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PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA 
GUSTAVO JUSTO SCHULZ
•11 colaboradores 
•grupo multiprofissional ligado ao Diretor Técnico 
•Início das atividades  10/03/2010 
•aprimorar normas, fluxos e processos 
•eficácia assistencial com foco no usuário.
Ações primordiais para melhorar o Sistema de Saúde: 
• Eficácia: prover serviço baseado no melhor conhecimento científico aqueles que possam se beneficiar e evitar oferecer recursos aqueles pacientes que não vão se favorecer. 
• Foco no Paciente: atenção ao respeito, preferências individuais, valores, compartilhamento de decisões. 
• Oportunidade: reduzir esperas e demoras para os que recebem tratamento e para os que fornecem o cuidado. 
• Eficiência: evitar desperdício, de equipamentos, suprimentos, idéias e energia. 
• Equidade: a qualidade não pode variar em função do sexo, etinia, status socioeconômico, religião, etc. 
• Segurança: Primum Non Nocere 
"Pratique duas coisas ao lidar com as doenças: auxilie e não prejudique o paciente". Hipócrates 430 aC 
http://www.iom.edu/Object.File/Master/27/184/Chasm-8pager.pdf 
QUALIDADE 
SEGURANÇA
1.QUALIDADE
O serviço de saúde deve atender as necessidades das pessoas e ser baseado no melhor conhecimento científico vigente. 
http://www.iom.edu/Object.File/Master/27/184/Chasm-8pager.pdf 
Mas entre a atenção a saúde que temos e a que deveríamos ter não há apenas uma brecha, repousa um verdadeiro abismo!
LENTA difusão de conhecimento 
Em média 17 anos para que novas práticas façam parte do dia-a-dia. 
INOVAÇÃO 
Balas and Boren 2000, Coye et al 2003
Underuse (Sub-tratamento) 
•50% dos idosos não recebem vacina antipneumocóccica 
•56% das vítimas de infarto não recebem beta-bloqueador 
•54% dos diabéticos não recebem o tratamento recomendado 
http://www.cbo.gov/ftpdocs/95xx/doc9567/07-17-HealthCare_Testimony.pdf
Os melhores prestadores são geralmente mais eficientes. 
Boa qualidade é menos onerosa em razão de diagnóstico mais preciso, menos erros no tratamento, menos taxas de complicação, recuperação mais rápida, tratamentos menos invasivos. Saúde melhor é mais barata do que doença. 
Porter, M. E. & Teisberg, E. O. in Redefining Health Care: Creating Value-Based Competition on Results 
Novas visões, novas correntes
Overuse (“Super-tratar”) 
30% das crianças recebem antibiótico para otite sem necessidade 
20% a 50% das cirurgias são desnecessárias 
50% das radiografias de coluna em pacientes com dor lombar são desnecessárias. 
http://www.cbo.gov/ftpdocs/95xx/doc9567/07-17-HealthCare_Testimony.pdf
2. SEGURANÇA
Conceitos 
Erro - desvio em relação ao que é correto ou direito, em relação a uma norma. Erros fazem referência ao processo. Eventos que poderiam ter sido evitados utilizando-se medidas. Ocorre quando uma ação ou omissão se desvia do processo normal levando a um resultado adverso (CASSIANI, 2006). 
Evento sentinela - ocorrência inesperada ou variação do processo envolvendo óbito, lesão física ou psicológica sérias, ou o risco potencial do mesmo (CASSIANI, 2006). 
Evento adverso potencial - quando um erro que poderia ter resultado em dano é detectado e corrigido antes de ocorrer (CASSIANI, 2006).
Pense: Você é a prova de erros? 
Pense de novo... 
Erros acontecem mesmo com as pessoas mais dedicadas, em qualquer lugar ou momento. 
Felizmente a maioria dos erros não causam danos, mas, alguns podem levar a resultados catastróficos.
O evento adverso (EA) ocorre em cerca de 10% das intervenções cirúrgicas, ou seja, 23,4 milhões de casos por ano (FERRAZ, 2009) 
2005 e 2006  OMS e a Universidade de Harvard “World Alliance for Patient Safety” “Safe Surgery Saves Lives” 
•lançados oficialmente na sede da OPAS em Washington D.C. em 30 de junho de 2008
Por que esse movimento pela Segurança em Cirurgias é tão importante?
Os dados sobre incidentes em pacientes cirúrgicos são preocupantes! 
•Para cada 4 pacientes cirúrgicos internados, pelo menos 1 sofre alguma complicação no pós-operatório. 
•Quase 50% de todos os eventos adversos em pacientes hospitalizados estão relacionados à assistência cirúrgica. 
•A taxa de mortalidade relatada após cirurgia varia de 0,4 a 0,8% em países desenvolvidos e de 5 a 10% em países em desenvolvimento.
Revisão sistemática  Quality & Safety in Health Care, 2008 
•oito estudos 
•74.485 pacientes 
•Mediana da incidência de eventos adversos foi de 9.2 
•eventos evitáveis - 43.5%. 
•Mais da metade (56.3%) dos pacientes não experimentou nenhuma incapacidade ou apresentou incapacidade leve, e 7.4% dos eventos foram letais.
•A maioria foram eventos relacionados à cirurgia (39.6%) e eventos relacionados à medicação (15.1%). 
•Os eventos adversos durante a internação afetam cerca de um em cada 10 pacientes. 
de VRIES, 2008
How Hazardous Is Health Care? 
(Leape) 
1 
10 
100 
1.000 
10.000 
100.000 
1 10 100 1.000 10.000 100.000 1.000.000 10.000.000 
Number of encounters for each fatality 
Total lives lost per year 
DANGEROUS REGULATED 
(>1/1000) 
ULTRA-SAFE 
(<1/100K) 
HealthCare 
Mountain 
Climbing 
Bungee 
Jumping 
Driving 
Chemical 
Manufacturing 
Chartered 
Flights 
Scheduled 
Airlines 
European 
Railroads 
Nuclear 
Power 
http://www.hsi.gatech.edu/2008studentsymposium/Symposium08%20_Bornstein_Medical%20Quality.pdf
Cinco grandes desafios quanto à segurança em cirurgia: 
1.Assumir que o problema existe e de fato é imenso. 
2.Ausência de dados básicos, devido à falta de controles e de padronizações quanto aos registros, e principalmente quanto à mortalidade ou eventos adversos atribuíveis às cirurgias. 
3.As práticas seguras nos atos cirúrgicos não são realizadas de forma consistente em nenhum país. E isso não é justificável apenas por falta de recursos. Há por exemplo, uma vergonhosa realidade quanto ao uso de antibióticos profiláticos: ( hora/tempo de uso/escolha...). 
4.A complexidade da segurança em cirurgia, levando em conta que mesmo nos procedimentos mais simples há diversas oportunidades para erros serem cometidos, desde o preparo cirúrgico até as recomendações do pós-operatório 
5.A criação do senso de equipe entre cirurgiões, anestesistas e pessoal de enfermagem, de forma a distribuir as responsabilidades e a vigilância entre todos para aumentar a garantia de segurança para o paciente 
MONZONI, 2006
Segundo a National Academy of Science’s Institute of Medicine, por ano, 44.000 a 98.000 americanos morrem nos hospitais em decorrência de erros*. 
8ª causa de morte nos EUA. 
* Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, eds. Committee on Quality of Health Care in America, Institute of Medicine. To Err Is Human: Building a Safer Health System. Washington, DC: National Academy Press; 1999.
“Todo o sistema é perfeitamente desenhado para atingir, exatamente, os resultados que ele alcança.” 
Em 95% das vezes erros resultam de sistemas defeituosos. Erro puramente humano representa 5%. 
Assim a maneira de prevenir erro não é punindo ou exigindo que as pessoas sejam mais cuidadosas ... 
... a única maneira de ter resultados diferentes é mudando-se o sistema. 
http://www.ihi.org/ihi
COMO MUDAR O SISTEMA? DESENHANDO PROCESSOS QUE TORNAM MAIS FÁCIL PARA AS PESSOAS FAZER A COISA CERTA E MAIS DIFÍCIL FAZER A COISA ERRADA. 
WHO Patient Safety Curriculum Guide for Medical Schools. Geneva, Switzerland: World Health Organization; 2008:99.
3. CIRURGIA SEGURA
CIRURGIA SEGURA 
É META IMPORTANTE PARA SAÚDE PÚBLICA 
•234 milhões de cirurgias/ano no mundo 
•O,4 a 0,8% de óbitos – 1 milhão 
•3-16% de complicações – 7 milhões
CHECK-LIST DE SEGURANÇA EM CIRURGIA 
•Baseado em 3 princípios 
1.Simplicidade 
2.Ampla aplicabilidade 
3.Possibilidade de mensuração 
OMS - 2008
CHECK-LIST DE SEGURANÇA EM CIRURGIA 
•REDUZ MORBIDADE E MORTALIDADE 
•Estudo 7.688 pctes antes e após utilização do check-list – multicêntrico 
–Antes 3733 
–Depois 3955 
–Grandes complicações 11 para 7% (36%) 
–Mortalidade 1 para 0,8% (47%) 
New Engl J Med 2009
OMS – SURGICAL SAFETY CHECKLIST 
•Antes da indução anestésica – SIGN IN 
•Antes da incisão cirúrgica – TIME OUT 
•Antes do paciente sair da S.O. – SIGN OUT
PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA PROPOSTO PARA O HT
ANTES DA ANESTESIA 
•Paciente confirma: 
•Identidade 
•Lado a ser operado 
•Operação a que vai ser submetido 
•Consentimento esclarecido 
•Sítio assinalado – se necessário 
•Anestesia Check-list realizado 
•Oximetria de pulso funcionando
ANTES DA ANESTESIA 
•Alergia? 
•Dificuldade respiratória? 
•Risco de aspiração? 
•Via aérea difícil? Kit disponível 
•Risco de sangramento 
–> 500ml 
–7ml/Kg (criança) 
•Acesso venoso adequado? 
•Reposição de líquidos planejada
ANTES DA INCISÃO 
•Todos os membros se apresentam 
–Nome e função 
•Cirurgião – anestesista e enfermagem 
–Confirmam verbalmente 
•Paciente 
•Lado 
•procedimento
ANTES DA INCISÃO 
•O antibiótico profilático foi administrado nos últimos 60 minutos? 
•É necessária a presença das imagens?
ANTECIPAÇÃO DE EVENTOS CRÍTICOS 
•Cirurgião 
–Tempos críticos e eventos inesperados? 
–Duração da operação 
–Possibilidade de sangramento 
•Anestesista 
–Quais as preocupações essenciais do caso 
•Enfermagem 
•Esterilização correta? 
•Equipamentos necessários presentes?
ANTES DO PACIENTE DEIXAR A S.O. 
•Tipo de procedimento registrado 
•Compressas e gazes conferidas? 
•Paciente e peça etiquetados? 
•Há problema com algum equipamento? 
•Cirurgião, anestesista ou enfermagem: 
–Desejam fazer alguma recomendação pata recuperação do paciente?
COMPETE AO ENFERMEIRO DO SETOR DE ORIGEM 
Preparar o paciente adequadamente; 
Verificar documentação correta; 
Registrar a lateralidade da cirurgia de acordo com as informações do paciente. 
Encaminhar o paciente ao CC 
COMPETE AO ANESTESIOLOGISTA ( AVALIAÇÃO PRÉ ANESTÉSICA) 
Realizar a avaliação pré anestésica e planejar a anestesia; 
Aplicar o termo de consentimento anestésico; 
Anotar no impresso de avaliação pré anestésica nome do procedimento e lateralidade quando houver;
COMPETE AO CIRURGIÃO 
Planejar e indicar o procedimento; 
Identificar o local a ser operado 
Aplicar o termo de Consentimento Cirúrgico. 
COMPETE AO CENTRO CIRÚRGICO 
Recepcionar TODOS os paciente no pré operatório; 
CHECAR DOCUMENTAÇÃO CORRETA 
Termo de consentimento cirúrgico; 
Termo de consentimento anestésico; 
Avaliação pré-anestésica; 
Marcação do membro
Benefícios aos Pacientes 
Maior escuta, respeito aos seus direitos 
Empowerment e envolvimento no auto-cuidado 
Maior garantia de segurança nos processos assistenciais e no ambiente hospitalar 
Tratamentos com melhores resultados.
Benefícios aos Profissionais 
Maior Segurança e Eficiência no ambiente de trabalho que gera maior satisfação 
Participação na Reestruturação / Implantação de processo de educação e qualificação profissional 
Participação na criação de cultura aberta a aprender com os erros e voltada para a segurança 
Valorização perante ao mercado de trabalho nacional e internacional
Benefícios à Instituição 
Elevação da confiança na instituição, novos clientes, fidelização 
Aumento do poder de negociação por recursos frente aos dados comprobatórios de maior qualidade 
Abrangência de serviços próprios e terceiros 
Monitoramento clínico e administrativo por indicadores de desempenho 
Otimização dos processos da farmácia, centro cirúrgico, internação, diagnóstico entre outros
Fator Crítico para o Sucesso 
Conhecimento, Motivação e Comprometimento de todos os colaboradores internos e terceiros para que a cultura da qualidade seja disseminada.
Cirurgias em Partes ou Pacientes Errados 
(Jan-1995 – Set-2009) 
0 
10 
20 
30 
40 
50 
60 
70 
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90 
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Cultura Organizacional 
Planejamento do Cuidado 
Continuidade do Cuidado 
Liderança 
Segurança do Ambiente 
Conformidade com procedimentos 
Competências / Qualificação 
Disponibilidade da Informação 
Equipe 
Avaliação do Paciente 
Treinamento Inicial 
Comunicação 
Percentual de 864 eventos
Dificuldades para implantação do check-list 
1.Diminuta tradição de estudos prospectivos 
2.Profissionais desmotivados e mal remunerados 
3.Necessidade de equipe completa com retardo e diminuição no número de procedimentos 
4.Profissionais heterogêneos em nível de decisão e responsabilidades 
5.Necessidade de liderança e compromisso
INDICADORES DO PROCESSO MONITORADOS PELO COLEGIADO 
•Conformidade do preenchimento 100% 
do protocolo de cirurgia segura 
•Marcação da lateralidade 100%
0% 
20% 
40% 
60% 
80% 
100% 
jun/12 
jul/12 
ago/12 
set/12 
out/12 
nov/12 
dez/12 
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50% 
14% 
14% 
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Cirurgiasegura

  • 1. PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA GUSTAVO JUSTO SCHULZ
  • 2. •11 colaboradores •grupo multiprofissional ligado ao Diretor Técnico •Início das atividades  10/03/2010 •aprimorar normas, fluxos e processos •eficácia assistencial com foco no usuário.
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6. Ações primordiais para melhorar o Sistema de Saúde: • Eficácia: prover serviço baseado no melhor conhecimento científico aqueles que possam se beneficiar e evitar oferecer recursos aqueles pacientes que não vão se favorecer. • Foco no Paciente: atenção ao respeito, preferências individuais, valores, compartilhamento de decisões. • Oportunidade: reduzir esperas e demoras para os que recebem tratamento e para os que fornecem o cuidado. • Eficiência: evitar desperdício, de equipamentos, suprimentos, idéias e energia. • Equidade: a qualidade não pode variar em função do sexo, etinia, status socioeconômico, religião, etc. • Segurança: Primum Non Nocere "Pratique duas coisas ao lidar com as doenças: auxilie e não prejudique o paciente". Hipócrates 430 aC http://www.iom.edu/Object.File/Master/27/184/Chasm-8pager.pdf QUALIDADE SEGURANÇA
  • 8. O serviço de saúde deve atender as necessidades das pessoas e ser baseado no melhor conhecimento científico vigente. http://www.iom.edu/Object.File/Master/27/184/Chasm-8pager.pdf Mas entre a atenção a saúde que temos e a que deveríamos ter não há apenas uma brecha, repousa um verdadeiro abismo!
  • 9. LENTA difusão de conhecimento Em média 17 anos para que novas práticas façam parte do dia-a-dia. INOVAÇÃO Balas and Boren 2000, Coye et al 2003
  • 10. Underuse (Sub-tratamento) •50% dos idosos não recebem vacina antipneumocóccica •56% das vítimas de infarto não recebem beta-bloqueador •54% dos diabéticos não recebem o tratamento recomendado http://www.cbo.gov/ftpdocs/95xx/doc9567/07-17-HealthCare_Testimony.pdf
  • 11. Os melhores prestadores são geralmente mais eficientes. Boa qualidade é menos onerosa em razão de diagnóstico mais preciso, menos erros no tratamento, menos taxas de complicação, recuperação mais rápida, tratamentos menos invasivos. Saúde melhor é mais barata do que doença. Porter, M. E. & Teisberg, E. O. in Redefining Health Care: Creating Value-Based Competition on Results Novas visões, novas correntes
  • 12. Overuse (“Super-tratar”) 30% das crianças recebem antibiótico para otite sem necessidade 20% a 50% das cirurgias são desnecessárias 50% das radiografias de coluna em pacientes com dor lombar são desnecessárias. http://www.cbo.gov/ftpdocs/95xx/doc9567/07-17-HealthCare_Testimony.pdf
  • 14. Conceitos Erro - desvio em relação ao que é correto ou direito, em relação a uma norma. Erros fazem referência ao processo. Eventos que poderiam ter sido evitados utilizando-se medidas. Ocorre quando uma ação ou omissão se desvia do processo normal levando a um resultado adverso (CASSIANI, 2006). Evento sentinela - ocorrência inesperada ou variação do processo envolvendo óbito, lesão física ou psicológica sérias, ou o risco potencial do mesmo (CASSIANI, 2006). Evento adverso potencial - quando um erro que poderia ter resultado em dano é detectado e corrigido antes de ocorrer (CASSIANI, 2006).
  • 15. Pense: Você é a prova de erros? Pense de novo... Erros acontecem mesmo com as pessoas mais dedicadas, em qualquer lugar ou momento. Felizmente a maioria dos erros não causam danos, mas, alguns podem levar a resultados catastróficos.
  • 16. O evento adverso (EA) ocorre em cerca de 10% das intervenções cirúrgicas, ou seja, 23,4 milhões de casos por ano (FERRAZ, 2009) 2005 e 2006  OMS e a Universidade de Harvard “World Alliance for Patient Safety” “Safe Surgery Saves Lives” •lançados oficialmente na sede da OPAS em Washington D.C. em 30 de junho de 2008
  • 17. Por que esse movimento pela Segurança em Cirurgias é tão importante?
  • 18. Os dados sobre incidentes em pacientes cirúrgicos são preocupantes! •Para cada 4 pacientes cirúrgicos internados, pelo menos 1 sofre alguma complicação no pós-operatório. •Quase 50% de todos os eventos adversos em pacientes hospitalizados estão relacionados à assistência cirúrgica. •A taxa de mortalidade relatada após cirurgia varia de 0,4 a 0,8% em países desenvolvidos e de 5 a 10% em países em desenvolvimento.
  • 19. Revisão sistemática  Quality & Safety in Health Care, 2008 •oito estudos •74.485 pacientes •Mediana da incidência de eventos adversos foi de 9.2 •eventos evitáveis - 43.5%. •Mais da metade (56.3%) dos pacientes não experimentou nenhuma incapacidade ou apresentou incapacidade leve, e 7.4% dos eventos foram letais.
  • 20. •A maioria foram eventos relacionados à cirurgia (39.6%) e eventos relacionados à medicação (15.1%). •Os eventos adversos durante a internação afetam cerca de um em cada 10 pacientes. de VRIES, 2008
  • 21. How Hazardous Is Health Care? (Leape) 1 10 100 1.000 10.000 100.000 1 10 100 1.000 10.000 100.000 1.000.000 10.000.000 Number of encounters for each fatality Total lives lost per year DANGEROUS REGULATED (>1/1000) ULTRA-SAFE (<1/100K) HealthCare Mountain Climbing Bungee Jumping Driving Chemical Manufacturing Chartered Flights Scheduled Airlines European Railroads Nuclear Power http://www.hsi.gatech.edu/2008studentsymposium/Symposium08%20_Bornstein_Medical%20Quality.pdf
  • 22. Cinco grandes desafios quanto à segurança em cirurgia: 1.Assumir que o problema existe e de fato é imenso. 2.Ausência de dados básicos, devido à falta de controles e de padronizações quanto aos registros, e principalmente quanto à mortalidade ou eventos adversos atribuíveis às cirurgias. 3.As práticas seguras nos atos cirúrgicos não são realizadas de forma consistente em nenhum país. E isso não é justificável apenas por falta de recursos. Há por exemplo, uma vergonhosa realidade quanto ao uso de antibióticos profiláticos: ( hora/tempo de uso/escolha...). 4.A complexidade da segurança em cirurgia, levando em conta que mesmo nos procedimentos mais simples há diversas oportunidades para erros serem cometidos, desde o preparo cirúrgico até as recomendações do pós-operatório 5.A criação do senso de equipe entre cirurgiões, anestesistas e pessoal de enfermagem, de forma a distribuir as responsabilidades e a vigilância entre todos para aumentar a garantia de segurança para o paciente MONZONI, 2006
  • 23. Segundo a National Academy of Science’s Institute of Medicine, por ano, 44.000 a 98.000 americanos morrem nos hospitais em decorrência de erros*. 8ª causa de morte nos EUA. * Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, eds. Committee on Quality of Health Care in America, Institute of Medicine. To Err Is Human: Building a Safer Health System. Washington, DC: National Academy Press; 1999.
  • 24. “Todo o sistema é perfeitamente desenhado para atingir, exatamente, os resultados que ele alcança.” Em 95% das vezes erros resultam de sistemas defeituosos. Erro puramente humano representa 5%. Assim a maneira de prevenir erro não é punindo ou exigindo que as pessoas sejam mais cuidadosas ... ... a única maneira de ter resultados diferentes é mudando-se o sistema. http://www.ihi.org/ihi
  • 25. COMO MUDAR O SISTEMA? DESENHANDO PROCESSOS QUE TORNAM MAIS FÁCIL PARA AS PESSOAS FAZER A COISA CERTA E MAIS DIFÍCIL FAZER A COISA ERRADA. WHO Patient Safety Curriculum Guide for Medical Schools. Geneva, Switzerland: World Health Organization; 2008:99.
  • 26.
  • 27.
  • 29. CIRURGIA SEGURA É META IMPORTANTE PARA SAÚDE PÚBLICA •234 milhões de cirurgias/ano no mundo •O,4 a 0,8% de óbitos – 1 milhão •3-16% de complicações – 7 milhões
  • 30. CHECK-LIST DE SEGURANÇA EM CIRURGIA •Baseado em 3 princípios 1.Simplicidade 2.Ampla aplicabilidade 3.Possibilidade de mensuração OMS - 2008
  • 31. CHECK-LIST DE SEGURANÇA EM CIRURGIA •REDUZ MORBIDADE E MORTALIDADE •Estudo 7.688 pctes antes e após utilização do check-list – multicêntrico –Antes 3733 –Depois 3955 –Grandes complicações 11 para 7% (36%) –Mortalidade 1 para 0,8% (47%) New Engl J Med 2009
  • 32. OMS – SURGICAL SAFETY CHECKLIST •Antes da indução anestésica – SIGN IN •Antes da incisão cirúrgica – TIME OUT •Antes do paciente sair da S.O. – SIGN OUT
  • 33.
  • 34. PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA PROPOSTO PARA O HT
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38. ANTES DA ANESTESIA •Paciente confirma: •Identidade •Lado a ser operado •Operação a que vai ser submetido •Consentimento esclarecido •Sítio assinalado – se necessário •Anestesia Check-list realizado •Oximetria de pulso funcionando
  • 39. ANTES DA ANESTESIA •Alergia? •Dificuldade respiratória? •Risco de aspiração? •Via aérea difícil? Kit disponível •Risco de sangramento –> 500ml –7ml/Kg (criança) •Acesso venoso adequado? •Reposição de líquidos planejada
  • 40. ANTES DA INCISÃO •Todos os membros se apresentam –Nome e função •Cirurgião – anestesista e enfermagem –Confirmam verbalmente •Paciente •Lado •procedimento
  • 41. ANTES DA INCISÃO •O antibiótico profilático foi administrado nos últimos 60 minutos? •É necessária a presença das imagens?
  • 42. ANTECIPAÇÃO DE EVENTOS CRÍTICOS •Cirurgião –Tempos críticos e eventos inesperados? –Duração da operação –Possibilidade de sangramento •Anestesista –Quais as preocupações essenciais do caso •Enfermagem •Esterilização correta? •Equipamentos necessários presentes?
  • 43. ANTES DO PACIENTE DEIXAR A S.O. •Tipo de procedimento registrado •Compressas e gazes conferidas? •Paciente e peça etiquetados? •Há problema com algum equipamento? •Cirurgião, anestesista ou enfermagem: –Desejam fazer alguma recomendação pata recuperação do paciente?
  • 44. COMPETE AO ENFERMEIRO DO SETOR DE ORIGEM Preparar o paciente adequadamente; Verificar documentação correta; Registrar a lateralidade da cirurgia de acordo com as informações do paciente. Encaminhar o paciente ao CC COMPETE AO ANESTESIOLOGISTA ( AVALIAÇÃO PRÉ ANESTÉSICA) Realizar a avaliação pré anestésica e planejar a anestesia; Aplicar o termo de consentimento anestésico; Anotar no impresso de avaliação pré anestésica nome do procedimento e lateralidade quando houver;
  • 45. COMPETE AO CIRURGIÃO Planejar e indicar o procedimento; Identificar o local a ser operado Aplicar o termo de Consentimento Cirúrgico. COMPETE AO CENTRO CIRÚRGICO Recepcionar TODOS os paciente no pré operatório; CHECAR DOCUMENTAÇÃO CORRETA Termo de consentimento cirúrgico; Termo de consentimento anestésico; Avaliação pré-anestésica; Marcação do membro
  • 46. Benefícios aos Pacientes Maior escuta, respeito aos seus direitos Empowerment e envolvimento no auto-cuidado Maior garantia de segurança nos processos assistenciais e no ambiente hospitalar Tratamentos com melhores resultados.
  • 47. Benefícios aos Profissionais Maior Segurança e Eficiência no ambiente de trabalho que gera maior satisfação Participação na Reestruturação / Implantação de processo de educação e qualificação profissional Participação na criação de cultura aberta a aprender com os erros e voltada para a segurança Valorização perante ao mercado de trabalho nacional e internacional
  • 48. Benefícios à Instituição Elevação da confiança na instituição, novos clientes, fidelização Aumento do poder de negociação por recursos frente aos dados comprobatórios de maior qualidade Abrangência de serviços próprios e terceiros Monitoramento clínico e administrativo por indicadores de desempenho Otimização dos processos da farmácia, centro cirúrgico, internação, diagnóstico entre outros
  • 49. Fator Crítico para o Sucesso Conhecimento, Motivação e Comprometimento de todos os colaboradores internos e terceiros para que a cultura da qualidade seja disseminada.
  • 50. Cirurgias em Partes ou Pacientes Errados (Jan-1995 – Set-2009) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Cultura Organizacional Planejamento do Cuidado Continuidade do Cuidado Liderança Segurança do Ambiente Conformidade com procedimentos Competências / Qualificação Disponibilidade da Informação Equipe Avaliação do Paciente Treinamento Inicial Comunicação Percentual de 864 eventos
  • 51. Dificuldades para implantação do check-list 1.Diminuta tradição de estudos prospectivos 2.Profissionais desmotivados e mal remunerados 3.Necessidade de equipe completa com retardo e diminuição no número de procedimentos 4.Profissionais heterogêneos em nível de decisão e responsabilidades 5.Necessidade de liderança e compromisso
  • 52.
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57. INDICADORES DO PROCESSO MONITORADOS PELO COLEGIADO •Conformidade do preenchimento 100% do protocolo de cirurgia segura •Marcação da lateralidade 100%
  • 58. 0% 20% 40% 60% 80% 100% jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 14% 14% 41% 82% % Taxa de Adesão ao Protocolo de Cirurgia Segura Meta Nº total pacientes _ (N) amostra auditada