Livro pt4

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Livro pt4

  1. 1. k,ry [r, ,i :lir:j.:r:,r t:;i,:1:itt .i.ti, tr , Tal como outros templos gregos, o Pãrtenon era decorado com cores vivas - vermelhos, azuis e dourados -, pois não podemos esquecer que foram conce- o bidos para serem admirados do exterior, acolher e inspirar grandes e colori- das cerimónias. í Para a construção do Pãrtenonforam utilizadas zz mil toneladas de mármore, trazidas do monte Pentélico, situado a alguns quilómetros de Atenas. O már- more aí existente era compacto mas suave e com um grão delicado de cor branca que, com o tempo, adquiria um suave tom dourado. Neste templo foram aplicadas todas as sofisticações técnicas da arquitetura dos Gregos que frzeramdele o paradigma do virtuoso perfeccionismo da sua aÍte. A decoração esculpida é muito variada e rica tematicamente. Assim, no friso exterior, dórico, estão representadas quatro lendas bélicas: as lutas dos deuses contra os gigantes, na fachada oriental; as lutas dos Cen- tauros contra os Lápitas na fachada meridional; a dos Gregos contra as Ama- zonas, na fachada ocidental; e a tomada de Troia, na setentrional. Estes QUâ-. .n*"r i i : !ri..i1ì1í:ï,r,1 tro temas simbolizam a vitória da ordem e da civilização contra a barbárie Ï *=-, :., .$* I ou o caos, que era o mesmo que dizer da Grécia contia a Ásia. No frontão i Ï*idlr-.. ly este, exposto ao sol nascente, foi representado o nascimento de Atena, saindo Ìiitçr"| ]i.;Ç{ da cabeça de seu pai, Zeus; no oeste, exposto ao poente, está representada a O desen disputa da Ática por Atena e Poseídon. no Pártc No friso interior, jónico e contínuo, está representada a procissão das Grandes Panateneiasna qual todos os Atenienses participavam, homenageando a deusa sua pÍotetora por ocasião do seu aniversário. Esta grande cena humana era representada por 4oo personagens e 2oo animais, organizados em desfile de duas filas paralelas, que começava no ângulo sudoeste do edifício e decorria à volta do mesmo, terminando na fachada leste. Aí se encontravam reunidos os deuses para receber o novo peplo tecido pelas donzelas e por elas ofertado à Virgem. Desta marchafaziam parte, solene e hierarquicamente organizados, os magistrados, os sacrificadores de animais, os portadores de oferendas e o cortejo de jovens cavaleiros, que constituía um dos seus pontos altos. Friso jónico do Pártenon, aqui represen- tado por cenas do desfile dos cavaleiros Este friso pleno de vida e de liberdade Íepresenta homens e animais numa O movimento progressivo culmina no centro grande variedade de atitudes. O modelado dos corpos é animado pelo jogo do lado Este com um cavalo que se empina. dos drapeados. O seu autoÍ, Fídias, soube conjugar a força, a energia e a Fídias, o seu autor, foi o primeiro escultor a -,i. -- conseguir esta leveza de representação e sobriedade do estilo dórico com a graciosidade e elegância do estilo jónico. Estes do esta vivacidade. As noções de harmonia e de ritmo, tão caros aos Gregos, unem-se, neste edifí- cio, com um refinamento extremo. Simultaneamente solene e despreocupada, a escultura combina-se magis- tralmente com a arquitetura, completando-se num todo único, que na época resplandecia ao SoI mediterrânico. O Pdrtenon é a sacralização dos fundamentos da sociedade e cultura gïegas. A sua estrutura pode ser lida como uma representação simbólica dos pilares da sociedade que correspondiam a partes do templo da seguinte maneira: o povo era as colunas que rodeavam o edifício e se aglomeravam à volta de Atena, que se encontravano coração do Rírtenon;o tear, símbolo de todos os lares gregos, estava representado pelo coniunto dos pórticos de entrada, enci- mados pelos frontões, os quais, colocados paralelamente, funcionavam como os órgãos do tear; o barco, símbolo do poder económico e bélico de Atenas, é sugerido pelo engrossamento das colunas provocado pela entasís e pelo abau- Cena do l. lamento do frontão que, visualmente, sugerem as velas insufladas pelo vento. Aqui estão
  2. 2. H srón r ln CuttuRl i us ARrrs 75 .}{ ii i.i ;;I desenho mostra, a sombÍeado, a distribuição da decoração esculpida Detalhe da parte superior do templo, mostrando a inserção do relevo-o Pártenon no trontão e nas métopas , i,.. :.. :r N-.:t ii jr,. i j il -* .1* tt,: ,/ ,à /. .c fi *, $. i-:sÀ-- e$iq *- -- _- -.--JCena do lado este do friso onde culmina o corteio da Grandes Panateneias Luta enlre centauro e lápita procedente de uma das{qui estão representados Poseídon, Apolo e Artemisa métopas do grande templo
  3. 3. k ffi ffifru ##-,.sffi P,mmï$rur,t $J.ffiffi# ffrw;tÀïfigï# íïi$$,s$"ï trffi$eiliilïô} ffi-ü"i 0 Templo de Atena Nike {.} templo de Atena líikáou Niká Áptera - que signifi ca vitória sem asas (há quem diga que lhas roubaram poÍ serem de ouro) - é um hino à deusa Mkáe à feminilidade que a ordem jónica simboliza. Edificado entre 432 e 42o a. C., na acrópole de Atenas, este templo ergue-se no bastião oriental da muralha da acrópole e seguiu o plano do arquiteto Calícrates, colaborador de íctino no Partínon Era rodeado por uma balaus- trada de r,o5 metros de altura, mais tardia que o templo, que teve por obje- tivo proteger os peregrinos do precipício a que se elevava o bastião. Conta-se que este edifício foi erigido onde anteriormente, na época micénica, teria existido uma torre, o único local da acrópole do qual se podia contem- piar toda a região até ao mar. Era neste local estratégico que o rei, que a man- dara construir, prescrutava o horizonte, esperando o seu filho Teseu, que. r deveria chegar de uma perigosa viagem à ilha de Creta. Localizado na entrada da acrópole, este pequeno templo está enquadrado obliquamente em relação aos Propileus, o que o faz sobressair desta constru- Niké desapertando a sandália, relevo do ção e lhe atribui uma identidade singular. Templo de Atena Nìké wffi-cf,- O Templo de Atena Nikápossui uma extrema simplicidade. Construído em Planta e mármore pantélico sobre um envasamento de 8,26 x 5,64 metros, é um tem- aos ProI plo anfi.próstíIo, com quatïo colunas nas fachadas principal e posterior. Devido ao reduzido espaço paÍa a sua construção, o templo contém apenas uma pequen a cella, sem opistó domo s. A sua requintada decoração, concentrada no friso, encontïa-se, hoje, na sua maioria, distribuída pelos museus Britânico e da Acrópole, e é obra do escul- tor Agorácrito. O friso é uma faixa contínua com cerca de 30 metros de com- primento. A este apaÍecem, de pé ou sentados, os deuses do Olimpo que seguiam atentamente as batalhas dos cavaleiros Gregos e Persas; nos outros lados, estão representadas lutas entre hoplitas (soldados) gregos e persas. Decorando a balaustrada do ternplo, aparecia uma série de vitórias aladas (nikã1, em atitudes graciosas e de grande finura de proporções, erguendo tro- féus e celebrando sacrifícios. Nos frontões, a decoração esculpida representava uma temática diferente: a dos gigantes, a este, e a das amazonas, a oeste. A decoração esculpida presente neste templo é um verdadeiro hino à beleza. Um dos seus mais famosos relevos é a "Nikí desapertando a sand.ália". Eslas figurações, plenas de graça, não são apenas corpos estruturais envolvidos em vestuário, mas formas femininas moldadas por drapeados flutuantes e tÍans- paÍentes, dos quais sobressai uma sensualidade subtil, que pïessagia a arte Capitel de esquina da coluna jónica do século IV a. C.Il.
  4. 4. HrsróRn ol CurruRn r o,qs Anms 77 í. Pinacoteca 2. Propileus 3. Templo de Atena Niké lüu"ì*e1i-,---.. -"---,.-r!--;:.,..!--:-,- -,...-r:Planta e corte do Templo de Atena /Vrkée sua implantação lunto VisÌa Írontal do templo de Atena Nikéaos PropileusR*Ë Ìì .Enquadramento do templo de Atena Nikénos Propileus
  5. 5. k r* tri t: r i. r: :l tr 0s Persas, de Esquilo. 0 estádio e 0 teatro. Atragédia e a comédia 0 estádio ï,Lii estádio e o teatro eram duas das mais importantes instituições sociocul- turais da cidade grega, porque neÌes se celebravam inúmeros e programados concursos e festivais que faziam parte do culto cívico-religioso. O estádio satisfazia o gosto pelo exercício físico que os Helenos, desde os tempos mais antigos, cultivavam; e o teatro contribuía para a formação cívica, cultural e religiosa dos Gregos. Os maiores santuários integravam também, na sua área, os teatros e estádios, a par de templos, tesouÍos, oráculos, hipódromos e acomodações para sacer- dotes e peregrinos. Em todos havia celebrações de festivais que se realizavam na data de aniversário do deus a que eram dedicados. Destes festivais faziam parte: cerimónias religiosas, concursos ginasiais, hípicos e atléticos, concur- sos líricos e musicais, de tragédia e de comédia e, por vezes, concursos de beleza e de "conformação física e garbo", só entre mulheres e só entre homens, tudo com o fim de homenagear os deuses. As festas mais relevantes em Atenas eÍam as Grandes Panateneias fver r." caso prátìcol e as Dionisíacas; os yogos desportivos mais conhecidos em toda a Grécia Atores preparando-se para entrar em cena (ilustração de um vaso cerâmico do =) eram os jogos Pan-Helénicos (que abrangiam todos os Gregos). século lV a. C.) Os estádios eram, entre os Gregos, construções destinadas à prática dos jogos. A formação escolar grega incluía aprender a ler, escrever, contar, tocar um instrumento, cantar, recitar, dançar e praticar exercício físico nos giná- sios, a fim de se prepararem para a gueffa e para os jogos. Nos jogos só podiam competir os cidadãos gregos que, segundo os historia- ff ,/l dores, fossem membros da boa sociedade e tivessem boa consciêncía para com os homens e para com os deuses; por isso os atletas não eram profissionais. Os melhores recebiam, única e simbolicamente, coroas de oliveira ou de lou- "{r Y À lt reiro e a admiração e estima dos seus compatriotas, pois, tendo ultrapassado ,/ os seus próprios limites na procura da excelência (aretê), atingiam o ^ú +.f-.j;- supremo valor do espírito grego. Além disso, eram imortalizados pelos poe- tas nos seus cantos de vitória e pelos escultores nas suas estátuag. Os estádios mais conhecidos são: o de Olímpia, o mais antigo; o de Delfos, do século V a. C.; o do Epidauro, dos sécs. V e IV a. C.; e o de Priene, já do período heìenístico. W No século IV a. C., por razões várias, as competições desportivas decaíram e à os participantes passaram a seÍ profissionais. Em 3% d.C., todos os jogos foram proibidos pelo imperador Teodósio que os considerava pagãos. Pista do Estádio de DelÍos
  6. 6. #effiffi pHeeYffffig$ ffieffiffi ffiFffieY$ffiffiï Hrsrónrn on CurruRn r ons Anrrs ì 79 i}iï:- ...,;,.,",,:,, "ii;:1$;ïji,i;ç ,:;r*t#Íl;,dd*5 oj+r* 11. Pórtico de Alalo prindipal 12. Pórtico Oeste .; 2. Hemiciclo dos reis de Argos 13. Teatro ;t& 3. Tesouro de Sicion 14. Leské de Cnido .i:_r- 4. Tesouro de SiÍnos 15. Estádio :."1-,^- - _j 5. Tesouro dos Atenienses 16. Templo novo de Atena Pronaia Ë 6. Buleutério 17. Templo arcaico de Atena Pro- $ 7. Pórtico dos Atenienses naia rï 8. Tesouro de Corìnto 18. Tholos ï; 9. Templo de Apolo 19. Santuário de Atena Pronaia .5: 10. ïrípode de PlaÌeo 20. cinásio .-r t fl*; w.lü II ,t- ;fiil$ .$,, {! Íl {, iri".$" iìSf_* üs,... -i.i-.": -. :-1ìr-1.lrM?|rffi.:ruSantuário de DelÍos, reconstituição da panorâmica geral (em: Guia de Aterndr Acento) Teatro de Dionísio Planta e cofte do teatro de EpidauroTeatro de Dionísio, na vertenle da acrópole de Atenas (reconsliluição) I " palco; 2. parodos; 3, orquestra; {, bancadas ou cávea
  7. 7. llloo ËA$ü! pnAïffitt i.:Í;Li,i ili., , ., GA$0 pHAnffi i;ri;:lll liì;ii:itij üA$m pmAffiffim ffA! Composição poélica e musical E 0 teatro: a tragédia e a comédia religiosa entoada e dançada por Ê Dii coristas (elementos do coro, homens ou rapazes), disÍar- o 0s ã A orig.* obscura do teatro está vinculada aos rituais do culto ao deus Dionísio, çados de sátiros (semideuses e Xer com pés de bode) nas Íestas prestado poLaltura das suas festas, entre janeiro e setembro. õ sorl em honra de Dionísio. lni- Desse culto fazia parte a declamação de ìliürambos.A partir do século VII a. C., os enre- cialmente estas eram uma ceri- dos doscomplicaram-seepaSSaramasere@aSpeçasora mónia "primitiva" com sacriÍÊ mer cios humanos e gritos rituais à que tinham conteúdos dramáticos (tragédia), ora satirizantes (comédia). volta do altar do deus, acompa- ode No século VI a. C., nos grandes festivais - as Dionisíacas Rurais, as Leneias e as Gran- nhados de vinho, provocando des Dionisíacas Urbanas -, eram apresentados espetáculos dramáticos. Em Ater-ras, estados próximos do transe. Cori glór foi o tirano Pisístrato que organizou os primeiros concursos dramáticos em 534 a. C., Mas como nos ditirambos eram contadas pequenas histórias da oDe onde foram apresentadas vida dos deuses e episódìos Corc No século V a. C., Péricles foi o teatro, te com o místicos, alguns escritores desenvolveram esses conteú- sacr nkon fver Biografia]. dos e transÍormaram-nos em Pers Os concursos estavam a cargo de um grupo de altos magistrados e cidadãos ricos (o core- géneros literários, como fize- país gia) que escolhia as peças, nomeava os atores primeiramente simples cidadãos e - ram na poesia PÍndaro e no tea- pacti depois profissionais bem pagos - e financiava o espetáculo. Eram atribuídos três pré- tro Ésquilo, SóÍocles, Eurípedes 0S nl e AristóÍanes. mios: um ao dramaturgo, outro ao protagonista e o último ao corego, estes consistiam timar em coroas de hera; os dois primeiros recebiam também honorários. Xerx Três peças trágicas unidas por Os atores, ou hipúcritas, eram sempre homens e interpretavam na mesma peça vários uma pers0nagem 0u p0r um mính papéis; daí a grande utilidade dos trajes, dos coturnos (sapatos de salto alto) e, especial- tema unificador (a história de Coro mente, das máscaras que caracterizavam a personagem a interpretar. Havia também o um acontecimento ou de uma sinisl personagem). coÍo constituído inicialmente por 50, depois por 12, coreutas, que dançavam e canta- e maria vam ao som do oboé, pois poesia, dança e música estão sempre interligadas. Xerxr Três peças trágicas e um dra- As representações prolongavam-se por quatro dias seguidos e durante elas não havia ma satírico submetidos ao bundi entreatos nem intervalos; tinham uma assistência muito concorrida, atenta e partici- mesmo tema. Coro pativa, que interagia com os atores ao mesmo tempo que comia, bebia, aplaudia e rar 0 assobiava. (aça: Os primeiros teatros, até aos do tempo de Ésquilo, eram construções simples: Xerxe a orquestra ficava no ponto mais baixo, em terra batida; as bancadas de madeira, ou da Jó lado, cávea, eram dispostas em hemiciclo nas vertentes naturais; e o palco, ou cena, eÍa r uma espécie de estrado com uma tenda que servia de cenário e camarim para os ato- Goro" res. Os teatros de pedra surgiram no final do século V a. C., nas cidades e nos santuá- fim. C rios, construídos no declive das colinas (pois a depressão topográfica do terreno pro- multic piciava boas condições acústicas e a visão total do espaço) e virados para o maÍ ou resìe batas, paÍa a montanha, pois a paisagem integrava o cenário. Xerxel e deixr rude Íi Coro - Ariom Conteúdos e t€çnicãs em Os Fersa s d.e Esquilo Lilaios Tema: o castigo dos deuses pela soberba e arrogância humanas, aqui personifcadas por Xerxes, reí dos Persas. Histaic Assunto: a Batalha de Salamina ganha pelos Gregos deuido ao apoío dos deuses. Xerxes Personagens: o coro de nobres anciãos constituído por r z clreutas; a rainha Atossq mãe d.e Xerxes; a alma de Dario I, pai conten de Xerxes pos jaz e esposo deAtossa, que aparece representado por uma sombra; o Mensageiro ou correío que anuncia o desastre da batalha e a destntí- ção dafrota; o jovem rei Xerxes; o corifeu, que é ator e chefe do coro e que dialoga com os outros atores. Coro - LocaL a capital do reino persa, Susa, na praça do palício, perto do nmulo de Dario I. persas, Resumo: num longo monólogo, o Corifeu (o prológo) inquieta-se pela ausência de notícias do grande exército persa que partíra para de Sesi inuadiraGrécia.Nopírodo,ocorodescreueapassagemdoexárcitodaÁsiaparaaGréciaeodesejodeXerxesemconquistaromund.o 0h! 0h por teffa Persasl mar. Aos poucls, pressente-se a desgraça reforçada pelo mau augúrio da rainha. Chega o mensageiro que informà das muitas e baixas que o exército persa jí sofrera. Entretantl, a rainha ora e consegue que a alma de Darío lhe apareça e revele o termo dessas des- Xerxes venturas: o reí critica o f.lho pela sua ínsensatez de mortal ao julgar poder vencer todos os deuses e em especial Poseídon; e prevê uma sárie mais qr de calamidades. Porfm,Xerxes, abatido, entra em cena-êxodo dos me - e, dirigindo-se a.0 coro,nummelodramapesado, culpabiliza-se. bros o r HCAj 1.P1,06
  8. 8. n, ,, ffiffiffi& pmffiïfrffiüÏ i, ri iì,., , , ì..:.,, ii i , fiA$S pmATtffiü ì i.,, . ffiAS{} pffi&ïtffiffi tAsIu Í ç Cornentrírios: Xerx Nesta peça (representada pela primeira uez em 47 2 a. C., tendo sido Píric.les o corego), Esquilo mostrou compaixão pelos vencidos e ã gem valorizoü a vitóría dos Gregos; tambám ensinou a moderaçã0, a ética, o humanismo e o pacif.smo, não só aos Gregos do seu tempo s Coro mas tamb ëm à Humaníd ad e. Xen Cumprindo o principio da tragédia grega, não fez um relatl fa.ctual do acontecimento mas levou as personq.gens e o público a interro- Coro garem-sesobre:osentidodaexístênciaedodestinodoHomem,opoderdosdeusessobreavontadeealíberdadehumanaseaatitude de uingança dos deuses sobre quem tenta fugir ao seu destino. Ásslm mithos, religião ou sagrado, estí interligado e, na obra de Xen Esquilo, submetido, aologos, razã.0 ou humano. ventr Esquílo melhorou o genero dramítÌco na estrutura, valoizando 0 mlmento e a tensão da entrada do coro, mas reduzindo o seu papel Goro apresentando uma parte falada pelo coifeu; realçou a música, executada por flautistas rìcamente vesüdos, e a dança que era tida como gent( umamantÍesïação externa e clamorosa de dor (...) que traduz em gestos e movimentos rítmicos o que está subjacente Xerxr [ao texto](em Aires RodeíaPereirq ADançanaTragédia Grega). Na cenografqutílizou cenírios e maquinismosrudimentares. Coro A linguagem teatral de Ésquilo é simples (para ser bem entendida pelo pouo) e desenuolue a ação sem grandes surpresa.s, m6s numa atmlsfera carregada de fatalismo e ensinamentos, cumpríndo assim o carícter religioso e cíuico do teatro. Xerxr Goro velmr Entre os muitos teatros gregos, salientamos: o de Dionísio, em Atenas, o mais antigo; o dg, Máscaras de teatro grêgas Xerxe Epidauro, o melhor conservado, o maior e o mais perfeito; o de MìIeto, que abrigava À, Máscaras para comédia 25 ooo pessoas que viam também o mar e o porto; o de Pérgamo e o de Priene. Coro A tragédia é o género mais antigo e teve o seu apogeu no tempo de Péricles, pois, para Xerxe peito. ele, o teatro era uma verdadeira instituição pública com fins cívicos e religiosos. Escdlaemge$o. o seu conteúdo está geralmente ligado às antigas histórias religiosas, Coro- representando a vida dos deuses e o desvario dos homens,"numa luta constante entre Xeryer as forças humanas e as forças do destino que, devido ao fatalismo e à maldição, se Coro - impõem. O enredo, descrito em tensão crescente, prende o espectador que vai pressen- velme tindo a iminência da catástrofe. A sua estrutuxa consta de prólogo, párodo ou discurso de entrada do coro, de três ou qua- tro episódios (as cenas) e do êxodo. Era representada por 3 atores, que faziam várias per- sonagens e recitavam, dançavam, cantavam e "replicavam" com o coro. Esquílo Os principais representantes são: Pai da t Ésquilo (SzS-+56 a. C.) - tido como o verdadeiro criador da tragédia grega, com os Dedicot seus heróis malditos; curso d - foi o autor mais premiado. Obras como Ajax, O rei Édipo e Sófocles (+gS-+oS a. C.) Antígona descrevem o homem comum, com carácter, sentimentos (amor filial e noção do dever), numa construção perfeita, de grandioso sentido dramático e onde o susp ens e esïá sempre presente; Eurípedes (+85-+o6 a.C.) - escreveu cerca de roo peças. Em Medeíae Electrarealçou L Máscaras para tragédia o papel da mulher, questionou a religião e a tradição e incentivou e provocou no ffi ffi espectador a admiração e o respeito pelo cidadão e pelo camponês humilde e digno que, numa atitude revolucionária, lutam, não só contra o destino, mas também con- tra os ricos (representados pelo poder instituído), pela defesa da igualdade política e pela justiça social. Foi amigo de Sócrates. fR comédia é mais tardia que a tragédia e menos duradoira; tinha porf,r s assun- I tos ao quotidiano, do sociil e da pãlítica, vícios, modas, niuito, àtffit a. potíticos, cer uma ffi ffi I de escritores e de filósofos e até de deuses eram ridicularizados com grande espírito crí- Em 4.68 i I tico, com grande liberdade, usando mesmo expressões rudes, indecorosas e maldizen- onde mo I tes; no resto era igual à tragédia, excetuando os atoresque, com máscaras e aÌ grotesco, !e vestiam de sátiros. Aristófanes (++S-l8S a. C.) - foi o comediógrafo mais conhecido pelas suas cerca de 4o obras, das quais só se conservam rr, nomeadamente As Rãs, As Moscas na Figueira" A Assembleia das Mulheres, As Nuvens e Os Cavaleiros. Com a sua fecunda inspiração, virtuosismo verbal, liberdade de linguagem, veia cómica e impiedosa sátira, questio- nava a atualidade política e social e elogiava a excelência dos costumes antigos. Em que @ o .I .( deve ser admirado um poeta? No facto de tornarmos melhores os homens na cidade posta já dá a ideia da função da comédia para Aristófanes.- - esta Íes- W .(:ttI

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