração subordinada - Oração subordinada - substantiva - substantiva - completiva ou integrante - completiva - completiva int. indirecta - relativa - relativa - adjectiva relativa - adjectiva relativa - restritiva - restritiva - explicativa - explicativa - adverbial - adverbial - causal - causal - final - final - temporal - temporal - concessiva - concessiva - comparativa - comparativa - consecutiva - consecutiva - condicional - condicional Adaptado do trabalho de Joaquim Cracel e João José Silva, EB 2,3 de Lamaçães -Braga 33
    34. 34. O que muda com o DT ? Alguns domínios e subdomínios de aspectos inovadores comimplicações didácticas produtivas B.1. Fonética e Fonologia B.6. Semântica C. Análise do discurso, Retórica, Pragmática e Linguística textual 34
    35. 35.  Alguns domínios e subdomínios de aspectos inovadores comimplicações didácticas produtivasB.1. Fonética e Fonologia B.1.1. Sons e fonemas Vogal Semivogal Consoante B.1.1.2. Sequências de sons Ditongo Grupo consonântico Hiato B.1.2. Prosódia/Nível prosódico B.1.2.2. Sílaba (vd anexo) 35
    36. 36.  Alguns domínios e subdomínios de aspectos inovadores comimplicações didácticas produtivas B.6. Semântica B.6.2. Valor temporal Tempo B.6.3. Valor aspectual Aspecto B.6.4. Valor modal Modalidade 36
    37. 37. Alguns domínios e subdomínios de aspectos inovadorescom implicações didácticas produtivasC. Análise do discurso, Retórica, Pragmática e Linguística textual C.1.1. Comunicação e interacção discursivas (…) Enunciação. Enunciado. Enunciador. Deixis. Universo de discurso (…) C.1.1.1. Princípios reguladores da interacção discursiva Cooperação (princípio de) Cortesia (princípio de) Pertinência (princípio de) Máximas conversacionais Formas de tratamento C.1.2. Texto (…) Coesão textual. Coerência textual. Anáfora. (…) 37
    38. 38. Transposição didáctica de termos econceitos Categoria gramatical Tempo  Flexão verbal  Verbos auxiliares  Grupos adverbiais ou preposicionais  Orações temporais  Ordem relativa entre orações coordenadas copulativas  … 38
    39. 39. Transposição didáctica de termos econceitos Valor temporal  A questão dos tempos verbais No ensino tradicional, presente é tempo do agora, pretérito é tempo dopassado, futuro é tempo do futuro. (1) Em 1974, dá-se o “25 de Abril”. (2) No sábado, visito toda a cidade. (3) Eu tenho dormido pouco. (4) O João será idiota?• Os tempos verbais são paradigmas de flexão que podem assumirdiferentes valores temporais, aspectuais e modais, em função do contexto emque ocorrem.• Há, portanto, alguma autonomia entre as formas e o valor que estaspodem veicular. 39
    40. 40. Transposição didáctica de termos econceitos Aspecto Categoria gramatical que exprime a estrutura temporal interna de uma situação. O valor aspectual de um enunciado é construído a partir de informação lexical e gramatical. A categoria aspecto, apesar de se relacionar com a categoria tempo, é independente desta. Todas as situações expressas nas frases seguintes podem ser localizadas temporalmente como anteriores ao momento em que as frases são produzidas. No entanto, o seu valor aspectual é distinto: em (i), sabe-se que a leitura do livro está acabada (aspecto perfectivo); em (ii), não é dada informação sobre a culminação da leitura do livro (aspecto imperfectivo); a situação descrita em (iii) corresponde a um hábito (aspecto habitual): (i) A Maria já leu o livro. (ii) A Maria estava a ler o livro, quando a vi. (iii) Quando era nova, a Maria lia muitos livros. (vd anexo) 40
    41. 41. Transposição didáctica de termos econceitos C.1.1. Comunicação e interacção discursivas Deixis Fenómeno de referenciação dependente e constitutiva de enunciação. Os deícticos remetem verbalmente para referentes específicos do acto enunciativo. Ao contrário dos signos com um conteúdo semântico-referencial estável e permanente, os deícticos, de cada vez que são actualizados no discurso, referenciam de novo e variavelmente, em função da situação de enunciação, única e irrepetível. (…) A rede de referenciação instituída pelos deícticos tem como ponto primordial de cálculo o sujeito que fala, no momento em que fala. “Eu” é aquele que diz “eu” no momento em que o diz. É esta a coordenada enunciativa que gera todas as outras. “Tu” é aquele a quem o “eu” se dirige; “agora” é o momento em que o “eu” fala; “aqui” é o espaço em que o “eu” fala; “ontem”, “hoje”, “amanhã” são formas adverbiais que remetem para um tempo anterior, simultâneo ou posterior ao tempo em que o “eu” fala. (…) (cf. DT) 41
    42. 42. Endereços de trabalho:http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/default.aspx http://dt.dgidc.min-edu.pt/http://area.dgidc.min-edu.pt/GramaTICa/http://moodle.dgidc.min-edu.pt/: GramáTICa.pt
    43. 43. Fim da apresentação 43

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