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1
A alimentação da criança modifica-se ao
longo do seu crescimento e desenvolvimento.
Do ponto de vista comportamental, desde o
nascimento os recém-nascidos saudáveis pos-
suem a capacidade de autorregular sua alimen-
tação, determinando o início da mamada, qual
a velocidade que sugam e quando querem pa-
rar de mamar. A mãe não consegue fazer com
que o recém-nascido ou lactente sugue maior
quantidade quando este encerra a mamada, ao
sentir-se satisfeito. Desde o nascimento, a mãe
deve ser encorajada a entender que o recém-
-nascido e o lactente saudáveis nascem aptos
para regular sua fome e saciedade; aprender a
interpretar estes sinais é fundamental para o
sucesso na amamentação, alimentação comple-
mentar e formação dos hábitos alimentares até
a vida adulta. A figura 1 ilustra como algumas
características do desenvolvimento dos lacten-
tes estão relacionadas aos comportamentos ali-
mentares.
Ao completar seis meses de vida, grande
parte dos lactentes saudáveis já apresentam a
capacidade para sentar sem apoio, sustentar a
cabeça e o tronco, segurar objetos com as mãos,
e explorar estímulos ambientais.
Outras aquisições são o desenvolvimento
oral, o desaparecimento do reflexo de protrusão,
e o aparecimento dos movimentos voluntários
e independentes da língua, fazendo com que o
alimento role na boca e a criança o mastigue. Es-
tes são os aspectos motores que indicam que se
pode iniciar a introdução de outros alimentos,
denominada alimentação complementar (AC).
Entender os sinais de maturidade do lactente
para introdução de alimentos sólidos é funda-
mental para uma alimentação complementar
com sucesso. Nos primeiros seis meses de vida,
o aleitamento materno será a fonte ideal do pon-
to de vista nutricional, emocional e de estímulo
motor. Após os seis meses de idade, o lactente
A Alimentação Complementar
e o Método BLW
(Baby-Led Weaning)
Departamento Científico de Nutrologia
Presidente: Virgínia Resende Silva Weffort
Secretário: Hélcio de Sousa Maranhão
Conselho Científico: Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, Jocemara Gurmini,
Junaura Rocha Barretto, Mauro Fisberg, Mônica de Araújo Moretzsohn,
Rafaela Cristina Ricco, Valmin Ramos da Silva
Colaboradores: Elza Daniel de Mello, Priscila Maximino
Guia Prático de Atualização
Departamento Científico de Nutrologia
Nº 3, Maio de 2017
A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning)
2
deve continuar em aleitamento materno, mas
há a necessidade de introdução da AC, tanto do
ponto de vista nutricional (sendo fonte de ferro,
zinco, vitamina A e calorias), quanto do ponto de
vista motor, aproveitando esta fase de intensa
curiosidade em explorar o meio ambiente.
Figura 1 - Alimentação do lactente e da criança no decorrer do crescimento e desenvolvimento.
Elaborado por: Priscila Maximino para o Departamento de Nutrologia da SBP, janeiro de 2017.
Neste contexto a Sociedade Brasileira de
Pediatria (SBP) tem orientações publicadas no
Manual de Orientação do Departamento de Nu-
trologia, disponível desde 2006 e atualizado
em 20121
, contendo informações abrangentes
sobre o processo de início da AC, tanto do ponto
de vista nutricional como comportamental:
• A evolução da consistência deve ser gradual:
oferecidos inicialmente em forma de papas;
• Todos os grupos alimentares devem ser ofere-
cidos a partir da primeira papa principal;
• A refeição deve ser amassada, sem peneirar
ou liquidificar;
• O ritmo da criança deve ser respeitado, de
acordo com o desenvolvimento neuropsico-
motor;
• Recomenda-se o uso do nome papa principal
e não papa salgada.
Além desta recomendação, o Ministério da
Saúde (MS) publicou a segunda edição do Guia
Alimentar para crianças menores de dois anos
que também destaca os seguintes tópicos2
:
• A consistência dos alimentos complementa-
res deve ser oferecida de forma crescente:
pastosa, papa e purê;
• A partir de 8 meses a criança pode receber os
alimentos da família amassados, triturados,
desfiados ou cortados em pequenos pedaços;
• A alimentação complementar complementa o
leite materno e não o substitui;
• Deve-se incentivar a criança a comer nos ho-
rários de refeições da família;
• Atenção especial às práticas comportamen-
tais, posturais e ambientais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS)
também se pronuncia a respeito da AC, incen-
tivando práticas responsivas para o sucesso na
introdução de novos alimentos3
. Há orientações
para que os pais identifiquem e respeitem os si-
nais de fome e saciedade, incentivem o lacten-
Departamento Científico de Nutrologia • Sociedade Brasileira de Pediatria
3
questionamentos que ainda não foram respon-
didos:
• Há impacto sobre o crescimento e o desenvol-
vimento?
• A ingestão de micronutrientes é suficiente?
• Influencia a formação dos hábitos alimenta-
res?
• Influencia o comportamento dos pais / cuida-
dores?
• É um método de alimentação complementar
viável para os pais?
• É uma forma segura de alimentar os lacten-
tes? Há maior risco de engasgo e asfixia?
Morrisson e colaboradores6
publicaram es-
tudo comparando o perfil nutricional da alimen-
tação de lactentes de 6 a 8 meses utilizando
BLW (n=25) e a forma tradicional com co-
lher (TSF, n=26). Nesta investigação de cor-
te transversal foi verificado que os lactentes
com BLW foram mais propensos a se alimen-
tarem sozinhos desde os primeiros alimentos
(67% vs 8%, p <0,001). Embora não haja dife-
rença estatisticamente significante, grande nú-
mero de crianças consome alimentos que repre-
sentam risco de asfixia. Crianças do grupo BLW
foram mais propensas a comer com a família
no almoço e jantar; tiveram maior ingestão de
gordura e gordura saturada; e menor ingestão
de ferro, zinco e vitamina B12 que crianças do
grupo TSF. Os dois grupos tiveram a ingestão de
energia similar. Assim como outros estudos com
o BLW, há limitação importante quanto ao nú-
mero de sujeitos envolvidos na pesquisa.
Assumindo os grandes questionamentos
dos pais e dos profissionais de saúde relativos
ao BLW, como risco de engasgo, e de baixa ofer-
ta de ferro e de calorias, um grupo de estudio-
sos neozelandeses9
, criou uma versão chamada
Baby-Led Introduction to SolidS (BLISS), que sig-
nifica Introdução aos Sólidos Guiada pelo Bebê.
Entre as orientações do BLISS estão:
• Oferecer alimentos cortados em pedaços
grandes, que o lactente consiga pegar sozi-
nho;
te para que ele seja ativo e interativo durante
as refeições, com a atenção voltada totalmente
para o momento3
.
Além das recomendações publicadas ofi-
cialmente por comitês profissionais, há outras
abordagens de AC sendo difundidas pela in-
ternet como, por exemplo, o Baby-Led Weaning
(BLW) que significa: o desmame guiado pelo
bebê. Conceitualmente a idealizadora, a britâ-
nica Gill Rapley, defende a oferta de alimentos
complementares em pedaços, tiras ou bastões.
Sua abordagem não inclui alimentação com a
colher e nenhum método de adaptação de con-
sistência para preparar a refeição do lactente,
como amassar, triturar ou desfiar. Segundo Ra-
pley4
o BLW não é um método específico, mas
uma abordagem que encoraja os pais a confia-
rem na capacidade nata que o lactente possui
de autoalimentar-se.
As publicações sobre o BLW contêm ampla
defesa para o uso de alimentos in natura, de-
sencorajando a alimentação do lactente realiza-
da na forma tradicional como papinha ou purês.
Rapley defende os seguintes tópicos:
• Continuar com o leite materno ou a fórmula
infantil;
• Posicionar o lactente sempre sentado para
alimentar;
• Permitir que o lactente se suje e interaja du-
rante as refeições;
• Oferecer variedade de alimentos, evitando a
monotonia;
• Interagir com o lactente quando ele estiver
comendo junto, durante as refeições;
• Dar o tempo necessário para a refeição sem
pressionar.
Livros sobre o BLW já foram publicados em
mais de 15 idiomas e o tema alcança grande
popularidade entre os pais do mundo todo. Em-
bora as investigações científicas estejam sendo
publicadas no decorrer dos últimos oito anos,
os profissionais de saúde e sociedades da Nova
Zelândia, Canadá e Estados Unidos5-8
não reco-
mendam oficialmente o BLW pelos seguintes
A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning)
4
• Garantir a oferta de um alimento rico em ferro
em cada refeição;
• Ofertar um alimento rico em calorias em cada
refeição;
• Oferecer alimentos preparados de uma for-
ma que reduza o risco de engasgo e evitar
os alimentos listados como alto risco de as-
piração;
• Experimentar sempre o alimento antes de
oferecer ao lactente, para verificar se não for-
ma um bolo dentro da cavidade oral;
• Evitar alimentos redondos ou em formato de
moedas;
• Garantir sempre que o lactente esteja sen-
tado, ereto e sob supervisão contínua de um
adulto.
Em comparação ao BLW, o grupo BLISS apre-
senta orientações semelhantes. Desde o pri-
meiro livro, Rapley4
salienta a importância da
segurança, do posicionamento e das práticas
comportamentais não coercitivas para a AC. O
importante é ressaltar que não há evidências de
que o método tradicional com colher seja me-
nos estimulante ou menos importante, desde
que sejam seguidas as orientações da SBP, do
MS e da OMS, tanto do ponto de vista nutricio-
nal como comportamental.
Considerações finais sobre o BLW
e a Alimentação Complementar
Ao investigar o comportamento alimentar
infantil e as orientações nacionais e internacio-
nais (SBP, MS e OMS), verifica-se que os docu-
mentos atualmente disponíveis são completos,
contém informações coerentes e fundamentais
para orientar a introdução e manutenção da AC.
Dentre os motivos pelos quais o BLW ganha po-
pularidade destaca-se a importância dada pela
idealizadora sobre a individualidade de cada
lactente e seu ritmo, enfatizando as habilidades
natas e o empoderamento dos pais em reconhe-
cer em seus filhos seus próprios sinais; porém
estas questões comportamentais também de-
vem ser trabalhadas com a AC com a colher, na
forma tradicional.
O Departamento de Nutrologia da SBP con-
tinua enfatizando suas orientações, já ante-
riormente publicadas, de respeitar o ritmo de
desenvolvimento neuropsicomotor de cada lac-
tente; como regra geral, a introdução alimentar
deverá iniciar aos seis meses de vida, tanto para
lactentes em aleitamento materno como para os
alimentados com fórmulas infantis. Ressalta-se
ainda, que, desde o início da AC, é importante
que essa seja junto com as refeições em família,
incentivando a interação entre os membros da
casa. Nesta fase, é de suma importância que os
pais sejam orientados a ser o exemplo de há-
bitos alimentares saudáveis e a munirem-se de
paciência, respeitando os limites impostos pela
baixa idade, sempre agindo como um facilita-
dor no processo de alimentação, proporcionan-
do um ambiente tranquilo sem a utilização de
estratégias coercitivas ou punitivas. Uma frase
pode ser o resumo desta orientação: Comer jun-
to e não dar de comer.
Reconhece-se que no momento da AC, o
lactente pode receber os alimentos amassados
oferecidos na colher, mas também deve experi-
mentar com as mãos, explorar as diferentes tex-
turas dos alimentos como parte natural de seu
aprendizado sensório motor. Deve-se estimular
a interação com a comida, evoluindo de acordo
com seu tempo de desenvolvimento.
Não há evidências e trabalhos publicados
em quantidade e qualidade suficientes para
afirmar que os métodos BLW ou BLISS sejam as
únicas formas corretas de introdução alimen-
tar. As orientações fornecidas pelos autores
são coerentes com o desenvolvimento infantil,
mas, limitar um processo complexo a uma úni-
ca abordagem pode não ser factível para muitas
famílias, e, portanto, não pode ser endossado -
como forma única de alimentação infantil - pelo
Departamento de Nutrologia da SBP.
Departamento Científico de Nutrologia • Sociedade Brasileira de Pediatria
5
BIBLIOGRAFIA
5. Daniels L, et al. Baby-Led Introduction to SolidS
(BLISS) study: a randomised controlled trial of a
baby-led approach to complementary feeding.
BMC pediatrics 2015;15(1):179.
6. Morison BJ, et al. How different are baby-led
weaning and conventional complementary
feeding? A cross-sectional study of infants aged
6–8 months. BMJ open 2016;6(5):e010665.
7. Brown A, Lee M. A descriptive study investigating
the use and nature of baby-led weaning in a UK
sample of mothers. Mat Child Nutrition 2011;
7(1):34-47.
8. Wright CM, et al. Is baby-led weaning feasible?
When do babies first reach out for and eat finger
foods? Mat Child Nutrition 2011;7(1):27-33.
9. Fangupo LJ, et al. A baby-led approach to
eating solids and risk of choking. Pediatrics.
2016;138(4):e20160772.
1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de
orientação para a alimentação do lactente,
do pré-escolar, do escolar, do adolescente e
na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria.
Departamento de Nutrologia, 3ª. ed. Rio de
Janeiro, RJ: SBP, 2012.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de
Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Dez passos para uma alimentação
saudável: guia alimentar para crianças menores
de dois anos: um guia para o profissional da
saúde na atenção básica. 2ª. ed, Ministério da
Saúde, Brasília, 2013.
3. WHO. Global Consultation on Complementary
Feeding. Guiding Principles for Complementary
Feeding of the Breastfeed. December 10-3,
2001.
4. Rapley G, Tracey M. Baby-led weaning. Essence
2008; 44:1.
Agradecimento especial à Dra. Priscila Maximino
por sua valiosa contribuição na elaboração deste texto.
6
Diretoria
Triênio 2016/2018
PRESIDENTE:
Luciana Rodrigues Silva (BA)
1º VICE-PRESIDENTE:
Clóvis Francisco Constantino (SP)
2º VICE-PRESIDENTE:
Edson Ferreira Liberal (RJ)
SECRETÁRIO GERAL:
Sidnei Ferreira (RJ)
1º SECRETÁRIO:
Cláudio Hoineff (RJ)
2º SECRETÁRIO:
Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS)
3º SECRETÁRIO:
Virgínia Resende Silva Weffort (MG)
DIRETORIA FINANCEIRA:
Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ)
2ª DIRETORIA FINANCEIRA:
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
3ª DIRETORIA FINANCEIRA:
Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO)
DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL:
Fernando Antônio Castro Barreiro (BA)
Membros:
Hans Walter Ferreira Greve (BA)
Eveline Campos Monteiro de Castro (CE)
Alberto Jorge Félix Costa (MS)
Analíria Moraes Pimentel (PE)
Corina Maria Nina Viana Batista (AM)
Adelma Alves de Figueiredo (RR)
COORDENADORES REGIONAIS:
Norte:
Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA)
Nordeste:
Anamaria Cavalcante e Silva (CE)
Sudeste:
Luciano Amedée Péret Filho (MG)
Sul:
Darci Vieira Silva Bonetto (PR)
Centro-oeste:
Regina Maria Santos Marques (GO)
ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA:
Assessoria para Assuntos Parlamentares:
Marun David Cury (SP)
Assessoria de Relações Institucionais:
Clóvis Francisco Constantino (SP)
Assessoria de Políticas Públicas:
Mário Roberto Hirschheimer (SP)
Rubens Feferbaum (SP)
Maria Albertina Santiago Rego (MG)
Sérgio Tadeu Martins Marba (SP)
Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e
Adolescentes com Deficiência:
Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT)
Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ)
Assessoria de Acompanhamento da Licença
Maternidade e Paternidade:
João Coriolano Rego Barros (SP)
Alexandre Lopes Miralha (AM)
Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA)
Assessoria para Campanhas:
Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP)
GRUPOS DE TRABALHO:
Drogas e Violência na Adolescência:
Evelyn Eisenstein (RJ)
Doenças Raras:
Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP)
Educação Física:
Coordenador: Ricardo do Rego Barros (RJ)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
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Alex Pinheiro Gordia (BA)
Maria Teresa Quadros (BA)
Metodologia Científica:
Gisélia Alves Pontes da Silva (PE)
Cláudio Leone (SP)
Pediatria e Humanidade:
Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE)
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Christian Muller (DF)
João de Melo Régis Filho (PE)
Transplante em Pediatria:
Themis Reverbel da Silveira (RS)
Irene Kazue Miura (SP)
Carmen Lúcia Bonnet (PR)
Adriana Seber (SP)
Paulo Cesar Koch Nogueira (SP)
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DIRETORIA E COORDENAÇÕES:
DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO
PROFISSIONAL
Maria Marluce dos Santos Vilela (SP)
COORDENAÇÃO DO CEXTEP:
Hélcio Villaça Simões (RJ)
COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO
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COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL
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DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
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REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education
Consortium)
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PEDIÁTRICA (CANP)
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DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES
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EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA
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EDITOR REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA
Clémax Couto Sant’Anna (RJ)
EDITOR ADJUNTO REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA
Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ)
CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO
Gil Simões Batista (RJ)
Sidnei Ferreira (RJ)
Isabel Rey Madeira (RJ)
Sandra Mara Amaral (RJ)
Bianca Carareto Alves Verardino (RJ)
Maria de Fátima B. Pombo March (RJ)
Sílvio Rocha Carvalho (RJ)
Rafaela Baroni Aurilio (RJ)
COORDENAÇÃO DO PRONAP
Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida (SP)
Fernanda Luísa Ceragioli Oliveira (SP)
COORDENAÇÃO DO TRATADO DE PEDIATRIA
Luciana Rodrigues Silva (BA)
Fábio Ancona Lopez (SP)
DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA
Joel Alves Lamounier (MG)
COORDENAÇÃO DE PESQUISA
Cláudio Leone (SP)
COORDENAÇÃO DE PESQUISA-ADJUNTA
Gisélia Alves Pontes da Silva (PE)
COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO
Rosana Fiorini Puccini (SP)
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GRADUAÇÃO
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COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO
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Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE)
Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO)
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
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Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS)
Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP)
Victor Horácio da Costa Junior (PR)
Clóvis Francisco Constantino (SP)
Silvio da Rocha Carvalho (RJ)
Tânia Denise Resener (RS)
Delia Maria de Moura Lima Herrmann (AL)
Helita Regina F. Cardoso de Azevedo (BA)
Jefferson Pedro Piva (RS)
Sérgio Luís Amantéa (RS)
Gil Simões Batista (RJ)
Susana Maciel Wuillaume (RJ)
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Luciana Rodrigues Silva (BA)
Hélcio Maranhão (RN)
COORDENAÇÃO DAS LIGAS DOS ESTUDANTES
Edson Ferreira Liberal (RJ)
Luciano Abreu de Miranda Pinto (RJ)
COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA NACIONAL
Susana Maciel Wuillaume (RJ)
COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA INTERNACIONAL
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DIRETOR DE PATRIMÔNIO
Cláudio Barsanti (SP)
COMISSÃO DE SINDICÂNCIA
Gilberto Pascolat (PR)
Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE)
Isabel Rey Madeira (RJ)
Joaquim João Caetano Menezes (SP)
Valmin Ramos da Silva (ES)
Paulo Tadeu Falanghe (SP)
Tânia Denise Resener (RS)
João Coriolano Rego Barros (SP)
Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE)
Marisa Lopes Miranda (SP)
CONSELHO FISCAL
Titulares:
Núbia Mendonça (SE)
Nélson Grisard (SC)
Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF)
Suplentes:
Adelma Alves de Figueiredo (RR)
João de Melo Régis Filho (PE)
Darci Vieira da Silva Bonetto (PR)
ACADEMIA BRASILEIRA DE PEDIATRIA
Presidente:
José Martins Filho (SP)
Vice-presidente:
Álvaro de Lima Machado (ES)
Secretário Geral:
Reinaldo de Menezes Martins (RJ)

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A Alimentação Complementar e o Método BLW

  • 1. 1 A alimentação da criança modifica-se ao longo do seu crescimento e desenvolvimento. Do ponto de vista comportamental, desde o nascimento os recém-nascidos saudáveis pos- suem a capacidade de autorregular sua alimen- tação, determinando o início da mamada, qual a velocidade que sugam e quando querem pa- rar de mamar. A mãe não consegue fazer com que o recém-nascido ou lactente sugue maior quantidade quando este encerra a mamada, ao sentir-se satisfeito. Desde o nascimento, a mãe deve ser encorajada a entender que o recém- -nascido e o lactente saudáveis nascem aptos para regular sua fome e saciedade; aprender a interpretar estes sinais é fundamental para o sucesso na amamentação, alimentação comple- mentar e formação dos hábitos alimentares até a vida adulta. A figura 1 ilustra como algumas características do desenvolvimento dos lacten- tes estão relacionadas aos comportamentos ali- mentares. Ao completar seis meses de vida, grande parte dos lactentes saudáveis já apresentam a capacidade para sentar sem apoio, sustentar a cabeça e o tronco, segurar objetos com as mãos, e explorar estímulos ambientais. Outras aquisições são o desenvolvimento oral, o desaparecimento do reflexo de protrusão, e o aparecimento dos movimentos voluntários e independentes da língua, fazendo com que o alimento role na boca e a criança o mastigue. Es- tes são os aspectos motores que indicam que se pode iniciar a introdução de outros alimentos, denominada alimentação complementar (AC). Entender os sinais de maturidade do lactente para introdução de alimentos sólidos é funda- mental para uma alimentação complementar com sucesso. Nos primeiros seis meses de vida, o aleitamento materno será a fonte ideal do pon- to de vista nutricional, emocional e de estímulo motor. Após os seis meses de idade, o lactente A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning) Departamento Científico de Nutrologia Presidente: Virgínia Resende Silva Weffort Secretário: Hélcio de Sousa Maranhão Conselho Científico: Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, Jocemara Gurmini, Junaura Rocha Barretto, Mauro Fisberg, Mônica de Araújo Moretzsohn, Rafaela Cristina Ricco, Valmin Ramos da Silva Colaboradores: Elza Daniel de Mello, Priscila Maximino Guia Prático de Atualização Departamento Científico de Nutrologia Nº 3, Maio de 2017
  • 2. A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning) 2 deve continuar em aleitamento materno, mas há a necessidade de introdução da AC, tanto do ponto de vista nutricional (sendo fonte de ferro, zinco, vitamina A e calorias), quanto do ponto de vista motor, aproveitando esta fase de intensa curiosidade em explorar o meio ambiente. Figura 1 - Alimentação do lactente e da criança no decorrer do crescimento e desenvolvimento. Elaborado por: Priscila Maximino para o Departamento de Nutrologia da SBP, janeiro de 2017. Neste contexto a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem orientações publicadas no Manual de Orientação do Departamento de Nu- trologia, disponível desde 2006 e atualizado em 20121 , contendo informações abrangentes sobre o processo de início da AC, tanto do ponto de vista nutricional como comportamental: • A evolução da consistência deve ser gradual: oferecidos inicialmente em forma de papas; • Todos os grupos alimentares devem ser ofere- cidos a partir da primeira papa principal; • A refeição deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar; • O ritmo da criança deve ser respeitado, de acordo com o desenvolvimento neuropsico- motor; • Recomenda-se o uso do nome papa principal e não papa salgada. Além desta recomendação, o Ministério da Saúde (MS) publicou a segunda edição do Guia Alimentar para crianças menores de dois anos que também destaca os seguintes tópicos2 : • A consistência dos alimentos complementa- res deve ser oferecida de forma crescente: pastosa, papa e purê; • A partir de 8 meses a criança pode receber os alimentos da família amassados, triturados, desfiados ou cortados em pequenos pedaços; • A alimentação complementar complementa o leite materno e não o substitui; • Deve-se incentivar a criança a comer nos ho- rários de refeições da família; • Atenção especial às práticas comportamen- tais, posturais e ambientais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também se pronuncia a respeito da AC, incen- tivando práticas responsivas para o sucesso na introdução de novos alimentos3 . Há orientações para que os pais identifiquem e respeitem os si- nais de fome e saciedade, incentivem o lacten-
  • 3. Departamento Científico de Nutrologia • Sociedade Brasileira de Pediatria 3 questionamentos que ainda não foram respon- didos: • Há impacto sobre o crescimento e o desenvol- vimento? • A ingestão de micronutrientes é suficiente? • Influencia a formação dos hábitos alimenta- res? • Influencia o comportamento dos pais / cuida- dores? • É um método de alimentação complementar viável para os pais? • É uma forma segura de alimentar os lacten- tes? Há maior risco de engasgo e asfixia? Morrisson e colaboradores6 publicaram es- tudo comparando o perfil nutricional da alimen- tação de lactentes de 6 a 8 meses utilizando BLW (n=25) e a forma tradicional com co- lher (TSF, n=26). Nesta investigação de cor- te transversal foi verificado que os lactentes com BLW foram mais propensos a se alimen- tarem sozinhos desde os primeiros alimentos (67% vs 8%, p <0,001). Embora não haja dife- rença estatisticamente significante, grande nú- mero de crianças consome alimentos que repre- sentam risco de asfixia. Crianças do grupo BLW foram mais propensas a comer com a família no almoço e jantar; tiveram maior ingestão de gordura e gordura saturada; e menor ingestão de ferro, zinco e vitamina B12 que crianças do grupo TSF. Os dois grupos tiveram a ingestão de energia similar. Assim como outros estudos com o BLW, há limitação importante quanto ao nú- mero de sujeitos envolvidos na pesquisa. Assumindo os grandes questionamentos dos pais e dos profissionais de saúde relativos ao BLW, como risco de engasgo, e de baixa ofer- ta de ferro e de calorias, um grupo de estudio- sos neozelandeses9 , criou uma versão chamada Baby-Led Introduction to SolidS (BLISS), que sig- nifica Introdução aos Sólidos Guiada pelo Bebê. Entre as orientações do BLISS estão: • Oferecer alimentos cortados em pedaços grandes, que o lactente consiga pegar sozi- nho; te para que ele seja ativo e interativo durante as refeições, com a atenção voltada totalmente para o momento3 . Além das recomendações publicadas ofi- cialmente por comitês profissionais, há outras abordagens de AC sendo difundidas pela in- ternet como, por exemplo, o Baby-Led Weaning (BLW) que significa: o desmame guiado pelo bebê. Conceitualmente a idealizadora, a britâ- nica Gill Rapley, defende a oferta de alimentos complementares em pedaços, tiras ou bastões. Sua abordagem não inclui alimentação com a colher e nenhum método de adaptação de con- sistência para preparar a refeição do lactente, como amassar, triturar ou desfiar. Segundo Ra- pley4 o BLW não é um método específico, mas uma abordagem que encoraja os pais a confia- rem na capacidade nata que o lactente possui de autoalimentar-se. As publicações sobre o BLW contêm ampla defesa para o uso de alimentos in natura, de- sencorajando a alimentação do lactente realiza- da na forma tradicional como papinha ou purês. Rapley defende os seguintes tópicos: • Continuar com o leite materno ou a fórmula infantil; • Posicionar o lactente sempre sentado para alimentar; • Permitir que o lactente se suje e interaja du- rante as refeições; • Oferecer variedade de alimentos, evitando a monotonia; • Interagir com o lactente quando ele estiver comendo junto, durante as refeições; • Dar o tempo necessário para a refeição sem pressionar. Livros sobre o BLW já foram publicados em mais de 15 idiomas e o tema alcança grande popularidade entre os pais do mundo todo. Em- bora as investigações científicas estejam sendo publicadas no decorrer dos últimos oito anos, os profissionais de saúde e sociedades da Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos5-8 não reco- mendam oficialmente o BLW pelos seguintes
  • 4. A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning) 4 • Garantir a oferta de um alimento rico em ferro em cada refeição; • Ofertar um alimento rico em calorias em cada refeição; • Oferecer alimentos preparados de uma for- ma que reduza o risco de engasgo e evitar os alimentos listados como alto risco de as- piração; • Experimentar sempre o alimento antes de oferecer ao lactente, para verificar se não for- ma um bolo dentro da cavidade oral; • Evitar alimentos redondos ou em formato de moedas; • Garantir sempre que o lactente esteja sen- tado, ereto e sob supervisão contínua de um adulto. Em comparação ao BLW, o grupo BLISS apre- senta orientações semelhantes. Desde o pri- meiro livro, Rapley4 salienta a importância da segurança, do posicionamento e das práticas comportamentais não coercitivas para a AC. O importante é ressaltar que não há evidências de que o método tradicional com colher seja me- nos estimulante ou menos importante, desde que sejam seguidas as orientações da SBP, do MS e da OMS, tanto do ponto de vista nutricio- nal como comportamental. Considerações finais sobre o BLW e a Alimentação Complementar Ao investigar o comportamento alimentar infantil e as orientações nacionais e internacio- nais (SBP, MS e OMS), verifica-se que os docu- mentos atualmente disponíveis são completos, contém informações coerentes e fundamentais para orientar a introdução e manutenção da AC. Dentre os motivos pelos quais o BLW ganha po- pularidade destaca-se a importância dada pela idealizadora sobre a individualidade de cada lactente e seu ritmo, enfatizando as habilidades natas e o empoderamento dos pais em reconhe- cer em seus filhos seus próprios sinais; porém estas questões comportamentais também de- vem ser trabalhadas com a AC com a colher, na forma tradicional. O Departamento de Nutrologia da SBP con- tinua enfatizando suas orientações, já ante- riormente publicadas, de respeitar o ritmo de desenvolvimento neuropsicomotor de cada lac- tente; como regra geral, a introdução alimentar deverá iniciar aos seis meses de vida, tanto para lactentes em aleitamento materno como para os alimentados com fórmulas infantis. Ressalta-se ainda, que, desde o início da AC, é importante que essa seja junto com as refeições em família, incentivando a interação entre os membros da casa. Nesta fase, é de suma importância que os pais sejam orientados a ser o exemplo de há- bitos alimentares saudáveis e a munirem-se de paciência, respeitando os limites impostos pela baixa idade, sempre agindo como um facilita- dor no processo de alimentação, proporcionan- do um ambiente tranquilo sem a utilização de estratégias coercitivas ou punitivas. Uma frase pode ser o resumo desta orientação: Comer jun- to e não dar de comer. Reconhece-se que no momento da AC, o lactente pode receber os alimentos amassados oferecidos na colher, mas também deve experi- mentar com as mãos, explorar as diferentes tex- turas dos alimentos como parte natural de seu aprendizado sensório motor. Deve-se estimular a interação com a comida, evoluindo de acordo com seu tempo de desenvolvimento. Não há evidências e trabalhos publicados em quantidade e qualidade suficientes para afirmar que os métodos BLW ou BLISS sejam as únicas formas corretas de introdução alimen- tar. As orientações fornecidas pelos autores são coerentes com o desenvolvimento infantil, mas, limitar um processo complexo a uma úni- ca abordagem pode não ser factível para muitas famílias, e, portanto, não pode ser endossado - como forma única de alimentação infantil - pelo Departamento de Nutrologia da SBP.
  • 5. Departamento Científico de Nutrologia • Sociedade Brasileira de Pediatria 5 BIBLIOGRAFIA 5. Daniels L, et al. Baby-Led Introduction to SolidS (BLISS) study: a randomised controlled trial of a baby-led approach to complementary feeding. BMC pediatrics 2015;15(1):179. 6. Morison BJ, et al. How different are baby-led weaning and conventional complementary feeding? A cross-sectional study of infants aged 6–8 months. BMJ open 2016;6(5):e010665. 7. Brown A, Lee M. A descriptive study investigating the use and nature of baby-led weaning in a UK sample of mothers. Mat Child Nutrition 2011; 7(1):34-47. 8. Wright CM, et al. Is baby-led weaning feasible? When do babies first reach out for and eat finger foods? Mat Child Nutrition 2011;7(1):27-33. 9. Fangupo LJ, et al. A baby-led approach to eating solids and risk of choking. Pediatrics. 2016;138(4):e20160772. 1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 3ª. ed. Rio de Janeiro, RJ: SBP, 2012. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica. 2ª. ed, Ministério da Saúde, Brasília, 2013. 3. WHO. Global Consultation on Complementary Feeding. Guiding Principles for Complementary Feeding of the Breastfeed. December 10-3, 2001. 4. Rapley G, Tracey M. Baby-led weaning. Essence 2008; 44:1. Agradecimento especial à Dra. Priscila Maximino por sua valiosa contribuição na elaboração deste texto.
  • 6. 6 Diretoria Triênio 2016/2018 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Cláudio Hoineff (RJ) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) Membros: Hans Walter Ferreira Greve (BA) Eveline Campos Monteiro de Castro (CE) Alberto Jorge Félix Costa (MS) Analíria Moraes Pimentel (PE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Adelma Alves de Figueiredo (RR) COORDENADORES REGIONAIS: Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG) Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA: Assessoria para Assuntos Parlamentares: Marun David Cury (SP) Assessoria de Relações Institucionais: Clóvis Francisco Constantino (SP) Assessoria de Políticas Públicas: Mário Roberto Hirschheimer (SP) Rubens Feferbaum (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e Adolescentes com Deficiência: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ) Assessoria de Acompanhamento da Licença Maternidade e Paternidade: João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA) Assessoria para Campanhas: Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) GRUPOS DE TRABALHO: Drogas e Violência na Adolescência: Evelyn Eisenstein (RJ) Doenças Raras: Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP) Educação Física: Coordenador: Ricardo do Rego Barros (RJ) Luciana Rodrigues Silva (BA) Patricia Guedes de Souza (BA) Alex Pinheiro Gordia (BA) Maria Teresa Quadros (BA) Metodologia Científica: Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) Cláudio Leone (SP) Pediatria e Humanidade: Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Luciana Rodrigues Silva (BA) Christian Muller (DF) João de Melo Régis Filho (PE) Transplante em Pediatria: Themis Reverbel da Silveira (RS) Irene Kazue Miura (SP) Carmen Lúcia Bonnet (PR) Adriana Seber (SP) Paulo Cesar Koch Nogueira (SP) Fabiana Carlese (SP) DIRETORIA E COORDENAÇÕES: DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) COORDENAÇÃO DO CEXTEP: Hélcio Villaça Simões (RJ) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium) Ricardo do Rego Barros (RJ) REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP) Sérgio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Francisco José Penna (MG) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA Marun David Cury (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL Sidnei Ferreira (RJ) Cláudio Barsanti (SP) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) Mário Roberto Hirschheimer (SP) João Cândido de Souza Borges (CE) COORDENAÇÃO VIGILASUS Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP) Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN) Edson Ferreira Liberal (RJ) Célia Maria Stolze Silvany ((BA) Kátia Galeão Brandt (PE) Elizete Aparecida Lomazi (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Isabel Rey Madeira (RJ) Jocileide Sales Campos (CE) COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Álvaro Machado Neto (AL) Joana Angélica Paiva Maciel (CE) Cecim El Achkar (SC) Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO Normeide Pedreira dos Santos (BA) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Lícia Maria Oliveira Moreira (BA) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO Ricardo Queiroz Gurgel (SE) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL: Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Resende S. 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Cardoso de Azevedo (BA) Jefferson Pedro Piva (RS) Sérgio Luís Amantéa (RS) Gil Simões Batista (RJ) Susana Maciel Wuillaume (RJ) Aurimery Gomes Chermont (PA) COORDENAÇÃO DE DOUTRINA PEDIÁTRICA Luciana Rodrigues Silva (BA) Hélcio Maranhão (RN) COORDENAÇÃO DAS LIGAS DOS ESTUDANTES Edson Ferreira Liberal (RJ) Luciano Abreu de Miranda Pinto (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA NACIONAL Susana Maciel Wuillaume (RJ) COORDENAÇÃO DE INTERCÂMBIO EM RESIDÊNCIA INTERNACIONAL Herberto José Chong Neto (PR) DIRETOR DE PATRIMÔNIO Cláudio Barsanti (SP) COMISSÃO DE SINDICÂNCIA Gilberto Pascolat (PR) Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE) Isabel Rey Madeira (RJ) Joaquim João Caetano Menezes (SP) Valmin Ramos da Silva (ES) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Tânia Denise Resener (RS) João Coriolano Rego Barros (SP) Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE) Marisa Lopes Miranda (SP) CONSELHO FISCAL Titulares: Núbia Mendonça (SE) Nélson Grisard (SC) Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF) Suplentes: Adelma Alves de Figueiredo (RR) João de Melo Régis Filho (PE) Darci Vieira da Silva Bonetto (PR) ACADEMIA BRASILEIRA DE PEDIATRIA Presidente: José Martins Filho (SP) Vice-presidente: Álvaro de Lima Machado (ES) Secretário Geral: Reinaldo de Menezes Martins (RJ)