Diag. e interv nas dif. de leitura e escrita

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Diag. e interv nas dif. de leitura e escrita

  1. 1. Diagnóstico e intervenção nas dificuldades de leitura e escrita.
  2. 2. O que as pessoas observam para definir que uma criança ou adolescente tem “dificuldade de leitura e escrita”?
  3. 3. Marcas de dificuldade na escrita <ul><li>Não quer escrever ou escreve o mínimo; </li></ul><ul><li>A letra é terrível, garranchos ou minúscula; </li></ul><ul><li>Ortografia inconstante, muitos erros; </li></ul><ul><li>Texto faltando informações, “incoerente” ou pequeno; </li></ul><ul><li>Texto sem pontuação, parágrafo, etc. </li></ul>
  4. 4. Marcas de dificuldade na leitura <ul><li>Recusa-se a ler, diz que não sabe; </li></ul><ul><li>Lê silabando ou muito lentamente; </li></ul><ul><li>Não compreende o que lê; </li></ul><ul><li>Troca palavras ao ler; </li></ul><ul><li>Troca letras ao ler; </li></ul><ul><li>Desanima ao ver um volume maior de texto; </li></ul><ul><li>Não gosta de ler. </li></ul>
  5. 5. Dificuldade de leitura e escrita X dislexia X dificuldade de aprendizagem.
  6. 6. Quem são essas crianças e adolescentes? <ul><li>Auto imagem rebaixada; </li></ul><ul><li>Sentimento de incompetência; </li></ul><ul><li>Medo de errar; </li></ul><ul><li>Agitação; </li></ul><ul><li>Angústia; </li></ul><ul><li>Baixa resistência à frustração. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Não se autoriza a saber; </li></ul><ul><li>Desiste antes de tentar; </li></ul><ul><li>Centra-se sempre no resultado como “prova da competência”; </li></ul><ul><li>Medo de crescer; </li></ul><ul><li>Dispersão; </li></ul><ul><li>Outros. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>“ Para reconhecer-nos autor, torna-se necessário que um outro nos acompanhe reconhecendo o sujeito como autor de seu discurso.” </li></ul><ul><li>Alícia Fernández </li></ul>
  9. 9. Diagnóstico dinâmico <ul><li>Análise da criança ou adolescente como um todo, verificando: </li></ul><ul><li>Qualidade do raciocínio; </li></ul><ul><li>Modalidade de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Modo como lida com o ganhar e o perder; </li></ul><ul><li>As explicações que dá para seus atos, resoluções, perdas, etc. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Auto imagem como pessoa, filho, aprendiz, leitor e escritor; </li></ul><ul><li>As estratégias de resolução de situações problema; </li></ul><ul><li>O aproveitamento que faz das intervenções durante os jogos (imediato e nos encontros seguintes). </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O lugar que ocupa na família; </li></ul><ul><li>O sentido do filho para os pais; </li></ul><ul><li>O modo como ensinam seus filhos; </li></ul><ul><li>As experiências escolares anteriores. </li></ul>
  12. 12. Intervenção <ul><li>Intervenção: escolhida conforme a hipótese levantada. Ela busca simultaneamente confirmar se a hipótese está correta e modificar o conceito, a conduta ou o sentimento da criança. </li></ul><ul><li>Geralmente o início do trabalho busca uma modificação global e não localizada na dificuldade específica. </li></ul>
  13. 13. Segunda etapa <ul><li>Modificada a auto imagem, a criança sentindo-se mais segura, pode assumir a autoria de seu pensamento e passa a poder assumir também a própria palavra, alterando: </li></ul><ul><li>1. Comportamentos apresentados </li></ul><ul><li>inicialmente; </li></ul><ul><li>2. Relação com o ler e escrever; </li></ul><ul><li>3. A qualidade da leitura e escrita. </li></ul>
  14. 14. Aprofundando o diagnóstico <ul><li>Agora é possível analisar com maior nitidez as estratégias de leitura e escrita para localizar os conhecimentos existentes, diferenciando o que são conhecimentos não adquiridos, problemas de “ensinagem” e dificuldades de leitura e escrita. </li></ul>
  15. 15. Recursos de leitura analisados <ul><li>Se a criança pensa que devemos ler as letras – intervenção: leitura por dedução. </li></ul><ul><li>Se desiste da leitura ao encontrar palavras que não sabe o que significa – intervenção: dedução do sentido pelo contexto. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Se não imagina a palavra escrita – Intervenção: ensiná-la a imaginar (oralmente, desenhos, dramatizações, jogos, etc). </li></ul><ul><li>Se o problema é falta de experiência de vida – Intervenção: junto à família, ampliação de horizontes, intertextualidade. </li></ul>
  17. 17. Recursos da escrita analisados <ul><li>Concepção de texto – macroestrutura – Intervenção: análise dos recursos usados por autores de textos publicados </li></ul><ul><li>Elementos coesivos – como se apresentam, se estão dentro do esperado para a faixa de escolaridade – Intervenção: ensinar os necessários. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Ortografia – análise quantitativa e qualitativa dos erros apresentados – Intervenção: investigação de “como pensar” para decidir com qual letra escrever; observação do aproveitamento das investigações feitas. </li></ul>
  19. 19. Terceira etapa <ul><li>Eliminados o problema de aprendizagem, a falta de conhecimentos específicos e os problemas de “ensinagem”, nova avaliação para verificar “o que sobra”. </li></ul><ul><li>Caso as dificuldades persistam consistentes, levanta-se a hipótese de distúrbios de leitura e escrita, dislexia, déficit de atenção, etc. </li></ul>
  20. 20. Intervenção <ul><li>Solicitação de diagnósticos complementares para uma definição multidisciplinar: </li></ul><ul><li>Neurologia; </li></ul><ul><li>Fonoaudilogia; </li></ul><ul><li>Neuropsicologia. </li></ul>

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