A Vida Secreta das Plantas

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No ano de 1966, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, numa tediosa tarde teve a estranha idéia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.
Movido pela simples curiosidade, descobriu algo que abalaria os fundamentos da visão que o homem tem sobre o mundo que o cerca: As plantas tem uma percepção extremamente aguçada das energias que movem o universo.
E vai além: são capazes de reagir de diferentes formas até mesmo as intenções ocultas da mente humana. Os xamãs — homens de conhecimento das comunidades pré-históricas — já sabiam que, por trás da sua aparente passividade, as plantas possuem uma vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi constatado, desde então, por cientistas, alquimistas e visionários de diferentes épocas e lugares.
Este livro, escrito por Peter Tompkins e Christopher Bird (e inspirou Steve Wonder a compor, em 1979, o disco “Journey Through the Secret Life of Plants” – mas alguém leu o livro pra ele, né? – certa vez me indagou um amigo. rs), nos prova através de métodos científicos, sensitivos e espirituais que as plantas são seres de luz, muito mais sábias do que pode supor nossa limitada percepção.
Durante toda a leitura, pensamentos me invadiam o tempo todo. De pensar o quanto ainda temos a evoluir, o quanto ainda temos a aprender sobre o mundo que nos rodeia. A máxima de Shakespeare “Há muito mais entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia” se faz tão presente e reveladora durante a leitura que nos resta apenas a humildade e a alegria em saber que estamos aqui de passagem, e por mais que nos esforcemos, os mistérios continuarão a nos desafiar. Que ótimo! Que ingratidão revelar todos os truques das forças místicas e energias cósmicas que movem o universo e fazem do caos uma teoria sábia e precisa, cheia de vida, cores, flores e perfumes.
Certamente quando o homem, ainda tão iludido por aquilo que é visível e palpável, ainda tão depende daquilo que é material, do que é mensurável, exeqüível, ainda tão dependente daquilo o que apodrece, conseguir enxergar além do que os fustigados olhos podem ver, despertará para um mundo que, mesmo secreto, está o tempo todo bem debaixo dos nossos sentidos – basta apenas permitirmos compartilhá-lo.
Acredito que livros como estes são apenas os primeiros passos, apenas o engatinhar do homem em direção as descobertas que revolucionará a visão do universo no próximo século e certamente apontam para um relacionamento de profunda harmonia e respeito entre o homem e a natureza. Recomendadíssimo!

*critica literária de autor desconhecido

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