Aula 3
Professora
Assistente Social
Mestranda em Ensino de Linguagens e Tecnologias
Formas de governos e de submissão.
Lut...
Brasil – 37,6 milhões de habitantes.
De cada 10 brasileiros 8 eram analfabetos e 7
viviam nas zonas rurais – país essencia...
O Serviço Social no Brasil nasce a partir de uma
determinada visão de mundo.
Qual era essa visão?
Reflita e colabore.
Emer...
Unindo-se ao Estado e à Igreja Católica, como
poderes organizados, a classe dominante
procurava conceber estratégias com f...
Criado o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS)
em 11932.
Objetivo: contribuir para a divulgação dos
princípios da ordem s...
Direcionado para a formação moral.
Na formação profissional deveria ser assegurada a
vocação do Assistente Social aliada a...
A Previdência Social foi uma das primeiras áreas
de atuação do Assistente Social, no setor público.
A Legião Brasileira de...
Novo modelo de dominação política pautado no
Assistencialismo, sob liderança da primeira–dama
Darcy Vargas;
Objetivo inici...
Vamos pensar um pouco?
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=8rF_kZE4Ljs
IAMAMOTO, Marilda Vilela e Carvalho, Raul –
Relaç...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Aula3

53 visualizações

Publicada em

aula

Publicada em: Ciências
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
53
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula3

  1. 1. Aula 3 Professora Assistente Social Mestranda em Ensino de Linguagens e Tecnologias Formas de governos e de submissão. Lutas de classes e interesses antagônicos; O Serviço Social e a sua origem; A importância de Mary Richmond; Trabalho social e Serviço Social Época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais; É marcada pela ocorrência intermitente de greves e manifestações operárias. República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.
  2. 2. Brasil – 37,6 milhões de habitantes. De cada 10 brasileiros 8 eram analfabetos e 7 viviam nas zonas rurais – país essencialmente agrícola, monocultura - “café”. Dos 30 % da população restante trabalhavam nas fábricas ou no comércio. 03/ 10/ 1930 – inicio da Revolução Constitucionalista, que depôs Washington Luis, 21 dias depois. Foi o fim da República Velha. Uma junta militar encabeçada por Getulio Vargas assume o poder. REVOLUÇÃO DE 30 Nas ruas, o povo aguarda Getúlio Vargas. Era o marco inicial do novo mercado de trabalho brasileiro. A "qquestão social", como era chamado o movimento operário, era tratada sempre com repressão e leis insuficientes para resolver os problemas cruciais dos trabalhadores. O novo poder estava preocupado com os constantes movimentos grevistas que paralisavam a economia. Por essa razão, elaborou uma nova legislação social. Trabalhadores de indústria siderúrgica. Crédito: Alice Brill Getúlio Vargas
  3. 3. O Serviço Social no Brasil nasce a partir de uma determinada visão de mundo. Qual era essa visão? Reflita e colabore. Emergiu no Brasil nas décadas de 1930 e 1940. Possuía uma característica assistencial e controladora que buscou favorecer o capitalismo e o desenvolvimento industrial; Sua atuação era imediatista e acrítica; Fruto da iniciativa particular de vários setores da burguesia, fortemente respaldados pela Igreja Católica. Teve como referencial o Serviço Social europeu. Sob a influência da doutrina social da Igreja aliada ao Estado o Serviço Social: Formação moral e técnica. Não deixavam que a “técnica profissional” fosse maior que a “moral doutrinária”. Garantiam valores morais cristãos: era empregado o método da Ação Católica: ver, julgar e agir.
  4. 4. Unindo-se ao Estado e à Igreja Católica, como poderes organizados, a classe dominante procurava conceber estratégias com força disciplinadora e desmobilizadora do movimento do proletário. O BICHO Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manuel Bandeira (Analista Judiciário APJ - Pernambuco 2012). (A) nas franjas da sociedade capitalista, apesar de serem inseridas em programas sociais, as pessoas apresentam situações crônicas, e continuarão sempre desajustadas. (B) é a expressão da questão social na atualidade, onde há igualdade de oportunidades que não são utilizadas por todos os indivíduos. (C) na base da estrutura social em vigor, em que prevalece a competição, é natural que, existam as elites e a massa de miseráveis. (D) cabe ao mercado a regulamentação e a intervenção para que a situação acima descrita possa ser enfrentada e resolvida. (E) o cerne da questão social está no conflito entre capital e trabalho.
  5. 5. Criado o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) em 11932. Objetivo: contribuir para a divulgação dos princípios da ordem social da Igreja Católica, voltado à preparação de trabalhadores sociais. Foram fundados quatro centros operários e lá eram desenvolvidos atividades de trabalhos manuais, conferências, recomendações sobre higiene e outros. Em visita ao Brasil, a assistente social belga Adèle de Loneux faz palestras e participa de conferências, em São Paulo e Rio de Janeiro, lançando, pela primeira vez, a noção de Serviço Social no país. Ao regressar à Bélgica, foi acompanhada pelas brasileiras Maria Kiehl e Albertina Ramos, as primeiras a receberem formação na área, na Escola de Serviço Social de Bruxelas. Foi criada a EEscola de Serviço Social de São Paulo, primeira no Brasil, por iniciativa de Maria Kiehl e Albertina Ramos. O curso tinha caráter de formação técnica e recebia, ainda, enfoque moralizador e psicologizante centrado no indivíduo e na família, que terá como referenciais o pensamento social da Igreja Católica. O currículo era constituído das seguintes disciplinas: Religião, Moral, Sociologia, Psicologia, Higiene, Direito, Seminários, Introdução ao Serviço Social, Serviço Social de Casos, visitas a Obras, Práticas de casos.
  6. 6. Direcionado para a formação moral. Na formação profissional deveria ser assegurada a vocação do Assistente Social aliada a sua personalidade. Em pleno regime do Estado Novo, Getúlio Vargas decretou a criação do Conselho Nacional de Serviço Social (Decreto Lei nº 525). Vinculado ao Ministério de Educação e Saúde, o órgão era composto por sete membros que deveriam estar ligados ao Serviço Social, com o objetivo de opinar sobre questões sociais e subvenções a obras sociais. Com a promulgação da LOAS, em 1993, o CNSS foi extinto e substituído pelo atual CNAS. A partir de 1940 no centro de uma política em que se favorecia a industrialização, o Estado cria instituições de assistência estatais, paraestatais e autárquicas com o intuito de direcionar e integrar as reivindicações operárias através de políticas sociais desenvolvidas nessas instituições as quais se necessitavam de profissionais do Serviço Social para executá-las. Nesse momento ocorre a legitimação da profissão na divisão sócio técnica do trabalho, pois foi a partir dessa necessidade social que se constituiu no mercado de trabalho para o assistente social
  7. 7. A Previdência Social foi uma das primeiras áreas de atuação do Assistente Social, no setor público. A Legião Brasileira de Assistência (LBA) em 1942, o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio) e o SESC (Serviço Social do Comércio) e o SESI (Serviço Social da Indústria) conhecido com Sistema S são algumas das instituições gestadas nessa época. SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem industrial; SESI – Serviço Nacional da Indústria; Medidas assistenciais e educativas necessárias a adequação da força de trabalho as necessidades da indústria em expansão e ao modelo corporativista de Estado. O Estado organiza suas ações com foco no desenvolvimento do capitalismo no Brasil. Aspecto ideológico da figura da primeira dama no Brasil(Dona Leopoldina – luta pela libertação do Brasil de Portugal); Construção de identidade do homem e da mulher é um processo cultural educativo de cada sociedade – relações de gênero; Na Legião Brasileira de Assistência – LBA – sob supervisão da 11ª dama Darcy Vargas
  8. 8. Novo modelo de dominação política pautado no Assistencialismo, sob liderança da primeira–dama Darcy Vargas; Objetivo inicial: prover as necessidades das famílias cujos chefes estavam a serviço da nação (esforço de guerra - argumento ideológico); Frente ao sucesso diante da sociedade da época, continuidade das ações assistencialistas; O Estado apela para o sentimento de união e solidariedade do povo brasileiro e lança uma campanha propagandista que busca ganhar o apoio da população para o ‘esforço de guerra’ Política paternalista – LBA é vista como um órgão que “faz o bem”e que presta ajuda aos necessitados. Órgão benevolente chefiado pela primeira-dama que permite ao presidente e aos governadores dos Estados estenderem as suas mãos sobre os pobres, dando vazão ao populismo. Com fortes dogmas católicos de conceitos morais, em 29 de setembro de 1947 a Associação Brasileira de Assistentes Sociais – ABAS traz o primeiro Código de Ética do assistente social. Como fundamento filosófico, o CE de 47 (assim que iremos chamá-lo) estava impregnado da doutrina da Igreja Católica, sobretudo princípios morais e éticos extremamente vinculados a conceitos de uma conduta profissional de se fazer o bem e evitar o mal. SSECÇÃO I DEVERES FUNDAMENTAIS É dever do Assistente Social: 1. Cumprir os compromissos assumidos, respeitando a lei de Deus, os direitos naturais do homem, inspirando se, sempre em todos seus atos profissionais, no bem comum e nos dispositivos da lei, tendo em mente o juramento prestado diante do testemunho de Deus. Disponível em: http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_1947.pdf
  9. 9. Vamos pensar um pouco? Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=8rF_kZE4Ljs IAMAMOTO, Marilda Vilela e Carvalho, Raul – Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. Cortez Editora, 2006. MARTINELLI, Maria Lúcia. Serviço Social – Identidade e Alienação. Cortez Editora, 2007. AMMANNAN. Safira Bezerra. A ideologia de Desenvolvimento de Comunidade no Brasil. 9ª ed. São Paulo: Cortez,1977. ANDER-EGG, Ezequiel. Introdução ao trabalho social. Editora Vozes, Petrópolis – RG, 1995.

×