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Amamentação:
A base da vida
Departamento Científico de Aleitamento Materno
Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani
Secretária: Graciete Oliveira Vieira
Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs,
Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves,
Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva,
Yechiel Moises Chencinski
Documento Científico
Departamento Científico de
Aleitamento Materno
Nº 6, Agosto de 2018
Amamentação: a base da vida. Esse é o tema
da 27ª Semana Mundial de Aleitamento Mater-
no (SMAM-2018). Ao escolher o tema, a ideia da
organização não governamental que coordena
a Semana Mundial de Aleitamento Materno em
nível global, a Aliança Mundial para Ação em
Amamentação (WABA, sigla em inglês) é chamar
a atenção para a importância vital da amamenta-
ção na construção de uma saúde com uma base
sólida. Como base sólida entende-se oferecer à
criança no início de sua vida a melhor alimenta-
ção possível, que é o leite materno, proporcio-
nando melhor saúde física e mental ao longo da
vida, e, assim, contribuir para uma estrutura ini-
cial (base) fortalecida. Segundo a WABA, o tema
é muito pertinente e ressalta: “em um mundo re-
pleto de desigualdades, crises e pobreza, a ama-
mentação é o alicerce da boa saúde ao longo da
vida para crianças e mães”.
É nesse contexto que este documento foi
idealizado. Assim, tendo como objetivo fun-
damentar a afirmação de que a amamentação
é a base da vida, o documento está organiza-
do em duas seções que abordam as evidências
dos efeitos positivos da amamentação na saú-
de física e mental. Uma terceira seção discute a
amamentação como redutora da pobreza e pro-
motora da equidade, haja vista a ênfase que a
WABA dá ao papel fundamental do aleitamento
materno na nutrição, segurança alimentar e re-
dução da pobreza ao tratar do tema da SMAM-
2018.
Evidências dos efeitos positivos
da amamentação na
saúde ao longo da vida
As evidências dos efeitos positivos da ama-
mentação na saúde ao longo da vida foram re-
centemente publicadas em um artigo da série
do Lancet dedicado ao aleitamento materno1
. No
presente documento é apresentada uma síntese
do conteúdo do artigo, bem como de alguns arti-
gos que o subsidiaram ou que foram publicados
posteriormente.
Amamentação: A base da vida
2
Efeitos de curto prazo
em crianças
Mortalidade
Em metanálise que incluiu três estudos con-
duzidos em países de baixa e média renda, foi
evidenciado um forte efeito protetor da ama-
mentação: o risco de morte por doenças infec-
ciosas em crianças menores de seis meses ama-
mentadas exclusivamente foi de apenas 12%
do risco apresentado pelas crianças que não
foram amamentadas2
. Em outros três estudos
em países de média e baixa renda, o risco de
morrer foi 3,5 vezes maior em meninos e 4,1 ve-
zes maior em meninas menores de seis meses,
quando foram comparadas crianças amamenta-
das e não amamentadas3
. O risco de morte foi
50% menor em crianças de 6 a 23 meses ama-
mentadas quando comparadas às não amamen-
tadas2
.
A proteção da amamentação contra mortes
infantis também foi observada em países de
alta renda. Nesses países, a amamentação asso-
ciou-se a uma redução de 36% na ocorrência de
morte súbita do lactente4
e de 58% na ocorrên-
cia de enterocolite necrozante4
.
Estimou-se que, se 95% das crianças me-
nores de 1 mês e 90% das menores de seis
meses fossem amamentadas exclusivamen-
te e 90% daquelas com idades entre seis e
23 meses fossem parcialmente amamen-
tadas, poder-se-ia evitar 823.000 mortes a
cada ano em crianças menores de 5 anos1
.
Morbidade
Constatou-se que a amamentação protege
contra diarreia e infecções respiratórias, prin-
cipalmente nos países de baixa e média renda.
Estimativas mostram que metade de todos os
episódios de diarreia e um terço das infecções
respiratórias poderiam ser prevenidas pela
amamentação, assim como 72% das interna-
ções por diarreia e 57% das por infecções res-
piratórias5
.
As crianças amamentadas ou amamentadas
por mais tempo tiveram 33% menos chance de
ter otite média nos dois primeiros anos de vida,
quando comparadas a crianças não amamenta-
das ou amamentadas por menos tempo6
.
Considerando os 29 estudos que fizeram
parte da metanálise que avaliou a associação
entre amamentação e asma, houve redução de
9% da ocorrência dessa doença nas crianças
amamentadas ou amamentadas por mais tempo,
quando comparadas às crianças não amamenta-
das ou amamentadas por menos tempo. No en-
tanto, quando as análises foram restringidas aos
16 estudos com controle mais rígido para con-
fundimento ou aos 13 estudos de coorte, não foi
encontrada associação significativa7
.
Crianças, adolescentes e adultos que foram
amamentados ou amamentados por mais tempo
tiveram redução de 68% da chance de má oclu-
são dentária, quando comparadas com crianças
não amamentadas ou amamentadas por menos
tempo8
. A maioria dos estudos foi realizada com
crianças ainda na dentição decídua, mas a má
oclusão nesse grupo etário é um fator de risco
para má oclusão na dentição permanente9,10
.
Efeitos de longo prazo:
sobrepeso/obesidade, outras doenças
não transmissíveis e inteligência
Sobrepeso/obesidade
Com base em 105 estudos e 113 estimativas,
a maioria proveniente de países de alta renda,
houve redução de 26% na chance de desenvol-
ver sobrepeso ou obesidade mais tarde na in-
fância, adolescência ou fase adulta em indivídu-
os amamentados11
. A associação foi mais forte
nos estudos que avaliaram aleitamento materno
exclusivo e mais fraca em estudos que compa-
raram crianças amamentadas alguma vez e não
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
3
amamentadas, que avaliaram o desfecho em
idade adulta (sugerindo que a associação pode
se diluir com o passar do tempo), em estudos de
coorte, em estudos que ajustaram as estimativas
por status socioeconômico, condições de nasci-
mento e antropometria dos pais, e em estudos
com amostra maior.
Diabetes tipo 2
A associação entre amamentação e ocorrên-
cia de diabetes tipo 2 é bem menos estudada
que a associação com sobrepeso/obesidade. A
metanálise incluiu 11 estudos - 6 estudos de
coorte e 5 transversais ou caso-controle - e o
desfecho foi medido em adolescentes em 36%
dos estudos e o restante em adultos. O conjun-
to dos estudos mostrou que a amamentação se
associou com chance 35% menor de ocorrência
de diabetes, sobretudo em adolescentes (risco
51% menor)11
.
Diabetes tipo 1
Com base em duas metanálises que encon-
traram associação significativa entre amamen-
tação por mais de três meses e risco aumentado
de diabetes tipo 1 (23%12
e 43%13
maior), Ip e
col.4
concluíram a favor de possível efeito prote-
tor da amamentação contra diabetes tipo 1, mas
alertam que alguns estudos podem ter apresen-
tado viés de memória, o que comprometeria os
resultados.
Leucemia
Uma metanálise de 18 estudos sugeriu que a
amamentação está associada a uma redução de
19% (IC95%:11%-27%) na incidência de leuce-
mia na infância14
.
Amamentação e inteligência
A metanálise que avaliou a associação entre
amamentação e inteligência, pela avaliação do
QI, foi realizada com 18 estimativas de 16 estu-
dos de coorte e um estudo transversal15
. Só fo-
ram incluídos na metanálise estudos que leva-
ram em consideração a estimulação da criança
em casa, na tentativa de controlar essa variável
tão importante quando se avalia desenvolvi-
mento infantil. A maioria dos estudos (72%) me-
diu o desfecho em crianças (1 a 9 anos) e o res-
tante na adolescência (10-19 anos); e a metade
dos estudos ajustou a análise ao QI materno.
Apenas dois estudos foram conduzidos em pa-
íses de baixa/média renda. Todos os estudos
mostraram maior QI nas crianças amamentadas,
quando comparadas com as não amamentadas
ou amamentadas por menos tempo. A diferen-
ça média de QI foi de 3,44 pontos. Estudos que
controlaram para QI materno mostraram menor
diferença (2,62 pontos), porém ainda significa-
tiva, assim como os que mediram o desfecho na
adolescência.
Um grande ensaio randomizado relatou au-
mento de mais de 7 pontos do QI aos 6,5 anos
de idade16
, e efeito similar foi relatado em um
ensaio não randomizado no qual crianças pré-
-termo foram alimentadas com fórmula ou leite
materno17
.
Associações positivas da amamentação com
a escolaridade alcançada foram relatadas no
Reino Unido18,19
, na Nova Zelândia20
e no Brasil21
,
embora uma análise conjunta de cinco coortes
em países de baixa e média renda tenha mostra-
do resultados conflitantes22
.
Estudo no Brasil com 30 anos de seguimento
sugeriu efeito de longo prazo da amamentação
sobre a inteligência, a escolaridade alcançada e
a renda na vida adulta, sendo 72% do efeito da
amamentação sobre a renda, explicado pelo au-
mento no QI23
.
Evidências dos efeitos positivos
da amamentação na saúde mental
Vários estudos mostram evidências conclu-
sivas sobre a proteção da amamentação contra
várias doenças1
. Consequentemente, este fato
tem implicações importantes para o desenvolvi-
mento e comportamento infantil, pois as crian-
Amamentação: A base da vida
4
ças que adoecem mais frequentemente podem
não ter o seu desenvolvimento físico, intelec-
tual e psicoemocional adequados. Além disso,
em muitos estudos tem sido relatada a possí-
vel influência do aleitamento materno sobre o
desenvolvimento psicossocial das crianças por
meio de seus efeitos diretos no desenvolvimen-
to cerebral e de sua associação com a prevenção
de doenças psicoemocionais, o que será aborda-
do a seguir. Como a maioria dos estudos sobre
vínculo mãe e bebê tem sérias limitações me-
todológicas, esse aspecto específico não será
abordado.
O leite materno contém substâncias bioati-
vas, tais como ácidos graxos poli-insaturados de
cadeia longa (AGPICL), que são essenciais para
o desenvolvimento cerebral. De fato, dois deri-
vados desses ácidos, o ácido araquidônico (ARA
ou ômega 6) e o ácido docosahexaenoico (DHA
ou ômega 3), desempenham papel essencial na
manutenção, no crescimento e no desenvolvi-
mento do cérebro.
Estudos controlados demonstram que as
mães que apresentam taxas mais altas de DHA
no sangue na hora do parto têm filhos que pos-
teriormente obtêm pontuações mais altas em
testes de inteligência, demonstrando que o DHA
é uma substância importante para o desenvolvi-
mento cerebral das crianças em todas as idades,
principalmente nas pré-termo24,25
.
O Estudo sobre as Práticas de Alimentação
Infantil II (IFPS II) no seu segundo ano de acom-
panhamento é o maior estudo longitudinal nos
Estados Unidos para examinar a alimentação
infantil e suas consequências no longo prazo.
Foram acompanhadas mães e bebês durante a
gravidez e ao longo do primeiro ano de vida das
crianças para entender a relação entre os pa-
drões de alimentação infantil, a saúde das mães
e dos bebês e os fatores que podem afetar a
alimentação infantil. Foram observadas associa-
ções significativas entre duração da amamen-
tação e desenvolvimento psicossocial aos seis
anos de idade, incluindo diminuição das chan-
ces de distúrbios emocionais, desvios de condu-
ta e dificuldades comportamentais. Comparadas
a crianças que nunca foram amamentadas, aque-
las que foram amamentadas por pelo menos
seis meses e amamentadas exclusivamente por
no mínimo três meses tiveram chance 48% me-
nor de apresentarem sintomas emocionais, 76%
menor de desenvolverem problemas de conduta
e 61% menor de dificuldades psicossociais em
geral. Apesar de esses achados não serem tão
evidentes após ajustes para potenciais fatores
de confusão, o estudo concluiu que existe asso-
ciação entre amamentação e desenvolvimento
psicossocial na infância26
.
A relação de maior duração da amamentação
com o desenvolvimento cognitivo foi demons-
trada em vários estudos, como já relatado an-
teriormente. No entanto, seu impacto potencial
sobre o comportamento é desconhecido.
A Rede de Pesquisa Espanhola INMA estudou
o efeito da dieta da mãe durante a gestação e
da criança no início de vida no seu crescimen-
to e desenvolvimento, avaliando as principais
áreas comportamentais (função executiva, com-
petência social, comportamento de atenção e
hiperatividade). Os resultados do estudo dessa
coorte prospectiva apontam para associação en-
tre maior duração da amamentação e melhores
escores de função executiva (aumento de 4,9
pontos em crianças amamentadas por mais que
20 semanas), de competência social (risco 43%
menor de estar nos 20% com escores mais po-
bres em crianças amamentadas por mais que 12
semanas) e de sintomas de hiperatividade com
déficit de atenção (risco 44% menor em crian-
ças amamentadas por mais que 12 semanas).
Demonstrou-se, assim, que uma maior duração
da amamentação está associada a menos sin-
tomas de déficit de atenção e hiperatividade e
uma melhora nas áreas comportamentais rela-
cionadas (desfechos neuropsicológicos e sócio-
-comportamentais)27
.
As evidências sobre como a amamentação
pode modificar o comportamento infantil em
médio e longo prazos são relevantes. Alguns au-
tores avaliaram dados de coorte australiana que
selecionou 2.900 mulheres grávidas e as seguiu
junto com seus filhos por 14 anos com o objeti-
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
5
vo de determinar os efeitos em longo prazo da
amamentação exclusiva por seis meses e com-
plementada além dos dois anos de idade sobre
a saúde mental de crianças e adolescentes. Es-
ses autores avaliaram a saúde mental por meio
da Lista de Comportamento Infantil CBCL (Child
Behavior Checklist), buscando problemas de in-
ternalização (isolamento, depressão, ansiedade,
somatização) e externalização (comportamento
violento ou agressivo) aos 2, 6, 8, 10 e 14 anos.
Foi constatado que a amamentação por 6 meses
ou mais estava associada com menor frequência
de problemas de internalização e externaliza-
ção na infância e na adolescência28
.
O surgimento do autismo em crianças pe-
quenas parece resultar da desmielinização dos
neurônios relacionada à oferta inadequada de
fator de crescimento semelhante à insulina (IGF)
no recém-nascido29
. A deficiência de IGF em
crianças afetadas pode ser devida à combina-
ção de fatores genéticos e ambientais a serem
ainda determinados. Se essa hipótese estiver
correta, a amamentação, em particular, poderia
aumentar os níveis de IGF, compensando assim
uma deficiência congênita do fator de cresci-
mento. O polipeptídeo de 70 aminoácidos, fator
de crescimento semelhante à insulina-I, é um
parâmetro-chave na gênese do transtorno de
espectro autista devido aos níveis IGF reduzidos
no líquido cefalorraquidiano (CSF) de crianças
autistas jovens, pois é importante o papel de
IGF na mielinização via oligodendrócitos. O lei-
te humano contém níveis significativos de IGF30
.
Grupos de bebês amamentados por longos perí-
odos, quando comparados aos alimentados com
fórmula infantil, apresentam incidência global
mais baixa de autismo do que o da população
geral31,32
. É importante ressaltar que bebês pe-
quenos para a idade gestacional, de muito baixo
peso e recém-nascidos pré-termo comumen-
te têm níveis mais baixos de IGF no sangue do
que os de bebês de tamanho adequado33
. Essas
crianças pequenas também exibem maior inci-
dência de transtorno de espectro autista34
.
O microbioma da primeira infância está sen-
do reconhecido como capaz de exercer influên-
cia na saúde e no desenvolvimento humano em
longo prazo. O início da vida é uma janela críti-
ca de suscetibilidade associada ao desenvolvi-
mento do microbioma, principalmente a coloni-
zação microbiana infantil, a partir do processo
materno-fetal de troca de micro-organismos e,
inclusive, por meio da influência da amamen-
tação no primeiro ano de vida. As informações
disponíveis apontam para o microbioma como
um mecanismo mediador nas origens do desen-
volvimento da saúde e da doença nas crianças e
adolescentes35
.
Utilizando dados transversais de 22.399
crianças cadastradas no National Survey of
Children’s Health nos Estados Unidos, foram exa-
minadas as relações entre amamentação e de-
senvolvimento de habilidades motoras e linguís-
ticas das crianças. Análise multivariada mostrou
que as mães que amamentaram tinham menos
preocupações relacionadas ao desenvolvimento
das crianças (linguagem expressiva, linguagem
receptiva, habilidades motoras finas e habili-
dades motoras em geral) do que as mães que
não amamentaram suas crianças. Mães de crian-
ças amamentadas 3 a 5,9 meses mostraram-se
mais tranquilas comparadas com mães que nun-
ca amamentaram. Os autores concluíram que a
amamentação pode proteger contra atrasos na
linguagem infantil e no desenvolvimento de ha-
bilidades motoras em crianças pequenas (idade
média da amostra foi de 2,8 anos). Como se trata
de um estudo transversal, os resultados devem
ser interpretados com cuidado36
.
Várias evidências científicas permitem afir-
mar que amamentar é mais que nutrir a criança.
É um processo que envolve interação profunda
entre mãe e filho, com repercussões no seu esta-
do nutricional e aquisição de habilidades basea-
das em sua fisiologia e no seu desenvolvimento
cognitivo e emocional. Isso tem implicações im-
portantes em termos de políticas públicas, pois
sugerem fortemente que o investimento na pro-
moção do aleitamento materno poderá resultar
não apenas em melhoria da saúde física, mas
também na promoção de melhores resultados
intelectuais e psicoemocionais. No entanto, são
Amamentação: A base da vida
6
necessárias mais pesquisas e principalmente
estudos longitudinais que permitam afirmar que
crianças amamentadas têm melhor desenvolvi-
mento psicossocial, menos distúrbio global de
desenvolvimento (autismo, déficit de atenção,
distúrbio de linguagem), incluindo maior auto-
estima e menos comportamentos agressivos,
pois ainda existem muitas lacunas nessa área do
conhecimento.
Evidências da contribuição
da amamentação na redução da
pobreza e promoção da equidade
A amamentação, de uma maneira ou de ou-
tra, colabora para o alcance de cada uma das 17
metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sus-
tentável. Nesta seção será discutido o papel da
amamentação para o alcance das metas do Ob-
jetivo 1 - acabar com a pobreza em todas as suas
formas, em todos os lugares; do Objetivo 2 - aca-
bar com a fome, alcançar a segurança alimentar
e melhoria da nutrição e promover a agricultura
sustentável; e do Objetivo 10 - reduzir a desi-
gualdade dentro dos países e entre eles.
O valor econômico da amamentação foi mui-
to bem explorado no segundo artigo da série do
Lancet sobre Aleitamento Materno37
. Fica evi-
dente o papel do aleitamento materno na redu-
ção da pobreza, quando se toma conhecimento
de alguns fatos, apresentados a seguir:
• Perdas econômicas devido ao déficit cogniti-
vo associado às práticas de amamentação no
mundo, ou seja, o quanto seria poupado se to-
das as crianças fossem amamentadas por pelo
menos 6 meses: 302 bilhões de dólares ame-
ricanos em todo o mundo; 70,9 bilhões nos
países de baixa e média renda. Essas perdas
são similares às atribuídas à anemia por de-
ficiência de ferro38
. O estudo realizado na co-
orte de Pelotas, com seguimento de 30 anos,
corrobora esses dados: 72% do efeito da ama-
mentação sobre a renda aos 30 anos de idade
é explicado pelo aumento no QI23
.
• Perdas econômicas associadas ao tratamento
de morbidade infantil prevenível pela ama-
mentação: estima-se que 10% a mais de ama-
mentação exclusiva até os 6 meses ou de ama-
mentação até 12 ou 24 meses (dependendo
do país) resultaria em uma economia de 312
milhões de dólares para os Estados Unidos
e 1,8 milhão para o Brasil. A economia seria
maior se a amamentação passasse dos níveis
atuais para 90%: 2,45 bilhões de dólares nos
Estados Unidos e 6 milhões para o Brasil37
.
Além de contribuir para a redução da pobre-
za, a amamentação é considerada um redutor
de desigualdades sociais, pois essa é uma prá-
tica que tem maior duração em países pobres e,
nesses países, são as mulheres pobres que mais
amamentam. A amamentação é um dos poucos
comportamentos positivos em saúde mais pre-
valente nos países de baixa e média renda do
que nos países de alta renda. Na ausência da
amamentação a desigualdade em saúde, sobre-
tudo na mortalidade infantil, seria ainda maior.
Essas afirmações foram baseadas nos seguin-
tes fatos1
:
• Todos os indicadores de aleitamento materno
são melhores nos países de baixa e média ren-
da do que nos países de alta renda: amamen-
tação na primeira hora de vida, amamentação
alguma vez na vida, amamentação exclusiva
em menores de 6 meses e amamentação aos
6, 12 e entre 20-23 meses.
• As prevalências mais altas de amamentação
aos 12 meses são encontradas na África Sub-
saariana, no sul da Ásia e em algumas partes
da América Latina. Nos países de alta renda, as
prevalências raramente são maiores que 20%.
• Há forte correlação inversa entre amamenta-
ção aos 6 meses e produto interno bruto per
capita; cada vez que o produto interno bruto
duplica, a prevalência da amamentação aos 12
meses cai dez pontos percentuais.
• Nos países de baixa e média renda, as pesso-
as mais pobres tendem a amamentar por mais
tempo que as mais ricas no mundo inteiro,
mas sobretudo nos países de média renda.
Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria
7
• Nos países de alta renda, a amamentação é
mais comum em mulheres com maior renda
e alta escolaridade do que entre aquelas nos
grupos de renda baixa e com menos anos de
educação formal.
Considerações finais
Este documento traz evidências que permi-
tem corroborar o tema da SMAM-2018: “ama-
mentação: a base da vida”, na medida em que a
amamentação proporciona uma vida mais sau-
dável física e mentalmente e contribui para a
redução da pobreza e da desigualdade. Os ob-
jetivos da SMAM-2018 são: informar e motivar
a promoção da amamentação como parte das
estratégias de nutrição, segurança alimentar e
redução das desigualdades.
É fundamental que todos tenham consciência
do importante papel que podem desempenhar
para garantir o crescimento, desenvolvimento e
sobrevivência de todas as crianças ao redor do
mundo. Promovendo o aleitamento materno ex-
clusivo por 6 meses e continuado até os 2 anos
ou mais, todos estarão não só exercendo esse
papel como protegendo as crianças por toda a
vida e contribuindo para um mundo com menos
desigualdades.
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Promotion of Breastfeeding Intervention Trial
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midlife cognitive function. Public Health Nutr.
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arachidonic acid blood levels in premature
infants are associated with neonatal morbidities.
J Pediatr. 2011;159:743–749.
9
Diretoria
Triênio 2016/2018
PRESIDENTE:
Luciana Rodrigues Silva (BA)
1º VICE-PRESIDENTE:
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DIRETORIA FINANCEIRA:
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3ª DIRETORIA FINANCEIRA:
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DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL:
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Sudeste:
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Assessoria para Assuntos Parlamentares:
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Adolescentes com Deficiência:
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Maternidade e Paternidade:
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GRUPOS DE TRABALHO:
Drogas e Violência na Adolescência:
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Atividade Física
Coordenadores:
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Amamentação: a base da vida - Documento Científico - SBP

  • 1. 1 Amamentação: A base da vida Departamento Científico de Aleitamento Materno Presidente: Elsa Regina Justo Giugliani Secretária: Graciete Oliveira Vieira Conselho Científico: Carmen Lúcia Leal Ferreira Elias, Claudete Teixeira Krause Closs, Roberto Mário da Silveira Issler, Rosa Maria Negri Rodrigues Alves, Rossiclei de Souza Pinheiro, Vilneide Maria Santos Braga Diégues Serva, Yechiel Moises Chencinski Documento Científico Departamento Científico de Aleitamento Materno Nº 6, Agosto de 2018 Amamentação: a base da vida. Esse é o tema da 27ª Semana Mundial de Aleitamento Mater- no (SMAM-2018). Ao escolher o tema, a ideia da organização não governamental que coordena a Semana Mundial de Aleitamento Materno em nível global, a Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, sigla em inglês) é chamar a atenção para a importância vital da amamenta- ção na construção de uma saúde com uma base sólida. Como base sólida entende-se oferecer à criança no início de sua vida a melhor alimenta- ção possível, que é o leite materno, proporcio- nando melhor saúde física e mental ao longo da vida, e, assim, contribuir para uma estrutura ini- cial (base) fortalecida. Segundo a WABA, o tema é muito pertinente e ressalta: “em um mundo re- pleto de desigualdades, crises e pobreza, a ama- mentação é o alicerce da boa saúde ao longo da vida para crianças e mães”. É nesse contexto que este documento foi idealizado. Assim, tendo como objetivo fun- damentar a afirmação de que a amamentação é a base da vida, o documento está organiza- do em duas seções que abordam as evidências dos efeitos positivos da amamentação na saú- de física e mental. Uma terceira seção discute a amamentação como redutora da pobreza e pro- motora da equidade, haja vista a ênfase que a WABA dá ao papel fundamental do aleitamento materno na nutrição, segurança alimentar e re- dução da pobreza ao tratar do tema da SMAM- 2018. Evidências dos efeitos positivos da amamentação na saúde ao longo da vida As evidências dos efeitos positivos da ama- mentação na saúde ao longo da vida foram re- centemente publicadas em um artigo da série do Lancet dedicado ao aleitamento materno1 . No presente documento é apresentada uma síntese do conteúdo do artigo, bem como de alguns arti- gos que o subsidiaram ou que foram publicados posteriormente.
  • 2. Amamentação: A base da vida 2 Efeitos de curto prazo em crianças Mortalidade Em metanálise que incluiu três estudos con- duzidos em países de baixa e média renda, foi evidenciado um forte efeito protetor da ama- mentação: o risco de morte por doenças infec- ciosas em crianças menores de seis meses ama- mentadas exclusivamente foi de apenas 12% do risco apresentado pelas crianças que não foram amamentadas2 . Em outros três estudos em países de média e baixa renda, o risco de morrer foi 3,5 vezes maior em meninos e 4,1 ve- zes maior em meninas menores de seis meses, quando foram comparadas crianças amamenta- das e não amamentadas3 . O risco de morte foi 50% menor em crianças de 6 a 23 meses ama- mentadas quando comparadas às não amamen- tadas2 . A proteção da amamentação contra mortes infantis também foi observada em países de alta renda. Nesses países, a amamentação asso- ciou-se a uma redução de 36% na ocorrência de morte súbita do lactente4 e de 58% na ocorrên- cia de enterocolite necrozante4 . Estimou-se que, se 95% das crianças me- nores de 1 mês e 90% das menores de seis meses fossem amamentadas exclusivamen- te e 90% daquelas com idades entre seis e 23 meses fossem parcialmente amamen- tadas, poder-se-ia evitar 823.000 mortes a cada ano em crianças menores de 5 anos1 . Morbidade Constatou-se que a amamentação protege contra diarreia e infecções respiratórias, prin- cipalmente nos países de baixa e média renda. Estimativas mostram que metade de todos os episódios de diarreia e um terço das infecções respiratórias poderiam ser prevenidas pela amamentação, assim como 72% das interna- ções por diarreia e 57% das por infecções res- piratórias5 . As crianças amamentadas ou amamentadas por mais tempo tiveram 33% menos chance de ter otite média nos dois primeiros anos de vida, quando comparadas a crianças não amamenta- das ou amamentadas por menos tempo6 . Considerando os 29 estudos que fizeram parte da metanálise que avaliou a associação entre amamentação e asma, houve redução de 9% da ocorrência dessa doença nas crianças amamentadas ou amamentadas por mais tempo, quando comparadas às crianças não amamenta- das ou amamentadas por menos tempo. No en- tanto, quando as análises foram restringidas aos 16 estudos com controle mais rígido para con- fundimento ou aos 13 estudos de coorte, não foi encontrada associação significativa7 . Crianças, adolescentes e adultos que foram amamentados ou amamentados por mais tempo tiveram redução de 68% da chance de má oclu- são dentária, quando comparadas com crianças não amamentadas ou amamentadas por menos tempo8 . A maioria dos estudos foi realizada com crianças ainda na dentição decídua, mas a má oclusão nesse grupo etário é um fator de risco para má oclusão na dentição permanente9,10 . Efeitos de longo prazo: sobrepeso/obesidade, outras doenças não transmissíveis e inteligência Sobrepeso/obesidade Com base em 105 estudos e 113 estimativas, a maioria proveniente de países de alta renda, houve redução de 26% na chance de desenvol- ver sobrepeso ou obesidade mais tarde na in- fância, adolescência ou fase adulta em indivídu- os amamentados11 . A associação foi mais forte nos estudos que avaliaram aleitamento materno exclusivo e mais fraca em estudos que compa- raram crianças amamentadas alguma vez e não
  • 3. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 3 amamentadas, que avaliaram o desfecho em idade adulta (sugerindo que a associação pode se diluir com o passar do tempo), em estudos de coorte, em estudos que ajustaram as estimativas por status socioeconômico, condições de nasci- mento e antropometria dos pais, e em estudos com amostra maior. Diabetes tipo 2 A associação entre amamentação e ocorrên- cia de diabetes tipo 2 é bem menos estudada que a associação com sobrepeso/obesidade. A metanálise incluiu 11 estudos - 6 estudos de coorte e 5 transversais ou caso-controle - e o desfecho foi medido em adolescentes em 36% dos estudos e o restante em adultos. O conjun- to dos estudos mostrou que a amamentação se associou com chance 35% menor de ocorrência de diabetes, sobretudo em adolescentes (risco 51% menor)11 . Diabetes tipo 1 Com base em duas metanálises que encon- traram associação significativa entre amamen- tação por mais de três meses e risco aumentado de diabetes tipo 1 (23%12 e 43%13 maior), Ip e col.4 concluíram a favor de possível efeito prote- tor da amamentação contra diabetes tipo 1, mas alertam que alguns estudos podem ter apresen- tado viés de memória, o que comprometeria os resultados. Leucemia Uma metanálise de 18 estudos sugeriu que a amamentação está associada a uma redução de 19% (IC95%:11%-27%) na incidência de leuce- mia na infância14 . Amamentação e inteligência A metanálise que avaliou a associação entre amamentação e inteligência, pela avaliação do QI, foi realizada com 18 estimativas de 16 estu- dos de coorte e um estudo transversal15 . Só fo- ram incluídos na metanálise estudos que leva- ram em consideração a estimulação da criança em casa, na tentativa de controlar essa variável tão importante quando se avalia desenvolvi- mento infantil. A maioria dos estudos (72%) me- diu o desfecho em crianças (1 a 9 anos) e o res- tante na adolescência (10-19 anos); e a metade dos estudos ajustou a análise ao QI materno. Apenas dois estudos foram conduzidos em pa- íses de baixa/média renda. Todos os estudos mostraram maior QI nas crianças amamentadas, quando comparadas com as não amamentadas ou amamentadas por menos tempo. A diferen- ça média de QI foi de 3,44 pontos. Estudos que controlaram para QI materno mostraram menor diferença (2,62 pontos), porém ainda significa- tiva, assim como os que mediram o desfecho na adolescência. Um grande ensaio randomizado relatou au- mento de mais de 7 pontos do QI aos 6,5 anos de idade16 , e efeito similar foi relatado em um ensaio não randomizado no qual crianças pré- -termo foram alimentadas com fórmula ou leite materno17 . Associações positivas da amamentação com a escolaridade alcançada foram relatadas no Reino Unido18,19 , na Nova Zelândia20 e no Brasil21 , embora uma análise conjunta de cinco coortes em países de baixa e média renda tenha mostra- do resultados conflitantes22 . Estudo no Brasil com 30 anos de seguimento sugeriu efeito de longo prazo da amamentação sobre a inteligência, a escolaridade alcançada e a renda na vida adulta, sendo 72% do efeito da amamentação sobre a renda, explicado pelo au- mento no QI23 . Evidências dos efeitos positivos da amamentação na saúde mental Vários estudos mostram evidências conclu- sivas sobre a proteção da amamentação contra várias doenças1 . Consequentemente, este fato tem implicações importantes para o desenvolvi- mento e comportamento infantil, pois as crian-
  • 4. Amamentação: A base da vida 4 ças que adoecem mais frequentemente podem não ter o seu desenvolvimento físico, intelec- tual e psicoemocional adequados. Além disso, em muitos estudos tem sido relatada a possí- vel influência do aleitamento materno sobre o desenvolvimento psicossocial das crianças por meio de seus efeitos diretos no desenvolvimen- to cerebral e de sua associação com a prevenção de doenças psicoemocionais, o que será aborda- do a seguir. Como a maioria dos estudos sobre vínculo mãe e bebê tem sérias limitações me- todológicas, esse aspecto específico não será abordado. O leite materno contém substâncias bioati- vas, tais como ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa (AGPICL), que são essenciais para o desenvolvimento cerebral. De fato, dois deri- vados desses ácidos, o ácido araquidônico (ARA ou ômega 6) e o ácido docosahexaenoico (DHA ou ômega 3), desempenham papel essencial na manutenção, no crescimento e no desenvolvi- mento do cérebro. Estudos controlados demonstram que as mães que apresentam taxas mais altas de DHA no sangue na hora do parto têm filhos que pos- teriormente obtêm pontuações mais altas em testes de inteligência, demonstrando que o DHA é uma substância importante para o desenvolvi- mento cerebral das crianças em todas as idades, principalmente nas pré-termo24,25 . O Estudo sobre as Práticas de Alimentação Infantil II (IFPS II) no seu segundo ano de acom- panhamento é o maior estudo longitudinal nos Estados Unidos para examinar a alimentação infantil e suas consequências no longo prazo. Foram acompanhadas mães e bebês durante a gravidez e ao longo do primeiro ano de vida das crianças para entender a relação entre os pa- drões de alimentação infantil, a saúde das mães e dos bebês e os fatores que podem afetar a alimentação infantil. Foram observadas associa- ções significativas entre duração da amamen- tação e desenvolvimento psicossocial aos seis anos de idade, incluindo diminuição das chan- ces de distúrbios emocionais, desvios de condu- ta e dificuldades comportamentais. Comparadas a crianças que nunca foram amamentadas, aque- las que foram amamentadas por pelo menos seis meses e amamentadas exclusivamente por no mínimo três meses tiveram chance 48% me- nor de apresentarem sintomas emocionais, 76% menor de desenvolverem problemas de conduta e 61% menor de dificuldades psicossociais em geral. Apesar de esses achados não serem tão evidentes após ajustes para potenciais fatores de confusão, o estudo concluiu que existe asso- ciação entre amamentação e desenvolvimento psicossocial na infância26 . A relação de maior duração da amamentação com o desenvolvimento cognitivo foi demons- trada em vários estudos, como já relatado an- teriormente. No entanto, seu impacto potencial sobre o comportamento é desconhecido. A Rede de Pesquisa Espanhola INMA estudou o efeito da dieta da mãe durante a gestação e da criança no início de vida no seu crescimen- to e desenvolvimento, avaliando as principais áreas comportamentais (função executiva, com- petência social, comportamento de atenção e hiperatividade). Os resultados do estudo dessa coorte prospectiva apontam para associação en- tre maior duração da amamentação e melhores escores de função executiva (aumento de 4,9 pontos em crianças amamentadas por mais que 20 semanas), de competência social (risco 43% menor de estar nos 20% com escores mais po- bres em crianças amamentadas por mais que 12 semanas) e de sintomas de hiperatividade com déficit de atenção (risco 44% menor em crian- ças amamentadas por mais que 12 semanas). Demonstrou-se, assim, que uma maior duração da amamentação está associada a menos sin- tomas de déficit de atenção e hiperatividade e uma melhora nas áreas comportamentais rela- cionadas (desfechos neuropsicológicos e sócio- -comportamentais)27 . As evidências sobre como a amamentação pode modificar o comportamento infantil em médio e longo prazos são relevantes. Alguns au- tores avaliaram dados de coorte australiana que selecionou 2.900 mulheres grávidas e as seguiu junto com seus filhos por 14 anos com o objeti-
  • 5. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 5 vo de determinar os efeitos em longo prazo da amamentação exclusiva por seis meses e com- plementada além dos dois anos de idade sobre a saúde mental de crianças e adolescentes. Es- ses autores avaliaram a saúde mental por meio da Lista de Comportamento Infantil CBCL (Child Behavior Checklist), buscando problemas de in- ternalização (isolamento, depressão, ansiedade, somatização) e externalização (comportamento violento ou agressivo) aos 2, 6, 8, 10 e 14 anos. Foi constatado que a amamentação por 6 meses ou mais estava associada com menor frequência de problemas de internalização e externaliza- ção na infância e na adolescência28 . O surgimento do autismo em crianças pe- quenas parece resultar da desmielinização dos neurônios relacionada à oferta inadequada de fator de crescimento semelhante à insulina (IGF) no recém-nascido29 . A deficiência de IGF em crianças afetadas pode ser devida à combina- ção de fatores genéticos e ambientais a serem ainda determinados. Se essa hipótese estiver correta, a amamentação, em particular, poderia aumentar os níveis de IGF, compensando assim uma deficiência congênita do fator de cresci- mento. O polipeptídeo de 70 aminoácidos, fator de crescimento semelhante à insulina-I, é um parâmetro-chave na gênese do transtorno de espectro autista devido aos níveis IGF reduzidos no líquido cefalorraquidiano (CSF) de crianças autistas jovens, pois é importante o papel de IGF na mielinização via oligodendrócitos. O lei- te humano contém níveis significativos de IGF30 . Grupos de bebês amamentados por longos perí- odos, quando comparados aos alimentados com fórmula infantil, apresentam incidência global mais baixa de autismo do que o da população geral31,32 . É importante ressaltar que bebês pe- quenos para a idade gestacional, de muito baixo peso e recém-nascidos pré-termo comumen- te têm níveis mais baixos de IGF no sangue do que os de bebês de tamanho adequado33 . Essas crianças pequenas também exibem maior inci- dência de transtorno de espectro autista34 . O microbioma da primeira infância está sen- do reconhecido como capaz de exercer influên- cia na saúde e no desenvolvimento humano em longo prazo. O início da vida é uma janela críti- ca de suscetibilidade associada ao desenvolvi- mento do microbioma, principalmente a coloni- zação microbiana infantil, a partir do processo materno-fetal de troca de micro-organismos e, inclusive, por meio da influência da amamen- tação no primeiro ano de vida. As informações disponíveis apontam para o microbioma como um mecanismo mediador nas origens do desen- volvimento da saúde e da doença nas crianças e adolescentes35 . Utilizando dados transversais de 22.399 crianças cadastradas no National Survey of Children’s Health nos Estados Unidos, foram exa- minadas as relações entre amamentação e de- senvolvimento de habilidades motoras e linguís- ticas das crianças. Análise multivariada mostrou que as mães que amamentaram tinham menos preocupações relacionadas ao desenvolvimento das crianças (linguagem expressiva, linguagem receptiva, habilidades motoras finas e habili- dades motoras em geral) do que as mães que não amamentaram suas crianças. Mães de crian- ças amamentadas 3 a 5,9 meses mostraram-se mais tranquilas comparadas com mães que nun- ca amamentaram. Os autores concluíram que a amamentação pode proteger contra atrasos na linguagem infantil e no desenvolvimento de ha- bilidades motoras em crianças pequenas (idade média da amostra foi de 2,8 anos). Como se trata de um estudo transversal, os resultados devem ser interpretados com cuidado36 . Várias evidências científicas permitem afir- mar que amamentar é mais que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no seu esta- do nutricional e aquisição de habilidades basea- das em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Isso tem implicações im- portantes em termos de políticas públicas, pois sugerem fortemente que o investimento na pro- moção do aleitamento materno poderá resultar não apenas em melhoria da saúde física, mas também na promoção de melhores resultados intelectuais e psicoemocionais. No entanto, são
  • 6. Amamentação: A base da vida 6 necessárias mais pesquisas e principalmente estudos longitudinais que permitam afirmar que crianças amamentadas têm melhor desenvolvi- mento psicossocial, menos distúrbio global de desenvolvimento (autismo, déficit de atenção, distúrbio de linguagem), incluindo maior auto- estima e menos comportamentos agressivos, pois ainda existem muitas lacunas nessa área do conhecimento. Evidências da contribuição da amamentação na redução da pobreza e promoção da equidade A amamentação, de uma maneira ou de ou- tra, colabora para o alcance de cada uma das 17 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sus- tentável. Nesta seção será discutido o papel da amamentação para o alcance das metas do Ob- jetivo 1 - acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; do Objetivo 2 - aca- bar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; e do Objetivo 10 - reduzir a desi- gualdade dentro dos países e entre eles. O valor econômico da amamentação foi mui- to bem explorado no segundo artigo da série do Lancet sobre Aleitamento Materno37 . Fica evi- dente o papel do aleitamento materno na redu- ção da pobreza, quando se toma conhecimento de alguns fatos, apresentados a seguir: • Perdas econômicas devido ao déficit cogniti- vo associado às práticas de amamentação no mundo, ou seja, o quanto seria poupado se to- das as crianças fossem amamentadas por pelo menos 6 meses: 302 bilhões de dólares ame- ricanos em todo o mundo; 70,9 bilhões nos países de baixa e média renda. Essas perdas são similares às atribuídas à anemia por de- ficiência de ferro38 . O estudo realizado na co- orte de Pelotas, com seguimento de 30 anos, corrobora esses dados: 72% do efeito da ama- mentação sobre a renda aos 30 anos de idade é explicado pelo aumento no QI23 . • Perdas econômicas associadas ao tratamento de morbidade infantil prevenível pela ama- mentação: estima-se que 10% a mais de ama- mentação exclusiva até os 6 meses ou de ama- mentação até 12 ou 24 meses (dependendo do país) resultaria em uma economia de 312 milhões de dólares para os Estados Unidos e 1,8 milhão para o Brasil. A economia seria maior se a amamentação passasse dos níveis atuais para 90%: 2,45 bilhões de dólares nos Estados Unidos e 6 milhões para o Brasil37 . Além de contribuir para a redução da pobre- za, a amamentação é considerada um redutor de desigualdades sociais, pois essa é uma prá- tica que tem maior duração em países pobres e, nesses países, são as mulheres pobres que mais amamentam. A amamentação é um dos poucos comportamentos positivos em saúde mais pre- valente nos países de baixa e média renda do que nos países de alta renda. Na ausência da amamentação a desigualdade em saúde, sobre- tudo na mortalidade infantil, seria ainda maior. Essas afirmações foram baseadas nos seguin- tes fatos1 : • Todos os indicadores de aleitamento materno são melhores nos países de baixa e média ren- da do que nos países de alta renda: amamen- tação na primeira hora de vida, amamentação alguma vez na vida, amamentação exclusiva em menores de 6 meses e amamentação aos 6, 12 e entre 20-23 meses. • As prevalências mais altas de amamentação aos 12 meses são encontradas na África Sub- saariana, no sul da Ásia e em algumas partes da América Latina. Nos países de alta renda, as prevalências raramente são maiores que 20%. • Há forte correlação inversa entre amamenta- ção aos 6 meses e produto interno bruto per capita; cada vez que o produto interno bruto duplica, a prevalência da amamentação aos 12 meses cai dez pontos percentuais. • Nos países de baixa e média renda, as pesso- as mais pobres tendem a amamentar por mais tempo que as mais ricas no mundo inteiro, mas sobretudo nos países de média renda.
  • 7. Departamento Científico de Aleitamento Materno • Sociedade Brasileira de Pediatria 7 • Nos países de alta renda, a amamentação é mais comum em mulheres com maior renda e alta escolaridade do que entre aquelas nos grupos de renda baixa e com menos anos de educação formal. Considerações finais Este documento traz evidências que permi- tem corroborar o tema da SMAM-2018: “ama- mentação: a base da vida”, na medida em que a amamentação proporciona uma vida mais sau- dável física e mentalmente e contribui para a redução da pobreza e da desigualdade. Os ob- jetivos da SMAM-2018 são: informar e motivar a promoção da amamentação como parte das estratégias de nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades. É fundamental que todos tenham consciência do importante papel que podem desempenhar para garantir o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência de todas as crianças ao redor do mundo. Promovendo o aleitamento materno ex- clusivo por 6 meses e continuado até os 2 anos ou mais, todos estarão não só exercendo esse papel como protegendo as crianças por toda a vida e contribuindo para um mundo com menos desigualdades. REFERÊNCIAS 07. Lodge CJ, Tan DJ, Lau M, et al. Breastfeeding and asthma and allergies: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr. 2015;104:38–53. 08. Peres KG, Cascaes AM, Nascimento GG, et al. Effect of breastfeeding on malocclusions: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr. 2015;104: 54–61. 09. Onyeaso CO, Isiekwe MC. Occlusal changes from primary to mixed dentitions in Nigerian children. Angle Orthod. 2008; 78: 64–9. 10. Peres KG, Peres MA, Thomson WM, et al. Deciduous-dentition malocclusion predicts orthodontic treatment needs later: findings from a population-based birth cohort study. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2015;147:492–8. 11. Horta BL, de Mola CL, Victora CG. Long-term consequences of breastfeeding on cholesterol, obesity, systolic blood pressure, and type-2 diabetes: systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr. 2015;104: 30–7. 12. Norris JM, Scott FW. A meta-analysis of infant diet and insulin-dependent diabetes mellitus: Do biases play a role? Epidemiology. 1996;7:87–92. 13. Gerstein HC. Cow’s milk exposure and type I diabetes mellitus. A critical overview of the clinical literature. Diabetes Care. 1994;17:13–9. 01. Victora CG, Bahl R, Barros AJD, et al. Breastfeeding in the 21st century: epidemiology, mechanisms, and lifelong effect. Lancet. 2016;387(10033):2089-90. 02. Sankar MJ, Sinha B, Chowdhury R, et al. Optimal breastfeeding practices and infant and child mortality. A systematic review and meta- analysis. Acta Paediatr. 2015; 104:3-13. 03. WHO Collaborative Study Team on the Role of Breastfeeding on the Prevention of Infant Mortality. Effect of breastfeeding on infant and child mortality due to infectious diseases in less developed countries: a pooled analysis. Lancet. 2000; 355:451–5. 04. Ip S, Chung M, Raman G, et al. Breastfeeding and maternal and infant health outcomes in developed countries. Rockville, MD, USA: Agency for Healthcare Research and Quality, 2007. 05. Horta BL, Victora CG. Short-term effects of breastfeeding: a systematic review of the benefits of breastfeeding on diarhoea and pneumonia mortality. Geneva: World Health Organization, 2013. 06. Bowatte G, Tham R, Allen KJ, et al. Breastfeeding and childhood acute otitis media: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr Suppl. 2015; 104: 85–95.
  • 8. Amamentação: A base da vida 8 26. Lind JN, Li R, Perrine CG, et al. Breastfeeding and later psychosocial development of children at 6 years of age. Pediatrics. 2014;134; S36. 27. Julvez J, Ribas-Fitó N, Forns M, et al. Attention behaviour and hyperactivity at age 4 and duration of breastfeeding. Acta Paediatr. 2007;96: 842–7. 28. Oddy WH, Kendall GE, Li J, et al. The long- term effects of breastfeeding on child and adolescent mental health: a pregnancy cohort study followed for 14 years. J Pediatr. 2010;156: 568–74. 29. Riikonen R. Treatment of autistic spectrum disorder with insulin-like growth factors. Eur J Paediatr Neurol. 2016; 20: 816 – 823. 30. NagashimaK,ItohK,KuroumeT.Levelsofinsulin- like growth factor I in full - and preterm human milk in comparison to levels in cow’s milk and in milk formulas. Neonatology. 1990;58:343-6. 31. Steinman G, Mankuta D. Breastfeeding as a possible deterrent to autism – a clinical perspective. Med Hypotheses. 2013;81:999- 1001. 32. Horta BL, Sousa BA, Mola CL. Breastfeeding and neurodevelopmental outcomes. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2018;21:174–8. 33. Pinto-Martin JA, Levy SE, Feldman JF, et al. Prevalence of autism spectrum disorder in adolescents born weighing <2000g. Pediatrics. 2011;128;883-91. 34. Moster D, Lie RT, Markestad T. Long-term medical and social consequences of preterm birth. N Engl J Med. 2008;359: 262–73. 35. Stiemsma LT, Michels KB. The role of the microbiome in the developmental origins of health and disease. Pediatrics. 2018;141:e20172437. 36. Dee DL, Li R, Lee RC, et al. Associations between breastfeeding practices and young children’s language and motor skill development. Pediatrics. 2007;119;S92-8. 37. Rollins NC, Bhandari N, Hajeebhoy N, et al. Why invest, and what it will take to improve breastfeeding practices? Lancet. 2016; 387:491-504. 38. Horton S, Ross J. The economics of iron deficiency. Food Policy. 2003; 28: 51-75. 14. Amitay EL, Keinan-Boker L. Breastfeeding and childhood leucemia incidence: a meta- analysis and systematic review. JAMA Pediatr. 2015;169:e151025. 15. Horta BL, Loret de Mola C, Victora CG. Breastfeeding and intelligence: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatr. 2015;104:14–9. 16. Kramer MS, Aboud F, Mironova E, et al, and the Promotion of Breastfeeding Intervention Trial (PROBIT) Study Group. Breastfeeding and child cognitive development: new evidence from a large randomized trial. Arch Gen Psychiatry. 2008;65:578–84. 17. Lucas A, Morley R, Cole TJ, et al. Breast milk and subsequent intelligence quotient in children born preterm. Lancet. 1992; 339: 261–4. 18. Martin RM, Goodall SH, Gunnell D, et al. Breast feeding in infancy and social mobility: 60-year follow-up of the Boyd Orr cohort. Arch Dis Child. 2007;92:317–21. 19. Richards M, Hardy R, Wadsworth ME. Long- term effects of breast-feeding in a national birth cohort: educational attainment and midlife cognitive function. Public Health Nutr. 2002;5:631–5. 20. Horwood LJ, Fergusson DM. Breastfeeding and later cognitive and academic outcomes. Pediatrics. 1998;101: E9. 21. Victora CG, Barros FC, Horta BL, et al. Breastfeeding and school achievement in Brazilian adolescents. Acta Paediatr. 2005;94:1656–60. 22. Horta BL, Bas A, Bhargava SK, et al. Infant feeding and school attainment in five cohorts from low - and middle-income countries. PLoS One. 2013;8:e71548. 23. VictoraCG,HortaBL,deMolaCL,etal.Association between breastfeeding and intelligence, educational attainment, and income at 30 years of age: a prospective birth cohort study from Brazil. Lancet Glob Health. 2015;3:e199–e205. 24. Guxens M, Mendez MA, Moltó-Puigmartí C, et al. Breastfeeding, long-chain polyunsaturated fatty acids in colostrum, and infant mental development. Pediatrics. 2011;128; e880. 25. Martin CR, Dasilva DA, Cluette-Brown JE, et al. Decreased postnatal docosahexaenoic and arachidonic acid blood levels in premature infants are associated with neonatal morbidities. J Pediatr. 2011;159:743–749.
  • 9. 9 Diretoria Triênio 2016/2018 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Cláudio Hoineff (RJ) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) Membros: Hans Walter Ferreira Greve (BA) Eveline Campos Monteiro de Castro (CE) Alberto Jorge Félix Costa (MS) Analíria Moraes Pimentel (PE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Adelma Alves de Figueiredo (RR) COORDENADORES REGIONAIS: Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG) Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA: Assessoria para Assuntos Parlamentares: Marun David Cury (SP) Assessoria de Relações Institucionais: Clóvis Francisco Constantino (SP) Assessoria de Políticas Públicas: Mário Roberto Hirschheimer (SP) Rubens Feferbaum (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e Adolescentes com Deficiência: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ) Assessoria de Acompanhamento da Licença Maternidade e Paternidade: João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA) Assessoria para Campanhas: Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) GRUPOS DE TRABALHO: Drogas e Violência na Adolescência: Evelyn Eisenstein (RJ) Doenças Raras: Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP) Atividade Física Coordenadores: Ricardo do Rêgo Barros (RJ) Luciana Rodrigues Silva (BA) Membros: Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA) Patrícia Guedes de Souza (BA) Profissionais de Educação Física: Teresa Maria Bianchini de Quadros (BA) Alex Pinheiro Gordia (BA) Isabel Guimarães (BA) Jorge Mota (Portugal) Mauro Virgílio Gomes de Barros (PE) Colaborador: Dirceu Solé (SP) Metodologia Científica: Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) Cláudio Leone (SP) Pediatria e Humanidade: Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Luciana Rodrigues Silva (BA) João de Melo Régis Filho (PE) Transplante em Pediatria: Themis Reverbel da Silveira (RS) Irene Kazue Miura (SP) Carmen Lúcia Bonnet (PR) Adriana Seber (SP) Paulo Cesar Koch Nogueira (SP) Fabianne Altruda de M. Costa Carlesse (SP) DIRETORIA E COORDENAÇÕES: DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) COORDENAÇÃO DO CEXTEP: Hélcio Villaça Simões (RJ) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium) Ricardo do Rego Barros (RJ) REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP) Sérgio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Francisco José Penna (MG) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA Marun David Cury (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL Sidnei Ferreira (RJ) Cláudio Barsanti (SP) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) Mário Roberto Hirschheimer (SP) João Cândido de Souza Borges (CE) COORDENAÇÃO VIGILASUS Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP) Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN) Edson Ferreira Liberal (RJ) Célia Maria Stolze Silvany ((BA) Kátia Galeão Brandt (PE) Elizete Aparecida Lomazi (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Isabel Rey Madeira (RJ) Jocileide Sales Campos (CE) COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Álvaro Machado Neto (AL) Joana Angélica Paiva Maciel (CE) Cecim El Achkar (SC) Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO Normeide Pedreira dos Santos (BA) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Lícia Maria Oliveira Moreira (BA) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO Ricardo Queiroz Gurgel (SE) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL: Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Resende S. 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