Sericultura

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Sericultura - cultura da amoreira, criação do bicho-da-seda e produção de seda

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  • A sericicultura, é uma arte milenar que começou na China há cerca de 5000 anos. Esta, compreende a cultura da amoreira, a criação do bicho-da-seda e a produção dos fios de seda para a indústria têxtil, sendo considerada uma das atividades agroindustriais mais antigas praticadas pelo Homem. A larva da espécie Bombyx mori, designada por bicho-da-seda é um inseto com grande importância económica, já que os seus casulos são utilizados no fabrico da seda. Cerca de 95% da seda produzida no mundo provém desta espécie. Este inseto encontra-se totalmente domesticado devido à forte manipulação genética a que foi sujeito, com o objetivo de obter uma espécie boa produtora de seda. O fio de seda é um produto filamentoso de origem proteica, que é produzida nas glândulas sericígenas das larvas do bicho-da-seda.
  • Proteínas, gorduras, hidratos de carbono, fibras e vitaminas, macro e micro elementos.
    Para a produção de Bombyx mori é necessário em consociação uma boa produção de amoreiras.
  • Existem 8 espécies, uma pertence à família Bombycidae que é a Bombyx mori e as outras à família Saturniidae
  • Origem:
    Japonesa: ovos de cor cinza-arroxeada; casulo branco, alongado e de tamanho médio; ciclo uni e bivoltino, com 4 ecdises.
    Chinesa: ovos esverdeados; lagartas jovens pouco resistentes ao calor, corpo branco; casulo elíptico ou esférico, branco amarelo-ouro, ou verde; fibra fina e comprida; ciclo menor que a japonesa, uni, bi e polivoltino, com até três ecdises.
    Europeia: ovos maiores que de outras origens da espécie; lagartas maiores com manchas no corpo, pouca resistência ao calor; ciclo maior; mais susceptíveis a doenças pebrina e poliedrose; casulo oval ou alongado, branco ou rosado; ciclo monovoltino.
    Indiana ou Equatorial: ovos brilhantes; lagartas menores, mais resistentes ao calor, ciclo curto; casulo conico, pequeno, branco ou esverdeado, pouco teor de seda; fibra fina; ciclo polivoltino.
    Coreana: ciclo da lagarta curto; casulo alongado, branco ou amarelo; univoltino com três ecdises.
    Voltinismo:
    Monovoltinismo (um ciclo anual): ocorre nas regiões frias; ciclo larval mais longo, maior crescimento de corpo; boa qualidade dos casulos; menor resistência a doenças e altas temperaturas e húmidade
    Bivoltino (dois ciclos anuais): ocorre nas regiões subtropicais; ciclo larval menor; maior resistência ao calor; qualidade inferior dos casulos; mais utilizada pelos sericultores.
    Polivoltino (vários ciclos anuais): ocorre nas regiões tropicais; ciclo larval curto; maior resistência a doenças e calor; casulos pequenos; baixo teor de seda.
    Numero de ecdises ou mudas:
    3 ecdises: ciclo larval mais curto; resistente a doenças; lagartas e casulos pequenos; fibra mais fina; espécie de origem coreana e chinesa.
    4 ecdises: mais utilizada pelos criadores; lagartas e casulos médios.
    5 ecdises: mutação da origem de 4 ecdises; lagarta de ciclo longos; casulos maiores; fibra mais grossa.
  • Morfologia:
    Cabeça
    Tórax
    Abdómen
    Chifre caudal
    O corpo larval tem uma forma cilíndrica segmentada, subdividido em 13 anéis, dos quais os três primeiros são os torácicos e os restantes abdominais.
    Os três anéis torácicos têm inseridas três pares de patas verdadeiras (presentes mesmo no estado de mariposa), que não dão uma grande contribuição para a locomoção da larva mas são usados para a apreensão da folha durante a alimentação.
    Na área abdominal, estão presentes 5 pares de "falsas patas" assim definidas por não estarem presentes na mariposa e são fundamentais para a locomoção das larvas.
    A mancha ocular e a mancha em meia lua são elementos hereditários de identificação ligados à espécie, presente na espécie japonesa e ausente na espécie chinesa.
    Os espiráculos são pequenas aberturas, nove pares, servem para a respiração das larvas.
  • A cabeça é de forma globular e de natureza quitinosa onde está localizado o aparelho bucal que é do tipo mastigador, os olhos são compostos e a fieira localizado sob a boca é o órgão através do qual a larva atingindo a maturidade, emite o soro sérico formar o casulo.
    Ocelo – olho dos antrópodes, olho composto, com 6 olhos de cada lado.
    Clípeo -  Parte compreendida entre a fronte e o labro de alguns insectos, que delimita a margem inferior da cara.
    Pézon hilador - fieira
    É constituida dos seguintes apêndices: antenas, olhos e boca.
    cia cônica denominada fieira por onde é lançada a secreção sérica (o fio de seda).
    O aparelho bucal da lagarta, é constituído por um lábio superior ou labro, que auxilia na alimentação através de um movimento de vaivém, um lábio localizado ventralmente, onde existe um canal para expelir a secreção sérica, fio de seda, um par de maxilas (esquerda e direita) com pêlos sensoriais na sua superfície, com a função de distinguir o sabor e o odor dos alimentos e um par de mandíbulas bem desenvolvidas e fortes, adaptadas à mastigação.
    Os ocelos são seis de cada lado da base das antenas, servem apenas para detectar a intensidade da luz, mas não a percepção das formas e cores
  • O aparelho bucal da lagarta, é constituído por um lábio superior ou labro, que auxilia na alimentação através de um movimento de vaivém, as mandíbulas têm a função de cortar a ingerir as folhas de amoreira, um lábio localizado ventralmente, onde existe um canal para expelir a secreção sérica, fio de seda, um par de maxilas (esquerda e direita) com pelos sensoriais, antenas, na sua superfície, com a função de distinguir o sabor e o odor dos alimentos e um par de mandíbulas bem desenvolvidas e fortes, adaptadas à mastigação.
  • Cada um dos segmentos torácicos tem ventralmente um par de patas, as patas verdadeiras são cónicas e terminam em unhas distais. As unhas não são usadas na locomoção mas sim para segurar as folhas durante a alimentação
  • Patas torácicas à esquerda, 3 pares de patas que servem para segurar o alimento, patas verdadeiras que são cónicas e terminam em unhas distais.
    Patas abdominais à direita, 4 pares de patas + 1 par de patas caudais com funções locomotoras e fixação do alimento.
  • Internamente a larva é constituída de aparelho digestivo; aparelho circulatório; aparelho respiratório;  sistema muscular; sistema nervoso 1 e 2 e órgãos de reprodução.
    Os principais órgãos internos são: intestino, glândula serícigena, traqueia, sistema nervoso 1 e 2, tubo de Malpighi, vaso dorsal e órgãos reprodutivos. O sistema digestivo ocupa a maior parte do corpo das larvas no quinto instar
  • O sistema digestivo da lagarta é um tubo mais ou menos reto, que vai da boca até ao ânus, dividido em três partes: o estomodeu ou intestino anterior, o mesentério ou intestino médio e o proctodeu ou intestino posterior. É no intestino médio , maior, que se dá a absorção do alimento.
    A boca é sucedida pela cavidade bucal, por uma estreita faringe e pelo esófago, o qual é estreito na sua porção anterior e mais alargado na sua porção posterior, onde apresenta uma válvula cardíaca cujas funções são reter no esófago por algum tempo a porção de folha de amoreira e impedir a regurgitação do alimento que passou para o intestino médio. O intestino médio, também conhecido como intestino grosso, é como um tubo cilíndrico comprido e largo, que sofre um estreitamento na sua porção final, sendo a principal parte do sistema digestivo onde ocorre a digestão e assimilação do alimento.
    Da alimentação até à eliminação do bolo fecal leva 1 a 1 hora e meia nas lagartas jovens e 2 a 3 horas nas adultas. As fezes são expelidas em forma de uma estrutura hexagonal. Apenas 10 a 20% da folha é ingerida por uma lagarta jovem e 60 a 70% por uma adulta, do alimento ingerido 35 a 45% é aproveitado.
    Durante o ciclo completo, uma lagarta consome 20 g de folhas, das quais 88% são ingeridos no último estádio lagarta. Desse total, 25% são convertidos em seda.
  • A forma do aparelho digestivo do bicho da seda modifica-se consoante o estádio de desenvolvimento e etapa de transformação devido às mudança da sua função. Diferentes formas do canal digestivo nas três fases de desenvolvimento: larva, crisálida e mariposa. As crisalidas e mariposas não ingerem qualquer alimento, daí a degeneração do tubo digestivo.
  • Glândulas sericígenas: As glândulas de seda são labiais, de origem ectodérmica, cilíndricas e tubulares, situadas do lado ventral do corpo sobre o mesenterio. A larva possui um par de glândulas sericígenas, são o segundo maior órgão do corpo; estão localizados em ambos os lados ventrais do intestino médio e posterior ventral e podem ser divididos em três regiões: anterior, médio e posterior. As regiões anteriores da glândula de seda estão reunidos numa única perto da cabeça e ligadas ao canal excretor de seda que é uma parte do aparelho bucal. Os dois tubos são fechados na extremidade posterior e abrem-se no canal excretor da seda, situadas na boca da larva. Cada glândula divide-se em três partes:
    Posterior, onde é secretada a fibroina
    Mediana, onde é secretada a sericina
    Anterior, onde ocorre a junção da fibroina e sericina para formar o fio de seda, que sai pelas fieiras ou fiandeiras do canal excretor da seda. Como existem duas glândulas, o fio de seda é formado por dois filamentos de fibroína, revestidos pela sericina. A seda começa a ser secretada a partir da 3ª idade ou instar, porem na 5ª idade, a glândula cresce rapidamente chegando a pesar 20 a 40% do peso da larva no final do seu desenvolvimento.
    A glândula sericígena é dividida morfologicamente em três partes: posterior, mediana ou central, e anterior. A parte posterior ou região secretora sintetiza as moléculas de fibroína e a proteína P25, que formam o fio insolúvel. Na região mediana há secreção da sericina, que fornece ao fio uma camada aderente. A parte anterior é responsável em secretar um fio simples de seda pronto para a formação do casulo, nesta região encontra-se também a mucoidina, que auxilia durante a passagem do fio de seda na glândula.
    A fibroína solidifica no momento que o fio sai, no entanto a camada de mucoidina permanece mole por um certo tempo, permitindo que a larva cole entre si as diferentes camadas de fio para tecer o casulo.
  • Os tubos de Malpighi são os principais órgãos de excreção do bicho-da-seda. Têm origem no centro do intestino posterior, ramificando em dois tubos, um em cada lado do intestino. Estes ramificam novamente em 3 tubos cada, que se inserem na parede do intestino médio. A excreção é constituída principalmente por ácido úrico, além de outros elementos como o azoto e fósforo. Também atuam na regulação da quantidade de sais e água na hemolinfa, onde os tubos de Malpighi estão mergulhados.
  • O sistema respiratório é do tipo traqueal. É constituído pelos espiráculos, traqueias e traquéolas. As traqueias são invaginações do exosqueleto, que formam pequenos tubos que se ramificam pelo interior do corpo, penetrando nos tecidos, traquéolas, agindo nas trocas gasosas entre oxigénio e dióxido de carbono no liquido traqueolar. As aberturas externas das traqueias são os espiráculos que além de permitirem a entrada de ar no corpo da larva, facilitam a excreção de água durante o encasulamento. 9 pares de espiráculos laterais excepto no 2º,3º e 12º segmento
  • O sistema circulatório dos insetos, em geral, é do tipo aberto, isto significa que o fluido circulante, hemolinfa, não se limita aos vasos definidos para a totalidade do seu curso, o sistema circulatório é constituído de um tubo que percorre todo o corpo, levando alimento para todas as células. A hemolinfa penetra nas válvulas torácicas situadas na região dorsal e é impulsionada para a região cefálica, passando pela aorta. O vaso dorsal é o elemento chave, a parte anterior do vaso dorsal é a aorta e a posterior é o vaso cardíaco ou coração.
  • Temperatura entre os 20 e 30ºC
    Humidade relativa de 60 a 80%, as lagartas jovens devem ter temperatura e humidade maiores em relação às adultas.
    Ventilação dado que o espaço vai ficando cheio de dióxido de carbono provindo das fezes dos bichos de seda e dos tratadores.
    Iluminação sem sol direto, os bichos de seda necessitam de luminosidade para se desenvolverem corretamente, aumentam o consumo e a atividade na presença de luz.
  • Ínstar: forma que adota um inseto durante una fase determinada.
    O B. mori apresenta um ciclo de vida típico de Lepidoptera, com quatro estádios distintos: ovo, larva ou lagarta, pupa ou crisálida e adulto ou mariposa, metamorfose completa, as lagartas passam por cinco estádios que são classificados em 1a, 2a, 3a,4a e 5a idade. O bicho da seda tem uma dieta única, alimenta-se exclusivamente de folhas de amoreira fresca, aumentando quase que setenta vezes seu tamanho original e ocupando quatro vezes mais o espaço inicial. Depois de 5 semanas, já na 5ª idade a larva tem cerca de 7 cm de comprimento, ela para de se alimentar, o órgão mais desenvolvido do seu corpo é a glândula sericígena e inicia a fiação do casulo, converte-se em pupa, mais tarde transforma-se em mariposa, como representado no esquema do ciclo de vida.
    O ciclo de vida dura de 50 a 55 dias.
    A incubação dura de 7 a 10 dias.
    A etapa larval tem duas fases
    A 1ª é a da alimentação e crescimento que dura de 25 a 30 dias.
    A 2ª é a da construção do casulo que dura 3 a 4 dias.
    A etapa da pupa(metamorfose dentro do casulo) dura 10 a 14 dias.
    A etapa mariposa, etapa adulta, com saída do casulo, postura de ovos e morte dura 3 a 5 dias.
  • Micrópilo - permite a passagem do esperma no momento da fertilização e é o lugar por onde nasce a larva.
    Mede 1 a 1,3 mm de comprimento, 0,9 a 1,2 mm de largura e 0,5 mm de altura.
    Variações de cores: esbranquiçado, amarelo palha e amarelo intenso nas primeiras 24 horas, depois passa a rosa, rosa tijolo, podendo assumir depois entre as 36-48 horas (dependendo da temperatura) a cor final que é o castanho acinzentado ou cinzento.
    A cor acinzentada indica que o ovo é fertilizado, caso a fecundação não ocorra o ovo permanece amarelo.
    O ovo fertilizado tem densidade de 1,08 sendo mais pesado que a água, enquanto o não fecundado é mais leve. Dependendo da raça são necessários 1500 a 3300 ovos para perfazer uma grama.
    Após a posturas os ovos são levados para a estivação, período no qual se desenvolve a 1ª fase embrionária do ovo (4 a 5 dias após postura). Nesse período os ovos devem ser mantidos numa temperatura de 25 a 27ºC e a humidade relativa entre 70 e 80%. A sala de estivação deve ser desinfetada antes e depois de cada produção de ovos, com soda caustica a 5% e formol também a 5%.
  • A larva quando eclode do ovo tem cerca de 3 mm de comprimento e apresenta uma coloração escura com pelos pretos.
    Neste estádio, a lagarta alimenta-se exclusivamente das folhas da amoreira.
    A lagarta por crescer muito necessita de trocar de exosqueleto quitinoso, cutícula rígida que limita o tamanho da lagarta, esta troca é designada de muda ou ecdise, ocorrendo 4 mudas de pele, nas quais a lagarta deixa de se alimentar e 5 idades ou instares.
    No processo da muda, a lagarta levanta a cabeça, o corpo fica tenso, de cor creme e a lagarta inquieta
    O espaço de tempo entre as mudas de pele são denominados de idade ou instar, passando a larva desde a eclosão até à formação do casulo por cinco idades.
  • Os casulos devem ser colocados em locais com 23 a 24ºC e humidade relativa entre os 75 e 80% até à emergência dos adultos.
    A lagarta na 5ª idade, apresenta 7 cm de comprimento e o órgão mais desenvolvido é a glândula sericígena, no final desta idade a lagarta tece um casulo de seda, constituído principalmente pelas proteínas fibroína e sericina, que são produzidas pelas células da glândula da seda e expelidas pela boca. O mecanismo de formação do fio de seda nas glândulas sericígenas é único, e muito estudado. A glândula sericígena é dividida morfologicamente em 3 partes: posterior, mediana ou central e anterior. A parte posterior ou região secretora sintetiza as moléculas de fibroína e a proteína P25, que formam o fio insolúvel. Na região mediana há secreção de sericina, que fornece ao fio uma camada aderente. A parte anterior é responsável em segregar um fio simples de seda pronto para a formação do casulo, nesta região encontra-se também a mucoidina, que auxilia durante a passagem do fio de seda na glândula. A fibroína solidifica-se no momento que o fio sai, no entanto a camada de mucoidina permanece mole por um certo tempo, permitindo que a lagarta cole entre si as diferentes camadas de fio para tecer o casulo.
    Os casulos apresentam diferentes cores e diferentes formas, que dependem das raças:
    A branca é relativa às raças chinesas e europeias.
    A amarela às raças europeias.
    A esverdeada às raças indianas.
    Quanto à forma:
    Arredondada é característica das raças chinesas.
    Ovalada das raças europeias.
    Forma de amendoim das raças japonesas.
    Existe preferência pelos casulos brancos devido a apresentarem maior facilidade no tingimento.
    A fibroína é o principal componente do fio de seda, e a sericina é uma proteína que possui propriedades adesivas, fundamental para manter as fibras de fibroína unidas. A P25 é uma glicoproteína que tem um papel importante na manutenção da integridade do fio de seda.

  • A pupa ou crisálida do bicho-da-seda é obtéctea (transparente) ou coberta. Inicialmente a pupa é amarela clara, tornando-se mais escura até o amarelo forte. A sua forma é ovoide, com a cabeça pequena e os olhos grandes. Nas pupas fêmeas existe uma fenda longitudinal dividindo o segmento da extremidade ventral do abdómen, enquanto nos machos há um ponto escuro na margem posterior do mesmo segmento que serve para diferenciar os sexos e é importante, durante o acasalamento.
    Durante a metamorfose o corpo do inseto sofre profundas transformações, geneticamente determinadas. Estas transformações envolvem a involução de determinadas estruturas anatómicas, como o intestino (através de um processo de morte celular programada – apoptose) e desenvolvimento de novas, como as asas e o aparelho reprodutor.
  • A emergência da mariposa tem inicio com o auxilio de um liquido alcalino, secretado no intestino que humedece e amolece a casca do casulo facilitando o seu rompimento para a saída do adulto.
    Tem 2 pares de asas, 3 pares de patas e 1 par de antenas.
  • A cabeça da mariposa é pequena, com olhos compostos grandes e antenas bipectinadas. O aparelho bucal é atrofiado, como na fase adulta a mariposa não se alimenta, a probóscida (língua) é vestigial e não funcional, o sistema digestivo é menos proeminente do que na lagarta e as patas robustas, as asas anteriores são maiores que as posteriores, porem as fêmeas não podem voar.
    O abdómen da fêmea é mais grosso que o do macho. O corpo e as asas são cobertos com escamas brancas.
    O acasalamento pode durar de algumas horas até um dia, porem bastam 30 minutos a uma hora para que ocorra a fecundação de todos os ovos. A longevidade do adulto é de 14 a 15 dias para as fêmeas e 7 a 8 dias para os machos.
    Após a emergência devem-se eliminar os adultos defeituosos e colocar os outros para acasalar num local escuro, com temperaturas entre os 24 e 28ºC, por 1 a 3 horas. A mariposa fêmea exala um ferormónio que atrai a mariposa macho Após esse período os machos são descartados e as fêmeas colocadas sobre cartões ou tela de algodão cru para que possam efetuar as posturas.
  • A seda é utilizada para se produzir tecidos leves, brilhantes e macios. Os tecidos são usados em camisas, vestidos, blusas, gravatas, xales, luvas etc. A seda tem uma aparência cintilante, devido à estrutura triangular da fibra, parecida com um prisma, que refrata a luz.
    Acredita-se que os chineses começaram a produzir seda por volta do ano 2700 a.C..
  • Os chineses tiveram exclusividade na fabricação da seda por três mil anos. A seda era considerada a mais valiosa mercadoria da China e gerou a famosa Rota da Seda, a mais importante rota comercial da época. A manufatura da seda era um segredo de estado, muito bem guardado até o ano 300, quando se tornou conhecida na Índia, 3 000 anos após sua descoberta pelos chineses. Em 550 tornou-se conhecida na Europa.
  • A fibra de seda natural é um filamento contínuo de proteína. O processo de tecelagem da seda continua o mesmo nos dias de hoje. Na sericultura, os casulos são mergulhados em água quente para liberar os filamentos da substância chamada sericina da seda, matando a larva do bicho-da-seda. A substância, ao ser retirada dos fios, deixa estes com a cor brilhante característico da seda. Os filamentos são combinados para formar fios, que são enrolados e finalmente secos. Cada casulo pode render de 458 a mil metros de seda, sendo cada casulo composto por apenas um longo fio . Cerca de cinco quilogramas de casulos são necessários para produzir um quilograma de seda em bruto.
  • A seda é utilizada para se produzir tecidos leves, brilhantes e macios. Os tecidos são usados em camisas, vestidos, blusas, gravatas, xales, luvas etc. A seda tem uma aparência cintilante, devido à estrutura triangular da fibra, parecida com um prisma, que refrata a luz.
    Acredita-se que os chineses começaram a produzir seda por volta do ano 2700 a.C..
  • Gravura superior direita: mariposa do bicho-da-seda e a estrutura do bombicol, primeiro feromônio sexual de um inseto a ser isolado. Tiveram que matar 500 mil fêmeas mariposas para se obter 1 mg da substância ativa.
    Ferormónios são substâncias químicas secretadas por um indivíduo e que permitem a sua comunicação com outros indivíduos da mesma espécie. Importantes no acasalamento.
    Um revestimento especial nos nano túneis das antena de uma mariposa da seda é a inspiração para uma camada oleosa semelhante em nanoporos sintéticos. Pesquisadores da Universidade de Michigan lideram o desenvolvimento desta tecnologia melhorada, os nanoporos são essencialmente orifícios perfurados, em chips de silício e são dispositivos de medição minúsculas que permitam o estudo de moléculas individuais ou de proteínas que pode fazer avançar a compreensão de uma classe de doenças neurodegenerativas que incluem doença de Alzheimer, de Parkinson, e doença de Huntington. 
  • Sericultura

    1. 1. Introdução • A sericultura é uma arte que teve início na China há cerca de 5000 anos e compreende a cultura da amoreira, a criação do bicho-da- seda e a produção dos fios de seda para a indústria têxtil. • Cerca de 95% da seda produzida no mundo provém dos casulos do bicho-da-seda, Bombyx mori. Inseto totalmente domesticado devido à forte manipulação genética a que foi sujeito, com o objetivo de obter uma espécie boa produtora de seda. • O fio de seda é um produto filamentoso de origem proteica, que é produzida nas glândulas sericígenas das larvas do bicho-da-seda.
    2. 2. Alimentação • A lagarta do inseto Bombyx mori L., conhecida como o bicho da seda, é um inseto monófago, alimenta-se única e exclusivamente de folhas de amoreira. Nestas encontra todos os nutrientes necessários para o seu bom desenvolvimento fisiológico e produtivo
    3. 3. • Foi introduzida na Europa pelos Gregos e Romanos, presumivelmente trazida da Pérsia • A Amoreira cultiva-se desde a antiguidade, há cerca de 4500 anos, para alimentar os bichos-da-seda com as suas folhas: Árvore asiática
    4. 4. Classificação científica Reino: Plantae Família: Moraceae Ordem: Rosales Classe: Magnoliopsida Género: Morus Espécies: Morus alba L. Morus nigra L. Morus rubra L. "Illustration Morus nigra0". Licensed under Public domain via Wikimedia Commons -
    5. 5. Variedades • As espécies mais conhecidas são: A Amoreira Branca, Morus alba e a Amoreira Negra, Morus nigra. • Variedades da Amoreira Branca: Bellaire, Chaparral, Stribling, … • Variedades da Amoreira Negra: Black Persian, Riviera, Russian, Wellington, Chelsea, …
    6. 6. Folhas • As Folhas têm coloração mais ou menos verde, com uma leve pilosidade, que as torna ásperas e são serradas. • São folhas imparipinuladas, trifoliáceas e o limbo está dividido em três mas pode apresentar-se dividido em cinco. • As nervuras das folhas são palminérveas.
    7. 7. Produção • Na China, o seu fruto é utilizado na medicina tradicional chinesa, para tratamento de constipações e diabetes. • O fruto tem um comprimento de 3-4 cm. • Produz entre 4000 – 10 000 Kg/há de folhas por ano. • Armazenamento: Três dias a temperaturas entre -0,5 a 0ºC, com uma humidade relativa entre os 90 - 95%.
    8. 8. Ciclo biológico • É uma árvore de crescimento lento, que pode alcançar os 6-14 m de altura. A copa é muito densa e tem folha caduca. • Pode durar entre 75 – 200 anos e frutifica no 8º - 10º ano, tendo o seu máximo produtivo, entre o 20º – 25º anos de vida.
    9. 9. Condições ambientais • Prefere clima temperado quente, subtropical e tropical. • Prefere solos profundos, ricos, quentes, soltos, de natureza calcária-argilosa e permeáveis. O pH deve situar-se entre os 5,5 – 7,0. • É tolerante à seca.
    10. 10. Solos • Adubação com estrume de cavalo, peru ou porco e composto. • Terrenos ricos em azoto, fósforo, potássio (1:1:1).
    11. 11. Pragas e doenças • Pragas: As pragas que atacam a árvore, são as cochinilhas, ácaros e pássaros. • Doenças: Míldio, doenças bacterianas e cancros. • É muito sensível a ventos e humidade excessiva.
    12. 12. Classificação científica Reino: Animalia Filo: Arthropoda Classe: Insecta ou hexapoda Ordem: Lepidoptera Família: Bombycidae Género: Bombyx Espécie: Bombyx mori Lineu, 1758 Imagem ''The Century Dictionary and Cyclopedia''
    13. 13. Classificação de Bombyx mori • Pela origem o Chinesa o Japonesa o Europeia o Indiana ou Equatorial o Coreana • Pelo voltinismo o Monovoltino o Bivoltino o Polivoltino • Pelo número de ecdises ou mudas o Três ecdises o Quatro ecdises
    14. 14. Morfologia Externa FAO 1990
    15. 15. Cabeça Placa parietal mandíbula labro antena clípeo frontal ocelos
    16. 16. Cabeça - Aparelho bucal
    17. 17. Torax O tórax é composto por: • Protórax • Mesotórax • Metatórax
    18. 18. Abdómen • O abdómen está dividido em dez segmentos dos quais apenas se distinguem nove já que os últimos três estão fundidos em placa anal e patas caudais. • A partir do terceiro segmento abdominal até ao sexto e último, há um par de patas falsas
    19. 19. Patas
    20. 20. Morfologia Interna
    21. 21. Sistema Digestivo • Estomodeu ou intestino anterior • Mesentério ou intestino médio • Proctodeu ou intestino posterior
    22. 22. Sistema Digestivo • O Sistema digestivo depende do estádio de desenvolvimento
    23. 23. Glândula Sericígena
    24. 24. Tubos de Malpighi • São os principais órgãos de excreção do bicho da seda • Estão mergulhados na hemolinfa. • Regulam a quantidade de sais e água da hemolinfa • Excretam principalmente ácido úrico e também azoto e fósforo
    25. 25. Sistema respiratório • Os espiráculos são pequenas aberturas, nove pares, servem para a respiração das larvas e excreção de água durante o tempo no casulo • O sistema respiratório é do tipo traqueal
    26. 26. Sistema circulatório • Sistema circulatório é do tipo aberto • A chave do sistema circulatório é o vaso dorsal • O sistema circulatório leva o alimento a todas as células
    27. 27. Factores na Criação • Instalações adequadas o Temperatura o Humidade relativa o Ventilação o Iluminaçaõ
    28. 28. Ciclo de Vida 1º Instar 4 dias 1ª Muda 1 dia 2º Instar 3 dias 2ª Muda 1 dia 3º Instar 4 -5 dias 3ª Muda 1 dia 4º Instar 5 dias 4ª Muda 2 dias 5º Instar 7-9 dias Asociación Sericícola de la República Argentina
    29. 29. Ovo • Tem aproximadamente 1 mm e pesa 0,5 mg • Oval e achatado • Tem um pequeno orifício chamado micrópilo • Cor amarela após postura • Se for fecundado passa a amarelo-forte, alaranjado e finalmente cinzento • A casca é de queratina, uma substância muito resistente • Composto por membrana vitelina que envolve o protoplasma e um núcleo em estado embrionário • Após a quebra do período de dormência a lagarta sai do ovo ao fim de 7-21 dias.
    30. 30. Lagarta ou Larva • O ciclo larvar vai desde a eclosão do ovo até à fase de formação do casulo, tem a duração de cerca de 24 dias • A lagarta quando sai do ovo tem de 1 a 3 mm, cor castanha ou preta, coberta de pelos que caem em poucos dias • Depois passa a cinzenta ou azulada ficando mais clara com o desenvolvimento. • Quatro semanas depois da eclosão pesa 5 a 6 g (10000 vezes o seu peso inicial) • Tem inicio a formação do casulo
    31. 31. Casulo Componentes proteicos • Fibroína •Sericina •P25
    32. 32. Pupa ou Crisálida • No interior do casulo o corpo da larva sofre metamorfoses • Transforma-se em pupa ou crisálida • Depois transforma-se em mariposa, estado adulto • Este estádio dura cerca de 10 dias • Internamente dá-se a morte do intestino e o surgimento das asas e aparelho reprodutor
    33. 33. Adulto • Para sair do casulo a mariposa liberta um líquido alcalino que corrói uma das extremidades do casulo abrindo uma abertura para a sua saída. • Neste estágio o inseto não se alimenta • Fase dedicada à reprodução da espécie • Após acasalamento a fêmea põe 200 a 500 ovos • Fêmea e macho morrem • Este estádio dura de 10 a 16 dias
    34. 34. Reprodução • O acasalamento pode durar de algumas horas até um dia • A longevidade das fêmeas é 14 a 15 dias • A longevidade dos machos é de 7 a 8 dias
    35. 35. Doenças • Principais doenças da Bombyx mori – vírus da poliedrose nuclear – vírus da poliedrose citoplasmática – vírus da flacidez infecciosa – vírus da densonucleose
    36. 36. Produção de seda • Principais países produtores – China – Índia – Rússia – Japão – Brasil
    37. 37. Rota da seda
    38. 38. Produção de Seda • Os casulos são mergulhados em água quente • Cada casulo pode render de 460 a 1000 metros de um filamento único • Os filamentos são combinados para formar os fios de seda • São necessários 5 Kg de casulos para se produzir 1 Kg de seda
    39. 39. Seda • A seda é utilizada para produzir tecidos leves, brilhantes e macios • Tem aparência cintilante, devido à estrutura triangular da fibra idêntica ao prisma que refrata a luz • Os chineses tiveram exclusividade no seu fabrico por 3000 anos
    40. 40. Nanotecnologia • Revestimento especial nos nano túneis das antenas da mariposa • Inspiração de camada oleosa em nanoporos sintéticos • Combate de doenças neurodegenerativas – Parkinson – Alzheimer – Huntington
    41. 41. Decoração
    42. 42. Gastronomia
    43. 43. Bibliografia • “The Insects na Outline of Entomology” P.J. Gullan and P.S. Cranston • “Insectes de France et d’Europe occidentale” Michael Chinery • “Manual de Sericultura en Hidalgo” Dr. Alejandro Rodríguez Ortega et al. • http://www.dbc.uem.br/laboratorios/Bombyx.ht m • http://faostat3.fao.org/browse/Q/QL/E • http://revistas.bvs- vet.org.br/bia/article/viewFile/8863/9414
    44. 44. Sites consultados • http://www.dbc.uem.br/laboratorios/Bombyx.ht m • http://faostat3.fao.org/browse/Q/QL/E • http://revistas.bvs- vet.org.br/bia/article/viewFile/8863/9414 • http://www.den.ufla.br/siteantigo/Professores/R onald/Disciplinas/Notas%20Aula/Sericicultura%2 0bichodaseda.pdf • http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Illustrati on_Morus_nigra0.jpg#mediaviewer/File:Illustrati on_Morus_nigra0.jpg

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