Tudo sobre yoga

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  • Interesante presentacion sobre odontologia costa rica, me fue de mucha utilidad ya que estoy iniciando mis estudios en esta area, si están interesados comparto con ustedes el sitio http://medicoscr.net/26-odontologia.html donde encontrarán un directorio de especialistas en odontologia, saludos y espero ver más aportes.
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Tudo sobre yoga

  1. 1. DeROSE TUDO O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE YÔGA( E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO DE PERGUNTAR ) SOB A CHANCELA DA UNIVERSIDADE DE Y ÔGA registrada nos termos dos artigos 45 e 46 do Código Civil Brasileiro Al. Jaú, 2000 − Tel.(00 55 11) 3081-9821 − São Paulo Endereços nas demais cidades encontram-se no website: www.uni-yoga.org
  2. 2. Copyright 1994 - Mestre De Rose, L.S.A.48ª ediçãoCapa: Miguel de CastroProdução Gráfica: DeRose EditoraA Editora não responde pelos conceitos emitidos pelo autor.Impressão: Cromosete Gráfica e Editora Ltda.,diretamente de arquivo em Word DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) De Rose, L.S.A., 1944 - Tudo o que você nunca quis saber sobre Yôga / DeRose. - São Paulo : DeRose Editora, 2009. Inclui bibliografia. 1. Yôga 2. DeRose 3. Corpo e mente 4. Yôga na literatura 5. Mestres de Yôga. I. Título CDD- 181.45 PERMISSÃO DO AUTOR PARA A TRANSCRIÇÃO E CITAÇÃOResguardados os direitos da Editora, o autor concede permissão de uso e transcrição de trechos destaobra, desde que seja obtida autorização por escrito e a fonte seja citada. A DeRose Editora se reservao direito de não permitir que nenhuma parte desta obra seja reproduzida, copiada, transcrita ou mesmotransmitida por meios eletrônicos ou gravações, sem a devida permissão, por escrito, da referidaeditora. Os infratores serão punidos de acordo com a Lei nº 9.610/98. Impresso no Brasil/Printed in Brazil
  3. 3. SUMÁRIO Para localizar um tema específico, consulte o índice das questões, a seguir.• Prefácio• Demonstração de que a palavra Yôga tem acento• Índice das questões• “Posso lhe fazer uma pergunta?”• O que me levou a adotar o SwáSthya Yôga• Perguntas e respostas sobre Yôga O QUE É ? P ARA QUE SERVE ? Estas perguntas geralmente são feitas pelo público leigo e costumam ser as preferidas pela imprensa para o esclarecimento da população. C OMO COMEÇAR ? É PARA QUALQUER UM ? Q UAIS SÃO OS CUIDADOS ? Estas perguntas geralmente são feitas pelos que têm sincero inte- resse em iniciar um programa de melhoria da qualidade de vida. O RIENTAÇÃO SOBRE LIVROS , ESCOLAS E INSTRUTORES . Estas perguntas costumam ser feitas pelas pessoas interessadas em estudar e praticar Yôga com seriedade. S OBRE O FUNCIONAMENTO DE UM ESTABELECIMENTO DE Y ÔGA . Estas perguntas geralmente são feitas pelas pessoas que visitam uma escola de Yôga. F ORMAÇÃO P ROFISSIONAL . Estas perguntas geralmente são feitas pelos interessados em tornar-se instrutores de Yôga.• Uma conversa franca com os pais• Perguntas sugeridas e respondidas pelos alunos• O que é a Universidade de Yôga
  4. 4. a TUDO O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE YÔGA E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO DE PERGUNTARBem, o título deste livro já informa que ele é uma obra deesclarecimento e não de prática. Ele disserta sobre a filoso-fia, a ética, a história, a profissão, a alimentação e umaporção de outros temas. Se o leitor desejar um livro sobreprática, recomendo que leia, depois deste, o Prática Básicade Yôga, deste mesmo autor. Nele encontrará vários respi-ratórios, técnicas corporais, relaxamento, meditação, mudrá,pújá e mantra. Tudo estritamente prático.No entanto, antes de praticar, é fundamental conhecer bem,inclusive aquilo que nunca nem lhe passou pela cabeçaquestionar.Yôga é muito diferente da imagem ingênua que a opiniãopública gerou para ele. Este livro vai procurar esclarecer einformar tudo nos seus mínimos detalhes.
  5. 5. “POSSO LHE FAZER UMA PERGUNTA?”As perguntas que você vai encontrar na primeira parte destelivro não foram criadas por este autor ao escrevê-lo. Sãoperguntas que foram feitas inúmeras vezes por alunos,curiosos, amigos, desamigos, jornalistas e até por instrutoresde outros tipos de Yôga.Nestes quase 50 anos ensinando SwáSthya sempre mequestionaram mais sobre alguns assuntos do que sobreoutros. Então, reuni as questões mais freqüentes e maisimportantes, e decidi respondê-las todas juntas, de umaforma definitiva. UM TEMPO PRECIOSO...Se fôssemos somar todo o tempo despendido em respon-der cada uma dessas perguntas 200, 800, 10.000 vezes emtodos esses anos eu teria tido condições de escrever maise melhores livros, bem como disponibilidade para estudarmais, praticar melhor e aprimorar-me mais profunda-mente no Yôga. Sinto que a mesma coisa ocorre comoutros instrutores.Assim, para ajudar a mim próprio, auxiliar meus colegase, acima de tudo, dar uma boa mão ao aluno, fiz publicareste trabalho com a intenção de que venha a ser um livropequeno e de fácil leitura.Algumas questões aproveitaram trechos de respostas exce-lentes dadas por alunos em exames do Curso de Formação
  6. 6. 6 TUDO SOBRE YÔGAde Instrutores de Yôga, como é o caso da pergunta: o que éo SwáSthya Yôga?, em que os estudantes conseguiramexplanações muito claras a partir da sua própria ótica e desuas próprias expectativas.O objetivo é que este opúsculo seja fornecido a todos osalunos de cada instrutor, a todos os interessados que peçaminformações em cada estabelecimento de Yôga, a cadajornalista de todos os órgãos de imprensa da sua cidade e acada pessoa que mostre interesse ou que pareça malinformada sobre Yôga. AOS INSTRUTORES DE YÔGAFaço especial apelo aos instrutores para que divulguem erecomendem a leitura deste livro, pois isso é do seu interesseimediato já que, esclarecendo a população e eliminando ospreconceitos decorrentes da desinformação, muito maisgente passará a praticar esta Cultura. AOS JORNALISTASÀqueles que têm o poder de influenciar tendências e costumes,apelo para que colaborem no resgate da imagem verdadeiradesta arte milenar. Consumismo, desonestidade, interessespecuniários, falta de cultura e irresponsabilidade, levaram muitagente leiga a emitir opiniões desautorizadas. Estas, lamentavel-mente, foram amplamente divulgadas, pois adequavam-se àsconveniências de alguns programas de televisão sensacionalistas,bem como de algumas editoras interessadas apenas em ganhardinheiro, mas sem preocupações éticas.Paradoxalmente, é muito mais fácil conseguir o apoio daopinião pública se prometermos sonhos e ilusões do que se
  7. 7. DeROSE 7oferecermos a versão justa e verdadeira, embora esta últimaseja muito mais interessante. Se o leitor visitasse a redaçãode um órgão de imprensa vestindo trajes exóticos e umturbante, falando sobre coisas místicas e curas miraculosas,mais facilmente conseguiria quem lhe desse atenção do quechegando lá de forma simples e honesta com a intenção denão enganar ninguém.Mas tenho fé no ser humano. Acredito que estas palavrasserão lidas por um jornalista que, como eu, considere maisdignificante corrigir distorções e proporcionar informaçãodocumentada, alicerçada na verdade histórica, e nãocontinuar alimentando falsas imagens que comprometem osesforços de tanta gente sincera. Nossa profissão é como a sua,nem melhor nem pior: tem gente boa e também tem os outros. AO LEITORE a você, amigo leitor, se gostar da forma como abordo estestemas, se achar válido meu esforço, divulgue, recomende edê este livrinho de presente a muitos amigos seus.Graças a você vamos criar uma campanha de esclarecimentosem precedentes!Sempre que um familiar, um conhecido, um colega detrabalho, de esporte ou de faculdade mostrar curiosidade oudisser algum disparate com relação à nossa metodologia, tiredo bolso um exemplar de reserva deste livro e dê-lhe depresente. Não se preocupe, ele vai ler. Portanto, ande sempremuniciado com alguns exemplares para esse fim.Conto com você para desencadear essa reação em cadeia,tão importante para esta filosofia quanto para a cultura geraldos seus amigos.
  8. 8. 8 TUDO SOBRE YÔGA VISITE O NOSSO SITEEntre no nosso site e assista gratuitamente mais de 40 aulasdeste autor sobre: origens do Yôga, meditação, mantra,Tantra, sânscrito, alimentação biológica, karma e dharma,chakras, kundaliní, corpos do homem e planos do universo,o tronco do Yôga Pré-Clássico, as 4 grandes linhas do Yôga,os 108 ramos do Yôga, a relação Mestre/discípulo na tradi-ção oriental, hinduismo e escrituras hindus, e outras dezenasde assuntos interessantes.Faça download gratuito de vários livros deste autor, bemcomo CDs com aulas práticas de SwáSthya Yôga,relaxamento, meditação, mantras, mensagens etc., além deacessar os endereços de mais de mil instrutores de diversaslinhas de Yôga. Podemos nos dar ao luxo de oferecer tudoisso sem custo algum. Trabalhamos por ideal, porqueacreditamos no ser humano e temos a esperança de melhoraro mundo. Se gostar, recomende nosso site aos seus amigos! www.uni-yoga.org não vende nada!
  9. 9. a O QUE ME LEVOU A ADOTAR O SWÁSTHYA YÔGA?Ao longo de quase meio século estudei, pratiquei e fre-qüentei o ambiente de praticamente todos os tipos de Yôga.Viajei para a Índia durante mais de 20 anos. Contudo, eraainda bem jovem quando cheguei à conclusão de que o meutemperamento cético e exigente não se satisfaria com umamodalidade mais simplista, inautêntica ou mesmo incom-pleta. Eu buscava uma modalidade definitiva, global,completa, abarcante. Um método que me proporcionasseresultados fortes, rápidos e duradouros desde a área corporalaté as mais profundas.Conheci vertentes com nomes chamativos e pretensiosos,mas descobri em tempo que não faziam jus nem um poucoaos títulos pomposos que exibiam, dada a pobreza dosrecursos técnicos e mesmo à tendenciosa mania demanipular a mente dos seus seguidores aqui no Ocidente. NaÍndia, em geral, ainda encontra-se um bom ensinamento.Mas, curiosamente, quando um ocidental traz seusfragmentos para cá, monta-os de tal forma equivocado que oresultado torna-se irreconhecível e expressa um falso Yôga,aliás, "yóga".
  10. 10. 10 TUDO SOBRE YÔGAConheci ocidentais no século XX que dedicaram anos aoYôga Integral, ao Rája Yôga, ao Mahá Yôga, ao Hatha Yôgae outros. Quando foram à Índia ficaram revoltados ao perce-ber que haviam sido logrados e depenados durante tantotempo pelos seus supostos "professores", que lhes empurra-vam gato por lebre.Eu não poderia adotar para mim, nem ensinar a terceiros, umYôga incompleto, certamente falsificado ou adaptado, quemais tarde me colocasse na mesma situação desabonadora.Portanto, fiz opção por um tronco que fosse absoluto,completo, antigo, autêntico, forte, que produzisse resultadosrapidamente e com segurança. Numa palavra, que fosse paramim a melhor modalidade – e essa foi o Swásthya.Jamais quis declarar publicamente que a opção adotada pormim era a melhor, a fim de não ser deselegante para com osque se dedicassem a outras modalidades. Procuravaconvencer-me de que nenhum Yôga é melhor do que osdemais; de que todos os ramos são bons. Finalmente, apóstantos anos lecionando e em contacto permanente com aÍndia, cheguei à conclusão de que não estarei sendo honestose persistir repetindo aquela fórmula meramente gentil, masque não é verdadeira.Infelizmente, devido ao despreparo ou desonestidade dosque os ensinam, a maior parte das modalidades hojeexistentes no Ocidente não é autêntica, não é boa e chega aser mesmo francamente nociva.Mas ainda não bastava que o escolhido por mim fosse umsistema autêntico. Para cativar-me por tanto tempo, erapreciso que me oferecesse liberdade. Caso contrário, eu merebelaria saturado contra uma monótona rotina imposta, àrevelia ou em detrimento das minhas aspirações e criativi-
  11. 11. DeROSE 11dade. Não aceitaria nenhum tipo de doutrinação nem demanipulação.Acontece que esta modalidade excepcional que me cativoutambém acenava com uma proposta de liberdade como nenhumoutro. Nenhuma outra forma de Yôga me proporcionou tantaflexibilidade nos conceitos, nem tanta elasticidade na estruturatécnica, nem tanta criatividade na maneira de trabalhar com oaluno. Isso tudo me convenceu, e não só a mim como a dezenasde milhares de pessoas exigentes que elegeram o tronco Pré-Clássico como o melhor, o mais completo, o que proporcionaefeitos mais rápidos e permanentes.Para conseguir os progressos proporcionados por uma horade SwáSthya Yôga, seria preciso praticar muitas horas devários ramos (por exemplo: Ásana Yôga, Rája Yôga, BhaktiYôga, Karma Yôga, Jñana Yôga, Laya Yôga, Mantra Yôga,Tantra Yôga e algumas subdivisões suas tais como HathaYôga, Kriyá Yôga, Kundaliní Yôga, Yôga Integral, etc.). Instrutora Naiana Alberti, Diretora da Unidade Rio Branco, Porto Alegre, RS, Brasil
  12. 12. O QUE É? PARA QUE SERVE?1. O que é o Yôga?Yôga é qualquer metodologia estritamente prática queconduza ao samádhi.Esta é a definição que propus em vários congressos interna-cionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das maisaceitas por todos os tipos de Yôga, os quais consideraram-naa única que abarca as propostas de todos.Samádhi é o estado de hiperconsciência que só pode serdesenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da me-ditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessáriooperar uma série de metamorfoses na estrutura biológica dopraticante. Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga,em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo desaúde para que o indivíduo suporte o empuxo evolutivo queocorrerá durante a jornada; e provê também o temponecessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que oyôgin consiga, em vida, atingir sua meta.Os efeitos sobre os órgãos internos, sistema nervoso eendócrino, flexibilidade, fortalecimento, aumento de vitalidadee administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente.Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolveras paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se doinvestimento de muitos anos com dedicação intensiva.Por isso, a maioria dos praticantes não se interessa pela meta dacoisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-secom os fortes e rápidos efeitos sobre o organismo e a saúde.
  13. 13. DeROSE 13O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, comorelaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, arti-culações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc.através de técnicas corporais belíssimas, fortes, porém querespeitam o ritmo biológico do praticante. A prática com-pleta do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas(mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá,samyama) que vão atuar em oito áreas distintas, promo-vendo um aperfeiçoamento multilateral.2. O acento existe originalmente na palavra Yôga?O acento está claramente indicado, uma vez que a letra ô nosânscrito é sempre longa e fechada. As transliterações oci-dentais convencionaram que as letras longas devem serassinaladas com o acento. Este pode variar de uma convençãopara outra, mas o que se observa é que o circunflexo foiadotado por um renomado autor indiano, Sri Purohit Swami,que escreveu Os aforismos do Yôga de Pátañjali, em inglês, etambém pelo célebre autor Kastberger, que escreveu o Léxicode filosofía hindú, em castelhano. Ora, nenhuma das duaslínguas possui o circunflexo e, apesar disso, ambosreconheceram a necessidade da sua presença na palavra Yôga.Durante muitos anos não se aplicou o acento uma vez queninguém ousou questionar isso. Primeiro, quem colonizou aÍndia foram os britânicos que não tinham acentos em suastipografias, mas possuíam um argumento intelectualmentemuito persuasivo que era sua poderosa Armada. Segundo, noOcidente conhecia-se bem pouco o sânscrito (na Índia elesnão ligam a mínima se a transliteração para alfabetosocidentais está correta ou não). Terceiro, há muito patrulha-
  14. 14. 14 TUDO SOBRE YÔGAmento ideológico neste segmento e ninguém queria se expor acríticas, ainda que chegasse a estas mesmas conclusões.Demonstração de que a palavra Yôga tem acento no seuoriginal em alfabeto dêvanágarí: y YA, curto. y+a YAA ∴ Á, longo. a Este sinal é um a-ki-mátrá (acento do a). y + ae YOO ∴ YÔ, longo. ae Este sinal é um ô-ki-mátrá (acento do o). yaeg YÔGA. Portanto, a palavra em questão deve ser acentuada.BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA ESPANHOL:Léxico de Filosofía Hindú, de Kastberger, Editorial Kier, Buenos Aires.BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA INGLÊS:Aphorisms of Yôga, de Srí Purôhit Swámi, Faber and Faber, Londres.BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA PORTUGUÊS:Poema do Senhor, de Vyasa, Editora Relógio d’Água, Lisboa.Se alguém declarar que a palavra Yôga não tem acento, peça-lhe para mostrar comose escreve o ô-ki-mátrá (ô-ki-mátrá é um termo hindi utilizado atualmente na Índiapara sinalizar a sílaba forte). Depois, peça-lhe para indicar onde o ô-ki-mátrá ( ae)aparece na palavra Yôga (yaeg). Ele aparece logo depois da letra y (y = ya),transformando-a em yae = yô, longa. Em seguida, pergunte-lhe o que significa otermo ô-ki-mátrá. O eventual debatedor, se conhecer bem o assunto, deveráresponder que ô é a letra o e mátrá traduz-se como acento, pausa ou intervaloque indica uma vogal longa. Logo, ô-ki-mátrá traduz-se como “acento do o”.Consulte o Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier-Williams, o mais conceituadodicionário de sânscrito, página 804. Então, mais uma vez, provado está que apalavra Yôga tem acento. A palavra SwáSthya (SvaSWy), por outro lado, possui uma-ki-mátrá (a) depois da letra v ou w (v = va ou wa), pois seu acento (crase dea+a, aa = á) está na letra a.(va = vá ou wá).
  15. 15. DeROSE 153. Qual é o gênero da palavra Yôga?Masculino. Quase todas as palavras sânscritas terminadas ema são masculinas. Isto deveria valer para a corruptela "ioga",pois a regra da nossa língua para esses casos é preservar ogênero das palavras que forem incorporadas ao português.4. O Yôga e "a yóga" são coisas diferentes?Sim, totalmente diferentes. São confundidas pelo leigo de-vido às semelhanças de escrita e pronúncia, como ocorrecom Aikidô e Hapkidô, História e estória, balonista e balo-eiro, canapé e canapê, esotérico e exotérico.Há diferenças marcantes quanto à época de surgimento, paísde origem, proposta, metodologia e ao tipo de público.O Yôga (escrito sempre com acento circunflexo, com Y,pronunciado com ô fechado e no gênero masculino) é umatécnica dinâmica e lindíssima que surgiu na Índia há mais de5000 anos."A yóga" surgiu no Rio de |Janeiro, na década de60 (está documentada no livro Hatha Yóga, a ciência dasaúde perfeita, Caio Miranda, 1962, Editora Freitas Bastos,Rio de Janeiro).5. O Yôga é para gente jovem? Então, com mais de 40anos, não posso praticar?Claro que pode. De fato, pode praticar com qualquer idade.Mas se você quer a verdade e não a versão açucarada parafins de exploração do consumidor, vai ter que aceitar o fatode que esta metodologia foi criada para gente jovem. Naépoca em que nossa Cultura surgiu, há mais de 5000 anos, aexpectativa média de vida era de menos de 20 anos de idade.Muitos dos que adotavam o Yôga atingiam, a partir de en-
  16. 16. 16 TUDO SOBRE YÔGAtão, uma longevidade notável. Mas analisemos o que é ser"jovem".Juventude é um conceito biológico e não cronológico. Tivemuitos alunos jovens com mais de 60 e outros velhos commenos de 20. Não é jogo de palavras. Na verdade, só a vocêcabe decidir se está jovem ou não. E, caso não esteja, so-mente você poderá saber se isso é irreversível. Afinal, oYôga não tem uma proposta de revitalização e de rejuvenes-cimento relativo?O que precisa ficar bem claro é que o Yôga não é uma tera-pia e não é para a terceira idade. O Yôga proporciona saúdee vitalidade, mas se pessoas enfermas ou idosas tentarempraticar, terão que satisfazer-se com uma interpretação tãoextremamente simplificada e adaptada que termina com-prometendo a autenticidade e transformando-se numa outracoisa que não pode mais chamar-se Yôga, nem tem a mesmaproposta.O Yôga também não é para crianças. É para adultos jovensde 16 anos em diante.6. O Yôga tem algo a ver com religião?Não, nada. Uma das demonstrações cabais de que Yôga nãointerfere com a religião é o fato de que as UniversidadesCatólicas do Brasil formam instrutores de SwáSthya Yôga,desde a década de 70. Tenho o privilégio de ter sido o intro-dutor desse curso e de ser seu ministrante desde então, emquase todas as Universidades Católicas, desde o Rio Grandedo Sul até o Norte/Nordeste.
  17. 17. DeROSE 17Em termos teológicos o que caracteriza a religião é o dogmade fé. Não tendo dogmas, não pode ser religião. O Yôga nãoos tem.Além disso, o Yôga Clássico tem bases Sámkhyas. O Sám-khya é uma corrente naturalista e que, em algumas faseshistóricas, chegou a ser qualificada, erroneamente, dematerialista e ateísta, tal era a sua ausência de misticismo!Então, o Yôga autêntico não pode sequer alimentar misti-cismo algum. Consulte documentação no capítuloBibliografia discriminada, no livro Tratado de Yôga.Pessoas de todas as religiões praticam Yôga, inclusive pa-dres e freiras católicos, pastores protestantes, judeus, budis-tas e xintoístas. Esse é o caso do Padre Haroldo J. Rham,que no livro Esse terrível jesuíta, da Editora Loyola, napágina 138 aparece numa foto praticando sirshásana sobreum colchonete com o nosso logo da Universidade de Yôga.7. Se o Yôga não tem misticismo, de onde vem todoaquele espiritualismo e conceitos reencarnacionistas?O Yôga não aplica tais conceitos. O reencarnacionismo e oespiritualismo pertencem a uma outra filosofia indiana cha-mada Vêdánta. Várias outras correntes de pensamento indi-anas também adotam tais conceitos, mas não o Yôga puropelo fato de este não possuir teoria especulativa. O Yôga éestritamente técnico. Fique atento: quando alguém sepropuser a falar sobre Yôga, mas abordar temas teórico-especulativos ou doutrinários poderá estar ocorrendoequívoco ou má-fé.As pessoas confundem Vêdánta com Yôga por falta de in-formação. Esta confusão é encontrada em muitos livros deYôga, especialmente quando o autor for adepto do Vêdánta.
  18. 18. 18 TUDO SOBRE YÔGANa verdade, o Yôga não tem nem afinidade de origem com oVêdánta. O Yôga Antigo, tanto o Pré-Clássico quanto oClássico, era de linha Sámkhya. Ora, Sámkhya e Vêdántasão filosoficamente opostos entre si, já que o primeiro énaturalista e o segundo, espiritualista. Naturalista é a filoso-fia que atribui causas naturais a todos os efeitos. Espiritua-lista é a que atribui causas sobrenaturais.A afinidade de origem do Yôga com o Sámkhya (e não como seu oposto, o Vêdánta) encontra respaldo em toda a lite-ratura séria sobre o assunto.O próprio Bhagavad Gítá, que não é literatura de Yôga nemde Sámkhya, associa o Yôga com o Sámkhya, e não com oVêdánta, ao declarar: "Yôga é poder. Sámkhya, conheci-mento. Quem possui Yôga e Sámkhya, nada mais tem aconquistar." Até o dicionário Aurélio concorda: "Yôga é aprática da filosofia Sámkhya." Excelente definição!Yôga e Sámkhya, juntos, são denominados sanátane dwe,que significa "as duas mais antigas" ou "as duas eternas".8. E sobre a existência de gurus no Yôga?O termo guru aqui no Ocidente ganhou uma conotação demestre influente, mentor respeitado, pessoa que orienta ouaconselha (Dicionário Houaiss). Acontece que na Índia,guru não tem forçosamente esse sentido e sim,simplesmente, o de professor de qualquer disciplina. Eumesmo tive lá um guru de música, um guru de línguas e umguru de filosofia. Então, a palavra em si é um termo bemdespretensioso. Assim sendo, no correto sentido hindu, sim,qualquer instrutor de Yôga, de escola primária, de idiomas,de qualquer disciplina é um guru. Mas no sentido popular,não, SwáSthya Yôga não tem nada a ver com “gurus”.
  19. 19. DeROSE 199. O Yôga é uma espécie de ginástica?Não. O Yôga não é nenhum tipo de ginástica nem modali-dade alguma de Educação Física. Uma prática completa deYôga compreende técnicas emocionais, mentais, corporais,bioenergéticas etc., através de procedimentos orgânicos,respiratórios, relaxamentos, limpeza de órgãos internos,vocalizações, concentração, meditação. Ora, isso não per-tence à área de Educação Física. Mesmo as técnicas corpo-rais do Yôga não são atividade física nem desportiva e sãocompletamente diferentes das da ginástica. Até as regras eos princípios são totalmente diversos. Vejamos algunsexemplos:1) MOVIMENTO• Na Educação Física o movimento e a repetição são elementos fundamentais. A boa forma, os efeitos e o bom rendimento dependem da repetição adequada.• No Yôga, mais do que o movimento, o que importa é a permanência na fase crítica da técnica e, mais do que a repetição do mesmo procedimento, importa a diversifi- cação das técnicas, ainda que possam ser convergentes com relação aos efeitos proporcionados.2) AQUECIMENTO• Na Educação Física é imprescindível um bom aqueci- mento muscular prévio para evitar distensões.• No Yôga não se faz aquecimento prévio, mesmo que esteja muito frio. Apesar disso, no Yôga não se obser- vam distensões. O fenômeno explica-se, em parte, pela ampla consciência corporal desenvolvida pelo prati- cante, que passa a conhecer perfeitamente seus limites e
  20. 20. 20 TUDO SOBRE YÔGA sabe que não deve excedê-los e, em parte, pela sofisti- cada tecnologia desenvolvida empiricamente durante cinco mil anos de experiência.Ocorre que, quando as fibras musculares são aquecidas, dilatam-se, dando a falsa impressão de maior flexibilidade, mas depoisvoltam a se contrair pelo esfriamento no final do exercício. NoSwáSthya Yôga não utilizamos aquecimento, o que faz com queas fibras musculares desenvolvam um alongamento real,definitivo, mesmo quando o corpo estiver frio.Isso também fundamenta fisiologicamente o fato compro-vado de que a performance conquistada pelo praticante deYôga incorpora-se definitivamente ao seu patrimônio corpo-ral e ele, mesmo parando de seguir um programa regular deprática, não perde a boa forma durante meses ou anos, de-pendendo do nível de adiantamento obtido na fase de trei-namento intensivo.Assim, quando um praticante de Yôga é surpreendido porum incidente físico conta com um organismo muito bemcondicionado a reagir sem a necessidade de aquecimentoprévio. Como um gato, fica instantaneamente em condiçõesneurológicas e endócrinas para enfrentar o desafio. Depois,volta rapidamente à calma.3) ÁREAS ATINGIDAS• A Educação Física atinge prioritariamente músculos e articulações. Depois, o sistema cardiovascular. Só se- cundariamente, o resto do organismo. A mente não é trabalhada e limita-se a receber o benefício da higiene mental, o "mens sana in corpore sano". Mas não há exercícios mentais nessa especialidade que se propõe a uma educação física.
  21. 21. DeROSE 21• No Yôga é exatamente o inverso. Os efeitos começam se processando nas áreas mais profundas e afloram até chegar ao organismo. Nele, manifestam-se inicialmente nos sistemas nervoso e endócrino. Depois, no sistema circulatório e nos órgãos internos. Só por último os resultados chegam às demais partes do organismo.4) RESPIRAÇÃO• Na Educação Física dá-se uma razoável importância à respiração, porém não há uma tecnologia respiratória específica. Basta fazer respirações profundas. Permite- se respirar pela boca. Tradicionalmente (ainda hoje) é comum que o treinador mande o desportista encher de ar a parte alta do tórax em detrimento da região dia- fragmática, que é a mais importante pela quantidade maior de ar que comporta.• No Yôga, uma das primeiras coisas é reaprender a respirar. Respirar sempre pelas narinas, fora os casos excepcionais. Fazemos treinamento para dominar eleti- vamente os músculos respiratórios abdominais numa circunstância, intercostais noutra, subclaviculares nou- tra e assim por diante. Controlamos diferentes ritmos para distintos objetivos, e acoplamos a determinadas técnicas respiratórias a contração deste ou daquele plexo ou glândula endócrina, a fim de dinamizar o efeito da técnica.Utilizamos 46 respiratórios diferentes e mais alguns que nãopodem sequer ser ensinados por livros, tal o poder que pos-suem e também devido à sua capacidade de despertar para-normalidades. Estas, as paranormalidades, também nãofazem parte do currículo de Educação Física!
  22. 22. 22 TUDO SOBRE YÔGA5) GASTO DE ENERGIA• Na Educação Física tudo produz consumo de energia, sem o quê os efeitos não se processam.• No Yôga, em sete oitavos da prática (sete em oito tipos de técnicas) o dispêndio de energia é próximo de zero. Em todos os oito feixes de técnicas capta-se, gera-se, canaliza-se ou armazena-se energia solar, telúrica e prá- nica de diversos tipos, das mais variadas fontes limpas e inesgotáveis.Por isso as técnicas de Yôga são agradáveis e não cansam.Mesmo sem esforço os efeitos ocorrem com intensidade,desde o primeiro dia.10. O Yôga é melhor que Educação Física?São duas coisas completamente diferentes. Portanto, ne-nhuma é melhor que a outra. Todo praticante de Yôga deve-ria fazer algum esporte e todo desportista deveria comple-mentar com o SwáSthya Yôga.11. Então, o praticante de Yôga pode fazer ginástica,musculação, dança e artes marciais?Pode e deve. São coisas completamente independentes doYôga, contudo, consideramo-los bons, saudáveis e eficientesnaquilo a que se propõem. O Yôga tem propostas diferentes,mas não divergentes.12. Mas a ginástica não prejudica o Yôga?Não. Alguns praticantes declaram que a partir do momentoem que começaram a fazer ginástica sentiram que a flexibi-lidade reduziu, porém isso não chega a constituir problema.
  23. 23. DeROSE 23Basta fazer uma boa sessão de alongamento após a aula deginástica, musculação, dança ou artes marciais e a sua flexi-bilidade será preservada. Ou, ainda no local da prática es-portiva, deixar o corpo esfriar executando ásanas do Yôga.Aliás, dá na mesma, pois o "alongamento" nasceu do Yôga.É nada mais do que um dos muitos aspectos da parteorgânica do Yôga. Confira declaração no livro Alongue-se,de Bob Anderson, página 66 e compare os exercícios que eleensina com as técnicas de Yôga.Sobre alongamento e flexibilidade, o ilustre Prof. Dr. EstélioMartins Dantas, ex-preparador físico da Equipe BrasileiraFeminina de Ginástica Olímpica, declara em seu artigoFlexibilidade versus Musculação publicado na revista Sprintde maio/junho de 1985, referindo-se aos métodos utilizadosem Educação Física: "Método Ativo (...) consiste em realizar três a quatro séries com dez a vinte repetições cada uma. Devido a constantes estiramentos, ativa os fusos musculares provocando contração muscular e tornando o trabalho mais difícil e doloroso. "Método Passivo - consistindo em posições estáticas, foi inspirado no Yôga. Além de ser 20% mais eficiente que o método ativo (Oliveira-1980), segundo De Vries, citado por Kuntzleman (1978), representa menos perigo de dano tecidual, tem menor demanda energética e faz prevenção e/ou consegue aliviar a tensão e a dor muscular. "Atualmente, principalmente em ginástica olímpica vem sendo empregado este método com permanências extra-longas (em torno de 5 minutos)."
  24. 24. 24 TUDO SOBRE YÔGA13. O Yôga é terapia?Não. Afirmar que o Yôga é terapia é o mesmo que declararque natação ou tênis são terapias. Algumas pessoas podempraticar tênis como "uma verdadeira terapia" ou nataçãopara asma, mas isso não pode desvirtuar a verdadeiranatureza do tênis ou da natação, que é a de esporte.Da mesma forma há quem explore a yôgaterapia, que não éYôga e sim um sistema medicinal inspirado no Yôga. Essefato não deve desfigurar a identidade do Yôga, que é sabi-damente uma filosofia. Todos os dicionários e enciclopédiasclassificam o Yôga como filosofia.Para uma pessoa saudável, o Yôga aprimora sua saúde de talforma que constitui uma excepcional profilaxia, eliminandoenfermidades futuras, antes mesmo que se manifestem. Paraum praticante que passe por um problema de saúde temporá-rio, o Yôga tem a propriedade de reduzir verticalmente aintensidade do mal passageiro e restituir a saúde do yôginmuito rapidamente. No entanto, não se deve procurar oYôga só quando se está precisando.14. Mas os médicos não recomendam aos seus pacientesa prática do Yôga?Hoje já verificamos uma tendência dos médicos a só indicaro Yôga para pacientes saudáveis e mais jovens. Pessoas queprecisam se exercitar ou administrar o stress, mas não são oque se pode classificar como "doentes".O Yôga Pré-Clássico (o mais antigo) não menciona finalidadesterapêuticas. Tais referências só surgem lá pela Idade Média,cerca de 4000 anos após a origem dessa filosofia. Portanto, issonão faz parte da proposta original do Yôga.
  25. 25. DeROSE 25Não basta cuidar dos sintomas mediante um tratamentolimitado a mascarar cada uma dessas manifestações. Elaspodem ceder, mas voltam. Ou então, estouram noutro lugar.É como se o stress fosse um assaltante na sua casa e dispa-rasse o alarme, mas você preferisse, em vez de tratar dacausa, desligar o alarme já que ele faz barulho e incomoda.Podemos aliviar os sintomas, desde que também cuidemosdas causas. Isso, o Yôga nos proporciona.Ensinar Yôga a enfermos ou para a terceira idade obrigaria aadaptação e simplificação das técnicas, tornando-asobsessivamente leves e passivas. Esse procedimento afasta-ria da escola que assim procedesse, o público jovem esaudável para o qual nossa arte foi criada e deixaria no seulugar os idosos e doentes. Como seqüela final, essas práticassimplificadas não teriam poder suficiente para produzir osefeitos a que o Yôga se propõe: kundaliní e samádhi.15. Se assim é, há algum motivo pelo qual os livros deYôga relacionam tantos efeitos terapêuticos?Sim: eles existem. Negá-los seria mentir. Porém, é precisoesclarecer que são efeitos colaterais, acidentes de percurso eque a proposta do Yôga não é essa.16. Para que serve o Yôga?Essa pergunta faz tanto sentido quanto esta outra: para queserve a dança? Ou, para que serve jogar golfe? Ou, ainda,para que serve tocar piano ou pintar um quadro?Não se deve pensar no Yôga em termos de "toma lá, dá cá".Não devemos ir ao Yôga em busca de benefícios (nem físi-cos, nem – muito menos – espirituais!). Devemos ir ao Yôga
  26. 26. 26 TUDO SOBRE YÔGAse já há algo dentro de nós que nos impele a ele tal comoimpele o artista a pintar.Freqüentemente confundem-se os meios com o fim. O fim,ou meta, em qualquer tipo de Yôga, é o autoconhecimentoproporcionado pelo samádhi. Mas como via para atingir esseestado de hiperconsciência, de megalucidez, o SwáSthyaYôga proporciona uma gama de efeitos preliminares queservirão de reforço da estrutura biológica, incrementando avitalidade, a saúde, a energia e a longevidade para que oyôgin consiga atingir a meta.Tais benefícios corporais (musculares, articulares, circulató-rios, neurológicos, endócrinos) não passam de efeitos colate-rais, simples conseqüências secundárias, meras migalhasque caem da mesa principal. Quem se dedica ao SwáSthyaYôga em função dos seus efeitos é como se tivesse sidoconvidado para uma festa maravilhosa, com gente lindís-sima e, ao invés de ir ao epicentro da recepção, tivesse fi-cado na cozinha, faturando os salgadinhos, e achando queestava sendo muito esperto por levar essa "vantagem".17. Está bem. A pergunta anterior foi mal formulada.O que todo o mundo quer saber é: quais são os efeitossecundários do SwáSthya Yôga que fazem bem à saúde?O SwáSthya proporciona uma flexibilidade espantosa e umexcelente fortalecimento muscular. Com suas técnicas bio-lógicas beneficia a coluna vertebral, e todos os órgãos.É muito freqüente o iniciante exclamar que logo após asprimeiras sessões ficou livre de uma enxaqueca que oatormentara durante dias, ou que libertou-se de uma asma deanos, resistente a todos os tratamentos, ou ainda que estava
  27. 27. DeROSE 27curado de uma dor nas costas atribuída a algum supostoproblema de coluna, cujas terapias anteriores só servirampara aliviar temporariamente, mas sem resultadosdefinitivos.Na verdade, os efeitos rápidos sobre as úlceras, a hiperten-são, a insônia, a impotência sexual, as dores de cabeça oudas costas podem ser muito mais facilmente explicados se osatribuirmos à redução de stress. Administrando a tensãoemocional, nervosa e muscular, podemos aliviar uma vastagama de sintomas que são apenas sinais de alarme, mas nãochegam a ser, ainda, enfermidades na acepção do termo.Acontece que a relação custo/benefício do Yôga é muitovantajosa uma vez que, não sendo terapia e sim uma prática, opreço é considerado irrisório comparado com o que cadapraticante já despendeu anteriormente tentando outros recursos. COMO FUNCIONA.Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxi-genação cerebral pelas posições invertidas, consciênciacorporal, coordenação motora e alongamento muscular queauxiliará outros esportes.Os kriyás promovem a higiene interna, das mucosas doestômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios,das conjuntivas, etc.Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervo-sos, glândulas endócrinas e órgãos internos.Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital,aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções,
  28. 28. 28 TUDO SOBRE YÔGApermitem o contato do consciente com o inconsciente eajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.Os mantras, em primeira instância aplicam vibração de sonse ultra-sons para desesclerosar meridianos energéticos; emsegunda instância permitem equilibrar os impulsos de intro-versão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instân-cia, ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais paraconquistar uma boa concentração e meditação.O yôganidrá é o módulo de relaxamento, que auxilia a todosos anteriores e, juntamente com os demais angas da prática,implode o stress.O samyama (concentração, meditação e outros estados maisprofundos) proporciona a megalucidez e o autoconheci-mento.Estes efeitos, e muitos outros, são simples conseqüências depráticas e procedimentos. Ocorrem como resultado naturalde estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Seaprendemos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir me-lhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios mode-rados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos sópodem ser o incremento da saúde e a redução de estadosenfermiços. O PRATICANTE QUE QUER BENEFÍCIOS.Existem dois tipos de praticante: um que vem buscandobenefícios e outro que vem buscando Yôga. Cada qual vaiencontrar o que veio buscar. Para o instrutor, o praticanteque deseja Yôga e não vantagens pessoais é mais gratifi-cante. Isso não significa que vamos recusar nem discriminaro outro. Esperamos simplesmente reeducá-lo para conscien-
  29. 29. DeROSE 29tizar que uma coisa nobre é o Yôga e outra bem inferior sãoseus efeitos.O praticante que quer o Yôga e não meramente os seusbenefícios, lê, pesquisa, investe, dedica-se. Já o que buscaefeitos, esse não está se importando com a seriedade ouautenticidade do método, encorajando, dessa forma malsã, adisseminação de ensinantes sem formação nem habilitação,mas que saibam prometer benefícios.O sádhaka que busca benefícios não valoriza os estudosmais profundos nem as sofisticações técnicas que seu ins-trutor se esforça por oferecer. Ele quer benefícios e tanto fazse o método é autêntico ou não, desde que consiga usufruirdos efeitos. Mesmo que eles sejam produto de uma misturaexótica e apócrifa que nada tenha a ver com o Yôga.Agora, imagine uma outra situação, conseqüência da atitudeacima descrita. Suponha que você é um professor de BalletClássico e, cada vez que vá ensinar uma técnica mais elabo-rada para tornar seu aluno um bailarino de verdade e não ummero iludido, ele reclame:– Ah! Professor, não exija tanto de mim. Eu não estou aquipara aprender a dançar. Vim só para emagrecer.E um outro:– Eu também não quero dançar. Só quero melhorar dacoluna.E outro mais:– Já não estou em idade de dançar. Meu médico me mandouaqui para tratar da asma.No final, você é professor de dança, mas ninguém queraprender a dançar, pois estão todos de olho só nos benefícios
  30. 30. 30 TUDO SOBRE YÔGApara a saúde! Que frustração! Isso é o que ocorre sistemati-camente com os instrutores de Yôga.Por essa razão não gostamos de falar sobre os superlativosbenefícios que a prática do Yôga pode proporcionar. Quemvem praticar conosco é porque entendeu nossa proposta e jásabe o que quer.18. Parando de praticar o Yôga os efeitos cessam? Emquanto tempo perde-se a boa forma?Você praticamente não sai de forma. Os progressos são in-corporados ao seu patrimônio corporal. Tenho acompanhadocasos de pessoas que pararam de executar as técnicasdurante até dez anos e a boa forma, a flexibilidade e a mus-culatura foram muito bem conservadas.Antes que você queira julgar o Yôga pelos parâmetros daEducação Física, lembre-se de que Yôga não é atividadefísica nem desportiva, não é ginástica, nem esporte. Segueprincípios e leis absolutamente distintos dos da EducaçãoFísica.Para preservar por tempo indeterminado os efeitos obtidoscom o Yôga é necessário apenas que antes de parar vocêtenha praticado durante um período razoavelmente longo, afim de atingir um bom nível de adiantamento.19. O Yôga é só para homens?Na Índia, seu país de origem, o Yôga é uma arte de cavalhei-ros. Muito raro é encontrar-se uma senhora indiana prati-cando em uma escola ou ashram, a não ser nos grandescentros como New Delhi. Se alguém lhe pedisse para citar
  31. 31. DeROSE 31dez autores de Yôga hindus, é bem provável que vocêcitasse dez homens e nenhuma mulher.No Ocidente homens e mulheres praticam normalmente,assim como podem se dedicar ao Karatê que é outra arteoriental destinada originalmente aos homens.20. O Yôga não é uma modalidade suave, muito parada?Uma espécie de relaxamento?O Yôga Antigo não é uma espécie de relaxamento. Ele ébiológico, não cansa e não agride músculos, ligamentos ouvértebras. Contém técnicas de relaxamento, mas elasconstituem apenas uma pequena parte. O que ocupa a maiorparte do tempo de uma prática regular são os outrosprocedimentos, tais como os respiratórios, as técnicasorgânicas, a concentração, os mantras, a meditação etc.21. O Yôga não deve servir só para orientais, já que foicriado na Índia e nós ocidentais somos diferentes?Diferentes em quê? Na anatomia e fisiologia? Sabemos quenão. O mesmo alimento nutre tanto a um ocidental quanto aum oriental. O mesmo veneno mata os dois. O mesmo re-médio cura a ambos.Ah! Então, é psicologicamente que somos diferentes? Tam-bém não. Não existe uma psicologia para ocidentais e outrapara orientais: é uma e única para todos.Afirmar que Yôga não funciona para ocidentais por ter sidocriado no Oriente é estultícia. Seria o mesmo que afirmarque Judô, Karatê, Kung-Fu não funcionam para nós porterem sido criados por orientais.
  32. 32. 32 TUDO SOBRE YÔGAAliás, o papel, a seda, a bússola, a pólvora, o macarrão, ojogo de xadrez, a roda, a massagem, a acupuntura, a mate-mática, os algarismos "arábicos" (na verdade índicos), oconceito do zero, a química, a astronomia, a medicina... tudoisso foi criado pelos orientais. Até o Cristianismo veio doOriente! Devemos então supor que todas essas coisas nãoservem para nós?Isso de dizer que orientais são diferentes dos ocidentaisconstitui apenas um pretexto separatista entre seres humanospara justificar os atos de violência física ou moral contranossos irmãos orientais, negros, índios, judeus, latinos etc.tais como guetos, colonialismo, apartheid. “Quando vós nos feris não sangramos nós? Quando nos divertis não rimos nós? Quando nos envenenais, não morremos nós? Se somos como vós em todo o resto, nisso também seremos semelhantes.” Shakespeare, O Mercador de Veneza Ato III cena 122. Mas o Yôga foi criado há muito tempo e não há deservir para o homem moderno que vive noutra realidadecultural.Poderíamos nos reportar à resposta anterior e perguntar setodas aquelas criações dos orientais surgidas há centenas ehá milhares de anos ainda estão atualizadas e se ainda ser-vem para nós...Mas, vou preferir abrir mais uma comporta no bom-senso.O homem contemporâneo não é nem um pouco diferentedos seus ancestrais de 5000 anos.Um antigo filósofo grego escreveu, antes de Cristo, que nãogostava da vida nas grandes cidades devido à poluição
  33. 33. DeROSE 33sonora, excesso de fumaça, gente demais, tráfegoengarrafado, muita violência e corrupção. Ora, isso nãomudou nada.Nas escolas de oficias das Forças Armadas estudam-se asguerras de há quatro mil anos, apesar dos avançostecnológicos na área bélica, já que a estratégia militar épraticamente a mesma até hoje. A História se repete. Há,inclusive, um DeRose Sútra que diz: “Há dois mil anos, opovo se satisfazia com pão e circo. Hoje, contenta-se compain au chocolat e Cirque du Soleil.” Continua tudo igual!O Homem não evolui tão depressa e continua sendo omesmo. Aliás, por ironia, o tronco que está fazendo superla-tivo sucesso no século XXI é justamente o Pré-Clássico:para o Homem moderno, o método que mais agrada éprecisamente o mais antigo. Denomina-se Dakshinachara-tántrika-Niríshwarasámkhya Yoga, denominado SwáSthya,após a codificação.23. O que é o SwáSthya?SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo.O SwáSthya alcançou grande notabilidade, pois representa oreconhecimento de uma estirpe muito mais ancestral do queo Yôga Clássico. O SwáSthya é a sistematização dalinhagem Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga,pré-clássica, pré-ariana, pré-vêdica, proto-histórica: a maisantiga, portanto, extremamente autêntica.O fato é que jamais alguém se deteve a estudar o Yôga pri-mitivo do povo drávida, que floresceu em Mohenjo Daro, noVale do Indo, a noroeste da Índia. Os atuais hindus são des-cendentes dos arianos que chegaram milhares de anos
  34. 34. 34 TUDO SOBRE YÔGAdepois e subjugaram os drávidas. A partir de então, tudo oque se referia à cultura dravidiana foi condenado à exclusãoe ao esquecimento. O Yôga sobreviveu graças à suaarianização, o que equivale a dizer, graças à sua deturpação.Mediante a inversão diametral dos valores comportamentaisantes vigentes no Vale do Indo, ele se adaptou deixando deser tântrico para ajustar-se à nova ordem brahmáchárya e,assim, tornou-se aceito pelos áryas vitoriosos na grandeguerra de ocupação.Por isso, quando apresentamos a primeira sistematizaçãomundial do SwáSthya ocorreu algo como uma revolução nahistória do Yôga. O mais interessante é que todos os fatossobre os quais trabalhei eram dados conhecidos e publicadoshá tempos em obras conceituadas sobre História, Arqueo-logia, Antropologia, Yôga, Sámkhya etc. Se houve algummérito ele foi apenas o fato de combinar essas informaçõesde tal forma que ninguém pudesse negar suas conclusões.Os que tentam contestá-las fazem-no mediante um discursotão visivelmente emocionalizado e sem apresentar nenhumadocumentação legítima, que perdem a credibilidade.Sobre isso, não admita questionamentos gratuitos, nemblefes. Exija que o eventual contestador apresente provas, ouseja, um livro contendo os elementos fundamentais da nossaestrutura, conforme estudaremos na próxima questão, e comdata de publicação anterior à do nosso Prontuário deSwáSthya Yôga.O livro mais antigo que encontramos sobre um Yôga possi-velmente aparentado com o nosso chama-se SwáSthya aurYôgásana e foi publicado na Índia na década de 80, por-tanto, muitos anos depois do Prontuário de SwáSthya Yôga
  35. 35. DeROSE 35ter tido várias edições no Brasil (desde a década de 1960) ena Europa, anos depois dessa obra ter sido introduzida nosmosteiros e bibliotecas públicas da Índia.24. Em que consiste o SwáSthya Yôga?O SwáSthya tem três características principais:A. sua prática extremamente completa, em oito módulos;B. a introdução do conceito das regras gerais de execução;C. a execução das técnicas (ásanas, mudrás, bandhas etc.), formando seqüências encadeadas ou coreográficas.A. A prática regular em oito partes denomina-se ashtángasádhana e é constituída por: 1. mudrá (gesto reflexológico feito com as mãos); 2. pújá (retribuição ética de energia); 3. mantra (vocalização de sons e ultra-sons); 4. pránáyáma (expansão da bioenergia através de respiratórios); 5. kriyá (atividade de purificação das mucosas); 6. ásana (técnica orgânica); 7. yôganidrá (técnica de descontração); 8. samyama (concentração, meditação e samádhi)B. Com a sistematização do SwáSthya, pela primeira vez naHistória aparece referência a regras gerais de execução emum livro de Yôga. São regras de respiração, de permanência,de repetição, de localização da consciência e mentalização.Consulte as regras no livro Tratado de Yôga.C. Resgatando uma forma primitiva, perdida na noite dostempos, é reintroduzida a execução sem repetição e compassagens que estabelecem encadeamentos, constituem
  36. 36. 36 TUDO SOBRE YÔGAmovimentos de ligação entre as técnicas, permitindo melhorfluidez, numa seqüência que se convencionou chamar decoreografia.Para compreender melhor, recomendamos que o leitorassista o DVD da Companhia SwáSthya de Artes Cênicas,disponível gratuitamente no nosso site www.Uni-Yoga.org.O que você vai ver é um espetáculo de arte e beleza quetranscende sua mais fértil imaginação sobre a imagem dastécnicas do Yôga.25. Como foi realizada a sistematização do SwáSthyaYôga?Ela foi inspirada diretamente nos Shástras e meditando naobra dos Mestres que nos precederam.26. Yôga não aliena? Quer dizer, quem faz Yôga não ficameio alheado, não pára de freqüentar os amigos, nãorompe com a família, não deixa o emprego, não pára deler jornais e fica só falando de Yôga e ouvindo músicasuave?É lamentável que haja quem pense assim. Isso tudo que apergunta enumerou são sintomas de uma pessoa portadorade distúrbios de personalidade, que provavelmente precisade cuidados psiquiátricos.Quem pratica a Nossa Cultura não age assim. A palavraYôga significa união, integração. Ora, integração é o opostode alienação. A proposta da nossa filosofia é integrar ohomem. Isso inclui integrá-lo ao seu meio social, familiar,profissional, cultural. O yôgin é uma pessoa que está além enão aquém. Para começar, ele não se comporta nem se vestediferente dos demais, nem chama atenção sobre si.
  37. 37. DeROSE 3727. Já que os yôgins não se vestem diferentemente, quemsão aquelas pessoas que andam vestidas de indianospelas ruas, cada qual com uma vestimenta mais exótica?Consideramos que cada qual tem a liberdade de se vestircomo bem entender, mas, em geral, quem ultrapassa oslimites do bom senso ou está sendo enganado ou estáquerendo enganar. Tais pessoas, quase sempre são adeptosde seitas. Isso não tem nada a ver com a nossa proposta.Muita atenção: mesmo que algum movimento desses declareque se dedica ao Yôga isso não pode ser verdade, já que estafilosofia não é seita e não aprova ideologias radicais nemfanatismo.O que ocorre é que nosso Método conta com uma famamuito grande e tem gente esperta que quer faturar em cima.Se essa gente abrisse o jogo e confessasse ser de uma seitainteressada em aliciar adeptos e doutrinar pessoas, todo omundo simplesmente se poria na defensiva e recusaria acatequese. Mas, como dizem tratar-se de Yôga, você lhes dáuma chance e ouve o que eles têm a dizer.A partir de hoje, já sabe: vestiu-se diferente, não tem nada aver com o Yôga. Na Índia vestimo-nos como indianos; naEuropa, como europeus; no Brasil, como brasileiros.28. Mas os homens que praticam essa modalidadecostumam usar barba...Como dizia Mark Twain, "toda generalização é perniciosa...inclusive esta!"Quem cultiva a barba não é por causa desta tradiçãoancestral. Para seu governo, hindu não usa barba: usabigode. Quem ostenta umas belas barbas são os sikhs, mas
  38. 38. 38 TUDO SOBRE YÔGAeles tradicionalmente não fazem Yôga (a não ser os sikhsocidentais!). Yôga é uma tradição hindu e há séculos existeum estado de animosidade entre sikhs e hindus.29. O Yôga reprime? Ouvi dizer que os adeptos nãodançam, não podem comer de tudo e não podem ter umavida sexual plena e saudável.A metodologia que ensinamos não reprime e não proíbecoisa alguma. O que reprime é o sistema comportamentalariano denominado brahmáchárya. Após a ocupação arianaos indianos adotaram maciçamente o brahmáchárya e issofaz crer aos menos informados que tudo o que venha daÍndia compreenda tal comportamento, mas não é assim.Yôga é uma coisa e brahmáchárya é outra.Na Cultura que propomos não há restrições à liberdade daspessoas. Orientamos, mas dentro do respeito pela liberdadede escolha. Cada um come o que quiser e faz da suasexualidade o que considerar mais adequado.Quanto a dançar, Shiva, o criador do Yôga, era um dança-rino que tinha o título de Natarája, "rei dos bailarinos". Emsua representação tradicional aparece dançando dentro deum círculo de fogo e pisoteando a ignorância, essa mesmaignorância que leva algumas pessoas a divulgar concepçõeserrôneas sobre a metodologia que ensinamos.Com relação às atitudes estranhas ou repressoras, tal respon-sabilidade cabe muito mais à fantasia de uma mente confli-tada e ao fanatismo típico de um praticante mal orientado.30. Quer dizer que para praticar não sou obrigado a servegetariano?
  39. 39. DeROSE 39A filosofia que preconizamos não obriga a coisa alguma. Noentanto, todos os esportes e até profissões têm um tipo dealimentação especialmente recomendada. Imagine se umexecutivo poderia ter a mesma alimentação de um estivadorou vice-versa. Ambos renderiam menos e teriam suaexpectativa de vida abreviada.Inclusive no esporte, cada modalidade tem uma alimentaçãoespecífica. Por exemplo, a dieta do corredor é diferente dado fisiculturista. Mas a coisa ainda não é tão simples.Entre os corredores, a alimentação do de 100 metros rasos éuma e a do maratonista, outra. O primeiro precisa deexplosão, tem que ter em seus músculos elementosnutricionais capazes de se transformar em grande quantidadede energia em poucos segundos. O outro precisa que suasreservas não se queimem nem em segundos nem emminutos. É necessário um regime de lenta combustão paraque o maratonista perfaça os quilômetros a que se propôs etenha energia até o final.No que concerne aos que se exercitam com pesos, tambémverifica-se a necessidade de uma alimentação específicapara quem se dedica à hipertrofia muscular e outra bemdistinta para os que trabalham para definir a musculatura.E assim sucessivamente, com detalhes e minúcias assom-brosas. Alguns desportistas não estão levando muito a sérioessas filigranas nutricionais. Como conseqüência, temosacompanhado o baixo rendimento dos Latino-americanosnas Olimpíadas, perante outras nações que dão mais atençãoà dieta do desportista.Muita gente diz que quer adotar a Nossa Cultura, desde queela não interfira nos seus hábitos. Acontece que tudo o que
  40. 40. 40 TUDO SOBRE YÔGAvocê for fazer seriamente, interfere. Se você pretendeaprender um instrumento musical, pintura ou esporte,qualquer uma dessas coisas vai alterar os seus hábitos.Modificará até pequenos detalhes como a sua maneira defalar, vestir-se, pentear-se ou cortar as unhas!O sistema que aplicamos não proíbe nada e não obriga acoisa alguma. Você pode comer de tudo. Mas se quiseraproveitar a totalidade do que o método tem para lhe ofere-cer, recomenda-se uma alimentação específica, mais bioló-gica, que proporcione determinados nutrientes necessáriosem função quantidade de energia, do teor de consumo deoxigênio e de gorduras, da quantidade/qualidade de proteí-nas, vitaminas e sais minerais, do coeficiente de resíduosdeixados no organismo etc.Nossa alimentação específica será mencionada na questãocorrespondente. Nesta, só foi perguntado se o Yôga obriga opraticante a tornar-se vegetariano. A resposta é: não obriga.31. A alimentação preconizada é a natural ou amacrobiótica?Nenhuma das duas. Recomendamos o vegetarianismo comoseu sistema alimentar. Deve-se, contudo, evitar a rotulagemjá que as pessoas menos cultas pensam que vegetariano sóingere salada (isso é o que vegetariano menos aprecia!). Ouque vegetariano come carnes... brancas!Como o vegetarianismo autêntico quase não tem diferençada alimentação comum, a não ser pela ausência de bichosmortos, sugerimos que o interessado em seguir tal experiên-cia não se rotule. Em qualquer restaurante, pizzaria ou atémesmo churrascaria, simplesmente peça o que desejar.Jamais, mas jamais mesmo, pronuncie a palavra mágica
  41. 41. DeROSE 41"vegetariano". É como se, ao pronunciá-la, você estivesseconvidando os presentes a debater ou gracejar.Se alguém tentar discutir alimentação com um vegetariano,ainda que cordialmente, a atitude correta é dar um corte noassunto, com toda a gentileza 1 . Não queremos doutrinarninguém. Mas também não admitimos invasão da nossaprivacidade. Cada qual que coma o que bem entender.E nada de embaralhar com outros sistemas. Constitui gafeimperdoável convidar um praticante da nossa tradiçãocultural para uma refeição macrobiótica: ela é nada menosque a corrente alimentar mais agressivamente oposta aosistema nutricional do Yôga.Para maiores esclarecimentos, leia o nosso livro Alimenta-ção Vegetariana: chega de abobrinha! E também: Dieta del Yôga, Edgardo Caramella, Editorial Kier. O Gourmet Vegetariano, Rosângela de Castro, edição da autora.32. E com relação às drogas?Nesse particular somos bem categóricos. Yôga e drogasdefinitivamente não combinam.33. Qual é o perfil de um praticante?Entre os nossos alunos sempre houve pessoas de ambos ossexos em proporção semelhante e pessoas de todas as ida-des, profissões, raças e credos.1 Leia nosso livro Boas Maneiras no Yôga, que serve também para quem nãopratica, mas quer tornar-se mais polido.
  42. 42. 42 TUDO SOBRE YÔGANos últimos anos nosso trabalho vem sendo mais procuradopor estudantes, empresários, executivos, profissionaisliberais, desportistas, políticos e artistas.A faixa de idade estabilizou-se entre 20 e 50 anos de idade.Algumas pessoas com menos, outras com mais. Quanto àsreligiões dos praticantes, notamos que cresceu bastante onúmero de adeptos de todas as religiões. Dentre osprotestantes temos observado mais procura por parte dosadventistas e batistas. Os que não compreendem nossafilosofia e chegam a publicar matérias difamatórias sãoalgumas seitas evangélicas. Mas isso se explica: algumassão pessoas humildes que pela injustiça social ficaramcomprimidas na base da pirâmide cultural.Em termos sócio-econômicos, nosso sistema deaprimoramento pessoal é mais procurado pelas classesculturais A e B. A classe C gosta de Yôga, mas poucos dessegrupo o praticam em escolas especializadas por problemaseconômicos. Por outro lado consomem muitos livros e CDspara praticar sozinhos. Já a classe D cultural não sabe o queé o Yôga, não faz parte do seu universo. Pensa que se tratade alguma espécie de seita, ou de ginástica, ou de terapia.As profissões que mais procuram nossa escola são, emprimeiro lugar, os engenheiros; depois, os advogados,médicos, dentistas, arquitetos, professores de educaçãofísica, dança e artes marciais. Os estudantes universitáriostambém formam uma parcela expressiva.Outra tendência observada nos últimos tempos foi a demuitos empresários e executivos descobrirem que nossosrecursos podiam ajudá-los não apenas a administrar o stress,mas também aumentar sua produtividade e melhorar sua
  43. 43. DeROSE 43qualidade de vida. Por esse motivo, muitos delesintroduziram o Método DeRose nas respectivas empresas.Nos cargos de decisão e comando, ao controlar o stress,nossa metodologia reduziu os índices de esgotamento,estafa, úlceras, gastrite, pressão alta, enfarto, enxaqueca einsônia. No pessoal de escritório, ao combater osedentarismo, eliminou dores nas costas, corrigiu algunsproblemas de coluna, hemorróidas, sonolência depois doalmoço e irritabilidade que atrapalhava as relações humanasentre os funcionários e emperrava a máquina administrativa.Entre os operários, aumentou a produtividade em cerca de30%, pois oxigenou seus cérebros e lhes proporcionou maisconcentração, o que reduziu os erros operacionais e osacidentes para quase zero. Em todos os escalões observou-seuma queda considerável nas faltas ao trabalho por motivosde saúde. Só de gripes, por exemplo, as faltas caíram pelametade.Os profissionais ligados à área de esporte nos procuram umavez que são beneficiados com o aumento de resistência,alongamento muscular, flexibilidade, know-how contradistensões, mais concentração e controle emocional.Os artistas descobriram que nossos recursos precipitam asensibilidade e a criatividade. Aí, incluem-se os artistasplásticos, os da música e até os da publicidade. É enorme onúmero de cantores e atores de televisão que praticamconosco, sem falar nos locutores que vêm buscar as técnicasde respiração e mantra para educar a voz.Os estudantes estão interessados no melhor aproveitamentocom menos horas de estudo e no controle do sistemanervoso nas provas.
  44. 44. 44 TUDO SOBRE YÔGAComo vemos pelos exemplos acima, quase ninguém estáinteressado no Yôga em si. Quase todos querem só os bene-fícios utilitários que constituem apenas seus efeitoscolaterais, simples migalhas. Nossa Cultura é superlativa-mente maior, mais importante e mais profunda do que essespequenos benefícios.34. Qual a razão de termos uma imagem errada sobreessa filosofia?Acontece que temos imagens erradas sobre quase todas ascoisas.É preciso que a imprensa, o jornalismo, a televisão, o rádio,enfim, todos os profissionais da comunicação reconheçam agrande responsabilidade que têm sobre a opinião pública eassumam a boa vontade de esclarecer a população, fazendoum trabalho sério e corrigindo a imagem distorcida.O Yôga é suficientemente sensacional por si só, não precisado sensacionalismo. É lindo como espetáculo visual, nãonecessita do aspecto circense.Mas seria necessário recorrer à consultoria somente deinstrutores de Yôga diplomados, e jamais entrevistar leigosque se autodenominem "professores de yóga" sem serformados, pois isso só embaralha mais e desinforma osleitores ou espectadores.Quando se buscam esclarecimentos sobre medicina entrevista-se um médico formado e o mesmo ocorre com qualquerprofissão. No caso do Yôga a imprensa dá ouvidos a curiosos,leigos e aventureiros ao invés de aplicar o cuidado ético de sóveicular opiniões técnicas autorizadas. Isso está errado.
  45. 45. DeROSE 45 Ricardo Poli Diretor da Unidade Centro Cívico Curitiba, PR, Brasil
  46. 46. COMO COMEÇAR? É PARA QUALQUER UM? QUAIS SÃO OS CUIDADOS?35. O que é necessário para praticar SwáSthya Yôga?Prioridade. Quando não há prioridade você vai colocando osoutros interesses na frente e declara que não tem tempo parapraticar Yôga. Assim ocorre com todas as coisas. Quandovocê não tem disponibilidade para algo, o que falta não étempo. Você é que ocupou o seu tempo com o que supunhater mais importância. Portanto, não diga que não tem tempo!36. SwáSthya Yôga é para qualquer um?O SwáSthya é para pessoas sensíveis, educadas, cultas,saudáveis, dinâmicas, disciplinadas, alegres e de bem com a vida.37. Deve-se tomar banho depois de uma prática?Não. O banho deve ser tomado antes. Mas não imediata-mente antes. É preciso esperar pelo menos meia hora parainiciar a prática.Quem vai de casa deve banhar-se antes de sair. Quem vai dotrabalho diretamente para a prática deve procurar fazer umahigiene tão boa quanto o possível antes de sair da suaempresa. É que algumas técnicas intensificam adesintoxicação que, por sua vez, acelera a eliminação pelos
  47. 47. DeROSE 47poros. Se você não estiver bem limpo vai exalar um"perfuminho" nada agradável às narinas dos seus colegas.Após a prática, deve-se esperar no mínimo meia hora paratomar uma ducha, pois ela dispersa as energias que nossométodo visa a concentrar. Quanto mais tempo esperar antesde banhar-se, melhor.38. Quanto tempo depois de uma refeição deve-se prati-car o SwáSthya?O ideal é que o estômago, bexiga e intestinos estejam bemvazios. Não sendo possível, procure praticar o mais longeque puder da sua última refeição, no mínimo 3 ou 4 horas. Eprocure fazer com que essa refeição que antecede a práticaseja bem leve: pouca quantidade e boa qualidade.Fazer um dia de jejum por semana é revitalizante, rejuve-nescedor, purificador, ajuda a manter a boa forma, beneficiaa pressão, reduz a dilatação estomacal, faz bem para ofígado, dá um descanso ao organismo, melhora a lucidez,aperfeiçoa o senso de disciplina e contribui para evitaralgumas enfermidades. Bem que você poderia escolher o diada sua prática de SwáSthya para dar esse descanso aos seusórgãos internos.39. É recomendável praticar durante o período menstrual?Se vai praticar em casa, através de livros e sem examemédico desaconselha-se por não haver um orientador a parda saúde, idade e hábitos culturais da praticante. Em umestabelecimento credenciado, com o instrutor qualificado emclasse e tendo feito um exame médico específico para aprática do SwáSthya, não há contra-indicação expressa. A
  48. 48. 48 TUDO SOBRE YÔGAmaior parte das praticantes e instrutoras pratica normal-mente nesse período.40. E para gestantes, há algum impedimento?A gestação não é doença e por si só não impede a prática doSwáSthya. Se a gestante está com algum problema de saúde,aí sim, terá que ser estudado o que é que ela pode fazer ounão. Contudo, o exame médico é uma rotina exigida por leipara todos os praticantes de ambos os sexos e todas asidades para qualquer modalidade, mesmo se ela forinteligente e biológica, como é o caso do nosso método.Se a gestante não praticava antes da gravidez, aconselha-seque nos primeiros três meses de gestação pratique apenas osrespiratórios, relaxamentos, meditação, mantras, pújás,mudrás, alguns kriyás (nauli, não) e apenas os ásanas maissimples.Se já era praticante, é só continuar e seguir asrecomendações do seu médico e do seu instrutor.Nas escolas que aplicam o Método DeRose não trabalhamoscom gestantes para fins de parto. No entanto, ninguém precisainterromper sua prática de SwáSthya por ter engravidado.41. Crianças antes da puberdade podem praticar?A idade ideal para iniciar é depois dos 15 anos. Em geral quemcomeça antes, interrompe durante a adolescência. Por outrolado, quem começa durante a adolescência não pára mais.O Yôga não é para crianças nem para idosos. É para adultosjovens de 16 anos em diante. Contudo, já foi explicado quepode-se praticar com qualquer idade.
  49. 49. DeROSE 49Nós não trabalhamos com crianças e, por motivos adminis-trativos, solicitamos aos pais que não as tragam, mas, seelas quiserem, podem praticar em casa.42. Como fica a questão das contra-indicações tão men-cionadas por alguns autores?Esses autores dirigem sua propaganda para os enfermos eidosos. É natural que se preocupem tanto com as contra-indicações. Nós trabalhamos com outro público, jovem esaudável, portanto, não precisamos enfatizar esse tópico.Ademais, o exame médico obrigatório já define satisfatori-amente o que cada qual pode ou não executar.Não obstante, as contra-indicações que citamos numa obraanterior permanecem perfeitamente válidas para quem pre-tenda praticar em casa. Como não sabemos a quantas anda asaúde desse praticante, recomendamos uma margem desegurança.43. Quantas vezes por semana deve-se praticar?Quantas vezes por semana deve-se praticar piano? Ou Ballet?Ou Jiu-jitsu? Ou qualquer coisa que se queira levar a sério eobter progressos concretos?Evidentemente, deve-se praticar todos os dias, inclusive nasférias. Se não tiver disponibilidade para treinar diariamentena escola de Yôga, complemente com algumas horas emcasa, através das gravações em áudio e em DVD.44. Quanto tempo por dia deve-se praticar?Nos estabelecimento credenciados por este autor as sessõessão de 55 minutos. Em casa você deve praticar um tempocompatível com o adiantamento que desejar. No início,
  50. 50. 50 TUDO SOBRE YÔGAalguns minutos por dia, aumentando aos poucos até o limitedesejado. Como em qualquer arte ou esporte você pode terpequenas, médias ou grandes aspirações. O tempo investidodeve ser diretamente proporcional às suas pretensões.Por exemplo, muita gente tem seu trabalho, sua família eainda consegue tempo para dedicar ao tênis ou ao curso deinglês. Como já dissemos, é uma questão de prioridade. Sevocê se satisfizer em ser um tenista amador, apenas paraexercitar um pouco o seu corpo sedentário, então, nos fins-de-semana passará quase sempre alguns minutinhos naquadra. Com as aulas de piano, a mesma coisa. Depois dotrabalho, duas vezes por semana você pode ir ao professorde música para brincar de extrair sons imperfeitos daquelenobre instrumento. Agora, se você quer ser um pianista deverdade, um músico sério, deve treinar pelo menos setehoras por dia, como todo mundo sabe. Ballet também. Yôgatambém. O tempo médio para a prática do SwáSthya emcasa é o mesmo que deve ser dedicado àquelas outrasmodalidades, observando sempre o aumento gradual dotempo. Lembre-se de que todo exagero é desinteligente evocê não vai querer ser considerado um dos poucosimprudentes que se machucaram fazendo Yôga. OITO MINUTOS POR DIATodavia, se você não deseja tornar-se praticante exímio enão aspira pelas conquistas excelsas que o nosso métodopode proporcionar, se quer apenas manter a forma e produzirefeitos benéficos sobre o corpo e o stress, o tempo mínimodiário de prática é de 8 minutos. Isso mesmo: apenas oitominutos por dia são suficientes. Por isso, é a disciplina idealpara pessoas muito ocupadas que, justamente por esse
  51. 51. DeROSE 51motivo, são sedentárias e estressadas, precisando, então, daruma atenção à sua coluna, seus pulmões, sua circulação,alongar sua musculatura. ORIENTAÇÃO SOBRE LIVROS , ESCOLAS E INSTRUTORES.45. Quais os melhores livros sobre o tema?R.: Os melhores livros são os que ensinam o Yôga Antigo.São os que não fazem tentativas de aliciamento oudoutrinação para seitas, religiões e ideologias. Os que nãoabrem concessões ao consumismo enfatizando benefíciosterapêuticos nem espirituais.Chegue à livraria já com a lista dos livros que desejaadquirir e não permita que lhe empurrem outra coisa, muitomenos aquele título que "está vendendo muito bem".Resista heroicamente à tentação de ler qualquer coisa, só portratar-se de desta filosofia ou de alguma matéria suposta-mente semelhante. Melhor é reler várias vezes um bom livrodo que ler vários livros novos de má qualidade. E,convenhamos, com uma bibliografia tão boa e extensa comoa que recomendamos, você não tem necessidade de sairgastando o seu tempo e dinheiro com livros que poderãoprejudicar não apenas a sua cultura, mas também a suasaúde mental. Consulte o Tratado de Yôga, sobre a lista de50 livros que recomendamos, de vários autores e diversasmodalidades.46. Onde encontrar bons livros sobre o assunto?
  52. 52. 52 TUDO SOBRE YÔGAA bibliografia indicada encontra-se com mais facilidade naslivrarias especializadas. Muitas fornecem livros pelo correioe podem enviá-los para a sua cidade. Há também algunswebsites que podem fornecer os livros e entregá-los na suacasa, como, por exemplo: www.yogabooks.com.br (Brasil) www.portaldeyoga.com.br (Brasil) www.mundodoyoga.com.br (Brasil) www.universoyoga.org.br (Brasil) www.tudosobreyoga.org (Portugal) www.yoga.online.pt (Portugal) www.yogaabasto.com.ar (Argentina) www.federaciondeyoga.org.ar (Argentina)47. Deve-se ler qualquer livro que aparentemente tenhaa ver com esta filosofia ou assuntos similares?Ler tudo o que lhe caia às mãos só por tratar-se suposta-mente da nossa ou de outra filosofia, arte ou "ciência" quevocê presume correlata, é um comportamento dispersivo.Lamentavelmente, a maior parte dos livros sobre Yôga esimilares que se encontram comercializados não é honesta.Sua leitura mais prejudica que ajuda. É melhor não sabernada do que pensar que sabe!48. Como saber que livros são desaconselháveis?Desaconselháveis são os livros escritos por leigos que ensi-nam uma visão distorcida e idéias erradas por ignorância doautor, pois qualquer pessoa pode publicar um livro se oeditor achar que vai vender bem.Desaconselháveis são os livros escritos por personalidadespsicóticas que muitas vezes implantam no leitor conflitos edistorções de comportamento, ao pregar, por exemplo, que
  53. 53. DeROSE 53tudo é ilusão ou que a sexualidade, beleza, dinheiro etc. sãocensuráveis.Desaconselháveis são ainda os livros que, sob o pretexto douniversalismo ou da “rolística”, criam híbridos, mesclandocoisas incompatíveis e oferecendo ao leitor uma miscelâneaapócrifa que não vai levá-lo a lugar algum, mas que segura-mente trará conseqüências desastrosas para sua saúde eequilíbrio mental.Não podemos generalizar, mas alguns sintomas são os se-guintes:a) Qualquer alusão à repressão sexual torna o livro potenci-almente suspeito, pois é através da repressão sexual quecertas ideologias conseguem manipular as pessoas. A partirdo momento em que um animal é castrado, torna-se dócil.b) Outro sinal de que um livro pode não ser sério é o fato deo autor se mostrar ao leitor como uma pessoa muito espiri-tualizada, boa e compreensiva, falando de Deus comfreqüência excessiva. No nosso métier, todos os lobos usampele de cordeiro.c) Em termos de prática, uma característica de que um livronão é confiável é ele mandar fazer as invertidas sobre acabeça usando a parede como apoio. O perigoso éjustamente a parede. A natureza é sábia. Se você não estiverapto a executar a parada sobre a cabeça a Mãe Naturezaimpedirá que você execute a técnica, fazendo-o cair e ficarem segurança... no chão! Mas se houver uma parede atrás,você não conseguirá cair. Ficará artificialmente retido nesseapoio, mesmo sem ter condições ou saúde. Isso tem causadoproblemas na coluna cervical e lesões mais sérias empessoas idosas ou enfermas que leram essa orientação numlivro aparentemente bem conceituado e puseram em práticaem casa, sozinhos, sem um exame médico.
  54. 54. 54 TUDO SOBRE YÔGA49. O que o professor acha dos livros do... ?Não é cordial da parte do estudante apresentar questões queeventualmente nos induzam a emitir alguma opiniãodesfavorável acerca deste ou daquele autor, mesmo nãosendo de Yôga.50. Quem pode lecionar?Legalmente e moralmente só pode lecionar esta metodologiaquem tiver feito um Curso de Formação de Instrutores etenha sido aprovado pela Federação do seu Estado. A menosque seja um dos raros veteranos possuidores da Carteira deInstrutor, expedida na década de 60 pela extinta Secretariade Educação do Estado da Guanabara. Mas desses, pelasnossas pesquisas, deve haver apenas um vivo e na ativa.Hoje, o único certificado que tem validade perante a UniãoNacional de Yôga é o documento unificado expedidoconjuntamente pela Universidade de Yôga em convênio comuma Universidade Federal, Estadual ou Católica. Além davalidade jurídica, esse certificado tem a vantagem de exigirum exame de revalidação que precisa ser prestado todos osanos. Isso preserva a atualização e a excelência técnica doinstrutor.Se o instrutor possuir esse tipo de certificado orgulhar-se-ápor havê-lo conquistado e o afixará em local bem visível noseu local de trabalho. Não havendo o certificado, não éinstrutor formado, é "ensinante leigo". Confiar a ele suasaúde, sua coluna, sua mente, seria equivalente a operar-secom um neurocirurgião que declare não ser necessárioformar-se em medicina para exercer sua profissão.51. Quanto se paga para praticar num bom estabelecimento?
  55. 55. DeROSE 55O costume é que o instrutor cobre por mêsaproximadamente o que um médico cobrar por umaconsulta, levando-se em conta o mesmo grupo sócio-econômico. Se cobrar menos, desconfie. Em geral, trata-sede um ensinante clandestino, não-habilitado, e seuestabelecimento costuma ser ilegal.Fora isso, existe uma norma sugerida pela União Nacionalde Yôga, e aceita pelas Federações de Yôga, que regula umvalor denominado mensalidade-padrão (MP$). A MP$existe para permitir uma avaliação indexada dos custos reaisdo instrutor para poder exercer sua profissão. Por exemplo,se seu aluguel for equivalente a 20 MP$, ele já sabe queprecisará de vinte inscritos só para pagar pelo seu local detrabalho, e assim sucessivamente.O padrão não é caro. Qualquer curso de línguas, deinformática, de música, de pintura, tem custo mais alto.Quem cobra abaixo da mensalidade-padrão é consideradoanti-ético. A MP$ é considerada a menor importância quepermita o desempenho honesto da profissão.Um instrutor que cobre menos que o padrão não temcondições financeiras de custear seu aprimoramento atravésde cursos, congressos, livros, viagens, filiação a umaentidade de classe, pagamento ao Supervisor etc. Baixandoseu preço, baixará o seu nível. E, indiretamente, estaráforçando os demais a baixarem também por uma questão demercado. Isso prejudica a todos e o principal prejudicado é oconsumidor que vai comprar um produto barato, portanto,compatível com o preço em termos de qualidade.52. Como encontrar uma boa escola?Achar um bom estabelecimento não é fácil. Por isso a UniãoNacional de Yôga mantém uma Central de Informações para
  56. 56. 56 TUDO SOBRE YÔGAfornecer os endereços credenciados junto à União, inclusiveas Federações reconhecidas e os Cursos de FormaçãoProfissional com validade legal.Os telefones da Central são (11) 3064-3949 e 3082-4514; osite é www.Uni-Yoga.org.O website da Universidade de Yôga não vende nada. Mascontém uma quantidade inimaginável de informações einstruções – teóricas e práticas – sobre o Yôga Antigo.O site permite downloads gratuitos de vários livros emportuguês, espanhol, italiano e alemão (brevemente tambémem francês e inglês), MP3 de diversos CDs com aulaspráticas de SwáSthya em português e espanhol,reprogramação emocional, meditação, mantras, música,mensagens etc.Disponibilizamos mais de 60 aulas gravadas, possibilitan-do a interação com estudantes de todo o Brasil e de todo omundo. Tudo sem ônus algum. É o único site de Yôga comessas características.Divulgamos gratuitamente os endereços de mais de milinstrutores de todos os tipos de Yôga, Yóga, Yoga e iogadisponíveis no Brasil.
  57. 57. SOBRE O FUNCIONAMENTO DE UM ESTABELECIMENTO DE YÔGA53. Qual o motivo da exigência de um atestado médico?Nós não aceitamos atestado médico. O que exigimos é umexame médico deve ser feito na própria ficha médica que asescolas fornecem. Trata-se de um exame rápido e simples,que qualquer médico formado, de qualquer especialidadeestá habilitado a preencher.A avaliação médica é uma exigência da Lei. Estabelecimentoslegalizados não podem permitir o ingresso de praticantesnem para a primeira aula sem cumprir esse quesito.Com a disseminação dos seguros-saúde, qualquer pessoadispõe de algumas centenas de médicos gratuitos e bemperto do seu local de trabalho ou residência.No entanto, recomendamos que procure um médico indicadopelo centro de Yôga ou um médico particular. Ocorre quealguns médicos de empresas, clubes e convênios mais baratoscostumam recusar-se a preencher a ficha por não estaremganhando o suficiente com a consulta para compensar otempo que perderiam. Se você for contemplado com a recusa,verifique se não se trata de um dos casos citados.Se algum candidato colocar dificuldade por causa do examemédico, tal comportamento denunciará uma pessoa comproblemas de ajustamento social. Se fosse fazer ginástica emqualquer academia legalizada teria que submeter-se a essaexigência que, aliás, todo o mundo aceita de bom grado.54. Quem é que não pode praticar por motivo de saúde?
  58. 58. 58 TUDO SOBRE YÔGAA questão não é impedir a prática e sim saber o que ointeressado pode praticar e o que não deve.Uma pessoa que tivesse, ao mesmo tempo, problemascardíacos, respiratórios, de coluna, de hipertensão, hérnia,úlcera e ainda fosse paraplégica, poderia praticarrespiratórios, relaxamentos, concentração, meditação,mudrás, mantras, pújá etc.Portanto, não existe a possibilidade de uma “contra-indicação à prática do método”. O que pode existir é umacontra-indicação a determinadas técnicas, conforme o caso.55. Qual o motivo de tirar os sapatos para entrar na salade prática?Higiene. Você vai se deitar e colocar o rosto na forração dasala de prática, portanto, ela deve estar tão limpa quanto asua cama.Conseqüentemente, os praticantes não devem circulardescalços pelas instalações, senão, depois teriam que tirar ospés para entrar na sala de aula.Caso você veja alguém andando descalço na escola ouassociação em que pratica, alerte o colega para que não entremais na sala de aula. Ou lava os pés, ou calça meias, ou vaipara casa.Se você ficar constrangido de avisar ao colega, abra o livro emostre-lhe esta resposta, pois, nesse caso, nós é queestaríamos lhe dando a presente instrução.56. É mesmo necessário utilizar o sânscrito paradesignar as técnicas? Não seria possível traduzir para oportuguês?
  59. 59. DeROSE 59Sânscrito é a língua técnica do Yôga. É necessário que serespeitem as raízes dessa filosofia milenar. Ninguémquestiona quando se usa o japonês para o Judô, o chinêspara o Kung-Fu, o francês para o Ballet. o italiano para aMúsica, o inglês para o Surf, o latim para a Advocacia.Alguém traduz habeas-corpus por “que tenhas teu corpo”?Ou pas-de-deux por “passo-de-dois”? Ou, ainda, pianissimopor “devagaríssimo”?57. Quais são as atividades que um bom estabelecimentocostuma oferecer? CURSOSA principal atividade de uma boa instituição é a promoção decursos e eventos.Os cursos podem ser ministrados pelo Diretor da entidade oupor instrutores convidados, provenientes de outras cidades,outros estados e outros países, desde que pertencentes à mesmatradição e autorizados pelo seu respectivo Mestre.Os cursos podem ser de respiração, de técnicas orgânicas, demeditação, de mantra, de mudrá. de kriyá, de concentração,de gerenciamento do stress, de alimentação biológica, deteoria sobre chakras e muitos outros, conquanto nãoextrapolem os parâmetros da linhagem seguida pela entidadeque os acolhe.A bem da seriedade e da ética, não se devem perpetrar mesclascom outras disciplinas supostamente similares. Não vamoscontribuir para a confusão generalizada. Uma entidade séria deYôga não faz barafunda com cursos de Massagem, Tai-Chi,Cristais, Florais, Tarot, ou qualquer outra disciplina, por melhorou mais recomendável que essa outra possa ser, separadamentedo Yôga.
  60. 60. 60 TUDO SOBRE YÔGA ENCONTROS SOCIAIS, RECREATIVOS E CULTURAISÉ louvável a promoção de encontros sociais, recreativos eculturais, tais como jantares, chás, festas e reuniões comquaisquer justificativas, estritamente para os membros dacomunidade e seus convidados. A finalidade é congregar enuclear a grande família yôgi, bem como integrar seusfamiliares e amigos a fim de que saibam como é o lugar queestão freqüentando e com quem estão andando.Precisamos conviver mais uns com os outros para percebercomo o nosso público é bem mais alegre e divertido do que ospobres mortais, sem tomarmos nem uma gota de álcool.Além do mais, é desses encontros sociais que têm surgido osrelacionamentos afetivos mais fecundos da nossa História. Émuito importante que os adeptos da Nossa Cultura consigamrelacionar-se afetivamente entre si, pois têm muito mais diálogo emuito mais trocas a realizar. Quando ocorrem casamentos entreyôgins, o Yôga passa a habitar em seus corações para sempre. GRUPOS ESPECÍFICOSUma associação ou escola de Yôga também ofereceaprimoramento específico nas áreas mais importantes, taiscomo: Grupo de Estudos, Grupo de Coreografia, Grupo deMeditação, Círculo de Leitura, Coral de Mantras eSeminário de Preparação para Futuros Instrutores. Sãoatividades que motivam os alunos e contribuem parafidelizá-los, bem como para representar melhor a imagem doseu Espaço Cultural. FORMAÇÃO PROFISSIONALEste é o objetivo principal do nosso trabalho. Nossa meta é adifusão da filosofia que preconizamos. Para tanto,precisamos preparar mais e melhores instrutores. Todo
  61. 61. DeROSE 61profissional honesto reconhece isso e compreende que cadainstrutor formado nos permitirá expandir o ensinamentocomo um formador de opinião, um fator multiplicador. Daí amáxima que diz: “a missão do professor de Yôga épreparar novos instrutores”. LIVROS E VÍDEOSUma boa instituição é um pólo de expansão cultural edifunde a nossa mensagem através do fornecimento dematerial didático, como livros e aulas gravadas em áudio eDVD, bem como todos os suprimentos que possamcontribuir para o praticante se integrar mais à nossa escola. PRÁTICAS REGULARES PARA INICIANTESFinalmente, um bom estabelecimento tem até práticasregulares para iniciantes que não queiram tornar-seinstrutores, mas desejem apenas praticar. Thiago Massi – Barcelona, Espanha
  62. 62. FORMAÇÃO PROFISSIONAL58. Eu posso me tornar instrutor? Mas sou apenas uminiciante!Pode. E é ótimo que seja um iniciante, pois assim vaicomeçar certo e sem vícios.59. Como faço para iniciar minha formação profissional?Se você tiver condições de freqüentar uma escola ouassociação credenciada pela Universidade de Yôga, receberáa melhor orientação diretamente de professores altamentecapacitados.Caso não possa participar ao vivo das nossas aulas, estudeem casa pelos nossos livros, CDs e com o Curso Básico emVídeo/DVD. A maior parte desse material didático vocêpode acessar gratuitamente no site www.DeRose.org.br.60. Caso eu me torne instrutor terei condições departicipar do trabalho da Universidade de Yôga? E maistarde poderei tornar-me credenciado da Uni-Yôga?Nossa rede de escolas e associações filiadas está emconstante expansão. Conseqüentemente, estamos semprenecessitando de novos instrutores em várias cidades e atépara outros países.Complemente estas informações com os esclarecimentos dopróximo capítulo.
  63. 63. UMA CONVERSA FRANCA COM OS PAISTambém sou pai e compreendo a sua preocupação no quediz respeito ao futuro do seu filho ou filha. Por esse motivo,escrevi este livreto, para tentar esclarecer as principaisapreensões daqueles cujos filhos decidiram seguir a nossacarreira. Desempenho esta profissão há quase 50 anos,portanto, ninguém melhor do que eu para discorrer sobre asvantagens e desvantagens do métier.Gostaria que você encarasse este texto como uma conversafranca e aberta sobre os riscos e compensações decorrentesdaquela decisão, bem como um aconselhamento a pais efilhos sobre como enfrentar tal empreitada.Quero que fique bem claro que estou me referindo aoMétodo DeRose, uma modalidade extremamente séria,técnica e profissional. Com relação a outras vertentes, nãopodemos emitir opinião nem arriscar garantias. Asdiferenças entre o nosso trabalho e o dos outros são abissais.A partir da leitura deste livro estarei à disposição paracomplementar algum esclarecimento que se mostrenecessário.Espero que este texto ajude tanto no aspecto informativoquanto no afetivo, pois é disso que a garotada maisnecessita. Freqüentemente, é pela falta desses dois fatoresque muitos jovens acabam se envolvendo com amizadesperniciosas ou com seitas aliciantes.
  64. 64. 64 TUDO SOBRE YÔGAQuero que conte comigo como um aliado no compromissode buscar o melhor para o seu filho ou filha. Coloco meuaconselhamento à sua disposição, já que brevementecomemoro meio século de ensino e durante essas décadasconduzi muita gente ao sucesso profissional. DeRose Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil. Doutor Honoris Causa por várias entidades culturais e humanitárias. Comendador pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História. Comendador e Notório Saber em Yôga pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração. Renata – Unidade Higienópolis – São Paulo, SP, Brasil
  65. 65. QUESTÕES SOBRE A PROFISSÃO61. Meu filho estava cursando engenharia e resolveu serinstrutor de Yôga. O que devo fazer?Em primeiro lugar, não creio que você deva se preocuparcom isso logo de início. Pode tratar-se apenas de umimpulso momentâneo. Também fomos jovens e sabemosque mudar de idéia é um privilégio da juventude. Se os maisvelhos desapoiarem a aspiração do jovem, ele fincará pé elevará sua decisão até os limites, só para contrariar. Eu fuiassim, você também foi. Basta dizer não para gerar umadefensiva e conflagrar uma guerra. O melhor a fazer é darum tempo.62. E se ele persistir na idéia?Nesse caso, não há nada que uma boa conversa não resolva.Pais e filhos precisam conversar. Precisam ser amigos. Énecessário que confiem um no outro. Converse com ele paraverificar por que tomou essa decisão. Se tiver sido umadecisão madura, fruto de uma vocação autêntica, então cabea nós, os mais velhos, prestar aconselhamento e apoio.63. Mas eu quero que ele se forme em engenharia,medicina ou direito.Nada contra essas profissões, contudo não podemosdeixar de levar em consideração que a realização pessoaldo seu filho vale mais do que a satisfação das nossasconveniências. Se ele estudar o que o pai deseja, só porobediência, certamente tornar-se-á uma pessoa frustrada.Nenhum pai deseja isso para o seu filho.
  66. 66. 66 TUDO SOBRE YÔGA64. É que as carreiras tradicionais têm status e contamcom o respeito da sociedade.Sem dúvida. Mas também custam muito mais caro paraobter a formação e depois a probabilidade é que a maioriafique desempregada porque o mercado de trabalho já estásaturado há mais de duas décadas. Grande parte dos nossosalunos é constituída por engenheiros, advogados, arquitetos,psicólogos e até médicos que formaram-se, mas nãoconseguiram ou não quiseram trabalhar em suas respectivasáreas.Quanto ao status, na nossa profissão, o jovem vai ensinaraos engenheiros, médicos, advogados, arquitetos, psicó-logos, empresários, executivos, intelectuais, políticos eartistas. Vai ser tratado com reverência e admiração. Vai darcursos em Universidades. Vai viajar pelo país todo e poroutros países. Vai dar entrevistas para jornais e televisão.Vai escrever livros. Não há sombra de dúvida de que sepode conquistar o respeito da comunidade sendo instrutor doMétodo DeRose.65. Precisamos pensar no futuro. É preciso estudar e terum certificado...Certificado ele vai ter, expedido por uma UniversidadeFederal, Estadual, Católica ou outra particular, à suaescolha. Pela estrutura que oferecemos, provavelmente, vaiconseguir certificação de mais de uma Universidade noBrasil e com possibilidade de, mais tarde, receber outra naEuropa. Mais para frente, poderá optar pelo Mestrado não-acadêmico.Na página seguinte, reproduzimos o certificado expedido emconvênio com a PUC – Pontifícia Universidade Católica.
  67. 67. DeROSE 67

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