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2 visita domiciliar

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Publicada em: Saúde e medicina
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2 visita domiciliar

  1. 1. Visita Domiciliar Professora Ana Celly Santos
  2. 2. • A modalidade de Atenção Domiciliar, também denominada Assistência Domiciliar(AD) é praticada desde a antiguidade. • Caracteriza-se pelo atendimento prestado no domicílio, por parte de profissionais que integram a equipe de saúde.
  3. 3. Conceito • A visita domiciliar é uma forma de atenção em Saúde Coletiva voltada para o atendimento ao indivíduo, à família ou à coletividade que é prestada nos domicílios ou junto aos diversos recursos sociais locais,visando a maior eqüidade da assistência em saúde. • A visita domiciliar é um conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento,seja ele assistencial ou educativo. É uma dinâmica utilizada nos programas de atenção à saúde,visto que acontecem no domicílio da família. • A visita domiciliar é vital para a educação em saúde.
  4. 4. Resumindo • Instrumento de intervenção fundamental da estratégia de Saúde da Família. • Conhecer as condições de vida e saúde das famílias sob sua responsabilidade. • Identificação de suas características sociais e epidemiológicas, seus problemas de saúde e vulnerabilidade aos agravos de saúde. • Planejada e sistematizada.
  5. 5. E quais os objetivos? - Proporcionar vigilância, assistência e promoção à saúde no domicílio, dentro dos princípios do SUS, em uma área geográfica adstrita(área da ESF). - Eles devem ser estabelecidos considerando os motivos da sua solicitação e estar em consonância com a finalidade para a qual a atividade foi proposta.
  6. 6. Organização – como deve acontecer • Cada equipe deve priorizar e organizar as visitas conforme a situação da comunidade, indicação do Agente Comunitário e recursos da equipe de modo a dar cobertura a todos os indivíduos e famílias que por algum agravo, ou situação permanente ou provisória que estejam incapacitados de buscar a atenção à saúde na Unidade.
  7. 7. Quanto ao responsável pela realização: • por um profissional da equipe local de saúde lotado na UBS: médico, dentista, enfermeiro, nutricionista, farmacêutico, psicólogo, assistente social, técnico ou auxiliar de enfermagem; • pelo agente comunitário de saúde (ACS), sob supervisão da equipe local de saúde.
  8. 8. PROMOÇÃO DA SAÚDE O E DE AÇÕES PREVENTIVAS: • Visita à puérpera; • Busca de recém-nascido; • Busca ativa de doenças infectocontagiosas ou marcador; • Abordagem familiar para diagnóstico e tratamento. • Outras situações devem ser discutidas com a equipe. AÇÕES TERAPÊUTICAS: • Paciente portador de doença crônica que apresente dependência física; • Pacientes idosos com dificuldade de locomoção ou morando sozinhos; • Pacientes com problema de saúde que dificulte sua locomoção até a UBS. • Outras situações devem ser discutidas com a equipe.
  9. 9. Vantagens • Proporcionar aos profissionais o conhecimento sobre o indivíduo(contexto de vida, meio ambiente, condições de habitação,relações afetivo-sociais da família),para possibilitar a assistência integral à saúde. • Facilitar a adaptação do planejamento da assistência de enfermagem de acordo com os recursos que a família dispõe. • Melhor relacionamento do grupo familiar com o profissional de saúde,por ser sigiloso e menos formal. • Maior liberdade para expor os mais variados problemas,tendo-se um tempo maior do que nas dependências do serviço de saúde.
  10. 10. Limitações • Método dispendioso, pois demanda custo de pessoal e de locomoção. • Ocorre um gasto de tempo maior, tanto na locomoção como na realização da visita. • Contratempos advindos da impossibilidade de marcar a visita: não ter ninguém em casa, o endereço não existir, a pessoa não residir mais naquele endereço. • Os afazeres domésticos das donas de casa podem impedir ou dificultar a realização da visita domiciliar.
  11. 11. Planejamento • O planejamento da assistência na ESF (Estratégia Saúde da Família) deve ser centrado nas necessidades da comunidade que ali reside e seus objetivos devem se aproximar ao máximo das peculiaridades e necessidades locais. • A intervenção da ESF através da VD favorece o exercício da integralidade junto ao indivíduo inserido num cotidiano e pertencente a uma família.
  12. 12. Recomendações para a equipe de VD • Compreender o indivíduo como sujeito do processo de promoção, manutenção e recuperação de sua saúde e visualizá-lo como agente co-responsável pelo processo de equilíbrio entre a relação saúde-doença. • Estar disponível para fornecer esclarecimentos e orientações à família, sempre que solicitado. • Monitorizar o estado de saúde do paciente facilitando a comunicação entre família e equipe. • Otimizar a realização do plano terapêutico estabelecido para cada pessoa.
  13. 13. Atribuições da equipe de saúde quanto à visita domiciliar
  14. 14. Agente Comunitário de Saúde • Desenvolver atividades de promoção da saúde, prevenção das doenças e agravos, e de vigilância à saúde por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, mantendo a equipe informada, principalmente à respeito daquelas em situações de risco. • Discutir as visitas realizadas junto à equipe, apontando as prioridades de visita da equipe, segundo o conhecimento da sua comunidade. • Estabelecer forma de comunicação participativa com a família; • Servir de elo de comunicação entre a pessoa, a família e a equipe. • Registrar os atendimentos nas fichas específicas.
  15. 15. Auxiliar e Técnico de Enfermagem • Auxiliar no treinamento do cuidado domiciliar. • Acompanhar a evolução dos casos e comunicar à equipe as alterações observadas. • Realizar procedimentos de enfermagem dentro de suas competências técnicas e legais. • Orientar cuidados com o lixo originado no cuidado do usuário e do lixo domiciliar (separação, armazenamento e coleta). • Estabelecer via de comunicação participativa com a família. • Identificar sinais de gravidade. • Comunicar à enfermeira e ao médico, alterações no quadro clinico do paciente. • Registrar os atendimentos.
  16. 16. Enfermeira • Avaliar de modo integral a situação da pessoa enferma; • Avaliar as condições e infra-estrutura física do domicílio para o planejamento da assistência domiciliar, se necessária; • Elaborar, com base no diagnóstico de enfermagem, a prescrição dos cuidados; • Identificar e treinar o cuidador domiciliar; • Supervisionar o trabalho dos auxiliares de enfermagem e dos ACS; • Realizar procedimentos de enfermagem que requeiram maior complexidade técnica; • Orientar cuidados com o lixo originado no cuidado do usuário e do lixo domiciliar (separação, armazenamento e coleta); • Estabelecer via de comunicação participativa com a família; • Comunicar à equipe de saúde as alterações observadas e avaliar periodicamente o desempenho da equipe de enfermagem na prestação do cuidado; • Dar alta dos cuidados de enfermagem; • Registrar os atendimentos.
  17. 17. TENTATIVA DE SISTEMATIZAR A VISITA DOMICILIAR
  18. 18. ESCALA DE COELHO • Escala de risco familiar baseada na ficha A do SIAB que utiliza sentinelas de risco avaliadas na primeira VD pelo ACS. • Instrumento simples de análise do risco familiar, não necessitando a criação de nenhuma nova ficha ou escala burocrática. • A relação morador/cômodo é importante indicador na avaliação do risco
  19. 19. DADOS DA FICHA A ESCORE ACAMADO 3 DEFICIÊNCIA FÍSICA 3 DEFICIÊNCIA MENTAL 3 SANEAMENTO RUIM 3 DESNUTRIÇÃO (GRAVE) 3 DROGRADIÇÃO 2 DESEMPREGO 2 ANALFABETISMO 1 MENOR DE 6 MESES 1 MAIOR DE 70 ANOS 1 HAS 1 DIABETES MELLITUS 1 RELAÇÃO > QUE 1 3 MORADOR/ igual a 1 2 CÔMODO < que 1 0
  20. 20. INTERPRETAÇÃO DA ESCALA DE COELHO • ESCORE 5 OU 6: R1 • ESCORE 7 OU 8: R2 • MAIOR QUE 9: R3 • R1 – risco MENOR • R2 – risco MÉDIO • R3 – risco MÁXIMO
  21. 21. A excelência do atendimento • Não transformar a visita domiciliar em um trabalho de caridade. • O profissional deve ter objetivos claros ao adentrar a casa do paciente. • Não permitir que as dificuldades inerentes ao atendimento em domicílio prejudique a qualidade da atenção. • Os profissionais devem ter espontaneidade. • Atrair os problemas progressivamente. • Valorizar as informações nos silêncios
  22. 22. Enfim, • PRIVILÉGIO: Oportunidade de observar e analisar o sujeito por inteiro, dentro de sua realidade, suas nuances e particularidades, possibilitando intervenções mais efetivas. • A visita domiciliar tem um potencial transformador muito grande. • Humaniza o profissional. • Dá bastante satisfação pessoal. • Responsabilidade: Fazer pontes adequadas e eficazes entre todas as esferas da assistência, para garantir a continuidade do cuidado. A casa está na esfera central de todas as ações, está no centro de todos os níveis.
  23. 23. Obrigada!

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