Celebrações de família na antiguidade

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Apresentação da disciplina Lingua Latina II do 3º Periodo do curso de Letras do IFES.

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Celebrações de família na antiguidade

  1. 1. CELEBRAÇÕES DE FAMÍLIANA ANTIGUIDADE:O CASAMENTO NACONCEPÇÃO ROMANAMARILZA CESAR LOUBACH
  2. 2. * CONSIDERAÇÕES SOBRE O AUTOR:JOÃO CARLOS FURLANI• Membro do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (LEIR) edo grupo de pesquisa em História de Roma da Universidade Federal doEspírito Santo. Atua na linha de pesquisa: “História social do BaixoImpério Romano”, e no projeto “Cidade, corpo e poder no ImpérioRomano”, sob orientação do prof. Dr. Gilvan Ventura da Silva.
  3. 3. O CASAMENTO NA CONCEPÇÃOROMANA• CASAMENTO – MATRIMONIUM• FUNÇÃO:• Geração de filhos legitimos para serem herdeirosdos pais seguindo o pensamento romano de que“Cidadaos romanos devem produzir cidadãosromanos.”Era porem usado para forjar alianças políticas oufirmar acordos comerciais. Por exemplo A aliançaentre Cesar e Pompeu:
  4. 4. ROMA ARCAICAO Casamento se dava mediante aconvivência entre um homem e umamulher.PERÍODO REPUBLICANO EIMPERIALA exigência legal para o matrimônio sedesenvolveu durante arepública, modificando-se ao longodos anos. (Jackson, 1968, p.594)
  5. 5. PATRÍCIOS E PLEBEUS• Os patrícios, cidadãos de RepúblicaRomana, constituíam a aristocracia romana, a suanobreza. Detinham vários privilégiosgovernamentais• Os plebeus habitavam o solo romano, sem integrara cidade. Como acentua Bouché-Leclercq "elestinham o domicílio, mas, não a pátria". Eramhomens livres, podiam possuirterras, pagavam impostos e prestavam serviçosmilitares. A diferença entre patrícios e plebeus eramarcada por barreiras de tabus extremamenteexclusivas. A princípio, os plebeus não possuíamdireitos políticos nem civis.
  6. 6. CANULEIA• Lei que permitiu o casamento entrepatricios e plebeus. (porem, poucosforam os que usaram desta lei para secasarem.)
  7. 7. A LEX IULIA DE MARITANDIS ORDINIBUS EA LEX IULIA DE ADULTERIIS COERCENDIS• FINALIDADE• Em razão da baixa natalidade entre osromanos, causada pelo controle da natalidade entreos casais que so queriam ter 2 filhos oumenos, decorrente da necessidade em manter ostatus da familia e não ter que dividir os bens.
  8. 8. A LEX IULIA DE MARITANDIS ORDINIBUS• Impedir casamento entre pessoas de statussuperior com os de status inferior.• Incentivar casamento entre viúvos e divorciadosaos casais com maior numero de filhos e punindoos que não podiam procriar através de restrições,• Combater o adultério, punindo rigorosamente comexpulsão e até com assassinatos autorizados pelosenado.A LEX IULIA DE ADULTERIIS COERCENDIS• Em 9 a.C. foi promulgada a lei que reafirma partes dasleis criadas acima, criadas por Augusto.A LEX PAPIA POPPAEA
  9. 9. CONUBIUMCompreende o casamento legal.Gozavam do CONUBIUM:• Os cidadãos Romanos.Não gozavam do CONUBIUM:• Escravos• Os marginalizados da época: atores, prostitutas, ...• Cidadãos romanos consanguíneos como pais eirmãos, tios e sobrinhos;
  10. 10. ALGUNS OBJETOSMARCANTES DA CULTURAROMANA QUE VALORIZAVAO CASAMENTO – AFAMILIA.
  11. 11. MATRIMONIUM• O reverso desta antiga moeda romana deAntonino Pio (142 CE) celebra a harmoniaconjugal dentro de duas gerações da famíliaimperial e usa isso como uma metáfora paraa harmonia política no império. Oimperador e sua esposa, Faustina, oVelho, frente para o outro e apertando asmãos direitas no tradicional “dextrarumiunctio”, gesto simbólico de casamento.Abaixo suas mãos unidas estão os númerosmenores de sua filha Faustina o filho, e seumarido, Marcus Aurelius, apertando a mãodireita sobre um altar. O imperador temuma estatueta da deusa Concordia na mãoesquerda e a imperatriz tem um longocetro, o conjunto está rodeado pelainscrição de Concórdia S [enatus] C[onsulto]. Berlim, Altes Museum. Créditos:Barbara McManus, 2012.CONCORDIA
  12. 12. • O verso deste denário deAugusto (13 aC) retrataJulia, filha deAugusto, ladeado por seusfilhos Caio e Lúcio, que haviasido adotado por Augusto. Acoroa de louros sobre acabeça de Julia significa seupapel especial na sucessãodinástica. A inscrição refere-se ao moneyer: C [AIUs]MARIUS TRO [Mentina tribu].Berlim, Museu Pergamon.Créditos: BarbaraMcManus, de 2005.JULIA E SEUSFILHOS
  13. 13. • Este terracota medalhãoromano (330-360 dC)contém bustos de umcasal frente para ooutro, a inscrição emlatim: "Que eu e vocêenvelheçamosjuntos", enfatiza o aspectode companheirismo docasamento romano.Boston, Museum of FineArts. Créditos: BarbaraMcManus, de 2002.MEDALHÃOROMANO
  14. 14. SPONSALIA
  15. 15. • uma cerimônia celebrada, geralmente, na casa dafutura esposa, com uma reunião da família dohomem e da mulher, onde se firmavam umcontrato por stipulationes e sponsiones do marido edo pai da futura esposa, respectivamente.• A moça prometida em casamento era chamada desponsa; e o homem que viria a ser noivo chamava-se sponsus. As sponsalia, nesse sentido, era umacordo visando ao casamento, feito para dar a cadaum o direito de ação em caso de não cumprimentode qualquer uma das claúsulas, sendo que a parteque cometesse a violação seria condenada pordanos ao cônjuge.
  16. 16. • Em alguns casos, o noivo presenteava a noiva; eentre os presentes oferecidos, pelo menos duranteo período do Império, havia um anel de ferro, queposteriormente seria substituído pelo deouro, simbolizando sua fidelidade à noiva, sendocolocado no dedo anelar da mão esquerda desta(Macrob. Sat. VII 0,13). As sponsalia poderiamocorrer entre aqueles que ultrapassassem a idadede sete anos.• Se o casamento não se consumasse dentro de doisanos não seria valido a sponsalia, segundo odecreto de Augusto. Se qualquer uma das partesquizesse renunciar ao contrato poderia fazê-lo .
  17. 17. CUM MANUSEra o casamentoentre osromanos, onde opai ou tutor dafilha passavapara o marido aautoridade sobreela, comoesposa, semnenhum direitoaos seusbens, inclusivesobre sua vida.Escultura representando um casalde noivos romanos.Fonte: wikipedia.com
  18. 18. CUM MANUS – 3 FORMAS• Farreum ouConfarreatioNa confarreatio era oúnico rito de casamentoao qual o flamenDiales, (que é umimportante cargo naRomaAntiga, representandoJúpiter), e o pontifexmaximus compareciam.Augusto retratadocomopontifexmaximus.
  19. 19. CUM MANUS• Coemptiouma reconstituiçãosimbólica do tempoem que os homens“compravam” asmulheres parapoderem se casar(Gaio, I. 118).
  20. 20. CUM MANUS• Per usum ou Usus“Ocorria quando umamulher tivesse coabitadocom um homem de formaininterrupta pelo períodode um ano. Porém, se amulher, por qualquermotivo, não quisesse secasar era só não passar trêsnoites seguidas com ohomem, o que é chamado detrinoctio. Desta forma, amulher continuava solteira esob tutela do pai”(Gaio, I.111).Um alto sacerdote romanofrequentemente associado com acerimônia de Confarreatio.Fonte: Wikipédia
  21. 21. SINE MANUS• “Este era baseado na ideia de que a mulher, mesmocasando-se, permanecia sob a tutela de seu pai ou tutor.Diferentemente do cum manus, ela poderia dispor dosseus bens e até receber herança. Dessa forma, em caso dedivórcio, a esposa receberia parte do dote, que antes eraretido integralmente pelo marido.”
  22. 22. RITOS E CELEBRAÇÕES
  23. 23. RITOS E CELEBRAÇÕES• Provavelmente a Confarreatio foi a única forma de secomemorar o casamento, isto é, que se celebrava os ritosreligiosos.• Os noivos marcavam com antecedência a data mais propíciapara a realização de seu casamento, evitando marcar em diasde festividades como na Parentalia – que consistia em umacomemoração aos mortos. As igrejas eram fechadas e osfamiliares dos mortos visitavam seus túmulos.• As viúvas porem, os sacerdotes aconselhavam a se casar em diasde festival para não chamarem a atenção.
  24. 24. CELEBRAÇÕES• Marcada a data, dava-se início aosritos. Na véspera do casamento, anoiva dedicava seus brinquedosaos deuses que abençoaram suainfância; abandonava a sua togapraetexta, e vestia a tunicarecta, que era branca e comprida(Plínio, o Velho, HistóriaNatural, VIII, 48). Colocava ocingulum, um cinto atado com umnó especial para a ocasião, o nodusherculeus, que só deveria serdesatado pelo marido quando ocasamento fosse confirmado.Fonte: Wikipédia
  25. 25. CELEBRAÇÕES• “Usava uma franja púrpuraou adornos com fitas de coresvivas (Juv. II.124). Seu cabeloera dividido, especialmentepara o casamento, em seismadeixas (sex crines) com aponta de uma lança (Plut.Quest. Rom. p. 285). O véu danoiva, chamadoflammeum, era de coramarelada brilhante, assimcomo seus sapatos “(Plin. H. N.XXI.8)
  26. 26. PRONUBA• No dia seguinte, a casa da noiva era decorada comgalhos de árvores com folhas e flores. A noiva eralevada pela pronuba, uma parteira casada apenasuma vez e que ainda vivia com omarido, representando a “esposa ideal”. Ela fazia comque o casal apertasse as mãos (iunctio dextrarum), elogo após, a noiva declarava: ubi seu gaius, ego gaia(aonde você for, eu vou junto). Os noivos assinavamum registro de casamento diante detestemunhas, davam-se as mãos e rezavam juntospara que o matrimônio fosse honroso(FUNARI, 2003, p. 98-99).
  27. 27. REGISTRO DECASAMENTO
  28. 28. DEDUCTIO• Deductio era a simulação de rapto da noivafeita pelo noivo. Esta se refugiava nos braçosda mãe ou de outra de pessoa que teria queentregá-la, encenando súplicas elágrimas, de modo que o noivo pudessefingir que a arrancava à força da tutela deseus pais.
  29. 29. CONCLUSÃO• Compreendemos na historia dos casamentos que conhecemoshoje, a herança cultural que herdamos da historia romana. Nanecessidade na época de se legitimar o casamento, na historiade Roma, percebemos que vários fatores contribuíram paraque hoje o casamento tenha sua historia firmada nalegitimidade, como por exemplo:• a aliança política• a realização de acordos e atos de fidelidade• A criação de filhos legitimos para perpetuação donome e bens da familia.• De certa forma, a vontade dos nubentes e seuspais quanto ao casamento.
  30. 30. REFERÊNCIAS• http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrício• http://pt.wikipedia.org/wiki/Plebe• Bouché-Leclercq, Auguste, Histoire de la divination danslAntiquité, I-IV volumes, Paris, 1879-1882.• FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo:Contexto, 2003.• GAIO. Commentarius Primus. In:F. KNIEP, Gai institutionumcommentarius primus, Jena, 1911.• JACKSON. W. M. Recuerdos de Roma. Volumen III. PromotoraLatinoamericana, 1968.
  31. 31. CONTINUAÇÃO REFERÊNCIAS• JUVENAL. In: D. Iunii Iuvenalis Satirae, Volume 2. NabuPress, 2010.• PLÍNIO, O VELHO. História Natural. In: JohnBostock, M.D., F.R.S., H.T. Riley, Esq., B.A., Ed, 1855.• Youtube: Julio César, Não Sou Rei, Sou César! Emhttps://www.youtube.com/watch?v=7ctlUeMB_Vw

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