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  1. 1. llloz Na evolução plástica da cerâmica gÍega os especialistas distinguem seguintes estilos: O estilo geométrico, situado entre os séculos IX e VIII a. C., filia-se ai na grande tradição dos vasos creto-micénicos [75], distinguindo-se artisti mente pela opção estrita dos motivos geométricos como base ornamen Esses motivos elam dispostos à roda do corpo dos vasos, em bandas ou fri paralelos e sobrepostos, cobrindo-os quase até à abertura. Cada banda ornamentada a partir de motivos geométricos simples - o ponto, a linha, círculo -, organizados em combinações e variações criativas, algumas quais usadas desde o Neolítico: meandros, gregas, tnângulos,losangos,linhas bradas ou contínuas, axadrezados... Estes motivos eram realçados a preto ( 75. Vaso micénico do século XV-XIV a. C com um verniz castanho-ocre, muito brilhante) sobre o fundo de cor natu Bilha de três alças decorada com palmetas dos vasos [76 e 78]. estilizadas, proveniente de Deiras (Argos) e com 45 cm de altura. O princípio formal desta arte geométrica,vbstrata em si mesmo, basea -se, sem dúvida, na experiência técnico-artesanal (a rede de tecituras crl nos teares lembra o princípio organizativo dos meandros e das gregas), Frisos decoratìvos compostos pelo entrelaçamento ou combi- repÍesentava, também, um ceÍto sentimento intuitivo da estruturaI nação de linhas retas ou que- trico-matemática patente na Natureza e no Universo e base do pensamento bradas. da filosofia gregos. A partir de inícios do século VIII, reintroduziram-se os elementos figura vos na decoração cerâmica, mas estes apresentavam-Se Como meïas silhue a negÍo, muito esquematizadas e estilizadas, de onde se excluíram todos pormenoles secundários [ZZ]. Estes elementos figurativos elam constituí por animais compondo pequenos frisos decorativos e poÍ seres humanos, lados ou organizados em cenas descritivas e narrativas. Neste caso, os te resumiam-se a batalhas e cerimónias fúnebres, denominadas de prophesis lelra, depostção do cadíver). Nos primeiÍos, as personagens eram guerreir apresentados em diversas posições de combate; nos úÌtimos, as cenas desc vem os cortejos fúnebres com soldados e carpideiras seguindo o carÍo viaja o corpo do moÍto, exposto sobre a urna. A uniformidade das cenas e personagens impede-nos, hoje, de saber se se tratava de relatos da vida real de episódios mitológicos com significado sagrado. Quanto às formas, a tendência foi para o aumento progressivo do ta 76, ÂnÍora de estilo protogeométrico, século X a. C., Atenas nho das peças, algumas das quais atingiram proporções monumentais. Os desenhos ornamentais encontravam-se efeito, as ânforas e crateras da necrópole de Dipylon (junto ao Pireu) - geralmente sobÍe a parte mais larga dos vasos, o que contribuía para salientar as mais famosas deste período - ultrapassaram, nalguns casos, r,5m de altu formas bojudas e criar uma certa harmonia Estas grandes peças destinavam-se a ser coÌocadas nos cemitérios como t no conjunto. Verticalmente, articulavam-se cadores das sepulturas, à maneira de estelas ou monumentos funeráriI com Íaixas transversais vazias, mantidas na cor do barro; com estreitas listas deIt motivos geométricos simples (linhas para- Continham óIeos, unguentos sagrados e outras oferendas feitas aos mo lelas, ondulações, ziguezagues, dentilha- dos); e com ouÌras faixas lisas, totalmente h9l. Nos finais do século VIII, culminando esta evoÌução, a arte geométri cobertas de cor. entrou em fase de desintegração.
  2. 2. Hrsrónrn om ARrrs Vrsunls I 63 i$mguemia-se aie artistnamenls ou banda a linha,, :--gumas ã,linhasLpreto ( a:.. . :l ):. a,-:or natuo,lras baseav + ,+-@,ra geosamento 78. Anfora de estilo geométrico antigo, século lX a. C., Atenasrs figura lf A decoração, muìÌo sóbria, é Íeita com ba- lt.. se no meandro e na grega e concentra-ses silhu na parte superior do corpo do vaso e do en todos gargalo alto, acentuando a Íorma da peça. -:instituíLOStvophesisguerreltas deSCãÌTO Ontnas erda realrdotartais.Ìreu) - de aÌtur frfi. Ànfora Íunerária de Dipylon, período arcaico, século Vlll a. C.NÌCIAIl 79. Ânfora funerária contendo oferendas, com 1,55 m de aìtura. Na peça desenvolve-se uma vastíssima necrópole de locols, Bolosos moÍt ïtffinã decoratÌva que obedece a um ritmo quase musical. Os frìsos com runr::cs geométricos sêrvem de suporte à grande cena central da Lamen-eométri l[úüã: onde se evidencìa uma maior liberdade compositiva, a despeito dos s repetitivos que a constituem.
  3. 3. lllo+ O estilo arcaico situa-se entre o final do século VIII eo início do Va.C. Sob o ponto de vista da cerâmica artística, este período subdivide-se duas fases evolutivas: a fase orientalizante e a fase arcaica recente. A fase orientalizante vai, aproximadamente, até 65o a. C. A cerâm deste período é definida pelo pendor figurativo que reflete as influ decorativas orientais, provenientes dos contactos comerciais e coloniais, duzindo-se nos temas, na figuração e na expressão. Os temas caracterizam-se pelo regresso ao fguratívo- nascido da n dade de narrar e representar, já que a variedade das realidades natura sociais vividas e presenciadas pelos Gregos, neste pedodo, a isso impelia pelo aparecimento das cenas de carrícter riítottígicolol. A figuração define-se pela inclusão de animais míticos ou lendários e figuras híbridas como grifos, esfinges e górgonas; e pela representação GÍiÍos - Animais mitológicos, elementos decorativos de inspiração vegetai e naturalista, como lótus e misto de leão e águia, metas [81]. EsÍinges - Figura mitológica com cabeça de mulher, corpo de leão, cauda de serpente e Na expressão é dada a preferência a figuras de grande tamanho (que asas de águia. gam a ocupar todo o bojo do vaso), tratadas ainda em silhueta, mas onde incÌuíam já, pela técnica da íncísã0, pequenos tïaços realçados a branco ou Górgonas - Figura decorativa de inspìração mitológica. É re- melho que compunham pormenores anatómicos ou de vestuário [82 e 83]. presentada .por uma mulher com a cabeça armada de ser pentes. 0 mesmo que Medusa. Estas características foram particularmente marcantes na cerâmica de minada protoática, que abrangeu a produção das oficinas da região ateni na primeira metade do sécuio VII a. C. [Sa]. A fase arcaica recente abrange os finais do século MI até cerca de 4Bo a. Esta fase ficou marcada pelo aparecimento, na Atica, da cerâmica rada pela técnica das figuras pintadas a negro. Trata-se de uma cerâmica gante e sofisticada, fruto de uma técnica elaborada, destinada ao comércio Iuxo [ver Descubra na página 66]. Sobre o fundo vermelho do barro destacavam-se os elementos figurati representados como silhuetas estilizadas à maneira antiga (rosto de com olho de frente, tronco de frente, ancas a três quartos e pernas de pe totalmente preenchidas a cor negra. A técnica da incisão permitiu rizar o interior das figuras, agora enriquecidas com linhas de contorno músculos e outras paÍtes do corpo, com particularidades como a barb cabelo ou os padrões do vestuário [s5]. O interesse pelos pormenores anatómicos sugere, aqui e aii, a infl da pkístíca aplicada à escultura deste período (estilo severo).
  4. 4. HrsTóBrA DAs ARTES Vrsunrs i 65 ,r : : : adica (Melos) de estilo I -:: século vll a. c., com a ::: n rl:ì 81. Ânfora do pintor da Eubeia, proveniente 82. Vaso - Pelìke* com esfinge, datado do da ErétÍia e datada do século Vll a. C., me- século Vll a. C. : :--::./a. que aqui ocupa lu- dindo 76 cm l : _. -: ,/aso, reÍere-se ao cul- É um vaso feito em terracota proveniente de : ::i-f,o o encontro de Apolo Possui amplas Íigurações, das quais se des- Corinto. As representações ÍiguÍativas inva- :: :ìen isa Potemia. E de taca a esÍinge estÍlizada da Íaixa central, dem toda a peça, moldando as suas formas à i * : :ecoração Íloral cuÌvilí- rodeada por elementos decorativos vegetalis- supedície curva do vaso. i : ::: siÌca deste período. tas,. tais como rosetas, volutas e volteios. :: t at**+.e*-+*r-: =$i!-?ríj"8t:ï:jrt;i:i 84. ÂnÍora do pintor de Analotos, sé- culo Vll a. C., estilo protoático com 76 cm de altura Os elementos Íigurativos predominam sobre a decoração geométrica distribuída por faixas. Enquanto os primeiros adquÍrem movimento eI -: -ìsa Potemia encontra o carro de Apolo", pormenor da ânfora de Melos [80Ì animação, a segunda é Íixa. A cena prìncipal, : i :rÌmam-se pela inclusão de pormenores traçados a vermelho ou a negro. O espaço colocada sobre a parte mais larga do vaso, -: pelo contorno das formas é preenchido com motivos vegetalistas e ornamentais. mostra dois leões afrontados.
  5. 5. I Illuu ül I liBÍilrírÍn O desenho continua bidimensional, $ mas o maior rigor que the foi atribuído I A TECNTcAS oR cenÂvrcA DAS FrcuRAS NEGRAS" confere às figuras mais naturaiidade e 3 Após a conJeção da peça n0 torno com uma argila-base, realizava-se a decoração com 0utr0 ïip.o de argila em estado líquido e previamente preparada; não se tra- expressividade. Nas cenas de conjunto, f tava estritamente de um verniz; com ela traçavam-se as silhuetas das figuras usaram escalonamentos de tamanho (o cujos pormenores eram marcados por meio de incisões. A Íigura apresentada que pÍoporciona uma certa noção espa- pela peça antes da cozedura tinha uma cor avermelhada. Depois de seca, a cerâmica era introduzida no forno e submetida a três Íases cial) e preocupações de composição seguidas de cozeduras: na primeira, deixava-se enÌrar o ar no Íorno, o que fazia (equilíbrio e simetria) que irão predomi- com que a peça adquirisse uma cor avermelhada fruto da oxidação do Íerro que o nar no período seguinte. barro continha. Na segunda fase, tambem chamada "reduçã0", submetia-se a cerâmica ao fumo, Íazendo com que ele a mudasse do avermelhado para 0s tons Na maioria dos casos, os registos nar- cinzenÌo e preto. Durante a última Íase, deixava-se de novo entrar o ar no forno, rativos efetuavam-se em faixas sobrepos- produzindo nova oxidaçã0. Assim, a argila-base, mais porosa do que a utilizada tas que abarcavam a totaÌidade do perí- na decoraçã0, reabsorvia o oxigénio, tornando-se de novo vermelha, enquanto a argila-verniz aplicada sobre essa decoraçã0, por ser mais densa, maniinha 0 tom metro da peça e esgotavam, nesse negro. Na técnica das Íiguras vermelhas, surgida a partir de 530 a. C., seguia-se percurso! a história que pretendiam con- um processo semelhante, mas invertia-se a forma de decorar a peça. tar. Contudo, a grande liberdade formal Reinaldo Garcia, A Arte Grega., err. O Poder dos Deuses. As Civiiizações do Mundo e estética que a cerâmica começava a Ântigo, vol. z, Edição Ediclube alcançar permitiu encontrar inúmeras variantes [8ô e 87]. A liberdade decorativa atingiu igual- mente os temas que, para além dos relatos mitoÌógicos, passaÍam a represen- 85. ÂnÍora Ítm tar cenas da vida familiar e outÍas cenas do quotidiano. 122 cm A peça é do cs O prestígio da elegante cerâmica das figuras negras estendeu-se a todo o ocupam o ga4F vaso, a descri! mundo helénico, mas as olarias atenienses mantiveram um quase monopó- dos corpos de p lio na sua produção, sendo as criadoras das peças mais belas e caras, o que representações i atesta o declínio das oficinas coríntias, suas antigas rivais. Foi também das oficinas áticas que saíram as inovações que deram conti- nuidade e aperfeiçoameeto à cerâmica grega do período final, a cerâmica das figuras vermelhas sobre fundo negro, datadas entre 53o e 5oo a. C., e que eram na prática, o negativo das primeiras. A sua produção marcou o estilo clássico. O estilo clássico situa-se entre 48o e 34 a. C. Artisticamente, coffesponde ao período de apogeu técnico, estético e con- ceptual do povo grego, no qual a arte foi encarada como uma consequência direta da superioridade criativa, racional e filosófica da cultura grega. Em consequência, o desenho e a pintura desenvolveram-se extÍaordinaria- mente pela descoberta, aperfeiçoamento e aplicação de revolucionárias inova- ções técnicas e formais: criação dos cânones escultóricos, descoberta do es- corço, aplicação da perspetiva, criação do claro-escuro, aplicação de sombras. 86. Pormenor & cêrca de 525 a_ ( Na cerâmica, estas inovações traduziram-se numa crescente qualidade Representa Háa artística. Manteve-se o fabrico da ceràmica das figuras negras, mas implan- , É de notar a núr i enriquecidas pdr tou-se a técnica das figuras vermelhas, cuja invenção se atribui ao Pintor de ì cores subsidiiária i usadas com sot Andócìdes. Nesta técnica, toda a superfície do vaso era coberta com verniz i impressão que c : dênota extraordi negro, com exceção das figuras, cujas silhuetas se mantinham na cor I uma grande perfti
  6. 6. HtsróRn om Anres Vrsunrs I 67 Ânfora funerária do pintor de Nettos, proveniente da acÍópole de Dipylon, cerca de 630 a. C., com uma altura deBii.22 cmr ceça é do começo do estilo ático das figuras negras. Os elementos dêcorativos organizam-se em duas grandes cenas que::upamogargaloeobojodovaso.Atemáticaómitológica: emcima,oduelodeHerácleseocentauroNesso; nocorpodo.aso, a descrição do assassinato da Górgona, com as suas irmãs perseguindo o assassino. Nas pegas ou alças foram inseri-r:s corpos de pássaros fantásticos. A técnica da incisão e a da grafita contribuíram para animar e dar expressividade a estas:oresentações ainda de estilo arcaico.86, Pormenor de uma ânÍora ática pintada por Psiax, 8?. Fragmenlo de cântaro com Aquiles que se preparaÕerca de 525 a. C. para o combate, datado do século Vl a. C.ìepresenta Héracles estrangulando o leão da Nemeia. Este é obra do ceramógrafo ateniense Nearco, um dos de notar a naturalidade e expressividade das Íormas, expoentes da cerâmica artística deste período.=:nriquecidas pelos traços incisos e pela aplicação de:ores subsidiárias como o roxo e o branco que foramrsadas com sobriedade e acentuaram a poderosa rpressão que causam as silhuetas negras. O pintorlenota extraordinários conhecimentos anatómicos e.ma grande perícia no desenho do escorço.
  7. 7. I lllu E avermelhada, natural da argila. Os pormenores anatómicos e outros eram acrescentados, posteriormente, a pincel mergulhado em tinta preta. Associada @ à perfeição aicançada entretanto pelo desenho, esta técnica imprimiu às figu- ras decorativas da cerâmica uma plasticidade nova, tridimensional [88 a 90]. Com pouco desenho intemo - apenas alguns traços que sugeriam os volumes -, os coÍpos adquiriram perspetiva, movimento, naturalidade e realismo. Apare- ciam enquadrados em espaços figurados onde não faÌtavam, por vezes, peque- nos apontamentos de cenários naturais ou arquitetónicos fverDescubra]. Contudo, o período não se esgota nestas duas técnicas. No século IV a. C., registou-se uma variedade de estilos decorativos. Alguns autoÍes associaram livremente figuras vermelhas e negras sobre fundos amarelados ou brancos, obtendo elegantes efeitos estéticos. Nas oficinas áticas, desenvolveu-se uma cerâmica funerária com fundo branco, onde as formas das figuras se definiam unicamente pela linha de contorno, traçada Com precisã o (estilo belo)192). Noutras escolas, incorporaram-se figuras modeladas em relevo, colocadas sobre as partes mais iargas dos vasos. Surgiram, ainda, novas colorações que, nalguns casos, chegaram até à policromia. Como se pode verificar, foi grande a liberdade criativa entre os modeÌado- res e decoradores das peças cerâmicas, sendo possível reconhecer estilos indi- viduais. As fontes escritas coevas compÍovam-nos o valor que, na própria época, se atribuiu à cerâmica. As principais olarias de cada cidade usufruíram de Ël I lilllmr,in prestígio e popularidade, que se estendiam, também, aos mais apreciãdós oÌeiros e pin- UM PINTOR CERAMISTA:APOLODORO, O MAGICO DAS SOMBRAS tores ceramistas. Possivelmente, foi a cons- Apolodoro era um pinlor ativo em Atenas na segunda metade do século V a. C. 0 apelido revela os motivos da sua reputação como um inovador genial: efeliva- ciência do valor estético das peças elabo- mente, chamavam-no de Skiagraphos, ou seja, pintor de sombras. Tal epíteto Íoi radas que levou a que a maior parte da interpretado de forma diversa pelos crílicos antigos e modernos, não sendo pos- cerâmica grega, peio menos a partir do sível nenhuma prova pontual dado que das suas obras não resta nada, ainda que século IV a. C., fosse assinada ou pelo arte- seja claro que o pintor tentou n0v0s caminhos (...). Segundo alguns, o pintor de sombras Ìeria sido o primeiro a representar a som- são-oleiro que a moldava, ou pelo pintor- bra transÍerível (o esbatimento), quer dizer, a que é projetada sobre uma superfÊ -decorador que a ornava ou ainda pelos cie iluminada pela coniraposição de um objeto. Segundo outros, (...) Skiagraphia dois, adquirindo, por isso, o estatuto de ver- signiÍicaria 0 mesmo que Skenographra e, nessa altura, a pintura de sombras assumÌria o valor da pinÌura iludível (tal como os bastidores teatrais que simulam dadeira obra de autor. arquiteturas inexistentes). (...) Sendo assim, o pintor ateniense teria iniciado a Com efeito, como os filósofos, arquite- perspetiva: claro está que não se lrata daquela rigorosamente matemática do Renascimento italiano, mas a que sugeÍe um espaço artiÍicioso através de um tos e escultores do seu tempo, muitos des- sábio jogo de sombras (...). les mestres artesãos alcançaram a imortali- Oue signiÍicado tem esla inovação na evolução da pintura grega? dade peÌas peças produzidas. Tal foi o caso Seguramente 0 começo de um novo caminho. A partir de Apolodoro, as Íormas de Clítias, Apolodoro, Eufrónio, Exéquias e { adquiriram luz e cor; passou-se do desenho colorido à verdadeira pintura, à representação de objetos caídos num espaço, certamente ilusório, mas poetica- outros cujas obras são o melhor testemu- :-t-Ír_.-.- ! 88. ÂnÍora do 1- mente real. nho do grande valor artístico da cerâmica ã : A cena, que ocr1 - O vigoroso deseíl Erlr As Grandes Descobertas da Arqueologia,vol.Y, grega que viveu o seu apogeu precisamente : em pirâmide ascÉt Editorial Planeta De Agostini no século IV a. C.
  8. 8. Hrsrónn ors Anrrs Vrsunrs i 69 89. Taça ou KylÌx do pintor Douris. Altura I cm e diâmetro 23 cm. Atenas, primeira metade do século V a, C. Técnica das Íiguras vermelhas A decoração encontra-se no fundo interioÍ da taça e representa um rapaz fazendo uma ofe- renda. O equilÍbrio da composição é conseguido pela posição do corpo e pelo desenho dos ges- tos, em harmonia com os objetos - pralo, vaso e altar. Note-se o efeito de transparência obtido pelas pregas do manto que deixam adivinhar a agilidade e Ílexibiìidade dos passos do jovem. lú i! Anfora do pintoÍ de Pan, 37 cm de altura, cerâmica ática de aproximadamente 470 a. C. gO. Hídilade cerca de 410 a. C.:ena, que ocupa toda a Íace central do vaso, representa Hércules lutando conÌra negros, no Egito. Decorada por Meidas, conta a hisÌória do rapto goroso desenho anatómico das figuras lembra a escultura monumental desÌe período. A composiçào, das filhas de Leucipo. Repare-se no rigor do- :irâmìde ascendente, é notável pelo dÍnamismo e expressão. desenho anaÌómico, na pormenorização das Íormas e no dinamismo dos gestos e das cenas. A sobreposição das Íiguras aponta para a tridi- mensionalidade do espaço pictórico.
  9. 9. llllo E uma técnica de pintura na Na época helenística, por razões várias, a cerâmica grega perdeu o seu E ô qual os pigmenïos são diluídos em cera quente, que é o agluti- prestígio e qualidade artística, banalizando-se. o nanÌe, e aplicados a quente so- bre a superÍícre que se quer pintar. Esïa técnica Ìeve a sua Da grande pintura mural grega hoje resta muito pouco. Alguns fragmen- s origem na Antiguidade, a con- Írar nos relatos da Grécia anti- tos de frescos do final da época arcaica [91] e outros já helenísticos ou Íoma- qa, e foi larqamente diÍundida nos. Para a conhecermos, temos de fazer fé nas informações deixadas pelos em Roma, na pintura mural. escritores antigos, gïegos e romanos, que nos falam com admiração dos pin- tores mais famosos como Polígnoto de Tassos, o inventor do escorço, Agatarco de Atenas, que desenvolveu a perspetiva, ApoÌodoro, o pintor das sombras, Zêu xis de Heracleía, criador do claro-escuro, e Paúsias de Sicion, descobridor da téc- nica da encáustica, método de pintura a ceÍa que permite um acabamento brilhante e iria ser muito usado em Roma. ï rTTT--. A. 92. Lekythos ( festinado a gL : ïundo brancc ,,enera um herr gÍ. Pintura lunerária, a Íresco, encontrada no túmulo de Tuffatore, datada de entre 490-470 a. C., em Pêsto -nos contada a Repare-se que o desenho das Íiguras, a anatomia esquemática e os drapeados das roupas possuem muitas das características da escullura do mesmo período Cenciada pela {l
  10. 10. HrsróRn ols Asres Vrsuers I 71 À. B.:C2. Lekythosdo pintor Bonsaquet,440-430 a. C., altura 48 cm: lestinado a guardar perfumes para o culto dos mortos, este lekythos ilustra-nos a técnica do chamado "estilo belo". Sobrei : Íundo branco, o pintor desenha apenas a linha dos contornos a negro. A cena da Íace [A] representa uma jovem quei ,:nera um heróÌ, representado na Íace lBl, deposrtando uma oferenda junto do seu monumento Íúnebre. A cena aparece-; --os contada ao redoÍ de todo o corpo do vaso, de Íorma despojada mas solene, de onde emana uma certa nostalgia evi-; :enciada pela sobriedade dos registos.
  11. 11. kffiHü" ffie#ffi wmmg*mffi ü)esffi #sffiffi Ë$ffiffi ffie$ìffi $#ffider"fiffi# E ç @ ru 0 Partenon e Atena Niké È a Situados no alto, na acrópole, dominando a cidade de Atenas, estes são dois ffi ffi FU templos exemplares do génio grego. ffi Fachat 0 Templo do Pártenon W ,írtrron,nome que significa " ctsa da virgem" , é um templo que foi Íecons- truído sobre estruturas preexistentes (a primeira datada do século VII e outra do século VI a. C.) para celebrar a vitória contra os Bárbaros. Foi dedi cado a Athena Pallas, a deusa dos atributos guerreiros e da sabedoria, que foi, também, a guardiã e protetora da cidadeestado de Atenas. O nome Pártenon foi utilizado apenas no século IV a. C., sendo anteriormente conhecido Excerto do corte longitudinal do Pártenon, somente corno " Gr6.nde Templo" ott " Hicatompédos Néôs" - o templo que assinalando a localização da estátua de Atena Parteno na cella media roo pés áticos. A-* 1t Este edifício é o mais carismático e o maior templo da Grécia Antiga, assina- il- ffirw-üT* lando o apogeu da arquitetura grega. Péricles, pouco depois da vitória dos Desenh( Gregos sobre os Persas, incumbiu Fídias, o escultor, de coordenar a recons- do perisl trução de vários edifícios na acrópole. Este, por sua vez, recorïeu aos arquite- tos Íctino e seu colaborador Calícrates para reconstruir o Pártenon, o que demorou onze anos, errtre 447 e 436 a. C. O próprio Fídias e a sua escola Planta do Pártenon Pronaos seriam os autores da decoração escultórica de todo o edifício, cujos frontões Naos ou cel/a foram concluídos apenas por volta de 432 a. C. ., Localização da estátua de Atena Parteno : Opistódomos O Rírtenonéum templo dórico peíptero, por teÍ colunas a toda a volta, e octás- . Pronaos tilo porque possui oito colunas nas fachadas anterior,de entrada, e posterior, e Perístases dezassete - o dobro mais uma - nas fachadas laterais. O templo assenta numa plataforma com 3o,8o x 69,42 metros, que possui três altos degraus. A colu- nata, formada por colunas com ro,43 metros de altura, rodeia a massa enoÍme do edifício e confere-lhe um carácter particular, onde se casam a força e a ele- gância. O seu corpo central está dividido em três espaços: o pronaos, o naos oLt cellae o opistídomos. A cellamonumental tinha três naves desiguais com quase 30 metros de comprimento e zo de altura; aí se abrigava a estátua criselefan- tina de 12 metros de altura, da deusa Atena Parteno, executada por Fídias. No opistódomos, guardava-se o tesouïo da"Liga de Delolque estava a cargo de Ate- nas. O pronaos e o opistódomos abrem-se sobre um pórtico interno com seis colunas. Ao longo da parte superior das paredes exteriores da cella, situa-se o friso contínuo jónico das Panateneias, cujo comprimento media 16o metros. O templo era coberto por um telhado de duas águas, formando os frontões triangulares preenchidos por relevos. O teto de madeira era decorado com pin- turas e dourados decorativos. := - Reconstitu) Construçâo A luz penetrava no templo pelas portas cerimoniais que, quando abertas, per- j (bojo a um mitiam que o Sol da manhã incidisse na grandiosa estátua, fazendo-a brilhar. - adornada pc <: Apesar das I : que o compx
  12. 12. HrsÍóRrA DA CurruRn r oes AnrEs 73 Fachadas este e oesle do pártenon Desenho que representa a leitura do friso contínuo do Pártenon, As Grandes panateneias,situado à sombra do peristílo telhas de terracota c0lunata inteÍior com primeiro andar vigamento de madeira acrotéÍio da cumeeira anteÍixas Ír0ntà0 acrolérioangulaÍ 0rtóstat0 naos ou cella peristase vestÍbulo (pronaos) rampa de acesso; Reconstituição de um templo dórico, protótipo de pártenon: tonstruÇão reconstituída do ângulo norte e da Íachada este segundo A. oriandos. Ai bolo a um terço dasuaaltuÍa) impercetível; o equinodo capitel équase retilíneo; acoluna, composta portêm a mesmaaltura;cavilhas, tem apenas uma enÍasl:s arquitrave e oÍriso cilindros fixos com a molduradacornija inclinadaé! adornada por um motivo pintado com palmas; o aciorério angular, com motivos vegetais, é feito de mármore.: Apesar das partlcularidades iónicas, o Páftenon de que estJtemplo é modelo, com as subtilezas que dão vida ao rigor com que foi elaborado (nenhuma das linhas: que o compõem são verdadeiramente retas), representa o ponto de pedeição da ordem dórica.

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