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  1. 1. VENDAS NO FACEBOOK – SIM OU NÃO? ANA MARQUES, MARLENE PEQUENÃO , VANDA ARAGÃO 1 Resumo – Perante o crescimento acelerado do Facebook em número de utilizadores anível mundial, este trabalho tem como objectivo avaliar até que ponto esse crescimento está aser acompanhado pela evolução da sua vertente comercial e em que medida essa evolução setornou uma pressão adicional para a preponderância da vertente comercial, sobre a deentretenimento e/ou relacional nesta ferramenta. Quisemos ainda avaliar, fazendo umenquadramento com a realidade Portuguesa, qual seria a percepção do nosso mercado para asmudanças das tipologias de consumo e de consumidores e qual o grau de aceitação deste tipode ferramentas enquanto canais de comércio social, também conhecido como F-Commerce. Palavras-chave: Facebook, F-Commerce, consumidor, venda online. Abstract – Innovation in tourism is also innovating on tourism promotion channels.The study aims to examine the association between variables in the promotion of tourismdestination. Based on the “Model of Attractiveness and Effectiveness of the PromotionalChannel”, we analyze the “perceived effectiveness of tourism promotion channel”.Hypotheses are confirmed, namely the attractiveness of the digital channel to promote tourismappears to be positively related to perceived effectiveness and on the other hand theattractiveness of the analogical channel to promote tourism tends to a positive association withthe perceived effectiveness of this channel of promotion. Key words: Facebook, F-Commerce, consumer, online sales.1 Alunas da Pós-Graduação em Social Media Marketing Management, no ISLA Campus Lisboa, LaureateUniversitiesE-mail: anamargaridamarques@live.com; marlene.pequenao@gmail.com; aragao.vanda@gmail.com
  2. 2. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão I. INTRODUÇÃO O comportamento do consumidor online está a mudar tornando-se assim necessárioauferir as razões para que tal aconteça. Este estudo tem como objectivo analisar e perceber quais as razões, pela qual a venda,neste canal, não acompanham o mercado actual. O Facebook, segundo estudos recentes, ultrapassou a marca dos 750 milhões deutilizadores, em todo o mundo. A confirmar-se, o valor representa um crescimento de 250milhões face a Julho de 2010, altura em foram apresentados os últimos dados oficiais. Duranteum período de seis anos, contabilizado desde o seu lançamento, em 2004 e até ao anopassado, o Facebook conquistou 500 milhões de seguidores. No entanto, este crescimento do Facebook, não acompanha o mercado de comprasonline. De acordo com uma pesquisa de Goldman Sachs, as redes sociais, têm poucainfluência sobre as decisões de compras on-line, diferente dos motores de busca queapresentam uma maior influência. O Google vai continuar a ter influência sobre os hábitos de consumo, nomeadamenteporque o seu ROI (Return on Investment), é muito melhor. É verdade, que não podemosgeneralizar, porque as redes sociais têm muitas vantagens, nomeadamente: a divulgação danossa marca, a capacidade de ouvir os consumidores, perceber quais as suas motivações epreocupações. Apesar do enorme crescimento do Facebook, é importante perceber, que ocomportamento do consumidor está em constante mudança, e o Facebook a este ritmo iráfazer toda a diferença no sector do comércio electrónico. Fig.1 Estudo de Goldman Sachs 1
  3. 3. Vendas no Facebook – Sim ou não? II. A EVOLUÇÃO DO CONSUMIDOR As mudanças sociais, económicas, políticas e tecnológicas que uma determinadasociedade atravessa reflectem-se, inexoravelmente, nos hábitos de consumo. Não se trata deum processo radical, em que um paradigma de consumo pura e simplesmente substitui outro,trata-se sim, de uma coexistência de padrões que, com o decorrer dos tempos, acabará porevidenciar aqueles mais adaptados às solicitações do exterior, numa lógica quase“darwiniana”. Como refere Modahl (2000), o tempo de esperar para ver, passou. Mas, quemsão estes novos consumidores e de que modo se diferenciam daqueles que conhecíamos, atéhá bem pouco tempo? As transacções comerciais, ditas tradicionais, revestem-se de uma componente deunilateralidade, por parte das empresas, da publicidade e dos meios de divulgação da mesmana direcção do consumidor. Talvez por isso, o facto de um determinado produto serpublicitado na televisão, por exemplo, revestia-o de imediato de uma grande importância ecredibilidade. O acesso à informação era limitado e a tomada de decisão de compra baseava-se, essencialmente, em experiências anteriores. O consumidor apesar de ser um elementoimportante em todo o processo não era o principal, uma vez que o poder se encontrava,maioritariamente, do lado das empresas. O enfoque estava todo no produto. Quando o acesso à Internet começa a ser massificado, replica-se este modelo no canalWeb, numa lógica de catálogos online. O consumidor, que poderíamos designar de 1.0,possuía assim mais um canal de procura de informação, ainda que com uma vertenteunilateral. Com todas as mudanças decorrentes da evolução para a web 2.0 começa a ganharforma um novo tipo de consumidor (2.0) que interage com os seus pares e procura obterfrutos dessa interacção. Assiste-se a uma transferência do poder das empresas para oconsumidor e este começa a revestir-se de um papel fulcral no processo de venda. Aocontrário do que acontecia no passado, este tem acesso a um cada vez maior volume deinformação e preza, cada vez mais, a opinião dos membros das “redes” onde está inserido,muitas vezes pessoas que nem sequer conhece. Cimentam-se, deste modo, as bases para oeclodir do consumidor/produtor, o “prosumer” – curiosamente um termo cunhado em 1970,pelo sociólogo Alvin Toffler. As redes sociais assumem-se como as novas “ágoras”, abrindocaminho para novos espaços de discussão e transacção, como veremos adiante. 2
  4. 4. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão III. CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO DO FACEBOOK O Facebook é uma rede social, que nasceu em 2004 e foi lançado por MarkZuckerberg, um ex-estudante de Harvard. No início era restrito aos estudantes de Harvard,mas com o tempo a rede foi crescendo para Massachusetts, Boston e cerca de 2 meses depoiso Facebook já estava espalhado por várias faculdades dos EUA.Decorria o ano de 2005, quando o Facebook teve a sua expansão a mais faculdades e liceus.Em 2006, é aberto a pessoas com 13 anos ou mais. Em 2007, o Facebook anuncia o Facebook Ads, uma iniciativa de Marketing quepermite ao utilizadores partilhar informações com os seus amigos sobre as suas actividades.Facebook Pages com o objectivo de as empresas alojarem páginas no Facebook de váriasmarcas, produtos e serviços. No ano de 2011, é criado o serviço Facebook Deals. É este o nome do serviço decompras colectivas que o Facebook lançou nos EUA. Por agora o serviço apenas está disponível em quatro cidades norte-americanas:Atlanta, Austin, Dallas, San Diego e San Francisco.O objectivo do deste serviço é oferecerdescontos para actividades em grupo, podendo os utilizadores pagar as suas compras comcartão de crédito ou com os Facebook Credits. Para os responsáveis do Facebook o objectivo é levar os utilizadores a partilharexperiências com os amigos, fazendo actividades de grupo. Para tal há uma grande oferta dedescontos em actividade para 4 ou mais pessoas, não sendo as ofertas disponíveis centradasem experiências individuais.Serviços no Facebook:Perfis Pessoais;Páginas de Fãs;Grupos;Eventos;Aplicações para Jogos e Venda Online;Integração com outras plataformas (Twitter, Youtube, Linkedin, etc..); Plataformas paraprogramadores Web; Actualização do “Estado”. IV. VISÃO INICIAL DE MARK ZUCKERBERG SOBRE TROCAS COMERCIAISNO FACEBOOK O Facebook foi inicialmente idealizado como um site de troca de informações entre osestudantes de Harvard, tendo sido até concebido pelos gémeos Winklevoss e por Narendra 3
  5. 5. Vendas no Facebook – Sim ou não?como um serviço de dating, que valorizava sobretudo o prestígio e exclusividade dauniversidade que frequentavam. Foi quando o projecto tomou esse rumo profundamente comercial e até descriminatórioque, segundo o escritor David Kirkpatrick autor do livro The Facebook Effect: The InsideStory of the Company That Is Connecting the World, Zuckerberg decidiu afastar-se dos seussócios e dar ao facebook uma vertente mais acessível e menos discriminatória. Zuckerberg viu no Facebook a oportunidade de criar uma plataforma que permitisse atroca de informações de forma fácil, utilizando a internet e a sua visão foi além daUniversidade e também do inicial desejo de lucro comercial imediato. Preferiu apostar nacriação de uma plataforma transparente de troca de informação, que privilegiava factorhumano e não o comercial. Foi esta crença que o levou também a distanciar-se de Saverin, um dos seus colaboradoresna criação do Facebook, que queria colocar imediatamente anúncios e publicidade,aproveitando o número crescente de usuários para efectuar acções comerciais directas, ao queZuckerberg se opôs veementemente, por achar que não era esse o espírito da ferramenta e queos utilizadores iriam reagir mal A visão de Zuckerberg em 2003 era que o crescimento do Facebook era mais importanteque a obtenção de lucro rápido através da comercialização, e é a insistência de Saverin nesteponto que os leva à ruptura e conduz ao afastamento deste do Facebook. V. O COMÉRCIO TORNOU-SE SOCIAL Ao longo dos anos, conhecidas lojas virtuais como a Amazon têm vindo a apostar numcada vez mais sofisticado sistema de recomendação de produtos, com base num algoritmoaplicado ao histórico de navegação e transacção dos seus utilizadores. Todavia, este é umprocesso que não permite conhecer quem são os “amigos” destes utilizadores. Este facto ésublinhado por Christian Hernandez, responsável de Desenvolvimento de NegócioInternacional do Facebook, em (Commerce Gets Social: How Social Networks are DrivingWhat you Buy, Wired Fevereiro 2011) “A recomendação social pode ajudar-nos a descobrircoisas que um algoritmo não será capaz”. Uma afirmação que nos remete, de imediato, para opropósito do comércio social. Este explora a ideia, muito simples, de que as pessoasvalorizam a opinião dos outros (Erik Qualman, 2010), sobretudo dos seus pares. A tendênciaé para que, em vez de sermos nós a procurar determinados produtos e serviços, estes virão aonosso encontro. As redes sociais facilitam e contribuem para a disseminação da informação, 4
  6. 6. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragãolevando a uma alteração do paradigma. Passámos do “De boca em boca para o na boca domundo” (E. Qualman 2010). Há que salientar, também, o facto do comércio social partilhar muitos dos traços do jogosocial. Tem a ver com o ego, com a partilha de status e realizações, uma autêntica demandapela validação positiva, como citado por Shervin Pishevar em (Commerce Gets Social: HowSocial Networks are Driving What you Buy, Wired Fevereiro 2011). A influência e areputação de cada um dentro da “rede” levarão os outros à compra. Teremos o “rank depessoas” por oposição ao “rank de páginas”, popularizado pelo Google (S. Phishevar, 2011).Pelo que, os profissionais do marketing já não têm controlo sobre as marcas que trabalham. Opoder passa para o lado do cidadão comum. Os comentários negativos não podem serimpedidos. As marcas podem, sim, fomentar e maximizar, uma série de “boas conversas”,recorrendo a técnicas como as campanhas virais, por exemplo salienta Reid Hoffman em(Wired, Fevereiro 2011). VI. FACEBOOK ENQUANTO PONTO DE VENDA As páginas de fãs no Facebook, até há poucos anos meros canais de marketing, podemagora ser utilizadas como pontos de venda. O primeiro passo que viria a precipitar estatransição deu-se com a implementação dos “Facebook Credits”, taxados pela empresa a 30%(Brendan Gibbons, 2010). O Facebook e os criadores de aplicações (apps) desenvolveramitems disponíveis para compra e “consumíveis” no próprio site. Veja-se o caso do famosojogo “Farmville”. Mas de que forma podemos, efectivamente, vender através do Facebook? Actualmenteexistem três modos possíveis: 1. Aplicações que permitem criarem uma “montra” no Facebook, mas que a operação de venda efectiva-se fora dele; Este tipo de aplicações permite organizar um catálogo completo com os produtos de umadada empresa, dentro da sua página do Facebook. No entanto, quando o cliente entra na faseda efectivação da compra é redireccionado para outro website. Este tanto poderá ser o oficialda empresa como o de outra loja online. “Big Commerce” e “Shop Tab” são exemplos deaplicações deste tipo. 5
  7. 7. Vendas no Facebook – Sim ou não? Fig.2 A Coca-Cola usa a aplicação “Shop Tab” 2. Aplicações que integram no Facebook soluções de e-commerce já existentes; Este tipo de aplicações permite importar plataformas de e-commerce já emfuncionamento, poupando muito trabalho. Por exemplo, uma loja electrónica que já tenhaoperacional uma plataforma de comércio electrónico da “Magento” ou da “Shopify”, podeimportar todo o seu conteúdo para o Facebook, através de aplicações como a “BeeShopy” oua “Beetailer”. Fig.3 Website da “Beetailer” 3. Aplicações que permitem criarem uma loja completa no Facebook; 6
  8. 8. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão Este tipo de aplicações permite integrar, inteiramente, uma loja no Facebook, sendo que outilizador nunca abandona esta página. A primeira empresa a recorrer a este sistema foi a “1-800 Flowers”, com base numa aplicação chamada “Alvenda”. Contudo, esta apresenta adesvantagem de ser construída em Flash, estando assim vedada aos utilizadores de terminaiscomo o iPhone ou o iPad. Outra aplicação que permite este tipo de integração é a“Payvment”, que apresenta a vantagem de ser gratuita. Fig.4 1-800 Flowers usa a aplicação “Alvenda” VII. VISÃO ACTUAL DE MARK ZUCKERBERG SOBRE TROCASCOMERCIAIS NO FACEBOOK Devido à visão do seu fundador, no Facebook tem sempre existido um equilíbrio entre apressão dos accionistas para o aumento de dividendos e a qualidade da experiência para outilizador. Este equilíbrio tem sido uma constante desde o início, e é devido ao mesmo que aquantidade de publicidade existente no Facebook é limitada ou efectuada de forma indirecta. É certo que existiram alguns avanços e recuos nesta matéria, mas os utilizadoresabraçaram de tal maneira a visão do criador do Facebook que experiências como o Beacon (que publicitava ao nossos amigos as compras que tínhamos efectuado, muito à semelhançadas aplicações que publicitam aos amigos que começamos a jogar um novo jogo) ou oMarketplace ( semelhante a um serviço de classificados que permite efectuar trocas ou vendas 7
  9. 9. Vendas no Facebook – Sim ou não?através do Facebook ), ambos criados em 2007, foram bastante contestados pelos utilizadoresdo Facebook, tendo mesmo o Beacon sido retirado. No entanto, o crescimento e valorização financeira da empresa tem aumentado a pressãono sentido do benefício económico, tendo mesmo sido noticiado no passado dia 20 de Junhopela eMarketeer , que até ao final de 2011 o Facebook alcançará o primeiro lugar em “displayads” na internet com uma facturação de 2,19 biliões dólares, contra os 1,62 biliões da Yahooou 1,15 biliões da Google. No passado mês de Janeiro, o Vice presidente para as parcerias e publicidade noFacebook, Dan Rose reconheceu que, com o crescimento recente do Facebook a expansãopara a venda em retalho vai ser inevitável e que brevemente iríamos ter novidades nessesentido. Ao que não será certamente alheio o facto de Dan Rose ter vindo ele próprio da Amazon.No entanto, e ainda de acordo com Dan Rose, o Facebook não pretende uma aproximação aoretalho como a tradicionalmente baseada em Banners ou Popups, devido ao aspecto social daferramenta. Estão mais interessados em fazer publicidade através da criação de umaferramenta de “word of mouth” à escala do Facebook. Num estudo efectuado através daconsultora Nielsen para o Facebook, ficou provado que existem 60% mais probabilidades decomprarmos um artigo se ele nos for recomendado por um amigo, e será nos resultados desteestudo recente que o Facebook se irá apoiar para efectuar esta transição. VIII. HIPÓTESES DE ESTUDOCom base no estudo “Compras no Facebook: Sim ou não”, foram identificadas as seguintes hipótesesde estudo: 1. As redes sociais como influência das compras dos utilizadores online. 2. O Facebook enquanto loja online. Perceber as razões porque as compras no canal do Facebook não acompanham o mercado de compras online. IX. MÉTODO O estudo baseia-se num inquérito por questionário estruturado e este não tem pretensãode representatividade. 8
  10. 10. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão 1. Participantes Responderam ao questionário 195 participantes. 2. Procedimento O questionário foi alojado num sitio da internet, na aplicaçãção online kwiksurvey.Enviou-se um endereço (link) a diversas redes sociais (Email,Facebook, Twitter, Linkedin).O questionário ficou disponível durante 8 dias (17 a 24 de Junho). X. INQUÉRITO Pergunta 1 Fig.5“Costuma efectuar compras online?”Obtivemos 195 respostas, das quais, 132, que equivale a 67.69%, responderam “Sim”, e 63,que equivale a 32.31% responderam “Não”. Pergunta 2 Fig.6“Há quanto tempo efectua compras online?”Obtivemos 132 respostas, das quais 18 responderam “Menos de um ano”, 44 responderam“De um a três anos” e 70 responderam “Mais de três anos”. 9
  11. 11. Vendas no Facebook – Sim ou não? Pergunta 3 Fig.7“Que canal utiliza para fazer as suas compras online?”Obtivemos 131 respostas, das quais 35 responderam “Sites oficiais da marcas”, 74responderam “Loja online”, 20 responderam “Sites de descontos e leilões” e 2 responderam“Facebook”. Pergunta 4 Fig.8“Com que periodicidade efectua uma compra online?”Obtivemos 131 respostas, das quais 6 responderam “Todas as semanas”, 66 responderam“Todos os meses”, e 59 responderam “Menos de 3 vezes por ano”. Pergunta 5 Fig. 9 Com a pergunta 5 pretendia-se aferir quantos euros os inquiridos despendem por mês nassuas compras online. O equivalente a 78% elegeu o intervalo entre 1-100 euros, o quesignifica que uma percentagem significativa ainda não faz compras muito dispendiosas,recorrendo a este canal. Preferindo, quiçá, os canais ditos tradicionais. 10
  12. 12. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão Apenas 5,3% dos inquiridos afirmaram gastar 300 ou mais euros por mês nas suascompras online, o que em números absolutos equivaleu a sete dos inquiridos. Pergunta 6 Fig.10 A pergunta 6 era relativa ao tipo de produtos ou serviços que os inquiridos costumamcomprar, recorrendo à Internet. A disparidade entre as respostas não foi muito evidente, comexcepção da opção “alimentação”, que obteve apenas 5,5% das respostas. Foi a opção“viagens” que sobressaiu com 20,3% das escolhas, as quais atribuímos à aposta que o sectordo turismo tem feito no canal online, traduzindo-se na redução dos preços para o consumidorfinal. Seguem-se-lhe as opções “bilhetes e espectáculos” e “livros”, que de algum modopodem ser relacionadas com a pergunta anterior e com as quantias, por norma baixas, gastasneste canal. A opção “outros” acabou por suplantar as hipóteses “roupa” e “música”, tendosido escolhida por 14,5% dos inquiridos. Caso se elegesse esta opção, era feita a pergunta“quais?”, que obteve respostas tão variadas como “tecnologia”, “peças de decoração edesign”, “hotéis”, “maquilhagem”, “vouchers experiências em grupo”, “bilhetes de comboio eavião”, entre outros. Pergunta 7 Fig.11 Neste trabalho em que se analisa a viabilidade do Facebook enquanto canal de vendas eradeterminante apurar, junto dos inquiridos, se estão registados, ou não, nesta rede social. 11
  13. 13. Vendas no Facebook – Sim ou não? A comprovar o fôlego desta, quase 50% dos inquiridos estão registados e há mais de doisanos. Entre os registados há menos de dois anos e há menos de um ano estão 26,6% e 14,3%dos inquiridos, respectivamente. Note-se que notícias recentes (TechCrunch, 23 de Junho de2011) dão conta que o número de utilizadores já terá alcançado os 750 milhões. Umainformação sem confirmação oficial do Facebook, cujos últimos números oficiais remontamquase há um ano e apontavam para os 500 milhões. Dos inquiridos 9,7% não estão registadosno Facebook. Pergunta 8 Fig.12 Do grupo de inquiridos que respondeu afirmativamente à questão “Está registado noFacebook?” era importante determinar o objectivo da sua presença nesta rede. A opção“entretenimento” foi escolhida por 57,3% dos inquiridos, o que equivale a mais de metadedestes. Por outro lado, a opção “relacionamentos pessoais” foi eleita por 34%. A opção“motivos profissionais” foi alvo de 8,5% das escolhas, sinal de que esta já é uma ferramentautilizada num contexto profissional. Curiosamente, a opção “compras” directamenterelacionada com o âmbito deste trabalho, não foi escolhida por nenhum dos inquiridos.Apesar deste se tratar de um inquérito sem pretensões de representatividade, este facto nãodeixa de ser sintomático de que o Facebook ainda não é encarado, como um local onde sepodem, efectivamente, realizar transacções comerciais. Pergunta 9 Fig.13 Pela resposta a esta questão, chegamos à conclusão que na nossa amostra a maioria daspessoas não vê os anúncios no Facebook e que na melhor das hipóteses o faz ocasionalmente. 12
  14. 14. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda AragãoO que do nosso ponto de vista tem muito que ver com o facto de neste momento os anúnciosque existem no Facebook ainda serem o anúncio tradicional da web 2.0, limitando-se namaioria dos casos a efectuar um redireccionamento para uma landing page do site da marca. Pergunta 10 Fig.14 O desconhecimento é preponderante quanto a esta questão e de facto não existem noFacebook informações detalhadas a esse respeito. Esta é a informação (algo limitativa) queconsta no próprio Facebook sobre Pagamentos: São aceites 15 moedas e os seguintes cartões de crédito $ Dólares Norte-Americanos - Visa, Mastercard, American Express, Discover, JCB ¥ Iene Japonês - Visa, Mastercard, JCB Outras moedas - Visa, Mastercard Estes cartões de crédito são os únicos métodos de pagamento aceites para Anúncios do Facebook,para além dos cartões de débito multimarca. Esperamos disponibilizar mais moedas e métodos depagamentos no futuro. Não te esqueças de consultar as actualizações sobre as moedas e opções depagamento aceites. Pergunta 11 Fig. 15 Comprovando mais uma vez a origem e índole da Facebook, os inquiridos, mesmo emtempo de crise, privilegiam a compra através do Facebook pela recomendação de um amigo enão pela acessibilidade do preço. 13
  15. 15. Vendas no Facebook – Sim ou não? Pergunta 12 Fig.16 A importância das relações pessoais e da reputação no Facebook é novamente confirmada,já que a grande maioria dos inquiridos apenas recomendaria um produto comprado noFacebook se já tivesse efectuado essa compra antes. Pergunta 13 Fig.17 A maioria dos inquiridos desconhece as lojas no Facebook e mesmo de entre os 11,43%que responderam afirmativamente, a confusão sobre o que é efectivamente uma loja noFacebook e uma página que simplesmente reencaminha para uma landing page da marcaainda é grande. Das 12 respostas obtidas, apenas 4 são efectivamente lojas no Facebook :magenta decoração, Um bongo, 1800 Flowers e Clubefashion. XI. PERSPECTIVA FUTURA SOBRE TROCAS COMERCIAIS NO FACEBOOK Recentemente um Senior Marketeer da Coca-cola afirmou que em breve seria possívelcomprar uma Coca-cola utilizando os créditos do Facebook, à semelhança do que é possívelfazer já neste momento na aquisição de bens virtuais. Em breve será tão fácil comprar um bem físico com créditos do Facebook, como umagalinha no Farmville ou uma casa no Cityville. O desenvolvimento do Facebook no sentido de adaptar os anúncios ao perfil do seuutilizador, que é ainda uma realidade embrionária, passará a ser preponderante e poderá teraplicações tão futuristas como sugerir ao utilizador um novo destino de férias de acordo coma avaliação da geo-localização das fotos partilhadas no nosso perfil. 14
  16. 16. Ana Marques, Marlene Pequenão, Vanda Aragão A compra do artigo de massa baseado no conceito de Wisdom of crowd será cada vezmais e de forma mais preponderante substituído pelo conceito de Wisdom of Friends,acompanhando a mudança de perfil do consumidor de 1.0 para 3.0, extrapolando a teoria dacauda longa de Anderson de forma exponencial. XII.CONCLUSÃO Como referido no início deste trabalho o nosso objectivo foi avaliar a pressão exercidapelo crescimento do número de utilizadores do Facebook, na expansão comercial daferramenta e também, mediante a realização de um inquérito, avaliar o grau de aceitação destaprevisível evolução no mercado português. Concluímos que, efectivamente, a evolução da vertente comercial do Facebook éinevitável, no entanto não será uma evolução para um tipo de publicidade tradicional, mas simuma publicidade adaptada ao perfil do consumidor de redes sociais. Ficou também patente o desconhecimento do utilizador português de redes sociais emrelação a uma realidade relativamente próxima, já que no mercado americano se prevê que atéao final de 2011, o Facebook seja líder em facturação publicitária. O consumidor Português ainda só vê o Facebook como uma ferramenta relacional e deentretenimento, estando longe de a encarar como mais uma rede comercial. O comércio socialé um conceito que está ainda distante do consumidor português e o F-Commerce é ainda umarealidade embrionária quer para o consumidor, quer para as empresas portuguesas. REFERÊNCIASCheshire, T. e Rowan, D. (2011) Commerce gets social: How social networks are driving what you buy, www.wired.co.uk [Acedido em 23 de Junho de 2011]Gibbons, B. (2010) Social Media: selling on Facebook, www.praticalcommerce.com [Acedido em 24 de Junho de 2011]Kincaid, J. (2011) Facebook now has 750 Million Users, www.techcrunch.com [Acedido em 27 de Junho de 2011] 15
  17. 17. Vendas no Facebook – Sim ou não?Kirkpatrick, D. (2010) The Facebook Effect: The Inside Story of the Company That Is Connecting the World [Acedido em 22 de Junho de 2011]Kirkpatrick, D. (2011) Entrevista Dan Rose, www.techcrunch.com [Acedido em 22 de Junho de 2011]O’Neil, N. (2011) Will Marck Zuckerberg’s vision soon be tested? All FacebookQualman, E. (2010) Socialnomics, Editorial Presença, Lisboa (obra original publicada em2009)Toffler, A. (1970) Future Shock, Bantam Books, EUAWare, T. (2010) How to sell products via your Facebook page, www.socialmediaexaminer.com [Acedido em 24 de Junho de 2011]Casa dos Bits (2011). Mais de 750 milhões de utilizadores no Facebook. Tek Sapo http://tek.sapo.pt [Acedido em 26 de Junho de 2011]Hideki Matsudo, Douglas (2011). Facebook tem pouco influência nas compras on-line.Target Digital http://www.targetdigital.com.br [Acedido em 25 de Junho de 2011]Sol Online (2011). Facebook entra nas compras colectivas. http://sol.sapo.pt/ [Acedido em 26 de Junho de 2011] 16

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