Oliveira

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Trabalho sobre a oliveira, Olea europaea L.

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  • A oliveira e a azeitona são símbolos de paz e esperança nos países da orla mediterrânea
  • Pleistoceno é o período compreendido entre 1 milhão e 800 mil anos e 11 mil e 500 anos. O vestígio mais antigo é um fóssil de folha de oiveira com mais de um milhão de anos encontrada em Bolonha. Pedra pomes resultante de cinza vulcânica com folhas fósseis de Olea europaea 19 de Julho de 2009 (Fossile Blattabdrücke von Olea europaea. FO: Fira/Santorin (GR). Alter 54 000 a BP. Tephra aus einen regionalen Einschaltung zwischen den Straten Upper Scoriae und Vouroulos bei Fira). Foi possível saber com maior exatidão o ano da erupção do Tera a partir de um fóssil de tronco de oliveira. “A descoberta veio com uma combinação de novos métodos de investigação: "A madeira de oliveira é o ramo de uma árvore que foi enterrado vivo durante a erupção vulcânica", explica o palaeobotanist Michael Friedrich da Academia Heidelberg da Ciência, para a Universidade do Instituto Hohenheim Botânica funciona. Com um tomógrafo computador, os pesquisadores foram capazes de distinguir mais de 70 anéis anuais nos mais de 3500 anos de idade da madeira. 27 de Abril de 2006 comunicado à imprensa 1600 a.C.”.
  • Lagar da esquerda localizado na freguesia de Lageosa do Dão, foi descoberto por um grupo de ciclistas locais, não está datado nem estudado mas pelo formato e dado que a presença do homem na zona remonta a 3000 a.C. penso ser um lagar milenar. Lagar do lado direito localizado na freguesia de S. Jorge da Beira, foi descoberto nas obras de renovação de um fontanário da minha aldeia natal julga-se ser do séc. XV.
    A oliveira é citada na Bílblia (mais de 150 vezes) e no AlCorão como árvore sagrada.
  • Olea europeae L. spp. europaea (sativa é a forma cultivada)
    Olea europeae L. spp. sylvestris (oleaster é a forma selvagem - zambujeiro)
    A Olea europeae L. spp. sativa quando propagada por semente retorna ao estado selvagem
    Esquema genético com diferenciação em 4 fases:
    1º pólo genético:
    Olea europeae spp. europaea var. sylvestris e var. sativa.
    2º pólo genético:
    Olea europaea var. cerasiformis (tetraplóide)
    Olea europeae var. maroccana (hexaplóide)
    Olea europeae var. guanchica (diplóide)
    Olea europeae var. lamperrini (diplóide, por propagação vegetativa)
    Olea europeae var. cuspidata
    3º pólo genético:
    Olea exasperata
    Olea capensis
    Olea woodiana
    Olea lancea
    Olea paniculata
    4º pólo genético:
    Plantas com introdução de genes



  • A presença da espécie é limitada por condições climáticas adequadas. Planta indicadora do clima mediterrâneo. Tolerante ao stress hídrico. As alterações climáticas ao longo da história levaram à sua maior ou menor expansão, há vestígios no extremo sul do Egipto,deserto do Sahara, Arábia, Eritreia, Yemen, Irão, Madagáscar, África do Sul e China.
  • Portugal tem dezenas de oliveiras milenares
  • Os exemplares mais antigos que se conhecem naEuropa encontram-se em portugal
  • Os tricomas protegem a oliveira da desidratação. A folha é rica em nutrientes como: potássio, magnésio, manganês, fósforo, selênio, cobre e zinco.
  • Colheita reduzida porque o número de flores é reduzido e estas não produzirão fruto. apesar da polinização à distância produzir rendimentos maiores. 3 sépalas unidas; 4 pétalas livres; 2 estames-androceu; 1 carpelo-gineceu e é pirigina
  • O azeite apresenta uma alta concentração de ácidos gordos, proteínas, minerais, agentes bioflavonóides e antioxidantes.
  • As gorduras devem satisfazer 25 a 30% das necessidades do homem.
    LDL lipoproteínas de baixa densidade
  • Pragas: Gafa – Olho de pavão – Tuberculose – Algodão – Caruncho – Cochonilha negra – Euzofera – Margaronia – Mosca da Azeitona – Traça da Oliveira
  • Oliveira

    1. 1. OLIVEIRA “Onde a oliveira não chega o Mediterrâneo morre” Manuela Alves 2733 Biologia Vegetal
    2. 2. A OLIVEIRA SURGE NO PLEISTOCENO Fig. 1: D. Herdemerten. Folhas fósseis encontradas em Fira/Santorini. 54.000 B.P. Fig. 2,3: Walter Friedrich. Tronco fóssil de oliveira
    3. 3. LAGARES FONTE DE INFORMAÇÃO Fig. 4 Lagar milenar em Lageosa do Dão Fig. 5 Lagar séc. XV em S. Jorge da Beira
    4. 4. TAXONOMIA  Plantae ◦ Magnoliophyta  Magnoliopsida Lamiales  Oleaceae  Olea L.  Olea europaea L. Olea europaea L. spp. europaea Olea europaea L. spp. sylvestris R D C O F G E
    5. 5. CLIMA  Verão quente e seco, designado como clima mediterrâneo  Inverno ameno com precipitação  Insolação forte durante o ano  Temperaturas médias no Inverno 4,5-10 ºC  Temperaturas médias no Verão de 21-27 ºC  Precipitação média de 38-64 mm  Solo distinto-terra vermelha (Portugal- Fig.6 Olivicultura no Mediterrâneo
    6. 6. OLIVEIRAS MILENARES Ithaca, Grécia 1500 anos? Lasithi, Creta 3500 anos Stª Iria Azóia 2850 anos Monsarz 2450 anos Fig. 7,8,9 e 10 Oliveiras milenares na Grécia e em Portugal
    7. 7. OLIVEIRA  Folha ◦ Alimentação de animais ◦ Fins medicinais ◦ Rituais  Madeira ◦ Fogo ◦ Artesanato ◦ Construção civil  Fruto ◦ Consumo ◦ Azeite
    8. 8. RAÍZ  Profundidade até 6 metros.  Subterrânea  Fasciculada. Floema Xilema Fig.11 Corte transversal de uma raíz de Olea europaea Câmbio
    9. 9. TRONCO  Crescimento lento  Chega aos 20 metros de altura  Árvores selvagens são mais baixas (zambujeiro)  Em olivais são podadas para facilitar a colheita  Vive milhares de anos Câmbio Xilema Medula Colênquim a Floema Súber Fig. 12 e 13 Tronco
    10. 10. FOLHA  A oliveira tem folha persistente  Verde acinzentadas na pág. adaxial e de um cinzento prateado na pág. abaxial  Folhas estreitas, pontiagudas e simples.  Tricomas na página abaxial  A folha depois de seca é usada para cháFig. 15 Tricomas Fig. 16 Corte transv. folha O. Europaea Fig. 14 Pág. Adaxial e Abaxial
    11. 11. FLORES  As oliveiras florescem entre o fim de Abril e o princípio de Junho  Cada inflorescência possui entre 10 e 40 flores  As flores podem ser hermafroditas ou monossexuadas  A flor possui 3 sépalas e 4 pétalas  A maioria autopoliniza-se  Algumas exigem a polinização à distância e do pólen de um exemplar diferente  As flores são polinizadas pelo vento  Diagrama Floral: Fig. 17 e 18 Flores da oliveira na inflorescência
    12. 12. FRUTO  A flor depois da polinização origina o fruto: a drupa (azeitona)  A drupa é formada de um só carpelo que origina uma só semente  A semente juntamente com o endocarpo forma o caroço  A azeitona antes de estar madura é verde  Madura torna-se preta ou violeta- castanhada  A oliveira atinge o ponto de produção óptimo com cerca de vinte anos  A composição média de uma azeitona é água (50%), azeite (22%), açúcar (19%), celulose (5,8%) e proteínas (1,6%) Fig.19 Carpelo Fig. 20 Drupas Azeitonas
    13. 13. AZEITE  A Penísula Ibérica detém 60% da produção mundial de azeite ◦ 3 milhões de toneladas ◦ 800 milhões de oliveiras ◦ 7,5 milhões de hectares  Países produtores: Espanha, Itália, Grécia, Tunísia, Síria, Turquia, Marrocos e Portugal
    14. 14. AZEITE  Alimento rico  Único meio de alumiar as casas  Combustível das piras funerárias  Creme de beleza  Fortalecedor do couro cabeludo  Unguento corporal  Fabrico de perfumes  Os atletas vencedores dos Jogos Olímpicos da Grécia antiga eram premiados com ânforas de azeite
    15. 15. AZEITE E SAÚDE Ácidos gordos ◦ Saturados 17,9% ◦ Monoinsaturados 68,1% ◦ Polinsaturados 14%  Ácidos gordos são reservas de E, em consumo desequilibrado podem aumentar o LDL responsável pela deposição de colesterol nas paredes das artéria  O azeite é rico em Ω3 e Ω6  O Ω3 auxilia na diminuição dos triglicerídeos e do “mau colesterol” LDL e favorece o aumento do “colesterol bom” HDL, necessário para o bom funcionamento do coração e cérebro Fig. 21 e 22 o azeite e o colesterol
    16. 16. VARIEDADES EM PORTUGAL  Arbequina  Azeiteira  Bical Castelo Branco  Bico do Corvo  Blanqueta  Borrenta  Carrasquenha  Cobrançosa  Cordovil ◦ Castelo branco ◦ Elvas ◦ Serpa ◦ Trás-os-Montes  Cornicabra  Frantoio  Galega ◦ Vulgar ◦ Grada de Serpa ◦ Évora  Gama  Hojiblanca  Leccino  Lentisca  Madural  Maçanilha de Tavira  Manzanilla  Negrinha de Freixo  Picholine  Picual  Redondal  Redondil  Santulhana  Verdeal ◦ Alentejana ◦ Trás-os-Montes
    17. 17. PRAGAS
    18. 18. BIBLIOGRAFIA Bohm, J (2013) O GRANDE LIVRO DA OLIVEIRA E DO AZEITE PORTUGAL OLEÍCOLA, Dinalivro editora, Lisboa
    19. 19. SÍTIOS CONSULTADOS  http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olea_europa.jpg?uselang=pt, último acesso 20- 05-2014  wwhttp://w.haw.uni-heidelberg.de/presse/pm_santorin.de.html, último acesso 20-05- 2014  http://megaarquivo.files.wordpress.com/2012/09/colesterol-artc3a9ria_james- benet_istock-346x195.jpg, último acesso 20-05-2014  http://www.herdadedasmargaridas.com/boxslideinteresses/images/o%20azeite%20na% 20saude.jpg, último acesso 24-05-2014  http://www.lavioletera.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/08/compare-azeitona- verde-preta.jpg, último acesso 24-05-2014  http://1.bp.blogspot.com/-CEfvB- 3Ntbk/TbxJzO8yfXI/AAAAAAAAAXg/lCtCRHm70lQ/s1600/oliv9.JPG, último acesso 24- 05-2014  http://dedsign.files.wordpress.com/2008/02/olivalbig.jpg, último acesso 24-05-2014  http://3.bp.blogspot.com/_e7EBzrJOfhc/TDd6jjbbtBI/AAAAAAAAACA/MaRSei- oShw/s320/untitledh.bmp, ,último acesso 30-05-2014  http://www.dietaemagrecerurgente.com/wp-content/uploads/2011/09/folha-de-oliveira- verdadeira.jpg  http://upm.es/EUITAgricola/PAS/ListaDepartamentos/DepBiologia/8e803127260e6210V gnVCM10000009c7648aRCRD, último acesso 30-05-2014  http://issuu.com/dinalivro/docs/grande_livro_da_oliveira_e_do_azeite_portugal_olei/14, último acesso 30-05-2014  http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Agricultural_maps#mediaviewer/File:OliveT reeBordercommons.jpg, último acesso 30-05-2014

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