Penicilinas e Cefalosporinas UFPB

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Seminário sobre penicilinas e cefalosporinas da UFPB. Orientado pelos professores Evanízio Roque e Ana Isabel.

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  • Cefalosporinas de primeira geração: São muito ativas contra cocos gram-positivos e têm atividade moderada contra E. coli, Proteus mirabilis e K. pneumoniae adquiridos na comunidade. Não têm atividade contra H. influenzae e não agem contra estafilococos resistentes à oxacilina, pneumococos resistentes à penicilina, Enterococcus spp. e anaeróbios. Podem ser usadas durante a gestação.
  • Gram-positivas e cocos gram-negativos
    Resistencia de bacilos gram-negativos - ficando para cefalo de terceira e quarta geração

    Sofrem inativação das beta-lactamases dos gram negativos, mas agem bem contra beta-lactamase estafilocócica
  • Ossos: a concentração atingida é suficiente para o tratamento contra estafilococos
    A aplicação intracisternal não é recomendada, pode induzir crises epilépticas.
  • Concentrações de 15 a 30% no feto em relação com a concentração materna
  • Seu uso não é adequado em infecções causadas por Haemophilus influenzae ou Moraxella catarrhalis (sinusite, otite média e algumas infecções do trato respiratório baixo).
    Como não atravessam a barreira hematoencefálica, não devem ser utilizadas em infecções do sistema nervoso central.
    Sua atividade contra bacilos gram-negativos é limitada.
  • Cefalosporinas de segunda geração: Em relação às de primeira geração, apresentam uma maior atividade contra H. influenzae, Moraxella catarrhalis, Neisseria meningitidis, Neisseria gonorrhoeae e em determinadas circunstâncias aumento da atividade “in vitro” contra algumas enterobacteriaceae. Drogas disponíveis no Brasil: cefoxitina (cefamicina), cefuroxima, cefuroxima axetil e cefaclor.
    Entre as cefalosporinas de segunda geração, a cefuroxima, pela sua atividade contra S. pneumoniae, H. influenzae, e M. catarrhalis, incluindo as cepas produtoras de ß-lactamase tem sido utilizada no tratamento de infecções respiratórias adquiridas na comunidade, sem agente etiológico identificado.

    Também é efetiva no tratamento de meningite por H. influenzae, N. meningitidis e S. pneumoniae, contudo com o aumento da potência das cefalosporinas de terceira geração contra estes organismos e pela melhor penetração destas cefalosporinas no líquido cérebro espinal, elas são usualmente preferidas. A cefuroxima axetil, assim como o cefaclor, pode ser utilizada para uma variedade de infeçcões como pneumonias, infecções urinárias, infecções de pele, sinusite e otites médias. Já a cefoxitina (cefamicina), pela sua atividade contra anaeróbios e gram-negativos, é eficaz no tratamento de: infecções intra-abdominais;
    infecções pélvicas e ginecológicas;
    infecções do pé-diabético;
    infecções mistas (anaeróbio/aeróbio) de tecidos moles.
    Também é utilizada na profilaxia de cirurgias colorretais.
  • Penicilinas e Cefalosporinas UFPB

    1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS MÉDICAS João Pessoa, Junho de 2014 FilipeMateus Oliveira deLima-11112463 MarcelloWeynes Barros daSilva-11112465 Mariane Mourão Ferreira-11112789 Matheus Viana Soares Lima-11112727 Nadson José Ferreira deCarvalho-11112788 Professor EvanízioRoquedeArrudaJúnior
    2. 2. PENICILINAS
    3. 3. Introdução  Primeiros antibióticos produzidos em larga escala;  Descoberta creditada ao Dr. Alexander Fleming, em 1928 – Penicilium notatum;  Uso no tratamento de infecções a partir de 1941 – Dr. Howard Florey;  Com o tempo, foram necessárias modificações na sua estrutura química inicial;
    4. 4. •Rendimento inicial era baixo. • Com o desenvolvimento industrial, surgiram soluções para o desenvolvimento em larga escala.
    5. 5. Classificação das penicilinas Penicilinas Naturais Penicilina G cristalina Penicilina G procaína Penicilina G benzatina Penicilina V Aminopenicilinas Ampicilina Amoxicilina Resistentes a penicilinase Oxacilina Meticilina Amplo espectro Ureidopenicilinas Carboxipenicilinas
    6. 6. Estrutura molecular  Trata-se de um grupo de antibiótico que contém o ácido 6-aminopenicilânico, tendo uma cadeia lateral ligada ao grupo 6-amino;  O núcleo penicilínico é o principal requisito estrutural para a sua atividade biológica;  Seu rompimento representa perda completa da atividade da droga;  A estrutura das cadeias laterais determina muitas das características do antibiótico.
    7. 7. Penicilinas
    8. 8. Mecanismo de ação  A penicilina inibe a síntese da parede celular e destrói a parede celular funcional ativando autolisinas;  Ocorre ligação das penicilinas as proteínas ligantes de penicilina e estas ativam as autolisinas (carbopeptidades e endopeptidades), inibindo a reação de transpeptidação.
    9. 9. Parede celular bacteriana – Penicilinas, cefalosporinas, carbapenemos, monobactamos – ligam-se e bloqueiam as peptidases que fazem a síntese dos peptideoglicanos da parede celular
    10. 10. As penicilinas naturais são as obtidas por fermentação a partir do Penicillium chrysogenum. Na prática clínica, são mais utilizadas a benzilpenicilina (Penicilina G) e a fenoximetilpenicilina (Penicilina V). Penicilinas Naturais
    11. 11. Penicilina G natural ou cristalina  Rapidamente eliminada pelo organismo, cerca de 4 horas.  Por via IM, é rapidamente absorvida com meia-vida curta (30-40min). Atingindo níveis sanguíneos máximos.  Somente se usa pela via IV em casos graves.  O prolongamento do tempo de ação da penicilina G é conseguido pelo uso de seus ésteres, Penicilina G procaína e a Benzatina.
    12. 12. Penicilina G benzatina  Penicilina G benzatina: única de depósito, pouco hidrossolúvel, exclusivamente IM. Níveis séricos permanecem por 15-30 dias.  É um sal pouco solúvel, somente administrado por via IM, capaz de manter níveis séricos baixos de penicilina por tempo prolongado
    13. 13. Penicilina G procaína  Só pode ser administrada por via IM, sua absorção e eliminação se fazem lentamente.  Penicilina G procaína: Associação com benzocaína retarda pico máximo e ↑níveis séricos e teciduais por 12h.
    14. 14. Walter Tavares, 2009
    15. 15. Espectro antibacteriano:  Estreptococos dos grupos A, B e D não enterococos, S. viridans, S. pneumoniae  Neisseria meningitidis  Bacillus anthracis, Corynebacterium diphteriae  Streptobacillus moniliformis  Treponema pallidum, Leptospira
    16. 16. Usos Clínicos: Ativos contra cocos gram- positivos, porém facilmente hidrolisados pelas penicilinases Pneumonia Meningites Endocardite estreptococica Erisipela Sífilis Gonorréia Difteria Febre Reumática Benzilpenicilinas ou Penicilina G
    17. 17. Resistência  As bactérias podem tornar-se resistentes à penicilina por:  Modificação de suas PBPs;  Bombear ativamente o fármaco para fora da célula;  Clivar a estrutura do anel beta lactâmico da penicilina dentro do espaço periplasmático, inativando o fármaco;  Alterar as purinas (Gram -), que previnem que os fármacos alcancem suas PBP alvos.
    18. 18. Efeitos Adversos  Hipersensibilidade;  Doses devem ser menores em pacientes com Insuficiência Renal;  Em altas doses IV, podem causar convulsões ou efeitos antiplaquetários;  Destruição da flora normal por ATB de largo espectro.
    19. 19. Interações Medicamentosas  Quando as penicilinas são combinadas com fármacos bacteriostáticos surgem resultados antagônicos;  Longa discussão sobre uso combinado de penicilinas com contraceptivos orais. Reforço a contracepção deve ser enfatizado em mulheres de idade fértil.
    20. 20. Penicilina V  Espectro e mecanismo de ação semelhante à penicilina G.  Alternativa da penicilina G procaína para infecções de pequena gravidade causadas por estreptococos.  Substituto da penicilina G benzatina na profilaxia da febre reumática.
    21. 21. Penicilina V  Uso por via oral.  Dificuldade de adesão (20 a 40mg/kg/dia).  Uso limitado em adultos.  Mesmos efeitos alérgicos da penicilina G.
    22. 22. Penicilinas semissintéticas
    23. 23. Penicilinas semisintéticas  1958 e 1959: Sheeham e Batchelor
    24. 24. Penicilinas Semisintéticas 5 Grupos:  Penicilinas de pequeno espectro, absorvidas por via oral e sensíveis à ação da penicilinase. Ex.: feneficilina e propicilina.  Penicilinas de pequeno espectro, resistentes à ação da penicilinase. Ex.: meticilina, oxacilina.  Penicilinas de largo espectro(2ª geração). Ex.: ampicilina, amoxicilina.  Penicilinas antipseudomonas(3ª geração). Ex.: Carbenicilina, ticarcilina.  Penicilinas de espectro de ação ampliada (4ªgeração). Ex. Azlocilina, mezlocilina
    25. 25. Isoxazolilpenicilinas Penicilinas antiestafilocócicas
    26. 26. Isoxazolilpenicilinas Oxacilina:  Mecanismo de ação semelhante ao da penicilina G.  Resistentes à ação das penicilinases.
    27. 27. Oxacilina
    28. 28. Oxacilina Indicações e dose:  Tratamento de infecções estafilocócicas graves via intravenosa.  100 a 200mg/kg/dia em intervalos de 4-6h.  Casos de sepse, associar com Gentamicina ou Amicacina por 3 a 5 dias.
    29. 29. Oxacilina Efeitos adversos: Irritativos, alérgico e superinfecções.  Via oral: náuseas, vômitos, dor abdominal.  Via intravenosa: dor no local da injeção, flebite.  Reações alérgicas, que podem ser cruzadas com outras penicilinas.
    30. 30. Ampicilina e Amoxicilina Aminopenicilinas
    31. 31. Ampicilina  Primeira penicilina semisintética a agir contra bacilos gram-negativos.  Atua sobre gram-positivas e gram-negativas.  Inativada pela penicilinase estafilocócica e beta- lactamases.  Mecanismo de ação semelhante ao da penicilina G.
    32. 32. Ampicilina Absorção sofre influência de alimentos Meia vida de uma hora Atravessa barreira hemoliquórica Eliminação urinária e biliar Baixa ligação às proteínas do soro Atravessa barreira transplacentária
    33. 33. Ampicilina Indicações clínicas:  Cocos e bacilos gram-positivos e cocos gram-negativos.  Principal indicação é infecção por enterococo, incluindo endocardite e sepse, em associação com aminoglicosídeos.  Meningoencefalites por Listeria e Streptococcus agalactiae (grupo B).  Cistite comunitária na gestante.
    34. 34. Ampicilina Infecções leves:  Tratamento via oral: 2 a 4g/dia, de 6/6h. Infecções graves  Tratamento intravenoso: 100 a 200mg/kg/dia. Efeitos adversos semelhantes às demais penicilinas.
    35. 35. AMOXICILINA
    36. 36.  Penicilinas naturais - Penicilina G - Penicilina V  Penicilinas semi-sintéticas 1. Resistentes à ação das -lactamases - Oxacilina - Meticilina 2. De amplo espectro - Ampicilina - Amoxicilina  Associação de -lactâmico + inibidor da -lactamase - Amoxicilina/clavulanato (® Clavulin) - Amoxicilina/sulbactam (® Unasyn) - Piperacilina/tazobactam (® Tazocin) -lactâmicos PENICILINAS
    37. 37. Forma Farmacêutica e apresentação  Comprimido revestido 875 mg. 14 comprimidos.  Suspensão oral 200 mg/5 mL e 400 mg/5 mL. Embalagens contendo 1 frasco com 100 mL (após reconstituição) + seringa dosadora.  USO ADULTO E PEDIÁTRICO  Uso oral
    38. 38. Reações adversas  Dor gástrica, náusea, vômito,diarréia e flatulência.  Não recomendada em gravidez e lactação, uso restrito a avaliação risco x benefícios  Contra-indicado em reações alérgicas e hipersensibilidade às penicilinas
    39. 39. Modo de ação  D-(-)-alfa-amino p-hidroxibenzil penicilina  Ação antibacteriana contra GRAM + e GRAM –  Inibição da biossíntese do mucopeptídeo das paredes das células  Rápida ação bactericida e perfil de segurança de uma penicilina
    40. 40. Farmacocinética  Bem absorvida pelo TGI  A administração oral três vezes ao dia produz altos níveis séricos, independente da alimentação  Amoxicilina proporciona boa penetração nas secreções brônquicas e altas concentrações urinárias de antibiótico inalterado.
    41. 41. Farmacocinética  Baixa ligação à proteínas: 18% de teor total do fármaco  Amoxicilina espalha-se prontamente na maioria dos tecidos e fluídos corporais, com exceção do cérebro e fluído espinhal  A inflamação geralmente aumenta a permeabilidade das meninges às penicilinas e isto pode aplicar-se à amoxicilina.
    42. 42. Farmacocinética  A meia vida de 1 hora  Via de eliminação de amoxicilina é através dos rins  Aproximadamente 60% a 70% excretados inalterados na urina durante as primeiras 6 horas após a administração de uma dose padrão.
    43. 43. Espectro de ação  Gram-positivos Aeróbios: Streptococcus faecalis, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Streptococcus viridans, Streptococcus aureus sensível à penicilina, espécies de Corynebacterium, Bacilus anthracis, Listeria monocytogenes. Anaeróbios: espécies de Clostridium
    44. 44. Espectro de ação  Gram-negativos Aeróbios: Haemophilus influenzae, Escherichia coli, Proteus mirabilis, espécies de Salmonellae, espécies deShigellae, Bordotella pertussis, espécies de Brucella, Neisseria gonorrnoeae, Neisseria meningitidis, Pausteurella septica, Vibrio cholerae e Helicobacter pylori.
    45. 45. Espectro de ação Amoxicilina é suscetível a degradação por beta- lactamases e, portanto, o espectro de atividade de amoxicilina não inclui os microrganismos que produzem estas enzimas: Staplylococcus resistente Todas as cepas de Pseudomonas, Klebsiella e Enterobacter.
    46. 46. Interações medicamentosas  ANTIBACTERIANOS BACTERIOSTÁTICOS  TETRACICLINAS , ERITROMICINA , SULFONAMIDAS E CLORANFENICOL,  EFEITO ANTAGÔNICO!
    47. 47. Clavulanato e sulbactam  Inibidor da B-lactamase  Ligação irreversível!  Uso em suspeitas de cepas resistentes a Amoxicilina isolada
    48. 48. Carboxipenicilinas Ureído-penicilinas PENICILINAS DE AMPLO ESPECTRO
    49. 49. Carboxipenicilinas  Penicilinas com ação ANTI PSEUDOMONAS  Carbenicilina e Ticarcilina  Administração IM ou IV
    50. 50. Espectro de ação  Grande ação contra GRAM –  E. coli  Klebsiella spp.  Proteus spp.  Enterobacter spp.  Pseudomonas aeuriginosa.  Serratia spp.  Providencia spp.  S. aureus oxacilina sensível  Bacteroides fragilis.
    51. 51. Espectro de ação  Em casos de Sepse, associa-se à:  AMINOGLICOSÍDEO Gentamicina– efeito sinérgico Sensível às enzimas betalactamases  Podem ser associadas aos inibidores dessas enzimas
    52. 52. Ureidopenicilinas  Amplo espectro  Derivado da Ampicilina  Piperacilina  Efeito potencializado contra PSEUDOMONAS e GRAM –  Excelente penetração nos tecidos, incluindo o LCR e meninges, osteomielites
    53. 53. CEFALOSPORINAS
    54. 54. Cefalosporinas  Pertencem ao grupo das beta- lactaminas.  Núcleo central: ácido 7- aminocefalosporânico (7-ACA);  1945: Cefalosporina C, do fungo Cephalosporium acremonium – amplo espectro, não afetada pela penicilinase estafilocócica;  1961: Descoberta do 7-ACA.
    55. 55. Cefalotina e cefalozina Cefalexina e cefadroxil CEFALOSPORINAS DE PRIMEIRA GERAÇÃO
    56. 56. Cefalosporinas de primeira geração  Por via parenteral: CEFALOTINA E CEFALOZINA Com o passar do tempo, Klebisiella e Enterobacter apresentaram resistência. Não possuem ação sobre Haemophilus influenzae, H. parainfluenzae, Serratia, Providencia e Proteus indol- positivos, Bacterioides fragilis, Pseudomonas aeruginosa. Inicialmente, ação contra estreptococo, estafilococo, clostrídio, salmonela, gonococo, meningococo, leptospira, E. coli, Klebisiella, Proteus mirabilis, Treponema pallidum e anaeróbios.
    57. 57. Cefalosporinas de primeira geração  Farmacocinética  Absorção: Usa-se a via parenteral, preferencialmente IV;  Difusão: Fígado, baço, rins, intestino, pulmões, pele, miocárdio, pericárdio, útero, líquido cavitários; Menor concentração em bile e ossos; Baixos níveis no cérebro e LCR; Atravessam a barreira placentária;  Meia-vida sérica: 30 minutos (cefalotina), 90 minutos (cefazolina);  Eliminação: Principalmente renal. Via biliar ganha importância na Cefazolina; Probenecida e fenilbutazona aumentam o tempo de circulação.
    58. 58. Cefalosporinas de primeira geração  Indicações clínicas: Profilaxia de infecções por estafilococos sensíveis à oxacilina, e de cirurgias Em infecções estafilocócicas sistêmicas, substituindo oxacilina, principalmente em gestantes Sífilis, gonorréia e infecção urinária comunitária
    59. 59. Cefalosporinas de primeira geração  Doses:  Cefalotina sódica IV ou IM – 50 a 100 mg/kg/dia, de 4/4 h ou 6/6h – pode atingir 12g/dia  Cefalozina IV ou IM - 30 a 50 mg/kg/dia , de 6/6 horas ou 8/8 horas – pode atingir 100 mg/kg/dia  Efeitos adversos:  Dor pela via IM; flebites por via IV  Reações de hipersensibilidade (rash cutâneo, eosinofilia, febre prurido, anemia hemolítica, anafilaxia);  Superinfecções.
    60. 60. Cefalosporinas de primeira geração  Por via oral: CEFALEXINA E CEFADROXIL  1967: A descoberta da cefalexina dá mais praticidade ao uso das cefalosporinas São ativas contra estreptococos e estafilococos, mesmo os produtores de penicilinase Não tem ação sobre hemófilos, enterococos, Bacteroides fragilis, pseudomonas e, atualmente, bacilos gram-negativos
    61. 61. Cefalosporinas de primeira geração  Farmacocinética  Absorção: Excelente absorção intestinal; alimentos retardam um pouco a cefalexina;  Difusão: Intestino, fígado, pulmão, pele, bile, músculos, rins. Não dão concentrações terapêuticas no LCR;  Meia-vida sérica: Uma hora (cefalexina); 90 minutos (cefadroxila);  Eliminação: Renal - A probenecida diminui a excreção.
    62. 62. Cefalosporinas de primeira geração  Indicações Clínicas Infecções estafilocócicas de pequena/média gravidade: piodermites e ferimentos infectados Faringoamigdalite purulenta, na falha de penicilina Infecção urinária não-complicada (em gestantes) – atividade contra E. coli
    63. 63. Cefalosporinas de primeira geração  Doses Cefalexina VO 30 a 50 mg/kg/dia (2 a 3 g/dia), de 6/6 horas Cefadroxila VO 30 mg/Kg/dia (1,5 a 2 g/dia), de 8/8 ou 12/12 horas  Efeitos Adversos  Manifestações gastrintestinais 1% a 2%;  Manifestações de hipersensibilidade.
    64. 64. Cefuroxima e Axetil Cefuroxima Cefaclor e Cefprozila Cefoxitina CEFALOSPORINAS DE SEGUNDA GERAÇÃO
    65. 65. Cefalosporina de segunda geração CEFUROXIMA E AXETIL CEFUROXIMA  Age contra gram-positivas e gram-negativas, tendo estabilidade ante as beta-lactamases Maior atividade contra H. influenzae, Moraxella catarrhalis, Neisseria meningitidis, N. gonorrhoeae (produtoras de beta-lactamases) e estáfilos (produtores de penicilinases) Não age contra Campylobacter, Vibrio, Acinetobacter, Mycobacteruim, Chlamydia, Mycoplasma, Legionella e Bordetella pertussis.
    66. 66. Cefalosporina de segunda geração  Farmacocinética  Absorção: Axetil Cefuroxima é lipofílica, sua absorção é aumentada com alimentos (leite); Cefuroxima IM ou IV;  Difusão: Fígado, rim, pulmão, baço, osso, bile, secreção bronquica, líquido peritoneal e pleural; Em meninges inflamadas, eventualmente atingem concentrações contra hemófilos, pneumo e meningococos;  Meia-vida sérica: 90 minutos;  Eliminação: Renal.
    67. 67. Cefalosporina de segunda geração  Indicações clínicas Para estreptococo, pneumococo, estafilococo, gonococo, hemófilo, enterobactérias; Infecções respiratórias comunitárias, em que não se sabe o agente etiológico; Infecções urinárias, colescistites, peritonites e osteomielites; Axetil cefuroxima em que não precise de grandes concentrações: amigdalites, faringites, sinusites, otites médias.
    68. 68. Cefalosporina de segunda geração Doses Cefuroxima IV ou IM – 50 a 100 mg/kg/dia, de 8/8 horas Axetil cefuroxima VO - 250 a 500 mg, de 12/12 horas
    69. 69. Cefalosporina de segunda geração CEFACLOR E CEFPROZILA  Propriedades antimicrobianas e farmacocinéticas semelhantes à axetil cefuroxima;  Ação contra gram-positivas, estafilococos resistentes a penicilina G, H. influenzae (principalmente cefprozila);  Cefaclor sofre interferência, na absorção, de alimentos;  São recomendadas nas faringoamigdalites, infecções respiratórias comunitárias (otite média, sinusites, bronquite aguda e pneumonia) causadas por pneumococo e hemófilos;  Cistites comunitárias de E. coli, e piodermites de estáfilo e estreptococos.
    70. 70. Cefalosporina de segunda geração CEFOXITINA  Pertece a cefamicinas. Derivada da Cefamicina C, caracteriza-se pelo radical metoxílico no carbono 7.  Amplo espectro de ação, por resistir as beta-lactamases, e mostrar ação contra Bacterioides fragilis.  Não age sobre P. aeruginosa, estafilococos resistentes a meticilina, clamídias, legionelas e micoplasmas.
    71. 71. Cefalosporina de segunda geração  Seu uso é restrito, por induzir produção de beta- lactamases em bacilos gram-negativos (Serratia, Enterobacter e P. aeruginosa).  A via principal é a intra venosa.
    72. 72. Cefalosporina de segunda geração  Indicações clínicas Com sua ação sobre bacilos gram-negativos e anaeróbios (B. fragilis) foi amplamente usada nas infecções abdominais Hoje, usa-se na profilaxia da infecção cirúrgica de colo, reto, apendicites, ginecológicas em doses mínimas
    73. 73. CEFALOSPORINAS DE TERCEIRA GERAÇÃO
    74. 74. Cefalosporinas de terceira geração Gram -, incluindo enterobactérias Amplo espectro; Baixa toxicidade; Perfil farmacocinético favorável; Concentrações adequadas no líquor; Estafilococos*
    75. 75. Cefalosporinas de terceira geração  Pequena ação antipseudomona • Potente ação antipseudomona - Cefotaxima - Ceftriaxona - Cefixima - Cefetamet pivoxil - Cefpodoxima proxetil - Ceftazidima ParenteralVO
    76. 76. Cefalosporinas de terceira geração Ceftriaxona e Cefotaxima • Pneumonias adquiridas na comunidade  pneumococos resistentes a penicilina; • Meningite no adulto  Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae; • Infecções complicadas do trato urinário; • Infecções abdominais e de vias biliares; • Infecções de pele com flora polimicrobiana (Ex: úlceras crônicas). *Cefotaxima - Crianças (sem formação de lama biliar) - Hepatopatas e transplantados
    77. 77. Cefalosporinas de terceira geração Ceftazidima • Pronunciada atividade anti-Pseudomonas; • Atinge elevadas concentrações no SNC; • Droga de escolha em meningites por Pseudomonas sensíveis;
    78. 78. Cefalosporinas de terceira geração Doses:  Cefotaxima: – DOSE HABITUAL: 3,0-6,0g/dia (8/8h) (máximo 12,0g/dia) – INSUF.RENAL: ajuste necessário – INSUF.HEPÁTICA: ajuste desnecessário • Ceftriaxona: – DOSE HABITUAL:2,0-4,0g/dia (12/12h) (máximo 4,0g/dia em meningites) – INSUF.RENAL: sem necessidade – INSUF.HEPÁTICA: ajuste necessário • Ceftazidima: – DOSE HABITUAL:4,0-6,0g/dia (8/8h) – INSUFICIÊNCIA RENAL: ajuste necessário – INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA: sem necessidade
    79. 79. CEFALOSPORINAS DE QUARTA GERAÇÃO
    80. 80. Cefalosporinas de quarta geração Cefepima  Intuito desta classe de drogas: – Manter a ação das Cef. 3ª contra Gram – (P. aeruginosa) – Melhorar ação contra Gram + • 1984 = Cefepime • Espectro: – Contra Gram – é igual a Ceftazidima – Contra Gram + atua bem contra Estafilococo oxa-S – NÃO atua contra enterococo
    81. 81. Cefalosporinas de quarta geração Cefepima  Principais indicações: – Infecções hospitalares graves • Pneumonias, ITU e Meningites causadas por bacilos Gram - sensíveis, sem etiologia determinada • Antimicrobiano inicial no paciente neutropênico febril • Dosagem e segurança: – DOSE HABITUAL: 2,0-4,0g/dia (12/12h) – INSUF.RENAL: ajuste necessário – INSUF.HEPÁTICA: sem necessidade
    82. 82. Reações adversas e toxicidade  Reações gastrointestinais: -Não são habituais; -Apresentação oral; -Náuseas, vômitos e diarreia; -Ceftriaxona  excreção biliar  Contraindicado em RN, doenças crônicas da árvore biliar e transplantados hepáticos -Colite pseudomembranosa por Clostridium difficile  Efeitos hematológicos (muito raros): citopenias e eosinofilia;  Neurotoxicidade (Cefepima): -Convulsões; -Impregnação no SNC e desorganização da atividade elétrica.
    83. 83.  Excelente perfil de segurança;  Baixa toxicidade;  Efeitos adversos: reações de hipersensibilidade  rash cutâneo, às vezes com febre e eosinofilia;  5% dos alérgicos à penicilina podem ter reação cruzada à cefalosporina;  Se indivíduo com história pregressa de reação alérgica a outro beta-lactâmico  analisar gravidade da reação anterior. Reações adversas e toxicidade
    84. 84.  Nova geração ainda não disponível no Brasil • Atividade contra estafilococos meticilino–resistentes (MRSA, VISA, VRSA) • Pouca atividade contra enterococos • Sem ação contra Pseudomonas • Drogas: – Ceftaroline e Ceftobiprole  Pele e partes moles  Pneumonia Atualidade 5ª geração:
    85. 85. Referências Bibliográficas  TAVARES, W. Antibióticos e Quimioterápicos para o Clínico. 1ªed. São Paulo: Atheneu, 2006.  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S0365-05962012000200013, acesso em 14 de junho de 2014.  www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cur sos/rm_controle/opas_web/modulo/cefalosporinas.ht m, acesso em 14 de junho de 2014.

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