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– o conjunto de processos acionados para
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• Políticas
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Benefícios para o aluno-Tutor:
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Benefícios do aluno-Tutorando:
• Melhorias académicas;
• Aumento do tempo de estudo e de trabalho;
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Desvantagens da Tutoria Inter-Pares
• Possibilidade de:
• Não deteção erros ou conceções erróneas;
• Ensinar erradamente;
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Técnicas utilizadas:
• Tutoria às avessas (Reverse-role tutoring)
• Tutoria de complemento
• Tutoria ativa
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• Esperar: capacidade de esperar que o tutorado seja
capaz de reconhecer e pensar no seu erro.
• Intervenção: Após o tempo...
1. Formulação de questões
por parte do tutor;
2. Trabalho cooperativo
entre tutor e tutorando;
3. Avaliação das
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• Atividades de Coesão ...
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Grupo I Documentos
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Comunicação apresentada no XIX congressso da AFIRSE em Lisboa no dia 2 de Fevereiro de 2012

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  1. 1. “REVISITAR OS ESTUDOS CURRICULARES: ONDE ESTAMOS E PARA ONDE VAMOS?” “Ouvir, Orientar no percurso escolar, Apoiar na integração escolar, Educar em valores” (Seabra e Monteiro, 2009).
  2. 2. • Descobrir as diferentes formas organizativas da tutoria; • Identificar o papel, as competências e respetivas funções a desempenhar pelos diferentes tutores; • Identificar os pontos principais na elaboração de um projeto de tutoria; • Descobrir as diferentes técnicas a aplicar no processo de Tutoria; • Identificar modalidades e instrumentos de avaliação. 2
  3. 3. 3 1. Atividades geradoras de aprendizagem apoiam o bom desenvolvimento do processo académico Os alunos desenvolvam autonomamente o seu processo (González & Páez, 1986) 2. Organização das ajudas dadas a um individuo em formação (Arénilla, Gossot, Rolland e Roussel, 2001: 453) O processo de aprendizagem desenvolve-se de forma “interativa, significativa e sistemática” (Topping, 2000:3)
  4. 4. • Engloba: – o conjunto de processos acionados para elaborar/construir uma proposta curricular ou currículo – as atividades desencadeadas para o concretizar e atualizar nas situações de ensino e aprendizagem (Roldão, 2007: 7). 4 A tutoria como um método ou uma técnica ao serviço
  5. 5. Preventiva Técnica eficaz: Antecipa os obstáculos Proactiva, antevê os problemas e age sobre eles. Remediativa ajuda a superar as dificuldades a) a recordar regras de funcionamento; b) a trocar informações; c) ao saber-fazer; d) a focalizar a atenção do tutorando nos elementos importantes do problema; e) a ajudar o tutorando a eliminar os pormenores; f) a organizar; ) a reexaminar algumas tarefas; h) a rever os conteúdos antes dos exames; i) a criar hábitos de trabalho; j) a aconselhar, explicar, encorajar e ajudar; … (Baudrit, 2009:35) Necessidades formativas
  6. 6. Cognitiva Decorrente dos objetivos : Assume o papel de professor Relacional assume o papel de conselheiro Vertentes Processo de ensino e aprendizagem: saber-saber e saber-fazer a) de técnicas e habilidades para o estudo; b) da compreensão e da eficácia de leitura; c) de competências relacionadas com a autonomia pessoal e “aprender a aprender”; d) do reforço de matérias não assimiladas; … Desenvolvimento pessoal e social: saber-ser e saber-estar a) a aceitação de problemas e de responsabilidade para os resolver; c) aprender a comportar-se; b) a aprender a autocontrolar-se d) prender a conviver; e) aprender a ser pessoa; ...
  7. 7. 1. Identificação de necessidades, definição de objetivos, tempo, estratégias • Equilíbrio entre o apoio e o desafio: • reconstrução do saber; • desmontar as conceções erróneas e reconstruir; • reorganizar e melhorar a qualidade do pensamento • para que seja capaz de produzir constructos. 2. Questionar e incitar: • Sintetizar; • Concentração; • Explicação; • Realização de testes. Guião Orientador:2 áreas:
  8. 8. Categorias Formas Organizativas Atores que desempenham o papel de tutores  Tutoria inter-pares - Aluno-tutor  Tutoria intercultural – aluno-tutor ou professor-tutor  Professor-tutor Atores tutorandos  Alunos  Alunos imigrantes – tutoria intercultural  Alunos do ensino especial Espaço em que se desenvolve a tutoria  Escola  On-line Nível de ensino em que se aplica a tutoria  Ensino Básico e Secundário  Ensino Superior Formas organizativas  Individual  Pequenos grupos Técnicas utilizadas  Tutoria às avessas (Reverse-role tutoring)  Tutoria de complemento  Tutoria ativa  Tutoria passiva  Tutoria pontual  Tutoria permanente Formas Organizativas da Tutoria
  9. 9. Critérios Classificação de Tutoria: a) Conteúdo curricular; b) Forma geral de organização; c) Forma de organização dos grupos; d) Competências; e) Continuidade do Papel Desempenhado; f) O espaço; g) O Tempo em que decorre; h) Características do tutorando; i) Objetivos do processo tutorial. I n t e r - P a r e s (Topping, 1996:322-323)
  10. 10. • Económicas • Políticas (Topping, 1996 e Lopes e Silva, 2010) Aumento do tempo disponível do professor. … Aumento da interação, da comunicação, … Autonomia dos alunos face às aprendizagens; redução dos comportamentos disruptivos…. Possibilita atingir os objetivos, Maior retenção de conhecimento; … Vantagens da tutoria inter-pares: • Pedagógicas • Psicossociais
  11. 11. Benefícios para o aluno-Tutor: • Aumento do envolvimento, do sentido da responsabilidade e da autoestima; • Maior controlo do conteúdo, da tarefa e melhor organização dos conhecimentos para os poder ensinar; • Consciência das lacunas e das incorreções e deteção das incorreções dos outros; • Melhoria das habilidades psicossociais e de interação; • Desenvolvimento da maturidade.
  12. 12. Benefícios do aluno-Tutorando: • Melhorias académicas; • Aumento do tempo de estudo e de trabalho; • Maior motivação; • Pontualidade ou a frequência de aulas; • Ajuste psicológico – diminuição da ansiedade e aumento do grau de confiança.
  13. 13. Desvantagens da Tutoria Inter-Pares • Possibilidade de: • Não deteção erros ou conceções erróneas; • Ensinar erradamente; • Dar a resposta ou realizar a tarefa do tutorando, reduzindo a oportunidade de aprendizagem.
  14. 14. Técnicas utilizadas: • Tutoria às avessas (Reverse-role tutoring) • Tutoria de complemento • Tutoria ativa • Tutoria passiva • Tutoria pontual • Tutoria permanente Técnicas e Métodos usados: O tutorando aplica os conteúdos ensinados pelo tutor O tutor ensina e o tutorando observa (Baudrit, 2009) Entrevista do Professor ao Aluno Escuta ativa Observação sistemática Pressupõe-se:
  15. 15. • Esperar: capacidade de esperar que o tutorado seja capaz de reconhecer e pensar no seu erro. • Intervenção: Após o tempo de espera o tutor intervém se o tutorando não der resposta satisfatória. • Encorajar: Os tutores elogiam os tutorandos, prevalecendo o rigor e a compreensão como características vividas. Método PPP – Pause, Prompt and Praise (Esperar, Intervir e Encorajar) Mais –valia: • Vertente cognitiva • Vertente relacional e comportamental. • Saber cognitivo • Continuidade lógica dos comportamentos SABER-SABER; SABER-FAZER; SABER-SER; SABER ESTAR. (Baudrit, 2009: 55-58) Mais estruturado
  16. 16. 1. Formulação de questões por parte do tutor; 2. Trabalho cooperativo entre tutor e tutorando; 3. Avaliação das respostas por parte do tutor. Sequência de interação entre tutor e tutorando (Duran e Vidal, 2007: 49) Método Mais estruturado Método Figura nº 1: Organização do processo de tutoria.
  17. 17. Parece que: Mais Valor acrescentado Menor Valor acrescentado Tutoria Estruturada Tutor Tutorando Tutoria Semiestruturada ou Não estruturada Tutorando Tutor • Flexibilidade; • Atenção às necessidades dos tutorandos. Da necessidade de: • Preparar as suas intervenções junto dos tutorandos; • Organizar as suas ideias; • Adaptação dos saberes científicos ao público-alvo.
  18. 18. 1 A tutoria PEE PCT •Projeto • Planificação de atividades • Informativas; • Seguimento e Controlo; • Atividades de Coesão do Grupo; • Métodos e Técnicas de Trabalho; • Comunicação; • Tomadas de Decisão; … a. exemplificação; b. prática guiada; c. aplicação; d. avaliação Diagnóstica, formativa e sumativa, Autoavaliação e heteroavaliação. Observação, entrevistas, inquéritos, elaboração de textos, …
  19. 19. Formação realizada num Centro de Formação da Grande Lisboa • Os professores ansiavam por realizarem aprendizagens “práticas” para aplicar os conhecimentos adquiridos aos seus contextos educativos. • Foi realizado trabalho cooperativo por parte dos diferentes grupos. • Partilha e debate dos diferentes trabalhos. 19
  20. 20. Propostas de trabalho Grupo I Documentos Estruturantes Elaborar pequenos textos a serem inseridos no PEE, PCE e RI Grupo II Elaboração de Projetos de Tutoria de Escola Contexto da escola. Objetivos; Perfil do tutor Métodos, as técnicas e as atividades Recursos materiais Modalidades, instrumentos e critérios de avaliação Avaliação do projeto Grupo III Elaboração de Projetos de Tutoria Individual Caracterize do aluno tutorando. Objetivos; Perfil do tutor Métodos, as técnicas e as atividades Recursos materiais Modalidades, instrumentos e critérios de avaliação Avaliação do projeto Grupo IV Planificação de uma sessão de tutoria Planificação incluindo a apresentação de recursos materiais). Grupo V Planificação de uma ação de formação para tutores e para tutorandos.
  21. 21. Avaliação por parte dos formandos relativamente à formação recebida
  22. 22. 22
  23. 23. 1.qualquer que seja a forma organizacional para desenvolver a Tutoria deverá ser supervisionada e monitorizada para: • acompanhar os tutores e • gerar formação em contexto. 2.é relevante o papel desempenhado por tutores no que se refere à promoção: • de técnicas e habilidades para o estudo; • de compreensão e eficácia de leitura; • de competências relacionadas com a autonomia pessoal e com a construção da aprendizagem; • do reforço de matérias não assimiladas. (Topping, 2000) Parece que:
  24. 24. 3. as técnicas implementadas no processo tutorial visam concretizar e atualizar a proposta curricular, tendo em conta as necessidades formativas dos alunos. 4. a tutoria é uma técnica de diferenciação pedagógica ao serviço do desenvolvimento curricular. 5. É uma tarefa complexa que necessita de estruturação mas também de flexibilidade.
  25. 25. Ouvir, Orientar no percurso escolar, Apoiar na integração escolar, Educar em valores. A Tutoria ao serviço do Desenvolvimento Curricular será: Seabra e Monteiro, 2009)
  26. 26. Partindo da observação participante que realizámos enquanto formadora levantaram-se algumas questões: • Quais os alunos que beneficiam mais com o processo de tutoria, os que possuem um professor-tutor ou os que possuem um colega como tutor? • Quais são as perceções dos alunos relativamente ao processo de tutoria instituído? • Como sentem os alunos tutorandos a ajuda prestada por colegas? • Como é realizada a coprodução de recursos materiais entre professores, alunos–tutores e alunos tutorados? • Poderá a tutoria ser uma técnica a inserir no plano de desenvolvimento dos alunos que apresentam mais conhecimentos ou uma técnica a inserir num plano de recuperação ou em ambas as situações? A quem se destina o processo tutorial? • Qual a taxa de sucesso dos alunos sujeitos a Plano de Ação Tutorial?
  27. 27. Arénilla, I., Gossot, B., Rolland, M.C., e Roussel, M.P. (2001). Dicionário de Pedagogia. Lisboa: Instituto Piaget. Arnaiz, P. e Isus S. (1995). La Tutoría, Organización y Tareas. Barcelona: Editorial Grado, D.L. Baudrit, A. (2000). Le Tutorat dans les Universités anglo-saxonnes : des idées pour les universités francophones?. Paris : L’Harmatan. Baudrit, A. (2009). A Tutoria. Riqueza de um Método Pedagógico. Porto: Porto Editora. Baudrit, A. (2009a). A Tutoria em Diferentes Domínios: Situação Actual e pistas Possíveis a Explorar. In Ana Simão, Ana Caetano e Isabel Freire (org.). Tutoria e Mediação em Educação. Lisboa: Educa e Autores. Carvalhal, A. (2009). Estudo Acompanhado e Tutoria: Representações de Pais e Professores do 1º Ciclo (tese Policopiada). Aveiro: Universidade de Aveiro. In http://ria.ua.pt/bitstream/10773/1068/1/2010000578.pdf (acedido em Março de 2011). González e Páez (1986). El sistema Tutorial en Colombia. Bogotá: Proyecto PNUD / UNESCO / ICFES. Duran, D. e Vidal, V. (2007). Tutoria. Porto Alegre: Artmed. Lopes, J. e Silva, H. (2010). O Professor faz a Diferença. Lisboa: LIDEL. Morgado, P. (1994). O Processo Negocial. Lisboa: Editora McGraw-Hill de Portugal. Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (2010). Metas Educativas 2021. La educación que queremos para la generación de los bicentenarios. In http://www.oei.es/metas2021.pdf (acedido em Março de 2011). Ribeiro, C. (2003). Metacognição: Um Apoio ao Processo de Aprendizagem. In Psicologia: Reflexão e Crítica, nº 16(1), pp. 109-11. In http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16802.pdf (acedido em Outubro de 2011). Roldão, M. C. (2007). O Director de Turma e a Gestão Curricular. In A Turma como Unidade de Análise (Nº 1). Évora: Universidade de Évora/ CIEP. In http://www.ciep.uevora.pt/publicacoes/CadOAE/n01/cadOAE1.pdf Seabra, I. e Monteiro, I. (2009). Tutoria … Tutorias. In http://www.cfaematosinhos.eu/Tutoria...Tutorias_05.pdf Topping, K. (1996). The effectiveness of peer tutoring in further and higher education: A typology and review of the literature. In http://www.springerlink.com/content/n724l17269g79xkj/fulltext.pdf (acedido em Março de 2011). Topping, K. (2000). Tutoria. Bruxelas: Unesco - Departamento Internacional de Educação. In http://www.ibe.unesco.org/publications/EducationalPracticesSeriesPdf/prac05pt.pdf (acedido em Março de
  28. 28. Decreto-Lei nº 75/2008 de 28

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