Botanica

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Botanica

  1. 1. BOTÂNICA Fisiologia Vegetal
  2. 2. Condução de Seivas • Seiva Bruta; • Seiva Elaborada;
  3. 3. Absorção de Água e Sais Minerais • A água penetra pela raiz; • P a s s a g e m p o r osmose; • S a i s m i n e r a i s : Macronutrientes e micronutrientes;
  4. 4. O xilema ou lenho é constituído por células tubulares mortas dispostas em colunas. As de maior calibre são chamadas de elementos de vaso e as de menos calibre, de traqueídes. A morte das células xilemáticas decorre da d e p o s i ç ã o d e u m a s u b s t â n c i a endurecedora, a lignina.
  5. 5. Condução da Seiva Bruta • Vaso condutor: Xilema; • Criação de uma força de sucção; • Mais água perdida na transpiração, mais água absorvida pela raiz; • União das moléculas de água “pontes de hidrogênio”; • A tensão força a subida da coluna de água;
  6. 6. • Dessa forma, concluímos que quanto maior for a transpiração da planta, maior serão a absorção de seiva bruta na raiz e sua velocidade de condução pelo xilema sob uma pressão negativa (tensão). Fica evidente a importância do reforço de lignina nas paredes dos elementos de vaso para impedir o colapso dos mesmos submetidos à força de sucção. Se fossem moles, as células teriam coladas as suas paredes, o que interromperia a passagem da seiva.
  7. 7. Gutação ou Sudação • É a eliminação da água pela folha; • Acúmulo de água no solo e alta umidade; • Estômatos fechados;
  8. 8. Existem dois tipos de hidatódios nos vegetais: • Hidatódio epidermal: é quando somente uma célula epidérmica tem a capacidade de expulsar a água, geralmente, através do transporte ativo. • Hidatódio epitemal: é também chamado de estômato aquífero, consiste de duas células estomáticas e vigorosas que cercam um poro que fica constantemente aberto. Há também uma câmara subestomática, que possui um interior composto por uma polpa, denominada parênquima aquífero, na qual se sobressaem os vasos de xilema, condutores de água. Este tipo de Hidatódio ocorre com mais frequência.
  9. 9. TRANSPIRAÇÃO • As folhas perdem diariamente seu peso em água, o pode-se dizer 700 litros de água em média para uma árvore de médio porte. • Transpiração é o processo em que as plantas perdem água sobforma de vapor. A folha é o principal órgão responsável pela transpriação vegetal; mas outros órgãos como flor, caule e frutotambém transpiram.A transpiração total das plantas é realizada pelos estômatos(processo fisiológico) e pela cutícula (fenômeno físico)
  10. 10. Transpiração estomatar A transpiração estomatar é realizada pelos estômatos e regulada por um fenda, denominada ostíolo, delimitada por duas células–guarda(ou célula estomática) clorofiladas. Através do ostílo, a planta realiza as trocas gasosas com o meio ambiente. Transpiração cuticular A transpiração cuticular é um processo físico de evaporação, sem o controle da planta.A cutícula de natureza lipídica recobre a epiderme, protegendo-a
  11. 11. • As plantas higrófilas vivem em ambiente úmido, apresentando uma cutícula delgada, folhas moles e grandes; tais folhas não precisam economizar água. • As plantas xerófilas são adaptadas ao ambiente seco, elas apresentam, em geral, folhas pequenas, duras e a cutícula espessa,garantindo à planta uma boa economia hídrica.As vezes as folhas ficam reduzidas a pequenas escamas ou se transformam em espinhos, como nas cactáceas
  12. 12. Condução da Seiva Elaborada • Pr o d u z i d a p e l a s células clorofiladas; • Vaso: Floema; • Pa s s a g e m l e n t a (glicose); • Do mais concentrado p a r a o m e n o s concentrado;
  13. 13. • O floema é um tecido possuidor de dois tipos celulares vivos: os elementos de vaso crivado são células tubulares desprovidas de núcleo e vacúolo condutoras de seiva elaborada. Cada uma de suas extremidades p o s s u i u m a p l a c a c r i v a d a . A s c é l u l a s companheiras são nucleadas e não atuam diretamente na condução de seiva, mas sustentam a produção de substâncias essenciais ao metabolismo dos elementos de vaso crivado, mantendo-os vivos.
  14. 14. • Quando um elemento de vaso crivado é danificado e há risco de extravasamento de seiva pela região lesada uma substância denominada calose se deposita sobre os poros de sua placa crivada, interrompendo o fluxo de líquido pelo vaso. O mesmo ocorre na presença de agentes causadores de doenças de plantas - como vírus fungos e bactérias - no floema para isolar os vasos infectados dos vasos sadios.
  15. 15. Modelo de Münch ou pressão positiva de seiva
  16. 16. Anel de Malphighi
  17. 17. Na planta, a contínua produção de solutos orgânicos pelas folhas e o retardo do fluxo de líquido pelas placas crivadas do floema impedem o equilíbrio das concentrações entre a fonte e o dreno de seiva elaborada. Interessante lembrar que os insetos afÍdeos (pulgões), conhecidos parasitas sugadores da seiva elaborada de plantas foram importantes indicadores de que esta flui sob pressão, e não sob tensão como a seiva bruta. Ao atingirem o floema com seus aparelhos bucais picadores esses insetos permitem que a pressão da seiva elaborada a faça atravessar seu tubo digestório e sair pelo ânus, como se pode ver na figura ao lado.
  18. 18. Afídeo - Pulgão Inseto
  19. 19. Fotossíntese • Capacidade de produzir seu próprio alimento; • Ocorre principalmente nas folhas; • Consiste em transformar energia luminosa em química;
  20. 20. Absorção de luz • Absorção de luz de diferentes comprimento de onda; • Velocidade maior na azul e vermelha; • Verde: reflete e não absorve;
  21. 21. Clorofilas • Pigmentos responsáveis pela absorção de energia luminosa; • Semelhantes a hemoglobina; • Cinco tipos: a, b, c, d, e. • Localizadas nos cloroplastos, nos tilacóides;
  22. 22. Reação Química A Fotossíntese é dividida em duas etapas: clara e escura
  23. 23. Fase clara • Converte energia luminosa em química; • Ocorre nos cloroplastos; • Desequilíbrio da clorofila, tira elétrons da água; • Liberação oxigênio e H2; • Formação do NADPH2 e ATP;
  24. 24. Fase Escura • Não necessita de luz; • Usa o NADPH2 e ATP; • Absorve CO2 e forma glicose;
  25. 25. A e t a p a q u í m i c a d a fotossíntese ocorre no e st r o m a d o s c l o r o pl a s t o s , s e m p r e c i s a r d e e n e r g i a luminosa, que usa a energia acumulado no ATP produzido na fase fotoquímica. O CO2 absorvido da atmosfera transforma-se em glicose por mei o da inc orp oraçã o do s hi d r og ê ni o s c e di d os pe l a s m o l é c u l a s d e N A D P H , formadas na fase. Assim a formação de carboidratos não envol ve a luz d ireta mente, mas precisa de dois produtos f o r m a d o s d u r a n t e a f a s e clara: o NADPH e o ATP, que f o r m a m n a p r e s e n ç a d e energia luminosa.
  26. 26. Plantas C3 e C 4 Aproximadamente, 2/3 da massa vegetal que recobre a superfície terrestre é composta por gramíneas de diversos tipos. Quanto a sua adaptação ambiental e eficiência fotossintética, as gramíneas são classificadas em duas categorias: espécies temperadas (plantas C3) e tropicais (plantas C4) Normalmente, as espécies forrageiras temperadas apresentam melhor qualidade, definida em termos de digestibilidade, consumo e teor de proteína. A degradação ruminal das gramíneas C3 ocorre mais rapidamente que as do tipo C4, visto que as mesmas apresentam parede celular mais fina, ou seja, contêm menor teor de compostos indigeríveis, como a lignina. Por outro lado, as gramíneas tropicais (C4) apresentam maior eficiência fotossintética, sendo mais produtivas em termos de matéria seca. Entretanto, a qualidade (teor de proteína, consumo, digestibilidade) das gramíneas tropicais (C4), geralmente, é inferior a das gramíneas temperadas. Plantas CAM Um terceiro modo de fixação, é a fotossíntese denominada CAM, ou seja, ocorre a fixação de carbono pelo mecanismo ácido-crassuláceo, que aumenta a eficiência na utilização de água através da abertura de estômatos, para absorção de CO2, apenas à noite. Esta estratégia é comum em plantas epífitas das famílias Cactaceae (cactos), Bromeliaceae (bromélias), Piperaceae (peperômias) e Orchidaceae (orquídeas). Nestas plantas, os ácidos málicos e isocítrico acumulam-se durante a noite e são novamente convertidos em gás carbônico na presença de luz. Este processo é claramente favorável em condições de alta luminosidade e escassez de água. Estas plantas dependem muito deste processo, pelo fato de seus estômatos estarem fechados durante o dia a fim de evitar a perda de água. As células estomáticas são as únicas células epidérmicas que fazem fotossíntese e produzem glicose.
  27. 27. Fatores limitantes da Fotossíntese • Intensidade luminosa; • Concentração de CO2; • Temperatura; • Fatores internos: Genética, posição das folhas, nutrição e etc.
  28. 28. Respiração • Retiram energia (glicose) e utilizam para processos vitais; • Célula: Mitocôndria;
  29. 29. Ponto de Compensação • O ponto em que a respiração e fotossíntese se igualam em algum ponto do dia.
  30. 30. Plantas de sol e sombra • Heliófitas- Muita luz solar, alto ponto de compensação; • Umbrófitas- Pouca luz solar, baixo ponto de compensação;
  31. 31. TECIDOS VEGETAIS MERISTEMAS Os meristemas são encontrados nos ápices de todas as raízes e caules e estão envolvidos, principalmente, com o crescimento em comprimento do corpo da planta. Meristemas primários crescimento longitudinal Meristemas secundários crescimento diametral O termo meristema (do grego: merismos, divisão) enfatiza a atividade de divisão da célula (mitose) como uma característica do tecido meristemático
  32. 32. CARACTERÍSTICAS DA CÉLULA MERISTEMÁTICA Parede celular fina (parede celular primária; Citoplasma denso; Núcleo volumoso; Presença de precursores de plastos, os proplastídeos; Vacúolos de tamanho reduzido (microvacúolos) ou ausentes; Ausência de espaços intercelulares.
  33. 33. MERISTEMAS PRIMÁRIOS Protoderme (dermatogênio) Meristema fundamental (periblema) Procâmbio (pleroma) MERISTEMAS SECUNDÁRIOS: são responsáveis pelo crescimento em diâmetro dos órgãos, raiz e caule São meristemas secundários: o câmbio vascular, meristema secundário responsável pela formação dos tecidos vasculares (o xilema e o floema) felogênio, responsável pela formação do súber ou cortiça.
  34. 34. TECIDOS PERMANENTES (ADULTOS) 1- EPIDERME Função: revestimento e proteção ANEXOS EPIDÉRMICOS Cutícula: depósito de ceras e cutinas (lipídios). Função: reduz as perdas de água por transpiração Acúleos: roseiras. Função: proteção Papilas: pétalas. Função: atração Pêlos ou tricomas. Funções: secreção, absorção, proteção
  35. 35. PERIDERME A periderme é um tecido secundário protetor, que substitui a epiderme nas raízes e caules com crescimento secundário continuo. súber felogênio feloderme
  36. 36. Ritidoma é a designação dada às porções mais velhas do súber que se vão destacando da superfície dos troncos das plantas lenhosas, constituindo a sua camada mais externa. É camada exterior, constituída por células mortas, da casca das árvores e outras plantas lenhosas.
  37. 37. Lenticelas são órgãos de arejamento encontrados nos caules. Pequenos pontos de ruptura no tecido suberoso, que aparecem como orifícios na superfície do caule e fazem contato entre o meio ambiente e as células do parênquima.
  38. 38. súber ritidoma
  39. 39. TECIDOS DE SUSTENTAÇÃO promovem a manutenção da forma do organismo. Colênquima: vivo, encarregado da sustentação flexível. Esclerênquima: morto , encarregado da sustentação rígida.
  40. 40. PARÊNQUIMA Parênquima clorofiliano: produz o alimento que nutre a planta.
  41. 41. Parênquima de reserva: especializado no acúmulo de substâncias Aqüífero. Comum nas plantas de regiões secas (xerófitas ), armazena água , Aerífero. As plantas aquáticas apresentarão uma parênquima aerífero ou aerênquima muito bem desenvolvido. Amilífero: armazena amido em leucoplastos.
  42. 42. PARÊNQUIMAS DE PREENCHIMENTO Os parênquimas com função de preenchimento localizam-se basicamente no córtex e na medula da planta, sendo denominados, respectivamente, parênquima cortical e parênquima medular.
  43. 43. REPRODUÇÃO DOS VEGETAIS
  44. 44. Fases da Função Reprodutora nas plantas com flor Polinização A polinização é a passagem do pólen da antera para o estigma Fecundação Fecundação é a união da célula sexual masculina, contida na 55 extremidade do tubo polínico, com a célula sexual feminina contida no óvulo. Frutificação Processo de formação do fruto, o ovo desenvolve–se e origina o embrião, que, juntamente com as substâncias de reserva originam a semente. As paredes do ovário engrossam e origina o pericarpo. Disseminação Dispersão das sementes pela água, pelo vento e pelos animais. Germinação Transformação do embrião da semente numa nova planta à custa das substância de reserva
  45. 45. Polinização pelos morcegos ou polinização quiropterófila: A polinização por morcegos ou quirópteros ocorre em plantas s i t u a d a s e m r e g i õ e s intertropicais, como em algumas espécies de Bombacáceas, Bignoniáceas, cujas flores, isoladas, grandes e resistentes, se abrem ao anoitecer, emitem comumente um aroma de frutos em fermentação e produzem grandes quantidades de néctar e pólen, de que se nutrem os morcegos.
  46. 46. Polinização pelo vento ou polinização anemófila: Gramínea Cor tader ia sel lowana, com suas inflorescências ao vento: polinização anemófila. Realiza-se pela ação do vento e ocorre em cerca de 1/10 das Angiospermas e Gimnospermas. As plantas anemófilas produzem grande quantidade de pólen, c omo n o mi l h o , q u e c h e g a a p r o d u z i r aproximadamente 50 milhões de grãos de pólen (única planta). Grande parte desse pólen se perde. Geralmente, os grãos de pólen são pequenos e lisos. O vento é capaz de levar o pólen a grande distância. Cita-se o caso de na Itália de uma tamareira feminina ter sido polinizada com o pólen proveniente da planta masculina situada a 75 km de distância. Em regiões onde predominem plantas anemófilas, como Gramíneas, Pinus, Araucaria e outras, a porcentagem de pólen na atmosfera eleva-se de tal maneira que chega a produzir a chamada "chuva de enxofre". Certos tipos de grãos de pólen causam alergias.
  47. 47. Polinização pelos pássaros ou polinização ornitófila: Os pássaros concorrem para a polinização de muitas plantas, como no caso da (Strelitzia regiae) bananeira-da- rainha polinizada pela ave Nectarinea alfra, do digital (Sanchezia nobilis), p e l a a v e n e c t a r í f a g a Arachnethera longirostris. Nas regiões tropicais, o beija-flor ou colibri é um dos mais conhecidos agentes polinizadores.
  48. 48. Polinização pelos insetos ou polinização entomófila: Abelha contribuindo para a Polinizaçao Faz-se com o concurso dos insetos e ocorre na maioria das Angiospermas. Os insetos são atraídos pelos nectários que produzem o néctar, pelos aromas os mais diversos, pela coloração viva das flores. Durante a visita as flores, os insetos ao roçarem involuntariamente os estames, se cobrem de pólen e buscando outras flores, tocam o estígma, deixando aí o pólen. Os grãos de pólen entomófilos são grandes, providos de asperesas e poucos abundantes quando comparados aos pólen anemófilos. A estrutura floral de algumas plantas parece ter sido desenhada para o melhor aproveitamento da visita dos insetos. Dentre os insetos polinizadores, destaca-se pela sua frequência, a abelha, que poliniza especialmente as plantas frutíferas, como a laranjeira, o melão, abacateiro e outras plantas de valor econômico, como a (Medicago sativa) alfafa, cafeeiro, (Crotalaria sp.) crotalária, e orquídeas. Para as abelhas, os nectários tem cor da luz ultravioleta, que atrai especialmente. Por outro lado, as moscas, as mariposas e outros insetos visitam assiduamente as flores de (Glycine hispida) soja, e da sempre viva. Conhecida é a polinização dos figos por vespinhas do gênero Blastophaga, que se desenvolve no interior da inflorescência do tipo sícono.
  49. 49. Polinização pelos caracóis ou polinização malacófila. P o l i n i z a ç ã o p e l a água ou polinização hidrófila: C l á s s i c o é o exemplo da conhecida Vallisneria spiralis, da Europa, planta dióica, que habita as águas doces . As flores femininas são sustentadas por pedúnculos que se alongam e se expandem na superfície da água. As masculinas, de pedúnculos curtos, desprende-se das partes inferiores, submersas das plantas, vem a tona, abrem-se e flutuando colocam-se em contato com os estigmas. O mesmo mecanismo e n c o n t r a m o s n a E l o d e a canadensis.
  50. 50. A Flor Constituição da flor hermafrodita 46
  51. 51. Dicogamia - estames e ovários amadurecem em épocas diferentes. 01 - Protandria ou Proterandria - quando as anteras atingem a maturidade antes que o estigma. Como em muitas compostas, Campanuláceas, Umbelífera, Geraniáceas e na Salva sp. 02 - Protoginia ou Proteroginia - quando o estígma amadurece primeiro que as anteras, tornando-se receptivo ao pólen, como na tanchagem (Plantago media) , no Arum e no papo-de-perú ou aristolóquia. A autopolinização, em muitas espécies, pode levar a uma redução no vigor e na produtividade da espécie.
  52. 52. Fecundação Grão de pólen Estigma Estilete Tubo polínico Ovário Óvulo Célula sexual feminina Os grãos de pólen germinam O tubo polínico vai crescendo ao longo do estilete até chegar ao ovário Fecundação Célula sexual masculina Fecundação é a união da célula sexual masculina, contida na extremidade do tubo polínico, com a célula sexual feminina contida no óvulo. 47
  53. 53. Fecundação nas angiospérmicas 1ºDurante o crescimento do tubo polínico, originam-se 2 gametas masculinos. 2º Quando o tubo polínico penetra no óvulo, liberta os 2 gametas . 3ºUm gameta vai fecundar a oosfera, dando origem ao ovo, o outro gameta vai juntar-se aos 2 núcleos polares e dá origem á celula-mãe das subtâncias de reserva. endosperma! Núcleos polares Oosfera Gâmeta masculino Gâmeta masculino Célula-mãe das substâncias de reserva Ovo ou zigoto Dupla fecundação Óvulo 48
  54. 54. Fecundação nas Angiospérmicas Um gameta vai fecundar a oosfera, dando origem ao ovo, o outro gameta vai juntar-se aos 2 núcleos polares, dando origem à celula-mãe das substâncias de reserva. Gâmeta masculino + Oosfera Ovo ou Zigoto Gâmeta masculino + Núcleos Polares Célula-mãe das 50 substâncias de reserva Endosperma
  55. 55. Frutificação Frutificação é o processo de formação do fruto. O ovo desenvolve–se e origina o embrião que, juntamente com as substâncias de reserva origina a semente. As paredes do ovário engrossam e origina o pericarpo. 51
  56. 56. Fruto Ao conjunto do pericarpo e das sementes chama-se fruto Fruto seco Fruto carnudo • Tem o pericarpo pobre em substâncias de reserva • Tem o pericarpo rico em substâncias de reserva. Pericarpo Semente Vagem Drupa Pericarpo Semente 52
  57. 57. Constituição do Fruto Pericarpo Semente • Após a fecundação as paredes do ovário fica mais espessa e dão origem ao pericarpo • Após a fecundação o ovo dá origem ao embrião e a célula-mãe das substância de reserva dá origem ao endosperma. Epicarpo Mesocarpo Endocarpo Semente 53
  58. 58. A Semente Cotilédone Tegumento Embrião Gémula Radícula Caulículo 54
  59. 59. Briófitas Não tem espécies marinhas O gametófito é a fase reprodutora mais duradoura Reprodução das Briófitas Quando maduro, no alto do gametófito se desenvolve um órgão que na planta masculina é denominado de anterídio, e na feminina chamado de arquegônio. No interior do anterídio são produzidos os anterozoides (gametas biflagelados), e no arquegônio, a oosfera. O embrião recebe substâncias nutritiva da planta mãe, processo conhecido como Matrotrofia, células especializada pelo arquegônio. Esse conjuntos de células responsáveis pela transferencia ativa de nutrientes para o embrião em desenvolvimento é chamado de placenta por analogia ao órgão presente em certos animais e que desempenha a função semelhante.
  60. 60. Reprodução das Plantas sem flor e com vasos vasculares. PTDERIDÓFITAS. 56
  61. 61. Reprodução das Gimnosperma Existem dois tipos de estróbilos, um grande e outro pequeno e, como consequência, há dois tipos de esporângios e de esporos. Nos estribilhos maiores, considerados femininos, cada esporângio, chamado de óvulo, produz por meiose um megásporo (ou macrósporo). O megásporo fica retido no esporângio, não é liberado, como ocorre com os esporos das pteridófitas. Desenvolvendo-se no interior do óvulo o megásporo origina um gametófito feminino. Nesse gametófito surge arquegônios e, no interior de cada um deles, diferencia-se uma oosfera (que e o gameta feminino). Nos estróbilos menores, considerados masculinos, cada esporângio - também chamado de saco polínico- produz por meiose, numerosos micrósporos. Desenvolvendo-se no interior do saco polínico, cada microsporo origina um gametófito masculino, também chamado de grão de pólen (ou gametófito masculino jovem). A ruptura dos sacos polínicos libera inúmeros grãos de pólen, leves, dotados de duas expansões laterais, aladas. Carregados pelo vento, podem atingir a oosfera que se encontram nos estróbilos femininos. O processo de transporte de grão de pólen (não se esqueça que eles representam os gametófitos masculinos) constitui a polinização, que, nesse casos, ocorre pelo vento.
  62. 62. Partenocarpia Na natureza, é comum o desenvolvimento de ovários sem que tenha havido a formação das sementes. É o caso da banana. A auxina existe na parede do ovário e também nos tubos polínicos é que garante o crescimento do fruto. Artificialmente, é possível produzir frutos partenocárpicos por meio da aplicação de auxinas diretamente nos ovários, retirando-se previamente os estames para evitar polinização. Isso é feito para se obter uvas, melancias, e tomates sem sementes.
  63. 63. As Auxinas Os hormônio vegetais mais conhecidos são as auxinas, substâncias relacionadas à regulação do crescimento. Das auxinas, a mais conhecida é o AIA – ácido indolilacético. O AIA nos vegetais não é produzido apenas em coleóptilos (Dá-se o nome de coleóptilo a primeira porção de planta que aparece à superfície do solo. Este desenvolve-se segundo a luz. Se a sua intensidade for constante, a planta irá-se desenvolver na vertical, se for iluminada lateralmente os coleóptilos irão crescer na direção da luz, curvando-se). Sua produção também ocorre em embriões nas sementes, em tubos polínicos, e até pelas células da parede de ovários em desenvolvimento. Na planta adulta, é produzindo nas gemas apicais, principalmente as caulinares. O transporte do AIA é polar, isto é, ocorre apenas nos locais de produção para os locais de ação por meio de células parenquimáticas especiais. O AIA age em pequeníssima quantidade, na ordem de milionésimos de mg, estimulando o crescimento.
  64. 64. Efeito das auxinas Na dominância apical As auxinas atuam nos genes das células vegetais, estimulando a síntese de enzimas que promovem o amolecimento da parede celular, possibilitando a distensão das células. A forma do corpo de muitas plantas, principalmente as do grupo perene é definida pela ação hormonal. A gema apical, que atua no crescimento longitudinal do caule, produz auxina na superfície para inibie as gemas laterais, deixando-as dormentes. Eliminando-se a gema apical, o crescimento passará a ser promovido pelas gemas laterais ativadas pela ausência de auxina. O vegetal apresentará, então, forma copada: pouca altura e mais galhos. No crescimento sob a luz Coleóptilos submetidos à iluminação unilateral apresentaram um crescimento em direção oposta à da luz. O AIA desloca-se do lado iluminado para o não iluminado, exercendo aí o seu efeito. A curvatura do coleóptilo será tanto maior quanto maior for o tempo de iluminação, já que mais AIA acaba atingindo o lado oposto. Se um coleóptilo for iluminado uniformemente, ele crescerá em linha reta, o mesmo acontecendo se ele for deixado no escuro.
  65. 65. Geotropismo O geotropismo é um resposta dos órgãos vegetais à força da gravidade. Esta resposta resulta no crescimento da parte aérea da planta na direção oposta à força da gravidade (geotropismo negativo) e no crescimento das raízes na direção da força gravitacional (geotropismo positivo). O geotropismo no caule parece estar de acordo com a teoria de Cholodny-Went. Quando a planta é colocada em posição horizontal, o acúmulo de auxinas na parte inferior do caule provoca um maior crescimento dessa parte, ocorrendo curvatura em uma direção oposta à força da gravidade, fazendo com que o caule se dirija para cima. Na raiz em posição horizontal ocorre um maior alongamento na parte superior comparada à inferior, provocando curvatura da raiz na direção da força gravitacional. Há pouca evidência de que ocorra uma distribuição assimétrica de AIA natural em raízes colocadas em posição horizontal.
  66. 66. Citocininas Uma quarta classe de hormônios vegetais é a das citocininas, assim chamadas porque estimula a divisão celular (citocinese). As citocininas são produzidas nas raízes e transportadas através do xilema para todas as partes da planta. Embriões e frutos também produzem as citocininas. Funções das citocininas O papel das citocininas no desenvolvimento das plantas tem sido estudado em culturas de tecidos. Quando um fragmento de uma planta, um pedaço de parênquima, por exemplo, é colocado em um meio de cultura contendo todos os nutrientes essenciais à sua sobrevivência as células podem crescer mas não se dividem. Se adicionarmos apenas citocinina a esse meio, nada acontece, mas se adicionarmos também auxina, as células passam a se dividir e podem se diferenciar em diversos órgãos. O tipo de órgão que surge em uma cultura de tecidos vegetais depende da relação entre as quantidades de citocina e auxina adicionadas ao meio. Quando as concentrações dos dois hormônios são iguais, as células se multiplicam mas não se diferenciam, formando uma massa de células denominada calo. Se a concentração de auxina for maior que a de citocina, o calo forma raízes. Se, por outro lado, a concentração de citocina for maior do que a de auxina, o calo forma brotos.
  67. 67. As Giberelinas A história inicial das giberelinas foi um produto exclusivo dos cientistas japoneses. Em 1926, E.Kurosawa estudava uma doença de arroz (Oryza sativa) denominada de doença das "plantinhas loucas", na qual a planta crescia rapidamente, era alta, com coloração pálida e adoentada, com tendência a cair. Kurosawa descobriu que a causa de tal doença era uma substância produzida por uma espécie de fungo, Gibberella fujikuroi, o qual parasitava as plântulas. A giberelina foi assim denominada e isolada em 1934. As giberelinas estão presentes possivelmente em todas as plantas, por todas as suas partes e em diferentes concentrações, sendo que as mais altas concentrações estão em sementes ainda imaturas. Mais de 78 giberelinas já foram isoladas e identificadas quimicamente. O grupo mais bem estudado e o GA3 (conhecido por acido giberélico), que é também produzido pelo fungo Gibberella fujikuroi. As giberelinas têm efeitos drásticos no alongamento dos caules e folhas de plantas intactas, através da estimulação tanto da divisão celular como do alongamento celular. Locais de produção das giberelinas no vegetal As giberelinas são produzidas em tecidos jovens do sistema caulinar e sementes em desenvolvimento. É incerto se sua síntese ocorre também nas raízes. Após a síntese, as giberelinas são provavelmente transportadas pelo xilema e floema. Giberelinas e os mutantes anões Aplicando giberelina em plantas anãs, verifica-se que elas se tornam indistinguíveis das plantas de altura normal (plantas não mutantes), indicando que as plantas anãs (mutantes) são incapazes de sintetizar giberelinas e que o crescimento dos tecidos requer este regulador. Giberelinas e as sementes Em muitas espécies de plantas, incluindo o alface, o tabaco e a aveia selvagem, as giberelinas quebram a dormência das sementes, promovendo o crescimento do embrião e a emergência da plântula. Especificamente, as giberelinas estimulam o alongamento celular, fazendo com que a radícula rompa o tegumento da semente.

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