Gênero TextualEditorial
“Bom de papo nãoé o que fala muito,mas é o que tem oque falar.”Professora Sílvia Cláudia Marques Lima
EDITORIAL• Os bons jornais e revistas do país, em geral, buscam aimparcialidade – evitam misturar notícia com opinião.• O ...
CONCEITO No Editorial é um texto por excelência opinativo,veementemente opinativo (é o posicionamentoda empresa de comuni...
CARACTERÍSTICAS• Expressa a opinião de um jornal ou revista a respeito de um assuntoda atualidade.• Possui intenção de esc...
CARACTERÍSTICAS• Desenvolvimento estruturado, a partir de exemplificações,comparações, depoimentos, pesquisas, dados estat...
 A edição de editoriais começa, como qualquer matériajornalística, pela captação de informações concretas. Como se dá a ...
• O leitor quer crítica contextualizada.• A partir desta leitura generalizada, selecionará seus recortes, asanotações de c...
Estratégia de construção de um EditorialParágrafo 1 - Apresentação do tema (situando o leitor) e já com umposicionamento d...
Exercitando...
Propaganda a ser limitadaÉ grande a força do lobby de cervejarias, TVs e e agências de propaganda.Mais uma vez, conseguiu ...
O álcool é uma droga psicoativa com elevado potencial paraprovocar dependência. Estudo da Organização Mundial de Saúde atr...
Louvar as atitudes reais ou imaginárias de abridores degarrafa não costuma levar jovens a consumir quantidadescrescentes d...
O editoriais abordam um tema do momento,que está em discussão na sociedadea) Qual é o tema abordado pelo editorial em estu...
c) Quais os argumentos contrários à liberação da propaganda decervejas?r) „Em termos de saúde…‟ „Louvar as virtudes…‟d) Qu...
Exercitando o Editoriale) No 4º e 5º parágrafos, o autor apresenta dois argumentosconsistentes para fundamentar o seu pont...
Exercitando o Editorialg) Que argumento é utilizado para contra-argumentar?r) O de que os anúncios de abridores de garrafa...
EDITORIALFolha de S. Paulo24/4/2007A discussão sobre a falência do ensino básico, no Brasil, resvala comfacilidade para as...
Escolaridade e salário dos professores tampoucoexercem peso significativo, segundo o estudo – umaconclusão destinada a ger...
Prioridades são prioridades, afinal. Uma das maisprementes, contudo, se mostra refratária à expressão naforma de uma meta ...
No gabinete dos tecnocratas, bastaria recorrer a fórmulasmirabolantes. Na sala de aula, à criatividade lúdica, ao espírito...
Pode-se discutir indefinidamente se é ou não ocaso de retroceder à obrigação de decorar todos osafluentes do Amazonas. Par...
O BRASIL DE ONTEM E O ATUAL
O Brasil de 2012 pouco lembra o de 1972. No auge dos anosde chumbo, democracia era uma palavra existente apenas nossonhos ...
A maior mudança das últimas décadas ocorreu no perfil etário nacional.Éramos um País de jovens, agora caminhamos para ser ...
O rápido envelhecimento populacional, porém, é umdesafio. A expectativa de vida saltou de 53,4 para 73,4 anos emquatro déc...
O sistema de saúde também sofrerá impactos. “O Brasilconseguiu combater as doenças infantis, mas agora a questão éoferecer...
Também houve uma acelerada alteração no perfil religioso nacional. O númerode católicos, que levou 100 anos para cair de 9...
De todas as transformações, porém, nada tem sido mais comemorado doque a ascensão econômica do brasileiro. Nos anos que se...
 Com base nos seus conhecimentos e em suasnovas leituras. Redijam um EDITORIAL, emtrio, conforme a estrutura e tipologia ...
MINHAS TRÊS PAIXÕES
Minhas três paixõesTrês paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, têm governado a minha vida: a ânsia deamar, a busc...
Um pouco disso, não muito, eu consegui. Amor e conhecimento, tanto quanto foi possível, elevaram-me em direção ao paraíso....
AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL  - OK
AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL  - OK
AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL  - OK
AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL  - OK
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL - OK

23.793 visualizações

Publicada em

Material produzido pela Professora Sílvia Cláudia Marques Lima

Publicada em: Educação
2 comentários
8 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
23.793
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.801
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
996
Comentários
2
Gostaram
8
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

AULA 09 - AULA DE REDACAO - EDITORIAL - OK

  1. 1. Gênero TextualEditorial
  2. 2. “Bom de papo nãoé o que fala muito,mas é o que tem oque falar.”Professora Sílvia Cláudia Marques Lima
  3. 3. EDITORIAL• Os bons jornais e revistas do país, em geral, buscam aimparcialidade – evitam misturar notícia com opinião.• O editorial pertence ao grupo de textos argumentativos, ou seja,aqueles que têm: finalidade de persuadir o leitor a partir de argumentos consistentes: Comparações, depoimentos de autoridades, dados estatísticos, depesquisa, etc. .
  4. 4. CONCEITO No Editorial é um texto por excelência opinativo,veementemente opinativo (é o posicionamentoda empresa de comunicação sobre determinadoassunto), portanto é importante valorizar asestratégias de convencimento.
  5. 5. CARACTERÍSTICAS• Expressa a opinião de um jornal ou revista a respeito de um assuntoda atualidade.• Possui intenção de esclarecer ou alertar os leitores, persuadi-los,modificando seu ponto de vista a respeito de determinado assunto oumobilizá-los para uma causa de interesse coletivo;• Estrutura organizada em três partes: introdução, desenvolvimentoe conclusão.
  6. 6. CARACTERÍSTICAS• Desenvolvimento estruturado, a partir de exemplificações,comparações, depoimentos, pesquisas, dados estatísticoscitações e retrospectivas históricas, etc.;• Linguagem clara, objetiva e impessoal;• Predomínio do padrão culto formal da língua;• Verbos, em geral, no presente do indicativo e na3ª pessoa do singular.
  7. 7.  A edição de editoriais começa, como qualquer matériajornalística, pela captação de informações concretas. Como se dá a captação de elementos para um Editorial? Peloacompanhamento do que acontece no nosso meio e nomundo, e por uma apurada percepção do que é tema derelevância no momento. Esta percepção só é possível se o Editorialista sintonizaemissoras com programação jornalística, pela leitura dejornais diários, revistas semanais e consultas a sites daInternet. Tudo interessa ao Editorialista.
  8. 8. • O leitor quer crítica contextualizada.• A partir desta leitura generalizada, selecionará seus recortes, asanotações de caderneta para a elaboração do Editorial;• São os dados factuais, os elementos concretos que darãocredibilidade ao Editorial;• Opinião, para ter credibilidade, precisa de argumentosconsistentes. Para isso a opinião deve vir seguida de um exemploconcreto; ou, um exemplo concreto seguido de uma opinião.• Ao leitor não interessa nossas impressões, interessa a críticaou a defesa embasada;
  9. 9. Estratégia de construção de um EditorialParágrafo 1 - Apresentação do tema (situando o leitor) e já com umposicionamento definido. Ser didático ao apresentar o assunto aoleitor.Parágrafo 2 - Contextualização do tema, comparando com arealidade e trazendo as causas e indicativos concretos doproblema. Mais uma vez, posicionamento sobre o assunto.Parágrafo 3 - Análise e as possíveis motivações que tornam o temapolêmico (ou justificativas de especialista da área). É precisotrazer dados factuais, exemplos concretos que ilustram aargumentação.Parágrafo 4 - Conclusivo, com o posicionamento crítico final,retomando o posicionamento inicial sem se repetir. O bom arremate opinativo é aquele que retoma o tema e traz umaprojeção, aponta para uma solução, dá uma "sugestão", indicaum caminho ancorado em exemplos concretos.
  10. 10. Exercitando...
  11. 11. Propaganda a ser limitadaÉ grande a força do lobby de cervejarias, TVs e e agências de propaganda.Mais uma vez, conseguiu evitar que a publicidade de cervejas fosse equiparada àsdemais bebidas alcoólicas e proibida das 6h às 21h.O projeto de lei restituindo um pouco de lógica à legislação que regula apropaganda de álcool estava pronto para ser votado. Mas um acordo entreparlamentares e governo conseguiu retirar a proposta, que agora fica sem prazo parair ao plenário. A julgar pelos precedentes, isso dificilmente ocorrerá antes dos jogosolímpicos ou quem sabe da Copa de 2014.Em termos de saúde pública e ciência, não há justificativa para tratar apublicidade de bebidas alcoólicas de qualquer gradação de forma diversa da dotabaco, que é vedada totalmente..
  12. 12. O álcool é uma droga psicoativa com elevado potencial paraprovocar dependência. Estudo da Organização Mundial de Saúde atribuiao abuso etílico 3,2 % das mortes ocorridas no planeta(cerca de 1,8milhão de óbitos anuais). Metade delas tem como causa doenças, e aoutra metade, ferimentos. No Brasil, dados da secretaria Nacionalantidrogas (2005) apontam que 12% da população entre 12 e 65 anospode ser considerada dependente.Não se trata de proibir o uso de álcool, mas esses números deixamclaro, por outro lado, que ninguém deveria ser estimulado a beber. Apropaganda é uma atividade legítima para a esmagadora parte dos produtos eserviços existentes. O caso das drogas lícitas é uma exceção. A constituiçãoFederal, em seu artigo 220, prevê restrições a esse tipo de publicidade.
  13. 13. Louvar as atitudes reais ou imaginárias de abridores degarrafa não costuma levar jovens a consumir quantidadescrescentes de drogas psicotrópicas. Já a propaganda decerveja o faz.(Folha de São Paulo, 11/5/2008.Licenciado por Folhapress.)Não faz, portanto, sentido a campanha que aAssociação Brasileira de Agências de Publicidade mantémdesde o final de abril afirmando que restrição àpublicidade de cervejas teria o mesmo efeito que proibir“a fabricação de abridores de garrafa”.
  14. 14. O editoriais abordam um tema do momento,que está em discussão na sociedadea) Qual é o tema abordado pelo editorial em estudo?r) O fato de que a publicidade de cerveja não ser equiparada àdas demais bebidas alcoólicas.b) Por que esse tema estava sendo debatido no Brasilnaquele momento?r) Porque o projeto de lei que regula a propaganda de álcool tevesua votação adiada, devido a um acordo entre parlamentares egoverno.Exercitando o Editorial
  15. 15. c) Quais os argumentos contrários à liberação da propaganda decervejas?r) „Em termos de saúde…‟ „Louvar as virtudes…‟d) Qual é a ideia principal que o texto desenvolve?r) A ideia de que a cerveja deve ter, na publicidade, o mesmotratamento que têm outras drogas, como o tabaco.Exercitando o Editorial
  16. 16. Exercitando o Editoriale) No 4º e 5º parágrafos, o autor apresenta dois argumentosconsistentes para fundamentar o seu ponto de vista. Quais sãoeles?r) No 4º parágrafo, vale-se do argumento de que o álcoolprovoca dependência, doenças e acidentes. No 5º parágrafo,de que a Constituição Federal, em seu artigo 220, prevêrestrições à publicidade de drogas.f) No 6º e no 7º parágrafos, o texto cita e rebate o ponto de vistae o argumento de uma campanha. Que Argumento dessacampanha é combatido?r) O argumento de que restringir a publicidade de cervejas é omesmo que proibir a fabricação de abridores de garrafa. 17
  17. 17. Exercitando o Editorialg) Que argumento é utilizado para contra-argumentar?r) O de que os anúncios de abridores de garrafa não estimulam oconsumo de bebida alcoólica, mas os de cerveja sim.h) Nos editoriais, a conclusão ocorre no último parágrafo eapresenta uma síntese das ideias expostas ou uma sugestão ouproposta para a solução do problema abordado.Nesse editorial a conclusão apresentou o que?r) Uma conclusão do tipo síntese. Retomando a ideia de que osanúncios de cerveja estimulam o consumo do álcool.18
  18. 18. EDITORIALFolha de S. Paulo24/4/2007A discussão sobre a falência do ensino básico, no Brasil, resvala comfacilidade para as falsas questões. Soluções dispendiosas, como o uso decomputadores na sala de aula, ganham ares de panaceias definitivas -até seremfulminadas pelo teste implacável da empiria, como mostrou estudo do economistaNaercio Menezes Filho noticiado nesta Folha.Professor da USP e do Ibmec-SP (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais),Menezes Filho investigou as variáveis que mais explicam o bom desempenho escolar.Tomou por base os testes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) comalunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio. Verificouque a informática na escola não melhora nem piora os resultados de seus alunos noSaeb.Mínimo esforçoReforma do ensino básico exige renúncia a soluções fáceis, da crença nopoder da tecnologia à ideia de educação só como prazer
  19. 19. Escolaridade e salário dos professores tampoucoexercem peso significativo, segundo o estudo – umaconclusão destinada a gerar controvérsia, decerto.Maior influência apresentam a idade de entrada nosistema educacional e a quantidade de horas-aula.Alunos que passaram por creches e pré-escola e ficammais tempo na escola, a cada dia, apresentamdesempenho significativa-
  20. 20. Prioridades são prioridades, afinal. Uma das maisprementes, contudo, se mostra refratária à expressão naforma de uma meta quantificável: pôr fim à lei do mínimoesforço, à crença de que a educação possa ter sucessosem empenho e disciplina.Por isso a Folha incluiu os dois quesitos no conjunto demetas nacionais, até o ano 2022, aqui elencadas no editorial"O básico em educação" (22/4): 80% das crianças de 0 a 3anos com acesso a creches (hoje são 13%) e 90% dos alunoscom aulas por 6 horas diárias (1,2%, atualmente). Não seconferiu prioridade a computadores nas escolas, mesmo sendoobjetivo desejável.
  21. 21. No gabinete dos tecnocratas, bastaria recorrer a fórmulasmirabolantes. Na sala de aula, à criatividade lúdica, ao espírito crítico e aouniverso cotidiano do aluno. O restante viria como que por gravidade, cadaestudante percorrendo à própria revelia as etapas necessárias dodesenvolvimento cognitivo descritas nalgum esquema abstrato.O fracasso está aí, à vista de todos, para provar que não podefuncionar um ensino em que professores são reduzidos a meros facilitadores,ainda por cima mal pagos e sobrecarregados com jornadas extensas. Veemcomprometida a condição de autoridade encarregada de exigir dedicação nastarefas e civilidade no trato com os colegas, responsabilidade encarada pormuitos como ônus a evitar (dificuldade partilhada com vários pais, de resto).
  22. 22. Pode-se discutir indefinidamente se é ou não ocaso de retroceder à obrigação de decorar todos osafluentes do Amazonas. Para pôr termo ao descalabrodo ensino básico, entretanto, é preciso retomarprincípios básicos da educação, a começar pelocombate à noção vigente de que se possam realizarconquistas sem esforço proporcional.
  23. 23. O BRASIL DE ONTEM E O ATUAL
  24. 24. O Brasil de 2012 pouco lembra o de 1972. No auge dos anosde chumbo, democracia era uma palavra existente apenas nossonhos da esquerda, a diminuta sociedade de consumo secontentava em comprar só produtos nacionais e o divórcio existiasomente nos dicionários.Nos últimos anos, elegemos um sociólogo, um metalúrgico euma ex-guerrilheira para a presidência, os importados invadiram asprateleiras e o fim do casamento deixou de ser tabu. Nesse período,a população também se tornou mais velha, mais alfabetizada emenos religiosa. O País evoluiu rumo a padrões semelhantes ao denações desenvolvidas, com menos desigualdade e uma classe médiagrande e pujante.
  25. 25. A maior mudança das últimas décadas ocorreu no perfil etário nacional.Éramos um País de jovens, agora caminhamos para ser um País de idosos. As criançase adolescentes com idade inferior a 14 anos representavam cerca de 40% dapopulação em 1970 e hoje são 24%. “A redução de pessoas em idade escolar significauma enorme estrutura de ensino e um bom quadro de professores para menos alunos.Facilita, por exemplo, a abertura de turnos integrais”, afirma o demógrafo FredericoLuiz Barbosa de Melo, do Departamento Intersindical de Estatística e EstudosSocioeconômicos (Dieese). Isso ajuda a explicar o substancial aumento daalfabetização.Hoje, 91% dos brasileiros com mais de 10 anos sabem ler e escrever,contra 66% 40 anos atrás. Apesar de a qualidade do ensino público deixar adesejar, a simples existência da estrutura escolar tem impacto positivo por váriosanos. Além disso, como as famílias têm cada vez menos filhos, há mais recursospara investir na educação de cada criança.
  26. 26. O rápido envelhecimento populacional, porém, é umdesafio. A expectativa de vida saltou de 53,4 para 73,4 anos emquatro décadas. As pessoas com mais de 60 anos atualmente são12% da população e em 2050 representarão 30% do total.O efeito mais evidente dessa tendência é o aumento dapressão sobre a Previdência Social, que precisa oferecer benefícioscomo aposentadoria a uma quantidade cada vez maior de pessoasenquanto diminuem os contribuintes em idade economicamenteativa. “As soluções podem ir do aumento das exigências para receberos benefícios à diversificação das fontes para conseguir os recursos”,explica o demógrafo Melo.
  27. 27. O sistema de saúde também sofrerá impactos. “O Brasilconseguiu combater as doenças infantis, mas agora a questão éoferecer tratamento às doenças da velhice, como males do coração, eisso é muito mais difícil e mais caro”, diz ele.A intensa urbanização de áreas remotas do País é outra marcadas últimas décadas. Em termos gerais, a população urbana saltou de70% para 84% do total. Porém, em regiões historicamente menosdesenvolvidas no Norte e no Nordeste a transformação foi expressivae rápida. O Acre, por exemplo, contava com menos de 30% de seushabitantes em cidades em 1970. Hoje a situação se inverteu e 73%dos acrianos vivem em núcleos urbanos.
  28. 28. Também houve uma acelerada alteração no perfil religioso nacional. O númerode católicos, que levou 100 anos para cair de 99% da população, em 1872, para 92%,em 1970, sofreu uma queda brusca em apenas quatro décadas. Segundo o Censo 2010divulgado este ano, atualmente 64% das pessoas dizem seguir a Igreja de Roma noPaís. “Se essa tendência for mantida, em 2030 os católicos serão menos da metade dosbrasileiros”, diz José Eustáquio Diniz Alves, professor titular do mestrado em estudospopulacionais e pesquisas sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas(Ence/IBGE).Esse rebanho, em sua maioria, deixou de ter religião ou se tornouevangélico. “As igrejas evangélicas criaram estruturas para atender asperiferias das grandes cidades e ainda conseguiram „customizar‟ a fé, criandoigrejas para homossexuais ou para surfistas, por exemplo”, explica ele.
  29. 29. De todas as transformações, porém, nada tem sido mais comemorado doque a ascensão econômica do brasileiro. Nos anos que se seguiram a 1970, aspessoas ainda estavam chegando do campo, saindo de lugares sem energia e semágua para as cidades. Eram ajudados por comunidades da Igreja e outrasassociações. Nos anos 1980, houve uma recessão tão forte que essa época ficouconhecida como a “década perdida”. Apenas nos anos 1990, quando a inflação foidomada pelo Plano Real, o Brasil reencontrou o eixo para o crescimento daeconomia.Os últimos dez anos foram marcados pela inclusão social. Mais de 30milhões de pessoas subiram para as classes A, B e C – e, desse contingente, 20milhões saíram da pobreza. Agora, 53% da população são de classe média. O Brasilde 2012 é mais democrático, mais justo e mais rico. Fonte: Revista On line Isto é Independente – Especial 40 anos.Ed. 2242. 26 de outubro de 2012. Disponível em>http://www.istoe.com.br/reportagens/248786_COMO+ANDOU+O+BRASIL?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage.> Acesso em 09. Nov. 2012.
  30. 30.  Com base nos seus conhecimentos e em suasnovas leituras. Redijam um EDITORIAL, emtrio, conforme a estrutura e tipologia textuaisapresentadas nos slides. ATENÇÃO! SERÃO ANULADAS REDAÇÕESCOPIADAS DE TEXTOS.Tema - “O Brasil e seus desafios nos aspectoseconômicos, religiosos, educacionais eambientais.30 linhas. Fonte Arial Narrow 12
  31. 31. MINHAS TRÊS PAIXÕES
  32. 32. Minhas três paixõesTrês paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, têm governado a minha vida: a ânsia deamar, a busca do conhecimento e uma insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade.Essas paixões, como fortes ventos, têm me impelido de um lado para o outro, num caminhocaprichoso, por sobre um profundo oceano de angústias, que chega à beira do desespero.Procurei o amor, primeiro, porque ele trás êxtase – êxtase tão imenso que euofereceria todo o resto da minha vida em troca de umas poucas horas desse prazer. Euo procurei, também, porque ele ameniza a solidão – aquela terrível solidão na qual umaconsciência em pedaços se paralisa nas franjas do mundo num insondável abismo frioe sem vida. Eu o busquei, finalmente, porque na união do amor eu vislumbrei, emmística miniatura, a suposta visão do paraíso que santos e poetas imaginaram.
  33. 33. Um pouco disso, não muito, eu consegui. Amor e conhecimento, tanto quanto foi possível, elevaram-me em direção ao paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Terra. Ecos de gritos e de dorreverberam no meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desassistidos comoum odioso fardo para seus filhos, e o mundo inteiro de solidão, miséria e sofrimento, fazem um arremedo do quea vida humana deveria ser. Eu desejo minorar o mal, mas não posso, e sofro também.Isto foi o que procurei, e embora possa parecer demasiado bom para a vidahumana, foi o que – finalmente – eu encontrei. Com a mesma intensidade busquei oconhecimento. Desejei entender os corações dos homens. Eu quis saber por que asestrelas brilham. E tentei apreender o poder pitagórico que faz com que um númeroflutue por sobre o fluxo.Esta tem sido a minha vida. Eu a entendo como uma vida digna, eprazerosamente a viveria outra vez se uma oportunidade me fosse dada.(Bertrand Russel)

×