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Apostila de práticas pedagogicas III

O documento discute a educação não formal e o papel do pedagogo em ambientes fora da escola. Ele descreve como a educação não formal surgiu para atender novas demandas sociais e como os pedagogos agora atuam em diversos ambientes como empresas, ONGs e igrejas.

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Mediador: Magno Fernando A. Nazaré
Carutapera-MA
2017
INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR MÚLTIPLO- IESM
DISCIPLINA:
PRÁTICA PEDAGOGICA III
Polo
Carutapera
PROFESSOR: Magno Fernando A. Nazaré Ttitulação MESTRE
OBJETIVOS GERAIS
 Identificar e descrever os espaços de educação não formal em
pedagogia: identificação e caracterização, bem como Tipos de práticas
pedagógicas desenvolvidas em ambientes de educação não formal na
área da pedagogia.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Identificar como se dá Planejamento e execução orientada de
investigação sobre um ambiente de educação não formal
 Analisar os Tipos de práticas pedagógicas desenvolvidas em ambientes
de educação não formal na área da pedagogia.
EMENTA:
Caracterização em ambientes de educação não formal em Pedagogia.
Identificação de Práticas Pedagógicas desenvolvidas em diferentes ambientes
de educação não formal. Experiência orientada de investigação sobre a
diversidade das práticas pedagógicas em espaços de educação não formal.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
PROGRAMA DE DISCIPLINA
1 Histórico da educação não-formal
Práticas Escolares e não-escolares e Organizações Alternativas
2 O pedagogo em espaços não escolares
3 Pedagogia e pedagogos em diferentes espaços: interdisciplinaridade e
competência pedagógica
4 Pedagogia e a pedagogia social: educação não formal
METODOLOGIA
Aula expositiva; leitura, análise e fichamento de textos; participação oral, em
grupo, através de seminários e vivencia em ambientes de educação não formal.
RECURSOS DIDÁTICOS
Artigos; periódicos; vídeos; quadro branco; biblioteca; Data show...
AVALIAÇÃO
Avaliação Individual e coletiva, através de diferentes instrumentos: seminários,
produção de texto, participação nas aulas, frequência e cumprimento de prazos
estabelecidos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FABRE, M. Existem saberes pedagógicos? In. HOUSSAYE, J. et all. Manifesto a
favor dos pedagogos. Trad. Vanise Dresch. Porto Alegre: Artmed, 2004.
FRANCO, M.A.S. Pedagogia como ciência da Educação. Campinas, SP:
Papirus, 2005.
FREIRE, P. Pedagogía do oprimido. 8ª ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1980
LIBÂNEO, José C. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2004.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação de profissional. São Paulo: Vozes,
2003.
TORRES, C. A. A política da educação não formal na América Latina. Rio de
Janeiro, Paz e Terra, 1992.
QUINTANA, J.Mª. Pedagogía Social. Madrid, Dykinson, 1988.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL
Práticas Escolares e não-escolares e Organizações Alternativas
Segundo Jaume Trilla (1996), o termo educação não-formal começa a
aparecer relacionado ao campo pedagógico concomitantemente à uma série de
críticas ao sistema formalizado de ensino, em um momento histórico
compreendido como crise do sistema escolar, em que este começa a ser
percebido (não só pelo campo pedagógico, como também por diferentes setores
da sociedade mais ampla como serviços sociais, a área da saúde e outros) como
impossibilitado de responder à todas as demandas sociais que lhe são impostas,
delegadas e desejadas. A educação, durante muito tempo foi confundida com
escola e ambas as palavras eram, muitas vezes, compreendidas como sinônimos.
Atualmente, a compreensão vem se modificando, e podemos perceber tal feito até
pelo número de adjetivos que vêm sendo colocados junto à palavra e ao contexto
educacional, como: educação para a saúde, para o trânsito, ambiental, social e
tantos outros.
É característico da educação não-formal, um outro jeito de organizar e
perceber a relação ensino-aprendizagem, educador/educando, produção de
conhecimento no processo educacional. Uma dessas características é a
importância e relevância das ações da prática e dos saberes e fazeres cotidianos.
O movimento da educação não-formal se deu através da existência de
diferentes práticas que eram mediadas por relações educacionais, mas que não
eram consideradas como educação por não obedecerem a uma série de requisitos
formais, mas que, na prática estavam construindo diferentes modos de vivenciar e
compreender o processo ensino-aprendizagem.
Entre os fatores importantes para o surgimento da educação não-formal,
estão tanto as mudanças ocorridas na estrutura familiar burguesa, quanto aquelas
resultantes das modificações nas relações próprias do trabalho. As quais chamam
atenção por demonstrarem como a escola e a família - instituições responsáveis
pela educação e legitimadamente constituídas e aceitas pela sociedade -
realizavam seu papel de maneira insatisfatória e insegura. Estes se deram no
sentido de perceber que somente os modelos de educação disseminados pela
escola e pela família já não davam conta da realidade social atual, mas ainda não
havia conhecimento, credibilidade e amadurecimento das propostas criadas para
preencher o vazio entre as ações das instituições sacralizadas e as novas
necessidades sociais.
Toda modificação, tanto no contexto do trabalho, como na vida urbana,
desmontando a forma tradicional em que a sociedade moderna burguesa passou
a estruturar e organizar a vida social, trouxe a necessidade dessa mesma
sociedade se re-organizar e responder às mudanças, inclusive no campo
educacional. Em relação à educação das crianças, adolescentes e jovens, foi
necessária a criação de outras opções, uma vez que a família e a escola já não
eram capazes de suprir sozinhas, as necessidades de cuidado, formação e
socialização.
As necessidades vieram de diferentes demandas: cuidado, formação,
ambientes seguros e profissionais qualificados (para deixar as crianças e
adolescentes), socialização, e outras. Todas essas demandas expandidas recaem
sobre o setor educacional, (como antes também eram de responsabilidade desse
mesmo setor), portanto a diferença está no fato de terem se modificado, ou
estarem se modificando as instâncias responsáveis pela educação no mundo
atual. Uma função social que não mais se restringe à família e à escola.
Outro fator que interferiu no surgimento e crescimento do campo da
educação não-formal foi o das necessidades e exigências das indústrias e do
mercado profissional, que nem sempre encontram profissionais habilitados, para
suprir a demanda existente. A dificuldade para se encontrar tais profissionais se
dá não no sentido desses possuirem certificação esperada e desejada, mas na
distância percebida entre a formação oferecida pela escola formal e a velocidade
com que ocorrem mudanças e atualizações no mercado profissional.
Os meios de comunicação, em especial a televisão e, posteriormente, a
internet, segundo Trilla, tiveram um importante papel no sentido de fazer com que
a sociedade e a própria escola percebessem que a educação não é monopólio da
escola e da família, despertando, dessa forma outros questionamentos sobre a
formação de costumes e mudanças de comportamento provocados, ou ao menos
divulgados e estimulados pelos meios de comunicação.
Ou seja, a educação não-formal, apesar de apontar e oferecer outras
possibilidades diferentes das escolares, não burocratizadas, menos hieraquizadas,
mais rápidas e algumas propostas mais econômicas, não deve tomar para si a
salvação do sistema formal de ensino.
Nesse caso, estaria contribuindo, inclusive para o desmanche da escola
pública e para a desresponsabilização estatal/pública para com esse setor.
Penso que, tanto as oportunidades de acesso à formação e aquisição de
conhecimentos oferecidos pela escola formal devem ser acessíveis a todos, como
também as oportunidades oferecidas pelas diversas propostas de educação não-
formal, favorecendo um trânsito democrático e igualitário dos “usuários” dessas
diferentes e importantes vivências de socialização e formação.
O que parece ser o diferencial para essa questão não é se a educação
formal, ou a não-formal está caracterizada como sendo de primeira ou segunda
linha, mas que, o que deveria ocorrer de fato é que, independente do contexto em
que se dá o processo educacional, ele ocorra com qualidade (ou ao menos com a
melhor qualidade dentro das possibilidades oferecidas e determinadas pelo
momento sócio-histórico em questão). Além do que, é de extrema importância
deixar claro quais são essas condições, quais são os limites impostos por elas e
quais as alternativas para superá-las, caso contrário pode-se correr o risco de
encarar o “provisório como permanente” e adaptar-se à ele, relembrando um
provérbio brasileiro.
No caso de um Estado que subverte as relações sociais, privilegiando o
aspecto econômico, utilizando se de diversos discursos e ações para se manter no
poder, não faz muita diferença em qual lugar está a educação de segunda
categoria, pos ela está a serviço desse poder, e é direcionada para os pobres
(tanto países, como pessoas).
Especificamente no Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se
caracterizando por propostas de trabalho voltadas para a camada mais pobre da

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Apostila de práticas pedagogicas III

  • 1. Mediador: Magno Fernando A. Nazaré Carutapera-MA 2017
  • 2. INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR MÚLTIPLO- IESM DISCIPLINA: PRÁTICA PEDAGOGICA III Polo Carutapera PROFESSOR: Magno Fernando A. Nazaré Ttitulação MESTRE OBJETIVOS GERAIS  Identificar e descrever os espaços de educação não formal em pedagogia: identificação e caracterização, bem como Tipos de práticas pedagógicas desenvolvidas em ambientes de educação não formal na área da pedagogia. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:  Identificar como se dá Planejamento e execução orientada de investigação sobre um ambiente de educação não formal  Analisar os Tipos de práticas pedagógicas desenvolvidas em ambientes de educação não formal na área da pedagogia. EMENTA: Caracterização em ambientes de educação não formal em Pedagogia. Identificação de Práticas Pedagógicas desenvolvidas em diferentes ambientes de educação não formal. Experiência orientada de investigação sobre a diversidade das práticas pedagógicas em espaços de educação não formal. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO PROGRAMA DE DISCIPLINA 1 Histórico da educação não-formal Práticas Escolares e não-escolares e Organizações Alternativas 2 O pedagogo em espaços não escolares 3 Pedagogia e pedagogos em diferentes espaços: interdisciplinaridade e competência pedagógica 4 Pedagogia e a pedagogia social: educação não formal
  • 3. METODOLOGIA Aula expositiva; leitura, análise e fichamento de textos; participação oral, em grupo, através de seminários e vivencia em ambientes de educação não formal. RECURSOS DIDÁTICOS Artigos; periódicos; vídeos; quadro branco; biblioteca; Data show... AVALIAÇÃO Avaliação Individual e coletiva, através de diferentes instrumentos: seminários, produção de texto, participação nas aulas, frequência e cumprimento de prazos estabelecidos. BIBLIOGRAFIA BÁSICA FABRE, M. Existem saberes pedagógicos? In. HOUSSAYE, J. et all. Manifesto a favor dos pedagogos. Trad. Vanise Dresch. Porto Alegre: Artmed, 2004. FRANCO, M.A.S. Pedagogia como ciência da Educação. Campinas, SP: Papirus, 2005. FREIRE, P. Pedagogía do oprimido. 8ª ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1980 LIBÂNEO, José C. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2004. TARDIF, M. Saberes docentes e formação de profissional. São Paulo: Vozes, 2003. TORRES, C. A. A política da educação não formal na América Latina. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992. QUINTANA, J.Mª. Pedagogía Social. Madrid, Dykinson, 1988.
  • 4. HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL Práticas Escolares e não-escolares e Organizações Alternativas Segundo Jaume Trilla (1996), o termo educação não-formal começa a aparecer relacionado ao campo pedagógico concomitantemente à uma série de críticas ao sistema formalizado de ensino, em um momento histórico compreendido como crise do sistema escolar, em que este começa a ser percebido (não só pelo campo pedagógico, como também por diferentes setores da sociedade mais ampla como serviços sociais, a área da saúde e outros) como impossibilitado de responder à todas as demandas sociais que lhe são impostas, delegadas e desejadas. A educação, durante muito tempo foi confundida com escola e ambas as palavras eram, muitas vezes, compreendidas como sinônimos. Atualmente, a compreensão vem se modificando, e podemos perceber tal feito até pelo número de adjetivos que vêm sendo colocados junto à palavra e ao contexto educacional, como: educação para a saúde, para o trânsito, ambiental, social e tantos outros. É característico da educação não-formal, um outro jeito de organizar e perceber a relação ensino-aprendizagem, educador/educando, produção de conhecimento no processo educacional. Uma dessas características é a importância e relevância das ações da prática e dos saberes e fazeres cotidianos. O movimento da educação não-formal se deu através da existência de diferentes práticas que eram mediadas por relações educacionais, mas que não eram consideradas como educação por não obedecerem a uma série de requisitos formais, mas que, na prática estavam construindo diferentes modos de vivenciar e compreender o processo ensino-aprendizagem. Entre os fatores importantes para o surgimento da educação não-formal, estão tanto as mudanças ocorridas na estrutura familiar burguesa, quanto aquelas resultantes das modificações nas relações próprias do trabalho. As quais chamam atenção por demonstrarem como a escola e a família - instituições responsáveis pela educação e legitimadamente constituídas e aceitas pela sociedade -
  • 5. realizavam seu papel de maneira insatisfatória e insegura. Estes se deram no sentido de perceber que somente os modelos de educação disseminados pela escola e pela família já não davam conta da realidade social atual, mas ainda não havia conhecimento, credibilidade e amadurecimento das propostas criadas para preencher o vazio entre as ações das instituições sacralizadas e as novas necessidades sociais. Toda modificação, tanto no contexto do trabalho, como na vida urbana, desmontando a forma tradicional em que a sociedade moderna burguesa passou a estruturar e organizar a vida social, trouxe a necessidade dessa mesma sociedade se re-organizar e responder às mudanças, inclusive no campo educacional. Em relação à educação das crianças, adolescentes e jovens, foi necessária a criação de outras opções, uma vez que a família e a escola já não eram capazes de suprir sozinhas, as necessidades de cuidado, formação e socialização. As necessidades vieram de diferentes demandas: cuidado, formação, ambientes seguros e profissionais qualificados (para deixar as crianças e adolescentes), socialização, e outras. Todas essas demandas expandidas recaem sobre o setor educacional, (como antes também eram de responsabilidade desse mesmo setor), portanto a diferença está no fato de terem se modificado, ou estarem se modificando as instâncias responsáveis pela educação no mundo atual. Uma função social que não mais se restringe à família e à escola. Outro fator que interferiu no surgimento e crescimento do campo da educação não-formal foi o das necessidades e exigências das indústrias e do mercado profissional, que nem sempre encontram profissionais habilitados, para suprir a demanda existente. A dificuldade para se encontrar tais profissionais se dá não no sentido desses possuirem certificação esperada e desejada, mas na distância percebida entre a formação oferecida pela escola formal e a velocidade com que ocorrem mudanças e atualizações no mercado profissional. Os meios de comunicação, em especial a televisão e, posteriormente, a internet, segundo Trilla, tiveram um importante papel no sentido de fazer com que a sociedade e a própria escola percebessem que a educação não é monopólio da
  • 6. escola e da família, despertando, dessa forma outros questionamentos sobre a formação de costumes e mudanças de comportamento provocados, ou ao menos divulgados e estimulados pelos meios de comunicação. Ou seja, a educação não-formal, apesar de apontar e oferecer outras possibilidades diferentes das escolares, não burocratizadas, menos hieraquizadas, mais rápidas e algumas propostas mais econômicas, não deve tomar para si a salvação do sistema formal de ensino. Nesse caso, estaria contribuindo, inclusive para o desmanche da escola pública e para a desresponsabilização estatal/pública para com esse setor. Penso que, tanto as oportunidades de acesso à formação e aquisição de conhecimentos oferecidos pela escola formal devem ser acessíveis a todos, como também as oportunidades oferecidas pelas diversas propostas de educação não- formal, favorecendo um trânsito democrático e igualitário dos “usuários” dessas diferentes e importantes vivências de socialização e formação. O que parece ser o diferencial para essa questão não é se a educação formal, ou a não-formal está caracterizada como sendo de primeira ou segunda linha, mas que, o que deveria ocorrer de fato é que, independente do contexto em que se dá o processo educacional, ele ocorra com qualidade (ou ao menos com a melhor qualidade dentro das possibilidades oferecidas e determinadas pelo momento sócio-histórico em questão). Além do que, é de extrema importância deixar claro quais são essas condições, quais são os limites impostos por elas e quais as alternativas para superá-las, caso contrário pode-se correr o risco de encarar o “provisório como permanente” e adaptar-se à ele, relembrando um provérbio brasileiro. No caso de um Estado que subverte as relações sociais, privilegiando o aspecto econômico, utilizando se de diversos discursos e ações para se manter no poder, não faz muita diferença em qual lugar está a educação de segunda categoria, pos ela está a serviço desse poder, e é direcionada para os pobres (tanto países, como pessoas). Especificamente no Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se caracterizando por propostas de trabalho voltadas para a camada mais pobre da
  • 7. população, sendo algumas promovidas pelo setor público e outras idealizadas por diferentes segmentos da sociedade civil, muitas vezes em parceria, com o setor privado, desde ONGs a grupos religiosos e instituições que mantêm parcerias com empresas. Outro setor que vem sendo explorado pela atuação da educação não- formal é o da divulgação, preocupação e ações relativas a questões que envolvem a ecologia e problemas com o meio ambiente, conforme cita Gohn (1997) em seu texto Educação Não-Formal no Brasil Anos 90. Foi, e é o momento de redefinição de papeis, resignificação e reconstrução das identidades institucionais. Cabe salientar que o surgimento da educação não- formal não se dá com o objetivo de ocupar o espaço ou substituir o papel da educação formal e da informal, mas para dividir e partilhar os diferentes fazeres desse novo tempo. O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES Maria Edna Sabina de Oliveira RESUMO O novo cenário da educação se abre no século XXI com novas perspectivas para o profissional que se insere no mercado de trabalho, sob diversas abrangências, como nos mostra a própria sociedade, que vive um momento particular discussões sobre globalização, neoliberalismo, terceiro setor, educação on-line, enfim, uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo. A educação em espaços não escolares vem confirmar esta discussão que vivenciamos, o pedagogo sai então do espaço escolar, que até pouco tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir neste novo espaço de atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional. Empresas, hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e Tv), e outros formam hoje o novo cenário de atuação deste profissional, que transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são espaços até então restritos a outros profissionais. E esta atual realidade vem com certeza, quebrando preconceitos e idéias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções na sala de aula. Onde houver uma prática educativa, existe aí uma ação pedagógica. PALAVRAS-CHAVE: Educação formal, não-formal e informal, sociedade, RH, Globalização, neo-liberalismo, terceiro setor, educação on-line, atuação.
  • 8. FUNDAMENTAÇÃO Convivemos até bem pouco tempo com a visão de uma pedagogia inserida no ambiente escolar, na sala de aula, do profissional da educação envolvido com os problemas da educação formal, uma idéia falsa de que o pedagogo é o profissional capacitado e devidamente treinado para atuar somente em espaços escolares, é o responsável pela formação intelectual das crianças, sempre se envolvendo no cotidiano escolar, com os problemas relacionados à educação formal, propriamente dita. A vida escolar, a educação formal, não deixa de ser um foco importante para o Pedagogo, mas deixa de ser o único. Diante da atual realidade em que se encontra a sociedade, a educação tem se transformado na mola mestra, para enfrentar os desafios que se articulam dentro dela e em todos os seus segmentos, desafios gerados pela globalização e pelo avanço tecnológico na atual era, a tão inovadora e desafiadora era da informação. A educação é também a mola mestra para transformar a situação de miséria, tanto intelectual quanto econômica, política e social do povo, promovendo acesso à sociedade daqueles que são vistos como os excluídos. Possibilitando assim a transformação da sociedade numa sociedade mais justa e igualitária. “Os efeitos da crise econômica globalizada e a rapidez das mudanças na era da informação levaram a questão social para o primeiro plano, e com ela o processo da exclusão social, que já não se limita à categoria das camadas populares”… (Gohn, 2001, p. 09) Dessa forma a educação sofre mudanças em seu conceito, pois deixa de ser restrita ao processo ensino-aprendizagem em espaços escolares formais, se transpondo aos muros da escola, para diferentes e diversos segmentos como: ONGs, família, trabalho, lazer, igreja, sindicatos, clubes, etc. Abre-se aqui um novo espaço para a educação, dando uma estrutura interessante à educação não formal. Com toda esta nova proposta e possibilidade de atuação, o profissional Pedagogo também se transforma, se adequando a esta nova realidade, se posicionando como profissional capacitado para caminhar junto a esta
  • 9. transformação da sociedade. O Pedagogo deixa de ser, neste novo contexto, o mesmo Pedagogo do século XVIII, XIX e até mesmo século XX. Apresentando-se agora como agente de transformação para atuar nesta nova realidade. Hoje, o profissional pedagogo está sendo inserido em um mercado de trabalho mais amplo e diversificado possível, porque a sociedade atual, exige cada vez mais profissionais capacitados e treinados para atuarem nas diversas áreas. Não sendo comum um profissional ser qualificado apenas para exercer uma determinada função, e sim para atuar nas diferentes áreas existentes no mercado de trabalho, seja ele qual for. As linhas de pensamento relacionadas ao profissional Pedagogo possibilitam uma reflexão mais aprofundada sobre a sua atuação, pois hoje, se pensa muito mais detalhadamente a dinâmica do conhecimento e as novas funções do educador como mediador deste processo. Dessa forma, não podemos mais nos deter somente no universo da educação formal, mas buscar novas fontes de formação e de informação para adequar este profissional no mundo globalizado e competitivo. Toda transformação relacionada à atuação do Pedagogo se dá ao fato de que, hoje vivemos o processo que reflete a transformação de valores e pensamentos de uma sociedade voltada para valores mais específicos, como a cultura de seu povo, valor diferente daquele que até pouco tempo se primava pelo valor econômico. Ou seja, a cultura hoje tem o seu papel melhor definido e mais importante para a sociedade do que situação econômica, propriamente dita. Nesta perspectiva de mudança e viabilizando uma atuação deste profissional é que abrimos espaço para esta discussão, pautando nosso estudo na atuação do Pedagogo em espaços não escolares, suas habilidades e competências para atuação nestes espaços, o leque de possibilidades que hoje se abre deixando para trás a idéia primária de que este profissional está preparado somente para atuar em espaços escolares, e que pouco ou quase nada podendo aproveitar de suas habilidades para atuar em outros espaços. Assim, este profissional que atravessa séculos, executando o seu papel de preceptor, de transformador do conhecimento e do comportamento humano,
  • 10. chegando ao século XXI, com uma nova proposta, sua efetiva atuação em espaços também não escolares, e que, no entanto, visam a aprendizagem e a transformação do comportamento humano, tanto quanto dentro da educação formal. Este assunto tornou-se desafiador a partir do momento em que verificamos através de discussões realizadas em sala de aula, seminários, mesa redonda, através de leituras compartilhadas, visualizamos um horizonte se abrindo para esta área do conhecimento, discussões que estão fundamentadas em teóricos conceituados e pela própria sociedade que chega ao século XXI com novas perspectivas para a educação formal e também para a educação não formal, discussão que até bem pouco tempo era desconhecida para a maioria de nossas escolas de formação, e também dos profissionais. Como hoje o Pedagogo, está sendo inserido num mercado de trabalho cada vez mais diversificado e amplo, o nosso estudo se justifica pela necessidade de compreender a dinâmica, que levou a sociedade a chegar onde estamos hoje, com um discurso voltado para a inclusão social, para o voluntariado, para projetos de pesquisas, para educação formal, não formal e informal, observando o processo de ensino-aprendizagem não somente como processo para dentro da escola, da sala de aula ou do cotidiano escolar, mas um processo que acontece em todo e qualquer segmento da sociedade, seja ele qual for. E também como o Pedagogo se insere neste novo contexto social, percebendo a sua relação em diferentes espaços. “… Verifica-se hoje, uma ação pedagógica múltipla na sociedade. O pedagógico perpassa toda a sociedade, extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo esferas mais amplas da educação informal e não- formal” (Libâneo, 2002, p.28). É importante ressaltar aqui como a educação formal e a não formal caminham paralelamente e, portanto, a necessidade de agregar ao ensino formal, ministrado nas escolas, conteúdos da educação não-formal, como os conhecimentos relativos às motivações, à situação social, à origem cultural, etc. Por isto, esta nova perspectiva de atuação do Pedagogo, sua qualificação vem filtrando cada vez mais, buscando uma relação estreita entre as diferentes
  • 11. propostas de educação existentes na sociedade. “… uma nova cultura escolar que forneça aos alunos instrumentos para que saibam interpretar o mundo” (Touraine, 1997, citação da autora) Este assunto tornou-se relevante para este projeto, à medida que foi se descortinando as grandes possibilidades de pesquisas durante as discussões realizadas e também por apresentar um assunto que vem transformando a idéia de uma educação restrita em uma educação ampla e sem fronteiras. Este tem se tornado um assunto desafiador para tantos quanto se interam do mesmo. REFERÊNCIAS: Gohn, Maria da Gloria. Educação não formal e cultura política: impactos sobre o Associativismo do terceiro setor. 2ed. São Paulo, Cortez, 2001. Holtz, Maria Luiza Marins. Lições de Pedagogia Empresarial. MH Assessoria Empresarial Ltda. 1999. Ribeiro, Amélia Escotto do Amaral. Pedagogia Empresarial: Atuação do Pedagogo na Empresa. Rio de Janeiro. Wak. Chiavenato, Idalberto. Gestão de Pessoas. São Paulo. Libâneo, José Carlos. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. _________________ Pedagogia e pedagogos para quê? São Paulo, Cortez, 2002. Luck, Heloisa. Metodologia de Projetos. Petorpolis, R. J.: Vozes, 2003.
  • 12. PEDAGOGIA E PEDAGOGOS EM DIFERENTES ESPAÇOS: INTERDISCIPLINARIDADE E COMPETÊNCIA PEDAGÓGICA Isabel Magda Said Pierre Carneiro – UFC Maria José Camelo Maciel - UFC INTRODUÇÃO O debate acerca do reconhecimento da importância da Pedagogia em diversos espaços escolares e extra-escolares tem se ampliado, principalmente a partir dos anos 1990. A intensidade de tal discussão se coloca a partir das transformações sociais, políticas e econômicas que vêm ocorrendo no mundo, impulsionada, principalmente pelas novas demandas postas pelo que tem sido chamado Revolução da Tecnologia da Informação (CASTELLS, 1999). Esse cenário revela que os avanços na comunicação, na informática e as outras mudanças tecnológicas e científicas têm influenciado os novos sistemas de organização do trabalho e das relações profissionais, os quais requerem cada vez mais que os processos de Educação se realizem para além dos muros das escolas e, conseqüentemente, têm implicado numa redefinição dos espaços de atuação do pedagogo e dos seus saberes. Segundo Tardif (2003), os saberes incorporam os conhecimentos, competências, habilidades, valores do pedagogo, se referindo também ao saber, saber fazer e saber ser. Articular teoria e prática, integrar os saberes científico-tecnológicos bem como associar os conhecimentos específicos da formação profissional e os saberes tácitos advindos das práticas sociais e da experiência profissional a sua prática, relacionando-os e adequando-os aos lugares em que trabalham são alguns dos desafios a serem enfrentados pelo pedagogo em sua atuação. Como contribuição a esse debate, apresentamos neste trabalho os resultados de um estudo realizado sobre a prática do pedagogo em hospitais e escolas de Educação Profissional, objetivando evidenciar a partir de ações
  • 13. concretas como o trabalho pedagógico se desenvolve nesses espaços e que os saberes mobilizados pelo pedagogo são plurais, interdisciplinares e provenientes de diversas fontes sociais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo estudo de caso. Segundo Ludke e André (1986, p.18) “o estudo qualitativo se desenvolve numa situação natural, é rico em dados descritivos, tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada”. Para a realização deste estudo, foram investigados dois espaços, um não- formal que segundo Libâneo (2004) é aquela, cujas atividades contêm caráter de intencionalidade, porém com baixo grau de estruturação e sistematização, implicando certamente relações pedagógicas, mas não formalizadas. E outro formal não-convencional que se refere às atividades de ensino em que se fazem presentes a intencionalidade, a sistematicidade e condições previamente preparadas, atributos que caracterizam um trabalho pedagógico-didático, ainda que realizado fora do marco escolar propriamente dito. As instituições foram o hospital Sarah Kubitschek e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC/Ceará. No primeiro local, os dados foram obtidos através de observações diretas, com relatos registrados em diário de campo, e entrevista semi-estruturada com uma pedagoga, a única existente na instituição. A análise sobre a atuação do pedagogo no segundo espaço se baseou em elementos extraídos a partir de observação direta da prática da equipe de coordenação pedagógica composta por quinze pedagogos e pedagogas e de entrevista semi-aberta à gerência de Recursos Humanos. 2. CONTEXTUALIZANDO O TEMA A Educação é um processo social que ocorre em toda sociedade, através de diferentes meios e em distintos espaços sociais. Segundo Franco (2005): “à medida que a sociedade se tornou tão complexa, há que se expandir a intencionalidade educativa para diversos contextos, abrangendo diferentes tipos
  • 14. de formação necessárias ao exercício pleno da cidadania” (p.177-178). Nessa perspectiva, as referências e reflexões sobre as diversas formas e meios de ação educativa deverão também constar do rol de atribuições de um pedagogo, e mais que isto, referendar seu papel social transformador. O comentário de Franco nos leva a reflexão de que na contemporaneidade o conhecimento assume cada vez mais um papel central e, conseqüentemente, o educativo se constitui em apelo constante, pois vivenciamos atualmente uma nova configuração da sociedade capitalista, a qual se convencionou denominar de “sociedade do conhecimento”. Observamos, em face desse momento novo da sociabilidade capitalista, o surgimento de uma preocupação central com a formação das pessoas em diversos segmentos sociais, como as empresas, por exemplo, que passam a investir fortemente em treinamento para atender as suas finalidades. Tanto é assim, que muitas delas possuem escolas, centros de treinamento e reciclagem de seus empregados, ou fazem convênios com outras empresas destinadas exclusivamente a esse tipo de atividade. Também, várias outras instâncias e atividades sociais atualmente se organizam em torno de projetos educativos como, por exemplo, o turismo, que se nutre de princípios como o de cidade educativa. A mídia televisiva, agora de forma bem mais acentuada e direta lança mão de canais educativos ou programas educativos voltados, por exemplo, para educação ambiental, educação para a cidadania, qualidade de vida etc. através de diferentes estratégias, nas quais se inclui de forma significativa a educação a distância. Parece evidente que a sociedade resolveu incorporar um papel educativo, o que coloca a necessidade de se investigar com que critérios e com que finalidades, uma vez que nem sempre os processos educativos a que são submetidos os sujeitos implicam em humanização e emancipação. Sabemos que a Educação se constrói a partir de relações sociais historicamente situadas e a Pedagogia, nesta nova investida social, deve assumir o importante papel de explicitar a intencionalidade pretendida à ação educativa social. Ela também precisa, através de conhecimentos científicos, filosóficos e
  • 15. profissionais, investigar a realidade educacional em transformação para explicitar objetivos e processos de intervenção metodológica e organizativa referentes à transmissão e à assimilação de saberes e valores. Essa pedagogização da sociedade evidencia intensamente a necessidade do pedagogo, enquanto agente crítico e detentor de saberes gerais e específicos necessários à explicitação e organização dos processos educativos, atuando em espaços diversos, além da escola formal. Isto significa que o grande desafio que se coloca ao pedagogo atualmente é, utilizando-se de fundamentos de diversas áreas do conhecimento, construir categorias de análise para a apreensão e compreensão de diferentes práticas pedagógicas que se desenvolvem em diversos contextos conforme as relações sociais de nossa época; transformar o conhecimento social e historicamente produzido em saber escolar, selecionar e organizar conteúdos a serem trabalhados através de estratégias metodológicas adequadas; construir formas de organização e gestão dos sistemas de ensino nos vários níveis e modalidades; e, finalmente, no fazer deste processo de produção de conhecimento sempre coletivo, participar como um dos atores da organização de projetos educativos, escolares e não escolares, que expressem os anseios da sociedade e dos sujeitos sociais. 3. A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM DIFERENTES ESPAÇOS 3.1. O trabalho pedagógico no hospital Sarah Kubitischek O hospital Sarah Kubitschek é uma instituição dedicada à reabilitação e ao tratamento de deformidades, traumas, doenças do aparelho locomotor e problemas do neurodesenvolvimento. O objetivo dos programas é proporcionar ao paciente a possibilidade de desenvolver, ao máximo, suas capacidades, seu potencial de funcionalidade, para que possa ter condições de retomar seus papéis sociais e atividades nas áreas: afetiva, social, educacional e profissional. Para concretização da proposta, o Hospital conta com equipes interdisciplinares, incluindo o pedagogo. Este profissional desenvolve um trabalho voltado para o reforço escolar, reeducação escrita, orientação e estímulo, buscando ajudar na reabilitação do paciente e orientar a família de como proceder
  • 16. nesse processo. Ele também realiza visitas escolares no intuito de, juntamente, com os professores das escolas discutir as possibilidades de inserção do paciente na instituição educacional. Nessa perspectiva, a intervenção pedagógica busca contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico, social, profissional, educacional do paciente, compatível com seu comprometimento fisiológico e limitações ambientais. É interessante destacar que sua atuação corresponde aos diversos programas da instituição: Pediatria, Reabilitação Infantil, Lesado Cerebral e Lesado Medular, sempre em consonância com a equipe composta por fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, professores de educação física, fonoaudiólogos, assistentes sociais, médicos clínicos e neurologistas, além dos profissionais da enfermagem e, evidentemente, o paciente e sua família. A concepção de trabalho interdisciplinar do Sarah Kubitschek parte do princípio de que um atendimento hospitalar envolve o tratamento físico e outros aspectos ligados ao ser humano como a parte psicológica, a social e a familiar sendo esta última uma participante integral de tudo o que se relaciona com o indivíduo, a sua doença, suas internações e seu restabelecimento. Sobre isso, a pedagoga comenta: O Sarah tem uma proposta de trabalho interdisciplinar e o professor também faz parte dessa equipe, pois considera que o paciente não tem só braço e perna. A gente entende que o ser humano tem outras necessidades como aprender, buscando abordar o paciente de forma global. Nesse sentido, o professor trabalha com a aprendizagem, com a cognição, com o pensamento, com a capacidade que o paciente tem de raciocinar. Toda a equipe tenta entender o trabalho do outro, mas claro que cada um tem sua parte específica. Essa fala nos permite perceber que a inter-relação da pedagoga com os diferentes profissionais é bastante significativa, pois permitir uma troca de informações, tanto referentes à doença quanto ao paciente, favorecendo o processo de inclusão do indivíduo na sociedade. Nesse sentido, as funções que exerce são específicas do pedagogo, embora algumas atividades sejam ponto de intercessão com outras áreas de conhecimento como Psicologia.
  • 17. Como exemplo desse trabalho interdisciplinar, verificamos que no grupo de Afasia a pedagoga tem o papel de socializar os conhecimentos com a acompanhante, orientando a respeito da doença, das repercussões da lesão e de como pode ajudar o paciente no seu processo de reabilitação. Assim, orienta e estimula a acompanhante para que saiba lidar melhor com o paciente, percebendo que cada lesão tem as suas peculiaridades e que cada indivíduo tem uma história social diferente. Além disso, desenvolve atividades de estimulação com o paciente sempre mostrando para a família a forma de fazer em casa, pois a idéia é que “a família esteja transferindo para o dia-dia as atividades”. A reflexão que a pedagoga faz sobre seu trabalho e a possibilidade de outro profissional realizá-lo é a seguinte: O psicólogo também pode realizar, mas na realidade, no momento de criar estratégias, metodologias, a forma de expor, exemplificar uma linguagem do acompanhante e repassar as informações - tudo isso é próprio do pedagogo. É uma competência ligada a formação, de criar estratégias, de criar um fim para gerar a aprendizagem. O pedagogo dispõe de mais material, mais recurso, isso não quer dizer que o psicólogo não possa fazer, mas eu percebo que o meu conhecimento pedagógico faz o diferencial. Através dessa fala, percebemos a importância que as dimensões da Pedagogia ou da gestão pedagógica propriamente dita tem na instituição hospitalar. Segundo Fabre (2004), são os saberes pedagógicos, isto é, os processos de ensino-aprendizagem, as determinações legais da área da Educação e particularmente o conjunto de saberes necessários à gestão dos processos educacionais que fundamentam a ação do pedagogo, possibilitando a esse profissional interagir com os outros sujeitos no contexto em que atua. Quanto às competências esperadas para o desempenho das funções do pedagogo no hospital, encontra-se a necessidade de estar em consonância com a filosofia do hospital que tem como princípio básico a interdisciplinaridade; saber lidar com a diversidade de profissionais; trabalhar em equipe e relacionar-se com o paciente, com a família e com o público geral. Além disso, o pedagogo deve buscar sempre o bem-estar das pessoas, e, estudar questões que envolvem a educação e a saúde.
  • 18. Em relação às dificuldades verificadas pela pedagoga percebemos sua necessidade de estar em sintonia com a linguagem médica e de estar sempre atualizada sobre os diferentes conhecimentos da instituição hospitalar, os quais não constituem práticas do âmbito escolar e nem fazem parte, geralmente, da organização curricular dos cursos de formação para o magistério. Conforme registro da entrevistada, pouco se divulga no contexto universitário sobre a atuação em ambientes hospitalares e que durante a graduação, não teve informação sobre essa alternativa de prática pedagógica: “Ao entrar no Sarah, não sabia da existência dessa área de atuação do pedagogo, isso demonstra o quanto a universidade ainda apresenta uma visão um tanto quanto restrita desse profissional”. Especificamente sobre o curso de Pedagogia, ela afirma: “durante toda minha faculdade, por exemplo, nunca vi nada ligada ao papel do pedagogo em recursos humanos nem mesmo à atividade que exerço no momento”. 3.2. O trabalho pedagógico em escolas de educação profissional O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC é uma instituição de educação profissional de natureza para-estatal, mantida através de impostos recolhidos sobre a folha de pagamentos das empresas do setor produtivo do comércio de bens e serviços. Possui unidades em todo o Brasil para oferta de cursos profissionalizantes de formação inicial e continuada de trabalhadores, educação técnica de nível médio e educação tecnológica de nível superior nas áreas de Artes, Comércio, Comunicação, Conservação e Zeladoria, Design, Gestão, Imagem Pessoal, Informática, Lazer e Desenvolvimento Social, Meio Ambiente, Saúde, Turismo e Hospitalidade. Para a realização do seu projeto educativo, o Senac conta com uma equipe de coordenação pedagógica que tem como missão garantir a materialização do seu projeto político-pedagógico. Como as escolas de educação profissional, de uma forma geral, se deparam com a dificuldade de encontrar docentes que reúnam em seu perfil os saberes técnicos da área em que atuam e os saberes pedagógicos, decorre daí que grande parte dos docentes não possui formação pedagógica. Isso se coloca como uma das principais responsabilidades da equipe de coordenação pedagógica, ser o elo de ligação entre o projeto político-
  • 19. pedagógico e o professor, de modo que é esta equipe que orienta a materialização deste projeto nas ações concretas de sala de aula. Sua ação deve abranger três etapas estruturadoras da ação docente: planejamento, acompanhamento e avaliação. Na verdade, nas três etapas deve ocorrer à formação do docente em serviço, de forma contínua. Além dessa tarefa, a equipe também é responsável pelo planejamento e implementação do Programa de Desenvolvimento de Educadores, seleção dos docentes, análise e planejamento do material didático, coordenação do trabalho de construção das estruturas curriculares dos cursos que o Senac oferta ao público, bem como pela realização de várias atividades de cunho administrativo. Diante das profundas transformações do mundo do trabalho, o Senac também, principalmente nos últimos 10 anos, tem passado por significativas mudanças que afetam os planos políticos pedagógico e administrativo- organizacional. Quanto a essas modificações, cabe citar, como mais impactantes para a prática da equipe de coordenação pedagógica, a adoção de uma orientação curricular com foco em competências e de um modelo de administração institucional também baseado em gestão de competências. Esse processo é reflexo de dois movimentos principais. O primeiro é a reforma efetivada na legislação educacional brasileira nos anos 1990, quando se assiste a uma alteração profunda do sistema educacional no seu conjunto, especialmente, da educação profissional, para a qual o conceito de competências torna-se referência para a organização do trabalho escolar. O segundo é o alinhamento das políticas de recursos humanos às estratégias empresariais, incorporando à prática organizacional o conceito de competência como base do modelo para se gerenciarem pessoas, apontado para novos elementos na gestão do trabalho. No âmbito do trabalho da coordenação pedagógica do Senac, as alterações do modelo pedagógico se expressam por meio de novos ideários, métodos e programas de ensino que trazem subjacentes modos de pensar os cursos, os conteúdos, o aluno, o espaço escolar, criando diferentes concepções sobre a
  • 20. educação nas quais o coordenador pedagógico deve orientar o docente a construir a sua prática. Isso passa a requerer novas competências desse profissional. Essas novidades, ao mesmo tempo em que reformulam modos de organizar o tempo, o espaço e o saber escolar, também sugerem modos de pensar/fazer a educação, estabelecendo outros padrões de comportamento. Vale ressaltar que a compreensão desse conjunto de mudanças, tanto para a sua implementação, quanto, e principalmente, para a sua crítica e possível ressignificação, exige do pedagogo um profundo conhecimento sobre a relação trabalho e educação, sobre a educação e suas correspondentes políticas que regulam as ações, além de traçar limites, prever comportamentos e criar linguagens coletivas. As alterações no plano gerencial do Senac levaram a definição de novas competências para a equipe de coordenação pedagógica conformadas ao novo alinhamento estratégico da instituição. A definição das competências do coordenador pedagógico de acordo com a gerente de Recursos Humanos deu-se através do processo de busca para realinhamento de estratégias num momento em que a instituição se depara com um novo cenário e o próprio contexto atual cobra o domínio de novas competências que garantam a excelência em educação profissional. Para a gerente de Recursos Humanos, a construção de um novo perfil do coordenador pedagógico teve como premissas básicas: conscientização de que a implementação do projeto político-pedagógico do Senac exige da equipe de suporte pedagógico um perfil específico; convicção de que o coordenador pedagógico tem características próprias e deve ser ocupado por profissionais que apresentem um perfil de competência diferenciado; reconhecimento de que aqueles que ocupam tal função devem garantir o cumprimento da missão do Senac como instituição de educação profissional, bem como a implementação do projeto político-pedagógico. As competências foram definidas num processo de discussão coletiva incluindo os coordenadores pedagógicos, das quais destacamos as seguintes como mais significativas:
  • 21.  Compreender a educação profissional à luz das transformações político- econômicas contemporâneas com o fim de atuar com uma visão de totalidade sobre os fenômenos econômico e político-sociais sobre os quais se assenta tal modalidade de educação na atualidade;  Alcançar acordos através do diálogo, encontrando e constituindo objetivos comuns para garantir ambiente de alto desempenho;  Colaborar e cooperar com outras pessoas e unidades para atingir um objetivo comum, compartilhando informações e conhecimentos relevantes;  Desenvolver os docentes, realizando diagnósticos do seu desempenho pedagógico, promovendo a sua formação contínua em serviço, atuando em nível estratégico da organização e sustentando processos que promovam o aprendizado organizacional;  Compreender, incorporar e disseminar os fundamentos e práticas da educação profissional, visando adequar o pensar e o fazer do Senac ao seu Projeto Politico Pedagógico;  Demonstrar capacidade de propor novas estratégias, ações e projetos para a educação profissional, articulando-os às novas necessidades e demandas do mundo da educação e do trabalho. Sobre as fontes sociais a partir das quais o coordenador pedagógico no Senac constrói suas competências, a gerente de Recursos Humanos, nos ofereceu alguns dados colhidos através de instrumento de avaliação aplicada a equipe e aos seus gestores. Foram apresentadas cinco opções (sendo uma aberta) de fontes em que o coordenador pedagógico atribuiria pesos de 1 a 5 a contribuição destas na construção de suas competências. O resultado foi o seguinte: 1) Escola Básica e Universidade - 21% dos pedagogos e pedagogas atribuiu o peso máximo; 2) Cursos oferecidos pelo Senac/CE e o próprio ambiente de trabalho - 79% atribuiu peso máximo a essa fonte para aquisição de suas competências; 3) Movimentos/atividades sociais - foram considerados as segundas fontes mais relevantes para obtenção de competências por 71% dos
  • 22. entrevistados; 4) Outras fontes, 71% considerou que a busca do autodesenvolvimento em diversas fontes é bastante significativa para a construção de suas competências. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Um dos fatos que nos chamou a atenção, em primeiro lugar, foi a posição dos pedagogos, de ambos os espaços, em relação aos saberes provenientes dos cursos de Pedagogia. Pelo que pudemos constatar na opinião do coordenador pedagógico que atua na escola de educação profissional, as competências mais significativas para a sua atuação no Senac não são as desenvolvidas nos espaços acadêmicos na opinião da maioria. Também na visão da pedagoga que atua no Hospital Sarah Kubitschek o currículo do curso de Pedagogia é considerado restrito e não contempla a atuação do pedagogo em espaços extra-escolares. Todavia, é evidente que os saberes pedagógicos necessários à prática desses profissionais advêm, em boa parte de sua formação acadêmica, mas como o currículo dos cursos não contempla uma visão mais ampla do trabalho pedagógico, os entrevistados não a consideraram uma fonte tão relevante. Isso nos leva a pensar que se a Pedagogia desenvolve-se em diversos espaços educativos escolares e extra-escolares e se o pedagogo é um profissional cuja identidade se reconhece no campo da investigação e na variedade de atividades voltadas para o educacional e o educativo e cuja função está relacionada a todas as atividades de aprendizagem e de desenvolvimento humano, seja de crianças, jovens, adultos ou idosos, trabalhadores ou outros, de acordo com o perfil da instituição em que atua, havemos de reconhecer a necessidade de se formar o profissional da Educação e não exclusivamente o docente. Todavia, também devemos reconhecer a impossibilidade da formação inicial do pedagogo abarcar toda a gama de saberes especializados que ele
  • 23. mobiliza nos diversos espaços escolares e extra-escolares em que atua. Contudo, entendemos que essa formação deve avançar para além de um foco exclusivo em determinadas tarefas pedagógicas para uma concepção mais ampla que apreenda, de forma crítica, as transformações que estão ocorrendo no mundo do trabalho, nas instituições educacionais, no país e no mundo. Isso implica numa abordagem mais focada nos conhecimentos do campo da Educação que deverá ocorrer a partir da indissociável articulação teoria-prática, tendo a pesquisa como um princípio estruturante dos saberes a serem construídos. É importante também notar, que o saber do pedagogo, conforme expressa Tardif (2003) é um saber plural, pois sua prática integra diversos saberes com os quais mantém diferentes relações. Senão vejamos o caso da pedagoga que trabalha em ambiente hospitalar em que seu saber complementa uma das dimensões que se tem sobre o desenvolvimento do ser humano numa relação de interdependência com outros saberes de diferentes profissionais os quais atuam no objetivo comum da reabilitação do ser humano que devido a traumas e enfermidades teve seu desenvolvimento comprometido. Neste caso, os saberes de sua área de formação, ou seja, os saberes pedagógicos associados à competência sócio-comunicativa são condições indispensáveis à sua atuação neste espaço. Tais requisitos também são essenciais a equipe de pedagogos que atua no espaço da educação profissional, uma vez que as novas postas exigências aos profissionais que atuam no âmbito da atividade pedagógica vão colocar conflitos diversos na sua prática e vão requerer um posicionamento muito firme dos pedagogos, tendo em vista que o estabelecimento de diretrizes para o novo modelo formativo, ocorre num contexto marcado por uma intensa disputa pelos encaminhamentos a serem dados a formação do trabalhador. Apesar de não pretendermos discutir aqui esses conflitos, vale colocar que as convicções e saberes acerca da Educação e de seu papel na formação humana, os saberes pedagógicos e a competência comunicativa tornam-se imprescindíveis para a negociação dos consensos possíveis neste embate.
  • 24. Quanto às fontes socais das quais provêm esses saberes profissionais, evidencia-se que eles têm origens diversas. No caso da equipe pedagógica do Senac, nos chama a atenção a acentuada ênfase aos movimentos/atividades sociais como participação em Pastorais da Igreja Católica como a Pastoral da Terra, atuação em programas como Alfabetização Solidária, em movimento estudantil, movimentos sindicais; participação como membro de centros acadêmicos, locução de programas de rádios comunitárias, docência em Educação do Campo, entre outros. Associamos a valorização dessas fontes pelos pedagogos ao fato de que são atividades que tem como marca um posicionamento político-social bem demarcado, o que contribui para uma visão mais crítica e abrangente das questões sociais. Como a educação profissional não pode ignorar a tensão entre capital e trabalho, esses saberes certamente contribuem para a ampliação da compreensão acerca de tal fenômeno social. Tardif (2003), refere-se ao pluralismo do saber profissional, relacionando-o com os lugares onde os professores atuam/trabalham, com as organizações que os formam, as fontes de aquisição desse saber e seus modos de integração no trabalho docente. Transpondo essa observação para o caso do pedagogo, mesmo atuando em atividades que não sejam a docência, ela permanece válida e se confirma a partir do estudo da atuação profissional dos pedagogos estudados neste trabalho. Finalmente, entendemos que os saberes que o pedagogo mobiliza na sua atuação para organizar práticas pedagógicas devem ser indissociáveis de uma consciência crítica sobre a Educação, seu papel na sociedade (os limites e possibilidades do processo educativo em relação aos determinantes econômico- sociais e políticos presentes em nossa sociedade), assim como, que lhe possibilite a agudeza teórica e prática no sentido de que ele possa desenvolver os saberes necessários sobre os seus próprios saberes, ou seja, sobre o saber de seu trabalho, de sua profissão. Entendemos que o favorecimento dessa condição deva ser uma atribuição precípua dos cursos de Pedagogia.
  • 25. PEDAGOGIA E A PEDAGOGIA SOCIAL: EDUCAÇÃO NÃO FORMAL Profa. Dra. Evelcy Monteiro Machado evelcy.machado@utp.br Mestrado em Educação Universidade Tuiuti do Paraná O Curso de Pedagogia no Brasil, desde sua origem em 1930, tem se centrado nas questões relacionadas à formação do educador para atuar na educação formal, regular e escolar. As três regulamentações do Curso, ocorridas em 1939, 1962 e 1969, propiciaram pouca flexilibilização e inovações nos projetos das instituições formadoras, já que continham um currículo mínimo indicado que era implantado como referência nacional. A Reforma da Educação ocorrida em 1996 rompe com a tradição da oferta padrão – o currículo mínimo é substituído por diretrizes curriculares – além de possibilitar diversidade e diversificação de projetos educacionais. Na tramitação da nova regulamentação do Curso se acentua o debate sobre a formação e trabalho do pedagogo. Além de questões conflitantes, como a proposta de fragmentação do trabalho do pedagogo, com a restrição da formação para a docência e ênfase na gestão e da proposta de novos agentes formadores para docência (os Institutos Superiores de Educação), são incluídas nas discussões novas demandas de trabalho que propiciam atuação em diferentes espaços. O presente texto teórico-reflexivo pretende situar, a Pedagogia como perspectiva de inovação para o Curso de Pedagogia em relação à questão da educação fora da escola. A sociedade moderna apresenta demandas sócio- educacionais que ultrapassam os limites formais e regulares da escola. Apesar de ainda não esgotado o debate sobre a questão prioritária da educação escolar básica, essas novas demandas se incorporam aos desafios à formação do educador, já que são crescentes as intervenções e ações educativas em âmbitos, meios e organizações diferenciados do sistema educacional. As perspectivas de educação permanente e educação ao longo da vida também ratificam a necessidade de se discutir a educação além dos limites da escola.
  • 26. Dessa forma, a Pedagogia Social se insere no debate como a ciência que referenda políticas de formação do educador para atuar na área social e como prática intervencionista, justificando-se, assim, a dimensão teórico-prática nesta discussão. A Pedagogia Social apresenta-se, nos diferentes autores, como uma ciência que propicia a criação de conhecimentos, como uma disciplina que possibilita sistematização, reorganização e transmissão de conhecimentos e como uma profissão com dimensão prática, com ações orientadas e intencionais. Como ciência, traz implícitos critérios e paradigmas próprios das teorias e da metodologia das ciências. É ciência da Educação, que se identifica com o saber que se constrói na Pedagogia, dividindo espaço e diferenciando-se da Sociologia, da Antropologia e da História da Educação. Associada à Sociologia da Educação na metade do século XX atualmente se especifica com clareza e distinção frente a outras áreas. O objeto formal da Pedagogia Social é a intervenção na realidade, como ciência normativa, comprometida com o fazer. Apropria-se da análise de indivíduos e da sociedade desenvolvida por outras áreas. Necessita, portanto, de outras ciências que lhe dêem suporte à ação. Enquanto teoria e/ou prática, a Pedagogia Social, fundamentada e presente em diversos países, atende a critérios que a caracterizam por possuir condições de desenvolvimento intelectual da área, estrutura acadêmica, estrutura social com associações, publicações especializadas, além de ter um título profissional, código próprio e marco deontológico. Nos países da América Latina, entre os quais o Brasil, a Pedagogia Social, apesar de praticamente desconhecida enquanto abordagem teórica e qualificação profissional regular, está presente em intervenções de diferentes naturezas. Ainda que as intervenções sócio-educacionais estejam presentes em diferentes espaços formais e não formais da educação a expansão e a consolidação da Pedagogia Social ocorre na educação não formal. Essa educação não formal que se amplia nas ofertas é para Trilla1 “o conjunto de processos, meios e instituições específicas organizadas em função de objetivos explícitos de formação ou instrução que não estão diretamente vinculados à obtenção de graus
  • 27. próprios do sistema educativo formal”. É distinta da escola, mas é ato planejado, intencional e apresenta organização específica. Tal espaço está presente na LDB de 1996 que amplia a concepção de educação incluindo novos agentes e espaços educativos. No Brasil, na década de 60, destacam-se os modelos de educação popular com a abordagem teórica desenvolvida por Paulo Freire para a educação de adultos com abordagem teórica desenvolvida por Paulo Freire. A pedagogia de Freire difundiu-se e influenciou nas campanhas de alfabetização. Como vem ocorrendo em outros países, a prática tem pressionado para que se amplie o debate teórico. Assim, apesar de incipientes as discussões a respeito da área sócio-educacional como um todo, alguns aspectos específicos apresentam avanços. Dessa forma as intervenções não formais que no início estiveram relacionadas a projetos de educação popular desarticulados ou a projetos exclusivamente assistencialistas têm se transformado e passam a incluir discussões sobre políticas sociais públicas para os setores específicos. A própria sociedade civil passa a participar desse debate, ainda que de maneira restrita, e a assumir responsabilidades práticas. Na América Latina a educação popular se amplia na atenção a estruturas sociais diversificadas e com projetos educacionais relacionando a: 1) programas relativos a populações indígenas, nativas, referentes a questões de língua, multiculturalismo, identidade étnica, resistência à assimilação da cultura dominante; 2) programas de pesquisa participativa em ação de resgate à cultura e conhecimento popular para reapropriação do poder de grupos dominantes (de informação, de ideologia), apoiados na coerção e na força; 3) programas de participação comunitária, de identificação de programas educacionais, envolvendo pais, professores e alunos; 4) programas de educação popular relacionados a questões da terra, reforma agrária e educação rural; 5) programas de formação política por meio de recursos e atividades educacionais – alfabetização e necessidades de classes marginalizadas – para organização e mobilização na contestação de estruturas sociais e o poder do Estado.
  • 28. Além desses programas de educação não formal são desenvolvidos com enfoques diferenciados projetos que priorizam atenção às classes menos favorecidas, na questão da cidadania, na questão de carências urbanas e rurais e nas situações de vícios e dependência de drogas. Inclui-se, também, como programas de educação não formal com enfoques da Pedagogia Social as questões ecológicas, ambientais do trânsito, da terceira idade, das minorias (os sem-terra, os índios, a mulher, os negros, os presos, os hospitalizados), a questão cultural (desde o resgate de origens até a ampliação de horizontes), entre outras. Surgem outras demandas com atendimento em programas fora da escola regular formal – em geral desvinculados da Pedagogia Social. São relacionadas a escolas de música, línguas, esporte e comunicação; e ainda a questão da pedagogia na empresa, sob o enfoque de educação de adultos ou do treinamento de recursos humanos na perspectiva de modernização e formação de capital humano. Na literatura espanhola, percebe-se que, para explicar as tendências atuais da Pedagogia Social, muitos autores retomam dados da evolução histórica do tema. Tal fato se justifica pela amplitude, variedade de enfoques, de orientações e perspectivas teóricas, presentes nas referências à Pedagogia Social. Para.Quintana5 , uma das indicações mais constantes nos textos teóricos, as concepções presentes nos diversos autores podem ser organizadas em cinco grupos: a) Pedagogia Social como doutrina da formação social do indivíduo. Representa o modo clássico de compreender a Pedagogia Social, que está latente na história da Pedagogia e é entendida como parte da Pedagogia Geral. Refere-se a preposições da educação para a vida em sociedade por intermédio de processos de socialização. Encontra-se em autores como H. Pestalozzi, H. Nohl e B. Suchodolski, e persiste nas discussões atuais. b) A Pedagogia Social como doutrina da educação política e nacionalista do indivíduo. Como maneira radical de implementar a concepção anterior, compreende a educação do indivíduo para a sociedade, sendo esta identificada com o Estado. Apresentou-se como expressão mais contundente na Alemanha
  • 29. entre as duas guerras. Está presente em trabalhos como os de Hegel, G. Kerschensteiner, E. Krieck e G. Giese, e encontra-se superada na maioria dos países. c) A Pedagogia Social como teoria da ação educadora da sociedade. Refere-se a propostas de extrair das cidades suas potencialidades educadoras. Extrapola-se da escola para a educação extra-escolar. Essa concepção de cidade educativa tem repercussão mais ampla na Itália. É defendida, entre outros, por A. Agazzi, por A. Fischer e pela UNESCO. Apesar de não ser destacada na classificação de Quintana, essa concepção está presente também na Espanha, citada, entre outros, por Requejo e Caride, por Trilla e divulgada nos países da América Latina. d) A Pedagogia Social como doutrina de beneficência pró-infância e adolescência. Uma concepção voltada para atender a necessidades sociais, que extrapola a visão tradicional da educação escolar por se propor a intervir na sociedade. Surgiu no contexto de necessidade pós-guerra, na Alemanha, de atendimento a órfãos e desabrigados, inicialmente dirigida a crianças e, posteriormente, à juventude e a adultos. São representativos autores como Nohl; Mollenhaner; Baüner e Wilhelm. Nessa concepção, inclui-se o Trabalho Social, nas perspectivas atuais. e) A Pedagogia Social como doutrina do sociologismo pedagógico. Objetiva a incorporação dos indivíduos a estruturas e circunstâncias sociais. Incorpora todas as formas de conceber Pedagogia Social, sendo mais do que uma disciplina ou corrente pedagógica, tornando-se uma Pedagogia Sociológica. Apesar de sua importante contribuição, como concepção de Pedagogia Social está superada. Está presente, entre outros, nos trabalhos de Natorp, Durkheim, Weber e Willmann. As classificações têm auxiliado na busca do objeto da Pedagogia Social, por conter indicações sociais próprias da atualidade em que se consolida a necessidade de educação permanente, em que se discutem as relações entre educação formal, não formal e informal, em que se propõe que a escola possa ser entendida como educação comunitária, em que surgem novas formas de
  • 30. instituições educativas, em que os meios de comunicação de massa, já ao alcance de quase todos os segmentos da população, passam a estar presentes também na educação e, mais, no momento em que a própria cidade é vista como meio de educação, com a evolução dos estudos sobre cidades educadoras. Assim, têm sido considerados, como objetos da Pedagogia Social, dois campos distintos: o primeiro referente à socialização do indivíduo, socialização compreendida como ciência pedagógica da educação social do indivíduo, que pode ser desenvolvida por pais, professores e família; o segundo relacionado ao trabalho social, com enfoque pedagógico, direcionado ao atendimento a necessidades humano sociais, desenvolvido por equipe multidisciplinar da qual participa o Educador Social, como profissional da Pedagogia Social. Este profissional é definido, segundo Petrus, por dois âmbitos: pelo social, em função de seu trabalho, e pelo caráter interventivo de sua ação, cuja demarcação teórica persiste controvertida devido a ideologias, filosofia e visão antropológica. Petrus aponta que, de maneira geral, na Espanha, a educação social realizada e pensada apresenta função de ajuda educativa a pessoas ou grupos que configuram a realidade social menos favorecida, função validada constitucionalmente. Além da intervenção sobre a inadaptação social, o autor destaca outros enfoques da educação social no contexto espanhol: a) é compreendida como sinônimo de correta socialização; b) pressupõe intervenção qualificada de profissionais, a ajuda de recursos e presença de umas determinadas circunstâncias sobre um sistema social; c) refere-se também à aquisição de competências sociais; d) representa o conjunto de estratégias e intervenções sócio-comunitárias no meio social; e) é concebida como formação social e política do indivíduo, como educação política do cidadão; f) atua na prevenção de desvios sociais;
  • 31. g) define-se como trabalho social, entendido, programado e realizado desde a perspectiva educativa e não meramente assistencialista; h) é definida como ação educadora da sociedade. Ressalta-se que o Educador Social tem a Pedagogia Social como referência. Distingue-se do Trabalhador Social pelo caráter de sua intervenção: o Educador Social atua no campo de intervenção sócio-educativa, enquanto ao Trabalhador Social compete a assistência social, a análise sistemática da realidade, a coleta de dados e de informações que subsidiam a própria intervenção do Educador Social. Torna-se evidente o caráter interdisciplinar do trabalho social em ação. É a partir da integração em equipe, incluindo profissionais de diferentes áreas, que se viabilizam planos, programas, projetos de implementação, acompanhamento e avaliação nessa área. A Pedagogia Social, como uma das áreas no campo de Trabalho Social, envolve uma série de especialidades que, na classificação de Quintana, são as seguintes: 01- atenção à infância com problemas (abandono, ambiente familiar desestruturado...); 02- atenção à adolescência (orientação pessoal e profissional, tempo livre, férias...); 03- atenção à juventude (política de juventude, associacionismo, voluntariado, atividades, emprego...) 04- atenção à família em suas necessidades existenciais (famílias desestruturadas, adoção, separações...); 05- atenção à terceira idade; 06- atenção aos deficientes físicos, sensoriais e psíquicos; 07- pedagogia hospitalar; 08- prevenção e tratamento das toxicomanias e do alcoolismo; 09- prevenção da delinqüência juvenil. (reeducação dos dissocializados);
  • 32. 10- atenção a grupos marginalizados (imigrantes, minorias étnicas, presos e ex- presidiários); 11- promoção da condição social da mulher; 12- educação de adultos 13- animação sócio-cultural. Por serem decorrentes de necessidades sociais, essas áreas sofrem alterações. O próprio Quintana apresenta a questão dos meios de comunicação de massa e a polêmica em torno da existência ou não de uma Pedagogia Social dos meios de Comunicação Social. Coloca-se na defesa do duplo objeto da Pedagogia Social: socialização do indivíduo e Trabalho Social, remetendo à Pedagogia Especial as questões dos Meios de Comunicação, bem como da Pedagogia do Tempo Livre e Pedagogia Empresarial. Para autores como Ventosa educação para o trabalho distingue-se de educação de adultos, pela natureza das propostas; inclui novas áreas como educação cívica e educação para a paz. Entretanto, para fins de estruturação e estudo, pelas características próprias, as áreas de intervenção sócio-educacional podem ser organizadas em três grandes grupos que, separados ou integrados, respondem à diversidade de contextos e de intervenções. São eles: a Animação Sociocultural, a Educação de Adultos e a Educação Especializada. Ressalta-se, em conclusão, a necessidade de aprofundar discussões, ampliar domínio de conhecimentos teóricos e investir em pesquisas na área de Pedagogia Social – um dos desafios à formação do pedagogo – como alternativa à superação de práticas e intervenções sócio-educacionais determinadas pelo senso comum e pela cultura escolar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REQUEJO, A.; CARIDE, J.A. “La formación de animadores: Universidad de Santiago de Compostela”. In: MARIN IBÁÑEZ, R.; PEREZ-SERRANO, G. (org.). La Pedagogía Social en la universidad. Realidad y prospectiva. Madrid, ICE, UNED, 1986.
  • 33. SEMINÁRIO INTERNACIONAL CIDADES EDUCADORAS CONTRA A EXCLUSÃO E PELA PAZ. Anais. Curitiba, UNESCO/AUGM/UFPR, 1996. PETRUS, A. “Educación Social y perfil del educador/a social”. In: SAEZ, J. (coord.). El educador social. Murcia, Universidade de Murcia, 1994. LÓPEZ HIDALGO, J. Los servicios sociales. Madrid, Narcea, 1992. VENTOSA, V.J. Educación social, animación e instituciones. Madrid, Editores CCS, 1992. BRANDÃO, C.R. A educação como cultura. São Paulo. Brasiliense, 1986 COLOM, A J. Pedagogia Social e intervención socioeducativa. In: COLOM, A J. (ccord) Modelos de intervención socioeducativa. Madrid. Narcea. 1987. FERMOSO, P. Pedagogia social. Fundamentación coentífica. Barcelona. Editorial Helder. 1994. ETXEBERRIA, F. (coord.) Pedagogia Social y educación no escolar. San Sebastián. Universidad del País Vasco. 1989. PETRUS, A (coord). Pedagogia Social. Barcelona. Ariel. 1977. MACHADO, E. M. Contexto sócio-educacional no Estado do Paraná: Formação pedagógica e análise do trabalho do pedagogo na área social. Tese de doutorado. Santiago de Compostela. USC. Es. 1998. TRILLA, J. La Educacion fuera de la escuela. Ambitos no formales y educación social. Barcelona. Ariel. 1996.