FACULDADE 7 DE SETEMBRO – FA7      CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃOO PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DECASO...
GRACIELE FERNANDES GUERRATO O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DECASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE)...
O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE   CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO                    ES...
“Adquire      sabedoria,   adquireinteligência, e não te esqueçasnem te apartes das palavras daminha boca. A sabedoria é a...
AGRADECIMENTOS      Primeiramente a Deus, pela sua infinita misericórdia e graça. Por guiar meuspassos e me iluminar, dand...
RESUMO        Os mais novos empreendimentos do Brasil são geridos por jovens daGeração Y, ou seja, que têm entre 18 e 34 a...
ABSTRACTThe newest enterprises in Brazil are managed for young people from the Ygeneration, that is, those 18-34 years-old...
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1: Evolução da taxa de empreendedores iniciais (TEA) - Brasil -2002:2010............................
LISTA DE FIGURASFigura 1: Caracterização histórica do indivíduo empreendedor……………... 26Figura 2: Análise comparativa das g...
LISTA DE QUADROSQuadro 1: Empreendedores iniciais segundo faixa etária – Brasil2002:2010 - Taxas (%).........................
SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO......................................................................................   122. REFERENC...
1 INTRODUÇÃO      Uma nova geração tem se mostrado potencialmente empreendedora naatualidade. Os mais novos empreendimento...
Além dessas características do empreendedor e da Geração Y, existemhabilidades empreendedoras específicas, segundo Dornela...
Sobre a caracterização das gerações, serão abordadas individualmentedesde a geração dos baby boomers até Geração Z, passan...
2   REFERENCIAL TEÓRICO2.1 Empreendedorismo      A   expressão      empreendedorismo          foi   traduzida      da    p...
do empreendedor, para os clássicos do século XVIII, a sociedade se dividia                    em trabalhadores, rentistas ...
inovação e apontando-o como elemento que dispara e explica o desenvolvimentoeconômico, enfatizando que o empreendedor é o ...
competitividade, reduzir custos e manter-se no mercado, devido à necessidade deestabilizar a economia do país face à globa...
A atividade empreendedora tem crescido significativamente no país,estimulando a economia e amenizando os efeitos da crise ...
Gráfico 2: Empreendedores iniciais segundo gênero - Brasil – 2010 - Taxas (%).Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2010.       Quan...
Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2002:2010.       A pesquisa GEM (2010, p. 53) explica o crescimento e a importância do jovemem...
Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2010.       No Brasil, à medida que a renda aumenta, os empreendimentos tambémaumentam. Esses ...
A decisão de se iniciar um novo empreendimento começa, segundo Bessant eTidd (2009, p. 293), com o desejo de se ganhar ind...
observa o gerente como organizador de recursos enquanto o empreendedor comoaquele que trabalha na definição de contextos. ...
inspirar; ele não pode deixar que as coisas se tornem rotineiras e, para ele, a práticade hoje jamais será suficientemente...
Indivíduos guiados pelo desejo de                       criar     ou      mudar      algo,                       independe...
Figura 1: Caracterização histórica do indivíduo empreendedor.           •Richard Chantillon: Assumem riscos.  1725        ...
Essas informações se organizam sob a análise comparativa de Filion (1999)das características de um empreendedor vistas de ...
2.3 Caracterização das gerações        Para melhor compreensão da geração a ser estudada, a Geração Y, é desuma importânci...
crescimento pessoal em nome de uma promoção. Para muitos desses 30                       milhões de pessoas da geração X q...
Pode-se observar na descrição acima que essa segmentação por estilo ouestágio de vida auxilia Kotler e Armstrong (2007) a ...
controle remoto. Impacientes e criativos, imediatistas e versáteis, eles                       começam a ganhar milhões co...
Esses jovens atuam em escala global e em nichos bem específicos. "Graçasàs novas tecnologias, os jovens fazem negócios glo...
3     METODOLOGIA3.1   Plano de Pesquisa         Trata-se de uma pesquisa conclusiva descritiva, de caráter bibliográfico ...
(2002) afirmam que a hipótese subjacente à escolha de uma comunidade típicaapresenta propriedades específicas em relação à...
I – Dados do respondente: sexo, idade e grau de instrução;      II – Dados da Empresa do respondente: porte e ramo de atua...
3.5   Processamento e Análise dos dados      Neste estágio é feita a tabulação dos dados e a organização sistemática deste...
11           b           23         b          35         b             12           C           24         cFonte: Elabor...
4     APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS       Dos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários de For...
Quanto às principais habilidades empreendedoras encontradas nos jovensempresários da Geração Y associados à AJE, pode-se o...
por 47% que são bons e apenas 7% moderados. Ou seja, a maioria desses jovensempresários tem entre bom e excelente domínio ...
Capacidade de Comunicação e Cooperação                                            0%                                      ...
Gráfico 8: Busca pela inovação dos empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza.                     0%      0%    ...
Hábito de esperar                                 0% 0%                                      7%                           ...
Hábito de Planejar                                     0%                                           13%                   ...
Em relação aos investimentos, a maioria dos empresários da Geração Yprocura investir em nichos específicos, independente d...
Gráfico 13: Principais características dos empresários da Geração Y associados à AJEFortaleza.Fonte: Elaborado pela autora...
5     CONCLUSÃO      Respondendo ao objetivo específico a) desta pesquisa, de descrever asprincipais habilidades do empree...
internet, eles não diminuem sua capacidade de comunicação e colaboração, pelocontrário, eles utilizam a internet como ferr...
visto que este auxilia na busca pela inovação e é fator fundamental para que umaempresa se mantenha competitiva no mercado...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALVES Jr., Maiso Dias. Sustentabilidade das organizações sem fins lucrativos:evidências e experi...
KITZINGER, J.; BARBOUR, R.S. (1999). Introduction: The challenge and promise offocus groups. In: R.S. Barbour and J. Kitzi...
ANEXO ASexo: ( ) Feminino   ( ) Masculino   Idade:   Grau de Instrução:Ramo de atuação da empresa:                   Porte...
ANEXO B      AUTO-AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES EMPREENDEDORAS (Dornelas, 2003)Para cada questão, faça um círculo na resposta ...
b. Que o número de amigos que tenho depende de quão legal eu sou       c. Desenvolver relacionamentos duradouros é geralme...
O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ.
O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ.
O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ.
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ.

6.759 visualizações

Publicada em

Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração.

Publicada em: Educação
1 comentário
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Gostei bastante. Identifico nessa geração dita Y, a retomada de traços como a lealdade e a necessidade de transparência que caracterizaram a geração de estudantes que nos anos 60, especialmente em 68, foi à luta no mundo todo, juntando inclusive operários no seu rastro, coisa que provocou, na França, a maior greve geral da História.
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
6.759
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
116
Comentários
1
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ.

  1. 1. FACULDADE 7 DE SETEMBRO – FA7 CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃOO PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DECASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ. GRACIELE FERNANDES GUERRATO FORTALEZA - 2011
  2. 2. GRACIELE FERNANDES GUERRATO O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DECASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ. Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador: Prof. Maíso Dias Alves Júnior, MSc. FORTALEZA – 2011
  3. 3. O PERFIL EMPREENDEDOR DA GERAÇÃO Y: UM ESTUDO DE CASO DA ASSOCIAÇÃO DE JOVENS EMPRESÁRIOS (AJE) DO ESTADO DO CEARÁ. Monografia submetida à Faculdade 7 de Setembro, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Adminsitração. ______________________________________ Graciele Fernandes GuerratoMonografia aprovada em: ______ / ______ / ______ ______________________________________ Prof. Maíso Dias Alves Júnior, MSc.Examinador: ______________________________________ Prof. Hercílio Brito, MSc. (FA7) Coordenador do Curso
  4. 4. “Adquire sabedoria, adquireinteligência, e não te esqueçasnem te apartes das palavras daminha boca. A sabedoria é a coisaprincipal; adquire, pois, asabedoria, emprega tudo o quepossuis na aquisição deentendimento. Exalta-a, e ela teexaltará; e, abraçando-a tu, ela tehonrará”. Provérbios 4:6-8
  5. 5. AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus, pela sua infinita misericórdia e graça. Por guiar meuspassos e me iluminar, dando-me forças nos momentos mais difíceis desta minhatrajetória e permitindo-me tantas conquistas. Aos meus pais Marcelo e Angela, aos meus avós Sebastião e Raimunda e aomeu tio Aécio, por todo suporte, educação de excelência e exemplo de vida quesempre me deram. Aos meus preciosos irmãos Amós, Anne Victoria, Rachel Milaeli e HadassahMilaeli, simplesmente por serem parte de mim, me compreenderem e me apoiarem. Às minhas amigas Ana Santos e Fabiana Machado, pela sua compreensão,paciência e suporte nos tempos difíceis. Ao apoio incessante da minha família do coração: Augusto, Adriana, Pedro eTiago Ribeiro. Tenho muito apreço por sua coragem, determinação e união,principalmente em não se deixar abater por obstáculos. Obrigada por suas palavrasencorajadoras em todo o tempo. Aos meus colegas de turma Adriano Matias, Ana Iara Veras, Bárbara EllenDiogo, Davyd Mendes, Emerson Batista, José Luis Passos e Yoann Wozniak peloincentivo dado durante o período da faculdade e à realização deste trabalho. Ao professor Mestre Maiso Dias Alves Júnior, pelas suas orientações segurase criteriosas, colaborando de maneira significativa na realização deste trabalho. Ao Coordenador Geral da Associação de Jovens Empresários (AJE), CarlosErnesto Holanda, e dos respondentes desta pesquisa, pela disponibilidade,presteza, atenção e paciência dispensadas durante a coleta dos dados. Aos professores e à coordenação do curso por tão sabiamente transmitiremseus conhecimentos.
  6. 6. RESUMO Os mais novos empreendimentos do Brasil são geridos por jovens daGeração Y, ou seja, que têm entre 18 e 34 anos. O objetivo geral desta pesquisa éanalisar o perfil empreendedor dos empresários da Geração Y associados àAssociação de Jovens Empresários (AJE) de Fortaleza, Ceará, que os diferenciamdas outras gerações e os tornam potenciais empreendedores na atualidade, atravésda descrição das principais habilidades do empreendedor da Geração Y e daidentificação as principais características dos empresários da Geração Y. Trata-sede uma pesquisa qualitativa, conclusiva descritiva e de caráter bibliográfico que foiaplicada pessoalmente em forma de questionário com questões dirigidas aosempresários associados à AJE. Os resultados colhidos foram tabulados, einterpretados baseados no seu percentual comparativo e pontuação obtida. Destainvestigação, o diferencial encontrado nesta geração que os torna potenciaisempreendedores na atualidade é a propensão em assumir riscos calculados, ocomprometimento e gosto pelo que fazem, a busca pela inovação e, principalmente,o domínio da tecnologia, visto que este auxilia na busca pela inovação e é fatorfundamental para que uma empresa se mantenha competitiva no mercado atual.Palavras-chave: Geração Y. Empreendedorismo. Jovens Empresários.
  7. 7. ABSTRACTThe newest enterprises in Brazil are managed for young people from the Ygeneration, that is, those 18-34 years-old. The objective of this research is to analyzethe entreprising profile of the entrepreneurs of the Y Generation associated with AJE- Associação de Jovens Empresários (Association of Young Entrepreneurs) ofFortaleza, Ceará. We look for that which differentiates them from the othergenerations and makes them such potential entrepreneurs in our time, through thedescription of the main skills of the entrepreneur of the Y Generation and theidentification of the main characteristics of the Y Generation. We have a qualitative,conclusive and descriptive inquiry of bibliographical nature which was personallyapplied in the form of a survey with questions directed towards the entrepreneurswho have association with AJE. The results collected were placed on a spreadsheetand interpreted based on their comparative percentage and the score obtained. Fromthis investigation, the differential discovered in this generation, which makes thempotential entrepreneurs in out time, is the propensity to assume calculated risks, thecommitment to and interest in what they do, the search for innovation, and, mainly,the domain of technology which helps in the search for this innovation and is thefundamental factor for a company to remain competitive in the market today.Keywords: Generation Y. Entrepreneurship. Young Entrepreneurs.
  8. 8. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1: Evolução da taxa de empreendedores iniciais (TEA) - Brasil -2002:2010.................................................................................................... 19Gráfico 2: Empreendedores iniciais segundo gênero - Brasil – 2010 -Taxas (%)..................................................................................................... 20Gráfico 3: Ramo de atuações dos empresários associados à AJEFortaleza………………………………………………………………………..... 38Gráfico 4: Principais Habilidades Empreendedoras dos empresários daGeração Y associados à AJE Fortaleza…………………………………….... 39Gráfico 5: Domínio da Tecnologia dos empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza………………………………………………….... 40Gráfico 6: Capacidade de Comunicação e Cooperação dos empresáriosda Geração Y associados à AJE Fortaleza…………………………….......... 40Gráfico 7: Valorização da autonomia no trabalho pelos empresários daGeração Y associados à AJE Fortaleza………………………………………. 41Gráfico 8: Busca pela inovação dos empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza………………………………………………….... 41Gráfico 9: Hábito de esperar dos empresários da Geração Y associadosà AJE Fortaleza…………………………………………………....................... 42Gráfico 10: Hábito de planejar dos empresários da Geração Y associadosà AJE Fortaleza…………………………………………………....................... 43Gráfico 11: Preocupação com a sustentabilidade dos empresários daGeração Y associados à AJE Fortaleza………………………………………. 43Gráfico 12: Preferência por investir em nichos específicos pelosempresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza………………….... 44Gráfico 13: Principais características dos empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza………………………………………………….... 45
  9. 9. LISTA DE FIGURASFigura 1: Caracterização histórica do indivíduo empreendedor……………... 26Figura 2: Análise comparativa das gerações segundo Kotler e Armstrong… 29
  10. 10. LISTA DE QUADROSQuadro 1: Empreendedores iniciais segundo faixa etária – Brasil2002:2010 - Taxas (%)................................................................................. 20Quadro 2: Empreendedores iniciais segundo faixa etária e razãooportunidade/necessidade - Brasil – 2010 - Taxas (%)............................... 21Quadro 3: Categorias de Empreendedores segundo Bessant e Tidd......... 25Quadro 4: Tipos de habilidades empreendedoras segundo Dornelas(2003)……………………………………………………………………………... 27Quadro 5: Respostas da Avaliação das Habilidades empreendedoras(Dornelas, 2003)…………………………………………………………………. 36
  11. 11. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO...................................................................................... 122. REFERENCIAL TEÓRICO................................................................... 152.1. Empreendedorismo……………………………………………………....... 15 2.1.1. Empreendedorismo no Brasil……………………………………… 172.2. O Perfil Empreendedor……………………………………………………. 222.3. Caracterização das gerações………………………………………......... 28 2.3.1. Baby Boomers……………………………………………………... 28 2.3.2. Geração X………………………………………………………….. 28 2.3.3. Geração Y………………………………………………………….. 29 2.3.4. Geração Z………………………………………………………….. 323. METODOLOGIA……………………………………………………………. 333.1. Plano de Pesquisa…………………………………………………………. 333.2. Delimitação da Pesquisa……………………………………………......... 333.3. Procedimentos de Coleta………………………………………………..... 343.4. Objeto de Pesquisa……………………………………………………....... 353.5. Processamento e Análise dos Dados……………….………….……….. 353.6. Interpretação dos resultados……………………………………………… 374. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS………………………………… 385. CONCLUSÃO……………………………………………………………….. 46REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………….. 49ANEXOS…...….………………………..………………………………………... 51
  12. 12. 1 INTRODUÇÃO Uma nova geração tem se mostrado potencialmente empreendedora naatualidade. Os mais novos empreendimentos do Brasil são de jovens da Geração Y,ou seja, que nasceram entre as décadas de 80 e 90 e em 2011 têm entre 18 e 32anos. São chamados de Geração Y os jovens filhos da Geração X e netos dos BabyBoomers, que possuem características e comportamentos específicos. A presençade habilidades empreendedoras nos jovens da Geração Y se torna diferencial paraque as empresas deles se mantenham competitivas no mercado em um mundoglobalizado e ágil. Segundo os dicionários MacMillan (2007) e Longman (2008), a expressãoGeração Y, do inglês, Generation Y, representa as pessoas nascidas entre os anos1980 e 1990. São jovens filhos da Geração X, nascidos 1960 e 1970, e netos dosBaby Boomers, nascidos durante o período da “explosão de bebês”, do inglês, babyboom – nome dado devido ao grande crescimento vegetativo do período – até o finalda Segunda Guerra Mundial, que corresponde ao período de 1930 a 1950. Oliveira (2010) especifica algumas características da Geração Y, como a deserem curiosos e questionadores, extremamente informados, possuírem grandeconhecimento de línguas, criativos; buscarem por novas experiências, optarem porpadrões informais, terem necessidade constante de reconhecimento, seremindividualistas, terem a necessidade de estarem buscando costantemente conexões(networking) possuem projetos pessoais de prazos curtos e imediatos, focam emresultados e apresentam alta rotatividade em empregos. Algumas das características apresentadas da Geração Y se assemelham ecomplementam as características empreendedoras apresentadas por Dornelas(2003), que define os empreendedores como seres visionários, que sabem tomardecisões, que fazem a diferença, sabem explorar ao máximo as oportunidades, sãodeterminados e dinâmicos, são dedicados, são otimistas e apaixonados pelo quefazem, são independentes e constroem seu próprio destino, são líderes eformadores de equipes, são bem relacionados (network), são organizados, estãosempre planejando, possuem conhecimento, assumem riscos calculados e criamvalor para a sociedade que, por exemplo, somadas às dificuldades e insatisfaçõesao se enquadrar em determinadas empresas, os fazem ir à busca dos seus própriosnegócios.
  13. 13. Além dessas características do empreendedor e da Geração Y, existemhabilidades empreendedoras específicas, segundo Dornelas (2003). São elas amotivação para a realização, o autocontrole, a propensão a assumir riscos, aresolução de problemas e a influência. A Geração Y possui uma parcela significativa dos novos empreendimentosque vêm surgindo nos últimos anos concomitante à dificuldade que as empresas queestão há mais tempo no mercado têm em atrair e reter talentos desta geração. As características que apresenta a Geração Y são característicasempreendedoras, como a inovação e a propensão à assumir riscos que, porexemplo, somada às dificuldades e insatisfações ao se enquadrar em determinadasempresas, os fazem ir à busca dos seus próprios negócios. A importância do estudo da Geração Y no empreendedorismo está nacontribuição que o mesmo irá trazer para o crescimento e desenvolvimento daeconomia, visto que estes jovens são parcela significativamente crescente nomercado atual; e na contribuição para as organizações, sendo importante conheceras características dos jovens desta geração para desenvolver programas para atraí-los e retê-los dentro das organizações. Diante do exposto, essa pesquisa pretende responder a seguinte questão:quais as principais características e habilidades encontradas no perfil dosjovens da Geração Y que os tornam potenciais empreendedores na atualidade? Para responder à questão, o estudo tem por objetivo geral analisar o perfilempreendedor dos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários (AJE) de Fortaleza, Ceará, que os diferenciam das outras gerações eos tornam potenciais empreendedores na atualidade. Para isso, o estudo tem porobjetivos específicos a) descrever as principais habilidades do empreendedor daGeração Y b) identificar as principais características dos empresários da Geração Y. Desta forma, este estudo primeiramente irá abordar o referencial teórico desteassunto com uma abordagem histórica sobre o surgimento do empreendedorismo,destacando sua importância no Brasil. Em um tópico sobre o Perfil Empreendedor,serão expostas, em ordem cronológica, as definições das principais característicasencontradas em um empreendedor, definindo o seu perfil e destacando as principaishabilidades dos mesmos.
  14. 14. Sobre a caracterização das gerações, serão abordadas individualmentedesde a geração dos baby boomers até Geração Z, passando pela Geração X e pelaGeração Y, sendo esta o objeto deste estudo. A seguir, é definida a metodologia do trabalho, que inclui o plano de pesquisa,a sua delimitação, os procedimentos de coleta, o objeto da pesquisa, como serãofeitos o processamento e a análise dos dados, e a interpretação dos resultados, osquais são definidos com base no referencial teórico abordado. Mediante a coleta, o processamento, a análise e a interpretação dos dadoscoletados, são apresentados os resultados da pesquisa, destacando os principaispontos relacionados aos objetivos da pesquisa. Enfim, na conclusão deste trabalho, são apresentados os principaisresultados, e são respondidos o objetivo geral, os objetivos específicos e aproblemática deste estudo, sendo também apresentada a contribuição deste estudo,suas restrições e sugestões para pesquisas futuras.
  15. 15. 2 REFERENCIAL TEÓRICO2.1 Empreendedorismo A expressão empreendedorismo foi traduzida da palavra inglesaentrepreneurship que, por sua vez, foi derivada do latim imprehendere, tendo seucorrespondente empreender. O termo surgiu na França por volta dos séculos XVII eXVIII, quando começou a ser utilizado basicamente para uma visão economista, comforte viés de uso para a geração de valor econômico e para a exploração deoportunidades de mercado, sendo elemento útil à compreensão do desenvolvimentopelos economistas. (ALVES Jr., 2010) O empreendedorismo foi, segundo Filion (1999), primeiramente conceituadono início do século XIX por Jean Baptiste Say, economista francês considerado o paido empreendedorismo. O conceito exposto por Jean Baptiste Say é de queempreendedor é o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de baixa paraoutra de maior produtividade e retorno. Há ainda pesquisadores que afirmam que, na verdade, foi utilizada pelaprimeira vez em 1725 pelo economista irlandês Richard Cantillon, reconhecido comoo grande teórico da economia pelos historiadores, o qual define empreendedor comoum indivíduo que “assume riscos”. Cruz Jr. (2006, p.4) relata que, em 1800, Jean Batist Say utilizou o termoempreendedor no livro “Tratado de economia política” com o objetivo de designar aspessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas emelhores formas de agir. Na visão de Best (2007, apud Machado, 2007, p.), em seu artigo da revistafrancesa Challenges “O empreendedor no centro”, publicado em 15 de fevereiro de2007, quando se fala da história do empreendedorismo, afirma que: Jean-Baptiste Say costumava ser descrito como um seguidor das idéias de Adam Smith, mas na verdade ele vai muito além. „É o primeiro economista da oferta‟, afirma Jean-Pierre Potier, que dirigiu a coletânea universitária Jean-Baptist Say, nouveaux regards sur son oeuvre (Éditions Economica). Ele insiste nas condições da produção, valorizando o papael
  16. 16. do empreendedor, para os clássicos do século XVIII, a sociedade se dividia em trabalhadores, rentistas e capitalistas. Jean-Baptiste Say recusou essa visão. A seus olhos, cada um pode desempenhar uma dessas funções num momentou ou outro. Esse enfoque será retomado posteriormente pela escola neoclássica. Para melhor compreender a história do empreedorismo, é importante aobservação de alguns fatores, como eventos históricos de ascensão e discensãoeconômica, que influenciaram o desenvolvimento deste. Em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, as indústrias como as deautomóveis, de aço, de equipamentos elétricos, de telefone, de petróleo, entreoutras, estavam amadurecidas e podiam criar empregos com novos investimentosde capital relativamente pequeno, como salários e benefícios para os funcionários,ao mesmo tempo em que conseguiam lucros fabulosos. Kondratieff, citado por Drucker (2008), defendia que a dinâmica da economiaé inerente à tecnologia. E o que acontecia era que as empresas alcançavam seuslucros recordes, mas não se preocupavam em utilizar a tecnologia para inovar seusprodutos, de forma que o período de declínio do ciclo de vida do seu produto setransformasse no seu próprio declínio, fazendo com que elas entrassem em umcolapso, em um período de estagnação. Foi o que ocorreu em meados dos anos 70.Mas, apesar de ter sido um período de estagnação e declínio de uma“desindustrialização da América”, nos Estados Unidos estava havendo umredirecionamento da economia de “gerencial” para “empreendedora”. Neste período, ao mesmo tempo em que na Europa Ocidental milhões depessoas ficaram desempregadas, o mercado de trabalho nos Estados Unidoscresceu 50%, passando de 71 para 106 milhões de americanos assalariados eempregados. Este crescimento do emprego nos Estados Unidos ocorreu em um novo setor,pelas instituições pequenas e médias, a maioria delas empresas pequenas privadas,somado ao fato das mulheres casadas começarem a afluir decididamente para omercado de trabalho, como forma alternativa de gerar renda para a família. O empreendedorismo é considerado por Timmons (1990) uma revoluçãosilenciosa que seria para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para oséculo 20. Schumpeter (1934), aprimorando o conceito de Jean Baptiste Say, dáprojeção ao empreendedorismo associando o empreendedor ao conceito de
  17. 17. inovação e apontando-o como elemento que dispara e explica o desenvolvimentoeconômico, enfatizando que o empreendedor é o homem que realiza coisas novas enão, necessariamente, aquele que inventa. Quando se fala em inovar, Drucker (2008, p. 5) apresenta como um dosfatores desta “revolução silenciosa” os benefícios da alta tecnologia, do avançotecnológico para a inovação e o empreendedorismo: Não há dúvida de que a alta tecnologia, seja sob forma de computadores ou de telecomunicações, de robôs nas fábricas ou de automatização de escritórios, de biogenética ou de bioengenharia, é de imensurável importância qualitativa. Ela fornece os estímulos e as manchetes. Ela cria a visão para o espírito empreendedor e a inovação na comunidade, e a receptividade para ambos. Isto complementa o que Drucker (1987) fala a respeito do empreendedor,ressaltando sua importância pelo fato de provocar impacto na economia. O autordiferencia a administração tradicional da empreendedora, explicando que enquantoa administração tradicional preocupa-se em especializar-se na gestão de novosnegócios, a empreendedora tem seu foco em aprender a empreender e inovarconstantemente devido às rápidas mudanças que ocorrem neste mundo globalizado. Dornelas (2001) explica que o mundo tem passado por várias transformaçõesem curtos períodos, principalmente no século XX, quando a maioria das invençõesque revolucionaram o estilo de vida das pessoas foi criada como, por exemplo, aApple Computer criada em 1976, que revolucionou a indústria de computadores,telecomunicações, filmes e música. Essas invenções são fruto de inovação, de algoinédito ou de uma visão de como utilizar as já existentes, mas que ninguém antesousou olhar de outra maneira.2.1.1 Empreendedorismo no Brasil O conceito de empreendedorismo, como explica Dornelas (2001, p.1), temsido muito difundido no Brasil nos últimos anos, intensificando-se no final da décadade 1990 com a criação de pequenas empresas duradouras e a necessidade daeliminação das altas taxas de mortalidade desses empreendimentos. Oempreendedorismo vem como forma de procurar alternativas para aumentar a
  18. 18. competitividade, reduzir custos e manter-se no mercado, devido à necessidade deestabilizar a economia do país face à globalização. Com o aumento do desemprego, principalmente em grandes cidades, aspessoas começam a ver na abertura do seu próprio negócio a alternativa para suasobrevivência, o que caracteriza um empreendedorismo por necessidade queacontece na maioria das vezes sem planejamento. Apesar de este tema ter se difundido pelo país, muitas pessoas não tinhamconhecimentos de gestão de negócios e não planejavam suas atividades, o queresultou em altas taxas de mortalidade dessas pequenas e médias empresas. Vendo a necessidade de reduzir a taxa de mortalidade das empresas,especialmente das mais novas, o governo decide investir em programas detreinamentos para pequenos empresários como, por exemplo, o BrasilEmpreendedor, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e PequenasEmpresas), e o Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software). O SEBRAE foi criado em 1972 e é uma instituição que dá todo suporte paraque os pequenos empresários a abram sua empresa, além de prestarem consultoriapara resolução de determinados problemas. O Softex foi criado em 1990 com o intuito de levar as empresas de softwaredo país ao mercado externo, através de ações que possibilitavam que o empresáriode informática pudesse se capacitar em gestão e tecnologia. O programa Brasil Empreendedor foi criado em 1999 pelo Governo Federalcom o objetivo de capacitar empreendedores para que estes fizessem seu plano denegócio junto aos agentes financeiros do programa. Em 2010, a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) completou 11anos de publicação sobre a realidade empreendedora em nosso país. Nestapesquisa, pode-se observar que a crise econômica mundial não afetou o Brasil. Aoinvés disso, a Taxa de Atividade Empreendedora no ano de 2010 foi a maior desde2002. A pesquisa GEM (2010, p. 36), afirma que: No Brasil, a TEA de 2010 foi de 17,5%, a maior desde que a pesquisa GEM é realizada no país, demonstrando a tendência de crescimento da atividade empreendedora, considerando a população adulta brasileira de 120 milhões de pessoas. Isto representa que 21,1 milhões de brasileiros estavam à frente de atividades empreendedoras no ano. Em números absolutos, apenas a China possui mais empreendedores que o Brasil, a TEA chinesa de 14,4% representa 131,7 milhões de adultos à frente de atividades empreendedoras no país.
  19. 19. A atividade empreendedora tem crescido significativamente no país,estimulando a economia e amenizando os efeitos da crise mundial sobre o país.Observe no Gráfico 1, abaixo, as Taxas das Atividades empreendedoras do Brasilde 2002 a 2010:Gráfico 1: Evolução da taxa de empreendedores iniciais (TEA) - Brasil - 2002: 2010.Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2010. Vários fatores têm contribuído para este crescimento do empreendedorismono Brasil. Mais jovens estão empreendendo e cada vez mais tem sido poroportunidade, ao invés de por necessidade. É importante observar que não apenasos homens, mas principalmente as mulheres têm contribuído para este crescimentodos novos empreendimentos. No Gráfico 2, a seguir, observe que apesar da participação dos homens sercrescente, houve uma disparidade na participação das mulheres em novosempreendimentos no Brasil nos anos de 2007 a 2010. Este crescimento mostra-setendencioso no gráfico, que apresenta os empreendedores iniciais segundo ogênero:
  20. 20. Gráfico 2: Empreendedores iniciais segundo gênero - Brasil – 2010 - Taxas (%).Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2010. Quando se tratando de faixa etária, a Pesquisa GEM 2002:2010 mostra queos mais novos empreendedores no Brasil são jovens entre 25 e 34 anos de idade(Quadro 1). No ano de 2010, a taxa de empreendedores iniciais entre 18 e 24 anoscresce significativamente, comparada aos anos de 2002:2009. Em 2010, os maioresempreendedores iniciais são os jovens entre 25 e 34 anos, seguidos dos jovensentre 18 e 24 anos. Estes dados reforçam a importância do estudo dascaracterísticas do empreendedorismo jovem, visto que este tem crescido fortementeno Brasil.Quadro 1: Empreendedores iniciais segundo faixa etária - Brasil – 2002:2010 - Taxas (%).
  21. 21. Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2002:2010. A pesquisa GEM (2010, p. 53) explica o crescimento e a importância do jovemempreendedor no Brasil, ressaltando que: A partir de 2008, os jovens de 18 a 24 anos ampliaram sua participação no universo empreendedor brasileiro. Em 2010, sem considerar a faixa etária mais empreendedora, de 25 a 34 anos, os jovens de 18 a 24 anos tiveram taxas superiores a dos brasileiros com 35 anos ou mais, demonstrando a jovialidade dos empreendedores em estágio inicial. […] Vale ressaltar que o jovem brasileiro possui uma característica de assumir riscos, predicado que também é inerente à atividade empreendedora, favorecendo a existência de jovens empreendedores. Outro dado extremamente importante sobre o empreendedorismo jovem noBrasil, é que este se dá, em sua maioria, por oportunidade, e não por necessidade, oque estimula o crescimento saudável da economia do país, pois diminui a taxa demortalidade das empresas. Observe abaixo, no Quadro 2, os índices de motivaçãosegundo faixa etária e a razão oportunidade/necessidade:Quadro 2: Empreendedores iniciais segundo faixa etária e razão oportunidade/necessidade -Brasil – 2010 - Taxas (%).
  22. 22. Fonte: Pesquisa GEM Brasil, 2010. No Brasil, à medida que a renda aumenta, os empreendimentos tambémaumentam. Esses programas apresentados (SEBRAE, SOFTEX) e outros existentespelo país dão o suporte necessário para que pequenos empresários contribuam,através de suas atividades, para o desenvolvimento do país. Dornelas (2001, p. 2)chama a atenção dos empreendedores dizendo que: Apesar de a estatística recente mostrar uma evolução no índice de sobrevivência destas empresas, o empreendedor precisa ficar atento ao ambiente de negócios […] e sempre buscar se desenvolver de forma contínua, pois a concorrência aumenta conforme melhoram as condições para empreender, como tem ocorrido nos últimos anos no Brasil, devido à estabilidade econômica e também ao maior preparo dos empreendedores, que têm atualmente mais acesso a informação e possibilidades de formação/capacitação para melhor gerir seus negócios. Com o maior fluxo de informação e maior acesso a ensinamentos sobre comoempreender, as pessoas tem sido trabalhadas para que busquem empreender nãopor necessidade de um emprego, mas por enxergarem uma oportunidade de inovarcontinuamente seus produtos e serviços seja dentro da organização em que trabalhaou na criação do seu próprio negócio. Apesar de o país buscar o crescente empreendedorismo por oportunidadepara seu desenvolvimento econômico, ainda faltam políticas públicas duradourasque apoiem os pequenos empresários em suas transações comerciais, inclusiveinternacionais.2.2 O Perfil Empreendedor
  23. 23. A decisão de se iniciar um novo empreendimento começa, segundo Bessant eTidd (2009, p. 293), com o desejo de se ganhar independência e fugir da burocraciade uma grande organização, seja ela do setor público ou privado. Sendo assim, osautores concluem que a instrução, o perfil psicológico e a experiência de trabalho ea técnica de um empreendedor técnico contribuem para a decisão de criar um novoempreendimento. A necessidade de autorealização, de acordo com McClelland(1972), faz parte do perfil do empreendedor, sendo causa fundamental para que oindivíduo empreenda. Jean Baptiste Say (1767-1832), considerado o pai do empreendeorismo,associava o empreendedor ao risco, à inovação e ao lucro, ou seja, o empreendedorera visto como pessoas que aproveitavam oportunidades, vislumbrando o lucro,correndo riscos. Ele definia o empreendedor como alguém que “transfere recursoseconômicos de um setor de produtividade mais baixa para um setor de produtividademais elevada e de maior rendimento”. Segundo Schumpeter (1949), o empreendedor é aquele que destrói a ordemeconômica existente através da introdução de novos produtos e serviços, pelacriação de novas formas de organização, ou pela exploração de novos recursosmateriais. Dornelas (2001) acrescenta, definindo o empreendedor como aquele quefaz acontecer, que se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização. Kirzner (1973) considera empreendedor aquece que cria um equilíbrio,encontrando uma posição clara e positiva em um ambiente de caos e turbulência, ouseja, identifica oportunidades na ordem presente. Filion (1999) concorda com estepensamento quando caracteriza um empreendedor como uma pessoa imaginativa,caracterizada por uma capacidade de fixar alvos e objetivos. Afirma que esta pessoamanifesta-se pela perspicácia, ou seja, pela sua capacidade de perceber e detectaras oportunidades. Dentro destes pensamentos, a principal característica de um empreendedor ésua capacidade de visão, ou seja, se ele é visionário ou não. Ser visionário estárelacionado com sua capacidade de inovar. Dornelas (2003) frisa que a diferença entre administrador e empreendedorestá relacionada com o fato deste ser mais visionário que os gerentes e terem maisdificuldades de tomar decisões do dia-a-dia do negócio pelo fato de se preocuparemmais com aspectos estratégicos, o que é baseado na teoria de Filion (1997), que
  24. 24. observa o gerente como organizador de recursos enquanto o empreendedor comoaquele que trabalha na definição de contextos. Assim, podemos observar que todo empreendedor é um administrador, masnem todo administrador é empreendedor. É importante ressaltar que uma empresa não precisa ser pequena e novapara ser empreendedora e que as grandes e velhas empresas, para sobreviver,precisam estar empreendendo constantemente. Drucker (2008) cita o exemplo daGeneral Eletric Company (GE) como “uma das maiores companhias do mundo, ecom mais de cem anos de existência, que mostra uma longa história de comocomeçar novas empresas empreendedoras desde a estaca zero e levá-las a setornarem indústrias de porte”, frisando ainda que a mesma não se restringe àmanufatura, mas também se estende ao ramo financeiro. Em 1871, Carl Menger, economista austríaco definiu o empreendedor comoaquele que se antecipa às necessidades futuras. Dentro deste pensamento,entramos em outra questão: o empreendedorismo corporativo. Através dointraempreendedorismo, como também é chamado, podemos ressaltar que, mesmodepois de se empreender um novo negócio, é necessário que, dentro deste hajaações de empreendedorismo, seja na criação de um novo setor da empresa, de umanova política, ou de um novo ramo de atuação, para que a empresa continue seantecipando aos fatos e mantendo sua competitividade no mercado. Dentro das características dos empreendedores, Dornelas (2003) destaca asde ser visionário, saberem tomar decisões, são indivíduos que fazem a diferença,sabem explorar ao máximo as oportunidades, são determinados e dinâmicos, sãodedicados, são otimistas e apaixonados pelo que fazem, são independentes econstroem seu próprio destino, são líderes e formadores de equipes, são bemrelacionados (network), são organizados, estão sempre planejando, possuemconhecimento, assumem riscos calculados e criam valor para a sociedade. Leite (2000) destaca, entre as qualidades pessoais de um empreendedor, ainiciativa, a visão, a coragem, a firmeza, a capacidade de tomada de decisão, aatitude de respeito humano e a capacidade de organização e direção. Segundo Baumol (1986), o empreendedor tem uma função diferente: é seutrabalho localizar novas idéias e colocá-las em prática. Ele deve liderar, talvez ainda
  25. 25. inspirar; ele não pode deixar que as coisas se tornem rotineiras e, para ele, a práticade hoje jamais será suficientemente boa para amanhã. Em resumo, ele é inovador ealgo mais. Ele é o indivíduo que exercita o que na literatura da administração échamado de “liderança”. E é ele quem está virtualmente ausente. Ou seja, mesmonão estando, ele é percebido como se estivesse. Pode-se observar que a capacidade de empreender sempre envolve acapacidade de inovar, seja de forma direta ou indireta. A inovação é um instrumentoespecífico do espírito empreendedor, é um ato de “contemplar os recursos com anova capacidade de criar riqueza”, já que a inovação cria um recurso. Quanto à inovação, ao contrário do que se parece, a maioria dosempreendedores tem por objetivo alcançar a independência profissional e nãonecessariamente de criar negócios inovadores. É interessante observar que aspessoas criam novos negócios por razões diferentes. Bessant e Tidd (2009, p. 288)classificam os empreendedores em três categorias: Empreendedores “como ummodo de vida”, Empreendedores do crescimento e Empreendedores inovadores. Observe a seguir, no Quadro 3, as características de cada categoria deempreendedor segundo Bessant e Tidd (2009, p. 288):Quadro 3: Categorias de Empreendedores segundo Bessant e Tidd (2009, p.288) Categoria de Características Exemplo Empreendedor Explora uma experiência: Indivíduos que procuram Consultoria profissional “Como um modo independência e desejam ganhar a individual. de vida” vida com base nas suas Explora um ativo: possibilidades e valores pessoais. Negócios artesanais, lojas. Indivíduos que buscam se tornar ricos e poderosos através da criação e do crescimento Empresas de varejo, de agressivo dos negócios. Tendem a “Do Crescimento” imóveis e de bens criar corporações muito grandes (commodities). por meio das aquisições, dominando mercados nacionais e tornando-se influentes.
  26. 26. Indivíduos guiados pelo desejo de criar ou mudar algo, independentemente do setor de Empreendedores “Inovadores” atuação. Seus principais objetivos tecnológicos e sociais. são alcançar a independência, a reputação e a riqueza.Fonte: Elaborado pela autora, 2011. A capacidade de empreender não está relacionada a um traço depersonalidade, mas à um comportamento do indivíduo. Drucker (2008) vê oempreendedor como um ser que está sempre buscando a mudança, reage a ela, e aexplora como sendo uma oportunidade. Ressalta, ainda, que os empreendedoresbem sucedidos, qualquer que seja sua motivação pessoal, tentam criar valor e fazeruma contribuição. Quanto às características de um empreendedor citadas acima, observe aseguir na Figura 1, em ordem cronológica, um resumo das principais característicasdos empreendedores definidas pelos autores citados acima. As mais citadas, queforam consideradas as mais relevantes, são as de os empreendedores seremindivíduos visionários, inovadores, líderes e que assumem riscos calculados.
  27. 27. Figura 1: Caracterização histórica do indivíduo empreendedor. •Richard Chantillon: Assumem riscos. 1725 •Jean-Baptist Say: Transfere recursos econômicos de um setor de produtividade mais baixa para um setor de produtividade mais elevada e de maior rendimento. 1800 •Carl Menger: Se antecipa às necessidades futuras. 1971 •Shumpeter: Não necessariamente inventa, mas realiza coisas novas. 1949 •Kirzner: Identifica oportunidades na ordem vigente. 1973 •Baumol: Localiza novas idéias e as coloca em prática, ou seja, inovar. Deve liderar, talvez ainda inspirar. 1986 •Filion: Capacidade de fixar alvos e objetivos, e de perceber e detectar as oportunidades. 1999 •Leite: Ter iniciativa, visão, coragem, firmeza, capacidade de tomada de decisão, atitude de respeito humano e capacidade de organização e direção. 2000 •Dornelas: Visionários, tomadores de decisão, fazem a diferença, exploram ao máximo as oportunidades, determinados e dinâmicos, dedicados, otimistas e apaixonados pelo que fazem, independentes e constroem seu próprio destino, líderes e formadores de equipes, bem relacionados, organizados, sempre planejando, possuem 2003 conhecimento, assumem riscos calculados e criam valor para a sociedade. •Drucker: Busca constantemente a mudança, reage a ela e a explora como sendo uma oportunidade. 2008Fonte: Elaborado pela autora, 2011.
  28. 28. Essas informações se organizam sob a análise comparativa de Filion (1999)das características de um empreendedor vistas de diferentes áreas de estudo. Paraos especialistas em finanças, sua principal característica é sua capacidade deassumir riscos calculados, enquanto, para os engenheiros, são bons distribuidores ecoordenadores de recursos. Já os especialistas em gerenciamento os definem comovisionários enquanto os da área do marketing os caracterizam, principalmente, comoidentificadores de oportunidades. Os economistas observam o empreendedor comoum indivíduo inovador, e os comportamentalistas o associam à criatividade,persistência e liderança. Dornelas (2003) categoriza e descreve, ainda, cinco diferentes tipos dehabilidades que podem ser encontradas em um perfil empreendedor. Observe noQuadro 4 os tipos de habilidade empreendedora classificados pelos autor:Quadro 4: Tipos de habilidades empreendedoras, segundo Dornelas (2003). Habilidade Caracterização Um desejo de fazer acontecer, de atingir um Motivação para a realização alto padrão de realização/atingimento de objetivos. Sentimento de influenciar o curso dos eventos Autocontrole (do destino) da sua vida. O destino é definido mais por algo interno da pessoa do que devido a fatores externos. Tomar riscos calculados e buscar informações Propensão a assumir riscos antes de agir. Desejo de ser responsável pelas ações. Alguém que sabe resolver problemas de forma Resolução de problemas realista e toca uma operação/negócio sem necessitar de muita ajuda dos outros. Aquele que encontra pessoas que o ajudam a satisfazer seus próprios objetivos. Sabe Influenciador convencer as pessoas a trabalharem para a realização de um objetivo estipulado por ele.Fonte: Elaborado pela autora, 2011.
  29. 29. 2.3 Caracterização das gerações Para melhor compreensão da geração a ser estudada, a Geração Y, é desuma importância que se aborde o tema as gerações que a antecederam – ageração dos Baby Boomers e a Geração X – e a que a sucede – a Geração Z.2.3.1 Baby Boomers Kotler e Armstrong (2007) falam desta geração começando pelo período pós-Segunda Guerra Mundial, período da “explosão de bebês”, do inglês, baby boom –nome dado devido ao grande crescimento vegetativo do período que gerou 78milhões de baby-boomers, nascidos entre 1946 e 1964. Do ponto de vista do marketing, é um erro pensar que os boomers estãoenvelhecendo e adquirindo um ritmo de vida mais calmo, na verdade, é consideradoo grupo de maior poder aquisitivo, tornando-se potenciais compradores queprecisam de uma geração que planeje suas finanças pessoais.2.3.2 Geração X Nesta geração, ao contrário da anterior, houve uma “escassez denascimentos”, que gerou 49 milhões de pessoas nascidas entre 1965 e 1976. Kotlere Armstrong (2007) citam que o autor Douglas Copeland os chamou de Geração X,devido ao fato de elas viverem à sombra dos baby-boomers e de lhes faltarcaracterísticas claras que as diferenciem. Outras pessoas a chamam de geração debaby-busters (geração do meio), entre os baby-boomers e a Geração Y. Kotler e Armstrong (2007, p. 60) caracterizam os integrantes da geração X,dizendo que eles: São definidos muito mais pelas experiências que compartilham do que pela idade. O aumento no índice de divórcio dos pais e o maior número de mães trabalhando fora fizeram deles a primeira geração de crianças a ter a chave de casa. Devido ao fato de terem nascido em tempos de recessão e downsizing nas empresas, eles são mais cautelosos com o dinheiro. Eles se preocupam com o meio ambiente e respondem favoravelmente às empresas com responsabilidade social. Apesar de buscarem o sucesso, são menos materialistas; prezam a experiência, e não a aquisição. São românticos cautelosos que querem melhor qualidade de vida e estão mais interessados na satisfação no emprego do que em sacrificar a felicidade e o
  30. 30. crescimento pessoal em nome de uma promoção. Para muitos desses 30 milhões de pessoas da geração X que têm filhos, a família vem em primeiro lugar, e a carreira, em segundo. 2.3.3 Geração Y Segundo os dicionários MacMillan (2007) e Longman (2008), a expressãoGeração Y, do inglês, Generation Y, representa as pessoas nascidas entre os anos1980 e 1990. São jovens filhos da Geração X, nascidos 1960 e 1970, netos dosBaby Boomers, nascidos durante o período da “explosão de bebês”, do inglês, babyboom – nome dado devido ao grande crescimento vegetativo do período – até o finalda Segunda Guerra Mundial, que corresponde ao período de 1930 a 1950. Kotler e Armstrong (2007) pensam que tanto os baby-boomers quanto os dageração X um dia passarão o bastão para a geração Y, também chamada de echo-boomers. Nesta teoria, os integrantes da Geração Y são os nascidos entre 1977 e1994, contabilizando em 76 milhões de adolescentes e jovens adultos na atualidade. Observe na Figura 2, a seguir, a análise comparativa das gerações segundoKotler e Armstrong (2007, p. 59 a 62) que evidencia o período de nascimento dosindivíduos, a denominação das gerações e as suas principais característicassegundo a área de estudo do marketing:Figura 2: Análise comparativa das gerações segundo Kotler e Armstrong (2007).Fonte: Elaborado pela autora, 2011.
  31. 31. Pode-se observar na descrição acima que essa segmentação por estilo ouestágio de vida auxilia Kotler e Armstrong (2007) a estudar das estratégias demarketing, já que cada uma apresenta características singulares de comportamento.Essas características são explicadas devido ao momento histórico em que cadagrupo de indivíduos viveu e vive, às suas diferentes necessidades e hábitos. Drucker (2008) deixa sua hipótese de que os eventos que explicam por que oempreendimento se torna eficaz, provavelmente, não são, em si, eventoseconômicos. As causas, possivelmente, estariam nas mudanças em valores,percepções, atitudes, talvez mudanças demográficas e mudanças na educação. Oliveira (2010) se refere à geração Y, como os nascidos entre 1980 e 1999 eque possuem características como serem curiosos e questionadores, extremamenteinformados, possuírem grande conhecimento de línguas, criativos; buscarem pornovas experiências, optarem por padrões informais, terem necessidade constante dereconhecimento e serem individualistas. Além disso, têm a necessidade de estarembuscando costantemente conexões (networking), o que contradiz sua característicaindividualista, já que têm a necessidade de compartilhar parte de suas vidas atravésdo uso de redes sociais. Eles se comunicam incessantemente através de programasde mensagem instantânea (msn, gtalk, etc), torpedos SMS, telefone celular e redessociais online (Facebook, Orkut, Twitter, etc). Seus projetos pessoais são de prazoscurtos e imediatos, pois focam em resultados. É importante salientar que o foco emresultados apresenta aspectos positivos e negativos. A parte positiva é que omercado e as atividades profissionais são construídos a partir de resultados. Oponto negativo é que esses jovens nem sempre estão preocupados em atingir osresultados esperados pela sua instituição, o que culmina em uma alta rotatividadedesses jovens em seus empregos. No artigo “Como a Geração Y está reinventando o jeito de fazer negócio”, darevista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Ed. 245, Junho/2009), os autoresCarin Hommonay Petty e Katia Simões apresentam a Geração Y como quem “jáganhou o mundo sem sair de casa, se diverte enquanto trabalha duro e faturamilhões investindo pouco”. Sobre eles, os autores afirmam: Representantes da chamada geração Y ou geração milênio, como foram batizados os nascidos dos anos 80 para cá, sua forma de pensar e agir pode atordoar - mas sobretudo surpreender - quem veio ao mundo antes do
  32. 32. controle remoto. Impacientes e criativos, imediatistas e versáteis, eles começam a ganhar milhões com os seus projetos. Neste artigo, os autores levantam as principais características dos jovensdesta geração: domínio da tecnologia, mais colaboração e menos hierarquia,capacidade de inovação, imediatismo, atuação global e em nichos específicos, e apreocupação com a sustentabilidade. A tecnologia é uma ferramenta barata e poderosa. A Geração Y tem afinidadeinstitiva com a internet, seja no lazer ou no trabalho, o que faz com que elesconsigam facilmente na web informações sobre fornecedores, clientes e tendênciasde consumo. Os autores explicam que a Geração Y se diferencia pelo alto poder gregário,pois como cresceram em um mundo online, são mais abertos a cooperar com osoutros, dividir e discutir idéias. O artigo cita um estudo feito pelo americano DonTapscott e exemplifica essa característica dos jovens empreendedores: Um estudo com quase 6 mil jovens de 12 países - Brasil incluído -, coordenado pelo americano Don Tapscott, autor do best-seller Wikinomics e do recém-lançado Grown up Digital (ainda sem versão em português) apontou outra característica desses jovens: forte rejeição à hierarquia das empresas. […] Tome-se como exemplo o caso da FingerTips, a desenvolvedora de aplicativos para iPhone de Breno. "Não controlamos horários e nossos programadores podem trabalhar em casa", conta. "Cada um tem liberdade para encontrar a melhor forma de realizar suas tarefas", complementa ele, totalmente sintonizado com duas outras tendências apontadas pelo levantamento de Tapscott: a valorização da autonomia e a qualidade de vida. Outra característica citada no artigo é a do imediatismo da Geração Y,explicando que eles buscam velocidade e não possuem o hábito de esperar, o quepode ser bom em um mundo tão globalizado, mas ruin para as estratégias de longoprazo: Tamanha pressa pode dar agilidade aos negócios - fator essencial para o sucesso num mundo que gira cada vez mais rápido. Mas, em excesso, o imediatismo também atrapalha. "Reflexão e estratégia pedem tempo", alerta Mathieu Carenzo, diretor administrativo do Centro para Empreendededorismo da IESE Business School, da Espanha. "Eles têm dificuldade em entender que é preciso esperar para obter bons resultados", afirma David Kallás, professor do Insper (novo nome do Ibmec São Paulo).
  33. 33. Esses jovens atuam em escala global e em nichos bem específicos. "Graçasàs novas tecnologias, os jovens fazem negócios globais por definição", afirma Evers,da Trendwatching. Um exemplo disso é o crescimento do e-commerce no Brasil. A última característica apresentada no artigo é a preocupação desta geraçãocom a sustentabilidade, pois eles buscam a utilização de materiais orgânicos comoforma de reduzir a agressão ao meio ambiente. Sendo assim, as principais características da Geração Y identificadas nestetópico são a de possuírem o domínio da tecnologia, a de serem inovadores ecriativos, a de terem boa capacidade de comunicação e colaboração, a deserem imediatistas em seus projetos e a de se preocuparem com asustentabilidade.2.3.4 Geração Z São poucos os estudos sobre esta geração que sucede a Geração Y, maspode-se observar que a principal diferença das outras gerações para a Geração Z, éque esta está nascendo em um mundo tecnológico, digital e virtual. Desde a infânciapossuem acesso à internet e à informação em tempo real. Essa vivência em ummundo virtual pode gerar alguns problemas, como a dificuldade de relacionamentosinterpessoais, que acabam por caracterizar essa geração como silenciosa, que alémde pouco falarem, não possuem a capacidade de ser ouvinte.
  34. 34. 3 METODOLOGIA3.1 Plano de Pesquisa Trata-se de uma pesquisa conclusiva descritiva, de caráter bibliográfico que,para contextualizar, se fundamenta em consultas a livros, a artigos, a teses, adissertações, a revistas e a sites da internet, além de um estudo de verificação emcampo, com a finalidade de buscar o grau de coerência entre os elementos teóricose a realidade empírica. A pesquisa tem por objetivo geral analisar o perfil empreendedor dosempresários da Geração Y pertencentes à Associação de Jovens Empresários (AJE)de Fortaleza, que os diferenciam das outras gerações e os tornam potenciaisempreendedores na atualidade. Para isso, o estudo tem por objetivos específicos a)descrever as principais habilidades do empreendedor da Geração Y b) identificar asprincipais características dos empresários da Geração Y. Esta pesquisa qualitativa foi aplicada pessoalmente em forma de questionáriocontendo questões dirigidas aos jovens empresários da Geração Y associados àAJE Fortaleza, com a finalidade de obter resultados considerados relevantes paraproblematização. Godoy (1995a, p.62) enumera as características essenciais deuma pesquisa qualitativa as quais permitem a identificação deste tipo de pesquisa, asaber: (1) O ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; (2) O caráter descritivo; (3) O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como preocupação do investigador; (4) O enfoque indutivo.3.2 Delimitação da Pesquisa É uma pesquisa qualitativa aplicada a uma amostragem por tipicidade ouintencional. Segundo Richardson (1999), os elementos que formam estaamostragem relacionam-se intencionalmente de acordo com as característicasprescritas no plano e nas hipóteses formuladas pelo pesquisador. Marconi e Lakatos
  35. 35. (2002) afirmam que a hipótese subjacente à escolha de uma comunidade típicaapresenta propriedades específicas em relação às características definidas para oobjeto de pesquisa, não se admitindo que os elementos selecionados sejamatípicos. Neste estudo, o sujeito-tipo, ou seja, aqueles que contemplam ascaracterísticas essenciais e típicas de todos os integrantes de uma população têmpor principais características ser empresário, ter nascido entre as décadas de 80 e90 (característica dos integrantes da Geração Y), ou seja, ter no ano de 2011 entre18 e 32 anos de idade, e ser associado à AJE. A AJE – Associação de Jovens Empresários reúne 60 (sessenta) jovensempresários na faixa etária classificada como Geração Y, entre 18 e 32 anos deidade. Neste ano de 2011, estes jovens entre 18 e 32 anos são nascidos entre asdécadas de 80 e 90. Tendo estes jovens as características do sujeito-tipo desteestudo, foram selecionados aleatoriamente 15 (quinze) dos associados pararesponderem ao questionário deste estudo, representando 25% dos associados dediversas idades, ramos de atuação e grau de instrução.3.3 Procedimentos de coleta Para Marconi e Lakatos (2002, p.112), o questionário é um dos instrumentosessenciais para a investigação social, cujo sistema de coleta de dados consiste emobter informações diretamente do respondente. Sendo assim, neste estágio sãoutilizados questionários com questões abertas (subjetivas) para que o respondenteemita seus pontos de vista livremente, e fechadas (objetivas) para que, de umconjunto de respostas, possa ser escolhida a que melhor evidencia o ponto de vistaou situação do respondente. A aplicação foi feita pessoalmente a alguns dosintegrantes da AJE – Associação de Jovens Empresários de Fortaleza, Ceará. Para alcançar o objetivo deste estudo, o questionário constituiu uminstrumento para a caracterização dos respondentes como Geração Y, bem como deseu perfil como empreendedor, identificando quais as principais habilidadesempreendedoras encontradas em jovens da Geração Y. O procedimento de coleta se dá em duas etapas. Primeiramente, foramelaborados perguntas para colher informações sobre o respondente como GeraçãoY:
  36. 36. I – Dados do respondente: sexo, idade e grau de instrução; II – Dados da Empresa do respondente: porte e ramo de atuação; III – Características do respondente: domínio da tecnologia, capacidade decomunicação e colaboração, valorização da autonomia, busca pela inovação,imediatismo, hábito de planejar, preocupação com a sustentabilidade e a procura porinvestir em nichos específicos. Em seguida, é aplicado um dos Testes de Perfil Empreendedor de Dornelas(2003) “Avaliação das habilidades empreendedoras”, a fim de avaliar, dentro dashabilidades empreendedoras listadas pelo autor, as principais encontradas naGeração Y, colhendo as informações necessárias para o alcance dos objetivos dapesquisa.3.4 Objeto de Pesquisa O objeto de pesquisa deste estudo é a AJE – Associação de JovensEmpresários localizada no município de Fortaleza, no Ceará. Seus associadosatuam em diversas áreas, como direito, engenharia, comércio exterior, finanças,publicidade, jornalismo e administração. Atualmente, a AJE reúne 60 (sessenta) jovens associados, tendo porCoordenador Geral o consultor Carlos Ernesto Holanda. Seu objetivo principal écongregar, no futuro próximo, em maior número, jovens lideranças preparadas paraassumir funções estratégicos nos seus respectivos municípios, estados e país;lideranças com princípios baseados na ética e com aptidão para transformar a atualrealidade do nosso país por meio de ações empresariais ou políticas concretas. Para associar-se à AJE Fortaleza é necessário estar na faixa etária de 18 a32 anos e ser sucessor em linha direta ou empresário. Sendo assim, considera-se esta associação, por reunir jovens empresários deFortaleza na faixa etária atualmente classificada como Geração Y (nascidos entre asdécadas de 80 e 90), ideal para que este estudo alcance seus objetivos.
  37. 37. 3.5 Processamento e Análise dos dados Neste estágio é feita a tabulação dos dados e a organização sistemática destespara que possibilite fornecer respostas aos problemas da investigação. Kerlinger(1980, p. 353) define o processo de análise como “a categorização, ordenação,manipulação e sumarização dos dados”. Na primeira etapa do questionário (Anexo I), cada letra corresponde à umacaracterística a ser estudada: A: Domínio da Tecnologia B: Capacidade de Comunicação e Cooperação C: Valorização da Autonomia D: Busca pela Inovação E: Não possui o hábito de esperar F: Hábito de Planejar G: Preocupação com a sustentabilidade H: Preferência por investir em nichos específicos A análise dos dados é baseada na média aritmética simples da pontuaçãogeral dos resultados encontrados perante as características listadas, a fim deidentificar as mais pontuadas, que serão as principais encontradas nos empresáriosda Geração Y pertencentes à Associação de Jovens Empresários de Fortaleza,Ceará Na segunda etapa do questionário (Anexo II), a interpretação é baseada naspontuações dos questionários, definidas por Dornelas (2003). Para cada resposta doquestionário que corresponda ao Quadro 5, a seguir, é atribuído 1 (um) ponto.Quadro 5: Respostas da Avaliação das Habilidades Empreendedoras (Dornelas, 2003) Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta 1 c 13 c 25 c 2 c 14 a 26 b 3 a 15 c 27 a 4 a 16 c 28 c 5 a 17 c 29 b 6 c 18 c 30 a 7 a 19 b 31 a 8 b 20 b 32 b 9 b 21 a 33 c 10 a 22 c 34 a
  38. 38. 11 b 23 b 35 b 12 C 24 cFonte: Elaborado pela autora, 2011. Para cada habilidade listada por Dornelas (2003), atribui-se 7 (sete) questõesdo questionário:  Motivação para realização: questões 2, 5, 11, 12, 13, 19 e 20.  Autocontrole: questões 4, 8, 14, 18, 23, 28 e 31.  Propensão a assumir riscos: questões 7, 10, 17, 22, 24, 29 e 35.  Resolução de problemas: questões 3, 6, 9, 15, 21, 25 e 27.  Influenciador: questões 1, 16, 26, 30, 32, 33 e 34. Calcula-se, então, a pontuação total de cada uma das habilidadesempreendedoras para que se possa observar a(s) que mais se destaca(m) noindivíduo. Os resultados totais desta etapa são submetidos a um cálculo de médiaaritmética simples, a fim de definir as principais habilidades empreendedorasencontradas nos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários de Fortaleza, Ceará.3.6 Interpretação dos resultados Para Gil (1999), a interpretação dos dados tem por objetivo a procura dosentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante a ligação com outrosconhecimentos já assimilados. Nesta etapa, é feita a correlação entre os dados empíricos com a teoriacontemplada neste estudo, atendendo aos objetivos da pesquisa através dacomparação ente dados e teorias a fim de confirmar ou rejeitar hipóteses dapesquisa.
  39. 39. 4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS Dos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários de Fortaleza entrevistados nesta pesquisa, 100% é do sexo masculino,o que reafirma a predominação deste no empreendedorismo do Brasil. Quanto aograu de instrução, 40% dos entrevistados já possuem pós-graduação, outros 40%possuem o nível superior completo e, apenas 20% possui o nível superiorincompleto. Podemos observar um alto grau de instrução dos jovensempreendedores. Quanto ao porte da empresa, varia entre micro empresa (13%), empresa depequeno porte (40%) e empresa de médio porte (47%). Estas empresas atuam emramos variados como, por exemplo, comunicação, construção, educação e TI, ondeidentificamos uma atuação em nichos específicos por parte dos jovens empresários.Observe no Gráfico 3 a seguir as diversas áreas de atuações destes jovensempresários:Gráfico 3: Ramo de atuação dos empresários associados à AJE Fortaleza. Comunicação 7% TI 13% Construção RH 13% 7% Constultoria 7% Ramo de Atuação Marketing 13% Educação 13% Finanças Energia 20% 7%Fonte: Elaborado pela autora, 2011.
  40. 40. Quanto às principais habilidades empreendedoras encontradas nos jovensempresários da Geração Y associados à AJE, pode-se observar no Gráfico 4 odestaque para as habilidades de autocontrole, de propensão a assumir riscos e demotivação para a realização. Observa-se que as habilidades empreendedoras deinfluenciar e resolver problemas necessitam ser trabalhadas nestes jovens.Gráfico 4: Principais Habilidades Empreendedoras dos empresários da Geração Y associadosà AJE Fortaleza.Fonte: Elaborado pela autora, 2011. Também foram estudadas características específicas da Geração Y, como odomínio da tecnologia, a capacidade de comunicação e cooperação, a valorizaçãoda autonomia no trabalho, a busca pela inovação, o imediatismo versusplanejamento, a preocupação com a sustentabilidade e a atuação em nichosespecíficos. Quanto ao domínio da tecnologia, observe no Gráfico 5, a seguir, que 43%possui um domínio muito bom, navegando facilmente na web para conseguir asinformações que precisa e utilizando-a como principal fonte de pesquisa, seguida
  41. 41. por 47% que são bons e apenas 7% moderados. Ou seja, a maioria desses jovensempresários tem entre bom e excelente domínio da tecnologia.Gráfico 5: Domínio da Tecnologia dos empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza. Domínio da Tecnologia 0% 3% 7% Muito Ruin Ruin 43% Moderado Bom Muito Bom 47%Fonte: Elaborado pela autora, 2011. O Gráfico 6 demonstra que 77% desses jovens empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza tem boa capacidade de comunicação e cooperação comos colegas, gostando de dividir e discutir ideias entre si.Gráfico 6: Capacidade de Comunicação e Cooperação dos empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza.
  42. 42. Capacidade de Comunicação e Cooperação 0% 3% 20% Muito Ruin 40% Ruin Moderado Bom Muito Boa 37%Fonte: Elaborado pela autora, 2011. Quanto à valorização da autonomia no trabalho, observe no Gráfico 7 que40% dos jovens empresários sempre valorizam e 17% quase sempre valorizam.Apesar do grau de valorização da autonomia ser alto, 23% raramente o valorizam terliberdade de encontrar a melhor forma de realizar suas tarefas.Gráfico 7: Valorização da autonomia no trabalho pelos empresários da Geração Y associados àAJE Fortaleza. Valorização da Autonomia no trabalho 3% Nunca 23% 40% Raramente Às vezes Quase sempre 17% Sempre 17%Fonte: Elaborado pela autora, 2011. A busca pela inovação desses jovens pode ser observada no Gráfico 8.
  43. 43. Gráfico 8: Busca pela inovação dos empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza. 0% 0% Busca pela inovação 7% Nunca Raramente 40% Às vezes 53% Quase sempre SempreFonte: Elaborado pela autora, 2011. Pode-se observar que eles estam frequentemente buscando novas ideias,entender a razão de “ser” das coisas a fim de encontrarem diferentes alternativaspara obter uma melhor resposta. Quanto ao hábito de esperar desses empresários da Geração Y pertencentesà Associação de Jovens Empresários de Fortaleza, 53% diz que espera às vezes,40% espera raramente e 7% nunca espera, pois foca em resultados. Um fatorinteressante é que nenhum deles tem o hábito de sempre esperar quase sempre ousempre. Observe no Gráfico 9 abaixo:Gráfico 9: Hábito de esperar dos empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza.
  44. 44. Hábito de esperar 0% 0% 7% Nunca Raramente Às vezes 53% 40% Quase sempre SempreFonte: Elaborado pela autora, 2011. Já em relação ao planejamento, a maioria dos respondentes (54%) afirmasempre ou quase sempre separar parte do tempo para definir estratégias e fazerreflexões para não se precipitar nas decisões, o que de certa forma contradiz adesvantagem relacionada com o fato de não haverem o hábito de esperar, ou seja,podem não ter o hábito de esperar, mas têm em sua maioria o hábito de planejar.Nenhum deles afirma nunca planejar e 17% afirmam planejar raramente. Analise, aseguir, no Gráfico 10. É importante observar que aqueles que afirmam planejarraramente são aqueles que também não possuem o hábito de esperar ou esperamraramente.Gráfico 10: Hábito de Planejar dos empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza.
  45. 45. Hábito de Planejar 0% 13% 27% Nunca Raramente Às vezes 33% Quase sempre Sempre 27%Fonte: Elaborado pela autora, 2011. Quando o assunto é sustentabilidade, a maioria afirma se preocupar com omeio ambiente sempre ou quase sempre, procurando inserir ações sustentáveis noseu dia-a-dia. Observe no Gráfico 11 que todos se preocupam, mesmo que sejararamente ou às vezes.Gráfico 11: Preocupação com a sustentabilidade dos empresários da Geração Y associados àAJE Fortaleza. Preocupação com a Sustentabilidade 0% 10% 27% Nunca Raramente 27% Às vezes Quase sempre Sempre 36%Fonte: Elaborado pela autora, 2011.
  46. 46. Em relação aos investimentos, a maioria dos empresários da Geração Yprocura investir em nichos específicos, independente da localização geográfica dopúblico-alvo do negócio. Observer, a seguir, no Gráfico 12, que apenas 6% nuncainvestem e 13% investem raramente:Gráfico 12: Preferência por investir em nichos específicos pelos empresários da Geração Yassociados à AJE Fortaleza. Preferência por investir em nichos específicos 6% 27% 13% Nunca Raramente Às vezes Quase sempre 27% Sempre 27%Fonte: Elaborado pela autora, 2011. Observe novamente o Gráfico 3, onde se pode observar a variedade de áreasde atuação desses jovens empresários, confirmando a preferência por atuar emnichos específicos. De maneira geral, fazendo uma média aritmética simples da pontuaçãodestes jovens em uma escala de 1 a 5, pode-se analisar as principais característicasencontradas nos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários de Fortaleza, Ceará. Observe a seguir, no Gráfico 13. A busca pela inovação teve a pontuação de 4,47, seguida pelo domínio datecnologia, com 4,3 pontos, e pela capacidade de comunicação e colaboração, com4,14 pontos. Depois delas, mas significativamente pontuadas, segue com 3,8 pontosa preocupação com a sustentabilidade, com 3,67 pontos a valorização da autonomiae o hábito de planejar, e com 3,53 pontos, segue não possuírem o hábito de esperare terem preferência por atuar em nichos específicos.
  47. 47. Gráfico 13: Principais características dos empresários da Geração Y associados à AJEFortaleza.Fonte: Elaborado pela autora, 2011. É importante observar, também, que todas as características acimaapresentadas estão acima da média da escala de 1 a 5, o que significa que todassão, representativamente, características dos empresários da Geração Y associadosà AJE Fortaleza, mesmo que algumas estejam em maior evidência do que outras.
  48. 48. 5 CONCLUSÃO Respondendo ao objetivo específico a) desta pesquisa, de descrever asprincipais habilidades do empreendedor da Geração Y, as principais encontradasnos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de Jovens Empresários(AJE) de Fortaleza são o autocontrole, a propensão a assumir riscos e a motivaçãopara a realização. Quanto ao autocontrole, estes empresários pensam que o destino é definidomais pelas suas próprias atitudes do que por fatores externos. Sendo assim, elessentem que influenciam o curso dos eventos da sua vida. Tomar riscos calculados e buscar informações antes de agir é umacaracterística intríseca ao empreendedor de sucesso e é fortemente identificado naGeração Y, o que é um diferencial desta geração. Esses jovens empresários tem o desejo de fazer acontecer e de atingir umalto padrão de realização e atingimentos dos seus objetivos, sendo motivados paraa realização. As habilidades de resolução de problemas e de influenciar necessitam seraprimoradas nesses empresários da Geração Y associados à AJE Fortaleza, o quepode ser explicado pela juventude, ou seja, pela jovialidade e pouca experiência devida e trabalho. Para um desempenho ainda melhor, é importante que eles saibamresolver problemas de forma realista sem necessitar de muita ajuda dos outros eencontrar pessoas que os ajudam a satisfazer seus próprios objetivos, sabendoconvencer as pessoas a trabalharem para a realização de um objetivo estipulado porele mesmo. Quanto ao objetivo específico b), de identificar as principais característicasdos empresários da Geração Y, esses empresários apresentam, de forma geral,todas as características associadas à Geração Y, como a criatividade e avalorização da autonomia, tendo como destaque a busca pela inovação, o domínioda tecnologia e a capacidade de comunicação e colaboração. Essa busca pela inovação se dá pela facilidade dessa geração em quebrarparadigmas para conceber novos produtos, serviços ou processos. Além disso, essageração tem, de forma instintiva, afinidade com a internet, o que facilita a busca porinformações na web sobre fornecedores, clientes e tendências de consumo. Ointeressante é observar que, apesar de estarem todo o tempo conectados com a
  49. 49. internet, eles não diminuem sua capacidade de comunicação e colaboração, pelocontrário, eles utilizam a internet como ferramenta fundamental para isso. O jovemdessa geração costuma ser mais abertos a dividir e discutir idéias, cooperandoprimeiramente para o seu aprimoramento e consequentemente para oaprimoramento dos outros. Além dessas, esses jovens apresentam preocupação com asustentabilidade, buscando preservar o meio ambiente através da inserção deações sustentáveis em seu dia-a-dia. Também valorizam a autonomia pararealização de suas tarefas, não tendo muito gosto por estruturas organizacionaishierarquizadas Eles buscam unir sua criatividade para atuar em nichos específicos,independente da localização geográfica do mesmo. O imediatismo nesses jovens empresários pode ser bom, pela rapidez desuass ações, sem ter o hábito de esperar muito para obterem o que querem, masruin, pois reflexão e estratégia requerem tempo. Mesmo com o mundo globalizadoexigindo rápidez e velocidade, os empresários da Geração Y procuram separartempo para refletir sobre suas estratégias para, quando forem assumir riscos,assumam de forma calculada e planejada. Respondendo ao objetivo geral desta pesquisa – analisar o perfilempreendedor dos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários (AJE) de Fortaleza, Ceará, que os diferenciam das outras gerações eos tornam potenciais empreendedores na atualidade – podemos resumir o perfil doempreendedor dos empresários da Geração Y pertencentes à Associação de JovensEmpresários (AJE) de Fortaleza, Ceará, como aqueles que são motivados pelarealização de seus projetos e planos, assumem riscos calculados e possuemautocontrole, visto que julgam que suas próprias atitudes são o que definem seudestino. Além disso, buscam incessantemente pela inovação, são criativos epossuem o domínio da tecnologia, utilizando-a como ferramenta fundamental,aprimorando sua capacidade de comunicação e cooperação com os colegas. Respondendo à seguinte questão introdutória: “Quais as principaiscaracterísticas e habilidades encontradas no perfil dos jovens da Geração Y que ostornam potenciais empreendedores na atualidade?”, esta investigação analisa que odiferencial encontrado nesta geração que os torna potenciais empreendedores naatualidade é a propensão em assumir riscos calculados, o comprometimento e gostopelo que fazem, a busca pela inovação e, principalmente, o domínio da tecnologia,
  50. 50. visto que este auxilia na busca pela inovação e é fator fundamental para que umaempresa se mantenha competitiva no mercado atual. A contribuição deste estudo está na valorização do empreendedorismo jovemno Brasil, visto que este representa a maioria dos novos empreendimentos e abusca pela identificação das principais características encontrados nesta geraçãoque as tornam potenciais empreendedores. É importante observar os pontos fortes efracos desta geração a fim de que o perfil empreendedor dos brasileiros possa seraprimorado, mantendo-se competitivo no mercado. Vale ressaltar que essa geraçãopossui não só a capacidade de empreender em seus próprios negócios, mastambém de intraempreender, ou seja, mesmo que não empreendam em seuspróprios negócios, podem empreender dentro das empresas estão há mais tempono mercado, como funcionários. As restrições deste estudo estão no seu alcance, pois são estudados apenasos integrantes da Geração Y que são empresários em Fortaleza-Ceará, e na suaamostra, que é bastante restrita e pequena devido à sua tipicidade. Estes fatoresexcluem boa parte desta geração que vive em outros estados e países, que aindaestá em formação ou trabalha em empresas de outros que estão há mais tempo nomercado, ou que não são associados à AJE Fortaleza. Sendo assim, sugiro para pesquisas futuras que aprofundem este estudoatravés do aumento da amostra e do alcance da pesquisa, ressaltando as variaçõesdas características e habilidades entre diferentes estados ou países. Sugiro, também, que as organizações pesquisem e criem ações de retençãodesta geração, procurando estudar melhor a capacidade de intraempreender daGeração Y, compreendendo seu comportamento e, assim, atraí-los. Deste modo,não só os negócios dos empresários da Geração Y se manterão competitivos nomercado, mas o de todas as gerações que estão há mais tempo no mercado.
  51. 51. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALVES Jr., Maiso Dias. Sustentabilidade das organizações sem fins lucrativos:evidências e experiências no Terceiro Setor: um novo paradigma de gestão noEmpreendedorismo social. Fortaleza: Premius, 2010.BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Edições 70, 1977.BAUMOL, William J. Entrepreneurship in Economic Theory. American EconomicReview, 1968.BESSANT, Jonh; TIDD, Joe. Inovação e Empreendedorismo. Porto Alegre:Bookman, 2009.Centre for Enterprise: Discovering Entrepreneurship, 2000 / KING, A.S, 1985.(Teste 2)CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. São Paulo: Makron Books,1996.DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias emnegócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo - como serempreendedor, inovar se diferenciar na sua empresa. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,2003.Empreendedorismo no Brasil: 2010 / Simara Maria de Souza Silveira Greco et al.Curitiba: IBQP, 2010.FILION, L. J. (1999) Diferenças entre sistemas gerenciais de empreendedores eoperadores de pequenos negócios. Revista de Administração de Empresas, v.39,nº.4, São Paulo, Out./Dez, p. 6-20.GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7ª ed. São Paulo:Atlas, 1999.GODOY, Arilda S., Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades, InRevista de Administração de Empresas, v.35, n.2, Mar/Abr. 1995ª, p.57-63.HARTLEY, J. Case study research. In: CASSELL, C.; SYMON, G. Essential guideto qualitative methods in organizational research. London: Sage, cap.26, 2004.KERLINGER, Fred Nichols. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: umtratamento conceitual. São Paulo: EPU, 1980.
  52. 52. KITZINGER, J.; BARBOUR, R.S. (1999). Introduction: The challenge and promise offocus groups. In: R.S. Barbour and J. Kitzinger (eds). Developing Focus GroupResearch: Politics, Theory and Practice. London: Sage, pp. 1–20.KOTLER. Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 12. ed. São Paulo:Pearson Prentice Hall, 2007.LEITE, Emanuel. O fenômeno do empreendedorismo: criando riquezas. Recife:Bagaço, 2000.MARCONI, Marina de Andrade e LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa:planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa,elaboração, análise e interpretação de dados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.McCLELLAND, David C. A sociedade Competitiva – Realização e ProgressoSocial. Rio de janeiro: Expressão e Cultura, 1972.OLIVEIRA, S. Geração Y: O Nascimento de uma nova versão de líderes. SãoPaulo, Brasil, Editora Integrare, 2. ed. 2010.PETTY, Carin Hommonay; SIMÕES, Katia. Como a Geração Y está reinventandoo jeito de fazer negócio, Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. SãoPaulo: Globo, Ed. 245, Junho/2009.RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed. SãoPaulo: Atlas, 1999.SHUMPETER, Joseph. Economic theory and entrepreneurial history, in Changeand the entrepreneur: postulates and patterns of entrepreneurial history.Cambridge: Harvard U.P., 1949. (republicado, com uma introdução de TamásSzmrecsányi, na Revista Brasileira de Inovação, vol 1, nº 2, p. 201-24, 2002.SHUMPETER, Joseph. The theory of economic development. Massachusetts:Harvard University, 1934.TIMMONS, Jefrey A. New business opportunities. Brick House Publishing. Acton,1990.TIMMONS, Jefrey A. New Venture Creation. 4. ed. Boston: Irwin McGraw- Hill,1994. (Teste 1)VERGARA, Sylvia. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 5. ed .São Paulo: Atlas, 2005.
  53. 53. ANEXO ASexo: ( ) Feminino ( ) Masculino Idade: Grau de Instrução:Ramo de atuação da empresa: Porte da Empresa:Classifique, de 1 a 5, as características abaixo de acordo com a sua personalidade.Marque um X no grau em que essa característica se enquadra a você. 1 – Nunca 2 – Raramente 3 – Às vezes 4 – Quase Sempre 5 – Sempre CARACTERÍSTICAS 1 2 3 4 5A Consigo facilmente na web as informações que eu precisoA Utilizo a web como minha principal fonte de pesquisaB Gosto de dividir e discutir minhas ideiasB Gosto de cooperar com meus amigos/colegas Valorizo ter a liberdade de encontrar a melhor forma de realizarC minhas tarefasC Não gosto de estruturas organizacionais hierarquizadas Sou curioso e questionador, buscando sempre entender a razãoD de “ser” das coisas Penso sempre em diferentes alternativas para obter a melhorD respostaE Não tenho o hábito de esperar, pois foco em resultados Separo uma parte do meu tempo para estabelecer umaF estratégia ou fazer uma reflexão para não me precipitar nas decisõesG Tenho preocupação com o meio ambiente Busco inserir ações sustentáveis nas minhas atividadesG cotidianas, em casa, no empresa, na faculdade, entre outras. Procuro investir em negócios que atuem em nichos específicos,H independente da localização geográfica do seu público-alvo
  54. 54. ANEXO B AUTO-AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES EMPREENDEDORAS (Dornelas, 2003)Para cada questão, faça um círculo na resposta que está mais adequada às suas crenças ouações, mesmo que aparentemente não tenham algo em comum com o que você faz/gosta defazer. Esteja certo de selecionar aquela que você acredita ser a mais verdadeira, em vez da quevocê gostaria que fosse verdade. Mais uma vez cabe frisar que não existem respostas certas ouerradas, e a ideia aqui é avaliar como você observa seu ambiente atual... Seja rápido, nãopondere!1. Eu acredito que as pessoas que conheço e que são bem-sucedidas nos negócios: a. Têm bons contatos b. São mais habilidosas/espertas que eu c. São parecidas comigo, mas talvez trabalhem mais arduamente2. Eu gosto: a. De ser fiel aos amigos e colegas b. De ser muito sistemático em meu trabalho c. De fazer o meu melhor em qualquer trabalho que assumo3. Se chego em casa para descansar e ter uma noite relaxante e descubro que a pia da cozinha está com vazamento: a. Estudo o guia de “faça você mesmo” para ver se consigo consertar o problema b. Convenço um amigo a arrumar a pia para mim c. Ligo para um encanador4. Em relação aos valores individuais, sinto que: a. A maioria das pessoas recebe o respeito que merece b. O valor individual das pessoas passa despercebido independentemente de quanto as pessoas trabalhem c. Os outros são quem determinam de forma significante o valor de uma pessoa5. Meu objetivo na vida é: a. Fazer uma grande quantidade de realizações bem-sucedidas b. Servir ao meu país c. Atingir um alto status na sociedade6. Se tivesse uma noite livre, eu iria: a. Assistir a um programa de TV b. Visitar um amigo c. Praticar um hobby7. Se um funcionário que é meu amigo não estivesse fazendo seu trabalho corretamente: a. Eu o convidaria para um drinque, falaria genericamente que as coisas não estavam indo bem e esperaria que ele captasse a mensagem b. Eu o deixaria sozinho e teria esperança de que ele se acertasse c. Eu daria a ele um forte aviso e o demitiria se ele não se acertasse8. Eu acho: a. Que é difícil saber se uma pessoa gosta ou não de você
  55. 55. b. Que o número de amigos que tenho depende de quão legal eu sou c. Desenvolver relacionamentos duradouros é geralmente perda de tempo9. Em meus sonhos diários, pareço geralmente como: a. Um milionário em um iate b. Um detetive que resolve um caso difícil c. Um político discursando para comemorar uma vitória10. Prefiro jogar: a. Banco imobiliário b. Roleta-russa c. Bingo11. Frequentemente desejo ser: a. Um trabalhador solitário que ajuda os pobres b. Bem-sucedido fazendo algo significante c. Um verdadeiro devoto de Deus12. Acho que por prazer e felicidade as pessoas devem: a. Fazer caridades b. Conseguir as básicas amenidades da vida c. Enfatizar as realizações das pessoas13. Frequentemente desejo: a. Ser um realizador social popular b. Ser um grande líder político c. Fazer de algo de grande significância14. As coisas ruins que nos acontecem são: a. O resultado de falta de habilidade, ignorância, preguiça ou todas as três b. Balanceada por coisas boas c. Inevitáveis, e devem ser aceitas como são15. Para fazer exercícios físicos, prefiro: a. Entrar em um clube/academia b. Participar de um time/equipe da vizinhança c. Fazer caminhada no meu ritmo16. Quando convidado para trabalhar com outros em um grupo, eu aceitaria com maior prazer: a. Outas pessoas que venham com boas ideias b. Cooperar com outros c. Tentar encontrar outras pessoas para fazer o que eu quero17. Se meu chefe me pedisse para assumir um projeto decadente, eu: a. O assumiria b. Não assumiria se já estivesse cheio de trabalho c. Daria a ele uma resposta em poucos dias após levantar mais informações

×