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<ul><li>Realismo-construtivismo de Latour</li></ul>- A SOCIEDADE existe?<br />- Não exatamente. Na verdade, são sempre as ...
‘Mudança de olhar’ ao pensar o campo da política<br />- Igual ao campo da ciência, direito, técnica, religião... <br />- A...
O problema maior e recorrente nos regimes de enunciação políticos:<br /><ul><li>colocar a Política sob as bases da:</li></...
O que é, afinal, o regime de enunciação político? <br /><ul><li>é o que visa a “fazer existir” aquilo que, de outra forma,...
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2° MODELO DE TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO:<br />Críticas de Latour (invalida este modelo; fica com o primeiro):<br />- Política m...
NOVO SIGNIFICADO AO TERMO RE-PRESENTAÇÃO<br />Latour: “A política é uma impostura” (p.26). <br />Como age o porta-voz verí...
<ul><li>Autophuos [auto-engendramento] </li></ul>- Sócrates: “Autonomia” = “Autophuos”... achou apenas tautologia... quis ...
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É PRECISO UMA VISÃO DE [MINI]TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO NA ENUNCIAÇÃO POLÍTICA<br />... uma transcendência, minúscula, essencia...
REPRESENTAÇÃO DO DESENGATE:<br />Elementos importantes:<br />- noção de “desengate” – permite observar que ‘aquele que fal...
Reformulações da visão tradicional de representação política:<br />[MINI]TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO LEVARIA A ENTENDER QUE:<br ...
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Latour - "Se falássemos um pouco de política"

  1. 1. LATOUR – “SE FALÁSSEMOS UM POUCO DE POLÍTICA?” <br /><ul><li>Vivemos uma “crise de representação” política?</li></ul>- Mas o que é REPRESENTAÇÃO?<br />(uma vez que o próprio homem como “animal político” pode ser posto em dúvida...)<br />É preciso uma ‘genealogia’ da política. <br />
  2. 2. <ul><li>Realismo-construtivismo de Latour</li></ul>- A SOCIEDADE existe?<br />- Não exatamente. Na verdade, são sempre as mediações práticas que criam o “social”.<br />Diferença: <br />Sociologia tradicionalversus Sociologia ‘pós-social’<br />Durkheim Tarde<br />“explicações sociais” “mediações práticas”<br />“sociologias do social” “sociologia da associação”<br />“fato social” “tradução”<br />PRÉ-ESTRUTURA DADA SEM PRÉ-ESTRUTURA<br />(cristaliza o social) (‘sociedade’ sempre agregado frágil)<br />
  3. 3. ‘Mudança de olhar’ ao pensar o campo da política<br />- Igual ao campo da ciência, direito, técnica, religião... <br />- Ao invés de: <br />“estudar política pela sociedade”; <br />“estudar sociedade pelos agregados da fala política”;<br />A influência da teoria pragmática da linguagem no realismo-construtivismo de Latour<br />- Um mundo pré-existente em si mesmo: uma coisa é real se tem consequência/efeitos no contexto do mundo (ex: a morte de Ramsés II)<br />- Estudar as traduções políticas pelos “REGIMES DE ENUNCIAÇÃO”. <br />
  4. 4. O problema maior e recorrente nos regimes de enunciação políticos:<br /><ul><li>colocar a Política sob as bases da:</li></ul> LINHA RETA - sob tribunal da “razão que quer dar ‘eficiência científica’ para o processo político – o “doubleclick”, a exatidão, retidão... <br /><ul><li>quando, na verdade, a “condição de felicidade” da Política é uma:</li></ul> LINHA CURVA – a política é uma ‘boa elipse’, curva, distorcida. Consequência: - a distorção não é o errado, a mentira! (p.17). <br />
  5. 5. O que é, afinal, o regime de enunciação político? <br /><ul><li>é o que visa a “fazer existir” aquilo que, de outra forma, não existiria.</li></ul>I - resolução perfomática – será “verídico tudo aquilo que prolonga; mentira tudo aquilo que interrompe”<br />II- resolução de perspectivista – verdade/falsidade decidida por consideração a um “estado de coisas”;<br />Política como contínuo agrupar/reagrupar = “para todo agregado, qualquer que seja ele, precisa-se de um trabalho de (re)apreensão... (p.20).<br />
  6. 6. AS DUAS VISÕES TRANSUBSTANCIALIZADORAS NA ENUNCIAÇÃO POLÍTICA:<br />1° MODELO DE TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO:<br />Críticas de Latour ao ideário do modelo clássico:<br />- ideal clássico da filosofia política: “muitos em um” / “um em muitos” (Gregos... Hegel...); <br /> - política vira tautologia, impraticável:<br /> - esquerda/direita: uma ora age por ‘vontade’; outrora, por ‘docilidade’;<br /> - há realmente autonomia? há realmente heteronomia? em que lugar fica a dissidência? – Há um círculo vicioso!;<br /> - resultado (p.23-4). <br />
  7. 7. 2° MODELO DE TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO:<br />Críticas de Latour (invalida este modelo; fica com o primeiro):<br />- Política mais uma vez impraticável: <br /> - absurdo 1: como poderia ser obedecida toda a multiplicidade?;<br /> - absurdo 2: como fazer política sem viés, deformação, traição, tradução?<br /> - resultado (p.23-4). <br />
  8. 8. NOVO SIGNIFICADO AO TERMO RE-PRESENTAÇÃO<br />Latour: “A política é uma impostura” (p.26). <br />Como age o porta-voz verídico [representante]? <br />“(...) o mais visionário dos mandatários dos delegados começa a mentir sempre que interrompe o percurso e se põe a explorar um tipo de capital político (...)” (p.27). <br />Há sempre uma ‘dupla traição’ ou ‘impostura’ na política... <br />
  9. 9. <ul><li>Autophuos [auto-engendramento] </li></ul>- Sócrates: “Autonomia” = “Autophuos”... achou apenas tautologia... quis a ‘palavra reta’ (epistemologia)...<br />- diferença sutil:<br /> - autophuos permite a “repetição obstinada do círculo”;<br /> - permite qualificar a distância entre o dito e redito (jamais uma tautologia)<br />
  10. 10. “SEM A SEGURANÇA DA RAZÃO PENSANTE A POLÍTICA FICA DIFÍCIL, MAS PRATICÁVEL” (p.30).<br /><ul><li>Para Latour, a história da racionalidade nasce como “não-local”, “não-situada”, “não-material”; </li></ul>Política NÃO é elemento fixo, descontextualizado, transparente, reto...<br />
  11. 11. É PRECISO UMA VISÃO DE [MINI]TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO NA ENUNCIAÇÃO POLÍTICA<br />... uma transcendência, minúscula, essencial, decisiva, nativa... que permite sempre transformar o coletivo... <br />... como a transcendência da ‘razão pensante’ é ilusão... “a luz que projeta a ‘razão curva’ satisfaz amplamente a iluminação do caminho”...<br />[...permite processar o ‘barulho atordoante da multidão’ e afastar a conversa policiada habermasiana...]<br />
  12. 12. REPRESENTAÇÃO DO DESENGATE:<br />Elementos importantes:<br />- noção de “desengate” – permite observar que ‘aquele que fala delegue o exercício da palavra àquele que fala por ele’;<br />- noção de autophuos – permite observar que ‘aquele que fala não fale dele mesmo, mas de um outro, o qual não é um, mas legião’;<br />- noção de “quadros de referências” – permite mover o círculo sem partir de opinião, vontades, interesses estabelecidos, prontos. <br />
  13. 13. Reformulações da visão tradicional de representação política:<br />[MINI]TRANSUBSTANCIALIZAÇÃO LEVARIA A ENTENDER QUE:<br />- as vontades não são as dos cidadãos;<br />- os interesses não são fixos;<br />- os pertencimentos são sempre os de ‘amanhã’;<br />- ainstigação da agitação e multiplicidade de enunciação políticas é saudável;<br />- e, enfim, é fundamental criticar a “razão pensante” que, no fundo, quer que a fala política desapareça (p.38).<br />

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