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A redação técnica se define por um estilo e por uma estrutura própria

  1. 1. A Redação Técnica se define por um estilo e por uma estrutura própriaTalvez para você, caro (a) usuário (a), o adjetivo “técnica” possa soar um tanto quantocomplexo, levando-o (a) a acreditar que se trata de algo complicado e diferente. Casosim, saiba que estamos fazendo referência a uma modalidade de texto com a qualrotineiramente nos deparamos.Ela, semelhantemente a todas as outras que integram a modalidade escrita dalinguagem, encontra-se calcada nos princípios básicos que compõem a estrutura dequalquer texto, ou seja, precisão vocabular, clareza, objetividade, obediência aospostulados gramaticais, entre outros fatores. Além disso, ela se define por estrutura eestilo próprios.Em termos estruturais, afirma-se que o texto em referência obedece a um conjunto demetodologias em prol de um resultado, fazendo cumprir uma formatação padrão.Quanto ao estilo, cumpre ressaltar que esse tipo de comunicação é norteado pelosseguintes princípios:* Precisão vocabular, atendo-se à exatidão dos pormenores;* Objetividade na linguagem, abnegando-se de quaisquer traços que permitamdúbias interpretações;* Finalidade discursiva pautada no intento de esclarecer e informar;* Uniformidade na estrutura, estilo e terminologia;* Imparcialidade no discurso, o qual se apresenta regido pela eficácia e exatidãodas informações.Mediante tais pressupostos, é bastante comum precisarmos emitir uma procuração, fazerum recibo, um requerimento, elaborar uma ata, enfim, várias são as circunstâncias asquais requerem uma comunicação específica. Modalidades estas que integram o tipotextual em questão e que se fazem presentes no contexto administrativo, comercial ejurídico.Sendo assim, nesta seção você poderá estabelecer uma familiaridade maior com osaspectos peculiares que perfazem essa diversidade de textos, podendo servir-se delessempre que nenecessário for.Bons estudos é o que lhe desejamos sempre!Tipos de redação técnica ou científicaHá diversos tipos de redação técnica: as descrições e narrações técnicas propriamente ditas,os manuais de instrução, os pareceres, os relatórios, as teses e dissertações científicas(monografias em geral) e outros. Alguns não chegam a ter individualidade própria, já que sãosempre parte de outros, como as duas primeiras citadas e mais o sumário científico. O maisimportante de todos, entretanto, é o relatório, não só porque há dele várias espécies mastambém porque, dada a sua estrutura, nele se pode incluir um grande número de trabalhos depesquisas usualmente publicados em revistas científicas sob a denominação genérica de"artigos".
  2. 2. O estudo da estrutura e das características formais dos diferentes tipos de redação técnicaexigiria um desenvolvimento que esta obra já não pode comportar, pois além das prescriçõesde ordem geral, seria indispensável apresentar certo número de modelos comentados. Emvirtude disso, vamos limitar-nos à descrição técnica, que está presente em todos os tipos deredação científica, e ao relatório.Descrição de objeto ou serA descrição técnica apresenta, é claro, muitas das características gerais da literária, porém,nela se sublinha mais a precisão do vocabulário, a exatidão dos pormenores e a sobriedade delinguagem do que a elegância e os requisitos de expressividade lingüística. A descrição técnicadeve esclarecer, convencendo; a literária deve impressionar, agradando. Uma traduz-se emobjetividade; a outra sobrecarrega-se de tons afetivos. Uma é predominantemente denotativa;a outra, predominantemente conotativa.A descrição técnica pode aplicar-se a objetos (sua cor, forma, aparência, dimensões, peso,etc.), a aparelhos ou mecanismos, a processos (funcionamento de mecanismos,procedimentos, fases de pesquisas), a fenômenos, fatos, lugares, eventos. Mas nenhumdesses temas lhe é exclusivo; eles podem sê-lo também da literária. O que, então, distingueessas duas formas de composição é o objetivo e o ponto de vista: a descrição que Eça deQueirós faz da sala de Jacinto - segundo o exemplo que oferecemos em Par. 3.3.1.6 - é bemdiversa, quanto ao objetivo, da que faria um policial encarregado de descrevê-la num relatório,se nela tivesse ocorrido um crime de morte. Muito diversas hão de ser, pelo mesmo motivo, asdescrições de uma borboleta feitas por um romancista em cena bucólica e por umentomologista debruçado sobre o microscópio.O ponto de vista é tão importante quanto o objetivo; dele dependem a forma verbal e aestrutura lógica da descrição: qual é o objeto a ser descrito (definição denotativa)? que partedele deve ser ressaltada? de que ângulo deve ser encarado? que pormenores devem serexaminados de preferência a outros? que ordem descritiva deve ser adotada? (lógica?psicológica? cronológica?) a quem, a que espécie de leitor se destina? a um leigo ou a umtécnico?Assim, uma vitrola ou uma máquina de lavar roupa podem ser descritas do ponto de vista: a)do possível comprador (legenda de propaganda); h) do usuário (o jovem ou dona-de-casa quede uma ou de outra se vão servir); c) do técnico encarregado da sua montagem ou instalação;d) do técnico que terá eventualmente de consertá-la. São fatores que precisam ser levados emconta, pois deles dependem a extensão, a estrutura e o estilo da descrição técnica.O seguinte exemplo pode dar-nos uma idéia do que deve ser esse tipo de composição: O motor está montado na traseira do carro, fixado por quatro parafusos à caixa de câmbio, a qual, por sua vez, está fixada por coxins de borracha na extremidade bifurcada do chassi. Os cilindros estão dispostos horizontalmente e opostos dois a dois. Cada par de cilindros tem um cabeçote comum de metal leve. As válvulas, situadas nos cabeçotes, são comandadas por meio de tuchos e balancins. O virabrequim, livre de vibrações, de comprimento reduzido, com têmpera especial nos colos, gira em quatro pontos de apoio e aciona o eixo excêntrico por meio de engrenagens oblíquas. As bielas contam com maneais de chumbo-bronze e os pistões são fundidos de uma liga de metal leve. Manual de instruções(Volkswagen)Trata-se de parágrafo de descrição que tem em vista o usuário em geral, leigo - pois oemprego de termos técnicos está reduzido ao mínimo indispensável ao seu esclarecimento.
  3. 3. A descrição tipicamente científica, descrição de campo ou de laboratório, consiste muitas vezesnuma enumeração detalhada das características do objeto ou ser vivo. Neste caso, ela secaracteriza por uma estrutura de frases curtas, em grande parte nominais, como no seguinteexemplo, em que o Autor faz a descrição de um holótipo de Hyla rizibilis. A ordem da descriçãoé a lógica: o Autor começa pela cabeça (suas dimensões em relação ao corpo), e vaidetalhando: os olhos, o tímpano, as narinas, os dentes, a língua, os membros superiores einferiores, etc. O último parágrafo da descrição é destinado a indicar a aparência do conjunto,destacando o colorido dorsal. O seguinte fragmento é ilustrativo: Membros anteriores curtos e robustos; o antebraço mais desenvolvido do que o braço. Dedos longos e robustos, os externos unidos por uma membrana vestigiária. Discos do tamanho do tímpano, o do polegar um pouco menor. Polegar com prepólex rudimentar; calos subarticulares e carpais bem desenvolvidos.Note-se: vocabulário de sentido exclusivamente denotativo ou extensional, frases curtas,muitas delas nominais, ausência de afetividade lingüística.

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