Os lusíadas narrativa epica, epopeia

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Os lusíadas narrativa epica, epopeia

  1. 1. LínguaPortuguesa,9ºAno
  2. 2. Luís de Camões (1524? /1580 ) “Chamar-te génio é justo, mas é pouco. Chamar-te herói, é dar-te um só poder. Poeta dum império que era louco, Foste louco a cantar e louco a combater.” Miguel Torga, Poemas Ibéricos Publicação de Os Lusíadas 1572
  3. 3. O QUE É UMA EPOPEIA? A poesia épica, ou epopeia, ou ainda poema épico é uma das mais remotas manifestações artísticas do homem. era o género mais elevado que os antigos cultivavam; daí, constituir a aspiração máxima do poeta clássico, renascentista.
  4. 4. UMA NARRATIVA ÉPICA Trata-se de uma variedade do modo narrativo, com interesse histórico, geralmente em estrutura de poema, que enaltece os feitos ilustres de um herói ou de um povo. As epopeias primitivas foram longas narrativas orais de feitos considerados heróicos realizados por homens dotados de força superior demonstrada no campo das batalhas.
  5. 5. Apresentam as aventuras de um herói porque  - não está ainda definida a noção de Estado  - existe o grupo étnico em expansão  - os deuses são tidos como realidades que ajudam ou prejudicam o herói Assim  O herói destaca-se e torna-se imortal. EPOPEIAS PRIMITIVAS
  6. 6. Epopeias da Antiguidade Civilização Grega Ilíada séc. VIII a.C. de HOMERO Narração das aventuras de Aquiles, o mais famoso dos heróis gregos, durante o último ano da guerra de Tróia. Narração das aventuras de Aquiles, o mais famoso dos heróis gregos, durante o último ano da guerra de Tróia.
  7. 7. Odisseia de HOMERO séc. VIII a.C. Narração das aventuras de Ulisses no regresso da guerra de Tróia até chegar a Ítaca, sua Pátria, onde o esperava Penélope, a esposa modelo de fidelidade. Narração das aventuras de Ulisses no regresso da guerra de Tróia até chegar a Ítaca, sua Pátria, onde o esperava Penélope, a esposa modelo de fidelidade.
  8. 8. Eneida de VIRGÍLIO séc. I a.C. Narração das aventuras de Eneias e de seus companheiros, desde a queda de Tróia até à fundação de Roma. Virgílio imita a Odisseia nos seis primeiros cantos e a Ilíada nos seis últimos. Narração das aventuras de Eneias e de seus companheiros, desde a queda de Tróia até à fundação de Roma. Virgílio imita a Odisseia nos seis primeiros cantos e a Ilíada nos seis últimos.
  9. 9. EPOPEIAS DE IMITAÇÃO  Apresentam os feitos heróicos passados ou futuros de um povo porque  Existe o estado, uma vida civil organizada  Existe uma história da Pátria  Os deuses são apenas mitos ou ficções Assim  O herói apaga-se como individualidade  O povo imortaliza-se
  10. 10.  Os Lusíadas revelam, quer a nível de estrutura externa, quer a nível de estrutura interna, uma grande semelhança com os modelos clássicos seguidos.
  11. 11. Esta variedade do modo narrativo deve obedecer a certos requisitos: A EPOPEIA  a utilização do verso e de um estilo elevado;  incluir NARRADOR, PERSONAGENS, AÇÃO, TEMPO.
  12. 12. o À semelhança dos poemas clássicos, a estrutura interna de Os Lusíadas está dividida nas seguintes partes: o o Proposição, Invocação e NarraçãoProposição, Invocação e Narração o Facultativamente, a estrutura interna de uma epopeia pode também incluir uma o DedicatóriaDedicatória, o referindo a figura a quem se dedica o poema.
  13. 13. Estrutura InternaEstrutura Interna OS LUSÍADASOS LUSÍADAS Proposição Invocação Dedicatória Narração O autor apresenta o assunto O poeta pede inspiração às musas para levar a cabo o seu projecto O poeta dedica o seu poema a D. Sebastião Narração da ação “in media res”
  14. 14.  PROPOSIÇÃO (Canto I, 1-3)  O poeta expõe, em síntese, os propósitos que o irão animar na criação do poema, o assunto que irá constituir o objecto da sua narração.  CANTAR  os guerreiros e os navegadores;  os reis que permitiram a dilatação da Fé e do Império;  todos os que, pelas suas obras, se imortalizaram. Estrutura InternaEstrutura Interna
  15. 15.  INVOCAÇÃO, (Canto I, 4-5) Para os poetas clássicos, a criação poética era fruto de uma inspiração concedida por seres divinos ou sobrenaturais. A invocação destina-se a pedir o favor das Musas, divindades inspiradoras a quem o poeta apela no início do poema e noutros momentos fulcrais da narração. Estrutura InternaEstrutura Interna
  16. 16.  INVOCAÇÕES N’OS LUSÍADAS  Canto I, 4-5 - às Tágides ou Musas do Tejo, invocação geral;  Canto III, 1-2 - a Calíope, (musa da epopeia);  Canto VII, 78 e seguintes - às ninfas do Tejo e do Mondego;  Canto X, 8-9 - novamente a Calíope. Estrutura InternaEstrutura Interna
  17. 17.  DEDICATÓRIA, (Canto I, 8-18) - É um elemento facultativo nas epopeias clássicas. Camões dedica o seu poema ao rei D. Sebastião, a quem tece vários elogios e aconselha novas empresas guerreiras. Estrutura InternaEstrutura Interna
  18. 18.  NARRAÇÃO Do Canto I (estância 19) até ao fim do Canto X, vão sendo narrados acontecimentos no passado (desde as origens de Portugal até D. Manuel I), no presente (tempo da ação central do poema), no futuro (profecias). Estrutura InternaEstrutura Interna
  19. 19. Estrutura Interna -Estrutura Interna - NarraçãoNarração A narração tem início quando a armada já se encontra no canal de Moçambique, isto é, a meio da ação. Este procedimento defendido por Horácio, na sua Arte Poética, tem como objetivo “prender o leitor à história”, criando expectativa relativamente aos acontecimentos que lhe são cronologicamente anteriores. ““Já no largo OceanoJá no largo Oceano navegavam,navegavam, as inquietas ondas apartandoas inquietas ondas apartando””
  20. 20.  Do canto I (estância 19) até ao fim do canto X, vão sendo narrados:  os factos da nossa História, dignos de memória, realizados: - no passado (desde as origens de Portugal até D. Manuel I): História de Portugal (ANALEPSE) - no presente (tempo da ação central do poema): Viagem de Vasco da Gama (tempo do narrador) - no futuro: Profecias (dos deuses) e sonhos de Vasco da Gama e de D.Manuel I (PROLEPSE)  as ações e intrigas de figuras mitológicas gregas e romanas que acompanham, atentamente, a viagem dos nautas portugueses rumo à Índia.  Maravilhoso pagão e maravilhoso cristão Estrutura Interna -Estrutura Interna - NarraçãoNarração
  21. 21.  A obra desenvolve-se em volta de 4 planos fundamentais que se entrecruzam na narrativa:  Plano da Viagem (acção central do poema) sobretudo nos Cantos I, II, V, VI, VII e VIII.  Plano dos Deuses sobretudo nos Cantos I, II, VI, IX e X.  Plano da História de Portugal sobretudo nos Cantos III, IV e VIII.  Plano das Considerações do Poeta sobretudo nos finais de Canto. Estrutura InternaEstrutura Interna
  22. 22. Estrutura ExternaEstrutura Externa Do ponto de vista formal, estrutura externa, o poema: • é constituído por 10 Cantos, com um total de 1102 estrofes. O número de estrofes por canto varia de 87, no Canto VII, a 156 no Canto X. • com rima cruzada e emparelhada: A B A B A B C C
  23. 23.  O poema está escrito em versos decassilábicos, com predomínio do decassílabo heróico (acento na 6ª e 10ª sílabas).  É considerado o metro mais adequado à poesia épica, pelo seu ritmo grave e vigoroso.  Surgem também alguns raros exemplos de decassílabo sáfico (acentos na 4ª, 8ª e 10ª sílabas). Estrutura ExternaEstrutura Externa
  24. 24. A VIAGEM À ÍNDIA

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