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Sistema
      Digestório
É um sistema que se inicia
na cavidade oral e percorre
um trajeto que compreende
esôfago, o estômago, o
intestino     delgado,     o
intestino grosso, o reto e o
ânus, Tem a função de
transformar os alimentos
ingeridos em substâncias
menores e aproveitáveis
pelas células.
O processo fisiológico da digestão inicia-se na
boca, com a ingestão           dos alimentos, e a
mastigação, sob a ação inicial da água e das
enzimas salivares (ptialina, mucina e lisozima).
Na deglutição os alimentos            atravessam o
esôfago (peristaltismo) e são conduzidos pelas
ondas peristálticas até        o estômago, onde
sofrem a ação do suco gástrico (água, ácido
clorídrico, pepsina, gástrica e eletrólitos), depois
seguem o trânsito intestinal. No duodeno os sais
biliares (colesterol e lecitina) do fígado e o suco
pancreático (tripsina, lípase e amilase) do
pâncreas atuam nos alimentos, facilitando a sua
absorção no intestino delgado.
Essas reações consistem na quebra das grandes
moléculas de açúcares, proteínas e gorduras em
moléculas menores, que atravessam a mucosa
intestinal, passando pelo sangue e indo até as
células, etapa final de todo o processo.
Alterações       fisiopatológicas      podem     se
desenvolver ao longo de todo o trato gastrin-
testinal (TGI), dando origem a diversas
patologias.
•   É uma inflamação que atinge a mucos
    a do esôfago e a presença de
                                            Fisiopatologia
    substâncias irritantes nessa mucosa
    causam inflamação                         Esofagite
Etiologia
• refluxo gastroesofágico (RGE), a
    principal causa da esofagite;
• refluxo gastroesofágico: hérnia hiatal,
    uso prolongado de sonda gástrica,
    senilidade e cirurgias;
• alimentos: quentes ou condimentados;
• líquidos: quentes ou gelados;
• bebidas: alcoólicas, cítricas ou café;
• ingestão de substâncias corrosivas,
    como a soda cáustica.
Sintomas
• azia ou pirose: queimação durante ou
    após as refeições e à noite;
• odinofagia: dor com regurgitação de
    fluido gastroesofágico (ácido ou
    amargo);
• disfagia: dificuldades para engolir os
    alimentos (estenose);
• sialorreia: salivação excessiva.
Diagnóstico
• anamnese, RX - esôfago com contraste, e
   endoscopia do esôfago.
Tratamento
• diminuir a acidez gástrica (antiácidos.
   proteção da mucosa).
Cuidados de Enfermagem
• supervisionar o uso de dieta branda e
   fracionada (compouco resíduo e freqüente);
• mastigar bem os alimentos;
• comer devagar; deambular após as
   refeições;
• manter decúbito elevado (cabeceira da
   cama elevada);
• controlar rigorosamente o peso; evitar
   alimentos       irritantes       (quentes,
   condimentados, álcool, fumo, café e
   salicilatos) ;
• evitar alimentos até 2 horas antes de se
   deitar.
•  É a ausência de movimentos peristál­
   ticos no esôfago distal                    Megaesôfago
Etiologia
• doença de Chagas;                           ou Acalasia
• hemorragias digestivas.
Sintomas
• disfagia;
• odinofagia;
• caquexia;
• regurgitação.
• No início, o paciente tem dificuldade
   para engolir os alimentos dos mais
   sólidos até os líquidos.
Com a perda da motilidade do esôfago pela
   ação do Tripanossoma Cruzi, a cardia
   (esfíncter inferior do esôfago) se fecha
   impedlindo a entrada dos alimentos no
   estômago e com o acúmulo de
   alimentos o esôfago dilata ocorrendo
   megaesôfago (dilatação do esôfago).
Como o alimento não chega ao estômago e
   posteriormente      ao   organismo,    o
   paciente começa a emagrecer, a sentir
   fraqueza gene­ralizada e finalmente
   chega à caquexia
Diagnóstico
• RX de esôfago contrastado (Sulfato
   de Bário);
• esofagogastroduodenoscopia
   (EDA).
Tratamento
Sintomático
• - sedativos e analgésicos;
• - dilatação do esôfago.
Cirúrgico
• -esofagomiotomia.
Profilaxia
• combate direto ao inseto
   transmissor da doença de Chagas
   (inseticida);
• melhoria da habitação: evita a
   instalação do inseto transmissor;
• educação sanitária: proporciona o
   conhe-cimento dos malefícios da
   doença;
• controle rigoroso na transfusão de
   sangue: evitar doadores com
   sorologia positiva (para doença de
Gastrite
•  É uma inflamação que atinge a mucosa
   do estômago.Os problemas gástricos,
   geralmente, acometem o indivíduo
   devido     principalmente   a   fatores
   nutricionais.
Etiologia
• deficiência nutricional;
• imprudência dietética;
• alimentos condimentados, uso de
   álcool etc.;
• má educação alimentar: comer muito e
   rapidamente.
 Sintomas
• azia, náusea, vômito, cefaléia e
   anorexia.
Tratamento
• diminuir a inflamação da mucosa
   gástrica (uso de medicamentos e
   educação dietética).
Cuidados de Enfermagem
• manter o paciente em repouso no
  leito;
• orientar visitas e familiares, para
  evitarem conversas que perturbem o
  paciente;
• manter o paciente calmo e tranqüilo;
• diminuir a atividade motora do estô­
  mago com uma dieta branda, várias
  vezes ao dia;
• fazer higiene oral três vezes ao dia
  (manhã, almoço e jantar) com uma
  solução antisséptica;
• verificar e anotar os sinais vitais (TPR
  e P A) de 4/4 horas;
• administrar a medicação prescrita
  com controle rigoroso do horário
Úlcera péptica (esôfago, estômago e duodeno)

•  É uma pequena escavação que ocorre na
   parede mucosa do esôfago, do estômago e
   do duodeno, devido ao excesso de ácido
   clorí­drico produzido no estômago .
• Observação: a ocorrência da úlcera gástrica
   no homem é mais freqüente na idade de 40 a
   55 anos, e a duodenal ocorre com mais
   freqüência do que a gástrica, na idade de 25
   a 40 anos
Etiologia
• alimentos ácidos, condimentados, café;
• etilismo;
• tabagismo;
• uso de medicamentos: ácido acetil salicílico
   (AAS) e corticoides;
• paciente com descontrole emocional,
   ansiedade, raiva e ódio.
• Todos esses fatores elevam a quantidade
   dos sucos gástricos produzidos no estômago,
   desencadeando a ulceração
Sintomas
• dor local, azia, náuseas e
  vômitos.
Diagnósticos
• anamnese;
• exames: RX EED (esôfago,
  estômago e duodeno) e
  endoscopia.
Tratamento
• terapêutico e cirúrgico.
Cuidados de Enfermagem • o
  mesmo da gastrite.
Colescistite
• Colecistite
É uma inflamação da vesícula
   biliar, na qual ocorre uma
   síndrome dolorosa na região
   hepática (hipocôndrio D).
 Etiologia
• litíase: cálculos biliares;
• infecção que causa uma
   inflamação aguda ou crônica;
• verminose: áscaris no
   colédoco;
• cirrose hepática.
Fatores desencadeantes
• alimentação: ovos,
  gorduras, óleos e
  chocolates;
• obesidade
• emoção e estresse.
Sintomas
• dor súbita (o principal
  sintoma);
• náuseas e vômitos
  freqüentes e abun­dantes;
• cansaço e fadiga;
• taquicardia, sudorese e
  desidratação.
Cirrose hepática
Cirrose hepática
• É uma doença crônica do
   fígado, com destruição e
   regeneração das células
   hepáticas.
Etiologia dos tipos de
   cirrose
• da alcoólica: abuso das
   bebidas alcoólicas em
   50% dos casos;
• da nutricional: carência;
• da infecciosa: hepatite
   por vírus B e C.
• da      biliar:   obstrutiva
   (cálculos) com destruição
   do parênquima hepático
   e fibrose.
Sintomas
• anorexia, náuseas, dor
  abdominal, fraqueza,
  emagrecimento, ascite,
  edema icterícia;
• aumento de peso.
Diagnóstico
• exames físico e clínico;
• ultrassonografia;
• biópsia hepática;
• tomografia
  computadorizada (TC);
• ressonância magnética.
Tratamento:
• clínico, dietético,
  terapêutico
Cuidados de Enfermagem
• oferecer refeições pequenas e
  freqüentes:
• observar e anotar a aceitação da
  dieta:
• pesar o paciente em jejum
  diariamente:
• medir e anotar a circunferência
  abdo­minal;
• controlar a diurese e restringir os
  líquidos;
• conservar as unhas curtas e
  limpas;
• manter os cuidados com a pele
  (Pruridos);
• verificar e anotar os sinais vitais
  de 6/6 horas.
• observar sangramentos; injeções
  IM, uso de agulha fina e
  compressão no local.
Pancreatite
Pancreatite                         Diagnóstico
• É uma inflamação do               • exames físico e clínico;
   pâncreas, devido a um            • exames laboratoriais e dosagem
   escape de enzimas                   de amilase e lípase no sangue
   digestivas de suas células, o       (soro).
   que provoca uma                  Tratamento
   autodigestão.                    • • clínico e terapêutico.
Etiologia                           Cuidados de Enfermagem
                                    • dieta zero: inicio da fase aguda;
• por álcool: 40% dos casos;
                                    • repouso relativo no leito;
• por cálculos biliares: bloqueio   • proporcionar        conforto      e
   da ampola Vater;                    ambiente tranqüilo;
• por drogas, toxinas,              • higiene oral e corporal;
   infecções e anomalias            • manter diálogo, ouvir e anotar
   metabólicas;                        queixas;
• por febre tifóide e hepatite.     • verificar e anotar os sinais vitais;
                                    • verificar     e     registrar    as
Sintomas                               eliminações e a ingestão de
• dor epigástrica persistente;         líquidos do paciente;
• náusea, vômito, anorexia e        • verificar e supervisionar a dieta:
                                       hipoli­pídica, hipercalórica e
   febre baixa.                        hiperproteica.
Retocolite
Retocolite
• A retocolite é uma
  doença potencialmente
  grave dos cólons, que se
  caracteriza por
  ulcerações e cólicas
  inespecíficas, que
  comprometem o
  retossigmoide, podendo
  estender­se por todo o
  cólon.
• É uma doença de causa
  desconhecida com
  ocorrência devida a
  fatores infecciosos,
  psicossomáticos,
  autoimunes alérgicos e
  nutricionais.
Sinais e sintomas
• As manifestações clínicas da
   doença, quando em fase bem
   adiantada, são: diarréia com
   sangue ou pus, disenteria com
   dores abdominais, puxo e
   tenesmo,      podendo       ocorrer
   ainda perda pondera!, febre,
   vômitos e hemor­ragia intestinal
   severa.
• O quadro pode complicar­se
   com      hemorragias      severas,
   câncer de cólon, estenoses
   cicatriciais,  perfurações      no
   peritônio,          fistulizações,
   abscessos       perirretais       e
   megacólon tóxico.
Diagnóstico
• é realizado por meio da
   avaliação do quadro clínico e de
   exames de enema opaco,
   retossigmoidoscopia e colonos­
   copia, após fase aguda.
Tratamento
A conduta terapêutica compreende medidas
clínicas, cirúrgicas e psicoterápicas. O tratamento
clínico objetiva reduzir a inflamação e suprimir a
resposta imunodeficiente, propiciando repouso
intestinal para que ocorra mais facilmente a
cicatrização das úlceras. O tratamento cirúrgico é
desenvolvido para a remoção da fonte dos
sintomas, ou seja, são retirados os segmentos
doentes do intestino, e a manutenção da função
intes­tinal é realizada por meio de uma ileostomia
permanente.       A psicoterapia é voltada para a
determinação de fatores desencadeantes e para a
tentativa de resolver os conflitos internos a fim de
que não haja agravamento da doença. Faz parte da
terapêutica, ainda, promover o repouso e o
relaxamento do trato intestinal, combater a infecção,
satisfazer as necessidades nutricionais e hídricas.
As dietas balanceadas, ricas em proteínas e pobres
em resíduos, com suplementação vitamínica e
reposição de ferro, preenchem as necessidades
nutricionais. Qualquer alimento que agrave a
diarreia deve ser evitado, especialmente os
derivados do leite bovino. Os alimentos gelados e o
fumo devem ser suprimidos, uma vez que ambos
aumentam a motilidade intestinal.
 Um fator importante no tratamento da retocolite é a
educação do paciente a fim de aceitar e aprender a
conviver com uma doença crônica.
Cuidados de Enfermagem
• O procedimento para a troca da bolsa de colostomia deve ser
    assim executado:
• Para remover a bolsa
­ o paciente deverá sentar­se ou ficar de pé, em uma posição
    confortável;
• ­ encher um recipiente com o sol vente indicado. Aplicar algumas
    gotas entre o disco da bolsa e a pele; não arrancar a bolsa
    forçosamente.
• Para limpar a pele
­ usar uma bola de algodão molhada em solvente em volta do
    estoma. Durante o tempo em que a pele está sendo limpa, um
    curativo de gaze deverá cobrir o estoma delicadamente para
    absorver o excesso da drenagem. Deve­se evitar friccionar o
    solvente, pois ele pode exercer uma irritação cutânea;
­ lavar a pele com água tépida e sabão neutro, ou estimular o banho
    de chuveiro antes de adaptar a bolsa limpa.
• Para colocar a bolsa
­ quando não houver irritação, aplicar outra bolsa novamente à pele;
­ quando há irritação, aplicar o antibió­tico prescrito. Retirar o
    excesso de umidade e recolocar a bolsa, segu­rando­a
    firmemente no lugar até que ocorra a fixação.
• Cada bolsa nova poderá permanecer fixada à pele por um
    período de 2 a 4 dias, e o esvaziamento dela, nesse intervalo,
    deverá ocorrer a cada 4 ou 6 horas, ou ao mesmo tempo em que
    o paciente esvaziar a bexiga.
Exames especiais
 Endoscopia
• É um exame com a finalidade de visualizar uma parte
    (cavidade) do corpo, por meio de aparelhos especiais, ocos,
    rígidos e flexíveis.
Esofagogastroduodenoscopia (EDA)
• É a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, com
    a finalidade de uma análise macroscópica da mucosa
    gastroduodenal, por meio de um aparelho (o endoscópio de
    fibras de vidro).
a) Pré-exame
• preparar e orientar o paciente quanto ao exame e solicitar a
    sua colaboração;
• jejum absoluto por 6 horas;
• paciente com megaesôfago: jejum de 24 horas e lavagem do
    esôfago (3.0 e 4.0 grau);
• retirar jóias e próteses;
• administrar 1 frasco de luftal, 15 minuto antes do exame;
• colocar camisola;
• colocar o paciente na mesa de exame em decúbito dorsal;
• administrar 1 sedativo ou tranqüilizante (se necessário e a
    critério médico):
• Buscopan - Diempax - Dolantina -Atropina - Dormonid;
• anestesiar a garganta, pulverizando a orofaringe com
    xylocaína spray a 10%;
• colocar o paciente em posição de decúbito lateral esquerdo;
• colocar o bocal na boca do paciente.
b) Trans -exame
• É passado o endoscópio através da boca do esôfago, do
    estômago e do duodeno, a fim de examinar todo o sistema.
• c) Pós-exame
• não comer nem beber por 2 horas (até retorno do reflexo da
    deglutição);
• fazer gargarejo com solução salina ou antisséptico bucal;
• não dirigir veículos e evitar atividade por 24 horas;
• anotar o material gasto e encaminhar -ao laboratório para
    biópsia.
Observação: após o exame podem ocorrer sintomas, como:
    febre, disfagia, hemorragia e dor cervical
Biópsia hepática
• Consiste na retirada de um fragmento do fígado para fins de
    diagnóstico.
a) Pré-exame
• preparar e orientar o paciente quanto ao exame;
• fazer RX do tórax, hemograma tempo de coagulação (TC) e
    tempo de sangria (TS);
• recomendar jejum por 6 horas antes do exame;
• anotar os sinais vitais antes e após o exame;
• verificar sangue compatível;
• colocar o paciente em decúbito dorsal, com a mão direita
    embaixo da cabeça e expor o hipocôndrio direito;
• fazer antissepsia local e anestesia.
•   b) Trans-exame
•   Nesse momento, o paciente prende a respiração após
    expirar o ar e é introduzida a agulha de biópsia, que
    penetra no fígado, aspira o fragmento e o retira, via
    transtorácica.
• c) Pós-biópsia
• fazer curativo compressivo no local da biópsia;
• deitar o paciente com um travesseiro sob a reborda costal
    direita por 2 horas;
• ficar em repouso no leito por 24 horas;
• controlar os sinais vitais: temperatura, pulso, respiração
    (TPR) e pressão arterial (PA) de 15 em 15 minutos, nas
    primeiras 2 horas, espaçando o controle com a
    estabilidade.
Laparoscopia (peritoneoscopia)
• É a visualização externa dos órgãos internos do nosso
    organismo.
a) Pré-exame
• preparar e orientar o paciente quanto
• ao exame;
• pedir jejum de 6 a 8 horas antes do exame;
• fazer tricotomia abdominal;
• dar medicação: Diempax - (1M) intra-muscular ou
    Buscopan, Dormonid - (EV) endovenoso;
• fazer antissepsia no abdome (local da incisão );
• fazer anestesia local.
• b) Trans-exame
• É feita uma pequena incisão na parede do
  abdome, perto do umbigo (mais ou menos 2
  cm abaixo), por onde é introduzido o
  laparoscópio, e nesse momento é insuflado ar
  na cavidade para distender e ampliar o campo
  de visão das vísceras e facilitar o exame.
• Pós-exame
• ao retirar o aparelho, com cuidado, facilitar
  também a saída do ar insuflado, sendo feita,
  após, uma pequena sutura da incisão e, a
  seguir, um curativo compressivo local;
• manter o paciente em repouso absoluto por 4
  horas.

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Sistema gastrointestinal

  • 1. Sistema Digestório É um sistema que se inicia na cavidade oral e percorre um trajeto que compreende esôfago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso, o reto e o ânus, Tem a função de transformar os alimentos ingeridos em substâncias menores e aproveitáveis pelas células.
  • 2. O processo fisiológico da digestão inicia-se na boca, com a ingestão dos alimentos, e a mastigação, sob a ação inicial da água e das enzimas salivares (ptialina, mucina e lisozima). Na deglutição os alimentos atravessam o esôfago (peristaltismo) e são conduzidos pelas ondas peristálticas até o estômago, onde sofrem a ação do suco gástrico (água, ácido clorídrico, pepsina, gástrica e eletrólitos), depois seguem o trânsito intestinal. No duodeno os sais biliares (colesterol e lecitina) do fígado e o suco pancreático (tripsina, lípase e amilase) do pâncreas atuam nos alimentos, facilitando a sua absorção no intestino delgado. Essas reações consistem na quebra das grandes moléculas de açúcares, proteínas e gorduras em moléculas menores, que atravessam a mucosa intestinal, passando pelo sangue e indo até as células, etapa final de todo o processo. Alterações fisiopatológicas podem se desenvolver ao longo de todo o trato gastrin- testinal (TGI), dando origem a diversas patologias.
  • 3. É uma inflamação que atinge a mucos a do esôfago e a presença de Fisiopatologia substâncias irritantes nessa mucosa causam inflamação Esofagite Etiologia • refluxo gastroesofágico (RGE), a principal causa da esofagite; • refluxo gastroesofágico: hérnia hiatal, uso prolongado de sonda gástrica, senilidade e cirurgias; • alimentos: quentes ou condimentados; • líquidos: quentes ou gelados; • bebidas: alcoólicas, cítricas ou café; • ingestão de substâncias corrosivas, como a soda cáustica. Sintomas • azia ou pirose: queimação durante ou após as refeições e à noite; • odinofagia: dor com regurgitação de fluido gastroesofágico (ácido ou amargo); • disfagia: dificuldades para engolir os alimentos (estenose); • sialorreia: salivação excessiva.
  • 4. Diagnóstico • anamnese, RX - esôfago com contraste, e endoscopia do esôfago. Tratamento • diminuir a acidez gástrica (antiácidos. proteção da mucosa). Cuidados de Enfermagem • supervisionar o uso de dieta branda e fracionada (compouco resíduo e freqüente); • mastigar bem os alimentos; • comer devagar; deambular após as refeições; • manter decúbito elevado (cabeceira da cama elevada); • controlar rigorosamente o peso; evitar alimentos irritantes (quentes, condimentados, álcool, fumo, café e salicilatos) ; • evitar alimentos até 2 horas antes de se deitar.
  • 5. • É a ausência de movimentos peristál­ ticos no esôfago distal Megaesôfago Etiologia • doença de Chagas; ou Acalasia • hemorragias digestivas. Sintomas • disfagia; • odinofagia; • caquexia; • regurgitação. • No início, o paciente tem dificuldade para engolir os alimentos dos mais sólidos até os líquidos. Com a perda da motilidade do esôfago pela ação do Tripanossoma Cruzi, a cardia (esfíncter inferior do esôfago) se fecha impedlindo a entrada dos alimentos no estômago e com o acúmulo de alimentos o esôfago dilata ocorrendo megaesôfago (dilatação do esôfago). Como o alimento não chega ao estômago e posteriormente ao organismo, o paciente começa a emagrecer, a sentir fraqueza gene­ralizada e finalmente chega à caquexia
  • 6. Diagnóstico • RX de esôfago contrastado (Sulfato de Bário); • esofagogastroduodenoscopia (EDA). Tratamento Sintomático • - sedativos e analgésicos; • - dilatação do esôfago. Cirúrgico • -esofagomiotomia. Profilaxia • combate direto ao inseto transmissor da doença de Chagas (inseticida); • melhoria da habitação: evita a instalação do inseto transmissor; • educação sanitária: proporciona o conhe-cimento dos malefícios da doença; • controle rigoroso na transfusão de sangue: evitar doadores com sorologia positiva (para doença de
  • 7. Gastrite • É uma inflamação que atinge a mucosa do estômago.Os problemas gástricos, geralmente, acometem o indivíduo devido principalmente a fatores nutricionais. Etiologia • deficiência nutricional; • imprudência dietética; • alimentos condimentados, uso de álcool etc.; • má educação alimentar: comer muito e rapidamente. Sintomas • azia, náusea, vômito, cefaléia e anorexia. Tratamento • diminuir a inflamação da mucosa gástrica (uso de medicamentos e educação dietética).
  • 8. Cuidados de Enfermagem • manter o paciente em repouso no leito; • orientar visitas e familiares, para evitarem conversas que perturbem o paciente; • manter o paciente calmo e tranqüilo; • diminuir a atividade motora do estô­ mago com uma dieta branda, várias vezes ao dia; • fazer higiene oral três vezes ao dia (manhã, almoço e jantar) com uma solução antisséptica; • verificar e anotar os sinais vitais (TPR e P A) de 4/4 horas; • administrar a medicação prescrita com controle rigoroso do horário
  • 9. Úlcera péptica (esôfago, estômago e duodeno) • É uma pequena escavação que ocorre na parede mucosa do esôfago, do estômago e do duodeno, devido ao excesso de ácido clorí­drico produzido no estômago . • Observação: a ocorrência da úlcera gástrica no homem é mais freqüente na idade de 40 a 55 anos, e a duodenal ocorre com mais freqüência do que a gástrica, na idade de 25 a 40 anos Etiologia • alimentos ácidos, condimentados, café; • etilismo; • tabagismo; • uso de medicamentos: ácido acetil salicílico (AAS) e corticoides; • paciente com descontrole emocional, ansiedade, raiva e ódio. • Todos esses fatores elevam a quantidade dos sucos gástricos produzidos no estômago, desencadeando a ulceração
  • 10. Sintomas • dor local, azia, náuseas e vômitos. Diagnósticos • anamnese; • exames: RX EED (esôfago, estômago e duodeno) e endoscopia. Tratamento • terapêutico e cirúrgico. Cuidados de Enfermagem • o mesmo da gastrite.
  • 11. Colescistite • Colecistite É uma inflamação da vesícula biliar, na qual ocorre uma síndrome dolorosa na região hepática (hipocôndrio D). Etiologia • litíase: cálculos biliares; • infecção que causa uma inflamação aguda ou crônica; • verminose: áscaris no colédoco; • cirrose hepática.
  • 12. Fatores desencadeantes • alimentação: ovos, gorduras, óleos e chocolates; • obesidade • emoção e estresse. Sintomas • dor súbita (o principal sintoma); • náuseas e vômitos freqüentes e abun­dantes; • cansaço e fadiga; • taquicardia, sudorese e desidratação.
  • 13. Cirrose hepática Cirrose hepática • É uma doença crônica do fígado, com destruição e regeneração das células hepáticas. Etiologia dos tipos de cirrose • da alcoólica: abuso das bebidas alcoólicas em 50% dos casos; • da nutricional: carência; • da infecciosa: hepatite por vírus B e C. • da biliar: obstrutiva (cálculos) com destruição do parênquima hepático e fibrose.
  • 14. Sintomas • anorexia, náuseas, dor abdominal, fraqueza, emagrecimento, ascite, edema icterícia; • aumento de peso. Diagnóstico • exames físico e clínico; • ultrassonografia; • biópsia hepática; • tomografia computadorizada (TC); • ressonância magnética. Tratamento: • clínico, dietético, terapêutico
  • 15. Cuidados de Enfermagem • oferecer refeições pequenas e freqüentes: • observar e anotar a aceitação da dieta: • pesar o paciente em jejum diariamente: • medir e anotar a circunferência abdo­minal; • controlar a diurese e restringir os líquidos; • conservar as unhas curtas e limpas; • manter os cuidados com a pele (Pruridos); • verificar e anotar os sinais vitais de 6/6 horas. • observar sangramentos; injeções IM, uso de agulha fina e compressão no local.
  • 17. Pancreatite Diagnóstico • É uma inflamação do • exames físico e clínico; pâncreas, devido a um • exames laboratoriais e dosagem escape de enzimas de amilase e lípase no sangue digestivas de suas células, o (soro). que provoca uma Tratamento autodigestão. • • clínico e terapêutico. Etiologia Cuidados de Enfermagem • dieta zero: inicio da fase aguda; • por álcool: 40% dos casos; • repouso relativo no leito; • por cálculos biliares: bloqueio • proporcionar conforto e da ampola Vater; ambiente tranqüilo; • por drogas, toxinas, • higiene oral e corporal; infecções e anomalias • manter diálogo, ouvir e anotar metabólicas; queixas; • por febre tifóide e hepatite. • verificar e anotar os sinais vitais; • verificar e registrar as Sintomas eliminações e a ingestão de • dor epigástrica persistente; líquidos do paciente; • náusea, vômito, anorexia e • verificar e supervisionar a dieta: hipoli­pídica, hipercalórica e febre baixa. hiperproteica.
  • 18. Retocolite Retocolite • A retocolite é uma doença potencialmente grave dos cólons, que se caracteriza por ulcerações e cólicas inespecíficas, que comprometem o retossigmoide, podendo estender­se por todo o cólon. • É uma doença de causa desconhecida com ocorrência devida a fatores infecciosos, psicossomáticos, autoimunes alérgicos e nutricionais.
  • 19. Sinais e sintomas • As manifestações clínicas da doença, quando em fase bem adiantada, são: diarréia com sangue ou pus, disenteria com dores abdominais, puxo e tenesmo, podendo ocorrer ainda perda pondera!, febre, vômitos e hemor­ragia intestinal severa. • O quadro pode complicar­se com hemorragias severas, câncer de cólon, estenoses cicatriciais, perfurações no peritônio, fistulizações, abscessos perirretais e megacólon tóxico. Diagnóstico • é realizado por meio da avaliação do quadro clínico e de exames de enema opaco, retossigmoidoscopia e colonos­ copia, após fase aguda.
  • 20. Tratamento A conduta terapêutica compreende medidas clínicas, cirúrgicas e psicoterápicas. O tratamento clínico objetiva reduzir a inflamação e suprimir a resposta imunodeficiente, propiciando repouso intestinal para que ocorra mais facilmente a cicatrização das úlceras. O tratamento cirúrgico é desenvolvido para a remoção da fonte dos sintomas, ou seja, são retirados os segmentos doentes do intestino, e a manutenção da função intes­tinal é realizada por meio de uma ileostomia permanente. A psicoterapia é voltada para a determinação de fatores desencadeantes e para a tentativa de resolver os conflitos internos a fim de que não haja agravamento da doença. Faz parte da terapêutica, ainda, promover o repouso e o relaxamento do trato intestinal, combater a infecção, satisfazer as necessidades nutricionais e hídricas. As dietas balanceadas, ricas em proteínas e pobres em resíduos, com suplementação vitamínica e reposição de ferro, preenchem as necessidades nutricionais. Qualquer alimento que agrave a diarreia deve ser evitado, especialmente os derivados do leite bovino. Os alimentos gelados e o fumo devem ser suprimidos, uma vez que ambos aumentam a motilidade intestinal. Um fator importante no tratamento da retocolite é a educação do paciente a fim de aceitar e aprender a conviver com uma doença crônica.
  • 21. Cuidados de Enfermagem • O procedimento para a troca da bolsa de colostomia deve ser assim executado: • Para remover a bolsa ­ o paciente deverá sentar­se ou ficar de pé, em uma posição confortável; • ­ encher um recipiente com o sol vente indicado. Aplicar algumas gotas entre o disco da bolsa e a pele; não arrancar a bolsa forçosamente. • Para limpar a pele ­ usar uma bola de algodão molhada em solvente em volta do estoma. Durante o tempo em que a pele está sendo limpa, um curativo de gaze deverá cobrir o estoma delicadamente para absorver o excesso da drenagem. Deve­se evitar friccionar o solvente, pois ele pode exercer uma irritação cutânea; ­ lavar a pele com água tépida e sabão neutro, ou estimular o banho de chuveiro antes de adaptar a bolsa limpa. • Para colocar a bolsa ­ quando não houver irritação, aplicar outra bolsa novamente à pele; ­ quando há irritação, aplicar o antibió­tico prescrito. Retirar o excesso de umidade e recolocar a bolsa, segu­rando­a firmemente no lugar até que ocorra a fixação. • Cada bolsa nova poderá permanecer fixada à pele por um período de 2 a 4 dias, e o esvaziamento dela, nesse intervalo, deverá ocorrer a cada 4 ou 6 horas, ou ao mesmo tempo em que o paciente esvaziar a bexiga.
  • 22. Exames especiais Endoscopia • É um exame com a finalidade de visualizar uma parte (cavidade) do corpo, por meio de aparelhos especiais, ocos, rígidos e flexíveis. Esofagogastroduodenoscopia (EDA) • É a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, com a finalidade de uma análise macroscópica da mucosa gastroduodenal, por meio de um aparelho (o endoscópio de fibras de vidro). a) Pré-exame • preparar e orientar o paciente quanto ao exame e solicitar a sua colaboração; • jejum absoluto por 6 horas; • paciente com megaesôfago: jejum de 24 horas e lavagem do esôfago (3.0 e 4.0 grau); • retirar jóias e próteses; • administrar 1 frasco de luftal, 15 minuto antes do exame; • colocar camisola; • colocar o paciente na mesa de exame em decúbito dorsal; • administrar 1 sedativo ou tranqüilizante (se necessário e a critério médico): • Buscopan - Diempax - Dolantina -Atropina - Dormonid; • anestesiar a garganta, pulverizando a orofaringe com xylocaína spray a 10%; • colocar o paciente em posição de decúbito lateral esquerdo; • colocar o bocal na boca do paciente.
  • 23. b) Trans -exame • É passado o endoscópio através da boca do esôfago, do estômago e do duodeno, a fim de examinar todo o sistema. • c) Pós-exame • não comer nem beber por 2 horas (até retorno do reflexo da deglutição); • fazer gargarejo com solução salina ou antisséptico bucal; • não dirigir veículos e evitar atividade por 24 horas; • anotar o material gasto e encaminhar -ao laboratório para biópsia. Observação: após o exame podem ocorrer sintomas, como: febre, disfagia, hemorragia e dor cervical Biópsia hepática • Consiste na retirada de um fragmento do fígado para fins de diagnóstico. a) Pré-exame • preparar e orientar o paciente quanto ao exame; • fazer RX do tórax, hemograma tempo de coagulação (TC) e tempo de sangria (TS); • recomendar jejum por 6 horas antes do exame; • anotar os sinais vitais antes e após o exame; • verificar sangue compatível; • colocar o paciente em decúbito dorsal, com a mão direita embaixo da cabeça e expor o hipocôndrio direito; • fazer antissepsia local e anestesia.
  • 24. b) Trans-exame • Nesse momento, o paciente prende a respiração após expirar o ar e é introduzida a agulha de biópsia, que penetra no fígado, aspira o fragmento e o retira, via transtorácica. • c) Pós-biópsia • fazer curativo compressivo no local da biópsia; • deitar o paciente com um travesseiro sob a reborda costal direita por 2 horas; • ficar em repouso no leito por 24 horas; • controlar os sinais vitais: temperatura, pulso, respiração (TPR) e pressão arterial (PA) de 15 em 15 minutos, nas primeiras 2 horas, espaçando o controle com a estabilidade. Laparoscopia (peritoneoscopia) • É a visualização externa dos órgãos internos do nosso organismo. a) Pré-exame • preparar e orientar o paciente quanto • ao exame; • pedir jejum de 6 a 8 horas antes do exame; • fazer tricotomia abdominal; • dar medicação: Diempax - (1M) intra-muscular ou Buscopan, Dormonid - (EV) endovenoso; • fazer antissepsia no abdome (local da incisão ); • fazer anestesia local.
  • 25. • b) Trans-exame • É feita uma pequena incisão na parede do abdome, perto do umbigo (mais ou menos 2 cm abaixo), por onde é introduzido o laparoscópio, e nesse momento é insuflado ar na cavidade para distender e ampliar o campo de visão das vísceras e facilitar o exame. • Pós-exame • ao retirar o aparelho, com cuidado, facilitar também a saída do ar insuflado, sendo feita, após, uma pequena sutura da incisão e, a seguir, um curativo compressivo local; • manter o paciente em repouso absoluto por 4 horas.