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O LINHO 
Culturas Arvenses 
Manuela Alves 2733 
Docente: Helena 
Correia
Introdução 
 A fibra do linho 
pode ser 
classificada como 
sendo uma fibra 
natural, de origem 
vegetal, obtida a 
partir do caule das 
plantas da família 
das Lináceas – 
Linum 
usitatissimum L.
Origem 
 Primeiro grupo de plantas 
cultivadas pelo homem 
 Origem no Médio Oriente 
 Vestígios com 9000 anos na 
Síria do Linum bienne Miller 
 Vestígios com 8000 anos na 
Síria do Linum usitassimum L. 
 Registos da cultura do linho 
pelos egípcios, hebreus, 
gregos e romanos
O Linho na Península Ibérica 
 Registos com 4500 anos em Almeria, 
Espanha. 
 Em Portugal o primeiro indício surge no 
neolítico com a descoberta de cossoiros ou 
fusaiolas em castros pré romanos. 
 Enorme expansão na Idade Média. 
 Meados do séc. XIX tem um declínio 
com a introdução do algodão. 
 No final do séc. XIX com a intervenção do 
governo deu-se um aumento na produção
Importância Económica 
 Em 1871 eram dedicados à cultura do 
linho 25000 ha(Perry, 1875) 
 Em 1940 restavam apena 1670 há 
(Graça, 1943, Matos Sequeira, 1950) 
 Graça (1943) refere que o linho era 
uma cultura com importância 
económica em 66 das 110 freguesias 
de Vila Real, e que em 1943 existiam 
ainda 1049 teares em funcionamento 
(9% do total do país).
 Atualmente não existem variedades de 
linho no Catálogo Nacional de 
Variedades. No passado eram 
conhecidas as seguintes variedades de 
linho (Oliveira, 1978): 
◦ Mourisco ou temporão 
◦ Galego ou serôdio 
◦ Riga verdadeiro 
◦ Real melhorado russo 
◦ Riga Primavera 
◦ Coimbrão 
 Hoje o cultivo do linho 
em Portugal destina-se 
sobretudo ao artesanato
Classificação 
Reino: Plantae 
Classe: Rosidae 
Ordem: Linales 
Família: Linaceae 
Género: Linum (cerca de 100 espécies) 
Espécie: Linum usitassimum L.,1753
Morfologia 
 Planta anual, erecta e glabra 
 Geralmente unicaule verde-acinzentado 
de 0,75-1,2 m de altura 
 Folhas sésseis, alternas, linear-anceoladas, 
achatadas, glaucas e 
com 3 nervuras. 
 Raíz aprumada, pouco 
desenvolvida. 
 Inflorescência cimeira 
 Flores hermafroditas e pentâmeras 
(5 sépalas inteiras ovada-oblongas, 
5 pétalas azuis, brancas, lilases ou 
rosa pálido, 5 estames e 5 carpelos). 
 Fecundação autogâmica. 
 Frutos, cápsulas com 5 lóculos 
globosos ovoides, deiscentes na 
maturação. 
 Sementes amareladas, castanhas 
claras ou escuras, lisas, brilhantes e 
oblongas. 
 A viabilidade da semente pode 
chegar aos 17 anos(Hanson,1990) . 
Planta e peças anatómicas de 
Linum usitatissimum - Köhler–s 
Medizinal-Pflanzen-088
Morfologia Interna 
O caule tem um diâmetro que 
varia entre 1 e 3 mm, contém 
15 a 40 feixes formados por 
um conjunto de 12 a 40 fibras. 
Cada fibra resulta do depósito 
de camadas sucessivas de 
celulose contra as paredes de 
uma célula inicial, processo 
que conduz ao 
desaparecimento do seu 
citoplasma e morte da célula, 
ficando um espaço vazio, o 
Fibras do 
floema do 
caule de 
Linnum sp - 
teste com 
lugol. Foto 
de Menezes, 
N. L.
Exigências Ambientais 
 Solo 
◦ Solo profundo com boa reserva de água, 
não argiloso 
◦ Rico em matéria orgânica 
◦ Sem excesso de cálcio 
◦ pH óptimo entre os 5-7 
◦ O linho é exigente em zinco 
◦ Os linhos para produção de óleo 
adaptam-se melhor a solos arenosos
 Luz e temperatura 
◦ Planta C3 e de dias longos 
◦ Mínimo de germinação –> 5ºC 
◦ Óptimo de germinação –> 28ºC 
◦ Temperatura crítica na floração -> -2ºC
 Água 
◦ Cultura muito exigente em água. 
◦ São necessários 783 Kg de água para a 
produção de 1 Kg de matéria seca de 
linho(Hanson,1990). 
◦ O linho têxtil tem maiores produções em 
climas temperados húmidos. 
◦ O linho grão tem maior sensibilidade à 
falta de água no período que rodeia a 
floração, pode perder-se 30% da 
produção.
Variedades 
 Variedade oleaginosa ou Linho de Inverno 
◦ Porte mais rasteiro 
◦ Caule curto (<60 cm) 
◦ Muito ramificado 
◦ Fase vegetativa mais demorada 
◦ Necessidades moderadas em temperaturas 
vernalizantes 
◦ Resistência ao frio 
◦ Sementes maiores que a variedade têxtil (8 
g/1000 sementes) 
 Variedade Têxtil ou Linho de Primavera 
◦ Porte mais erecto 
◦ Caule longo (>60 cm) 
◦ Pouco ou não ramificado e apenas no topo 
◦ Não necessitam de vernalização 
◦ Sensíveis ao frio 
◦ Sementes de dimensão reduzida (4-6 g/1000 
sementes)
Produtividade 
 O melhoramento da cultura visa 
sobretudo resistência a doenças, à 
acama e ao frio, bem como ao 
aumento da produtividade e 
qualidade. 
 A qualidade da semente parece estar 
associada a sementes de cor amarela 
e de menor dimensão, embora as 
maiores tenham mais óleo.
Fatores Condicionantes da 
Cultura 
 Concorrência de outras fibras. 
 Exigência em termos de solos e clima 
ideais. 
 A tecnologia do seu processamento é 
de difícil mecanização, trabalhosa e 
aprendizagem demorada.
Fatores Favoráveis à Cultura 
 A EU estabelece ajudas à produção e 
armazenamento. 
 Única fibra produzida na Europa 
Ocidental e utilizada em misturas com 
algodão e lã 
 O grão é rico em óleo e origina um 
bagaço de excelente qualidade (35-40% 
proteínas) para os animais. 
 Cultura de ciclo curto. 
 A palha tem várias utilizações. 
 Um ha de linho pode produzir mais que 
o algodão.
Produção 
 A produção do linho grão pode 
ultrapassar as 3 t/ha e o linho têxtil as 7 
t/ha. 
 A produtividade não atinge as 2 t/ha e as 
3 t/ha. 
 1 t de palha pode originar 160 kg de 
tomento e 100 kg de estopa 
(Dupeux,1982). 
 O processamento da palha origina 13% 
de fibras longas (panos, fios), 16% de 
fibras curtas (estopa usada em oleados, 
serapilheiras), 40% de “shive” (rolhas), 
13% sementes e 18% resíduos vários.
Tipos de Linho 
 Mourisco 
 Riga Nacional 
 Galego
As Fases do Linho 
Maçagem 
Sementes 
Dobage 
m 
Fiação 
Branqueamen 
to 
Espadelage 
m 
Secagem 
Maceraçã 
o 
Arrinca 
Tear 
Sementei 
ra 
Secagem 
Assedagem 
Lenho 
Cascas 
Ripanço
Preparação do Solo 
 Estrumar com antecedência e com 
estrume bem curtido 
 Mobilizar(grades) repetidamente de 
modo a obter uma cama de sementes 
fina, sem vazios e sem grandes torrões 
à superfície 
 Operar rapidamente de modo a evitar a 
secagem do perfil 
 Triturar e distribuir de modo uniforme 
pelo perfil os resíduos(restolho) de 
culturas anteriores.
Fertilização 
 O azoto favorece o crescimento desordenado 
das fibras e com lúmen maior, aumenta a 
ramificação da planta, facilita a produção de 
grão mas também a acama ( Moule, 1972) 
 A aplicação de fertilizantes potássicos podem 
precaver excessos de adubação azotada além 
de favorecer a qualidade da fibra 
 O fósforo aumenta o número de fibras por feixe, 
favorece a regularidade do diâmetro das fibras, 
o teor em óleo das sementes e a precocidade 
 O excesso de cálcio reduz a riqueza em fibras e 
prejudica o crescimento das plântulas 
 A calagem pode originar carências de zinco que 
levam à diminuição de produção de fibras, as 
plantas apresentam entrenós curtos e 
ramificações na base
Sementeira 
A época mais favorável à sua sementeira é a de 
meados de Abril 
Temperatura considerada mínima para a germinação 
4ºC 
A temperatura do solo para a sementeira deve ser de 
7ºC 
No linho têxtil a densidade deve ser de 2000 a 2500 
plantas/m2 
No linho oleaginoso a densidade deve ser de 500 a 
1000 plantas /m2 
O risco da acama aumenta a partir das 
1800plantas/m2 
Quanto maior dor a densidade maior será a 
qualidade 
A profundidade de sementeira não deve ultrapassar2 
a 4 cm (Cardwell,1984) 
Com semeadores de precisão deve usar-se
Arrinca 
A sua colheita é 
normalmente em 
Junho, por arranque 
pela raiz da planta, 
quando esta 
apresentar cor 
amarela em três 
quartos, incluindo as 
cápsulas, e as folhas 
do terço inferior terem 
já caído. Após o 
arranque é posto a 
secar (fenação) até 
apresentar a cápsula 
bem seca.
Ripanço 
Depois da cápsula 
bem seca é ripado 
no ripanço para 
separar as 
cápsulas que 
libertarão as 
sementes
Maceração 
A maceração pode ser feita 
em água, a seco e por 
processos enzimáticos. A 
maceração em água, 
anaeróbia, consiste em 
emergir os feixes 9 a 10 dias. 
Nesta fase dá-se a curtimenta 
por fermentação bacteriana 
que visa libertar as fibras dos 
elementos lenhosos e do 
cimento (pectose) que os 
une. Na maceração em terra, 
aeróbica, a palha é estendida 
em camadas e sob fatores 
climatéricos sofre a 
decomposição por fungos. Na 
ausência de orvalho ou chuva 
deve regar-se. Este processo 
requer 30 a 40 dias. 
O processo industrial usa 
enzimas ou vapor que 
substituem a ação dos 
microrganismos
Secagem 
 O linho em feixes é 
colocado a secar 
ao sol durante 15 
dias
Maçagem 
 Após a secagem 
maça-se no 
maçadouro. 
 A operação também 
pode consistir em 
triturar a parte 
lenhosa do linho, 
pela passagem dos 
caules entre rolos. 
Podem ser utilizados 
engenhos com 
tração animal ou 
hidráulicos. 
Engenho de linho de tração
Espadelagem 
 O linho é aquecido 
aos molhos em 
fornos similares 
aos do pão, sendo 
de seguida 
espadelado 
obtendo-se assim 
a separação 
completa do 
material lenhoso 
das fibras de linho
Assedagem 
 É necessário 
assedá-lo, no 
assedeiro. Separam-se 
as fibras de 
acordo com o seu 
comprimento, as 
fibras longas 
chamadas linho 
assedado (mais 
nobre) e as fibras 
curtas denominadas 
estopa assedada 
(mais grosseiras). 
Daqui resultam as 
estrigas.
Fiação 
 O fio é obtido puxando 
uma mecha de fibras do 
manelo, retorcendo-as 
entre o polegar e o 
indicador, enrolando este 
fio no fuso e fazendo-o 
rodar. Estas fibras ao 
saírem do manelo da roca 
puxam outras dando 
assim continuidade à 
formação do fio. 
 Dos fios de linho obtidos 
nas maçarocas formam-se 
as meadas no sarilho 
Feitura das
Branqueamento 
 As meadas são 
submetidas a complexos 
processos de 
branqueamento em que 
os fios são levados à 
fervura, cozidos em 
grandes potes depois 
das meadas terem sido 
empapadas numa calda 
de água e cinza, 
deixadas arrefecer e 
lavadas. Depois são 
colocadas a corar ao sol 
durante 15 dias, 
intercaladas com 
lavagens com água e 
sabão.
Dobagem 
 Depois de seca a 
meada é convertida 
em novelos a fim de 
facilitar a sua 
utilização nos 
teares, utilizando-se 
para o efeito uma 
dobadoura
Tear 
 Com os novelos urde-se 
a teia, na urdideira. 
Cada fio no seu dente. 
Instalar a teia no tear. 
Encher 
as canelas no caneleiro. 
As canelas são 
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alojadas na lançadeira, 
espécie de naveta que 
transporta o fio, para um 
lado e outro, na teia. 
A perdizela é um 
pequeno eixo, dentro da 
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canela. 
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recolher as varas, e 
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Linhaça 
 As sementes foram consideradas 
muito tempo como um subproduto do 
linho, cultivado essencialmente para a 
produção de tecidos. 
 A semente contém 32 a 44% de óleo 
rico em ácidos gordos não saturados
Óleo de linhaça 
O óleo de linho constitui 40% da 
biomassa da semente. Dele fazem 
parte: 
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 Ácido linolénico(30-60%) 
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Indicado para o uso de pinturas por 
formar uma espécie de película 
protetora. O óleo de linho é indicado 
para o uso de pinturas por formar uma 
espécie de película protetora, é usado 
como aditivo de tintas, vernizes, lacas e 
na produção de linóleo, mas também 
em tintas de impressão, 
impermeabilizantes e para produção de 
sabões. Recentemente o óleo do linho 
tem sido utilizado no tratamento de 
betão armado usado em pavimentação.
Doenças
Pragas
Controlo 
Rotações longas (mais de 3 anos) 
Uso de sementes certificadas 
Desinfeção de sementes (fungicidas) 
Uso de cultivares resistentes
Distribuição Geográfica
Países Produtores 
Produção mundial do linho 
Austria Belgium- 
Argentina 
Luxembour 
g 
Bulgaria 
Chile 
China, 
mainland 
Belarus 
Egypt 
Estonia 
France 
Croatia 
Italy 
Latvia 
Lithuania 
Czech 
Republic 
Netherlands 
Belgium 
Ukraine 
Spain 
Russian 
Federation 
Romania 
Poland 
Slovakia 
United 
Kingdom 
Turkey 
China, 
Taiwan 
China 
Produção europeia do 
Austria 
1% 
Belgium- 
Luxembour 
g 
4% 
Bulgaria 
0% 
Belarus 
15% 
Estonia 
0% 
France 
25% 
Croatia 
0% 
Italy 
0% 
Latvia 
0% 
Lithuania 
1% 
Belgium 
Netherlands 
8% 
Turkey 
0% 
Slovakia 
Ukraine 
5% 
United 
Kingdom 
Russian 
Federation 
16% 
Romania 
Czech 
Republic 
5% 
Poland 
1% 
0% 
0% 
Spain 
6% 
7% 
5% 
linho 
Gráficos realizados a partir dos 
dados disponibilizados pela FAO
Aplicações 
 Indústria vestuário 
 Indústria automóvel 
 Indústria mobiliário 
 Indústria desporto 
 Indústria cosmética 
 Indústria alimentação
Conclusão 
 O linho é o tecido mais ecológico que existe. 
Pesquisas comprovam que é 7 vezes mais 
ecológico que o algodão. É necessário muito 
pouco fertilizante químico no seu cultivo. 
Praticamente todos os seus componentes 
são utilizados, desde a palha que envolve a 
fibra (serragem) até à semente (alimentação, 
cosméticos). O cultivo é renovável não 
esgotando os solos. A procura crescente de 
fibras naturais anuncia um futuro risonho 
para a produção das fibras de linho. Quando 
tanto se fala em sustentabilidade há que 
reforçar a necessidade de aplicação em 
materiais recicláveis.
Sites Consultados 
 http://dc250.4shared.com/doc/w1yx9fgE/preview. 
html 
 http://dc238.4shared.com/doc/fFi27V12/preview. 
html 
 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Linum_usi 
tatissimum_- 
_K%C3%B6hler%E2%80%93s_Medizinal- 
Pflanzen-088.jpg 
 http://www.uc.pt/fluc/iarq/pdfs/Pdfs_FE/FE_93_2 
012 
 http://faostat3.fao.org/browse/Q/QC/E 
 http://www1.agric.gov.ab.ca/$department/deptdo 
cs.nsf/all/prm7704 
 http://www.flaxcouncil.ca/english/index.jsp?p=gro 
wing7&mp=growing
Bibliografia 
 “O Linho e a sua Cultura” 
Carlos Castro e Miguel Sequeira (1995) Vila Real UTAD
Videos 
Pétalas que caem rapidamente https://vimeo.com/31782057 
Arrinca e maceração https://www.youtube.com/watch?v=wDO2ah_Ke- 
M 
Assedagem https://vimeo.com/31329976 
Fiação https://vimeo.com/79316418 
O linho em França https://vimeo.com/18044043 
Óleo Sementes https://vimeo.com/43691016 
Industrialização do linho https://vimeo.com/31776118 
Publicidade ténis https://vimeo.com/9176665 
Vídeos incluídos: 
http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/Inventario/Imateriais/Im 
ateriaisConsultar.aspx?IdReg=280&EntSep=5#gotoPosition 
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O linho

  • 1. O LINHO Culturas Arvenses Manuela Alves 2733 Docente: Helena Correia
  • 2. Introdução  A fibra do linho pode ser classificada como sendo uma fibra natural, de origem vegetal, obtida a partir do caule das plantas da família das Lináceas – Linum usitatissimum L.
  • 3. Origem  Primeiro grupo de plantas cultivadas pelo homem  Origem no Médio Oriente  Vestígios com 9000 anos na Síria do Linum bienne Miller  Vestígios com 8000 anos na Síria do Linum usitassimum L.  Registos da cultura do linho pelos egípcios, hebreus, gregos e romanos
  • 4. O Linho na Península Ibérica  Registos com 4500 anos em Almeria, Espanha.  Em Portugal o primeiro indício surge no neolítico com a descoberta de cossoiros ou fusaiolas em castros pré romanos.  Enorme expansão na Idade Média.  Meados do séc. XIX tem um declínio com a introdução do algodão.  No final do séc. XIX com a intervenção do governo deu-se um aumento na produção
  • 5. Importância Económica  Em 1871 eram dedicados à cultura do linho 25000 ha(Perry, 1875)  Em 1940 restavam apena 1670 há (Graça, 1943, Matos Sequeira, 1950)  Graça (1943) refere que o linho era uma cultura com importância económica em 66 das 110 freguesias de Vila Real, e que em 1943 existiam ainda 1049 teares em funcionamento (9% do total do país).
  • 6.  Atualmente não existem variedades de linho no Catálogo Nacional de Variedades. No passado eram conhecidas as seguintes variedades de linho (Oliveira, 1978): ◦ Mourisco ou temporão ◦ Galego ou serôdio ◦ Riga verdadeiro ◦ Real melhorado russo ◦ Riga Primavera ◦ Coimbrão  Hoje o cultivo do linho em Portugal destina-se sobretudo ao artesanato
  • 7. Classificação Reino: Plantae Classe: Rosidae Ordem: Linales Família: Linaceae Género: Linum (cerca de 100 espécies) Espécie: Linum usitassimum L.,1753
  • 8. Morfologia  Planta anual, erecta e glabra  Geralmente unicaule verde-acinzentado de 0,75-1,2 m de altura  Folhas sésseis, alternas, linear-anceoladas, achatadas, glaucas e com 3 nervuras.  Raíz aprumada, pouco desenvolvida.  Inflorescência cimeira  Flores hermafroditas e pentâmeras (5 sépalas inteiras ovada-oblongas, 5 pétalas azuis, brancas, lilases ou rosa pálido, 5 estames e 5 carpelos).  Fecundação autogâmica.  Frutos, cápsulas com 5 lóculos globosos ovoides, deiscentes na maturação.  Sementes amareladas, castanhas claras ou escuras, lisas, brilhantes e oblongas.  A viabilidade da semente pode chegar aos 17 anos(Hanson,1990) . Planta e peças anatómicas de Linum usitatissimum - Köhler–s Medizinal-Pflanzen-088
  • 9. Morfologia Interna O caule tem um diâmetro que varia entre 1 e 3 mm, contém 15 a 40 feixes formados por um conjunto de 12 a 40 fibras. Cada fibra resulta do depósito de camadas sucessivas de celulose contra as paredes de uma célula inicial, processo que conduz ao desaparecimento do seu citoplasma e morte da célula, ficando um espaço vazio, o Fibras do floema do caule de Linnum sp - teste com lugol. Foto de Menezes, N. L.
  • 10. Exigências Ambientais  Solo ◦ Solo profundo com boa reserva de água, não argiloso ◦ Rico em matéria orgânica ◦ Sem excesso de cálcio ◦ pH óptimo entre os 5-7 ◦ O linho é exigente em zinco ◦ Os linhos para produção de óleo adaptam-se melhor a solos arenosos
  • 11.  Luz e temperatura ◦ Planta C3 e de dias longos ◦ Mínimo de germinação –> 5ºC ◦ Óptimo de germinação –> 28ºC ◦ Temperatura crítica na floração -> -2ºC
  • 12.  Água ◦ Cultura muito exigente em água. ◦ São necessários 783 Kg de água para a produção de 1 Kg de matéria seca de linho(Hanson,1990). ◦ O linho têxtil tem maiores produções em climas temperados húmidos. ◦ O linho grão tem maior sensibilidade à falta de água no período que rodeia a floração, pode perder-se 30% da produção.
  • 13. Variedades  Variedade oleaginosa ou Linho de Inverno ◦ Porte mais rasteiro ◦ Caule curto (<60 cm) ◦ Muito ramificado ◦ Fase vegetativa mais demorada ◦ Necessidades moderadas em temperaturas vernalizantes ◦ Resistência ao frio ◦ Sementes maiores que a variedade têxtil (8 g/1000 sementes)  Variedade Têxtil ou Linho de Primavera ◦ Porte mais erecto ◦ Caule longo (>60 cm) ◦ Pouco ou não ramificado e apenas no topo ◦ Não necessitam de vernalização ◦ Sensíveis ao frio ◦ Sementes de dimensão reduzida (4-6 g/1000 sementes)
  • 14. Produtividade  O melhoramento da cultura visa sobretudo resistência a doenças, à acama e ao frio, bem como ao aumento da produtividade e qualidade.  A qualidade da semente parece estar associada a sementes de cor amarela e de menor dimensão, embora as maiores tenham mais óleo.
  • 15. Fatores Condicionantes da Cultura  Concorrência de outras fibras.  Exigência em termos de solos e clima ideais.  A tecnologia do seu processamento é de difícil mecanização, trabalhosa e aprendizagem demorada.
  • 16. Fatores Favoráveis à Cultura  A EU estabelece ajudas à produção e armazenamento.  Única fibra produzida na Europa Ocidental e utilizada em misturas com algodão e lã  O grão é rico em óleo e origina um bagaço de excelente qualidade (35-40% proteínas) para os animais.  Cultura de ciclo curto.  A palha tem várias utilizações.  Um ha de linho pode produzir mais que o algodão.
  • 17. Produção  A produção do linho grão pode ultrapassar as 3 t/ha e o linho têxtil as 7 t/ha.  A produtividade não atinge as 2 t/ha e as 3 t/ha.  1 t de palha pode originar 160 kg de tomento e 100 kg de estopa (Dupeux,1982).  O processamento da palha origina 13% de fibras longas (panos, fios), 16% de fibras curtas (estopa usada em oleados, serapilheiras), 40% de “shive” (rolhas), 13% sementes e 18% resíduos vários.
  • 18. Tipos de Linho  Mourisco  Riga Nacional  Galego
  • 19. As Fases do Linho Maçagem Sementes Dobage m Fiação Branqueamen to Espadelage m Secagem Maceraçã o Arrinca Tear Sementei ra Secagem Assedagem Lenho Cascas Ripanço
  • 20. Preparação do Solo  Estrumar com antecedência e com estrume bem curtido  Mobilizar(grades) repetidamente de modo a obter uma cama de sementes fina, sem vazios e sem grandes torrões à superfície  Operar rapidamente de modo a evitar a secagem do perfil  Triturar e distribuir de modo uniforme pelo perfil os resíduos(restolho) de culturas anteriores.
  • 21. Fertilização  O azoto favorece o crescimento desordenado das fibras e com lúmen maior, aumenta a ramificação da planta, facilita a produção de grão mas também a acama ( Moule, 1972)  A aplicação de fertilizantes potássicos podem precaver excessos de adubação azotada além de favorecer a qualidade da fibra  O fósforo aumenta o número de fibras por feixe, favorece a regularidade do diâmetro das fibras, o teor em óleo das sementes e a precocidade  O excesso de cálcio reduz a riqueza em fibras e prejudica o crescimento das plântulas  A calagem pode originar carências de zinco que levam à diminuição de produção de fibras, as plantas apresentam entrenós curtos e ramificações na base
  • 22. Sementeira A época mais favorável à sua sementeira é a de meados de Abril Temperatura considerada mínima para a germinação 4ºC A temperatura do solo para a sementeira deve ser de 7ºC No linho têxtil a densidade deve ser de 2000 a 2500 plantas/m2 No linho oleaginoso a densidade deve ser de 500 a 1000 plantas /m2 O risco da acama aumenta a partir das 1800plantas/m2 Quanto maior dor a densidade maior será a qualidade A profundidade de sementeira não deve ultrapassar2 a 4 cm (Cardwell,1984) Com semeadores de precisão deve usar-se
  • 23. Arrinca A sua colheita é normalmente em Junho, por arranque pela raiz da planta, quando esta apresentar cor amarela em três quartos, incluindo as cápsulas, e as folhas do terço inferior terem já caído. Após o arranque é posto a secar (fenação) até apresentar a cápsula bem seca.
  • 24. Ripanço Depois da cápsula bem seca é ripado no ripanço para separar as cápsulas que libertarão as sementes
  • 25. Maceração A maceração pode ser feita em água, a seco e por processos enzimáticos. A maceração em água, anaeróbia, consiste em emergir os feixes 9 a 10 dias. Nesta fase dá-se a curtimenta por fermentação bacteriana que visa libertar as fibras dos elementos lenhosos e do cimento (pectose) que os une. Na maceração em terra, aeróbica, a palha é estendida em camadas e sob fatores climatéricos sofre a decomposição por fungos. Na ausência de orvalho ou chuva deve regar-se. Este processo requer 30 a 40 dias. O processo industrial usa enzimas ou vapor que substituem a ação dos microrganismos
  • 26. Secagem  O linho em feixes é colocado a secar ao sol durante 15 dias
  • 27. Maçagem  Após a secagem maça-se no maçadouro.  A operação também pode consistir em triturar a parte lenhosa do linho, pela passagem dos caules entre rolos. Podem ser utilizados engenhos com tração animal ou hidráulicos. Engenho de linho de tração
  • 28. Espadelagem  O linho é aquecido aos molhos em fornos similares aos do pão, sendo de seguida espadelado obtendo-se assim a separação completa do material lenhoso das fibras de linho
  • 29. Assedagem  É necessário assedá-lo, no assedeiro. Separam-se as fibras de acordo com o seu comprimento, as fibras longas chamadas linho assedado (mais nobre) e as fibras curtas denominadas estopa assedada (mais grosseiras). Daqui resultam as estrigas.
  • 30. Fiação  O fio é obtido puxando uma mecha de fibras do manelo, retorcendo-as entre o polegar e o indicador, enrolando este fio no fuso e fazendo-o rodar. Estas fibras ao saírem do manelo da roca puxam outras dando assim continuidade à formação do fio.  Dos fios de linho obtidos nas maçarocas formam-se as meadas no sarilho Feitura das
  • 31. Branqueamento  As meadas são submetidas a complexos processos de branqueamento em que os fios são levados à fervura, cozidos em grandes potes depois das meadas terem sido empapadas numa calda de água e cinza, deixadas arrefecer e lavadas. Depois são colocadas a corar ao sol durante 15 dias, intercaladas com lavagens com água e sabão.
  • 32.
  • 33. Dobagem  Depois de seca a meada é convertida em novelos a fim de facilitar a sua utilização nos teares, utilizando-se para o efeito uma dobadoura
  • 34. Tear  Com os novelos urde-se a teia, na urdideira. Cada fio no seu dente. Instalar a teia no tear. Encher as canelas no caneleiro. As canelas são sucessivamente alojadas na lançadeira, espécie de naveta que transporta o fio, para um lado e outro, na teia. A perdizela é um pequeno eixo, dentro da lançadeira, que segura a canela. Depois é só tecer, recolher as varas, e preparar o bragal.
  • 35.
  • 36. Linhaça  As sementes foram consideradas muito tempo como um subproduto do linho, cultivado essencialmente para a produção de tecidos.  A semente contém 32 a 44% de óleo rico em ácidos gordos não saturados
  • 37. Óleo de linhaça O óleo de linho constitui 40% da biomassa da semente. Dele fazem parte:  Ácido oleico(13-36%)  Ácido linoleico(10-25%)  Ácido linolénico(30-60%)  Ácido palmítico(6-16%) Indicado para o uso de pinturas por formar uma espécie de película protetora. O óleo de linho é indicado para o uso de pinturas por formar uma espécie de película protetora, é usado como aditivo de tintas, vernizes, lacas e na produção de linóleo, mas também em tintas de impressão, impermeabilizantes e para produção de sabões. Recentemente o óleo do linho tem sido utilizado no tratamento de betão armado usado em pavimentação.
  • 39.
  • 41. Controlo Rotações longas (mais de 3 anos) Uso de sementes certificadas Desinfeção de sementes (fungicidas) Uso de cultivares resistentes
  • 43.
  • 44. Países Produtores Produção mundial do linho Austria Belgium- Argentina Luxembour g Bulgaria Chile China, mainland Belarus Egypt Estonia France Croatia Italy Latvia Lithuania Czech Republic Netherlands Belgium Ukraine Spain Russian Federation Romania Poland Slovakia United Kingdom Turkey China, Taiwan China Produção europeia do Austria 1% Belgium- Luxembour g 4% Bulgaria 0% Belarus 15% Estonia 0% France 25% Croatia 0% Italy 0% Latvia 0% Lithuania 1% Belgium Netherlands 8% Turkey 0% Slovakia Ukraine 5% United Kingdom Russian Federation 16% Romania Czech Republic 5% Poland 1% 0% 0% Spain 6% 7% 5% linho Gráficos realizados a partir dos dados disponibilizados pela FAO
  • 45.
  • 46.
  • 47. Aplicações  Indústria vestuário  Indústria automóvel  Indústria mobiliário  Indústria desporto  Indústria cosmética  Indústria alimentação
  • 48. Conclusão  O linho é o tecido mais ecológico que existe. Pesquisas comprovam que é 7 vezes mais ecológico que o algodão. É necessário muito pouco fertilizante químico no seu cultivo. Praticamente todos os seus componentes são utilizados, desde a palha que envolve a fibra (serragem) até à semente (alimentação, cosméticos). O cultivo é renovável não esgotando os solos. A procura crescente de fibras naturais anuncia um futuro risonho para a produção das fibras de linho. Quando tanto se fala em sustentabilidade há que reforçar a necessidade de aplicação em materiais recicláveis.
  • 49.
  • 50. Sites Consultados  http://dc250.4shared.com/doc/w1yx9fgE/preview. html  http://dc238.4shared.com/doc/fFi27V12/preview. html  http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Linum_usi tatissimum_- _K%C3%B6hler%E2%80%93s_Medizinal- Pflanzen-088.jpg  http://www.uc.pt/fluc/iarq/pdfs/Pdfs_FE/FE_93_2 012  http://faostat3.fao.org/browse/Q/QC/E  http://www1.agric.gov.ab.ca/$department/deptdo cs.nsf/all/prm7704  http://www.flaxcouncil.ca/english/index.jsp?p=gro wing7&mp=growing
  • 51. Bibliografia  “O Linho e a sua Cultura” Carlos Castro e Miguel Sequeira (1995) Vila Real UTAD
  • 52. Videos Pétalas que caem rapidamente https://vimeo.com/31782057 Arrinca e maceração https://www.youtube.com/watch?v=wDO2ah_Ke- M Assedagem https://vimeo.com/31329976 Fiação https://vimeo.com/79316418 O linho em França https://vimeo.com/18044043 Óleo Sementes https://vimeo.com/43691016 Industrialização do linho https://vimeo.com/31776118 Publicidade ténis https://vimeo.com/9176665 Vídeos incluídos: http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/Inventario/Imateriais/Im ateriaisConsultar.aspx?IdReg=280&EntSep=5#gotoPosition ESAV, 10 Novembro 2014

Notas do Editor

  1. É uma dicotiledónea.
  2. A origem da cultura do linho parece ser o médio oriente, embora alguns autores proponham mais do que um centro de origem. O linho faz parte do primeiro grupo de plantas cultivadas pelo homem. Os primeiros registos da cultura do linho, de natureza arqueológica, foram obtidos na Síria e comprovam a utilização de um linho, com características do Linum bienne Miller, num período anterior ao neolítico, há mais de 9000 anos. Também na Síria, foram recolhidos vestígios com cerca de 8000 anos de um linho cujas características se afastam das do linho selvagem e se enquadram nas do linho domesticado Linus usitassimum L. Os registos egípcios descrevem fielmente as diversas fases de tratamento do linho, e a utilização do mesmo em algumas múmias. A cultura do linho foi amplamente disseminada pelos romanos. Segundo Moule (1972) deve-se aos fenícios a introdução na Europa do Linum usitassimum de origem asiática. O seu cultivo na europa é anterior à aveia e ao centeio.
  3. Sementes incarbonizadas datadas do eneolítico no castro de Vila Nova de S. Pedro, Portugal. Eneolítico, idade do cobre ou calcolítico, período entre o neolítico e a idade do bronze. Em Portugal, o primeiro indício da utilização do linho surge na Idade da Pedra Polida (neolítica), com a descoberta de fusaiolas ou cossoiros em castros pré-romanos. Estas peças eram utilizadas na fiação e como pesos para teares verticais rudimentares. “O elevado número de pesos de tear recolhidos, tendo em conta a reduzida área escavada, num total de 104 exemplares, mostra por si só a forte actividade da tecelagem nesta estação Romana” ficheiro epigráfico Univ. Coimbra. Antes portanto da chegada dos romanos à península (séc. III a.C.), já os lusitanos manufacturavam o linho. Plínio (escritor romano do séc. I) menciona o linho Zoelicum da Galícia. “E Plínio (…) conta que em huma cidade da Galliza que se chamava Zoclia, se se dava hum genero de linho de que se faziam linhas para redes de pescar e outras cousas de tanta rijeza que os romanos levaram a semente delle para Itália e lhe chamavam Zodico” Duarte Nunez de Lião (1735) Achados em estações da Idade do Bronze. Um machado envolvido por tecido de linho em Ourique e existência de uma indústria de tecelagem. O algodão era mais barato e de fiação mais fácil. O aumento da produção com a intervenção do governo foi de 20%.
  4. Segundo o autor nenhuma destas variedades tem características de linhos produtores de fibras por serem demasiado curtos e de pequeno rendimento de fibras. Linhos mais resistentes ao frio e de Inverno possibilitam em Portugal avanços na cultura, onde a sementeira é efectuada tradicionalmente na Primavera. A produtividade em fibra pode ser aumentada com variedades mais altas, no entanto são mais sensíveis à cama e criam problemas na colheita. O melhoramento de variedades tem como objectivo obter o sincronismo da maturação da fibra e grão, isto permite obter o máximo rendimento em fibra e semente de boa qualidade bem como reduzir os custos de secagem das sementes. Este problema não se põe em Portugal já que as temperaturas são elevadas e há menos humidade aquando da colheita.
  5. As folhas geralmente apresentam 3 nervuras. As flores nascem na zona terminal dos ramos folhosos, sépalas de 5-7 mm de comprimento, as pétalas têm 1 cm de comprimento. A abertura da flor e queda das pétalas ocorre num só dia. As sépalas apresentam-se inteiras e as pétalas são unguiculadas e maiores do que as sépalas. O androceu é monadelfo, constituído por cinco estames que alternam com 5 estaminódios. O gineceu é constituído por cinco carpelos concrescidos e possui 5 lóculos. Cada lóculo apresenta 2 óvulos. Tratando-se de uma planta autogâmica prevalecem as linhas puras, em geral não ocorrem mais do que 2 % de polinização cruzada (Poehlam, 1978) Os lóculos têm 7-10 mm com até 10 sementes por cápsula. A cápsula é deiscente na maturação através de fendas que se formam ao longo das paredes que separam cada carpelo(septicida) e na nervura de cada carpelo (loculicida). As sementes amareladas, castanhas claras ou escuras, brilhantes, achatadas e ovais, de peso variável 3-12 g/1000 sementes
  6. Histologicamente, as fibras de linho são longas fibras floémicas localizadas no parênquima floémico dos caules da planta.São fibras extraídas dos caules. A matéria-prima de que são constituídas é também, como no algodão, celulose na sua maior parte. O linho é considerado uma fibra liberiana por ter atuação no vegetal como condutor da seiva e não como elemento estrutural do caule. Por observação microscópica da secção transversal de um caule de linho, verifica-se que o caule pode ser dividido numa zona interior lenhosa e numa exterior fibrosa. O comprimento de feixe varia entre 15 a 100 cm e o comprimento de fibra entre 2 a 12 cm. As fibras de linho são aproximadamente 25% do peso do caule. As fibras do floema no Linum usitatissimum são denominadas "fibras macias" por apresentarem pouca lignina nas suas paredes o que lhe confere valor económico.
  7. A produção em solos argilosos é normal em termos quantitativos mas prejudicada em termos qualitativos. O excesso de cálcio prejudica a riqueza em fibras. Os solos ácidos não apresentam carências de zinco. Os linhos para produção de óleo preferem solos arenosos dada a sua preferência por condições mais secas e quentes.
  8. O linho pode ser considerado como resistente ao frio já que certas variedades podem suportar temperaturas de 10ºC 15ºC. Temperaturas elevadas associadas a secura reduzem o teor em fibras e quando associadas a humidades, favorecem a cama (Sultana).
  9. Para o milho são necessários 349 Kg de água.
  10. A EU não é excedentária. A palha serve para cordas, papel tapetes, …
  11. O primeiro é produzido nas zonas do Algarve, Alentejo e Trás-os-Montes, uma vez que é muito resistente ao clima. Ao passo que os restantes tipos são produzidos no Minho dado que requerem terras frescas e um clima húmido.
  12. Conceito garantido pela sabedoria popular através do adágio popular que diz o seguinte: “Mais vale a estopa de Abril do que o linho de Maio”. As rotações do linho devem ser longas, mais de 3 anos, de modo a evitar a proliferação de parasitas e cansaço da terra. As culturas precedentes devem ser o trigo, beterraba ou o milho (Moule, 1972). Em regiões mais amenas pode ser semeado no Outono, fins de Setembro, de modo a que as plantas se desenvolvam o suficiente amtes do Inverno. Cultura de Inverno linho “mourisco ou temporão” Cultura da Primavera linho “galego ou serôdio”.
  13. Arrancadas devido à dificuldade do corte e no sentido de se obter maior produção de fibras.
  14. Em seguida efectuam-se uma sequência de operações com o intuito de se separar a parte lenhosa da parte fibrosa. A fibra de linho proveniente dos caules da planta é posta em feixes que são imersos em água, tipicamente em poças ou em represas, por um período de 8 a 10 dias - enriar
  15. Bactérias anaeróbicas Bacillus mesentericus, Bacillus subtiles e Clostridium butyricum. Fungos Penicillum sp.,Cladosporium herbarum e Rhodotorula sp..
  16. A fiação foi evoluindo com a utilização de outros processos, tal como a roda de fiar.
  17. Primeira fase da cultura são de temer os fungos que produzem falhas na emergência, plântulas fracas e no caso do Pythim, ocorrência de um “algodão” esbranquiçado no colo. Para evitar sugere-se o uso de sementes certificadas, a desinfecção das sementes, o enterro do restolho e rotações longas. A Phoma linicola e Pasmo –surgimento de manchas castanhas em toda a planta, infecção precoce que reduz a produtividade e qualidade. Importante rotação de culturas e uso de sementes limpas, tratadas com fungicida. Ferrugem - Esta doença é controlada principalmente com cultivares resistentes.  Esta doença é veiculada pelo solo, onde o fungo pode persistir por muitos anos. Várias espécies de Fusarium atacam o linho, que são em sua maior parte bastante resistentes a esta doença. 1 - Fusarium Estádio Ataque: murcha de Fusarium é uma doença que pode estar presente em toda a estação de crescimento. Geralmente, o impacto é maior no final do ciclo. Os sintomas: No início da vegetação, que pode causar damping off. A infecção começa com as raízes e coroa, a planta continua a crescer e morre por podridão seca ou chuva. Na maioria das vezes, é o Fusarium roseum que causam este tombamento. Mais tarde, em vegetação, antes do aparecimento dos botões florais, o ápice da haste pode dobrar e girar o amarelo ea planta murcha.Cultura parece sofrer com a seca e as peças são atacadas amarelo acastanhado.As seca folhagem. entre a floração ea maturação, as plantas podem ser atacados. A doença manifesta-se por secagem das folhas que caem prematuramente. O caule se torna marrom e morre. A planta tem uma aparência avermelhada. Plantas doentes estão na coroa (base do caule) uma rosa branca em feltragem molhada. Esta doença é causada por Fusarium oxypsorum f. sp. lini. Este fungo de solo entra na planta através das raízes e tecidos condutores e produzir toxinas prejudiciais. Tratamentos: O uso de variedades resistentes de hoje continua a ser o único meio de controle. 2 - Gravar Estádio Ataque: visíveis a partir de 5 cm. Sintomas: Os primeiros sintomas são a parada do crescimento da raiz principal e raízes laterais. Isso faz com que o crescimento prisão do caule, folha amarelada da cúpula. Os tronco e as folhas são castanhos e têm um "queimado". Aparência Esta doença é causada por um complexo de fungos do solo ou um deles (elegans Chalara, Pythium sp. e Asterocystis radicis). No campo, a doença forma de "round" Burning cercado por "redondos" menores. Tratamentos: O uso de variedades resistentes é o único meio de controle. 3 - Oídio Estádio Ataque: Oídio pode estar presente 20-30 cm, mas geralmente 60-80 cm. Sintomas: A doença é facilmente identificado por um feltro branco presente nas folhas . Pode atingir o eixo. Há folhas de queda no final. É favorecida por uma vegetação claro, os campos de linho doentios e altas temperaturas. Tratamentos: tratamento químico aprovado, e de variedades tolerantes em breve. 4 - verticillium Estádio Ataque: . O mal conhecido, parece que a doença infecta primeiros lençóis antes de 10 centímetros, mas é visualmente evidente que tarde, no final do ciclo, bem como fusarium Sintomas: O linho murcha é causada por um fungo, Verticillium dahliae. Verticillium no solo e penetra as raízes de volta para os tecidos vasculares da planta, causando secura. O fungo é encontrado nas áreas castanhas no topo das hastes. Microescleródios negros crescem em abundância em torno das hastes durante a maceração, dando-lhes uma aparência azul metálico (os sintomas mais típicos). O caules tornam-se frágeis e quebradiços. O fungo é favorecido pelo clima quente e seco. Resta muito tempo no solo (14) como microescleródios. Este patógeno tem várias plantas hospedeiras: colza, batata, beterraba, trigo, cevada ... Tratamentos: Nenhum tratamento é eficaz. Até o momento, apenas algumas variedades são menos sensíveis, mas não eliminam o risco de um grande ataque. LAURENT CAZENAVETerre de LIN
  18. Foco em ... doenças ocasionais ou raras • Os mortos-lin: Avançado 10 cm do palco, esta doença é causada por Phoma exigua var. linicola e é caracterizada por um escurecimento das plantas e baixa estatura. No pescoço, uma luva marrom aparece, pontuado com pontos pretos (os picnides).  Depois disso, a planta se torna marrom e seque completamente. O tratamento de sementes e plantas de processamento são possíveis.  • Septoria: Causada por um fungo, Septoria linicola, septoriose ataque no final da vegetação. Os sintomas são caracterizados pela presença de manchas castanhas sobre as folhas. Estes pontos, em seguida, ganhar caules, tomando um aspecto listrado. Áreas Brown (pacientes) se alternam com áreas verdes (saudáveis). Septoria pode estender-se mais tarde para toda a haste.  As temperaturas elevadas e frequentes chuveiros encorajar a disseminação da doença. Há um tratamento químico aprovado.  • A ruptura e haste marrom: São causadas por Kabatiella lini (= Polyspora lini), um fungo que pode atacar de linho ao longo de sua vegetação. Para a pausa, a vara se curva uma rachadura longitudinal ocorre na curva. O caule torna-se frágil ", ela rasteja no chão." No segundo caso, a doença manifesta-se pela presença de manchas castanhas longitudinais e unilaterais. A seca de haste e das pausas. Não é um tratamento aprovado química.  • O (Botrytis cinerea): Encaminhar a fase de cotilédones para encenar 5-6 cm, mofo cinzento é caracterizado por secagem ou apodrecimento de mudas por parte das famílias. Mais tarde, na vegetação, o mesmo parasita pode causar podridão. Esta doença é caracterizada pelo aparecimento de um fio de cabelo cinzento e micélio sobre uma área de podridão do colo. Existe um tratamento químico aprovado para o tratamento de sementes.  • Sclerotinia: A sclerotinia é normalmente observada em linho pago. Também desenvolve durante maceração sob a faixa devido a umidade excessiva. Um branco denso micélio cresce nas hastes permanecem em contacto com o solo.Isto provoca uma deterioração que provoca a quebra da haste e uma perda de fibra longa. Sclerotinia também foi isolado de linho não hastes pago. Uma caixa branca apareceu no caule em junho (após a floração). A este nível, a haste é frágil, a superfície da pele fica solta e peeling. Escleródios Preto (2 mm) podem aparecer neste luva branca. Infestado caules secos (em cima) e tornam-se frágeis. Não há nenhum tratamento químico aprovado.  • A antracnose: A doença aparece nos cotilédones de 1-2 folhas.Colletrotrichum causada por lini, manifesta-se por manchas marrons claras cercadas por uma faixa marrom avermelhada nas folhas. Ela pode causar o tombamento. A luta é por meio do tratamento de sementes preventiva.  • Ferrugem: Muito raro hoje em dia, a ferrugem é causada por Melampsora lini.Ela ataca durante o crescimento e é facilmente reconhecível pela presença de pústulas laranja. Estes podem desenvolver em folhas, caules e cápsulas. Plantas de fibras com enfraquece e local. Durante a infecção, pústulas tornam-se marrom ao preto. Não existe tratamento aprovado. LC
  19. Heliothis Ononis     - As mariposas depositam seus ovos nas flores abertas e jovens larvas comem a semente em desenvolvimento dentro da cápsula   Euxoa auxiliaris  - Larvas da alimentação gramíola exército na folha de linho na primavera  Macrosiphum euphorbiae - O inseto pode reduzir significativamente os rendimentos. Os pulgões voam em campos no início de julho, e atingir densidades de pico no final de julho ou início de agosto. Esta praga usa seus aparelhos bucais para perfurar e extrair seiva de caules e folhas Euxoa tristicula - As mariposas adultas põem ovos na superfície do solo durante a tarde de verão  - As larvas alimentam-novo em mudas de linho na primavera  - Cutworm geralmente permanecem abaixo do solo cortar a jovem próximo à superfície do solo e trazê-las para baixo onde eles são consumidos. 
  20. Produção mundial para países acima de 1000 toneladas. Em Portugal o linho é apenas produzido em pequenas quantidades para o fabrico de peças de artesanato e para fazer recriações dos métodos tradicionais.