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Raquel Salcedo Gomes
Seminário de Pesquisa em LA
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Gordon Wells (2007)
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O desenvolvimento de comunidades de
investigação no Projeto de Educação
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O desenvolvimento de comunidades de
investigação no Projeto de Educação
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significativo do que o previsto.
Para os professores, a participação no projeto de pesquisa
colaborativa e o compartilhamento de ideias com colegas
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Desenvolvendo o diálogo na sala de
aula
Objetivo geral do projeto: investigar de que modo a adoção de uma
postura investigativa mudaria a qualidade da interação em sala de
aula e, particularmente, se ela tornar-se-ia mais dialógica.
Primeira análise:
Classificação da função de cada episódio em relação à unidade curricular
em que ocorria. Descobriu-se que a interação se tornava mais dialógica
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interpretação e revisão de investigações dos estudantes.
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Os episódios gravados foram organizados na ordem cronológica em que
ocorreram durante o projeto. Ao comparar episódios do início e do final,
mudanças significativas foram detectadas:
Desenvolvendo o diálogo na sala de
aula
Durante o projeto, buscou-se adotar uma postura de investigação em
relação ao currículo e isso levou a um tipo de interação mais dialógico
e negociador;
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iniciadas pelo professor e um consequente aumento de sequências
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informações que abririam uma discussão do que informações já
conhecidas;
Houve um aumento na frequência com que os professores realizavam
avaliações de alto nível, ao desenvolver a contribuição de um aluno ou
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Desenvolvendo o diálogo na sala de
aula
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realmente torna a interação mais dialógica e a conversa
exploratória mais propensa a ocorrer.
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monológica para dialógica é fazer perguntas para as quais existam
múltiplas possibilidades de resposta, encorajar os alunos dispostos a
responder e desenvolver em cima das contribuições de cada um.
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na sala de aula. Sua professora convidou, em conjunto com outros
colegas, a investigar como tornar essas discussões mais produtivas. O
projeto foi tão bem sucedido que o grupo de pesquisa foi buscar
recursos junto à agência de fomento para descobrir maneiras de
incluir os alunos como co-pesquisadores.
Conclusão
Pesquisador Professor Estudantes
Agentes de mudança
“Ao conduzir as atividades dos jovens, a sociedade determina seu próprio
futuro ao determinar o futuro desses jovens. Uma vez que os jovens de um
dado período comporão depois a sociedade de outro, a natureza desta
dependerá amplamente da condução que foi dada às atividades das crianças no
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Investigação dialógica como pesquisa-ação colaborativa

  • 1. Raquel Salcedo Gomes Seminário de Pesquisa em LA Investigação dialógica como pesquisa-ação colaborativa Gordon Wells (2007) University of California, Santa Cruz
  • 2. De que modo professores geralmente reagem no que diz respeito à observação de suas aulas por terceiros?
  • 3. “Salas de aula são comunidades que, ao longo do tempo, desenvolvem formas de agir e interagir que não podem ser entendidas por um estranho que faz visitas ocasionais para coletar e levar para análise limitados trechos de dados observacionais extraídos de seu contexto histórico orgânico.” (p. 02) Como se faz pesquisa em sala de aula, de modo a realmente melhorar as experiências educacionais dos envolvidos?
  • 4. Melhorando a qualidade da educação Igualdade na provisão de recursos; Políticas governamentais; Procedimentos de prestação de conta. Pesquisas em larga escala, envolvendo estatísticas, com resultados difusos, espalhados em longos períodos de tempo. Pesquisa local: reconhece-se que a qualidade das experiências educacionais dos estudantes depende do que eles fazem e dizem em conjunto. TEORIA VYGOTSKYANA DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
  • 5. O que se faz para assegurar que os sujeitos estudados em pesquisas nas escolas e salas de aula não sejam prejudicados por conta de sua participação?
  • 6. A ética da pesquisa em sala de aula Os Conselhos de Revisão Institucionais exigem que os participantes sejam informados sobre o propósito da pesquisa e sobre o que envolverá sua participação; Os participantes precisam fornecer seu “consentimento informado”: dados pessoais não serão divulgados, eventos ou falas citados terão os nomes reais substituídos por pseudônimos. Essas práticas são, sem dúvida, necessárias, mas isso é o bastante?
  • 7. A ética da pesquisa em sala de aula Tais práticas, em si mesmas, não trazem benefícios à qualidade das experiências educacionais dos estudantes. Os envolvidos devem conhecer os resultados da pesquisa e ter a chance de discutir sobre como agir a respeito dessas descobertas; O benefício dos participantes deve, idealmente, constar como um dos objetivos da pesquisa.
  • 8. Entendendo o que acontece nas salas de aula Pesquisadores que ocasionalmente observam salas de aula têm pouco entendimento do que vêem. Nenhuma aula é isolada em seu próprio contexto para aqueles que participam dela; À medida em que professor e alunos passam tempo juntos, eles constroem conhecimento compartilhado, não apenas sobre o conteúdo, mas também sobre como o interpretam e o que fazem com ele; A fim de conquistar a confiança e a colaboração de professores e alunos, é necessário tornar-se um participante das atividades e tratar alunos e professor como especialistas em seu aprendizado e ensino.
  • 9. De que forma um pesquisador pode ser um participante ativo na comunidade da sala de aula?
  • 10. Tornando-se um pesquisador de ação colaborativa Dar cópias de vídeo das observações gravadas aos professores e posteriormente reunir-se com eles para discutir trechos de seu desejo. Obstáculos: professores têm pouca experiência de cooperação entre escola e universidade; a maioria desconfia de que o pesquisador irá julgar o que observa. Alternativa Benefícios: Ambas as partes fizeram descobertas importantes sobre a dinâmica de determinados eventos; Professores identificaram modos mais eficazes de melhorar aspectos de suas práticas do que seriam as avaliações feitas pelo pesquisador- observador; Essas descobertas estimularam outros professores a seguir pelo mesmo caminho; Evitou-se o risco de “atacar” o trabalho destes profissionais.
  • 11. Tornando-se um pesquisador de ação colaborativa Consequências: Ao final do segundo ano, havia cerca de seis professores conduzindo pesquisas em suas salas de aula e planejando, em conjunto, um simpósio sobre a importância da investigação em sala de aula. A maior descoberta alcançada pelo grupo no processo foi a relação estreita que há entre a pesquisa do professor e a adoção de uma postura investigativa sobre o currículo. Professora desejava c o n s c i e n t i z a r o s a l u n o s s o b r e a i m p o r t â n c i a d e revisarem seus textos. Oportunizou-lhes, progressivamente, atividades de maior autonomia. D e v i d o à m a i o r responsabilidade, os alunos começaram a perceber a necessidade de revisar suas decisões.
  • 12. O caso da investigação dialógica Pesquisa sobre a qualidade da interação na sala de aula: em casa, as crianças têm oportunidades de diálogo mas, na escola, o professor dá poucas chances aos alunos de exporem suas ideias e interagirem; VYGOTSKY: Papel central da linguagem no desenvolvimento: metáfora da atuação na zona de desenvolvimento proximal. HALLIDAY: “A linguagem tem o poder de formatar nossa consciência; e o faz em cada criança humana, ao fornecer a teoria que ela usa para interpretar e manipular seu ambiente.” (1993) BAKHTIN: O processo de desenvolvimento envolve o diálogo, no qual os indivíduos imitam as palavras e ideias de outros enquanto produzem suas próprias.
  • 13. O que há em comum entre esse três autores, que falam a partir de lugares teóricos diferentes?
  • 14. O caso da investigação dialógica Os três defendem que é no diálogo com outros que as funçÕes mentais “superiores” se desenvolvem; o pensamento em conjunto é um recurso que leva ao “discurso interior”. Aulas dialógicas são raras; em vez disso, o mais comum é a sequência Início - Resposta - Avaliação (IRA). Para aumentar as oportunidades de aprendizado, deve-se criar as seguintes condições para que o diálogo do “pensamento em conjunto” torne-se o modo dominante de interação: O tópico deve ser de interesse dos participantes; Os estudantes devem, individualmente, ter ideias, opiniões ou experiências relevantes que queiram compartilhar; Os outros devem estar dispostos a ouvir atenciosa e criticamente; O professor deve compartilhar o controle e o direito de avaliar os alunos;
  • 15. O caso da investigação dialógica DEWEY: Tópicos do interesse dos estudantes; Ênfase na investigação como motivação para o engajamento e como princípio para a seleção de atividades de aprendizagem; Professor como facilitador. Pesquisa de ação colaborativa entre universidade-escola: empreendimento conjunto de busca de compreensão e soluções. ATIVIDADES INVESTIGATIVAS: crescimento do conhecimento mediante ação produtiva e socialmente relevante.
  • 16. O desenvolvimento de comunidades de investigação no Projeto de Educação (DICEP) Os professores envolvidos já compartilhavam a orientação teórica e experiências sobre pesquisa em sala de aula; O desafio era reestabelecer a conexão entre os universos distantes da escola e da universidade a fim de criar um grupo de colaboração coeso; Além das diferenças de status entre os membros do grupo, havia a necessidade de manter o foco e alcançar os objetivos propostos. Duas ações possibilitaram a colaboração escola-universidade: 1) Mudar o mediador a cada reunião mensal, com a pauta sendo elaborada pelo novo mediador a partir sugestões de todos os membros do grupo; 2) Escolher um novo nome para o projeto, após discussões via e-mail. O novo nome funcionou como um manifesto sobre a relevância da investigação para pesquisas em salas de aula.
  • 17. O que possibilitou a coesão do grupo de pesquisa?
  • 18. O desenvolvimento de comunidades de investigação no Projeto de Educação (DICEP) O que trouxe maior coesão ao grupo foi apresentar em conferências e escrever em conjunto - práticas colaborativas. Conforme definiam-se, os objetivos gerais do projeto dividiram-se em dois: Explorar diferentes abordagens para criar comunidades de investigação em sala de aula; Investigar a qualidade do discurso que ocorria durante as unidades curriculares orientadas pela investigação. Os professores sentiam-se amplamente responsáveis por “vencer o conteúdo”. O que perceberam no curso da pesquisa é que para “vencer o currículo” precisavam da colaboração ativa dos alunos e indagavam-se se confiavam o suficiente nos alunos para guiá-los nessa jornada.
  • 19. O desenvolvimento de comunidades de investigação no Projeto de Educação (DICEP) Os professores identificaram a importância de ouvir para poder perguntar: O professor passou a ser um ajudante; As perguntas e o conhecimento dos alunos ganharam tanta relevância no processo de aprendizagem quanto as do professor; Os alunos se sentiram motivados a arriscar mais para ampliar o próprio conhecimento; O conhecimento construído nesse processo foi muito mais profundo e significativo do que o previsto. Para os professores, a participação no projeto de pesquisa colaborativa e o compartilhamento de ideias com colegas contribui para a reflexão e consequente desenvolvimento em suas estratégias de trabalho.
  • 20. Desenvolvendo o diálogo na sala de aula Objetivo geral do projeto: investigar de que modo a adoção de uma postura investigativa mudaria a qualidade da interação em sala de aula e, particularmente, se ela tornar-se-ia mais dialógica. Primeira análise: Classificação da função de cada episódio em relação à unidade curricular em que ocorria. Descobriu-se que a interação se tornava mais dialógica quando a turma estava engajada em atividades como planejamento, interpretação e revisão de investigações dos estudantes. Segunda análise: Os episódios gravados foram organizados na ordem cronológica em que ocorreram durante o projeto. Ao comparar episódios do início e do final, mudanças significativas foram detectadas:
  • 21. Desenvolvendo o diálogo na sala de aula Durante o projeto, buscou-se adotar uma postura de investigação em relação ao currículo e isso levou a um tipo de interação mais dialógico e negociador; Ao longo do período, houve uma redução na proporção de sequências iniciadas pelo professor e um consequente aumento de sequências iniciadas por alunos; Quando o professor perguntava, era mais provável que pedisse informações que abririam uma discussão do que informações já conhecidas; Houve um aumento na frequência com que os professores realizavam avaliações de alto nível, ao desenvolver a contribuição de um aluno ou estimular outro aluno a fazê-lo.
  • 22. A que conclusão o grupo chegou?
  • 23. Desenvolvendo o diálogo na sala de aula Uma postura investigativa em relação ao currículo realmente torna a interação mais dialógica e a conversa exploratória mais propensa a ocorrer. A ação mais importante de um professor para mudar a interação de monológica para dialógica é fazer perguntas para as quais existam múltiplas possibilidades de resposta, encorajar os alunos dispostos a responder e desenvolver em cima das contribuições de cada um. Um estudante questionou a quantidade de tempo gasto em discussões na sala de aula. Sua professora convidou, em conjunto com outros colegas, a investigar como tornar essas discussões mais produtivas. O projeto foi tão bem sucedido que o grupo de pesquisa foi buscar recursos junto à agência de fomento para descobrir maneiras de incluir os alunos como co-pesquisadores.
  • 24. Conclusão Pesquisador Professor Estudantes Agentes de mudança “Ao conduzir as atividades dos jovens, a sociedade determina seu próprio futuro ao determinar o futuro desses jovens. Uma vez que os jovens de um dado período comporão depois a sociedade de outro, a natureza desta dependerá amplamente da condução que foi dada às atividades das crianças no estágio anterior.” (DEWEY, 1916/1966, p. 41) SALAS DE AULA: comunidades de investigação dialógica