<ul><li>Antes de falar de processadores, vamos resolver uma espécie de enigma, apresentado em uma aula de Arquiteturas de ...
<ul><li>Dado o esquema do slide anterior, deseja-se que os dados lidos da memória passem por todos os nove pontos do proce...
<ul><li>Dado o esquema do slide anterior, deseja-se que os dados lidos da memória passem por todos os nove pontos do proce...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
<ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><...
Curiosidades <ul><li>Por que esta última solução não é tão óbvia quanto a primeira, se não havia nenhuma restrição de que ...
Processadores e Microprogramação <ul><li>Vamos agora analisar mais a fundo o Modelo de Von Neumann </li></ul><ul><li>Vamos...
<ul><li>Registradores </li></ul><ul><ul><li>Locais onde são armazenadas informações </li></ul></ul><ul><ul><li>A diferença...
<ul><li>Barramentos </li></ul><ul><ul><li>Conjuntos de fios por onde passam bits de dados ou de controle </li></ul></ul><u...
<ul><li>Multiplexadores (MUX) </li></ul><ul><ul><li>Circuitos que recebem entradas, selecionam uma delas através de sinais...
<ul><li>Unidade Lógica Aritmética (ULA) </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que recebe dois dados de entrada A e B, opera-os...
<ul><li>Deslocador </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que recebe um número binário e multiplica ou divide por 2, se desejad...
<ul><li>Vamos falar mais detalhadamente sobre registradores </li></ul><ul><li>Sabemos que registradores contém dados que t...
<ul><li>Abaixo, esquematizada a estrutura interna de um registrador de 8 bits: </li></ul>E N T R A D A HS (habilita saída)...
<ul><li>Tri-state buffers  são circuitos que evitam conflitos entre as saídas para o barramento, fazendo um tipo de “desco...
<ul><li>O Program Counter contém o endereço da próxima instrução a ser buscada na memória principal </li></ul><ul><li>O In...
<ul><li>Os latches servem para “segurar” dados no barramento e evitar que sejam sobrescritos </li></ul><ul><li>Precisamos ...
<ul><li>O MAR é ligado ao barramento de endereços, que controla exclusivamente o fluxo de endereços que o processador envi...
<ul><li>Podemos agora começar a “montar” o nosso processador </li></ul><ul><li>Já foi dito que, para começar, vamos pensar...
<ul><li>Intuitivamente, ligamos tudo através de barramentos </li></ul><ul><li>Vamos guardar o resultado da soma no registr...
<ul><li>Ainda não é o caso, mas se quiséssemos multiplicar ou dividir um número por 2, precisaríamos adicionar um deslocad...
<ul><li>Mesmo que ainda não seja necessário, vamos adiantar um deslocador para a nossa máquina, colocando o mesmo logo apó...
<ul><li>Agora, precisamos pensar fisicamente </li></ul><ul><li>Imagine se nossa soma fosse R1 ← R1 + R2, isto é, o registr...
DES LA LB Barramento A Barramento B Barramento C ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3
<ul><li>Ok, mas temos que pensar também na interação processador-memória </li></ul><ul><li>É preciso adicionar, então, MAR...
<ul><li>Em nossa arquitetura, o MAR poderá ser carregado a partir do latch B </li></ul><ul><li>É interessante possibilitar...
<ul><li>Porém, repare que o MBR estará conectado à ULA, junto com o latch A. Há um conflito visível nessa configuração </l...
DES LA LB MAR MBR Barramento A Barramento B Barramento C conflito PC IR AC R1 R2 . . . R3 ULA
DES LA LB MAR MBR Barramento A Barramento B Barramento C conflito Sem pânico! A solução é simples! PC IR AC R1 R2 . . . R3...
DES LA LB MAR MBR AMUX Barramento A Barramento B Barramento C <ul><li>Basta adicionar um multiplexador, que chamaremos de ...
<ul><li>O multiplexador controlará qual dos dados deve ser enviado para a ULA </li></ul><ul><li>Mas e se a instrução a ser...
<ul><li>Sendo assim, uma ULA com 4 entradas é mais vantajosa para os casos de soma com 4 parcelas. </li></ul><ul><ul><li>O...
<ul><li>Eis a solução: </li></ul>ULA 1 ULA 2 ULA 3 A B C D E F ULA 4 A B C D
Curiosidades <ul><li>Fabricar 3 ULA’s com 2 entradas é ainda mais econômico do que projetar uma única ULA com 4 </li></ul>...
Curiosidades <ul><li>Processadores são obtidos através de fatias redondas de silício, que podem ser divididas em partes pe...
Curiosidades <ul><li>Podemos pensar em cada um desses pedaços como uma componente do processador </li></ul><ul><li>As fati...
Curiosidades <ul><li>Cada parte atingida por uma impureza está inutilizada </li></ul><ul><li>Pensando nas partes como comp...
Curiosidades <ul><li>Cada parte atingida por uma impureza está inutilizada </li></ul><ul><li>Pensando nas partes como comp...
<ul><li>Recapitulando, temos então um processador que realiza a soma que queríamos </li></ul>Dentro do Processador Fora do...
<ul><li>É importante ressaltar que as linhas que ilustram os barramentos estão sendo mostradas apenas nos caminhos que que...
<ul><li>Temos 16  registradores  para leitura e escrita </li></ul><ul><li>A intenção é ler sempre 2 dados (um vai para o b...
<ul><li>A posição do registrador-alvo seria dada pela posição do bit 1 em meio aos 16 bits de controle </li></ul><ul><li>P...
<ul><li>A posição do registrador-alvo seria dada pela posição do bit 1 em meio aos 16 bits de controle </li></ul><ul><li>P...
<ul><li>Mas não é por mágica que a informação do registrador é lida quando ele recebe o bit 1 </li></ul><ul><li>Na estrutu...
<ul><li>Caso a operação fosse de escrita no registrador, o bit que iria para cada registrador corresponderia ao HE, e aque...
<ul><li>Os outros registradores ( latches  A e B,  MAR  e  MBR ) recebem, separadamente, também 2 bits de controle (HE e H...
<ul><li>O  deslocador  também precisa receber 2 bits de controle (00 para não deslocar, 01 para deslocar à esquerda, 10 pa...
<ul><li>A verdade é que muito </li></ul><ul><li>desses bits podem ser </li></ul><ul><li>dispensados </li></ul><ul><li>Faze...
<ul><li>Decodificador </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que, para a nossa abordagem, receberá um número binário de 4 bits ...
<ul><li>Afinal, qual a grande utilidade do decodificador? </li></ul><ul><li>Pense: se com apenas 4 bits, podemos represent...
<ul><li>Os latches A e B são registradores que não precisam de controle na saída. Precisam apenas controlar os dados que e...
<ul><li>Os latches A e B são registradores que não precisam de controle na saída. Precisam apenas controlar os dados que e...
<ul><li>Para a nossa abordagem, o MAR também precisa de controle apenas na entrada, para controlar os endereços que nele e...
<ul><li>Ótimo, precisávamos de um registrador de 64 bits para controle, e agora conseguimos reduzir este tamanho para 24 <...
<ul><li>Podemos imaginar N0 como um pobre estagiário, que trabalha e executa ordens </li></ul><ul><li>O controle, N1, seri...
<ul><li>E nosso proces- </li></ul><ul><li>sador ficou assim: </li></ul>DES LA LB MAR MBR AMUX Barramento A Barramento B Ba...
<ul><li>Vamos dessa vez utilizar como exemplo a instrução R1 ← R1 + R2, para ilustrar como ficam os bits de controle duran...
<ul><li>Chamaremos o momento inicial de t₀ </li></ul><ul><li>Os registradores R1 e R2 ficam nas posições 3 e 4, respectiva...
<ul><li>Obviamente, no início do processo ainda não podemos gravar nada no destino, então EnC tem de estar “desativado” </...
<ul><li>Nada está sendo lido ou escrito na memória (RD = 0 e WR = 0) </li></ul><ul><li>MAR não receberá nenhum endereço de...
<ul><li>Temos então, no momento t₀: </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 00...
<ul><li>Após um tempo para busca dos dados, t ь , os únicos controles que se modificam são aqueles dos latches </li></ul><...
<ul><li>Temos então, no momento t₁ : </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀  0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 ...
<ul><li>Após um tempo de execução, t є , os latches precisam voltar a ser 0, para que nada presente nos barramentos A e B ...
<ul><li>Temos então, no momento t₂ : </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 0...
<ul><li>Mas então, é necessário ler toda a sequência de bits de controle 3 vezes para uma simples operação de soma? </li><...
<ul><li>Relógio (clock) </li></ul><ul><ul><li>Este é outro dispositivo importante, que emite uma sequência de pulsos perió...
<ul><li>Agora, podemos conservar todos os bits que se mantiveram inalterados na tabela, deixando por conta do relógio as a...
<ul><li>Com isso, já temos tudo de que precisamos para começar a ver o que está por dentro da nuvem que havia em N1 </li><...
<ul><li>O processamento de uma microinstrução se resume a: </li></ul><ul><ul><li>Busca da instrução </li></ul></ul><ul><ul...
<ul><li>Dentre as 5 atividades listadas, o tempo necessário para a segunda (identificação de uma instrução) será quase nul...
<ul><li>Visto isso, o relógio que utilizaremos poderá ser dividido em 4  subciclos : </li></ul><ul><li>O relógio terá 4 sa...
<ul><li>Teremos também em N1 uma memória, chamada  memória de controle , onde são armazenadas e de onde serão lidas as mic...
<ul><li>Toda memória precisa estar ligada a um MAR e um MBR, e com a memória de controle não é diferente </li></ul><ul><li...
<ul><li>O MBR da memória de controle </li></ul><ul><li>já está em N1... </li></ul><ul><ul><li>...é o próprio MIR! </li></u...
<ul><li>Incrementador </li></ul><ul><ul><li>Circuito relativamente simples de poucas portas lógicas que, como o nome já di...
<ul><li>Temos até agora: </li></ul><ul><li>Visivelmente, temos um problema </li></ul><ul><li>MPC precisa ser controlado pa...
<ul><li>Vamos inserir agora o relógio, que será uma componente fundamental para todo o processador, tanto em N0 quanto em ...
<ul><li>Fazendo isso, permitimos que uma instrução seja carregada da memória para o MIR apenas no início do ciclo (subcicl...
<ul><li>Nosso nível N1 está quase concluído, mas precisamos estudar o interior do MIR antes de continuar </li></ul><ul><li...
<ul><li>No MIR, os bits da instrução que ele recebe se encaixam em cada uma das partes da figura </li></ul><ul><li>Cada di...
<ul><li>Alguns slides atrás, fizemos uma suposição de que as instruções do microprograma seriam processadas sequencialment...
A D D R <ul><li>Ops, o problema do conflito de novo </li></ul><ul><li>Ainda se lembra da solução? </li></ul>.  .  .  . Mem...
A D D R <ul><li>Basta adicionar um multiplexador </li></ul><ul><li>Chamaremos este de MMUX </li></ul>MMUX .  .  .  . Memór...
<ul><li>É bastante comum que esses desvios de endereços sejam  condicionais </li></ul><ul><li>Por exemplo, voltar ao prime...
<ul><li>Lógica de microssequenciamento </li></ul><ul><ul><li>Diferente de todos os circuitos que apresentamos até aqui, es...
<ul><li>Lógica de microssequenciamento </li></ul><ul><ul><li>Talvez seja uma explicação confusa. Podemos clareá-la com um ...
MUX AMU X C O N D N1 N0 LMS N Z Controle Controle <ul><li>Temos enfim: </li></ul>U L A .  .  .  .  . A D D R Memória de Co...
<ul><li>Agora, convencionando os significados dos bits COND: </li></ul><ul><ul><li>00 = não desviar; a próxima instrução e...
<ul><li>Nosso processador completo, incluindo N0 e N1, fica assim: </li></ul>Figura retirada e adaptada do livro  Organiza...
<ul><li>Para concluir, falta apenas falar sobre as ligações do relógio com as componentes de N0, que ainda não havíamos vi...
<ul><li>Para conseguir passar esta microinstrução para sua forma real (binária), vamos relembrar as divisões do MIR: </li>...
<ul><li>Sabemos que ambos os operandos virão dos latches, já que não buscamos nada do MBR. Para que AMUX direcione à ULA a...
<ul><li>Nada será feito além da soma, então o controle do deslocador precisa ser 00 para que sua saída seja igual à entrad...
<ul><li>Nada será lido da memória neste ciclo (RD = 0)... </li></ul><ul><li>...nem escrito (WR = 0) </li></ul><ul><li>O bi...
<ul><li>Lembra-se dos nossos registradores? </li></ul><ul><li>Começando da posição 0, R1, que </li></ul><ul><li>contém o p...
<ul><li>Agora só nos resta o campo ADDR. Nossa microinstrução contém uma simples soma, sem desvio de endereços. Então, pod...
<ul><li>Agora, podemos começar a processar a instrução </li></ul><ul><li>No  subciclo 1 , o relógio ativa apenas o MIR, po...
<ul><li>Agora, podemos começar a processar a instrução </li></ul><ul><li>No  subciclo 1 , o relógio ativa apenas o MIR, po...
<ul><li>No  subciclo 2 , os bits dos campos A e B do MIR serão enviados aos decodificadores, para habilitar as saídas dos ...
3 5
<ul><li>O  subciclo 3  é o intervalo em que ULA e deslocador irão operar sobre os dados recebidos </li></ul><ul><li>Aqui s...
<ul><li>E finalmente, é no  subciclo 4  em que ocorre o armazenamento do resultado em um dos nossos 16 registradores, quan...
<ul><li>Podemos dividir o nosso MIR em 2 conceitos: </li></ul><ul><li>ADDR é formado por 8 bits, e A, B e C por mais 4 cad...
<ul><li>Porém, queremos economizar </li></ul><ul><li>novamente. Será que é possível? </li></ul><ul><li>Com uma análise mai...
<ul><li>Mais especificamente, o par de bits RD e WR não admite a combinação 11, já que é impossível que aconteçam simultan...
<ul><li>Daí, temos que o nosso total de possibilidades agora é 2¹² - 2¹⁰, isto é, 4096 - 1024 = 3072 </li></ul><ul><li>Pod...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Microprogramacao

524 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

Microprogramacao

  1. 1. <ul><li>Antes de falar de processadores, vamos resolver uma espécie de enigma, apresentado em uma aula de Arquiteturas de Computadores, pelo professor Vinod </li></ul>endereços dados controle (r/w) memória . . . . . . . . . processador O interior da CPU
  2. 2. <ul><li>Dado o esquema do slide anterior, deseja-se que os dados lidos da memória passem por todos os nove pontos do processador, utilizando o mínimo possível de fios </li></ul><ul><li>Os fios são todos retos, ou seja, a solução para o problema será o mínimo de linhas retas que passem por todos os pontos </li></ul>. . . . . . . . .
  3. 3. <ul><li>Dado o esquema do slide anterior, deseja-se que os dados lidos da memória passem por todos os nove pontos do processador, utilizando o mínimo possível de fios </li></ul><ul><li>Os fios são todos retos, ou seja, a solução para o problema será o mínimo de linhas retas que passem por todos os pontos </li></ul>. . . . . . . . . Uma configuração óbvia seria:
  4. 4. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . .
  5. 5. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . . <ul><li>Começando de uma forma diferente </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . . <ul><li>Começando de uma forma diferente </li></ul><ul><li>Seguindo por mais 2 pontos... Podemos usar apenas mais 2 retas! </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . . <ul><li>Começando de uma forma diferente </li></ul><ul><li>Seguindo por mais 2 pontos... Podemos usar apenas mais 2 retas! </li></ul><ul><li>Por que não fazer isso... </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . . <ul><li>Começando de uma forma diferente </li></ul><ul><li>Seguindo por mais 2 pontos... Podemos usar apenas mais 2 retas! </li></ul><ul><li>Por que não fazer isso... </li></ul><ul><li>...para depois fazer isso? </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Com essa solução, temos 5 retas </li></ul><ul><li>Será que 5 é realmente o número mínimo de retas? </li></ul><ul><li>Pense mais um pouco e clique para ver a resposta... </li></ul>. . . . . . . . . <ul><li>Começando de uma forma diferente </li></ul><ul><li>Seguindo por mais 2 pontos... Podemos usar apenas mais 2 retas! </li></ul><ul><li>Por que não fazer isso... </li></ul><ul><li>...para depois fazer isso? </li></ul><ul><li>E finalmente isso. 4 retas! </li></ul>
  10. 10. Curiosidades <ul><li>Por que esta última solução não é tão óbvia quanto a primeira, se não havia nenhuma restrição de que as retas não podiam ultrapassar a caixa? </li></ul><ul><li>Não estamos acostumados a pensar além do que temos de concreto. Em países como os EUA, por exemplo, os alunos são estimulados desde o primário a “pensar fora da caixa” </li></ul><ul><li>Não é à toa que a maioria das descobertas e invenções vem de países desenvolvidos </li></ul><ul><li>Então, lembre-se: “Think outside the box” </li></ul>
  11. 11. Processadores e Microprogramação <ul><li>Vamos agora analisar mais a fundo o Modelo de Von Neumann </li></ul><ul><li>Vamos definir conceitos como registradores , barramentos , Unidade Lógica Aritmética (ULA) , entre outros </li></ul><ul><li>Em seguida, construiremos nosso processador utilizando todas as componentes apresentadas </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Registradores </li></ul><ul><ul><li>Locais onde são armazenadas informações </li></ul></ul><ul><ul><li>A diferença dos registradores para as células da memória principal é que os primeiros estão localizados dentro do processador. Isso faz com que informações contidas nos registradores sejam buscadas bem mais rapidamente para processamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação*: </li></ul></ul>Registrador * ATENÇÃO: tanto esta como as outras representações feitas aqui não fazem parte de nenhum tipo de convenção – são meras ilustrações!
  13. 13. <ul><li>Barramentos </li></ul><ul><ul><li>Conjuntos de fios por onde passam bits de dados ou de controle </li></ul></ul><ul><ul><li>Em outras palavras, artifícios utilizados para transmitir sinais de um dispositivo para outro </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>ou n Onde n é o número de fios do barramento, lembrando que por cada fio passa um bit por vez
  14. 14. <ul><li>Multiplexadores (MUX) </li></ul><ul><ul><li>Circuitos que recebem entradas, selecionam uma delas através de sinais de controle e as liberam como saída </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>MUX
  15. 15. <ul><li>Unidade Lógica Aritmética (ULA) </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que recebe dois dados de entrada A e B, opera-os sobre uma função pré-determinada e libera um dado de saída </li></ul></ul><ul><ul><li>Recebe bits de controle que especificam a operação a ser realizada </li></ul></ul><ul><ul><li>A ULA poderá fazer 4 operações em nossa abordagem, portanto são necessários 2 bits de controle (00, 01, 10 e 11 = 4 possibilidades) </li></ul></ul><ul><ul><li>Por ora, a única operação relevante é a soma (00) </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>ULA A B
  16. 16. <ul><li>Deslocador </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que recebe um número binário e multiplica ou divide por 2, se desejado for, através do deslocamento à direita ou à esquerda </li></ul></ul><ul><ul><li>Deslocar à direita significa “apagar” o bit mais à direita e adicionar um 0 à esquerda, e o procedimento é exatamente o oposto no deslocamento à esquerda </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo: 0010 (=2) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Deslocando à direita (divisão): 0 001 (=1) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Deslocando à esquerda (multiplicação): 010 0 (=4) </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>DES
  17. 17. <ul><li>Vamos falar mais detalhadamente sobre registradores </li></ul><ul><li>Sabemos que registradores contém dados que tanto podem ser lidos quanto sobrescritos </li></ul><ul><li>Por isso, cada registrador precisa receber um bit que controla sua entrada, que chamaremos de HE, e outro que controla sua saída, HS </li></ul><ul><li>Registradores possuem na sua estrutura interna um circuito flip-flop para cada bit que armazena, cada um deles conectado a um fio tanto do barramento de entrada como do barramento de saída </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Abaixo, esquematizada a estrutura interna de um registrador de 8 bits: </li></ul>E N T R A D A HS (habilita saída) S A Í D A Tri-state buffer HE (habilita entrada)
  19. 19. <ul><li>Tri-state buffers são circuitos que evitam conflitos entre as saídas para o barramento, fazendo um tipo de “desconexão virtual” entre registradores e barramentos </li></ul><ul><li>Esses conflitos seriam possíveis porque várias saídas de registradores estarão conectadas a um mesmo barramento </li></ul><ul><li>Nossa arquitetura terá 16 registradores para armazenar dados, dentre os quais alguns tem funções especiais: PC (Program Counter) , IR (Instruction Register) e AC (Accumulator) </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O Program Counter contém o endereço da próxima instrução a ser buscada na memória principal </li></ul><ul><li>O Instruction Register armazena a instrução buscada na memória. Ou seja, IR = MP[pc], sendo IR o conteúdo do registrador e pc um endereço da memória principal MP </li></ul><ul><li>Accumulator é um registrador que armazena valores intermediários, que não seriam úteis ao final da operação </li></ul><ul><li>Haverá em nossa arquitetura, além dos 16, outros registradores espalhados no processador: dois latches , A e B, o Memory Adress Register (MAR) e o Memory Buffer Register (MBR) </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os latches servem para “segurar” dados no barramento e evitar que sejam sobrescritos </li></ul><ul><li>Precisamos sempre lembrar que os fios do barramento apenas conduzem eletricidade, que já é instável por si mesma </li></ul><ul><li>Latches serão importantes então para captar dados do barramento que estão prontos para serem processados, isto é, estão estáveis </li></ul><ul><li>É como tirar uma foto: é </li></ul><ul><li>necessário esperar até que </li></ul><ul><li>todos estejam parados </li></ul>
  22. 22. <ul><li>O MAR é ligado ao barramento de endereços, que controla exclusivamente o fluxo de endereços que o processador envia para serem consultados na memória </li></ul><ul><li>O MBR é ligado ao barramento de dados do sistema, e guarda os dados buscados na memória que serão processados na CPU ou os dados resultantes de algum processamento e que serão escritos na memória, ou até mesmo processados novamente </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Podemos agora começar a “montar” o nosso processador </li></ul><ul><li>Já foi dito que, para começar, vamos pensar apenas em somar dados. Para isso, precisamos simplesmente ler dois deles e somá-los </li></ul><ul><li>Dois registradores e uma ULA são necessários </li></ul>PC IR AC R1 R2 . . . . <ul><li>Escolheremos então, dentre nossos 16 registradores, um registrador R1 e outro R2 para ler e somar seus dados </li></ul>ULA
  24. 24. <ul><li>Intuitivamente, ligamos tudo através de barramentos </li></ul><ul><li>Vamos guardar o resultado da soma no registrador R3 </li></ul>Barramento A Barramento B Barramento C ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3
  25. 25. <ul><li>Ainda não é o caso, mas se quiséssemos multiplicar ou dividir um número por 2, precisaríamos adicionar um deslocador </li></ul><ul><li>Posicionando os 2 dispositivos separadamente, teríamos a vantagem de fazer operações simultâneas. Colocando ambos juntos, podemos usá-los consecutivamente, isto é, multiplicar ou dividir direto o resultado de uma soma, sem precisar armazená-lo antes </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Mesmo que ainda não seja necessário, vamos adiantar um deslocador para a nossa máquina, colocando o mesmo logo após a ULA: </li></ul>DES Barramento A Barramento B Barramento C ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3
  27. 27. <ul><li>Agora, precisamos pensar fisicamente </li></ul><ul><li>Imagine se nossa soma fosse R1 ← R1 + R2, isto é, o registrador R1 receberia o resultado da soma de seu valor atual com o valor de R2 </li></ul><ul><li>Enquanto a ULA processa os primeiros bits de cada dado, o barramento de saída está sendo modificado e, portanto, os novos valores já estão sendo salvos em R1, o que poderia causar um erro na soma </li></ul><ul><li>Uma das soluções para esse impasse é adicionar latches antes da ULA, que guardarão os valores originais de R1 e R2 enquanto são processados </li></ul>
  28. 28. DES LA LB Barramento A Barramento B Barramento C ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3
  29. 29. <ul><li>Ok, mas temos que pensar também na interação processador-memória </li></ul><ul><li>É preciso adicionar, então, MAR e MBR. O MAR controla apenas informações (endereços) que vão do processador para a memória, mas o MBR controla o fluxo de dados de toda a interação, incluindo os dados de saída do deslocador, dados de entrada para a ULA e dados que serão lidos ou escritos na memória </li></ul>MAR MBR
  30. 30. <ul><li>Em nossa arquitetura, o MAR poderá ser carregado a partir do latch B </li></ul><ul><li>É interessante possibilitar o processamento de dados direto do MBR para a ULA, poupando assim o tempo de selecionar o registrador (entre 16 deles!) desejado para armazenar o resultado da operação, e depois selecionar o mesmo novamente para buscar os bits e processá-los </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Porém, repare que o MBR estará conectado à ULA, junto com o latch A. Há um conflito visível nessa configuração </li></ul><ul><li>Lembre-se de que a ULA é apenas um circuito combinatório. Os bits de controle que recebe são apenas para especificar a operação a ser feita, o que significa que está sempre recebendo dados </li></ul>MBR ULA Latch A
  32. 32. DES LA LB MAR MBR Barramento A Barramento B Barramento C conflito PC IR AC R1 R2 . . . R3 ULA
  33. 33. DES LA LB MAR MBR Barramento A Barramento B Barramento C conflito Sem pânico! A solução é simples! PC IR AC R1 R2 . . . R3 ULA
  34. 34. DES LA LB MAR MBR AMUX Barramento A Barramento B Barramento C <ul><li>Basta adicionar um multiplexador, que chamaremos de AMUX (multiplexador A): </li></ul>ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3
  35. 35. <ul><li>O multiplexador controlará qual dos dados deve ser enviado para a ULA </li></ul><ul><li>Mas e se a instrução a ser executada fosse R1 ← R1 + R2 + R3 + R4 ? </li></ul><ul><li>Intuitivamente, a solução seria uma ULA com 4 entradas, com a vantagem de resolver essa soma sem precisar guardar nenhum resultado intermediário </li></ul>ULA A B C D
  36. 36. <ul><li>Sendo assim, uma ULA com 4 entradas é mais vantajosa para os casos de soma com 4 parcelas. </li></ul><ul><ul><li>O problema é que isto não será econômico se essa soma não ocorrer com frequência </li></ul></ul><ul><li>E pensando bem, de fato ela não é tão comum quanto uma soma com apenas 2 operandos, para a qual basta uma ULA com 2 entradas </li></ul><ul><li>Unindo o útil ao agradável, por que não pensar em uma solução alternativa para realizar esta soma, ainda sem precisar salvar valores intermediários? </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Eis a solução: </li></ul>ULA 1 ULA 2 ULA 3 A B C D E F ULA 4 A B C D
  38. 38. Curiosidades <ul><li>Fabricar 3 ULA’s com 2 entradas é ainda mais econômico do que projetar uma única ULA com 4 </li></ul><ul><li>Além disso, outra vantagem em reduzir o tamanho das ULA’s pode ser explicada fazendo uma analogia com a forma como são fabricados os próprios processadores </li></ul>
  39. 39. Curiosidades <ul><li>Processadores são obtidos através de fatias redondas de silício, que podem ser divididas em partes pequenas ou nem tanto: </li></ul>
  40. 40. Curiosidades <ul><li>Podemos pensar em cada um desses pedaços como uma componente do processador </li></ul><ul><li>As fatias, porém, sempre tem impurezas </li></ul><ul><li>Imagine, por exemplo, a fatia abaixo, onde as manchas vermelhas são suas impurezas </li></ul>
  41. 41. Curiosidades <ul><li>Cada parte atingida por uma impureza está inutilizada </li></ul><ul><li>Pensando nas partes como componentes, aquelas que foram atingidas não irão funcionar </li></ul><ul><li>Na partição em componentes menores, repare que bem mais delas saíram ilesas </li></ul>
  42. 42. Curiosidades <ul><li>Cada parte atingida por uma impureza está inutilizada </li></ul><ul><li>Pensando nas partes como componentes, aquelas que foram atingidas não irão funcionar </li></ul><ul><li>Na partição em componentes menores, repare que bem mais delas saíram ilesas </li></ul>O que restou:
  43. 43. <ul><li>Recapitulando, temos então um processador que realiza a soma que queríamos </li></ul>Dentro do Processador Fora do Processador (memória) ULA PC IR AC R1 R2 . . . R3 DES LA LB MAR MBR AMUX Barramento A Barramento B Barramento C
  44. 44. <ul><li>É importante ressaltar que as linhas que ilustram os barramentos estão sendo mostradas apenas nos caminhos que queríamos para a soma </li></ul><ul><li>Na verdade, todos os registradores estão conectados aos barramentos A, B e C, e uma estrutura de controle é que determina de onde são lidos os dados e onde eles são gravados </li></ul><ul><li>Falando em controle, já vimos que não são só os registradores que precisam de bits de controle para que o processador possa funcionar </li></ul><ul><li>A seguir, vamos quantificar os bits de controle de todas as componentes e descrever para que eles servem em cada uma delas </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Temos 16 registradores para leitura e escrita </li></ul><ul><li>A intenção é ler sempre 2 dados (um vai para o barramento A e o outro para o barramento B), realizar uma operação na ULA e/ou no deslocador e, quando necessário , armazenar o resultado em outro registrador </li></ul><ul><li>Isso faz com que precisemos de 16 bits de controle para cada uma dessas operações. Entenderemos o motivo logo a seguir </li></ul>
  46. 46. <ul><li>A posição do registrador-alvo seria dada pela posição do bit 1 em meio aos 16 bits de controle </li></ul><ul><li>Por exemplo, na operação de leitura cujo controle é: 0000000000001000 seria lido o dado do quarto registrador </li></ul>0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 PC IR AC R1 R2 . . . R3 R13
  47. 47. <ul><li>A posição do registrador-alvo seria dada pela posição do bit 1 em meio aos 16 bits de controle </li></ul><ul><li>Por exemplo, na operação de leitura cujo controle é: 0000000000001000 seria lido o dado do quarto registrador </li></ul>0 0 0 1 0 0 0 PC IR AC R1 R2 . . . R3 R13
  48. 48. <ul><li>Mas não é por mágica que a informação do registrador é lida quando ele recebe o bit 1 </li></ul><ul><li>Na estrutura interna dos registradores, vimos que eles recebem um bit HE para habilitar sua entrada e outro, HS, para habilitar sua saída </li></ul><ul><li>No exemplo anterior, a operação a ser feita era de leitura. Então, é a saída do registrador que precisa ser habilitada, para que a informação seja jogada em um dos dois barramentos (A ou B) </li></ul><ul><li>Bits de controle especificam qual dos dois barramentos será o destino dos dados, mas isso por ora não tem importância </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Caso a operação fosse de escrita no registrador, o bit que iria para cada registrador corresponderia ao HE, e aquele que recebesse 1 seria sobrescrito </li></ul><ul><li>Mas, e se quisermos simplesmente gravar o resultado no MBR, e não gravar em nenhum registrador? </li></ul><ul><li>Para isso, precisamos de um 17º </li></ul><ul><li>bit de controle (EnC, Enable C ), </li></ul><ul><li>ao barramento C, que impeça </li></ul><ul><li>escrita em qualquer um dos 16 </li></ul><ul><li>registradores caso isso não seja </li></ul><ul><li>desejado </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Os outros registradores ( latches A e B, MAR e MBR ) recebem, separadamente, também 2 bits de controle (HE e HS), exceto pelo MBR que recebe 4 </li></ul><ul><li>Os outros 2 bits do MBR são comandos de leitura e escrita na memória (chamaremos RD, leitura, e WR, escrita) </li></ul><ul><li>Nossa ULA recebe 2 bits de controle para as 4 operações que pode executar a partir de dados de entrada A e B: 00 para A + B, 01 para a operação lógica A AND B, 10 para simplesmente retornar A, e 11 para retornar o inverso de A </li></ul>
  51. 51. <ul><li>O deslocador também precisa receber 2 bits de controle (00 para não deslocar, 01 para deslocar à esquerda, 10 para deslocar à direita e 11 nada faz) </li></ul><ul><li>Finalmente, o multiplexador recebe apenas um bit para controlar qual dos dois dados que ele recebe deve seguir (0 para seguir o valor de latch A e 1 para seguir o valor que veio de MBR) </li></ul><ul><li>Na ordem, temos então 16 + 16 + 17 + 2 + 2 +2 + 4 + 2 + 2 + 1 = 64 </li></ul><ul><li>À primeira vista, precisamos apenas de um registrador especial para controle, de 64 bits, com um bit para cada sinal </li></ul><ul><li>Mas serão todos esses 64 bits realmente necessários? </li></ul>
  52. 52. <ul><li>A verdade é que muito </li></ul><ul><li>desses bits podem ser </li></ul><ul><li>dispensados </li></ul><ul><li>Fazendo uma análise mais cuidadosa dos controles de cada componente, veremos por que muitos desses sinais são desnecessários </li></ul><ul><li>Mas, antes disso, vamos introduzir uma nova componente que será necessária para nos livrarmos de alguns bits </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Decodificador </li></ul><ul><ul><li>Dispositivo que, para a nossa abordagem, receberá um número binário de 4 bits e, com ele, liberará 16 bits onde o bit na posição i será 1 e os outros, 0 </li></ul></ul><ul><ul><li>OBS: i é o valor na base 10 do binário original. Note que i está entre 0 e 15 </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo: se o decodificador recebe o binário 0011 (=3), a saída será 0000000000001000 </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>3 2 1 0 DEC
  54. 54. <ul><li>Afinal, qual a grande utilidade do decodificador? </li></ul><ul><li>Pense: se com apenas 4 bits, podemos representar até o número 15, então é possível especificar em 4 bits qual o registrador a ser selecionado </li></ul><ul><li>Adicionando decodificadores para A, B e C, passamos a conta de 16 + 16 + 17 bits </li></ul><ul><li>para 4 + 4 + 5, já que o bit EnC </li></ul><ul><li>permanece </li></ul><ul><li>Pois é, já economizamos 36 bits </li></ul><ul><li>de controle </li></ul>
  55. 55. <ul><li>Os latches A e B são registradores que não precisam de controle na saída. Precisam apenas controlar os dados que entram, que vão sobrescrever as informações que eles guardavam até então </li></ul><ul><li>A saída dos latches pode ficar sempre liberada, já que a função deles é simplesmente salvar valores e não deixar que outras informações de um barramento passem por cima deles </li></ul>HS HE
  56. 56. <ul><li>Os latches A e B são registradores que não precisam de controle na saída. Precisam apenas controlar os dados que entram, que vão sobrescrever as informações que eles guardavam até então </li></ul><ul><li>A saída dos latches pode ficar sempre liberada, já que a função deles é simplesmente salvar valores e não deixar que outras informações de um barramento passem por cima deles </li></ul>HS HE
  57. 57. <ul><li>Para a nossa abordagem, o MAR também precisa de controle apenas na entrada, para controlar os endereços que nele entram e que serão então enviados para a memória automaticamente </li></ul><ul><li>O mesmo serve para o MBR. Apenas um bit de controle é necessário, que é enviado para a saída do MBR, controlando se a informação nele contida irá ou não para a memória </li></ul><ul><li>As operações de leitura e escrita na memória continuam sendo comandadas pelos bits RD e WR descritos anteriormente </li></ul>
  58. 58. <ul><li>Ótimo, precisávamos de um registrador de 64 bits para controle, e agora conseguimos reduzir este tamanho para 24 </li></ul><ul><li>Superficialmente, o que nós temos até então é: </li></ul>Memória principal Processador Controle (24 bits) N2 N0 N1 MAR MBR endereços dados controle (leit/esc)
  59. 59. <ul><li>Podemos imaginar N0 como um pobre estagiário, que trabalha e executa ordens </li></ul><ul><li>O controle, N1, seria o chefe, quem dá as ordens, através da busca das instruções e dos recursos presentes na memória principal </li></ul><ul><li>Aos poucos, iremos desvendar </li></ul><ul><li>o que está por trás da nuvem </li></ul><ul><li>no slide anterior </li></ul>
  60. 60. <ul><li>E nosso proces- </li></ul><ul><li>sador ficou assim: </li></ul>DES LA LB MAR MBR AMUX Barramento A Barramento B Barramento C 16 registradores 4 4 4 1 16 16 17 1 1 1 2 2 1 1 2 01234 . . . . . . . . . . 23 bits RD/WR ULA A B C Controle
  61. 61. <ul><li>Vamos dessa vez utilizar como exemplo a instrução R1 ← R1 + R2, para ilustrar como ficam os bits de controle durante o processo </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB
  62. 62. <ul><li>Chamaremos o momento inicial de t₀ </li></ul><ul><li>Os registradores R1 e R2 ficam nas posições 3 e 4, respectivamente, lembrando que o primeiro registrador, PC, fica na posição 0. O valor em R1 será jogado no barramento A, e o valor de R2 no barramento B; logo, A = 0011 e B = 0100 </li></ul><ul><li>O resultado será armazenado em R1, então o controle do barramento C deve também ser 0011 </li></ul>
  63. 63. <ul><li>Obviamente, no início do processo ainda não podemos gravar nada no destino, então EnC tem de estar “desativado” </li></ul><ul><li>Neste momento, não há problemas em especificar qual dos 2 dados (vindos do MBR ou do latch A) o AMUX irá direcionar para a ULA. Sabemos que serão dados vindos de latch A, então o bit de controle para AMUX será 0 </li></ul><ul><li>Já vimos que a combinação do controle para que a ULA opere uma soma é 00 </li></ul>
  64. 64. <ul><li>Nada está sendo lido ou escrito na memória (RD = 0 e WR = 0) </li></ul><ul><li>MAR não receberá nenhum endereço de memória </li></ul><ul><li>MBR também não está realizando nenhuma atividade em t₀ </li></ul><ul><li>Também já vimos que a combinação que faz com que o deslocador retorne a própria entrada é 00 </li></ul><ul><li>As entradas dos latches A e B devem estar desabilitadas, pois as informações ainda não foram transferidas para os barramentos A e B </li></ul>
  65. 65. <ul><li>Temos então, no momento t₀: </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 000 00 0 0
  66. 66. <ul><li>Após um tempo para busca dos dados, t ь , os únicos controles que se modificam são aqueles dos latches </li></ul><ul><li>Isso porque, agora que os dados já foram jogados aos barramentos, os latches precisam recebê-los, quando estáveis, para que sejam transferidos à ULA </li></ul><ul><li>Vamos considerar t₁ = t₀ + t ь </li></ul>
  67. 67. <ul><li>Temos então, no momento t₁ : </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 000 00 0 0 t₁ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 000 00 1 1
  68. 68. <ul><li>Após um tempo de execução, t є , os latches precisam voltar a ser 0, para que nada presente nos barramentos A e B sobrescreva os dados armazenados nos latches, já que não sabemos se eles virão a ser ainda necessários para a ULA futuramente </li></ul><ul><li>Além disso, se queremos gravar o resultado de volta em R1, EnC precisa agora passar a ser 1 </li></ul><ul><li>O resto permanece inalterado </li></ul><ul><li>Agora consideremos t₂ = t₀ + t ь + t є </li></ul>
  69. 69. <ul><li>Temos então, no momento t₂ : </li></ul>A B C EnC AMUX ULA RD WR MAR MBR DES LA LB t₀ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 000 00 0 0 t₁ 0011 0100 0011 0 0 00 0 0 0 000 00 1 1 t₂ 0011 0100 0011 1 0 00 0 0 0 000 00 0 0
  70. 70. <ul><li>Mas então, é necessário ler toda a sequência de bits de controle 3 vezes para uma simples operação de soma? </li></ul><ul><li>Vimos pela tabela que pouca coisa se altera durante o tempo que decorre desde a leitura dos dados nos registradores até o armazenamento do resultado em um deles </li></ul><ul><li>Então, deve haver uma maneira mais </li></ul><ul><li>inteligente e menos custosa de </li></ul><ul><li>executar instruções. Afinal, </li></ul><ul><li>tempo é sempre precioso </li></ul>
  71. 71. <ul><li>Relógio (clock) </li></ul><ul><ul><li>Este é outro dispositivo importante, que emite uma sequência de pulsos periódicos que controlam alguns circuitos da máquina </li></ul></ul><ul><ul><li>Se os pulsos são periódicos, quer dizer que possuem uma determinada frequência </li></ul></ul><ul><ul><li>O período de cada pulsação define o ciclo da máquina </li></ul></ul><ul><ul><li>A máquina realiza um conjunto de atividades durante um ciclo </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>Marcador de frequência Ciclo Pulsos
  72. 72. <ul><li>Agora, podemos conservar todos os bits que se mantiveram inalterados na tabela, deixando por conta do relógio as alterações necessárias </li></ul><ul><li>Por exemplo, sabemos que o bit EnC está diretamente relacionado ao bit HE dos registradores </li></ul><ul><li>Os pulsos enviados pelo clock definem então o momento exato em que a entrada do registrador deve ser habilitada, caso se deseje armazenar o resultado de algum cálculo em um registrador </li></ul><ul><li>Isto pode ser feito através de um circuito bastante simples: </li></ul>CK EnC HE
  73. 73. <ul><li>Com isso, já temos tudo de que precisamos para começar a ver o que está por dentro da nuvem que havia em N1 </li></ul><ul><li>Em outras palavras, vamos agora entender como funciona toda a máquina de controle do processador e como ela executa o microprograma </li></ul><ul><li>Microprogramas são sequências de instruções (em binário, evidentemente) que controlam o funcionamento de cada componente em N0 </li></ul><ul><li>Cada instrução de um microprograma é executada em um ciclo </li></ul>
  74. 74. <ul><li>O processamento de uma microinstrução se resume a: </li></ul><ul><ul><li>Busca da instrução </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificação da instrução </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Execução”, entre aspas porque engloba na verdade: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Busca dos operandos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Operação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Armazenamento do resultado </li></ul></ul></ul><ul><li>Temos então 5 atividades que são realizadas pelo processador durante um ciclo </li></ul>
  75. 75. <ul><li>Dentre as 5 atividades listadas, o tempo necessário para a segunda (identificação de uma instrução) será quase nulo na nossa abordagem </li></ul><ul><li>Isto porque teremos na nossa arquitetura de controle (N1) um registrador especial chamado MIR ( MicroInstruction Register ), para onde cada microinstrução será carregada </li></ul><ul><li>O MIR já “entende” o significado dos bits de uma instrução de acordo com a posição de cada um </li></ul>MIR
  76. 76. <ul><li>Visto isso, o relógio que utilizaremos poderá ser dividido em 4 subciclos : </li></ul><ul><li>O relógio terá 4 saídas, das quais 3 possuem atrasos. Isso faz com que sejam gerados pulsos em momentos diferentes para cada saída </li></ul><ul><li>Cada uma dessas saídas consiste em um subciclo, como vemos na representação acima </li></ul>1 ciclo 1 subciclo Atraso Atraso Atraso
  77. 77. <ul><li>Teremos também em N1 uma memória, chamada memória de controle , onde são armazenadas e de onde serão lidas as microinstruções </li></ul><ul><li>Nossa memória de controle poderá armazenar, no máximo, 256 instruções, cada uma com 32 bits </li></ul><ul><li>Se é no MIR onde cada instrução será carregada, concluímos que a largura do MIR será de 32 bits </li></ul>MIR Memória de Controle Carrega instrução
  78. 78. <ul><li>Toda memória precisa estar ligada a um MAR e um MBR, e com a memória de controle não é diferente </li></ul><ul><li>Portanto, vamos adicionar um registrador MAR, que chamaremos de MPC ( MicroProgram Counter ), cuja função é encontrar a próxima instrução do microprograma a ir para o MIR </li></ul>MIR Memória de Controle MPC Recebe endereço da próxima instrução Envia endereço da próxima instrução
  79. 79. <ul><li>O MBR da memória de controle </li></ul><ul><li>já está em N1... </li></ul><ul><ul><li>...é o próprio MIR! </li></ul></ul><ul><li>Mas precisamos voltar a falar do MPC. De onde ele recebe a próxima microinstrução? </li></ul><ul><li>Podemos supor que as instruções são executadas sequencialmente. Neste caso, basta incrementar o endereço atual, e teremos o endereço da próxima </li></ul><ul><li>Precisamos então de uma componente simples, mas que ainda não tínhamos visto </li></ul>
  80. 80. <ul><li>Incrementador </li></ul><ul><ul><li>Circuito relativamente simples de poucas portas lógicas que, como o nome já diz, recebe um número binário como entrada e retorna o seu sucessor </li></ul></ul><ul><ul><li>O número binário de entrada, no incrementador que usaremos no nosso exemplo, será composto por 8 bits </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>INC
  81. 81. <ul><li>Temos até agora: </li></ul><ul><li>Visivelmente, temos um problema </li></ul><ul><li>MPC precisa ser controlado para </li></ul><ul><li>não ficar o tempo todo selecio- </li></ul><ul><li>nando endereços na memória! </li></ul>MIR Memória de Controle MPC INC
  82. 82. <ul><li>Vamos inserir agora o relógio, que será uma componente fundamental para todo o processador, tanto em N0 quanto em N1 </li></ul><ul><li>Por enquanto, não falaremos da atuação do relógio em N0, e já podemos ligá-lo a duas das componentes de N1 que temos até agora: </li></ul>MIR Memória de Controle MPC INC Atraso Atraso Atraso 1 2 3 4
  83. 83. <ul><li>Fazendo isso, permitimos que uma instrução seja carregada da memória para o MIR apenas no início do ciclo (subciclo 1), que é quando a instrução começará a ser processada </li></ul><ul><li>Além disso, permitimos que a próxima instrução seja selecionada na memória pelo MPC apenas ao final de um ciclo (subciclo 4), para que seja recebida pelo MIR no início do ciclo seguinte </li></ul><ul><li>Note que o MIR estará desabilitado e não irá mudar durante os subciclos 2, 3 e 4. O mesmo vale para o MPC durante os subciclos 1, 2 e 3 </li></ul>
  84. 84. <ul><li>Nosso nível N1 está quase concluído, mas precisamos estudar o interior do MIR antes de continuar </li></ul><ul><li>Você certamente achou estranho quando dissemos que o MIR entende a função de cada bit de uma instrução apenas pela posição. Observe: </li></ul>MIR U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C A M U X B A
  85. 85. <ul><li>No MIR, os bits da instrução que ele recebe se encaixam em cada uma das partes da figura </li></ul><ul><li>Cada divisão do MIR serve para especificar o destino em N0 de cada bit. Por exemplo: o bit mais à esquerda será o controle de AMUX; do bloco DES saem os dois bits de controle para o deslocador; e assim por diante </li></ul><ul><li>Não são mais necessários bits de controle para os latches. Já que eles possuem um momento certo para serem ativados e este é o mesmo em todos os ciclos, podemos deixar os latches por conta do relógio </li></ul><ul><li>Para continuar a montagem do interpretador de microinstruções, precisamos primeiramente do que está por trás de </li></ul>
  86. 86. <ul><li>Alguns slides atrás, fizemos uma suposição de que as instruções do microprograma seriam processadas sequencialmente. Porém, nem sempre isso acontece </li></ul><ul><li>É comum que ocorram desvios de endereços durante o processamento, e por isso precisamos reservar bits em uma instrução que especifiquem o endereço da próxima, para quando for necessário que esse desvio ocorra </li></ul><ul><li>Já podemos substituir por ADDR, conjunto de bits que representam cada endereço da memória de controle </li></ul><ul><li>Se nossa memória de controle armazena até 256 instruções (= 2⁸), ADDR deve ser composto por 8 bits para poder representar todos os endereços </li></ul>
  87. 87. A D D R <ul><li>Ops, o problema do conflito de novo </li></ul><ul><li>Ainda se lembra da solução? </li></ul>. . . . Memória de Controle MPC INC Atraso Atraso Atraso 1 2 3 4
  88. 88. A D D R <ul><li>Basta adicionar um multiplexador </li></ul><ul><li>Chamaremos este de MMUX </li></ul>MMUX . . . . Memória de Controle MPC INC Atraso Atraso Atraso 1 2 3 4
  89. 89. <ul><li>É bastante comum que esses desvios de endereços sejam condicionais </li></ul><ul><li>Por exemplo, voltar ao primeiro endereço da memória de controle se uma condição X for satisfeita. Senão, selecionar o endereço seguinte </li></ul><ul><li>Isto nos leva a revelar o que há por trás de no nosso MIR: um par de bits, o qual chamaremos de COND, que determina se ocorrerá desvio ou se o endereço da próxima instrução será simplesmente o endereço atual + 1 </li></ul><ul><li>Se você entendeu isso, então você pode concluir que COND será o controle de MMUX. Ou pelo menos parte dele, como veremos mais adiante </li></ul>
  90. 90. <ul><li>Lógica de microssequenciamento </li></ul><ul><ul><li>Diferente de todos os circuitos que apresentamos até aqui, este foi projetado para uma única situação, bem específica </li></ul></ul><ul><ul><li>Ele recebe da ULA informações sobre o resultado de uma operação: um sinal N que diz se foi negativo e um sinal Z que diz se foi igual a 0 </li></ul></ul><ul><ul><li>Recebe também o par de bits COND do MIR </li></ul></ul><ul><ul><li>Enfim, sabendo se o resultado da operação foi positivo, nulo ou negativo e sabendo a condição de desvio da microinstrução atual, podemos indicar se o endereço da próxima microinstrução será simplesmente o atual + 1 ou algum outro </li></ul></ul>
  91. 91. <ul><li>Lógica de microssequenciamento </li></ul><ul><ul><li>Talvez seja uma explicação confusa. Podemos clareá-la com um exemplo prático: </li></ul></ul><ul><ul><li>Por que o trecho de programa acima é válido? </li></ul></ul><ul><ul><li>Temos todas as informações necessárias para decidir se x será ou não retornado: sabemos qual a condição para retornar x, e sabemos se x satisfaz a condição (se x é 5, então x é maior que 0) </li></ul></ul><ul><ul><li>A saída será o bit de controle para o nosso MMUX </li></ul></ul><ul><ul><li>Representação: </li></ul></ul>x = 5; if (x > 0) return x; LMS
  92. 92. MUX AMU X C O N D N1 N0 LMS N Z Controle Controle <ul><li>Temos enfim: </li></ul>U L A . . . . . A D D R Memória de Controle MPC INC Atraso Atraso Atraso 1 2 3 4 ULA
  93. 93. <ul><li>Agora, convencionando os significados dos bits COND: </li></ul><ul><ul><li>00 = não desviar; a próxima instrução estará no endereço seguinte na sequência de instruções </li></ul></ul><ul><ul><li>01 = desviar para o endereço em ADDR se N = 1, isto é, se o resultado da operação realizada pela ULA for negativo </li></ul></ul><ul><ul><li>10 = desviar para o endereço em ADDR se Z = 1, isto é, se o resultado for 0 </li></ul></ul><ul><ul><li>11 = desviar independente do resultado da ULA </li></ul></ul><ul><li>O sinal de controle de MMUX é resultado de R.N + L.Z + L.R (L é o bit à esquerda, e R é o bit à direita no par COND) </li></ul><ul><li>Relembrando: ‘+’ é o operador lógico OR e ‘ . ’ é AND </li></ul>
  94. 94. <ul><li>Nosso processador completo, incluindo N0 e N1, fica assim: </li></ul>Figura retirada e adaptada do livro Organização Estruturada de Computadores, de Andrew S. Tanenbaum (p. 140)
  95. 95. <ul><li>Para concluir, falta apenas falar sobre as ligações do relógio com as componentes de N0, que ainda não havíamos visto </li></ul><ul><li>Para isto, vamos supor um microprograma qualquer que interpreta a soma de x + y, que foi executada com x recebendo o valor 3 e y recebendo o valor 5 </li></ul><ul><li>Para simplificar o exemplo, escolheremos o ciclo em que a soma será efetuada. Isto significa que as constantes 3 e 5 já foram buscadas na memória e armazenadas nos registradores (suponhamos R1 e R2), e está pré-determinado que o resultado será armazenado em R3 </li></ul><ul><li>Assim, a microinstrução deste ciclo será r3 := r1 + r2 (o símbolo “:=“ denota atribuição ) </li></ul>
  96. 96. <ul><li>Para conseguir passar esta microinstrução para sua forma real (binária), vamos relembrar as divisões do MIR: </li></ul><ul><li>Depois, vamos analisar quais os bits de controle necessários para cada um desses campos e, dessa forma, teremos nossa instrução em bits </li></ul>U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  97. 97. <ul><li>Sabemos que ambos os operandos virão dos latches, já que não buscamos nada do MBR. Para que AMUX direcione à ULA a informação contida no latch A, o controle deve ser 0 </li></ul><ul><li>Não há desvios nesta instrução, então COND = 00 </li></ul><ul><li>A operação é de soma. Esta operação é realizada pela ULA quando o controle é igual a 00 </li></ul>0 00 00 U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  98. 98. <ul><li>Nada será feito além da soma, então o controle do deslocador precisa ser 00 para que sua saída seja igual à entrada </li></ul><ul><li>Nada sairá de MBR para a memória ou vice-versa </li></ul><ul><li>O campo MAR também será 0 já que não enviará nenhum endereço para a memória principal </li></ul>0 00 00 00 0 0 U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  99. 99. <ul><li>Nada será lido da memória neste ciclo (RD = 0)... </li></ul><ul><li>...nem escrito (WR = 0) </li></ul><ul><li>O bit EnC deve ser 1 porque neste ciclo haverá armazenamento de um valor (o resultado da soma está sendo atribuído a R3 na microinstrução). Evidentemente, o relógio irá ditar o momento certo do armazenamento </li></ul>0 00 00 00 0 0 0 0 1 U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  100. 100. <ul><li>Lembra-se dos nossos registradores? </li></ul><ul><li>Começando da posição 0, R1, que </li></ul><ul><li>contém o primeiro operando, está na </li></ul><ul><li>posição 3. Logo, A = 0011 (3 na base 2) </li></ul><ul><li>R2, que contém o segundo operando, </li></ul><ul><li>está na posição 4. Logo, B = 0100 </li></ul>0 00 00 00 0 0 0 0 1 PC IR AC . . . . . . . R1 R2 R3 <ul><li>Enfim, R3, destino do resultado, está na posição 5. Logo, C = 0101 </li></ul>0101 0100 0011 0 1 2 3 4 5 U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  101. 101. <ul><li>Agora só nos resta o campo ADDR. Nossa microinstrução contém uma simples soma, sem desvio de endereços. Então, podemos atribuir qualquer valor para ADDR, já que ele será ignorado. Sendo assim, vamos optar por todos os bits sendo 0 </li></ul>0 00 00 00 0 0 0 0 1 0101 0100 0011 00000000 <ul><li>Enfim, nossa microinstrução na forma binária é: 00000000000101010100001100000000 </li></ul>U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  102. 102. <ul><li>Agora, podemos começar a processar a instrução </li></ul><ul><li>No subciclo 1 , o relógio ativa apenas o MIR, porque estamos ainda na etapa da busca da instrução </li></ul><ul><li>Vimos que a instrução é automaticamente identificada no MIR e não leva praticamente tempo algum. Consideramos então que a identificação também ocorre no subciclo 1 </li></ul>Memória de Controle MIR . . . . . 0 00 00 00 0 0 0 0 1 0101 0100 0011 00000000
  103. 103. <ul><li>Agora, podemos começar a processar a instrução </li></ul><ul><li>No subciclo 1 , o relógio ativa apenas o MIR, porque estamos ainda na etapa da busca da instrução </li></ul><ul><li>Vimos que a instrução é automaticamente identificada no MIR e não leva praticamente tempo algum. Consideramos então que a identificação também ocorre no subciclo 1 </li></ul>Memória de Controle MIR . . . . . 0 00 00 00 0 0 0 0 1 0101 0100 0011 00000000
  104. 104. <ul><li>No subciclo 2 , os bits dos campos A e B do MIR serão enviados aos decodificadores, para habilitar as saídas dos registradores R1 e R2 </li></ul><ul><li>Com isso, os valores 3 e 5 são jogados aos barramentos A e B, respectivamente </li></ul><ul><li>Neste subciclo, o relógio ativa os latches, para que possam receber esses valores </li></ul><ul><li>Retomaremos a figura do livro Organização Estruturada de Computadores para mostrar o caminho dos dados durante este subciclo </li></ul>
  105. 105. 3 5
  106. 106. <ul><li>O subciclo 3 é o intervalo em que ULA e deslocador irão operar sobre os dados recebidos </li></ul><ul><li>Aqui seria também o momento certo para que o MAR fosse carregado, se fosse necessário. Mas a microinstrução deste ciclo não envolve essa necessidade, e por isso tivemos o bit 0 na parte do MIR destinada ao MAR </li></ul>5 + 3 --- 8 8 00 (soma) 00 (saída = entrada)
  107. 107. <ul><li>E finalmente, é no subciclo 4 em que ocorre o armazenamento do resultado em um dos nossos 16 registradores, quando a instrução assim determina </li></ul><ul><li>Nossa microinstrução r3 := r1 + r2 atribui o resultado da soma a R3, o que significa que temos, sim, que armazenar dados em um dos 16 durante este ciclo </li></ul><ul><li>O valor 8, neste instante, está no barramento C </li></ul><ul><li>Já vimos que EnC é 1 durante todo o ciclo, pois é um dos sinais de controle fornecidos pelo MIR. Cabe ao relógio habilitar a entrada de R3 no momento certo, que é o subciclo 4 para qualquer microinstrução </li></ul><ul><li>Agora que 8 está em R3, podemos começar um novo ciclo com uma nova microinstrução, caso ela exista </li></ul>
  108. 108. <ul><li>Podemos dividir o nosso MIR em 2 conceitos: </li></ul><ul><li>ADDR é formado por 8 bits, e A, B e C por mais 4 cada. Ou seja, 20 bits compõem os operandos </li></ul><ul><li>Os outros 12 do MIR compõem então o código da operação. Isto quer dizer que temos 2¹² (= 4096) possíveis instruções diferentes </li></ul>OPCODE (determina a operação da microinstrução) Operandos U L A D E S M B R M A R R D W R E n C C C O N D A M U X B A A D D R
  109. 109. <ul><li>Porém, queremos economizar </li></ul><ul><li>novamente. Será que é possível? </li></ul><ul><li>Com uma análise mais cuidadosa, </li></ul><ul><li>veremos que podemos reduzir de </li></ul><ul><li>4096 para 2048 possibilidades </li></ul><ul><li>Para iniciar nossa “eco- </li></ul><ul><li>nomia”, precisamos ter em mente que alguns pares de bits do MIR não admitem todas as 4 combinações (00, 01, 10 e 11) </li></ul>
  110. 110. <ul><li>Mais especificamente, o par de bits RD e WR não admite a combinação 11, já que é impossível que aconteçam simultaneamente operações de leitura e escrita na memória </li></ul><ul><li>Vamos raciocinar: tínhamos 2¹² possibilidades </li></ul><ul><li>Quantas possibilidades teríamos se o par RD/WR apenas admitisse a combinação 11, isto é, se RD fosse sempre 1 e WR fosse sempre 1? </li></ul>2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 0 ou 1 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 2¹² 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 1 x 1 x 2 = 2¹⁰
  111. 111. <ul><li>Daí, temos que o nosso total de possibilidades agora é 2¹² - 2¹⁰, isto é, 4096 - 1024 = 3072 </li></ul><ul><li>Podemos usar um raciocínio análogo para o deslocador, que nunca receberá a combinação 11 </li></ul><ul><li>Teremos 3072 - 1024 = 2048 microinstruções </li></ul><ul><li>Assim, já reduzimos as possibilidades de instruções pela metade. Poderíamos levar em conta outras restrições, mas chega de ser pão duro e vamos voltar ao que interessa </li></ul>

×