Trabalho de literatura

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Trabalho de literatura

  1. 1. Morte e Vida SeverinaO retirante Severino deixa o sertão pernambucano em busca do litoral, na esperança deuma vida melhor. Entre as passagens, ele se apresenta ao leitor e diz a que vai, encontradois homens (irmãos das almas) que carregam um defunto numa rede. Severino conversacom ambos e acontece um denúncia contra os poderosos, mandantes de crimes e suaimpunidade.O rio-guia está seco e com medo de se extraviar, sem saber para que lado corria o rio, elevai em direção de uma cantoria e dá com um velório. As vozes cantam excelências aodefunto, enquanto do lado de fora, um homem vai parodiando as palavras doscantadores.. Cansado da viagem, Severino pensa em interrompê-la por uns instantes eprocurar trabalho.Ele se dirige a uma mulher na janela e se oferece, diz o que sabe fazer. A mulher, porémé uma rezadeira. O retirante chega então à Zona da Mata e pensa novamente eminterromper a viagem. Assiste, então, ao enterro de um trabalhador do eito e escuta o queos amigos dizem do morto. Por todo o trajeto e em Recife, ele só encontra morte ecompreende estar enganado com o sonho da viagem: a busca de uma vida mais longa.Ele resolve se suicidar, como que adiantando a morte, nas águas do Capiberibe.Enquanto se prepara para o desenlace, conversa com seu José‚ mestre carpina, paraquem uma mulher anuncia que seu filho havia nascido. Severino, então, assiste àencenação celebrativa do nascimento, como se fora um auto de Natal. Seu José tentadissuadi-lo do suicídio. A peça é apresentada com músicas de Chico Buarque deHollanda.Resumo mais aprimoradoEm forma de poema a peça apresenta a história de um dos tantos Severinos deMaria, filhos de Zacarias que saíam da Paraíba pra fugir da velhice que mata osjovens aos trinta anos, da seca e da fome.Este Severino parte das terras à beira da serra e segue o caminho para o Recife, nocaminho encontra-se com dois homens que levam um defunto. Esse havia morrido de“morte matada” em uma emboscada por uma bala que estava perdida no vento. Tinhauma pequena terra onde plantava. Severino então ajuda a levar o defunto aocemitério que cruzava seu caminho e assim seguiu ele com um dos homens e ofalecido.
  2. 2. Quem guiava o caminho de Severino era o Rio Capibaribe, mas ele havia sido cortadopelo verão. Ele encontra em uma cidade um homem sendo velado. Mais tarde resolveparar no local onde está e interromper sua jornada e tenta ali encontrar um trabalho,mas na cidade o que ele sabe fazer, plantar e pastorear, não tem serventia, pois oúnico negócio da cidade é a morte.Severino segue na sua emigração e chega à Zona da Mata, uma terra macia diferenteda que ele conhecia. Ali ele acredita que a vida não é vivida junto com a morte e quenessa terra o cemitério praticamente não funciona. Ele acaba por ouvir a conversa deamigos de um morto recém enterrado e resolve seguir mais rápido para chegar logoao Recife.Ele não esperava muita coisa do destino, apenas seguia para escapar da velhice quechegava mais cedo na sua terra. Não tinha grandes ambições. Finalmente Severinochega ao Recife, quando pára pra descansar ao lado de um muro ouve a conversa dedois coveiros. Cada um fala sobre a área do cemitério em que trabalha e como ali hámuitos mortos e assim, muito serviço, e como nas outras áreas há menos enterros eainda se ganha gorjeta.Os dois ainda falam sobre as pessoas que migram do sertão e que só tendo o marpela frente se instalam, vivem na lama e comem siri; e depois que morrem sãoenterrados no seco. Antes fossem jogados nos rios, seria mais barato e acabaria nomar sem mais problemas.Severino se surpreende, vê que migrara seguindo o seu enterro, mas já que nãoviajou esperando grandes coisas segue o rio que, segundo os coveiros, faria umenterro melhor. Anda e se encontra com um morador da beira do rio. Ficam ali falandosobre o rio, sobre a fome e sobre a vida. Até que José, o morador, é chamado, seufilho nascera.Severino fica de fora sem tomar parte em nada, os vizinhos chegam, cumprimentamos pais, dão presentes que sua pobreza permite, falam sobre o menino e ainda duasciganas falam sobre o futuro dele.Por fim, o recém pai fala a Severino que a pergunta dele sobre a vida ele não saberesponder mais que apenas deve-se viver a vida.
  3. 3. Por Rebeca CabralFraseMesmo sem querer fala em versoQuem fala a partir da emoçãoJoão Cabral de Melo NetoBiografia confiáveloão Cabral de Melo NetoJoão Cabral de Melo Neto nasceu no Recife, em 1920.Em 1940 vai com a família para o Rio de Janeiro, e é lá que conhece o círculode intelectuais que o acompanharia, nomes como Carlos Drummond deAndrade e Murilo Mendes foram apresentados ao escritor.Apenas dois anos depois, em 1942, marcou a publicação de Pedra do Sono,que seria seu primeiro livro. No mesmo ano passa a morar na cidade do Rio deJaneiro e freqüenta os mesmos lugares que os intelectuais cariocas, no centroda cidade. Publica Os três mal-amados na Revista do Brasil e em 1945 publicaO engenheiro.No ano seguinte, faz concurso para ser diplomata e começa a trabalhar noDepartamento Cultural do Itamaraty, depois passando pelo DepartamentoPolítico e até pela Comissão de Organismos Internacionais.Por causa da vida de diplomata, muda-se para Barcelona e Londres, mas semnunca deixar de lado os escritos. O cão sem plumas e O rio são frutos dessaépoca, além disso, tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1969. Oretorno ao Brasil só aconteceu em 1987, quando finalmente voltou a residir noRio de Janeiro.Ganhou diversos prêmios, dentre eles: o Prêmio José de Anchieta, de poesia,do 4o Centenário de São Paulo; o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileirade Letras; o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro e o Jabuti, daCâmara Brasileira do Livro.Em 1990, João Cabral se aposentou no posto de Embaixador, e em 1999,faleceu aos 79 anos.Algumas de suas principais obras:
  4. 4. "Pedro do sono", 1942;"O engenheiro", 1945;"O cão sem plumas", 1950;"O rio", 1954; "Quaderna", 1960;"Poemas escolhidos", 1963;"A educação pela pedra", 1966;"Morte e vida severina e outros poemas em voz alta", 1966;"Museu de tudo", 1975;"A escola das facas", 1980;"Agrestes", 1985;"Auto do frade", 1986;"Crime na Calle Relator", 1987;"Sevilla andando", 1989.

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