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Apostilagestão industrial

O documento apresenta um módulo de gestão industrial com 10 capítulos que abordam tópicos como introdução à gestão industrial, empresa e produção, "5S", segurança no trabalho, planejamento e controle de produção, just in time, MRP, gestão da qualidade, almoxarifado e logística.

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1
i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial
2
M Ó D U L O
DE GESTÃO
INDUSTRIAL
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3
Sumário
Pág.
CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À GESTÃO INDUSTRIAL.................. 4
CAPÍTULO 2 EMPRESA E PRODUÇÃO ............................................... 9
CAPÍTULO 3 “5S” – HOUSEKEEPING................................................ 18
CAPÍTULO 4 SEGURANÇA NO TRABALHO ................................... 27
CAPÍTULO 5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO . 43
CAPÍTULO 6 JUST IN TIME.................................................................. 54
CAPÍTULO 7 MRP – MATERIAL REQUIREMENT PLANNING.... 62
CAPÍTULO 8 GESTÃO DA QUALIDADE .......................................... 67
CAPÍTULO 9 ALMOXARIFADO .......................................................... 87
CAPÍTULO 10 LOGÍSTICA.................................................................... 105
i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial
4
C A P ÍTU LO
1 INTRODUÇÃO À GESTÃO INDUSTRIAL
PRODUTO
Um produto é qualquer objeto oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo. Esse objeto
é o resultado (efeito) de um processo. Contudo, o produto é muito mais do que apenas uma coisa física. O produto é
um pacote completo de benefícios ou de satisfação que os compradores pretendem obter . Ele é a soma de todos os
atributos físicos, psicológicos, simbólicos etc. Podem ser considerados produtos, os seguintes tipos de bens:
o Físicos (furadeira, livro etc.). Ex: A furadeira é um produto de um processo de fabricação.
o Serviços (curso profissionalizante, corte de cabelo, lavagem de carro etc.). Ex: O curso profissionalizante é
um produto que resulta da necessidade de treinamento do mercado.
o Eventos (concertos, desfiles etc.). Ex: O show é um produto que resulta da procura das pessoas por
diversão.
o Pessoas (Pelé, George Bush etc.). Ex: A fama de Pelé é o produto que resultou de sua qualidade como
jogador.
o Locais (Havaí, Veneza etc.). Ex: O glamour de Paris é o produto que resultou de campanhas de marketing.
o Organizações (Greenpeace, Exército da Salvação etc.). Ex: A ONG ―Sou da Paz‖ é um produto que
resultou do alto índice de criminalidade no Brasil.
o Ideias (planejamento familiar, direção defensiva etc.). Ex: O planejamento familiar é o produto que resulta
da necessidade de as famílias se organizarem.
O foco de nosso curso é a indústria. Nela, o produto nada mais é que o final do processo, o resultado de todo o
trabalho - desde o começo, quando é feita a organização da empresa, até o fim, com a entrega do bem produzido. O
nosso produto é aquilo nós podemos oferecer às pessoas.
PRODUÇÃO
Se produto é o resultado da fabricação, a produção é o processo, ou seja, os passos que devem ser percorridos até
que se obtenha o resultado final. A produção pode ser dividida em setores, pode ser automática, manual, artesanal
etc. Mas todas são feitas de processos, de fases que, uma após a outra, completam-se para construir o resultado, o
nosso produto final.
Tipos de produção:
o Artesanal: Todos os processos são feitos por uma única pessoa. Não há padrão. Cada unidade produzida é
única e diferente de todas as outras.
o Produção simples: O produto é feito por uma única pessoa, mas com um padrão definido. Assim, todos
os objetos produzidos são iguais.
o Produção em curta escala: O produto é feito por mais de uma pessoa. A quantidade é reduzida e os
processos são feitos um por um, com padrão.
o Produção em média escala: O produto é feito por muitas pessoas. A quantidade é moderada e os
processos são realizados simultaneamente, com alto padrão.
o Produção em larga escala: O produto é feito por muitas pessoas. A quantidade é enorme e os processos
são realizados simultaneamente, com alto padrão.
A organização da produção depende de seu espaço, capacidade de investimentos, ramo de atividade e escala.
RAMOS INDUSTRIAIS
A indústria é, por definição, uma empresa privada ou pública que produz itens para o consumo do mercado. Em
outras palavras, tudo o que consumimos vem de uma indústria e tudo o que essas indústrias consomem também
vem de outras indústrias. Dessa forma, ―Indústria‖ é um ciclo de produção e cooperação que nos fornece alimentos,
i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial
5
roupas, máquinas, carros, casas, computadores, remédios e até itens pouco percebidos, como energia elétrica, água
limpa, programas de computador e muitos outros objetos do nosso cotidiano. As empresas são divididas em ramos
e cada ramo tem suas características, exigências e normas particulares. Temos abaixo, uma lista com algumas
informações acerca dos principais ramos da indústria:
Indústria aeroespacial
Indústria aeroespacial é a atividade industrial envolvida na fabricação de aviões e de outros veículos de transporte
aéreo. A indústria aeroespacial caracteriza-se pela ampla utilização de mão de obra qualificada, pela integração de
atividades multidisciplinares, pela criação de tecnologias de ponta com rápida evolução, pela difícil automação
devido à pequena escala de produção; por ser o meio de transferência de inovações para outras indústrias; e por ter
produtos que, além de complexos, são repletos de tecnologias e são exigentes de um demorado processo de criação
e fabricação. A tecnologia da indústria aeroespacial é considerada estratégica pelos países que a detém. Por isso, ela
é fortemente apoiada por políticas governamentais de incentivos e de mecanismos de proteção.
No Brasil, a indústria aeroespacial integra as indústrias aeronáutica, espacial e de defesa. Ela desenvolve e produz
aviões comerciais e militares, aeronaves leves e de médio porte, helicópteros, planadores, foguetes de sondagem e
de lançamento de satélites, equipamentos e sistemas de defesa, mísseis, radares, sistemas de controle de tráfego
aéreo e proteção ao voo, sistemas de solo para satélites, equipamentos aviônicos de bordo e espaciais. Além de
produzir, ela também opera reparos e manutenção em aviões e motores aeronáuticos. A indústria aeronáutica
brasileira está capacitada para conceber, desenvolver, projetar, produzir, integrar e fornecer o suporte logístico dos
produtos aeronáuticos e é um dos poucos setores nacionais com produtos cuja concepção e projeto são totalmente
executados a partir de tecnologia do próprio país.
Essa indústria destaca-se pela grande participação na produção de bens de alto valor agregado, pela geração de
empregos altamente qualificados, pela melhoria na qualidade de diversos outros produtos e por ter suas tecnologias
e procedimentos - gerados com o consequente aumento da competitividade da indústria brasileira como um todo –
incorporados pelas outras cadeias produtivas. As principais preocupações do ramo da indústria aeroespacial são
segurança e confiabilidade, tanto de seus produtos militares ou não tripulados quanto dos produtos oferecidos aos
milhões de passageiros civis. Por isso, seus esforços dedicam-se sempre à prevenção de riscos, à conformidade às
normas de segurança e ao monitoramento da qualidade.
Indústria automotiva
A indústria automobilística, indústria automotiva ou indústria do automóvel é a atividade envolvida com projeto,
desenvolvimento, fabricação, publicidade e venda de veículos automotores. Em 2006, mais de 69 milhões de
veículos - incluindo automóveis e veículos comerciais - foram produzidos no mundo. No mesmo ano, cerca de 16
milhões de automóveis foram vendidos nos Estados Unidos, 15 milhões na Europa Ocidental e 7 milhões na China.
A partir de 2007, observou-se uma estagnação nos mercados da América do Norte, da Europa e do Japão. Por outro
lado, verificou-se crescimento nos mercados da América do Sul, especialmente do Brasil, e da Ásia, como na
Coreia do Sul ou na Índia.
A indústria automotiva brasileira teve uma produção de 2,5 milhões de veículos em 2005. Em nosso país,
encontram-se instalados os maiores fabricantes mundiais: Ford, GM (Chevrolet), Volkswagen, Fiat, Peugeot,
Citroën, Mercedes-Benz, Renault etc. Há também alguns fabricantes nacionais emergentes: Troller, Marcopolo,
Agrale, Randon, dentre outros. A indústria brasileira possui entidades reguladoras e representativas como a
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), fundada em 1956 e que reúne empresas
fabricantes de automóveis (carros de passeio, comerciais leves, caminhões, ônibus) e máquinas agrícolas
automotrizes (tratores de rodas e de esteiras, cultivadores motorizados, colheitadeiras e retro escavadeiras) com
instalações industriais no Brasil já operacionais ou em vias de iniciar a produção.
A Anfavea é filiada a Organisation Internationale des Constructeurs d'Automobiles (OICA), com sede em Paris,
entidade que reúne as associações nacionais de fabricantes de automóveis. As empresas que fazem parte da cadeia
de fornecimento da indústria automotiva precisam monitorar um amplo leque de tópicos específicos referentes à
qualidade, saúde, meio ambiente, segurança e responsabilidade social.
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Construção civil e imóveis
Construção civil é o termo que engloba a produção de obras como casas, edifícios, pontes, barragens, fundações de
máquinas, estradas e aeroportos. Participam dessa cadeia produtiva arquitetos e engenheiros civis em colaboração
com técnicos de outras disciplinas.
No Brasil, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) regulamenta as normas e o CREA (Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) fiscaliza o exercício das profissões envolvidas e a
responsabilidade civil em torno delas. Toda obra de construção civil deve ser previamente aprovada pelos órgãos
municipais competentes e sua execução deve ser acompanhada por engenheiros ou arquitetos registrados pelo
CREA. Em outros países, as leis que regulamentam o exercício e a profissão da engenharia podem ser diferentes.
Em termos práticos, a engenharia civil divide-se em dois grandes ramos principais:
Obras de construção civil - Engloba basicamente as edificações para moradia, comércio e serviço público.
Obras de construção pesada - Engloba grandes construções, como portos, pontes, aeroportos, estradas,
hidroelétricas, túneis etc. Essas obras geralmente são contratadas por empresas e órgãos públicos.
Em alguns casos, as edificações industriais têm complexidade e vulto para serem classificadas como obras pesadas.
No setor imobiliário ou no setor de construção, é preciso saber gerenciar – do projeto da obra à sua conclusão -
todas as questões relativas à qualidade, saúde, meio ambiente e segurança. Existem inúmeros trabalhos envolvidos
no gerenciamento de um projeto, sem contar os diversos estudos de conformidade a todas as exigências legais
correspondentes às fases de projeto e de construção. Por outro lado, somente obras muito complexas exigem
certificações completas para o projeto como um todo. Normalmente, a certificação da empresa empreiteira é
suficiente. Mas, em áreas como segurança do trabalho e gestão ambiental, essas certificações são exigidas para
cada projeto.
Indústria de bens de consumo
Bens de consumo são produzidos, principalmente, pelas indústrias que se especializaram em produzir itens para uso
direto pelo cliente, bens utilizados por pessoas comuns e não itens que vão auxiliar a fabricação de outros ou que
são específicos a um determinado mercado. Exemplos práticos de bens de consumo são roupas, brinquedos, livros,
cadernos, mochilas, malas, móveis de todo tipo, ventiladores, portas, janelas, entre outros.
Os EUA são o maior consumidor de bens de consumo do mundo. O Brasil, apesar de consumir em larga escala,
ainda não produz o suficiente para se colocar entre os maiores produtores do mundo. Nosso país está muito atrás
dos mega produtores: China, Coreia, Taiwan e tantos outros países asiáticos que crescem vertiginosamente nesse
ramo. No mercado atual, o fabricante ou varejista de bens de consumo depara-se com desafios cada vez maiores
com as áreas de qualidade, saúde e segurança, pois os ciclos de produtos estão cada vez menores, as exigências
legais em constante transformação e níveis de preço em queda constante.
Testes e inspeções dos produtos, estudos de segurança e de fabricação, auditorias sociais e treinamento; Todos
esses elementos são fundamentais, estabelecem pontos de controle ao longo da cadeia de fornecimento desses
produtos a fim de averiguar a qualidade e o cumprimento de exigências legais, o que ajuda a minimizar o risco de
recalls, devoluções e reclamações.
Indústria de eletroeletrônicos
A indústria de eletroeletrônicos engloba basicamente toda atividade voltada ao projeto, desenvolvimento e
produção - em pequena, média ou larga escala - de qualquer produto tecnológico que utilize meios elétricos e
dependa de componentes eletrônicos para seu funcionamento. Computadores, calculadoras, TVs, aparelhos de
DVD e videogames são aparelhos eletroeletrônicos. Esse mercado tem crescido exponencialmente nos últimos
anos, principalmente com a popularização de computadores e o baixo custo de aparelhos celulares, MP3, MP4 e
outros tipos de comunicadores digitais, que antes eram caros demais para a população comum. Os tempos
modernos colocam esse ramo entre as maiores do meio industrial. Seus representantes são marcas famosas, como
Sony, Toshiba, Mitsubishi, LG, Samsung, Motorola, Nokia etc.
A maioria dessas marcas são asiáticas, o que mostra o poder oriental na produção desses itens. Atualmente, o
maior problema para esse ramo é a pirataria, produção de itens com modelos idênticos em forma e função aos
originais, mas com qualidade infinitamente inferior e custo menor. O prejuízo causado pela pirataria provavelmente

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  • 1. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 1
  • 2. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 2 M Ó D U L O DE GESTÃO INDUSTRIAL
  • 3. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 3 Sumário Pág. CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO À GESTÃO INDUSTRIAL.................. 4 CAPÍTULO 2 EMPRESA E PRODUÇÃO ............................................... 9 CAPÍTULO 3 “5S” – HOUSEKEEPING................................................ 18 CAPÍTULO 4 SEGURANÇA NO TRABALHO ................................... 27 CAPÍTULO 5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO . 43 CAPÍTULO 6 JUST IN TIME.................................................................. 54 CAPÍTULO 7 MRP – MATERIAL REQUIREMENT PLANNING.... 62 CAPÍTULO 8 GESTÃO DA QUALIDADE .......................................... 67 CAPÍTULO 9 ALMOXARIFADO .......................................................... 87 CAPÍTULO 10 LOGÍSTICA.................................................................... 105
  • 4. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 4 C A P ÍTU LO 1 INTRODUÇÃO À GESTÃO INDUSTRIAL PRODUTO Um produto é qualquer objeto oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo. Esse objeto é o resultado (efeito) de um processo. Contudo, o produto é muito mais do que apenas uma coisa física. O produto é um pacote completo de benefícios ou de satisfação que os compradores pretendem obter . Ele é a soma de todos os atributos físicos, psicológicos, simbólicos etc. Podem ser considerados produtos, os seguintes tipos de bens: o Físicos (furadeira, livro etc.). Ex: A furadeira é um produto de um processo de fabricação. o Serviços (curso profissionalizante, corte de cabelo, lavagem de carro etc.). Ex: O curso profissionalizante é um produto que resulta da necessidade de treinamento do mercado. o Eventos (concertos, desfiles etc.). Ex: O show é um produto que resulta da procura das pessoas por diversão. o Pessoas (Pelé, George Bush etc.). Ex: A fama de Pelé é o produto que resultou de sua qualidade como jogador. o Locais (Havaí, Veneza etc.). Ex: O glamour de Paris é o produto que resultou de campanhas de marketing. o Organizações (Greenpeace, Exército da Salvação etc.). Ex: A ONG ―Sou da Paz‖ é um produto que resultou do alto índice de criminalidade no Brasil. o Ideias (planejamento familiar, direção defensiva etc.). Ex: O planejamento familiar é o produto que resulta da necessidade de as famílias se organizarem. O foco de nosso curso é a indústria. Nela, o produto nada mais é que o final do processo, o resultado de todo o trabalho - desde o começo, quando é feita a organização da empresa, até o fim, com a entrega do bem produzido. O nosso produto é aquilo nós podemos oferecer às pessoas. PRODUÇÃO Se produto é o resultado da fabricação, a produção é o processo, ou seja, os passos que devem ser percorridos até que se obtenha o resultado final. A produção pode ser dividida em setores, pode ser automática, manual, artesanal etc. Mas todas são feitas de processos, de fases que, uma após a outra, completam-se para construir o resultado, o nosso produto final. Tipos de produção: o Artesanal: Todos os processos são feitos por uma única pessoa. Não há padrão. Cada unidade produzida é única e diferente de todas as outras. o Produção simples: O produto é feito por uma única pessoa, mas com um padrão definido. Assim, todos os objetos produzidos são iguais. o Produção em curta escala: O produto é feito por mais de uma pessoa. A quantidade é reduzida e os processos são feitos um por um, com padrão. o Produção em média escala: O produto é feito por muitas pessoas. A quantidade é moderada e os processos são realizados simultaneamente, com alto padrão. o Produção em larga escala: O produto é feito por muitas pessoas. A quantidade é enorme e os processos são realizados simultaneamente, com alto padrão. A organização da produção depende de seu espaço, capacidade de investimentos, ramo de atividade e escala. RAMOS INDUSTRIAIS A indústria é, por definição, uma empresa privada ou pública que produz itens para o consumo do mercado. Em outras palavras, tudo o que consumimos vem de uma indústria e tudo o que essas indústrias consomem também vem de outras indústrias. Dessa forma, ―Indústria‖ é um ciclo de produção e cooperação que nos fornece alimentos,
  • 5. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 5 roupas, máquinas, carros, casas, computadores, remédios e até itens pouco percebidos, como energia elétrica, água limpa, programas de computador e muitos outros objetos do nosso cotidiano. As empresas são divididas em ramos e cada ramo tem suas características, exigências e normas particulares. Temos abaixo, uma lista com algumas informações acerca dos principais ramos da indústria: Indústria aeroespacial Indústria aeroespacial é a atividade industrial envolvida na fabricação de aviões e de outros veículos de transporte aéreo. A indústria aeroespacial caracteriza-se pela ampla utilização de mão de obra qualificada, pela integração de atividades multidisciplinares, pela criação de tecnologias de ponta com rápida evolução, pela difícil automação devido à pequena escala de produção; por ser o meio de transferência de inovações para outras indústrias; e por ter produtos que, além de complexos, são repletos de tecnologias e são exigentes de um demorado processo de criação e fabricação. A tecnologia da indústria aeroespacial é considerada estratégica pelos países que a detém. Por isso, ela é fortemente apoiada por políticas governamentais de incentivos e de mecanismos de proteção. No Brasil, a indústria aeroespacial integra as indústrias aeronáutica, espacial e de defesa. Ela desenvolve e produz aviões comerciais e militares, aeronaves leves e de médio porte, helicópteros, planadores, foguetes de sondagem e de lançamento de satélites, equipamentos e sistemas de defesa, mísseis, radares, sistemas de controle de tráfego aéreo e proteção ao voo, sistemas de solo para satélites, equipamentos aviônicos de bordo e espaciais. Além de produzir, ela também opera reparos e manutenção em aviões e motores aeronáuticos. A indústria aeronáutica brasileira está capacitada para conceber, desenvolver, projetar, produzir, integrar e fornecer o suporte logístico dos produtos aeronáuticos e é um dos poucos setores nacionais com produtos cuja concepção e projeto são totalmente executados a partir de tecnologia do próprio país. Essa indústria destaca-se pela grande participação na produção de bens de alto valor agregado, pela geração de empregos altamente qualificados, pela melhoria na qualidade de diversos outros produtos e por ter suas tecnologias e procedimentos - gerados com o consequente aumento da competitividade da indústria brasileira como um todo – incorporados pelas outras cadeias produtivas. As principais preocupações do ramo da indústria aeroespacial são segurança e confiabilidade, tanto de seus produtos militares ou não tripulados quanto dos produtos oferecidos aos milhões de passageiros civis. Por isso, seus esforços dedicam-se sempre à prevenção de riscos, à conformidade às normas de segurança e ao monitoramento da qualidade. Indústria automotiva A indústria automobilística, indústria automotiva ou indústria do automóvel é a atividade envolvida com projeto, desenvolvimento, fabricação, publicidade e venda de veículos automotores. Em 2006, mais de 69 milhões de veículos - incluindo automóveis e veículos comerciais - foram produzidos no mundo. No mesmo ano, cerca de 16 milhões de automóveis foram vendidos nos Estados Unidos, 15 milhões na Europa Ocidental e 7 milhões na China. A partir de 2007, observou-se uma estagnação nos mercados da América do Norte, da Europa e do Japão. Por outro lado, verificou-se crescimento nos mercados da América do Sul, especialmente do Brasil, e da Ásia, como na Coreia do Sul ou na Índia. A indústria automotiva brasileira teve uma produção de 2,5 milhões de veículos em 2005. Em nosso país, encontram-se instalados os maiores fabricantes mundiais: Ford, GM (Chevrolet), Volkswagen, Fiat, Peugeot, Citroën, Mercedes-Benz, Renault etc. Há também alguns fabricantes nacionais emergentes: Troller, Marcopolo, Agrale, Randon, dentre outros. A indústria brasileira possui entidades reguladoras e representativas como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), fundada em 1956 e que reúne empresas fabricantes de automóveis (carros de passeio, comerciais leves, caminhões, ônibus) e máquinas agrícolas automotrizes (tratores de rodas e de esteiras, cultivadores motorizados, colheitadeiras e retro escavadeiras) com instalações industriais no Brasil já operacionais ou em vias de iniciar a produção. A Anfavea é filiada a Organisation Internationale des Constructeurs d'Automobiles (OICA), com sede em Paris, entidade que reúne as associações nacionais de fabricantes de automóveis. As empresas que fazem parte da cadeia de fornecimento da indústria automotiva precisam monitorar um amplo leque de tópicos específicos referentes à qualidade, saúde, meio ambiente, segurança e responsabilidade social.
  • 6. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 6 Construção civil e imóveis Construção civil é o termo que engloba a produção de obras como casas, edifícios, pontes, barragens, fundações de máquinas, estradas e aeroportos. Participam dessa cadeia produtiva arquitetos e engenheiros civis em colaboração com técnicos de outras disciplinas. No Brasil, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) regulamenta as normas e o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) fiscaliza o exercício das profissões envolvidas e a responsabilidade civil em torno delas. Toda obra de construção civil deve ser previamente aprovada pelos órgãos municipais competentes e sua execução deve ser acompanhada por engenheiros ou arquitetos registrados pelo CREA. Em outros países, as leis que regulamentam o exercício e a profissão da engenharia podem ser diferentes. Em termos práticos, a engenharia civil divide-se em dois grandes ramos principais: Obras de construção civil - Engloba basicamente as edificações para moradia, comércio e serviço público. Obras de construção pesada - Engloba grandes construções, como portos, pontes, aeroportos, estradas, hidroelétricas, túneis etc. Essas obras geralmente são contratadas por empresas e órgãos públicos. Em alguns casos, as edificações industriais têm complexidade e vulto para serem classificadas como obras pesadas. No setor imobiliário ou no setor de construção, é preciso saber gerenciar – do projeto da obra à sua conclusão - todas as questões relativas à qualidade, saúde, meio ambiente e segurança. Existem inúmeros trabalhos envolvidos no gerenciamento de um projeto, sem contar os diversos estudos de conformidade a todas as exigências legais correspondentes às fases de projeto e de construção. Por outro lado, somente obras muito complexas exigem certificações completas para o projeto como um todo. Normalmente, a certificação da empresa empreiteira é suficiente. Mas, em áreas como segurança do trabalho e gestão ambiental, essas certificações são exigidas para cada projeto. Indústria de bens de consumo Bens de consumo são produzidos, principalmente, pelas indústrias que se especializaram em produzir itens para uso direto pelo cliente, bens utilizados por pessoas comuns e não itens que vão auxiliar a fabricação de outros ou que são específicos a um determinado mercado. Exemplos práticos de bens de consumo são roupas, brinquedos, livros, cadernos, mochilas, malas, móveis de todo tipo, ventiladores, portas, janelas, entre outros. Os EUA são o maior consumidor de bens de consumo do mundo. O Brasil, apesar de consumir em larga escala, ainda não produz o suficiente para se colocar entre os maiores produtores do mundo. Nosso país está muito atrás dos mega produtores: China, Coreia, Taiwan e tantos outros países asiáticos que crescem vertiginosamente nesse ramo. No mercado atual, o fabricante ou varejista de bens de consumo depara-se com desafios cada vez maiores com as áreas de qualidade, saúde e segurança, pois os ciclos de produtos estão cada vez menores, as exigências legais em constante transformação e níveis de preço em queda constante. Testes e inspeções dos produtos, estudos de segurança e de fabricação, auditorias sociais e treinamento; Todos esses elementos são fundamentais, estabelecem pontos de controle ao longo da cadeia de fornecimento desses produtos a fim de averiguar a qualidade e o cumprimento de exigências legais, o que ajuda a minimizar o risco de recalls, devoluções e reclamações. Indústria de eletroeletrônicos A indústria de eletroeletrônicos engloba basicamente toda atividade voltada ao projeto, desenvolvimento e produção - em pequena, média ou larga escala - de qualquer produto tecnológico que utilize meios elétricos e dependa de componentes eletrônicos para seu funcionamento. Computadores, calculadoras, TVs, aparelhos de DVD e videogames são aparelhos eletroeletrônicos. Esse mercado tem crescido exponencialmente nos últimos anos, principalmente com a popularização de computadores e o baixo custo de aparelhos celulares, MP3, MP4 e outros tipos de comunicadores digitais, que antes eram caros demais para a população comum. Os tempos modernos colocam esse ramo entre as maiores do meio industrial. Seus representantes são marcas famosas, como Sony, Toshiba, Mitsubishi, LG, Samsung, Motorola, Nokia etc. A maioria dessas marcas são asiáticas, o que mostra o poder oriental na produção desses itens. Atualmente, o maior problema para esse ramo é a pirataria, produção de itens com modelos idênticos em forma e função aos originais, mas com qualidade infinitamente inferior e custo menor. O prejuízo causado pela pirataria provavelmente
  • 7. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 7 teria levado a maior parte dessas empresas à falência, não fossem a proporção das vendas e o combate rígido à pirataria feita nos EUA e em países da União Europeia. No Brasil, não há controle eficiente à pirataria e, por isso, grandes centros urbanos tornam-se grandes feiras piratas ao ar livre. Temos também shoppings especializados na venda de artigos pirateados. Esse é um dos principais motivos do alto preço dos produtos originais. A globalização, a convergência de tecnologia, a redução do tempo, a necessidade de inovação, a intensificação da demanda por confiabilidade e desempenho e a mutabilidade das regulamentações são fatores de importância crescente. Importadores e fabricantes de eletroeletrônicos podem superar esses desafios ou se perderem diante deles: laboratórios, testes, inspeções, certificação de conformidade ao longo de todo o ciclo de vida do produto; tudo isso ajuda a assegurar a conformidade do produto aos padrões de qualidade e desempenho e às exigências legais, o que minimiza o risco de recalls, devoluções e reclamações e ajuda a atingir metas de posicionamento no mercado. Indústria alimentícia A indústria alimentícia é o conjunto de atividades industriais em que se preparam - com fins comerciais - alimentos ou ingredientes para preparação de alimentos. Numa definição mais geral, a comercialização de alimentos por meio de supermercados ou companhias de entrega de alimentos pode ser considerada parte da indústria de alimentos. Embora não seja fácil encontrar uma classificação para as diferentes atividades industriais relacionadas aos alimentos, podem ser consideradas: 1 - As indústrias que preparam alimentos frescos, incluindo abatedouros, empresas que selecionam e embalam vegetais para venda a retalho e indústrias pesqueiras; 2 - As indústrias de conservas, que transformam alimentos frescos em produtos com maior tempo de prateleira; 3 - As indústrias que fabricam produtos para preparo de alimentos, como a moagem ou fabricação de sal de cozinha; 4 - As indústrias que fabricam alimentos prontos para o consumo, como churrascarias, ou alimentos congelados, que podem ser comidos depois de aquecidos, como pizzas empacotadas. O setor de alimentos tem a qualidade e a segurança alimentar como questões cruciais. Elas são capazes de exercer um grande impacto sobre quem está envolvido na produção, processamento ou distribuição de seus produtos. Por isso, equipes plenamente treinadas, gerenciamento consistente e abordagem sistemática e bem implementada são fundamentais. Existem diversos serviços envolvidos nesse processo, da inspeção de artigos como arroz e cacau à certificação de qualidade de produtos ou sistemas e processos ao longo da cadeia de fornecimento. Acima de tudo, conhecimentos e competências técnicas acerca dos produtos trabalhados pela empresa são essenciais à produção e à boa aceitação pelo público. Equipamentos industriais A indústria de equipamentos industriais é específica, focada e especializada. Trabalha com empresas, com indústrias e com os produtores de todos os outros setores industriais. Ela não foca o cliente final, a pessoa comum, mas a indústria que produz bens para o cliente. Em outras palavras, ela fabrica máquinas para a empresa que fabrica computadores, fornos para a empresa que derrete metal e faz pregos, ferramentas para máquinas que produzem roupas, enfim, ela fabrica máquinas e equipamentos para a indústria em geral. Seus produtos podem ser similares aos usados pelo consumidor final em seu cotidiano, como parafusos, alicates ou serras, mas, de qualquer forma, eles estarão voltados a um público restrito. Podem ser produtos para uma aplicação especifica, como painéis refrigerados, câmaras de combustão, silos, tanques de armazenamento, prensas, frezas, retíficas, tornos, máquinas cnc - entre outros. Existe muitos produtos no ramo industrial dos qual não fazemos a mínima ideia que existam. Mas, sem eles, não seria possível a produção de nossos produtos de uso diário. Os fabricantes de equipamentos industriais sabem que seu setor é cada vez mais pressionado pelos governos e pelo público em geral a cumprir uma série de regulamentações em contínua evolução, regulamentações relacionadas à qualidade, saúde, meio ambiente e segurança. De fato, na maior parte dos casos, a conformidade a essas regulamentações é um pré-requisito para que a empresa possa operar. Exigências adicionais específicas dos seus clientes - relacionadas à confiabilidade, disponibilidade, manutenção e segurança dos seus produtos - complicam os requisitos a atender.
  • 8. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 8 Indústria naval O setor naval é o responsável por todo tipo de produto aquático. De jet skis a grandes transatlânticos, de barcos de passeio a submarinos de combate, a indústria naval é quem projeta, programa, desenvolve e produz todo tipo de produto aquático para fins civis ou militares. Sua tecnologia de ponta, investimento constante em melhoria de condições de segurança, orientações globais, logísticas e planejamento industrial tornam a indústria naval de suma importância estratégica para qualquer país, tal como a indústria aeroespacial. A maior parte do transporte de cargas entre continentes é feita por navios. Mesmo alguns países vizinhos utilizam transporte marítimo por seu custo reduzido, ou melhor, logística. É completamente inviável exportar do Brasil para a Índia, por exemplo, por meio de avião. O custo do transporte aéreo - mesmo que fosse apenas até Portugal e o restante por via rodoviária - seria no mínimo 10 vezes superior ao custo do transporte por navio. É preciso frisar que a indústria naval civil produz navios de inúmeros tipos, tais como lanchas, botes, jet skis, iates, containers marítimos, maquinário aquático, entre outros. Por outro lado, porta-aviões, contratorpedeiros, navios de reconhecimento, botes, submarinos de pesquisa, submarinos de combate, torpedos, entre tantos outros itens, pautam a lista de produtos da indústria naval militar. Indústria energética A indústria energética é a responsável pela extração de recursos energéticos da natureza, tais como petróleo, carvão mineral, gás, etanol, força eólica, solar, hídrica. A partir daí, ela transforma esses recursos em energia, produtos acabados e prontos para a utilização. Gerar energia alternativa, reforçar a infra-estrutura energética, disponibilizar produtos usuais como combustíveis automobilísticos e energia residencial, facilitar a distribuição de toda a energia produzida e muitos outros itens relacionados ao assunto são as atuais áreas de ação da indústria energética. O mercado energético cresce muito ao redor do mundo. Porém, cresce com a mesma velocidade a consciência da necessidade de diminuição da agressividade e da destruição do meio ambiente, bem como da redução de poluição, destruição ambiental e muitos outros fatores importantes da agenda ecológica. O governo investe pesado na questão energética, por se tratar de uma área estratégica ao desenvolvimento de qualquer país. A indústria de energia é conhecida como uma indústria de base. Por esse motivo, o setor cresce amplamente há anos seguidos e não existe previsão para que isso se interrompa. O maior desafio de hoje para as empresas do ramo é alcançar o desenvolvimento sustentável. Responsabilidades ambientais, sociais e qualidade de seus produtos e processos são as principais cobranças da sociedade como um todo. Indústrias de mineração e processamento Fazem parte desse ramo empresas envolvidas em atividades químicas, farmacêuticas e com papel e celulose, cimento ou mineração. A produção é caracterizada pela extração de minerais do solo, extração de matéria-prima para qualquer outro setor ou beneficiamento de matérias-primas - como no caso das indústrias químicas que se utilizam do petróleo para compor o plástico que será usado pela indústria de bens de consumo; ou no caso da transformação do minério de ferro em aço para ser utilizado pela indústria naval ou aérea. Todas essas atividades são consideradas indústrias de mineração e processamento. A indústria farmacêutica é aqui incluída por processar matérias-primas químicas em produtos finais. Ela não pode ser incluída em nenhuma outra categoria pela rigidez de seus processos. A indústria química, em conjunto com as extratoras, tem rígidos controles de conformidades, qualidades, segurança e procedimentos, pois são fundamentais para a sociedade. O menor desvio de seus padrões pode desencadear crises internas e internacionais de proporções enormes. Um exemplo disso é a mineração, setor no qual o Brasil é líder absoluto e maior exportador de minérios do mundo. Uma crise nessa área poderia paralisar a economia mundial.
  • 9. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 9 C A P ÍTU LO 2 EMPRESA E PRODUÇÃO Qualquer que seja a empresa que você trabalhe ou venha a trabalhar, seja ela grande ou pequena, tenha certeza de que ela realiza um estudo para saber o quanto ela é ou não produtiva. Esse tipo de estudo costuma mostrar que a maioria das empresas não é produtiva como poderia. Por isso, você vai aprender que uma empresa pode ter uma boa produção, ou seja, uma grande quantidade de produtos fabricados de forma rápida, com baixo custo e de boa qualidade. Em seguida, veremos um estudo sobre o posto de trabalho, ou seja, sobre o espaço em que o operário realiza suas tarefas. Nesse estudo, você conhecerá os princípios da economia de movimentos. Esses princípios facilitam a realização de um trabalho com menos esforço físico e de forma inteligente. Você encontrará também informações relativas à simplificação do trabalho, que consiste em uma série de procedimentos e métodos que torna o trabalho mais simples, mais rápido e menos cansativo. Depois disso, veremos um estudo sobre os significados das perdas que acontecem devido a desperdícios de material, de máquinas, de tempo e de esforços. Os desperdícios - ou seja, o resultado do que é feito sem economia - causam refugos (peças malfeitas que não podem ser aproveitadas) e necessidades de retrabalho, isto é, de refazer novamente uma peça com erros ou mau acabamento. Veremos também noções de como fazer um leiaute ou arranjo físico do local de trabalho. O objetivo será perceber como se pode organizar o espaço de trabalho para alcançar maior nível de produção e de produtividade, sem excessos e gastos desnecessários de tempo, movimentos e dinheiro. Conhecidas como ferramentas de produtividade, qualidade e gestão, esses procedimentos e métodos foram criados ao longo das décadas passadas e aperfeiçoadas conforme as necessidades dos clientes. Tais procedimentos e métodos são aquilo que faz com que as maiores empresas e indústrias do mundo tenham qualidade e sucesso no mercado. Organizando o trabalho Para executar qualquer tarefa com sucesso, em primeiro lugar, precisamos nos organizar. Isso significa que se deve pensar antes de iniciarmos a tarefa. Mas pensar em quê?  Na maneira mais simples de realizar essa tarefa, evitando complicações ou controles exagerados.  No modo mais barato de executar o trabalho.  No meio menos cansativo para quem fará a operação.  No procedimento mais rápido possível.  Na obtenção da melhor qualidade e do resultado mais confiável.  Na maneira menos perigosa de fazer o trabalho.  Na forma de operação que não prejudique o meio ambiente, ou seja, que não cause poluição do ar, da água e do solo. É fácil tratar cada um desses itens isoladamente e tomar providências. A dificuldade começa com a necessidade de resolver todos esses problemas juntos. Podemos, por exemplo, escolher uma forma mais rápida de realizar uma tarefa. Entretanto, essa forma pode afetar a qualidade e a segurança, tornando o trabalho perigoso. Por exemplo: Se precisarmos trocar rapidamente uma lâmpada queimada sobre a máquina de trabalho, podemos subir sobre a máquina para alcançar a lâmpada e trocá-la. Esse procedimento, entretanto, não é bom, pois pode nos levar a um acidente. O correto seria usarmos uma escada. A tarefa seria mais demorada, mas a segurança e a qualidade estariam asseguradas.
  • 10. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 10 Todos os itens devem, portanto, ser pensados juntos, pois é fundamental que, no final, haja equilíbrio entre cada um deles, de modo que um não prejudique o outro. Além disso, precisamos pensar também na quantidade e na qualidade de pessoas e de materiais, no momento e no local em que eles são necessários. Antes de iniciar o trabalho, devemos providenciar: o Máquinas o Ferramentas adequadas e em bom estado o Matéria prima o Equipamentos diversos, inclusive os de segurança o Tempo necessário o Pessoas qualificadas etc. Todos esses itens são fundamentais para o aumento de velocidade e de qualidade da produção. Obtemos maior produtividade quando organizamos nosso trabalho e tomamos as medidas adequadas a sua execução. Mas o que é produzir com produtividade? É obter um produto de boa qualidade com menor preço de custo, em menos tempo e em maior quantidade. Isso é conseguido graças ao desempenho do trabalhador. A produção é o aspecto da produtividade que indica a quantidade de produtos fabricados em uma determinada unidade de tempo. Suponhamos, por exemplo, que, em certa fábrica, sejam produzidas dez bicicletas por hora. Esse fato refere-se à produção. Já a produtividade é algo mais do que isso. É possível que as bicicletas não apresentem boa qualidade e que seu custo seja alto. Houve produção, mas, não houve produtividade. Considere a grande importância da produtividade: Em primeiro lugar, ela beneficia os usuários de um produto ou serviço atendendo-os com boa qualidade e baixo custo. Beneficia também a empresa, que consegue manter-se ativa graças aos lucros obtidos. E ainda beneficia o funcionário, possibilitando-lhe permanência na empresa e progresso profissional. Dessa forma, podemos concluir que a produtividade é um dos principais meios para o desenvolvimento social e econômico, uma vez que ela beneficia a todos e estimula o progresso geral. Para alcançar um ótimo nível de produtividade, temos, na prática, uma série de princípios e procedimentos. Veja, a seguir, os principais: Posto de trabalho É o local definido e delimitado para a realização de uma atividade qualquer. Esse local deve ter tudo o que é necessário para o trabalho: máquinas, bancadas, material, ferramental, instalações etc. Em um posto de trabalho, podem trabalhar uma ou mais pessoas. A organização do espaço do posto de trabalho é de grande importância à obtenção de produtividade, ou seja, para se produzir mais com menos esforço, tempo e custo, sem perda da qualidade. Para alcançar essa organização, a técnica baseada nos princípios de economia de movimentos é valiosa. Os princípios de economia de movimentos orientam procedimentos que reduzem os movimentos do profissional e aumentam a produtividade. A ideia básica por trás desses princípios é a de que não se deve fazer nada que seja desnecessário. Normalmente, esses princípios são empregados em trabalhos contínuos, manuais e em pequenas montagens. De acordo com tais princípios, o trabalho deve ser organizado com base nas seguintes ideias: 1. Usar o músculo certo Deve haver concordância entre o esforço a ser feito e os músculos a se utilizar no trabalho físico. Pela ordem, devemos usar os músculos dos dedos. Se esses não forem suficientes para o esforço despendido, devemos acrescentar a força de outros músculos: do punho, do antebraço, do braço e dos ombros. Essa quantidade de músculos deve ser usada de acordo com a necessidade. Não se deve usar mais do que o necessário, o que seria desperdício de energia; nem menos, pois a sobrecarga de um só músculo pode causar problemas sérios ao trabalhador. Por exemplo: quando um pintor usa um pincel médio para pintar uma porta em determinada altura, ele deve usar os músculos dos dedos e os músculos dos punhos. Se ele também utilizasse o antebraço, estaria fazendo esforço desnecessário.
  • 11. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 11 2. Usar mãos e braços As mãos e os braços devem trabalhar juntos. Sempre que possível, deve-se organizar o trabalho de modo que ele possa ser realizado com as duas mãos ou os dois braços em um mesmo momento e em atividades iguais. Se, por exemplo, temos de colocar uma porca em um parafuso, dar meia-volta na porca e colocar a peça em uma caixa de embalagem, devemos fazer esse trabalho com as duas mãos e os dois braços. Em uma empresa, esse tipo de operação pode ser feito de modo rápido e eficiente pelo trabalhador, desde que se façam as adaptações necessárias ao posto de trabalho e que o trabalhador passe por um treinamento. 3. Fazer movimentos curvos Os movimentos dos braços e das mãos devem ser feitos em curvas contínuas, isto é, sem paradas e, se possível, de forma combinada. Um exemplo de movimento em curvas é o de encerar: O movimento, em vez de vaivém, deve ser feito em círculos contínuos. Um exemplo de movimento combinado é o que fazemos quando pegamos um parafuso com as mãos e o seguramos de modo que sua posição fique adequada para encaixá-lo em um furo. 4. Usar lançamentos programados Quando precisamos transportar coisas, podemos lançá-las em vez de carregá-las, caso a distância assim o permita. Esse lançamento deve seguir uma trajetória chamada balística, porque ela descreve uma curva igual ao caminho que faz uma bala disparada por uma arma de fogo. É o que fazem os pedreiros quando usam pás para lançar areia de um local para outro. 5. Ter um ritmo de trabalho O trabalho deve ser feito com ritmo, ou seja, cadência. Quando caminhamos por uma longa distância, devemos manter um ritmo constante, de modo que não nos cansemos andando muito rápido, nem nos demoremos andando muito devagar. Mas é preciso lembrar que cada pessoa tem um ritmo próprio. Assim, o trabalhador deve seguir o seu próprio ritmo e mantê-lo constantemente. Por exemplo: ao serrar uma barra de aço de bitola fina com uma serra manual, o movimento de vaivém deve ter um ritmo normal. Um movimento excessivamente rápido, além de cansar quem está serrando, pode resultar em corte malfeito, sem boa qualidade. Também pode causar redução da produção, pois o trabalhador, após excessivo esforço, vê-se obrigado a parar por muito
  • 12. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 12 cansaço. 6. Marcar as zonas de trabalho É preciso demarcar bem a zona de trabalho, que é a área da extensão preenchida pelas mãos do trabalhador quando ele movimenta os braços sem precisar movimentar o corpo. No plano horizontal, temos a chamada zona ótima, adequada para a realização de tarefas que exigem maior precisão e que movimentam os dedos e os punhos. Quando os dedos, punho e antebraço são movimentados durante a execução de um trabalho, usamos a zona normal, conforme ilustra a figura ao lado. A zona de alcance máximo dos braços corresponde à área denominada zona máxima. Não é recomendável a realização de nenhuma tarefa que exija movimentos para além desse limite. Todas as ferramentas, materiais, botões de comando e pontos de operação devem estar sempre colocados dentro dessas áreas, seguindo, se possível, a sequência: zona ótima, zona normal, zona máxima. 7. Delimitar a altura ideal do posto de trabalho A altura do posto de trabalho é um dos aspectos importantes para manter o conforto do trabalhador e evitar cansaço. Sempre que possível, a pessoa deve ter liberdade para trabalhar em pé ou sentada, mudando essas duas posições de acordo com sua disposição física. Portanto, as máquinas e bancadas devem ter altura adequada à altura do trabalhador, de forma que ele possa trabalhar em pé. Deve haver um assento alto, regulável, que também lhe possibilite trabalhar sentado. Por outro lado, certas tarefas só podem ser feitos com o trabalhador sentado - por exemplo, o trabalho dos motoristas - e certas tarefas só podem ser feitos em pé - por exemplo, o trabalho dos cozinheiros à frente do fogão. Em cadeira alta, o trabalhador precisa ter apoio para os pés, de modo que haja facilidade de circulação do sangue pelas coxas, pelas pernas e pelos pés. 8. Dar um lugar para cada coisa Sempre deve haver lugar para cada coisa e cada coisa deve estar sempre em seu lugar. Com isso em prática, evitam-se fadiga, perda de tempo e irritação por não se encontrar o objeto do qual se necessita. Exemplo desse princípio de ordem e organização são os quadros de oficinas mecânicas, que apresentam contornos das ferramentas a fim de que cada uma volte sempre ao seu local.
  • 13. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 13 9. Organizar os objetos Objetos em ordem facilitam o trabalho. Se ferramentas ou outros objetos são usados em uma sequência de operações, procure colocá-los na mesma ordem da sequência de uso e dentro da zona em que o trabalho será feito. Os objetos de uso mais frequente devem ficar mais próximos do usuário. 10. Usar a força da gravidade A força da gravidade faz com que os corpos sejam atraídos para o centro da Terra. Essa força deve ser aproveitada para pequenos deslocamentos, como é caso de abastecimento e retirada de materiais. Uma bancada, por exemplo, pode ter uma calha que transporte peças para outro posto. 11. Considerar fatores ambientais Outros fatores, como iluminação, barulho, temperatura etc., devem ser considerados para aumentar a produtividade e assegurar a qualidade do produto ou serviço sendo feito. Esse assunto será estudado com mais detalhes no capítulo dedicado à Segurança no trabalho. 12. Usar ferramentas adequadas As ferramentas devem ser adequadas ao trabalho, tanto em relação ao tipo quanto ao tamanho. Por exemplo, para pregar pregos pequenos, devemos usar martelos pequenos e, para pregos grandes, martelos grandes. Devemos apertar uma porca com chave de boca com o tamanho e o tipo apropriados. Seria incorreto usar um alicate. 13. Combinar ferramentas Podemos utilizar combinações de ferramentas, desde que elas não criem risco de acidentes. É o caso do canivete de pescador, que tem lâmina de corte, abridor de latas, de garrafas etc. É também o caso da chave de bicicleta, que manuseia diferentes tipos de porcas e serve como chave de fenda. 14. Usar acessórios astuciosos Alguns acessórios úteis são inventados para aumentar o rendimento das máquinas e para proporcionar maior segurança a quem trabalha. Exemplos desse tipo de acessórios são os encostos, gabaritos, suportes e guias. São acessórios conhecidos como astuciosos porque foram feitos por quem tem astúcia, ou seja, esperteza. Planejamento estratégico e produção A produção nada mais é do que a parte final de um longo processo. Aprendemos pouco a pouco que há muitas maneiras de organizar nossa produção, tornando-a mais rentável em todos os sentidos. Esse é o nosso ponto de partida. A partir daí, devemos olhar adiante, perceber os outros departamentos e organizá-los. Planejando a produção De todos os departamentos da empresa, o que demanda mais atenção, principalmente porque costuma ser o departamento com a maior quantidade de funcionários, é a linha de produção, o chão de fabrica. Empresas prestadoras de serviço, lojas ou empresas que não produzem objetos físicos (empresas de softwares, projetos, documentos) não têm linha de produção, mas têm algo similar, Os técnicos desenvolvedores, os vendedores, os digitadores e atendentes de telemarketing são como os fresadores, fundidores e montadores das indústrias que produzem objetos físicos. É indispensável planejar cuidadosamente a distribuição do espaço de trabalho, dando atenção às regras de segurança, às condições do espaço e à utilidade das máquinas. Qualquer posto de trabalho, inclusive o nosso, está ligado aos demais postos de trabalho, em um local qualquer de uma empresa. Esse local pode ser uma área grande ou pequena.
  • 14. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 14 Em geral, essa área é coberta e abriga certos tipos de trabalho ligados entre si, que apresentam serviços semelhantes ou completam um mesmo produto fabricado. Por isso, essa área é denominada setor, departamento, planta ou célula. Nos locais destinados à fabricação, existem homens, máquinas, equipamentos, matérias-primas etc. localizados em determinados pontos que permitem que várias atividades sejam realizadas. Ao considerarmos novamente questões acerca da produtividade, verificamos frequentemente um excesso de locomoção de pessoas e de matérias-primas, mistura de produtos semiacabados com produtos acabados, entre outros. Tudo isso causa transtornos diversos e aumenta os riscos de quebra e de acidentes, além dos custos e do tempo de produção. A ideia básica da simplificação do trabalho é a de eliminar tudo aquilo que não agrega valor ao produto, ou seja, tudo aquilo que não melhora ou não transforma o produto e que aumenta custos. Determinado movimento ou transporte pode ser um tipo de atividade que não agrega nenhum valor a nada e, nesse caso, é necessária a sua eliminação ou redução. A melhor forma de reduzir o transporte entre dois postos de trabalho é aproximar os dois postos o máximo possível. A distância mínima e segura entre 0.70cm e 130cm a se respeitar entre máquinas que tenham partes móveis deve ser contada a partir do ponto máximo que a parte móvel da máquina possa atingir. Já entre máquinas sem partes móveis - ou em objetos como mesas, por exemplo - a distância deve ficar entre 0,60cm e 0,80cm. A largura das áreas de circulação ou corredores de passagem deve ter, no mínimo, 1,20m: A partir desses princípios, podemos elaborar um estudo de remanejamento, ou seja, de mudança de máquinas, equipamentos etc.. Com isso, podemos organizar melhor a empresa. Esse estudo é denominado leiaute (layout) ou arranjo físico. Ao melhorar um arranjo físico, a primeira coisa a se fazer é observar o local em estudo e fazer um desenho em planta, à mão livre, relativamente simples, mas com detalhes importantes. Também é importante anotar o caminho que o produto percorre, ou seja, o trajeto que ele segue ao longo dos diversos postos de trabalho. Consiga uma trena e faça medidas dos contornos do local, das distâncias entre máquinas e, se necessário, do percurso dos transportes do produto. Use sempre a mesma unidade de medida, de preferência o metro.
  • 15. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 15 Procedimentos 1º Passo: desenho (planta) do local - leiaute Como já vimos, o primeiro passo para a melhoria de um arranjo físico consiste em elaborar uma planta do local. Esse desenho poderá ser feito à mão livre ou, se possível, em escala, preferencialmente de 1:50. Ele deve conter detalhes importantes marcados claramente na planta. O produto obtido também é chamado de leiaute. Eis os aspectos importantes que devem ser observados e, se necessário, anotados: o Materiais: produto semiacabado, acabado ou matéria-prima. o Postos de trabalho. o Equipamentos: pontes rolantes, esteiras transportadoras etc. o Pessoal: posição de trabalho. o Transportes: circulação de pessoas, materiais e equipamentos. o Armazenamento de materiais. o Características do edifício: andar, dimensões etc. o Instalações: elétrica; pneumática, de vapor, hidráulica etc. o Fluxo de circulação: sequência ordenada da movimentação do produto indicada por flecha. o O leiaute (desenho) pronto deve ser examinado para reorganização do arranjo físico. Esse exame começa sempre pela eliminação ou redução de transportes. Para isso, os postos de trabalho devem estar mais próximos entre si, obedecendo-se às possibilidades e normas vistas acima. É necessário saber se as máquinas podem ser removidas com facilidade e se suas instalações também podem ser modificadas facilmente. Há máquinas pesadas, difíceis de remover ou movimentar, como as que exigem fundações especiais, grandes prensas e montagens especiais, como grandes fornos. Essas máquinas devem ser preservadas em seus locais e só devem ser movimentadas em casos extremamente necessários. Verifique, também, a posição dos postos de trabalho em relação à posição do trabalhador. Para facilitar esse estudo, recorte pedaços de cartolina. Cada pedaço pode representar um posto de trabalho. Por meio de tentativas, coloque-os em posições que se julgam mais adequada. Depois, verifique se as posições são as melhores. Caso não elas ainda não sejam, faça modificações colocando os recortes de cartolina em outra posição. Tente até conseguir o melhor esquema de arranjo físico. Por exemplo: após o planejamento e as tentativas, chegamos a um novo arranjo da fábrica vista há pouco:
  • 16. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 16 Esse arranjo apresenta as seguintes vantagens: o Os tornos e fresadoras foram posicionados a 35º em relação à parede. Isso facilita a iluminação natural do posto de execução do trabalho, pois aproveita a iluminação vinda das janelas. o A distância entre as partes móveis das fresadoras foram mantidas no mínimo de 1,30m e as demais distâncias entre os postos de trabalho (e entre os postos e as paredes) também foram mantidas no mínimo de 0,80m. o Foram feitas faixas de circulação, que não existiam no leiaute anterior. o Foram feitos cavaletes com altura de 0,80m para os containers, de forma que o trabalhador não tenha de se curvar. o Alguns containers estão próximos de dois postos de trabalho. Dessa maneira, o trabalhador os alcança usando apenas o movimento dos braços. o Anteriormente, a distância média mantida para movimentação era de 29,50m. Agora, essa distância é de 15,40m. Portanto, houve uma redução de 14,10m. Para termos uma ideia da redução que se pode fazer de transporte em metros, pense que são transportadas 10.000 peças. Nesse caso, alcança-se uma redução de 141.000metros ou 141 km. Além disso, criou-se espaço para a colocação de mais postos de trabalho. 2º Passo: elaboração do novo leiaute No segundo passo, devemos procurar um melhor posicionamento das máquinas, dos homens e dos equipamentos para uma utilização adequada do espaço disponível. Alguns aspectos devem ser considerados:  As distâncias entre os postos de trabalho devem ser as mínimas possíveis, de acordo com as normas vistas acima.  Evitar cruzamentos de materiais e produtos.  Eliminar riscos de acidentes.  Facilitar a circulação de homens, materiais e produtos.  No exemplo dado no primeiro passo, as máquinas se mantêm fixas. É fabricado um único tipo de produto, que segue sempre o mesmo caminho (fluxo). Nesse caso, temos um arranjo físico por produto. 3º Passo: implantação do novo leiaute Após elaborar o novo arranjo físico, podemos implantar o novo leiaute. Para isso, é necessária a autorização dos superiores. Obtenha essa autorização após lhes explicar o que deve ser feito, isto é, as mudanças necessárias e suas vantagens em relação ao leiaute existente. O novo leiaute também deve ser apresentado aos colegas e chefes. Tipos de arranjo físico 1. Arranjo físico por produto É o tipo de arranjo físico em que o produto se move e as máquinas estão fixas. 2. Arranjo físico por processo É o arranjo adequado para um setor que fabrica diferentes produtos com as mesmas máquinas. Por exemplo: Considere que, em um mesmo local, fabricam-se bolsas e calçados. Quando se fabricam bolsas, a sequência de fabricação é a seguinte:
  • 17. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 17 Quando se fabricam sapatos, a sequência é: Para atender à produção de bolsas e também à de sapatos, o melhor arranjo físico é aquele que permite agrupar as máquinas e não colocá-las em linha reta. Dessa forma, as distâncias percorridas serão sempre as menores possíveis. Isso evita desperdícios e riscos desnecessários, além de aumentar o tempo de produção do funcionário. Inicio Fim
  • 18. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 18 C A P ÍTU LO 3 “5S” – HOUSEKEEPING Introdução A gestão de qualidade é primordial ao estabelecimento e sobrevivência de uma instituição e à viabilização do controle de atividades, informações e documentos. A meta é uma prestação boa, eficiente e dinâmica de serviços, de forma que o solicitante fique satisfeito. Dentre as muitas ferramentas que podem ser usadas para implementar o Sistema da Qualidade Total em uma empresa ou instituição, uma é o programa ―5S‖. Ele é um ponto de partida e um requisito básico para o controle da qualidade, pois proporciona vários benefícios ao setor em que é implementado. A ordem, a limpeza, o asseio e a autodisciplina são essenciais à produtividade. Porém, esse programa, implementado isoladamente, não garante sozinho o Sistema da Qualidade Total. São necessárias melhorias contínuas, treinamentos e conscientização contínua do pessoal quanto à filosofia da qualidade. O conceito do método ―5S‖ e os princípios chave surgiram no Japão, onde cada um desses princípios começa com a letra ―S‖, o que explica o nome ―5S‖. Apesar disso, os conceitos foram adaptados à língua portuguesa, como em outros países que desenvolveram programas semelhantes para aprimorar a qualidade. Mas é importante lembrar que implantar o programa não é apenas traduzir os termos e estudar sua teoria e seus conceitos. Sua essência é mudar atitudes, pensamentos e comportamento do pessoal. Conceito O método "5S" foi base de implantação do Sistema de Qualidade Total nas empresas. Surgiu no Japão, nas décadas de 50 e 60, após a Segunda Guerra Mundial, quando o país vivia a chamada crise de competitividade. Além disso, havia muita sujeira nas fábricas japonesas, o que tornava necessária uma reestruturação e uma ―limpeza‖. Espanha e Inglaterra adotaram metodologias equivalentes, porém com nomes diferentes: ―Teoria da Escova‖ e ―Housekeeping‖ respectivamente, mas a ideia era a mesma: buscar o Sistema da Qualidade Total. O método 5S Os cinco conceitos são: 1º S - SEIRI - SENSO DE UTILIZAÇÃO CONCEITO: "Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário". 2º S - SEITON - SENSO DE ARRUMAÇÃO CONCEITO: "Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente". 3º S - SEISO - SENSO DE LIMPEZA CONCEITO: "Manter os ambientes limpos, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar". 4º S - SEIKETSU - SENSO DE SAÚDE E HIGIENE CONCEITO: "Manter um ambiente de trabalho sempre favorável à saúde e à higiene". 5º S - SHITSUKE - SENSO DE AUTODISCIPLINA CONCEITO: "Fazer dessas atitudes, ou seja, de toda a metodologia, um hábito, transformando os 5s's em um modo de vida".
  • 19. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 19 Objetivos do “5s” ou housekeeping O Método ―5S‖ visa combater eventuais perdas e desperdícios nas empresas e indústrias, educar a população e o pessoal envolvido diretamente com o método e aprimorar e manter o Sistema de Qualidade Total na produção. É importante alterar o comportamento e atitudes do pessoal. A conscientização dos integrantes quanto a importância dos conceitos e ao modo como eles devem ser usados facilita a implantação do programa. A abordagem do programa deve ser aplicada como hábito e filosofia e não apenas no ―house keeping‖ (cuidar da casa). Desse modo, o ―5S‖ auxilia na reorganização da empresa, facilita a identificação de materiais, descarta itens obsoletos e melhora a qualidade de vida e o ambiente de trabalho para os membros da equipe. Cada fase é intimamente ligada à outra, sendo também um pré-requisito para a consolidação da fase seguinte. Uma vez que o processo tenha sido iniciado, fica mais fácil dar continuidade à implantação do método como um todo. Consequentemente, consolida-se o Sistema da Qualidade Total e melhora-se o desempenho geral no setor. Implantando o “5s” 1º passo: Antes de implantar é preciso planejar! Defina algumas questões junto à diretoria da empresa: o Quem será o líder do projeto 5S? Ele será o responsável por motivar os funcionários, planejar o desenvolvimento, apresentar os resultados, treinar e cobrar toda a empresa; o Quando o projeto terá início? Essa data é muito importante. Uma pequena paralisação na produção para oficializar o início dos trabalhos, faixas ou até mesmo cartazes indicando o novo projeto da empresa talvez sejam importantes. o Qual será o prazo para cada fase ser implementada? Os conceitos devem ser implantados um a um, na ordem correta, afinal, eles são interdependentes e sucessivos, cada um deles deve durar um tempo predeterminado pela diretoria e é dentro desse prazo que toda a empresa deve realizar as propostas da equipe. o Deve-se também formular uma planilha por departamentos, na qual devem constar o estado anterior e o final, a evolução do projeto, notas e prazos. 2º passo: Mãos a obra! Após o planejamento, é hora de iniciar os trabalhos para a melhoria: o Defina, junto ao líder de cada departamento, o que está errado de acordo com os conceitos do primeiro passo, marque cada item, fotografe ou destaque-o de alguma maneira. o Dê palestras ou treinamento aos funcionários da empresa e fale sobre o que é a qualidade e sobre a importância da organização e da higiene para a produtividade, qualidade e, principalmente, economia da empresa. o Inicie o primeiro conceito: 1º PASSO - SEIRI - SENSO DE UTILIZAÇÃO Conceito: "Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário". Também pode ser interpretado como senso de utilização, arrumação, organização, seleção. Nessa fase, o trabalho começa a ser colocado em ordem, de forma que só o realmente necessário e aplicável seja utilizado. Por isso, é importante ter o suficiente, ou seja, a quantidade adequada e controlada. Dessa forma, facilitam-se as operações. É essencial saber separar e classificar os objetos e dados úteis dos inúteis. Use a seguinte forma: o O que é usado sempre: colocar próximo ao local de trabalho. Primeiro defina em que lugar ele será usado, depois identifique-o com uma plaquinha verde. Escreva nessa placa o nome dos objetos que ficarão ali e deixe claro que aqueles são os objetos mais utilizados. Leve até esse local os objetos apropriados.
  • 20. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 20 o O que é usado quase sempre: colocar próximo ao local de trabalho. Defina também o lugar no qual essa classe de objetos será usada. Depois identifique-o com uma plaquinha amarela. Escreva nessa placa o nome dos objetos que ficarão ali e deixe claro que aqueles são os objetos de uso frequente. Leve até esse local os objetos apropriados. o O que é usado ocasionalmente: colocar um pouco afastado do local do trabalho. Marque essa ferramenta ou objeto com uma identificação azul, que deixe claro onde ele é utilizado ocasionalmente. Depois leve-o para seu lugar. Evite deixá-lo muito próximo à célula de trabalho, pois ele não pode ocupar um espaço desnecessário na mesa ou na área de trabalho do funcionário. o O que é usado raramente, mas é necessário: colocar separado, em local determinado. Marque essa ferramenta ou objeto com um a plaqueta branca e determine uma posição para esse objeto, onde ele fique distante o suficiente para não atrapalhar o trabalho, mas fácil o bastante para poder ser utilizado quando necessário. o O que for desnecessário: deve ser reformado, vendido ou eliminado, pois ocupa espaço desnecessariamente e atrapalha o trabalho. Inicialmente, marque esses objetos com identificação vermelha. Defina na plaqueta qual deve ser o fim desses objetos: mudança, lixo, reciclagem, venda. Leve-o ao local onde todos esses itens devem ser reunidos e levados para seus fins. Absolutamente tudo deve ser eliminado: até e-mails antigos e arquivos não utilizados de computadores. Ao terminar o prazo estabelecido para a fase um, faça uma auditoria, verifique se tudo realmente foi demarcado adequadamente (se o útil é útil, se o inútil é inútil), certifique-se de que tudo está onde deveria estar e perceba a qualidade de cada departamento. Dê notas de acordo com a qualidade de cada departamento ou célula. Faça um relatório por escrito e apresente-o à diretoria e aos funcionários. Não se esqueça de enumerar todas as falhas e erros. Cobre-os para que eles sejam corrigidos. Faça o encerramento da fase um. Uma vez mais, o evento pode ser celebrado por meio de festa, faixa, paralisação da produção para um pronunciamento ou qualquer outra maneira. Aproveite essa oportunidade para inaugurar a fase dois do plano. 2º PASSO - SEITON - SENSO DE ARRUMAÇÃO Conceito: ―Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente‖. Também pode ser definido como senso de ordenação, sistematização, classificação, limpeza. O objetivo é identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente o que é necessário e a visualização seja facilitada. Nessa fase é importante: o Padronizar as nomenclaturas. Porcas devem estar no local das porcas e ser divididas por tamanho, material ou utilização. O mesmo vale para parafusos, documentos, e-mails, ferramentas. Tudo deve ser dividido, identificado e classificado. Usar rótulos e cores vivas para identificar os objetos seguindo um padrão. Cada cor deve ter um significado e não deve ser usada aleatoriamente: nomes, códigos, enfim: tudo o que for feito deve ser posto de forma óbvia, prática e coerente. Normalmente utiliza-se verde para objetos muito utilizados, vermelho para pouco utilizados ou perigosos e azul para objetos de uso comum. Defina como utilizar as cores, rótulos e códigos. Faça um padrão que seja único para toda a empresa. o Guardar objetos diferentes em locais diferentes. Nunca misture alicates com martelos ou coloque brocas entre eles. O lugar de objetos cortantes deve ser determinado e separado do lugar dos objetos perfurantes e esse separado do lugar dos objetos de precisão. Nunca misture as coisas: isso dificulta o entendimento e não colabora com a praticidade. DICA: Aproveite para fazer uma lista de tudo o que existe na fabrica. Inclua na lista a localização, quantidade e validade de cada objeto. Isso vai ser muito útil à organização, ao departamento de compras e ao estoque.
  • 21. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 21 o Expor visualmente os pontos críticos, tais como extintores de incêndio, locais de alta voltagem, partes de máquinas que exijam atenção etc. Por lei, itens de segurança como extintores e portas de saída de emergência devem estar desobstruídos e isolados de qualquer objeto. Além disso, devem ter uma pintura determinada e identificação. Máquinas que tenham partes móveis ou portas automáticas, áreas escorregadias, campos elétricos - tudo isso deve estar destacado tanto para a segurança quanto para a organização. o Determinar o local de armazenamento de cada objeto. Os objetos devem ter seu recipiente - caixa, gaveta, pasta ou seja o que for. Esse recipiente também deve ter um lugar. Não adianta montar uma caixa de ferramentas bem organizada se a caixa fica passeando pela empresa. Ela deve ter um local fixo ao qual todos tenham acesso. o Onde for possível, eliminar portas. Portas são úteis e necessárias em alguns setores como câmaras frias ou salas de solda e de produtos químicos. Porém, na montagem, no estoque, na administração e em outros departamentos elas podem atrapalhar. Uma porta pode impedir, por exemplo, que o supervisor observe diretamente o trabalho dos funcionários. Pessoas podem vir dos dois lados da porta ao mesmo tempo e se ferirem, funcionários carregando peças e caixas podem ter problemas para atravessá-las e, psicologicamente, elas separam os funcionários evitando interação e cooperação. o Não deixar objetos ou móveis no meio do caminho atrapalhando a locomoção no local. A prioridade da empresa e de todos os funcionários dentro da linha de montagem ou dentro do escritório deve sempre ser a segurança e o produto. Qualquer objeto que seja útil deve ter um local estratégico. Uma caixa no meio do corredor não é um local estratégico. Um martelo no chão, ou uma pasta de documentos sobre a lixeira também não são locais adequados. Esse tipo de erro pode causar acidentes, contratempos e atrasos na produção. Ao terminar o prazo estabelecido para a fase dois, faça uma nova auditoria. Verifique se os objetos estão devidamente organizados, certifique-se de que tudo está onde deveria estar e veja como foi o desempenho de cada departamento. Dê as notas aos departamentos e às células de acordo com esse desempenho. Faça um relatório por escrito e apresente-o à diretoria e aos funcionários. Não se esqueça de enumerar todas as falhas e erros e cobre-os para que sejam corrigidos. Faça o encerramento da fase dois. Uma vez mais, o evento pode ser celebrado por meio de festa, faixa, paralisação da produção para um pronunciamento ou qualquer outra maneira. Aproveite essa oportunidade para inaugurar a fase três do plano. 3º PASSO - SEISO - SENSO DE LIMPEZA Conceito: ―Manter os ambientes limpos, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar‖. Também pode ser definido como senso de zelo. Cada pessoa deve saber a importância de estar em um ambiente limpo e os benefícios de um ambiente com a máxima limpeza possível. O ambiente limpo se traduz em qualidade e segurança. o Providencie material básico de limpeza. Sabonetes, detergentes, adstringentes especiais, calhas e outros itens de limpeza devem estar sempre em lugares estratégicos, para evitar sujeira e perda de tempo. o Tenha à mão tinta, pincel e outros materiais para pequenos reparos. Durante essa fase, tampe buracos, retire pregos, limpe graxa, repinte falhas de pintura, corrija os problemas nas paredes e em vidros quebrados, remove folhas sujas ou velhas. DICA: Peça sempre aos funcionários das áreas, ou seja, aos que realmente vão utilizar os objetos que deem opiniões de como os objetos e locais devem ser identificados. Apesar de as ferramentas, documentos e arquivos terem nomes oficiais, eles eventualmente podem ganhar apelidos e não existe nada de errado em colocar esse apelido ou abreviação logo abaixo do nome verdadeiro. Peça também conselhos acerca do local em que os objetos devem ser guardados. Afinal, você pode achar que uma ferramenta fica melhor em uma posição, enquanto todos os outros funcionários envolvidos na utilização daquela ferramenta podem pensar o contrário. isso deve ser levado em consideração
  • 22. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 22 o Corrija pequenos defeitos ou irregularidades no sistema elétrico. Um fio desencapado ou ressecado pode causar um dano muito maior e trazer prejuízos maiores do que os envolvidos na troca do fio. Interruptores e lâmpadas também. Preze pela iluminação natural: trocar telhas opacas por telhas de fibra transparente pode ser útil e econômico. o Reviste armários e gavetas. Todos os armários da empresa devem ser revisados em busca de documentos, ferramentas e objetos velhos e inúteis, que devem ser eliminados. A sujeira deve ser removida e os armários, organizados. o Troque calendários e avisos ultrapassados. Uma empresa com avisos antigos e calendários velhos perde um tempo enorme, sem contar a poluição visual que é causada pelo surgimento contínuo de avisos novos. Placas bonitas e calendários recentes incentivam e melhoram o ânimo visual da empresa. o Revise mapas e orientações obsoletas. Todos os anos, mapas e orientações sofrem revisão, sejam mapas de ruas e avenidas, seja o mapa interno da empresa. Renove, portanto, seus mapas e, dessa forma, evite desencontro de informações. o Eduque os colegas para o principal: não sujar. Muitos funcionários não têm a educação básica de higiene pessoal. Seria impossível manter um ambiente de trabalho limpo sem reeducar o pessoal. Diante disso, torna-se necessário promover campanhas de higiene. Dependendo das condições da empresa, promova uma palestra sobre higiene pessoal e distribua sabonetes e escovas de dente. Além disso, espalhe estrategicamente tambores de lixo (de preferência os de coleta seletiva), e incentive o uso desses tambores para armazenamento e remoção do lixo. Ao terminar o prazo estabelecido para a fase três, faça uma nova auditoria, verifique as condições de limpeza da empresa, observe se a empresa está realmente em dia com a higiene. Certifique-se de que a limpeza permanecerá assim depois da implantação. Por fim, verifique como foi o desempenho de cada departamento. Dê notas para o desempenho de cada departamento ou célula. Faça um relatório por escrito e apresente-o à diretoria e aos funcionários. Não se esqueça de enumerar todas as falhas e erros. Cobre-os para que sejam corrigidos. Faça o encerramento da fase três. Uma vez mais, o evento pode ser celebrado por meio de festa, faixa, paralisação da produção para um pronunciamento ou qualquer outra maneira. Aproveite essa oportunidade para inaugurar a fase quatro do plano. 4º PASSO - SEIKETSU - SENSO DE SAÚDE E HIGIENE Conceito: ―Manter um ambiente de trabalho sempre favorável à saúde e à higiene‖. Também pode ser definido como senso de asseio e integridade. Higiene é manutenção de limpeza e ordem. E quem exige qualidade cuida também da aparência. Em um ambiente limpo, a segurança é maior. Quem não cuida bem de si mesmo não pode fazer ou vender produtos ou serviços de qualidade. O pessoal deve ter consciência da importância dessa fase, tomando um conjunto de medidas. o Ter os três S's previamente implantados. É imprescindível para a continuação do programa que todos os três primeiros passos tenham sido feitos e estejam em dia. Lembre-se que em cada auditoria, ao final das etapas anteriores, foram dados prazos para que as falhas fossem corrigidas. Não deixe que os prazos dados ultrapassem o dia do início da quarta fase. DICA: Se a sua empresa ainda não tem um programa de reciclagem, inicie um. Faça a coleta seletiva do lixo e separe os recicláveis dos não recicláveis. No final do mês, junte todo o dinheiro arrecadado com a venda desses materiais e dê um fim interessante para ele. Existem empresas que fazem uma festa, outras compram um presente e o sorteiam entre os funcionários, algumas até acumulam o dinheiro do ano todo e fazem uma grande festa de fim de ano. Use a imaginação e faça bom uso desse dinheiro que estaria perdido não fosse a reciclagem. Procure usá-lo em favor dos funcionários, pois isso os incentivará a reciclar e a limpar ainda mais. Mas não se esqueça de estabelecer metas, de forma que os funcionários não se acomodam.
  • 23. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 23 o Capacitar o pessoal para avaliar se os conceitos estão sendo aplicados real e corretamente. Um é bom, dois é ótimo e todos, melhor ainda. Todos os funcionários devem saber exatamente o que estão fazendo e principalmente por que estão implantando o 5S. Monitores e auditores são necessários. Use os funcionários que mostrem maior predisposição a cada uma destas funções. Isso, além de ajudar o bom funcionamento do programa, incentiva a melhoria continua do funcionário. Elabore um treinamento ou uma palestra sobre o programa 5S, deixe os monitores cientes do que devem fazer, buscar e cobrar. Forneça o certificado de participação na palestra oferecida pela empresa. Faça desses monitores olhos dos líderes do projeto 5S e incentive-os a trazer problemas e novas ideias. o Eliminar as condições inseguras de trabalho, evitando acidentes ou manuseios perigosos. Nada é tão importante que não possa ser feito com calma e segurança. Esse deve ser o lema da empresa ao implantar o sistema de segurança no trabalho, que inclui equipamentos de proteção, eliminação de máquinas problemáticas e remoção de possíveis causas de acidentes. Tudo isso é importante e vital para a saúde e a produtividade da empresa. o Humanizar o local de trabalho em uma convivência harmônica. Trate as pessoas como o que elas são: pessoas. Elas têm sentimentos, problemas, necessidades e devem ser respeitadas. Chame as pessoas pelo nome, elabore formas simples de unir o pessoal, comunique a verdade a todos, seja franco e nunca subestime a necessidade de todos. Se for inconcebível à diretoria que seu banheiro fique sem papel ou sabonete, também é inconcebível que os banheiros da fábrica fiquem sem. Suprima, proíba e puna qualquer tipo de descriminação, preconceito ou falta de educação entre colegas de trabalho. o Difundir material educativo sobre a saúde e higiene. Eduque, ensine, demonstre que a higiene é fundamental para a qualidade de vida e isso irá refletir na vida profissional melhorando o ambiente de trabalho e a próprio indivíduo em sua vida como um todo. o Respeitar os colegas como pessoas e como profissionais. Novamente, o respeito é fundamental à saúde mental e ao bem estar das pessoas. Ser respeitado como pessoa é um direito legal e respeitar o funcionário como profissional, compensá-lo por seus bons feitos, reconhecê-lo e equipá- lo para que continue o bom trabalho é uma obrigação da empresa. o Colaborar, sempre que possível, com o trabalho do colega. Uma empresa se diferencia do produtor artesanal por trabalhar em larga escala e com padrão de qualidade e de produtividade. O profissional se diferencia do amador não por sua qualidade, mas pelo seu preparo para trabalhar em equipe e em situações adversas. A melhor maneira de manter a qualidade, a produtividade e a saúde é dividir o trabalho, ou seja, trabalhar em equipe e colaborar coletivamente para o desenvolvimento profissional de cada colega de trabalho. o Cumprir horários. A empresa tem uma imagem que se constrói ao longo do tempo. O profissional também tem um nome a zelar, que é construído ao longo do tempo de trabalho. Tanto para a empresa quanto para o funcionário, um dos principais pontos para essa boa imagem é o cumprimento dos horários. Para a empresa, isso significa entregar um contrato a um cliente no prazo certo, entregar produtos e iniciar produção no tempo adequado, pagar em dia, ter seus impostos pagos corretamente. Para os funcionários, isso significa entrar e sair da empresa em seu horário correto de expediente, não ficar nem mais nem menos em seu horário de almoço, cumprir prazos e ser absolutamente pontual e assíduo. o Entregar documentos ou materiais requisitados no tempo hábil. Todos os departamentos devem cumprir prazos e metas estabelecidas. Documentação entregue após a validade atrapalha a produtividade. Documentos e matéria-prima entregues muito antes do prazo também atrapalham o rendimento da produção, principalmente porque acumulam a linha de produção e as pastas da administração, atrapalhando a velocidade da produção. o Não fumar em locais impróprios etc. Fumar pode ser proibido em toda a empresa, pois é direito dela proibir o uso de nicotina dentro das dependências da empresa. Essa proibição, acompanhada de um programa de combate ao tabagismo, informação e cuidados, pode trazer ao ambiente de trabalho muito mais saúde e higiene.
  • 24. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 24 o Prezar pela aparência da empresa. Na medida das possibilidades, pinte frequentemente a empresa. Em especial, as áreas que sujam mais. Uniformize os funcionários e exija uniformes limpos. Dê aos funcionários as possibilidades para isso. Faça letreiros que informem as localizações dentro da empresa. Coloque placas indicativas em todas as salas informando o departamento ou o uso da sala em questão. Entre outras coisas, é importante que a empresa seja apresentável e organizada. Ter a empresa limpa e asseada requer gastos com sistema e materiais de limpeza. Requer também manutenção da ordem, da limpeza e principalmente disciplina. Cada membro da equipe deve ter consciência da importância de se trabalhar num local limpo e organizado. Uma medida importante e útil nessa fase é também colocar avisos ou instruções para evitar erros nas operações de trabalho, bem como designações, avisos e identificações dos equipamentos. Quando forem muito importantes, os avisos devem ser visíveis à distância, bem destacados e acessíveis a todos. Nessa fase, é importante conferir se o programa está sendo realmente implantado. Verifique cada etapa e certifique- se de que o pessoal está preparado e motivado a cumprir o programa. DICA: Programe junto ao departamento pessoal ou à administração geral campanhas mensais. Elabore um calendário com programas diferentes, incentivando higiene, combate a AIDS, ao tabagismo, ao alcoolismo e a outros problemas comuns ao nosso ambiente. Adquira o material a respeito desses temas junto à prefeitura, às secretarias de saúde e aos postos de saúde e pronto-socorros. Ao terminar o prazo estabelecido para a fase quatro, faça uma nova auditoria. Verifique se as indicações proibindo o fumo em locais específicos foram fixadas corretamente, certifique-se de que os cinzeiros foram retirados e, principalmente, se os funcionários estão respeitando as indicações. Seja firmes ao repreender quem não cumpre as regras ou então todo o sistema estará comprometido, pois perderá a credibilidade. Verifique se os banheiros e áreas comuns - como vestiários, cozinhas e refeitórios - estão limpos e organizados. Não deixe faltar objetos básicos de limpeza como detergente, sabão, desinfetantes, vassouras e rodos. Tenha-os sempre em locais estratégicos para limpar qualquer sujeira, principalmente dentro da produção, onde acidentes podem ocorrer. Finalmente, encerre a quarta fase do programa e inicie o 5S. 5º PASSO - SHITSUKE - SENSO DE AUTODISCIPLINA Conceito: ―Fazer dessas atitudes, ou seja, de toda a metodologia, um hábito, transformando os 5s's em um modo de vida‖. O último ―S‖ não pode ter prazo. Ele se inicia assim que o quarto ―S‖ termina e segue enquanto a empresa existir. Todos os dias, a instituição deve viver o quinto ―S‖, ou seja, sua filosofia, missão e vontade deve seguir sempre a direção do quinto S, que é a manutenção e a perpetuação de todo o programa. Atitudes importantes: o Usar a criatividade no trabalho. Inove, implemente, ouça os colegas de trabalho. Ideias simples podem revolucionar o modo de funcionamento da empresa. Muitas cabeças pensam melhor que uma e podem levar o trabalho para o próximo passo na qualidade. o Melhorar a comunicação entre o pessoal no trabalho. União é fundamental para a saúde do ambiente de trabalho. As pessoas devem ser respeitadas independentemente de qualquer coisa. Todos devem se comunicar de maneira rápida e geral. Jornais, banners, rádios, informes, placas, e-mails e muitas outras coisas podem ser usados para comunicar aos funcionários de maneira rápida e precisa. Eles devem saber o que acontece na empresa e, para tanto, devem ter um canal de comunicação entre eles e com a empresa como um todo. o Compartilhar visão e valores, harmonizando as metas. Os valores da empresa devem ser os valores dos funcionários, as metas da empresa devem ser as metas das pessoas, e a visão da empresa e dos funcionários deve ser uma só. Não adianta formular valores e metas filosóficas e inatingíveis se os funcionários não compartilham a mesma ideia. O principal cliente de uma empresa é o
  • 25. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 25 funcionário. Se ele não acredita no que faz, nada é feito com qualidade. Faça os funcionários acreditarem nas metas e elas serão atingidas muito mais facilmente. o Treinar o pessoal com paciência e persistência, conscientizando-os para os 5S's. Como dito antes, cada fase deve ser passada a todos e todos devem estar envolvidos com o processo. Mas é preciso constantemente relembrar a importância do programa para a qualidade profissional. Apresente palestras, inclua artigos sobre o programa no jornal ou no informe da empresa. Faça sempre a reciclagem dos funcionários, mostrando-lhes as vantagens de continuar no caminho certo. o De tempos em tempos, aplicar os 5s's para avaliar os avanços. Novamente, elabore, ao fazer o planejamento, um prazo para uma nova aplicação dos 5S‘s. Ao longo de um ano, novos materiais chegam, erros são cometidos e a empresa pode voltar aos mesmos problemas de antes. É importante refazer todo o programa 5S periodicamente, passo a passo, eliminando os novos problemas, corrigindo os antigos e evitando que eles se repitam novamente. É importante cumprir os procedimentos operacionais e os padrões éticos da instituição, sempre buscando a melhoria. A autodisciplina requer consciência e constante aperfeiçoamento de todos os envolvidos no ambiente de trabalho. Com o tempo, a implantação do programa traz os seguintes benefícios:  Reduz a necessidade constante de controle. Quando o 5S entrar na rotina da empresa, todos farão constante e inconscientemente todo o programa diariamente e irão organizar, limpar, reciclar e zelar pela empresa todos os dias, reduzindo a necessidade de cuidar do programa. Em suma: ela vai funcionar por si só. Claro que não podem ser esquecidas as necessidades de treinamentos constantes e a aplicação do programa anualmente.  Facilita a execução de toda e qualquer tarefa/operação. Todos sabem o que, quando e como fazer. Todos enxergam a empresa como é e onde está cada coisa. Cada um se sente bem por estar ali. Todo novo desafio é encarado com otimismo e com boa vontade. O programa facilita física e psicologicamente os trabalhos.  Evita perdas oriundas de trabalho, tempo, utensílios etc. Não se perde tempo procurando ferramentas e matérias-primas, não se perde trabalho com produtos defeituosos ou que não serão vendidos, não se perde ferramentas nem se perdem insumos e propriedades da empresa: nada mais é feito sem a extrema necessidade de ser feito.  Traz a previsão do resultado final de qualquer operação. É muito mais fácil para a diretoria traçar metas e cumpri-las, pois os gestores e diretores têm uma visão muito mais clara e limpa das capacidades e das possibilidades da empresa, o que torna o planejamento estratégico extremamente mais simples e eficiente.  Os produtos ficam dentro dos requisitos de qualidade, reduzindo a necessidade de controles, pressões etc. Os funcionários saberão o que fazer. A fabricação será mais objetiva, mais limpa e mais organizada, a auditoria de qualidade será simples e rápida, não haverá espaços para acúmulos ou falhas. A mente voltada para a qualidade não permitirá que nenhum funcionário deixe passar um produto ou um processo defeituoso, pois isso pode manchar a imagem do funcionário e a imagem da empresa. Exemplo de roteiro para implantar o 5S 1ª etapa: equipe de implantação Formada, no mínimo, por três pessoas oriundas de diferentes setores da instituição e uma pessoa da alta administração. A equipe tem que ter disponibilidade para a condução do processo, além de orientar, esclarecer dúvidas e fazer visitas de acompanhamento rotineiras. 2ª etapa: planejamento A equipe de implantação pode elaborar um cronograma ou plano de orientação, determinar as ferramentas que serão utilizadas e dividir as atividades. As tarefas e as responsabilidades devem ser distribuídas e todos devem se comprometer com os prazos estabelecidos.
  • 26. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 26 3ª etapa: fotos e registros É importante registrar a situação atual da organização em todas as áreas. Em especial, os locais onde forem percebidas necessidades de melhoria. Posteriormente, a equipe deve se reunir e discutir as falhas, as ações corretivas e dar sugestões de melhoria baseadas nas fotos. É importante a opinião de todos. 4ª etapa: reunião A equipe pode convidar o pessoal da instituição para uma reunião, compartilhar os dados e mostrar o compromisso e a disposição para implantar o método. Nessa reunião, a equipe pode iniciar o trabalho de conscientização do pessoal quanto à importância do programa 5S. A equipe também pode explicar os objetivos do trabalho, as vantagens do programa e os benefícios. 5ª etapa: implantação Após essa reunião de sensibilização do pessoal junto à equipe responsável, o programa começa a ser efetivamente implantado. As responsabilidades são divididas de acordo com as áreas de trabalho e os mapas de acompanhamento das atividades. Em cada fase, o pessoal envolvido deve se reunir para definir atividades, esclarecer dúvidas, citar exemplos etc. A interação da equipe com o pessoal envolvido é importante para que não fiquem dúvidas a respeito do programa e para que tudo corra bem na fase seguinte. 6ª etapa: acompanhamento A equipe organizadora planeja e se organiza para fazer visitas às áreas de implantação. Pelo menos um membro da equipe organizadora deve supervisionar a visita. Em cada uma delas, os quesitos necessários à implantação do programa devem ser acordados, conforme a orientação do colaborador. Os pontos positivos e negativos devem ser apontados, pois o pessoal deve ser motivado a seguir as orientações. O ideal é que a equipe faça um mapa de acompanhamento mensal para verificar os benefícios, os resultados e as mudanças. É essencial que todos sigam o programa, desde gerentes e diretores a técnicos de apoio. Com o tempo, cada integrante vai diagnosticar a importância dos conceitos e de sua aplicação, tornando a metodologia um hábito do trabalho. Dessa forma, o sistema vai se consolidando junto com o Sistema da Qualidade. Os técnicos e funcionários novos que forem se incorporando à empresa também se habituarão a aplicar os conceitos, uma vez que entrarão em um sistema já implantado. A gerência, setor ou empresa deve também se responsabilizar por planejar reuniões periódicas com os membros da equipe para verificar como estão sendo seguidas as fase do programa e sugerir melhorias que podem ser feitas. Isso garante a motivação e ajuda a manter o hábito da metodologia e a implantação do programa. O treinamento dos membros da equipe, técnicos e funcionários deve ser periódico e o acompanhamento deve ser constante. Com os novos treinamentos, a equipe pode verificar os resultados, avaliações do pessoal, as melhoras e o que ainda pode ser feito. Também é uma oportunidade de reciclagem dos conhecimentos de cada um e de harmonização da equipe. Custo para implantar o 5S O custo para a implantação do programa não é alto e os recursos podem ser alocados do orçamento da empresa ou do setor. De acordo com depoimentos de instituições em que com o método já foi implantado ou está em implantação, não houve dificuldades para o custeio ou necessidade de compra excessiva de itens. Algumas fases podem ter custo mais elevado que outras, o que dependerá também do número de pessoas envolvidas no processo, do nível de compromisso da equipe, da estrutura física e da situação atual da empresa. Quanto mais rápido o pessoal se mobilizar para implantar o programa, menores serão tempo e gastos para implantar. É fundamental entender que o gasto imediato na implantação será compensado pela economia em materiais que hoje são perdidos e desperdiçados, comprados em excesso ou gastos em demasia. Junto com a melhoria da produtividade e da qualidade, gera-se, a longo prazo, maior arrecadação para a empresa.
  • 27. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 27 C A P ÍTU LO 4 SEGURANÇA NO TRABALHO Um acidente é um fato infeliz que resulta em ferimentos, danos ou perdas. É muito importante observarmos que um acidente não é uma obra do acaso, mas, sim, um acontecimento causado por uma série de falhas. Dessa forma, o que podemos fazer é detectar essas falhas imediatamente e, mais do que isso, impedir que elas se repitam. Assim, podemos prever e evitar qualquer acidente. Sabemos que nada acontece por acaso em uma empresa, muito menos o que costumamos chamar de acidente. Todo acidente tem uma causa definida, por mais imprevisível que ela pareça. Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de fatores, entre eles, falhas humanas e falhas materiais. Os acidentes não escolhem hora nem lugar. Podem acontecer em casa, no lazer, no ambiente de trabalho e nas inúmeras locomoções que fazemos de um lado para o outro para cumprir nossas obrigações diárias. Grande parte dos acidentes ocorre porque os trabalhadores estão despreparados para enfrentar certos riscos. Legislação - acidente no trabalho Todo trabalhador deve ter algum conhecimento sobre as leis que foram elaboradas para proteger seus direitos. Por isso, é importante saber o que a legislação brasileira entende por acidente do trabalho. Afinal, nunca se sabe o que nos reserva o dia de amanhã. Em nossa legislação, o acidente do trabalho é definido pelo decreto nº 611/92, de 21 de julho de 1992, que diz: Para entender melhor a definição, é necessário saber também que: Segurados especiais são trabalhadores rurais, isto é, que prestam serviços em âmbito rural, individualmente ou em regime de economia familiar, mas que ainda não têm vínculo de emprego. Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como, por exemplo, um corte no dedo, ou grave, como a perda de um membro. Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. Por exemplo, a perda da visão, provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma perturbação funcional. O conjunto de elementos que temos à nossa volta, tais como as edificações, os equipamentos, os móveis, as condições de temperatura, de pressão, a umidade do ar, a iluminação, a ordem, a limpeza e as próprias pessoas, tudo isso constitui o nosso ambiente. Nos locais de trabalho, a combinação de alguns desses elementos gera produtos e serviços. A todo esse conjunto de elementos e ações denominamos condições ambientais. É possível imaginar que, num futuro próximo, os trabalhadores fiquem livres de desenvolver atividades em ambientes que coloquem em risco sua integridade física e sua saúde, pois, hoje existem robôs que, manipulados por controle remoto, realizam atividades extremamente arriscadas para os humanos. Os cientistas fazem sua parte em locais mais seguros. Art. 139 - Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda, pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho, permanente ou temporária.
  • 28. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 28 Entretanto, apesar de todo o avanço científico e tecnológico, ainda há situações em que o homem é obrigado a enfrentar condições desfavoráveis em seu ambiente de trabalho, expondo-se ao risco de contrair doenças ou sofrer lesões. E o que é pior: há casos em que o homem desenvolve seu trabalho em condições ambientais aparentemente inofensivas, sem ter consciência dos riscos invisíveis que está enfrentando. Os riscos no trabalho Riscos físicos Todos nós, ao desenvolvermos nossos trabalhos, gastamos certa quantidade de energia para produzir um determinado resultado. Quando as condições físicas do ambiente, como, por exemplo, o nível de ruído e a temperatura, são agradáveis, produzimos mais com menor esforço. Quando essas condições fogem muito dos limites de tolerância, surgem o cansaço, a queda de produção, a falta de motivação para o trabalho, as doenças profissionais e os acidentes. Em outras palavras, os fatores físicos do ambiente de trabalho interferem diretamente no desempenho do trabalhador e na produção e, por isso, merecem ser analisados com o maior cuidado. Ao estudar cada um dos fatores apresentados a seguir, pense em seu próprio local de trabalho. Identifique os problemas, comunique-os aos setores ou pessoas responsáveis, procure as soluções e coloque em prática, sem demora, as medidas que estiverem ao seu alcance. Ruídos Quando você se encontra em um ambiente de trabalho e não consegue ouvir perfeitamente a fala das pessoas, isso é uma indicação de que o local é barulhento ou ruidoso. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som que causa sensação desagradável ao homem. Mede-se o ruído utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora, conhecido como decibelímetro. A unidade usada como medida é o decibel ou, abreviadamente, dB. O som e o ruído penetram os ouvidos e atingem o cérebro. Se medidas de controle não forem tomadas, graves consequências podem ocorrer. Agindo sobre o aparelho auditivo, o ruído pode causar surdez profissional, cuja cura é impossível e que deixa o trabalhador com dificuldades para ouvir rádio, televisão, sons sensíveis ou mais baixos que o normal. Riscos ergonômicos Ergonomia é o ajustamento mútuo ideal entre o homem e o seu ambiente de trabalho. Entretanto, se não existir esse ajuste, surgiram agentes ergonômicos que causam doenças e lesões ao trabalhador. A Norma Regulamentadora - NR 17 - do Ministério do Trabalho trata desse assunto. O agente ergonômico presente no ambiente de trabalho está relacionado à exigência de esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, postura inadequada no exercício das atividades, exigências rigorosas de produtividade, jornadas de trabalho prolongadas, atividades monótonas ou repetitivas etc. Movimentos repetitivos dos dedos, das mãos, dos pés, da cabeça e do tronco produzem monotonia muscular e levam ao desenvolvimento de doenças inflamatórias. Essas doenças são curáveis em estágios iniciais, mas complicadas quando não tratadas a tempo. Elas são chamadas genericamente de lesões por esforços repetitivos (LER). As doenças que se enquadram nesse grupo causam fadiga muscular e geram fortes dores e dificuldade de movimentar os músculos atingidos. São exemplos de doenças causadas por esforços repetitivos: o Bursite: inflamação da bursa, que é uma cápsula com líquido lubrificante em seu interior, que reveste algumas articulações; o Miosite: inflamação de músculo; o Tendinite: inflamação dos tendões, que são fibras que unem os músculos; o Tenossinovite: inflamação dos tendões e das articulações.
  • 29. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 29 Diversas categorias de profissionais são afetadas por essas doenças: bancários, metalúrgicos, costureiros, pianistas, telefonistas, digitadores, empacotadores, enfim, todos os profissionais que realizam movimentos automáticos e repetitivos. Contra os males provocados pelos agentes ergonômicos, a melhor arma, como sempre, é a prevenção: o Rodízios e descansos constantes; o Exercícios compensatórios frequentes para trabalhos repetitivos; o Exames médicos periódicos; o Proibição de esforços superiores a 25 kg para homens e 12 kg para mulheres; o Manutenção de postura correta, seja sentado, em pé, carregando ou levantando peso, como mostra a ilustração: Riscos de acidentes Outros fatores de risco que podem ser encontrados e que devem ser eliminados dos ambientes de trabalho são decorrentes de: falhas de projeto de máquinas, equipamentos, ferramentas, veículos e prédios; deficiências de leiaute; iluminação excessiva ou deficiente; uso inadequado de cores; probabilidade de incêndio ou explosão; armazenamento inadequado de produtos; presença de animais peçonhentos etc. Você acabou de ter uma visão geral dos principais fatores de risco encontrados nos ambientes de trabalho, de um modo geral. Todos devem ser devidamente percebidos e eliminados antes que se tornem acidentes. Efeitos da temperatura Frio ou calor em excesso e brusca mudança do ambiente (de quente para frio ou vice-versa) também são prejudiciais à saúde. Temperaturas muito altas e prejudiciais à saúde do trabalhador são geradas em ambientes nos quais há a necessidade de uso de fornos, maçaricos etc., ou de materiais cuja fabricação gera calor. Também devemos levar em conta as características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras aberturas necessárias a uma boa ventilação) com o intuito de mantermos as temperaturas toleráveis. A sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura existente no local e do esforço físico que fazemos para executar um trabalho. A índice de calor resultante é um produto dos seguintes fatores: umidade relativa do ar, velocidade e temperatura do ar e calor radiante, isto é, produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos e maçaricos. A unidade de medida da temperatura adotada no Brasil é o grau Celsius, abreviadamente ºC. De modo geral, a temperatura ideal situa-se entre 21ºC e 26 ºC; a umidade relativa do ar deve estar entre 55% a 65% e a velocidade do ar deve ser adequada, em torno de 0,12 m/s. No entanto, em ambientes destinados a armazenagem de peixes, sorvetes e matadouros, chamados de câmaras frigoríficas, a temperatura pode chegar a alguns graus abaixo de zero.
  • 30. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 30 Radiação As radiações são formas de energia que se transmitem da fonte ao receptor através do espaço, em ondas eletromagnéticas. As radiações se movimentam no espaço em forma de ondas. É dessa forma, em ondas, que o som chega até o seu radinho de pilhas. Um dos elementos da onda é o seu comprimento, identificado pela letra grega lambda (λ). O comprimento de onda lambda tem grandes variações de acordo com o tipo de energia. Existem diferentes tipos de radiações que se propagam no espaço em diferentes comprimentos de onda. As radiações são tanto mais perigosas quanto menor for o comprimento de onda lambda. Raios infravermelhos Trabalhos com solda elétrica ou oxiacetilênica, trabalhos com metais e vidros incandescentes, isto é, elementos que ficam alaranjados e que emitem luz quando superaquecidos, tarefas em fornos, fornalhas e processos de secagem de tinta e material úmido. Todos esses exemplos são atividades que produzem raios infravermelhos. Em trabalhos a céu aberto, o trabalhador está exposto ao Sol, uma fonte natural emissora de raios infravermelhos. Em doses bem controladas, os raios infravermelhos são usados para fins medicinais, mas, quando a intensidade dessa radiação ultrapassa os limites de tolerância e atingem o trabalhador sem nenhuma proteção adequada, esses raios podem causar sérios danos à saúde. Raios ultravioletas Atividades com solda elétrica, processos de foto-reprodução, esterilização do ar e da água, produção de luz fluorescente, trabalhos com arco-voltaico, dispositivos usados pelos dentistas, processos de aluminotermia (atividade química com o emprego de alumínio em pó), lâmpadas especiais e o Sol emitem raios ultravioleta. Em pequenas doses (mais ou menos 15 minutos diários de exposição ao Sol), o raio ultravioleta é necessário ao homem, pois é responsável pela produção da vitamina D no organismo humano. Mas, em quantidades excessivas, ele pode causar graves prejuízos à saúde. Tanto os raios de tipo infravermelho como os de tipo ultravioleta normalmente não são medidos nos ambientes de trabalho. Mas, quando ocorrem atividades emissoras desses raios, como as citadas nessa aula, as medidas de proteção devem ser tomadas para garantir a saúde dos trabalhadores. Microondas As microondas são encontradas em formas domésticas ou industriais: fornos de microondas, aparelhos de radar em aeroportos, aparelhos de radiocomunicação, equipamentos de diatermia para obter calor e processos de aquecimento em produção de plásticos e de cerâmicas. A medição ou avaliação das microondas pode ser feita por sistema elétrico ou térmico, mas tal medição não é costumeira e não existem limites nacionais de tolerância definidos. Laser Essa sigla, em inglês, vem de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, termo que, em português, pode ser traduzido por: amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. O laser é um feixe de luz direcional convergente, isto é, que se concentra em um só ponto. É muito utilizado em indústrias metalúrgicas para cortar metais, para soldar. Ele também é usado em equipamentos para medições a grandes distâncias. O laser tem também aplicações na medicina, em modernos processos cirúrgicos. Os perigos representados pelos raios laser têm sido motivo de estudos e experiências, até agora não conclusivos. Por isso, as recomendações se limitam mais aos aspectos preventivos. O maior efeito do laser sobre o homem está nos olhos. Ele pode causar grandes estragos à retina, que é a membrana sensível do olho. Em alguns casos, esses danos são irreversíveis e provocam a cegueira. Radiações ionizantes Do ponto de vista do estudo das condições ambientais, as radiações ionizantes de maior interesse de uso industrial são os raios X, gama e beta. Para uso não industrial, são os raios alfa e nêutrons, cada uma com uma faixa de
  • 31. i-Pro - Instituto Profissionalizante Gestão Industrial 31 comprimento de onda l. Essas radiações podem ser encontradas de forma natural nos elementos radioativos, tais como no Urânio 238, no Potássio 40 etc., além das radiações cósmicas vindas do espaço. Artificialmente, elas são originadas pela tecnologia moderna, como o raio-X, usado em metalurgia para detectar falhas em estruturas metálicas e verificar se há soldas defeituosas. Outros tipos de radiações são usados para determinar espessuras de lâminas metálicas, de vidro ou plásticos, bem como para indicar níveis de líquidos em reservatórios. Os raios gama servem para analisar soldagem em tubos metálicos. Essa análise chama-se gamagrafia. As radiações são ainda usadas em tintas luminosas, em usinas de produção de energia elétrica (como a usina atômica de Angra dos Reis) e em processos de verificação de desgaste de cera para piso, de desgaste de ferramentas de tornos e de anéis de motores de automóveis. São também usadas em laboratórios de pesquisa e na medicina, no combate ao câncer e em muitas outras aplicações. A absorção de radiação no organismo humano é indiretamente avaliada pela unidade chamada REM (Relative Effect Man), termo que em português pode ser traduzido por ―efeito relativo ao homem‖. A detecção das radiações ionizantes é feita por vários tipos de aparelhos, tais como detectores pessoais e de cintilação, dosímetros etc. Os limites máximos de exposição à radiação são indicados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear e por norma do Ministério do Trabalho. Agentes químicos Certas substâncias químicas utilizadas nos processos de produção industrial são lançadas no ambiente de trabalho, de forma intencional ou não. Essas substâncias podem apresentar-se nos estados sólido, líquido e gasoso. o No estado sólido, temos poeiras de origem animal, mineral e vegetal, como a poeira mineral de sílica encontrada nas areias para moldes de fundição. o No estado gasoso, como exemplo, temos o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado como combustível nos fogões residenciais. o No estado líquido, temos os ácidos, os solventes, as tintas e os inseticidas domésticos. Esses agentes químicos ficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo do trabalhador por: Via respiratória Essa é a principal porta de entrada dos agentes químicos, porque respiramos continuamente e tudo o que está no ar vai direto aos nossos pulmões. Se o produto químico estiver sob forma sólida ou líquida, ele normalmente ficará retido nos pulmões e provocará, a curto ou longo prazo, sérias doenças chamadas pneumoconioses, como edema pulmonar e câncer dos pulmões. Se esses agentes quimos estiverem no ar sob a forma gasosa, eles causarão maiores problemas à saúde, pois, nesse caso, a substância atravessa os pulmões, entra na corrente sanguínea e aloja-se em diferentes partes do corpo humano, tais como no sangue, fígado, rins, medula óssea, cérebro etc. As consequências são anemias, leucemias, alergias, irritação das vias respiratórias, asfixia, anestesia, convulsões, paralisias, dores de cabeça, dores abdominais e sonolência. Via digestiva Se o trabalhador comer ou beber algo com as mãos sujas ou que ficaram muito tempo expostas aos produtos químicos, parte dessas substâncias químicas será ingerida junto com o alimento e atingirá o estômago, provocando sérios riscos à saúde. Epiderme Essa via de penetração é a mais difícil, mas se o trabalhador estiver desprotegido e tiver contato com substâncias químicas, então ocorrerá deposição no corpo e essas substâncias serão absorvidas pela pele. A atividade mais comum em que ocorre penetração pela pele é o manuseio e o contato direto com produtos perigosos, como arsênico, álcool, cimento, derivados de petróleo etc. Esses produtos que causam câncer e doenças de pele conhecidas como dermatoses.