Apostila definitiva oratória 2014

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Apostila definitiva oratória 2014

  1. 1. CURSO DE EXTENSÃO Prof. Eduardo Barros 2014
  2. 2. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 2 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 3 OBJETIVOS 4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 4 METODOLOGIA 4 FACILITADOR 5 ORATÓRIA – ORIGEM, DESENVOLVIMENTO E SIGNIFICADO 6 1. FALA: ONDE TUDO COMEÇA! 6 2. TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS 10 3. COMO DRIBLAR O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO 14 4. APRESENTAÇÃO PESSOAL 19 5. GESTICULAÇÃO, POSTURA E VISUALIZAÇÃO 20 6. COMO UTILIZAR O MICROFONE E A TRIBUNA 25 7. COMO PARTICIPAR DE ENTREVISTAS 27 8. FALAR DE IMPROVISO 30 9 GRANDES ORADORES DA HISTÓRIA 31 CONCLUSÃO 35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 36
  3. 3. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 3 APRESENTAÇÃO ―A Arte da Comunicação Contribuindo para o seu Sucesso!‖ Nos dias atuais, é cada vez mais imprescindível ao profissional de qualquer área do conhecimento utilizar uma ferramenta indispensável para liderar grupos, comandar equipes, coordenar reuniões, fazer apresentação para um grupo da faculdade ou universidade, ou para defender uma tese, monografia, trabalho de conclusão de curso ou algo do gênero, participar de uma seleção para emprego, são várias as ocasiões que você poderá e deverá utilizar a linguagem verbal para se comunicar; e sai na frente aquele que o fizer com melhor competência. Uma coisa que precisamos esclarecer para o público em geral é demolir o mito de que é necessário um ―dom‖ especial para falar em público. Comunicação é uma arte, e, como toda a arte, você poderá desenvolvê-la de forma mais eficiente e eficaz na sua vida diária e se destacar dos demais: com esforço, estudo, técnica, disciplina e dedicação. Um outro mito que precisamos demolir é que algumas pessoas pensam que é necessário muito estudo para se tornar um bom comunicador: fazer graduação, mestrado, doutorado ou PhD. Se fosse somente assim, o camelô David Mendonça Portes do RJ, que cursou até a 7ª série, não se tornaria destaque por ser excelente comunicador, com reconhecimento nacional e internacional. Por outro lado, conheço pessoas com doutorado no exterior que são péssimos comunicadores, pois comunicação é uma arte desenvolvida. Agora, a notícia mais importante para todos, inclusive para aqueles que acham que não têm condições de falar em público: só depende de você ser ou não um bom comunicador. Saiba que o medo de falar em público não é só seu; este problema não é apenas local e sim um problema global, pois os oradores profissionais ainda sentem medo ou ficam ansiosos antes de falar em público. O mais interessante que você deverá saber é que, ao invés de vencer o medo de falar, o objetivo é driblar o medo de se falar em público, utilizando-o em seu benefício; e ao invés de ser dominado pelo medo, você dominará, revertendo a situação, pois é assim que fazem todos os oradores que são bons comunicadores. Saiba que qualquer um poderá conseguir. Basta utilizar os caminhos que poderão ser percorridos para se chegar à excelência. A prática irá proporcionar o reflexo e o condicionamento necessários para se falar em público. Saiba que sucesso não se ganha; na verdade se conquista!
  4. 4. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 4 OBJETIVOS Oferecer aos participantes técnicas próprias para a educação de como falar em público com eficiência e eficácia; Estimular o papel de desinibição dos participantes, demolindo o mito de que é necessário o ―dom‖ para se falar em público CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1º módulo 01) Fala: onde tudo começa; 02) Teoria das inteligências múltiplas; 2º módulo 03) Como controlar o medo de falar em público; 04) Apresentação pessoal; 05) Gesticulação, postura e visualização; 3º módulo 06) Como utilizar o microfone e a tribuna; 07) Como participar de entrevistas; 08) Falar de improviso; 4º módulo 09) Grandes oradores da história; 10) Avaliação prática através da observação direta. METODOLOGIA O curso contempla aproximadamente 60% de aulas práticas e 40% de aulas teóricas, totalizando uma carga horária de 16h.
  5. 5. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 5 FACILITADOR Eduardo Barros do Nascimento é mestrando do curso de Psicologia Social e Organizacional, UNISLA, parceria Brasil/Portugal, professor universitário, lecionando na Faculdade IBGM a disciplina Comunicação Empresarial, Seminários Especiais, Desenvolvimento de Habilidades Gerenciais e Marketing de Relacionamento, é pós-graduado – Gestão de RECURSOS HUMANOS, MBA em Finanças e Controladoria, pós-graduando em Gestão do Conhecimento e Relações de Trabalho, bacharel em Ciências Contábeis, e graduando em Licenciatura em Matemática, Personal e Professional Coaching e Líder Coach pela SBCoaching, palestrante e pesquisador, vem ministrando palestras há mais de 15 anos, tendo sido entrevistado em vários programas de rádio e TV, tais como: Rádio Jornal, Rádio Clube, Rádio Ternurinha, Rádio Guarani, Rádio Capibaribe (Jovem Cap) por Pedro Paulo, Samir Abou Hana, Nádia Alencar, Graça Araújo entre outros jornalistas. Recentemente ministrou o Curso de Comunicação Verbal e Oratória na Faculdade IBGM, FAFIRE, UFPE (extensão e pós-graduação) FACIPE (Faculdade Integrada de Pernambuco) curso de extensão, FBV (FACULDADE BOA VIAGEM) apresentou palestra sobre o tema Comunicação Verbal e Oratória, participou como palestrante da I Semana de Cultura de PAZ da UFPE (novembro de 2006) e Coordenou a mesa do Lama Padma Santem na II Semana de Cultura de PAZ da UFPE (novembro de 2007) atuou como professor do curso FOCO em Boa Viagem na disciplina Comunicação Global, Verbal e Oratória é parceiro da PHD Consultores e Associados.
  6. 6. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 6 Oratória – origem, desenvolvimento e significado A Oratória surgiu na Sicília, no século V antes de Cristo. Corax e Tíseas iniciaram a retórica. Eles publicaram um tratado ou ―technê‖ para orientar os advogados que se propunham a defender nos tribunais o povo dos tiranos na época. 1. Oratória: [Do latim oratoria] s.f. Arte de falar ao público. 2. Retórica: [Do grego-rhetoriké] s.f. 1 Eloquência. 2 Conjunto de regras relativas à eloquência. 3 Tratado que encerra essas regras. 4 Adornos empolados ou pomposos de um discurso 5 Discurso de forma primorosa, porém vazio de conteúdo. Fonte: Novo Dicionário Aurélio Aurélio Buarque de Holanda Ferreira 1. FALA: ONDE TUDO COMEÇA! 1.1 A linguagem e os hemisférios cerebrais Entre tantas coisas complexas para seu total entendimento na atualidade encontra-se o cérebro humano, dividido em dois hemisférios – o direito e o esquerdo, cada um deles com o seu papel específico nas funções que coordenam todos os nossos movimentos, inclusive o da fala. Uma análise pormenorizada revela que o cérebro possui uma rede de áreas conectadas que C = E + I + N + M COMUNICAÇÃO = EMOÇÃO + INFORMAÇÃO + NATURALIDADE + MENSAGEM
  7. 7. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 7 compõem o sistema lingüístico humano: áreas conceitualizadoras, que realizam o sistema de conteúdo da fala e a compreensão do que é ouvido; áreas formuladoras, que se encarregam do planejamento e compreensão da forma das palavras e das frases, e áreas articuladoras, que efetivamente comandam os movimentos necessários à fala. Além delas, inúmeras regiões corticais estão envolvidas, como por exemplo:  Área auditiva – que percebem os sons verbais;  Área visual – que percebem os signos e a escrita;  Área do processamento emocional – de onde se originam as nuances afetivas da fala, e assim por diante. Existem várias relações envolvidas no funcionamento cerebral, mas o que queremos destacar com este breve estudo é a necessidade para quem pretende enveredar pelo caminho de utilizar a linguagem verbal: de vencer o medo e a timidez de falar em público, pois não existem atalhos para chegar a um nível de excelência na comunicação. É necessário estudar, ler e alimentar o cérebro de informações, pois assim como os nossos músculos atrofiam por falta de exercícios e movimento, o nosso cérebro atrofia por falta de informação e leitura. Imagine a idéia do piano e do pianista: o pianista só poderá exercer suas habilidades se o piano estiver pronto para o uso; caso contrário, o pianista, por mais habilidoso que seja, não poderá demonstrar suas habilidades. Fizemos essa analogia para facilitar a compreensão, mas o que fica claro é a necessidade imprescindível de alimentar o cérebro de boas informações para não sofrermos de um grande mal que afeta a humanidade, chamado raquitismo mental e intelectual. Existem trabalhos realizados nessa área de investigação científica desde o século XIX, por cientistas como Paul Broca e Carl Wernick, como veremos: • O hemisfério esquerdo é responsável pela competência comunicativa. Diz-se dominante, pois nele se localizam 2 áreas especializadas: a área de Broca (o córtex responsável pela motricidade da fala), e a área de Wernicke , (o córtex responsável pela compreensão verbal).
  8. 8. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 8 A respeito de Pierre Paul Broca: • Brilhante cirurgião e antropólogo francês, em um trabalho clássico, realizado por volta de 1860-70, Paul Broca estudou o cérebro de vários pacientes afásicos (portadores de afasia, é a perda da expressão pela fala ou escrita, devido a uma lesão cerebral). • Até hoje, essa parte do cérebro se tornou conhecida como área de Broca e é responsável pelo controle da expressão motora da fala. Um pouco mais sobre Pierre Paul Broca: Paul Pierre Broca (Sainte-Foy-la-Grande, 28 de junho de 1824 — Paris, 9 de julho de 1880) foi um cientista, médico, anatomista e antropólogo francês. Aos 17 anos entrou na escola médica e obteve o seu diploma aos 20, a idade quando seus contemporâneos estão apenas começando seus estudos médicos. Broca estudou medicina em Paris, logo se tornou professor de Patologia cirúrgica da Universidade de Paris e um renomado pesquisador médico em diversas áreas. Mas o que lhe confere o seu lugar na história da medicina é a sua descoberta do "centro de uso da palavra" no cérebro (agora conhecida como a área de Broca), na região do lobo frontal. Esta descoberta é fruto de seus estudos sobre os cérebros dos pacientes com afasia (incapacidade A lateralidade das lesões chamou a atenção de Paul Broca (1825 – 1893) que levantou a possibilidade de uma especialidade do hemisfério esquerdo para a linguagem. Neuroanatomia da Linguagem falada, no desenho ao lado as áreas do hemisfério esquerdo responsáveis pela linguagem verbal.
  9. 9. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 9 parcial ou total para falar), particularmente o cérebro do seu primeiro paciente no Hospital Bicêtre, Leborgne, apelidado de "Tan", devido à sua incapacidade de falar claramente qualquer outra expressão além de "tan". Em 1861, através de necrópsia, Broca determinou que Tan tinha uma lesão provocada pela sífilis no hemisfério cerebral esquerdo. Esta lesão foi determinada a cobrir a área do cérebro importante para a produção da fala. Broca é também um pioneiro em antropologia física. Ele fundou a Sociedade antropológica, em 1859, a Revue d'Anthropologie em 1872, e da Escola de Antropologia, em Paris, em 1876. Outra área em que trabalhou Broca é a anatomia comparativa dos primatas. Ele descreveu pela primeira vez trepanações que remontam ao Neolítico. Era muito interessado nas relações entre a anatomia do crânio e do cérebro e as habilidades mentais e inteligência. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Broca A respeito de Carl Wernicke:  Neurologista alemão, Wernicke descobriu uma área similar no lobo temporal que, quando lesada, levava a um déficit sensorial da linguagem, ou seja: o paciente era incapaz de reconhecer palavras faladas, mesmo quando tivesse sua audição intacta. Wernicke postulou que esta área (que foi nomeada em sua honra) era conectada por sistemas de fibras nervosas à área de Broca, formando assim um sistema complexo, responsável pela compreensão e expressão da linguagem falada. Wernicke raciocinou que se a expressão da fala é função da área de Broca, e a compreensão é função da área que levou seu nome, então ambas devem estar conectadas para que os indivíduos possam compreender o que eles mesmos falam.
  10. 10. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 10 Um pouco mais sobre Carl Wernicke: Carl Wernicke (15 de Maio de 1848 em Tarnowitz, Silesia, Alemanha -15 de Junho de 1905 em Gräfenroda) era médico, anatomista, psiquiatra e neuropatologista. Pouco tempo após Paul Broca ter publicado seus achados em défictis de linguagem causados por danos ao que hoje é conhecido como área de Broca no cérebro, Wernicke passou a pesquisar os efeitos do traumatismo craniano na linguagem. Wernicke concluiu que nem todos os défictis de linguagem eram resultado de danos à área de Broca. Notou que lesões na região posterior esquerda do giro temporal superior resultavam em déficits na compreensão da linguagem. Esta região é hoje chamada de área de Wernicke e a síndrome associada é denominada afasia de Wernicke. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Wernicke Falar é um atributo do ser humano, mas a comunicação entre indivíduos não é uma vantagem só nossa na natureza. Muitos animais se comunicam, e de diversas formas. Foi nos seres humanos, entretanto, que essa capacidade se desenvolveu de modo inigualável. A linguagem que a imensa maioria aprende já a partir dos primeiros meses de vida pós-natal, é a mais assimétrica das funções. Foi o que Broca revelou ao mundo: um dos hemisférios cerebrais (nesse caso o esquerdo) assume essa especialidade funcional. O outro colabora, mas o esquerdo é quem dá as cartas. 1.2. Língua, Linguagem e Fala:  Língua: É a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constituem uma comunidade. (Na atualidade existe uma grande quantidade de línguas. As estatísticas divergem, mas seguramente se registram no mundo mais de 2 mil línguas, entre elas o português);  Linguagem: É todo o sistema organizado de sinais que serve como meio de comunicação entre os indivíduos;  Fala: É a utilização individual da língua.
  11. 11. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 11 2. TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Cada vez mais o mercado de trabalho fica mais exigente e rigoroso, cobra-se do ser humano um ser mais plural e com mais habilidades, incluindo: dinamismo, espírito de liderança, comunicação, espírito de equipe etc. Hoje não se espera um único papel do indivíduo: ele precisa ser um profissional excelente, com habilidade para liderar e ser liderado, precisa ter equilíbrio emocional, ser criativo, comprometido e possuidor de outras características. As empresas não querem apenas um funcionário com um alto QI (Quociente de Inteligência). Aliado ao seu QI, ele precisa desenvolver suas habilidades emocionais, o que hoje se chama QE (Quociente Emocional). Exige-se que o novo profissional também tenha compromisso com sua comunidade, com o mundo, com o futuro do planeta. É necessário ver além das aparências. Os líderes conseguem ver as maravilhas ocultas por trás das formas aparentes. Observe, por exemplo, a semente do abacate: quem poderia dizer que uma simples semente guarda um enorme potencial em seu interior? Fazendo uma analogia, o que carregamos de potencial adormecido dentro de nós? De acordo com Gardner as pesquisas sobre as inteligências múltiplas ainda estão em sua fase inicial, e indicam que o ser humano é algo complexo e repleto de inteligências, que são:  Verbal - Lingüística;  Corporal - Cinestésica;  Interpessoal;  Intrapessoal;  Lógico - Matemática;  Musical;  Naturalista;  Visual - Espacial;  Espiritual - Existencial.  Autor da Teoria das Inteligências Múltiplas - HOWARD GARDNER Sua teoria é confundida com as teses de seu colega Daniel Goleman, autor do best-seller ―Inteligência Emocional‖ É um crítico implacável dos testes de QI e de aptidão escolar. Considerado um dos
  12. 12. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 12 principais pedagogos deste fim de século. Esteve no Brasil em 1997 para uma série de palestras. Vamos verificar um pouco das idéias inerentes a cada uma das múltiplas inteligências de que somos portadores:  Inteligência Verbal – Lingüística: É a habilidade do uso da linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias, além de lidar na forma escrita e falada com a linguagem de forma mais criativa e integrada. Políticos, jornalistas e vendedores exibem com mais destaque esta inteligência;  Inteligência Corporal Cinestésica: Envolve o autocontrole corporal quanto à destreza para manipular objetos e seu próprio corpo. Cirurgiões, bailarinos, atletas e escultores são exemplos deste tipo de inteligência. Também muito presente em oradores e palestrantes, pois o corpo fala, e no processo de comunicação é responsável por 55% da comunicação;  Inteligência Interpessoal: Habilidade de interagir com outras pessoas, entendê-las e interpretar seu comportamento. É a inteligência comum em líderes, políticos, religiosos, professores, que sabem identificar expectativas, desejos e motivações de outras pessoas, tornando-se extremamente sensíveis às suas necessidades;  Inteligência Intrapessoal: É a habilidade de reconhecer os próprios sentimentos e desenvolver modelos mentais precisos sobre si mesmo. É a inteligência que dá acesso ao conhecimento de seus sentimentos, sonhos e idéias. É a capacidade que faz com que você tenha autoconhecimento e auto-estima; •DEFINIÇÃO DE INTELIGÊNCIA: •É A CAPACIDADE DE FAZER DISTINÇÕES; O ÓBVIO SÓ É ÓBVIO PARA O OLHO PREPARADO.
  13. 13. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 13  Inteligência Lógico Matemática: É a habilidade para lidar com raciocínios, reconhecer problemas matemáticos e resolvê-los. É a inteligência característica de engenheiros, matemáticos e cientistas;  Inteligência Musical: É a habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui percepção dos sons, temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre bem como habilidade para reproduzir e produzir sons de maneira criativa;  Inteligência Naturalista: É a inteligência dos envolvidos em causas ecológicas, (como os ambientalistas, artistas), revelando a habilidade de identificar e classificar padrões da natureza;  Inteligência Visual-Espacial: É a capacidade para entender o mundo visual e espacial de forma precisa, possibilitando as pessoas perceber as imagens, transformá-las e criá-las a partir da memória. É a inteligência predominante em artistas plásticos, navegadores, pilotos e arquitetos;  Inteligência Espiritual: Representa a mais nova inteligência adicionada pela equipe do Profº Gardner. Refere-se à preocupação e formulação de perguntas sobre a vida, a morte, o universo. É a inteligência predominante em religiosos, líderes espirituais etc. Observe agora estas personalidades e verifique os tipos de inteligência predominantes em cada uma de suas atuações profissionais: Jô Soares Caetano Veloso
  14. 14. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 14 Pelé Albert Einstein Hermeto Pascoal Oscar Niemeyer Dalai Lama Gandhi Orlando Villas Boas
  15. 15. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 15 3. COMO DRIBLAR O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO Chegamos ao século XXI com mais de 7 bilhões de seres humanos habitando o planeta Terra, cheios de medos e conflitos. Pesquisas realizadas em diversas partes do mundo, (EUA, Austrália, Alemanha, Espanha, Brasil entre outros), revela que o medo de falar em público está entre os três principais medos da humanidade. Como vemos, este medo não é alguma coisa localizada, mas sim globalizada. Perguntas mais frequentes como as do tipo:  Por que quando falo em público fico muito nervoso(a), as batidas do meu coração aceleram, as mãos suam, as pernas tremem e a voz enrosca na garganta?  Por que os pensamentos somem, perco a concentração e não consigo ouvir o que estou falando?  Por que fico sem o controle das palavras?  Como faço para controlar o nervosismo? Tais perguntas não são simples de responder, pois o nervosismo não desaparece tão depressa como apareceu: ele perdura, na maioria das vezes, até o término de sua fala. Para combatê-lo é necessário estudo, força de vontade, disciplina e muita dedicação. É preciso também demolir alguns mitos, quando o pensamento é falar em público. Mitos:  É preciso um ―dom especial‖ para se comunicar bem;  É preciso ter muito estudo (graduação, mestrado, doutorado) para se tornar um bom comunicador;  O fator sorte conta na hora de falar em público;  É preciso ter uma boa herança genética;  Ser muito inteligente indica que você vai ser um excelente comunicador. Ao contrário desses itens acima mencionados, o trabalho de preparação para a comunicação verbal e oratória requer preparação, estudo das técnicas e domínio de conteúdo. E muito treinamento para atingir a perfeição!
  16. 16. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 16 Seguem agora algumas dicas para você driblar o medo de falar em público: Em 1º lugar, você precisa desenvolver sua autoconfiança e aprender a pensar positivamente; Uma das razões para o medo é simplesmente o fato de não estar acostumado – portanto, treine, treine, treine; A prática irá proporcionar-lhe o reflexo. Para falar em público, o processo é semelhante ao de aprender a dirigir; Prepare-se para sua exposição. Uma boa pesquisa é fundamental; Concentre-se nas idéias e procure anotar os principais pontos do seu discurso, formatando previamente sua estrutura; A leitura de livros de boa qualidade, assim como assistir a bons filmes, participar de palestras, cursos, debates, estar atento ao que acontece no mundo em que você vive, vai lhe deixar mais seguro para discorrer sobre alguns assuntos; Identifique seu medo para, a partir daí, trabalhar para vencê-lo ou dribá-lo. Alguns desses medos são facilmente identificados: o medo de errar, o medo da crítica, o medo de expressar sentimentos, o medo de outro ser humano, o medo de se tornar ridículo diante das pessoas, o medo do branco etc; Antes de pensar como vai falar, saiba o que vai falar. Você controlará o medo de falar na frente das pessoas se souber exatamente o que vai dizer; Você sabia que os oradores profissionais ainda sentem medo ou ficam ansiosos antes de falar em público?
  17. 17. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 17 Vejamos um depoimento de Reinaldo Polito, que é considerado um dos melhores professores de oratória do Brasil. • Almanaque Saraiva - Você já sentiu receio de falar em público? • Reinaldo Polito - Não só senti, como sinto até hoje. Isto é natural nas pessoas, porque elas têm algo a perder em relação à imagem, carreira ou reputação. Se tiver risco, tem medo. O que a pessoa não pode é se assustar. Em uma apresentação, o coração bate mais forte porque há descarga de adrenalina. À medida que ele fala, queima a substância e se sente mais à vontade. • AS - Quem tem mais facilidade para se comunicar, as mulheres ou os homens? • RP - As mulheres são melhores em tudo, está mais do que provado. Há mais ou menos 15 anos, não tinha nem 20% de alunas nas salas. Hoje em algumas turmas são maioria. Agora ocupam funções importantes e precisam mais da comunicação, mas existe ainda um preconceito grande. Quando a mulher vai falar para um público predominantemente masculino, os homens demoram um pouco para acreditar na competência porque existe o ranço cultural. Porém, ele é mais benevolente e mais gentil com a mulher. Quando o público é predominantemente feminino, onde deveria existir um corporativismo, existe a inveja. São as mulheres que me dizem isso. Se elas tivessem a cumplicidade que nós temos, não teríamos espaço. • AS – Onde a comunicação está presente? • RP – A comunicação é aplicada em todas as circunstâncias, o estudante tem que fazer apresentação oral do trabalho e é avaliado pela competência com que ele a realiza. Ao terminar o curso, precisa Entrevista concedida ao Almanaque Saraiva, publicado pela Livraria Saraiva no mês de Fevereiro de 2007.
  18. 18. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 18 fazer a defesa do TCC. Quando sai da faculdade, participa de entrevistas e dinâmicas de grupo. Normalmente, vai ser aceito ou não pela comunicação. Não é como as pessoas imaginam, que a comunicação é própria de algumas atividades. Até a dona-de-casa usa para orientar o filho, conversar com o marido. • AS - Quais são os novos métodos e dicas para se falar em público? • RP - O que tenho pregado sempre é o fato de que a naturalidade é o melhor de todos os recursos da comunicação. Se em qualquer situação formal você conseguir falar do mesmo modo que você discursa para sua família e amigos, você pode enfrentar qualquer platéia. Devemos aprender que todo o processo de aprendizagem (como comunicação e oratória) pode ser aprendido com esforço, técnica e muito exercício e também que tudo na natureza acontece por sucessivas e lentas aproximações. A natureza não dá saltos; portanto, tenha calma e persista. Você é capaz: basta traçar metas para conseguir este objetivo e quando menos você esperar estará se comunicando com elegância, uma boa postura e naturalidade. • TODO APRENDIZADO PASSA POR 4( QUATRO) FASES: 1. INCONSCIENTEMENTE INCOMPETENTE – IGNORÂNCIA 2. CONSCIENTEMENTE INCOMPETENTE – A PAR DA SITUAÇÃO 3. CONSCIENTEMENTE COMPETENTE – CONHECIMENTO 4. INCONSCIENTEMENTE COMPETENTE – SABEDORIA Então, respeite seus limites. Saiba que as barreiras e as dificuldades serão vencidas pouco a pouco. E que mais cedo ou mais tarde você estará surpreso com os resultados. Lembre-se também de que na comunicação existem 3 (três) componentes que devem ser levados em consideração para se estabelecer uma boa comunicação. São eles:
  19. 19. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 19 • PALAVRA – 7% DO PODER DA COMUNICAÇÃO; • TOM DE VOZ – 38% DO PODER DA COMUNICAÇÃO; • FISIOLOGIA – 55% DO PODER DA COMUNICAÇÃO. Para tornar sua comunicação mais eficaz e eficiente, você deverá trabalhar esses três componentes fundamentais da influência humana. 4. APRESENTAÇÃO PESSOAL Como vimos, a comunicação não-verbal compõe mais da metade da comunicação estabelecida entre palestrante, orador ou facilitador e seus interlocutores. A postura não se limita ao modo como você fica sentado ou de pé perante sua platéia, mas também na maneira como você se veste. O bom gosto e o bom senso são artes para serem cultivadas. Isso também integra a comunicação, vestir-se adequadamente faz parte de sua apresentação pessoal. Vivemos numa sociedade visual. As pessoas começam a fazer seus julgamentos através de sua linguagem corporal no momento em que o vêem. Saiba que os testes para seleção nas empresas (na grande maioria aplicada pelos psicólogos), começam a avaliar o candidato pela sua apresentação pessoal, sua postura, como abre uma porta, como senta na cadeira, como trata um colega numa relação interpessoal etc. “Você nunca terá uma 2ª chance de causar uma 1ª boa impressão.” Anônimo
  20. 20. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 20 Vejamos alguns cuidados que devem fazer parte de uma pessoa que pretende conduzir uma boa apresentação pessoal: 1. É preciso demonstrar segurança e intimidade com o tema; 2. Acenar com a promessa de sermos breves e concisos em nossa fala; 3. Escolher uma roupa adequada. A adequação será ditada pela natureza do evento; 4. Cuidar da postura, pois ela transmite elegância, firmeza, segurança e respeito; 5. Evitar uma postura desleixada, relaxada demais ou deselegante, que irá indispor a audiência contra o seu discurso; 6. Não se indispor com segmentos ou com a platéia por completo; 7. Evitar fazer perguntas à audiência, principalmente quando estiver tratando de tema polêmico; 8. Ao invés de perguntas, propor reflexões e induzir a platéia a meditar sobre elas; 9. Evitar exageros, contradições e informações duvidosas ou mal fundamentadas; 10. Checar o que o público já sabe, sobre o tema, para poder informá-lo tomando por base esses conhecimentos. Um cuidado muito especial deve ser despendido com a maquilagem e com os adornos. O bom senso é sempre a melhor medida para saber até que ponto chegar para não avançar o sinal. Uma recomendação também especial para objetos como celulares, canetas, apontadores laser, chaveiros volumosos, moedas etc. Em sua apresentação não utilize nenhum desses objetos como ―muleta psicológica‖. Não se deve permitir que a platéia desvie a atenção para o objeto, mas sim que fique concentrada no conteúdo do discurso.
  21. 21. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 21 5. GESTICULAÇÃO, POSTURA E VISUALIZAÇÃO. Devemos observar que comunicação e oratória eficientes e eficazes revelam uma série de itens interligados e interconectados para o bom desempenho do comunicador. Dentro desse universo de conecxões, adentramos em três itens que serão fundamentais para o bom desempenho do orador: gesticulação, postura e visualização. Sentimos que a naturalidade é a ―fórmula mágica‖ para o sucesso das apresentações. Não imitar uma outra personalidade, principalmente se conhecida, é uma dica para os iniciantes, pois com o tempo você descobrirá que poderá desenvolver seu estilo próprio sem recorrer a imitações, pois estas quase sempre são percebidas e, quando isso acontece, gera uma indisposição da platéia para com o palestrante naquele momento. Para os iniciantes – braços, mãos, pernas, dedos se tornam elementos em excesso no conjunto do seu corpo. Manusear com tudo isso é muito difícil, pois o desconforto causado pelo nervosismo fica aparentemente sendo visualizado por diversas reações fisiológicas emitidas pelo nosso corpo. Todos nós passamos por isso, é uma tremenda descoberta que nos assusta muito. Assim é com todos que começam a falar em público, geralmente a pessoa fica tão nervoso(a) que simplesmente não sabe o que fazer com tantos membros. Se estiver num nível de tensão assim tão acentuado, tenha calma, respire fundo, concentre-se na palestra que irá fazer, não pense no pior. Se você estiver bem preparado, vá em frente e utilize um mantra oriental, que diz: ―O ar que eu respiro, é energia, da energia de Deus que alimenta a minha energia‖. Repita algumas vezes esse mantra até começar a falar: concentre-se nele e desprenda-se dos pensamentos que por ventura lhe possam trazer algum prejuízo na sua exposição. E ao ser convidado para Chegou a hora do discurso. E agora como deverei me conduzir? Como um maestro que reje sua batuta com movimentos bem precisos, para o bom andamento de sua orquestra.
  22. 22. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 22 iniciar sua exposição ou palestra, a partir desse momento começará a sua comunicação. As pessoas vão olhar para você. Então se estabelecerá a fase de comunicação com o público. Atenção: uma postura descuidada transmitirá insegurança, as pessoas na sua grande maioria com raras exceções não vão interessar-se pela sua exposição, mesmo tendo algo interessante para falar, pois sua linguagem corporal já transmitiu ao auditório uma certa incredulidade . Quando for chamado para proferir o seu discurso, levante-se, caminhe com tranquilidade, naturalidade, confiança e elegância, transmitindo para o auditório que você se sente feliz por estar ali, e deseja sinceramente transmitir-lhes uma mensagem. Também não há necessidade de se portar como uma pessoa que ―engoliu um cabo de vassoura‖ todo o excesso é prejudicial. Então, cuidado com sua postura: nem relaxado e descuidado nem tão duro ao ponto de perder sua naturalidade. Ao chegar ao local indicado para sua exposição, visualize de forma panorâmica o ambiente, olhando para as pessoas nos olhos. E lembre-se: o auditório que vai de livre e espontânea vontade para ouvi-ló estará torcendo por você, com rarissimas exceções. Terão interesse em ouvir sua mensagem, são seus amigos e não inimigos como nós pensamos ser. Quero recordar um pensamento de origem oriental intitulado ―O Caminho da Suavidade‖ do professor de artes marciais Massao Shinorara, por quem, mesmo sem conhecer guardo profunda admiração. ―Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar, quem teme perder já está vencido. Só se aproxima da perfeição aquele que a procura com constância, sabedoria e, sobretudo, humildade. E quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito o teu primeiro passo na aprendizagem – a humildade‖. Lembre-se: Este trabalho depende muito de você. Mantenha autoconfiança, pois sem ela você já entrará no plenário vencido.
  23. 23. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 23 Sigamos tais ensinamentos que, muito embora simples, guardam muita sabedoria. Vamos gravar algumas dicas importantes para quem almeja falar em público, no que diz respeito à postura: • Preserve uma comunicação natural e espontânea. Seja flexível; • Evite posições esquisitas e desajeitadas: mãos nos bolsos, apoio numa das pernas, inclinação demasiada do corpo, apoiar-se demais na mesa ou cadeira etc; • Evite ficar andando de cá para lá (cansa o auditório); • Evite ficar manuseando objetos isto distrai a atenção do público; • Lembre-se que as expressões faciais acompanham com naturalidade e reforçam os momentos que variam e se alternam: alegria, tristeza, espanto etc; • Goste do público e demonstre isto abertamente; • Sinta que o público é uma alma coletiva e está pronto a lhe ouvir, em ambiente de agradável expectativa. Seja fraterno e procure despertar simpatia, mostrando-se simples, natural e atencioso; • Confie em si mesmo; • Seja modesto, mas não tímido; • Saiba que entusiasmo e interesse são contagiosos; • Não imite outro orador, descubra seu próprio estilo. No que diz respeito à gesticulação, temos muito para informar; ao lado de outro componente que é o olhar ela pode contribuir muito para a nossa exposição, partindo da premissa que os ―olhos são as janelas da alma‖
  24. 24. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 24 revelando muito do que somos e queremos transmitir. Recordemos também que gesticulação corresponde a 55% da comunicação. Em alguns casos, temos necessidade de fazer algumas correções para não repetir determinados erros e equívocos cometidos por alguns durante o ato de falar em público. O que não devemos fazer:  Colocar as duas mãos nos bolsos;  Segurar móvel ou fio do microfone;  Brincar com objetos como caneta, apontador laser, apagador etc;  Cruzar os braços, nem na frente nem atrás;  Arrumar-se no início de seu discurso. Se sentir necessidade de arrumar roupa, gravata, sapato, faça isso antes de sua apresentação. Fique bem atento a essas recomendações, pois não segui-las poderá induzi-lo a cometer erros diante de uma platéia. Recentemente acompanhamos com muita satisfação uma matéria que foi publicada no Diário de Pernambuco no dia 01/04/2007, na seção de empregos. Ela indica os minutos decisivos que definem uma vaga para um candidato, destacando que o essencial é a postura no momento de uma entrevista, pois a mesma fala por você e pode lhe assegurar aquela vaga. Sem a gesticulação, o discurso torna- se apenas uma voz no ar e o orador uma figura completamente apagada e sem brilho em sua exposição.
  25. 25. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 25 6. COMO UTILIZAR O MICROFONE E A TRIBUNA Para falar diante de um grande público é recomendada a utilização do microfone. É necessário garantir que todas as pessoas o escutarão bem. Dependendo do tamanho do auditório, é essencial o uso e manuseio deste recurso tecnológico, trata-se de mais uma invenção humana, que veio facilitar a vida das pessoas que falam em público. Encará-lo como um instrumento de trabalho é a dica mais importante, pois ele foi criado com finalidade específica: conduzir e ampliar nossa voz para que ela atinja seu objetivo – transmissão de uma mensagem, bem compreensível aos ouvidos humanos. Vamos imaginar que, se na época em que Jesus utilizou sua voz para transmitir suas mensagens à humanidade, Ele estivesse com este recurso à sua disposição, com certeza não dispensaria a utilização deste instrumento. Existe um pensamento de autor desconhecido que admiro muito e serve para ilustrar o manuseio com o microfone. ―A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os insucessos que ocorreram no passado. Assim, libertar-se do acontecimento negativo, qual madeira podre Fique bem atento à sua postura. Ela é um atributo indispensável num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e concorrido. “O cérebro humano é uma coisa maravilhosa. Começa a funcionar quando nós nascemos e só para de funcionar quando nos encontramos diante de um microfone!” Renan Bernard
  26. 26. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 26 que se arremessa nas águas do rio de esquecimento, é atitude de saudável sabedoria.‖. Visualize o futuro esquecendo o passado, se este não lhe trouxer boas lembranças, determine que falar em público será uma meta e utilizar o microfone um objetivo a ser alcançado. Embora nosso primeiro contato com o microfone geralmente não seja muito agradável, existem dicas para utilizá-lo bem:  Ajuste a altura do microfone ao seu timbre de voz;  Controle a distância entre sua boca e o microfone;  Ao falar girando o corpo, acompanhe o movimento com o microfone;  Você deve falar sobre o microfone, para que os ouvintes vejam seu semblante;  Preocupe-se com a área de ganho do microfone. Nunca jogue sua voz fora do alcance dessa área. Seguindo essas dicas você terá a intimidade suficiente para garantir sucesso em sua apresentação. Vejamos agora os tipos de microfone mais utilizados no comércio: Pedestal – Deve ser ajustado para ficar a uma distância de 5 a 10 cm da sua boca, dependendo do seu timbre de voz. Lapela – Muito usado em programas de televisão, ultra-sensíveis e de controle remoto (sem fios).
  27. 27. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 27 Esses são os quatro tipos mais comuns que possivelmente iremos encontrar. O manuseio desta ferramenta de trabalho é de fundamental importância para o bom andamento de uma exposição. O microfone deve ser encarado como um instrumento facilitador para o palestrante ou orador. Com relação à tribuna ou local de exposição somente devemos aceitar um convite para assumi-la quando nos sentirmos preparados, pois o despreparo poderá denotar irresponsabilidade; como um motorista despreparado que assume o volante de um automóvel sem o devido preparo, podendo matar várias pessoas. A diferença é que, ao invés de matar pessoas, você poderá matar todo o seu discurso ou exposição se não estiver com condições técnicas e psicológicas para assumir tal responsabilidade. Apenas devemos confiar a tribuna a pessoas que para isso estejam capacitadas, e cujo trabalho já conhecemos a partir de boas recomendações e referências. Esta simples cautela evita que ocorram prejuízos para o evento, bem como situações embaraçosas no uso da tribuna. Mesa ou tribuna – É fixado em mesas ou tribunas, e oferece pouca mobilidade. Head microfone – Futurista, fica preso na cabeça com um arco, cuja haste mantém o microfone na frente da boca. Também na versão de controle remoto.
  28. 28. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 28 7. COMO PARTICIPAR DE ENTREVISTAS Entrevistas para emprego, é preciso ter o maior cuidado possível na hora de encarar o entrevistador que, na maioria das vezes, é um psicólogo (a) É uma barra pesada quando o entrevistador pede como quem não quer nada: ―Fale sobre o motivo de pretender trabalhar nesta empresa”. Se der branco ou gaguejar, terá perdido metade da chance. Por isso procure saber informações sobre a empresa antes de se submeter à entrevista. Ainda se referindo àquela pergunta, é sempre recomendado ensaiar bem a resposta, pois de 30 segundos a 1 minuto no máximo poderá ser decisivo para sua futura carreira profissional. Na empresa em que está almejando um emprego. O referido intervalo de tempo é o suficiente para garantir seu emprego, dependendo da qualidade da resposta fornecida. Vejamos agora algumas respostas, simulando situações de entrevistas, sobre os motivos que levam a querer trabalhar numa empresa: Um jovem em início de carreira pleiteando uma vaga numa empresa antiga. Pesquisa realizada pela Dresscoach Internacional Consultoria de Imagem revela que o impacto visual da primeira impressão tem peso na escolha do candidato. Fonte: DP de 1º de Abril de 2007 “A empresa “x” é uma empresa sólida no mercado, uma empresa de tradição no mercado, produz os melhores sapatos, é líder no ramo de sua atividade profissional, paga bons salários e atrai todos que desejam segurança e estabilidade, oferece uma excelente oportunidade de carreira. Desejo começar da melhor maneira possível, por isso estou tentando ingressar nessa empresa.”
  29. 29. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 29 Uma pessoa de mais idade pleiteando uma vaga numa empresa antiga. Uma pessoa jovem pleiteando uma vaga numa empresa também nova no mercado. Uma pessoa mais velha pleiteando uma vaga numa empresa nova no mercado. Agora vejamos a participação em entrevistas para três situações distintas:  Como falar com jornalistas da imprensa escrita? Prepare as informações com antecedência; Converse naturalmente; Fale com entusiasmo; Escolha bem a roupa. “A empresa “y” é uma empresa sólida, com ampla margem de atividade profissional e reconhecidamente uma líder de vendas em seu segmento, paga bons salários e atrai todos que desejam de uma forma ou de outra segurança para encerrar sua carreira de modo digno. Sinceramente desejo que este seja meu último emprego até minha aposentadoria.” “A empresa “z” é uma empresa jovem e arrojada, produz camisas de excelente qualidade e não vai demorar muito para ultrapassar a líder do mercado. Isso me atrai muito, pois temos algo em comum, desejo crescer profissionalmente. Nesta empresa, e as possibilidades estão abertas. Quero crescer junto com a empresa e sei que isso é possível.” “A empresa w é uma empresa jovem e dinâmica, arrojada, produz eletro-eletrônicos de excelente qualidade e não vai demorar muito para chegar a liderança no mercado nessa atividade. Quem não quer fazer parte de um time de vencedores? Quero fazer parte desse grupo até o dia de me aposentar.”
  30. 30. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 30  Como falar no rádio? Prepare-se para a entrevista; Não perca tempo com cumprimentos e agradecimentos demorados; Ouça com atenção as perguntas; Evite dar opiniões comprometedoras; Revele seu interesse pelo bem estar social; Aborde a questão pelo lado positivo.  Como falar diante das câmeras de TV? Ensaie bastante; Conheça o programa; Situe-se depois de chegar a emissora; Escolha roupa conveniente para a televisão; Comunique-se com naturalidade diante das câmeras; Mantenha o equilíbrio emocional; Repita o que quiser destacar; Prepare-se para encerrar. Conserve essas dicas para se destacar quando for entrevistado. Mantenha o controle da situação e não se deixe dominar pela emoção. No caso de pergunta agressiva ou impertinente, não se contamine com o seu teor. Mantenha a calma, respire fundo. Para aquele que lhe agrediu, tal atitude é muito mais doloroso do que se ele (a) receber uma resposta agressiva. Agir com naturalidade, para demonstrar tranqüilidade sorria levemente, que entendeu o tom da agressão e responda o que for possível dentro de um padrão de naturalidade. Quem fala com hostilidade termina sendo hostilizado pelos ouvintes. Não seja hostilizado por aqueles que a você assistem ou o escutam. Nunca agrida, e se for agredido, não seja ríspido, pois isso poderá causar a antipatia do auditório ou dos seus ouvintes. No início será difícil, mas com o tempo você terá o controle da situação, ao invés de ser dominado por ela, você passará a comandar a situação, mesmo quando a situação for de extrema dificuldade. Se mantivermos um bom relacionamento com a imprensa e aprendermos a nos conduzir de maneira correta durante as entrevistas, nossas chances de sucesso se ampliarão consideravelmente.
  31. 31. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 31 8. FALAR DE IMPROVISO A dica fundamental para quem vai falar em público sobre qualquer tema é conhecer o assunto que irá abordar. Isso também vale para a fala de improviso. Importante realçar que o improviso não significa que o discurso deverá ser feito de qualquer jeito, sem o menor preparo intelectual para abordagem do referido tema. Falar de improviso é, antes de qualquer coisa, ter conhecimento sobre o tema que irá desenvolver para não passar por constrangimento. Se o convite foi feito e você não se sente preparado para desenvolver o tema, há duas opções: ou não aceite, (por estar despreparado) ou sugira a mudança do tema para algum de seu domínio. Somente assim você falará de improviso sabendo o que está fazendo, ou melhor, dizendo. Seguindo essa dica, você não passará pelo constrangimento de falar e ser ridicularizado pela falta de qualidade em sua exposição. Lembre-se que ―você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão‖. Então livre-se dessa angústia de cometer tão grandioso deslize. A seguir, nomeamos mais algumas dicas de como falar de improviso:  Faça o vocativo (termo que se emprega para chamar, interpelar alguém);  Inicie sua apresentação com alguma estrutura de introdução;  Você pode destacar a idéia de outros oradores que o precederam, citando seus nomes, mas cuidado para não ser prolixo ou repetitivo;  Observe as fases: abertura, desenvolvimento e conclusão;  Evite aberturas longas, não tente compensar o tempo da exposição;  Improviso é mais curto que um discurso normal; assim, tenha o cuidado para não se alongar e conseqüentemente entrar em outros assuntos;  Conclua, se possível, com alguma frase de efeito, poema etc. Falar de improviso não é como muitos pensam, falar sobre qualquer assunto sem o devido preparo, é fazer um discurso que não tenha sido previamente trabalhado.
  32. 32. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 32 9. GRANDES ORADORES DA HISTÓRIA Vamos a partir de agora, fazer uma avaliação do perfil de alguns personagens oradores da história: o que eles possuem para serem considerados grandes oradores; quais são suas qualidades, seus adjetivos; o que fizeram para chegarem ao topo. A história está repleta dessas figuras que marcaram e ainda marcam a história da humanidade. Em todas as épocas, em todos os povos, em todas as civilizações tivemos grandes líderes que, de uma forma ou de outra, marcaram a história pelo que fizeram e deixaram como legado. Então, o que observo neles são qualidades desenvolvidas com o intuito de atingir seus objetivos, qualidades como: coragem, persistência, determinação, perseverança, entusiasmo, motivação, criatividade, originalidade, entre tantas outras características, que foram desenvolvidas por esses grandes oradores no decorrer de suas vidas. Vamos recordar alguns nomes, mas, antes disso, lembremos que a oratória aqui no Ocidente tem como seus maiores representantes os gregos, que se popularizaram como grandes oradores e facilitadores do conhecimento. Temos muitos outros exemplos na Grécia Antiga. Recordemos a figura de Demóstenes que se destacava pela comunicação escrita. Escrevia discursos para que as pessoas se defendessem ou acusassem nos tribunais, mas possuía o ardente desejo de se tornar eminente orador. Tinha problemas de dicção, sua voz era fraca e ainda era motivo de gozação porque, quando falava, erguia seguidamente um dos ombros. Sócrates (470 - 399 a.C.), que possuía uma maneira toda especial de ensinar as pessoas colocando em dúvida seus conhecimentos, com uma técnica conhecida por maiêutica.
  33. 33. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 33 Determinado a vencer as barreiras impostas pela própria natureza, Demóstenes se isolou por um longo tempo. Raspou metade do cabelo e da barba, e com isso, obrigou-se a ficar afastado das pessoas. Para melhorar a respiração e fortalecer a voz, fazia longas caminhadas na praia e procurava falar de frente para o mar com o volume mais alto do que o ruído das ondas. Resolveu o problema de dicção falando com seixos na boca e tentando pronunciar cada vez melhor as palavras. Corrigir o vício de levantar o ombro foi mais difícil e doloroso. Pôs uma espada pendurada no teto com a ponta voltada para baixo, bem no lugar onde fazia os ensaios de suas apresentações. Toda vez que levantava o ombro era espetado e se feria com a ponta da espada, até que se conteve e o defeito foi eliminado. Com todo esse sacrifício e essa dedicação, Demóstenes, que aparentemente não possuía nenhuma condição natural para falar em público, transformou-se no maior orador de toda a Antiguidade. Demóstenes (384 – 322 a.C.), foi um orador e político grego, de Atenas. Sua vida como orador e político foi dedicada à defesa de Atenas que se via ameaçada por Filipe II da Macedônia.
  34. 34. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 34 Todos nós sabemos quanto o Cristo foi um bom orador, soube calar quando não havia condições de falar, utilizou as palavras como um Mestre da retórica, com eloqüência e sabedoria, ao ponto de tocar nos corações e nas mentes endurecidas dos homens de sua época. Falou muitas coisas para surdos, pois não detinham maturidade psicológica e intelectual para digerir todo seu conteúdo de crescimento para a humanidade. Como expressa Augusto Cury, em seu livro da série – Análise da Inteligência do Cristo/O Mestre da Sensibilidade: “Os mais eloqüentes filósofos, pensadores e cientistas, se tivessem estudado a personalidade de Cristo, teriam compreendido que ele atingiu não apenas o ápice de inteligência, mas também o apogeu da saúde emocional e intelectual”. Isso só foi possível identificar porque Ele traduziu todos esses conhecimentos através de palavras, utilizando a linguagem verbal como veículo de renovação e esperança para a humanidade. Utilizou uma técnica muito interessante e bastante pedagógica para ensinar e transmitir um conteúdo de profundidade transcendental utilizou de parábolas para transmissão de suas mensagens, estórias agrárias que tinha um fundo de moralidade e ética que serviam como exemplo para ilustrar a mensagem que queria enfatizar. Um grande orador da história foi Jesus Cristo que, com sua eloqüência, conseguia atrair multidões com a beleza e profundidade de sua mensagem. Até hoje sua mensagem perdura como uma das mais belas mensagens de esperança para a humanidade.
  35. 35. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 35 Mahatma Gandhi, quando pequenino, não tinha expressividade, e sua saúde era frágil. Ninguém poderia imaginar que com tais condições desfavoráveis pudesse liderar uma grandiosa revolução, usando a linguagem verbal e a oratória. Esse grande Guru só foi assim reconhecido pela sua dedicação por uma causa nobre, com o vínculo sincero com a ética e a verdade: dois elementos essenciais para conquista de um objetivo maior, que foi a libertação da Índia do grande poder da Inglaterra. Vejamos apenas um pequeno trecho de seus ensinos - ―Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E, do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua‖. ―As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos mortais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor do Bhagavad Gita, sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.‖ Mahatma Gandhi (1869 – 1948) Um outro grande orador da história mundial foi o líder e pacifista indiano, indicado várias vezes ao prêmio Nobel da Paz, que revolucionou a Índia promovendo a não obediência pacífica.
  36. 36. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 36 Vamos seguir o exemplo desses grandes ícones da humanidade que também se utilizaram da palavra para dar o seu recado. Analise suas características para seguir o caminho daqueles que foram exemplos marcantes para todos nós. Vejamos, por outro lado, algumas características dos comunicadores problema:  Tímido – fala com voz baixa e tem dificuldades de administrar o medo de falar em público;  Egocêntrico - demonstra que é o centro das atenções;  Erudito - fala difícil, utilizando palavras desconhecidas da maioria;  Hipnotizador – se expressa de maneira muito pausada;  Modesto – sempre se posiciona de forma subserviente em relação à platéia;  Verborrágico – é extremamente prolixo e redundante;  Despreparado – já entra vencido, porque não se prepara;  Espalhafatoso – usa roupas e apetrechos que chamam muita atenção. É com prazer que concluímos este trabalho, lembrando que não carregamos a pretensão de exaurir o tema, pois o mesmo é incomensurável. Mas os tópicos aqui abordados servirão para todos que pretendem ingressar nesse universo de falar em público, com a significativa importância de melhorar o seu poder de comunicação, deixando-o mais preparado para enfrentar auditórios e o público em geral. Sucesso! Mas lembre-se: ele só depende de você.
  37. 37. Profº Eduardo Barros – Comunicação Global, Verbal e Oratória. 37 Referências Bibliográficas CASTELLIANO, Tânia. Desperte! É tempo de falar em público. Rio de Janeiro. Record, 1997. CURY, Augusto J. O Mestre da Sensibilidade, vol. 2: Análise da Inteligência do Cristo. São Paulo. Academia da Inteligência, 2000. _____, Augusto J. Seja líder de si mesmo. Rio de Janeiro. Sextante. 2004. _____, Augusto J. Nunca desista dos seus sonhos, Rio de Janeiro. Sextante. 2004. FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de. Língua e Literatura, 21 ed. São Paulo. Ática. 1989. HUNTER, James C. Como ser um líder servidor, tradução de A. B. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro. Sextante. 2006. LENT, Roberto. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. São Paulo. Atheneu, 2001. MORIN, Edgar. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento.Tradução Eloá Jacobina. 8ª ed. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil, 2003. O’CONNOR, Joseph. Manual de programação neurolingüística: PNL: um guia prático para alcançar os resultados que você quer. Tradução de Carlos Henrique Trieschmann; revisão técnica Jairo Mancilha. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003. POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições (acompanha CD áudio), São Paulo. 110ª edição, Saraiva. _____, Reinaldo. Superdicas para falar bem em conversas e apresentações, São Paulo. Saraiva. 2005. RIBEIRO, Lair. Comunicação Global: A mágica da influência. Rio de Janeiro. Objetiva 1993. WRIGHT, C. W. Aprenda a falar em público: manual prático para vencer as inibições de quem tem que enfrentar uma platéia. Tradução de Luisa Ibanês. 3ª edição. Rio de Janeiro. Record, 2000. Sites: www.aberje.com.br www.reinaldopolito.com.br www.claylopes.com.br www.institutomvc.com.br www.moduseduc.com.br www.reinaldopassadori.com.br

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