Brasil: Cenários 2008-2014 e a Crise Mundial

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  • A expansão da cana-de-açucar está atingindo antigas áreas de pastagem. Áreas de pastagem estão invadindo a floresta amazônica no sul do Pará
  • Brasil: Cenários 2008-2014 e a Crise Mundial

    1. 1. Brasil: Cenários 2008-2014 e a Crise Mundial Claudio Porto e Rodrigo Ventura 09 de dezembro de 2008
    2. 2. Sobre a Macroplan <ul><li>Empresa brasileira de consultoria especializada em estudos prospectivos, planejamento e administração estratégica, gestão para resultados e gestão estratégica da inovação </li></ul><ul><li>Fundada em 1989, tem escritórios no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo e atua em todo o Brasil </li></ul><ul><li>Mais de 250 projetos de consultoria para grandes organizações </li></ul><ul><li>Equipe multi-geracional de 40 profissionais com vínculo permanente e formação pluridisciplinar aliada a uma ampla rede de parceiros e especialistas </li></ul><ul><li>Soluções “sob medida” e construção em conjunto com os clientes </li></ul>75% dos clientes desenvolveram mais de um projeto com a Macroplan
    3. 3. Experiência da Macroplan Clientes e Projetos - Cenários Cenários Exploratórios e Plano de Desenvolvimento do ES 2005-2025 Cenários Exploratórios do Rio de Janeiro 2007-2027 e Plano Estratégico 2007 - 2010 Cenários Energéticos da Amazônia 1998-2020 Cenários do Ambiente de PD&I para o Agronegócio 2007-2023 Cenários do setor de telecomunicações 1996-2010 Cenários da indústria de cerâmicas e revestimento1995-2005 Cenários Corporativos 2004-2015 e Regionalização do Cenário Corporativo Cenários do Ambiente de Atuação das Organizações de Pesquisa 2002-2012 Cenários Exploratórios e Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023 Cenários focalizados do Sistema SENAC 2000-2005 e do SENAC SP 2000-2010 Cenários e Plano Estratégico do Sistema 1996-2010 e Regiões Cenários e Plano Estratégico 2003-2010
    4. 4. Cenários publicados 1 2 3
    5. 5. ATENÇÃO! Este estudo ainda não incorpora todos os desdobramentos e impactos da crise financeira global que eclodiu em setembro de 2008, especialmente no tocante às quantificações. Mas o 1º monitoramento dos cenários Macroplan pós-crise já está disponível em www.macroplan.com.br
    6. 6. <ul><li>Brasil: uma breve visão de conjunto </li></ul><ul><ul><li>Análise retrospectiva e situação atual </li></ul></ul><ul><li>Potencialidades e debilidades da economia brasileira </li></ul><ul><ul><li>Potencialidades </li></ul></ul><ul><ul><li>Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento </li></ul></ul><ul><li>Tendências, incertezas e cenários para o período 2008-2014 </li></ul><ul><ul><li>Tendências consolidadas até 2014 </li></ul></ul><ul><ul><li>Incertezas e cenários básicos até 2014 </li></ul></ul><ul><li>A crise financeira mundial </li></ul><ul><ul><li>Origens da crise, seus impactos imediatos e a reação dos governos </li></ul></ul><ul><ul><li>O que é certo ou quase certo até 2010 </li></ul></ul><ul><ul><li>Cenários possíveis para a crise </li></ul></ul><ul><li>O Brasil em face da crise </li></ul><ul><ul><li>Impactos imediatos e tendências para 2009-2010 </li></ul></ul><ul><ul><li>Novas incertezas </li></ul></ul><ul><ul><li>As eleições de 2010 e seus impactos nos cenários </li></ul></ul><ul><ul><li>Implicações para o setor de petróleo, gás e energia </li></ul></ul>Plano da Apresentação
    7. 7. <ul><li>Brasil: Uma Breve Visão de Conjunto </li></ul>
    8. 8. Brasil: crescimento econômico no século XX <ul><li>Entre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de crescimento do mundo: 7% ao ano, em média </li></ul><ul><li>Mas nos últimos 28 anos o crescimento arrefeceu e o país cresceu a taxas inferiores às da média mundial </li></ul>Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2007 – Brasil x Mundo (Índice 1979 = 100) Fonte: Banco Mundial (2008)
    9. 9. Brasil: aceleração recente do crescimento Taxa de investimento (% do PIB) Fonte: IBGE/SCN (2007) Taxa de crescimento do PIB trimestral em relação ao ano anterior (com ajuste sazonal) Crescimento do PIB puxado pelo consumo interno (em pontos percentuais) Fonte: IPEA (2008) Taxa média de crescimento do PIB PIB Setor Externo Consumo Formação Bruta de Capital
    10. 10. A principal incerteza para os próximos 6 anos <ul><li>Incerteza síntese: </li></ul><ul><ul><li>O Brasil consolidará ou não uma trajetória de crescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos 7 anos? </li></ul></ul>
    11. 11. <ul><li>Potencialidades e debilidades da economia brasileira </li></ul>
    12. 12. Potencialidades estruturais <ul><li>Diversidade e abundância de fontes de energia , inclusive renováveis </li></ul><ul><li>Disponibilidade de água e solos agricultáveis </li></ul><ul><li>Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos </li></ul><ul><li>Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional </li></ul><ul><li>Dimensão e dinamismo do mercado interno </li></ul><ul><li>Pujança do mercado acionário </li></ul><ul><li>Acúmulo de reservas internacionais e diversificação de mercados </li></ul>
    13. 13. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveis <ul><li>Produção de petróleo: </li></ul><ul><ul><li>2008: 2 milhões de barris dia </li></ul></ul><ul><ul><li>2015: 3,5 a 4 milhões de barris dia </li></ul></ul><ul><li>Bioenergia : </li></ul><ul><ul><li>Forte expansão </li></ul></ul><ul><ul><li>2ª maior fonte de geração primária de energia </li></ul></ul><ul><li>Energia hidráulica: </li></ul><ul><ul><li>Potencial - 258.410 MW </li></ul></ul><ul><ul><li>Somente 28,2% é explorado </li></ul></ul>Fonte : EPE (2007) Urânio e derivados 1,4% Carvão e mineral e derivados 6,2% Gás Natural 9,3% Energia hidráulica e eletricidade 14,7% Biomassa 15,6% Produtos da cana-de-açúcar 16,0% Petróleo e derivados 36,7% Matriz Energética Brasileira - 2007
    14. 14. Disponibilidade de água e solos agricultáveis <ul><li>A maior disponibilidade hídrica do planeta: cerca de 10% da vazão média mundial está nos rios brasileiros </li></ul><ul><li>106 milhões de hectares de terras agricultáveis não utilizadas, área correspondente à soma dos territórios de França e Espanha </li></ul>Fonte: Revista Veja edição 1843 (2004) Uso e disponibilidade da terra – EUA x Brasil Novas áreas Áreas degradadas Áreas disponíveis para agropecuária (em milhões de hectares) Estados Unidos Brasil Plantio de grãos 140 milhões de hectares 40 milhões de hectares Pastagens 320 milhões de hectares 220 milhões de hectares Áreas disponíveis para agropecuária 0 106 milhões de hectares
    15. 15. 3. Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos <ul><li>1º produtor mundial de jatos regionais (exportações da Embraer 2006: US$ 3,3 bilhões) </li></ul><ul><li>Maior exportador mundial de café, açúcar, carne bovina e frango </li></ul><ul><li>2º maior exportador de soja </li></ul><ul><li>2º maior produtor de pisos e azulejos </li></ul><ul><li>3º maior mercado de cosméticos e celulares do mundo </li></ul><ul><li>3º produtor mundial de calçados </li></ul><ul><li>3º produtor mundial de refrigerantes </li></ul><ul><li>5º maior parque de computadores </li></ul><ul><li>8º maior mercado de automóveis do mundo </li></ul>Evolução da produtividade da safra brasileira (em milhões de toneladas colhidas e em milhões de hectares plantados) A produção aumenta... ... A área cultivada cresce lentamente e.... ... A produtividade dispara (em toneladas por hectare) *previsão IBGE Fonte: Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento A Multiplicação dos Grãos
    16. 16. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional <ul><li>Elevada produtividade em função de investimentos pesados em novas tecnologias de informação e automação bancária </li></ul><ul><li>Reestruturação do setor bancário (liderada pelo Bacen), levando à consolidação, fechamento e liquidação de muitos bancos privados </li></ul><ul><li>Dois bancos brasileiros (Bradesco e Itaú) estão entre as 10 maiores instituições financeiras das Américas em valor de mercado </li></ul><ul><ul><li>Há apenas quatro anos ocupavam o 43º e o 34º lugares </li></ul></ul>Lucro líquido dos principais bancos atuantes no Brasil (em bilhões de reais) Fonte: FSP (2008) 2007 2006
    17. 17. Dimensão e dinamismo do mercado interno <ul><li>Expansão da classe média de 44% para 52% da população brasileira (2002 a 2008) </li></ul><ul><ul><li>(Famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.561) (FGV) </li></ul></ul><ul><li>Principais fatores: </li></ul><ul><ul><li>Melhora do nível de escolaridade da população </li></ul></ul><ul><ul><li>Migração dos empregos informais para os formais </li></ul></ul><ul><ul><li>Rápido crescimento do crédito </li></ul></ul>
    18. 18. Pujança do mercado acionário (até o 1º semestre de 2008) Capitalização das ações em bolsas ( em US$ bilhões) Fonte : Federação Mundial de Bolsas de Valores - Ibovespa (2008) APUD Mundo Corporativo 20 (2º trim./2008)
    19. 19. Acúmulo de reservas internacionais e diversificação de mercados Principais destinos das exportações brasileiras (em bilhões de US$) Fonte: MDIC (2008) Reservas internacionais e spread da dívida (2001-2008 ) Fonte: Ipeadata (2008)
    20. 20. Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento <ul><li>Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população </li></ul><ul><li>Gargalos na infra-estrutura logística </li></ul><ul><li>Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público </li></ul><ul><li>Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário </li></ul><ul><li>Excesso de burocracia </li></ul><ul><li>Elevada pressão antrópica </li></ul><ul><li>Baixo desempenho em P&D e Inovação </li></ul>
    21. 21. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população <ul><li>Resultados do teste Pisa em 2006 com estudantes de 15 anos </li></ul><ul><ul><li>O Brasil está abaixo da faixa de 400 pontos – é o antepenúltimo colocado entre 44 países </li></ul></ul>Fonte: OCDE Proficiência em Leitura – PISA 2006 Proficiência em Matemática– PISA 2006
    22. 22. Gargalos na infra-estrutura logística <ul><li>As deficiências em transportes custaram R$ 271 bi (11,7% do PIB) para as empresas em 2006 </li></ul><ul><li>Entre 2005 e 2006 o tempo médio de espera de navios para atracar em portos aumentou 78% </li></ul><ul><li>18 dias é o tempo médio de demora de exportação do produto brasileiro em contêineres, saindo do Porto de Santos; em Hong Kong, a média é 5 dias </li></ul>Fonte : CNT (2008) Condições das rodovias no Brasil (2007)
    23. 23. ... e riscos de desabastecimento de energia elétrica <ul><li>Atual patamar de crescimento do PIB (4 a 5% a.a.) aumenta o risco de déficit energético, caso haja atrasos nas obras de expansão em andamento </li></ul><ul><li>Vulnerabilidade no fornecimento de gás da Bolívia devido à crise energética no Conesul </li></ul><ul><li>Elevação dos preços da energia comercializados no mercado livre </li></ul>Preço médio da energia elétrica no “mercado livre” Fonte: CCEE (2008) Elaboração: MB Associados 600 500 400 300 200 100 0 jan/04 jul/04 jan/05 jul/05 jan/06 jul/06 jan/07 jul/07 jan/08 SE/CO S NE N
    24. 24. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público <ul><li>As despesas correntes do governo federal saltaram de R$ 339 bi (2002) para 657 bi (2007). Crescimento de 94% </li></ul><ul><li>O crescimento nominal do PIB no mesmo período foi de 73% </li></ul><ul><li>A receita corrente teve expansão nominal superior à do PIB (92%), porém inferior ao crescimento das despesas </li></ul><ul><li>A carga tributária cresceu 10,5% entre 2002 a 2007 </li></ul><ul><ul><li>2002 – 32,65% do PIB </li></ul></ul><ul><ul><li>2007 – 36,08% do PIB </li></ul></ul>Receita Despesa PIB Crescimento das Receitas e Despesas Correntes do Governo Federal (2002 = 100) Fonte: SIAFI/STN (2008) - 50 100 150 200 250 300 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
    25. 25. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário <ul><li>A previdência no Brasil consome 12% do PIB. Na China e no Chile, apenas 3%. </li></ul><ul><li>Relação contribuinte/ beneficiário caiu de 2,5 em 1990, para 1,2 em 2002 </li></ul><ul><li>Com o envelhecimento da população e o atual modelo previdenciário esta relação tende a cair ainda mais </li></ul>Relação contribuinte/beneficiário do sistema previdenciário (1950-2002) Fonte: Giambiagi (2007) Fonte: Rossetti (2002) Gastos anuais do INSS 1988-2007 (% do PIB)
    26. 26. Excesso de burocracia <ul><li>O Brasil ocupa a 122ª posição do ranking de facilidades para realizar negócios entre 178 países estudados </li></ul><ul><li>O tempo médio de abertura de empresas é de 152 dias </li></ul><ul><li>São necessários em média 4 anos para o fechamento de uma empresa </li></ul><ul><li>Justiça: cara e lenta </li></ul>Fonte: Doing Business 2008, Banco Mundial
    27. 27. Elevada pressão antrópica Área de distribuição original do Cerrado Principais remanescentes de vegetação nativa de Cerrado 2002 Fonte: Ministério Meio ambiente <ul><li>Aumento do desmatamento na Amazônia Legal </li></ul><ul><ul><li>Entre 2001 e 2004 cerca de 5,4 mil Km² de florestas foram diretamente convertidas em áreas de plantio de grãos ou em pastagens </li></ul></ul><ul><li>Visível queda da vegetação nativa no cerrado decorrente da expansão do agronegócio </li></ul><ul><ul><li>Mantidas as atuais taxas de desmatamento, este bioma poderá estar extinto em 2030 </li></ul></ul>Fonte: CI-Brasil
    28. 28. ... mas a expansão da produção de cana-de-açúcar não é parte relevante desta pressão Áreas de produção Áreas de expansão ~ 1990-2005 Floresta Amazônica Convenções Fonte: MPOG / IBGE, 2007 AL RN PB PE
    29. 29. 7. Baixo desempenho em P&D e Inovação <ul><li>Recursos Investidos em P&D (US$ bilhões de 2005) </li></ul><ul><li>Pedidos de patentes solicitadas no Wipo </li></ul>Fonte: MCT Fonte: Wipo (World International Patent Organization)
    30. 30. A China está ‘disparando’ em P&D e o Brasil é o últimos entre os BRICs Crescimento dos investimentos em P&D dos 4 BRICs – 1996 a 2006 Fonte: Banco Mundial (2007) e Unesco (2007) Nota: Dados extrapolados para 2006 75 125 175 225 275 325 375 425 475 525 1996 1998 2000 2002 2004 2006 Índice (1996 = 100) Brasil Rússia Índia China
    31. 31. <ul><li>Tendências, incertezas e cenários para o período 2008-2014 </li></ul>
    32. 32. O Brasil nos próximos 6 anos: <ul><li>Tendências Consolidadas </li></ul>
    33. 33. Tendências Consolidadas 2008-2014: Mundo <ul><li>Intensificação da globalização e ampliação dos fluxos de comércio, serviços e capitais </li></ul><ul><li>Crescente demanda por commodities </li></ul><ul><li>Aumento da demanda por fontes alternativas de energia </li></ul>
    34. 34. Aumento da demanda mundial por commodities industriais e agrícolas (minérios, papel e celulose e alimentos) nas quais o Brasil é muito competitivo <ul><li>Incremento da demanda global de alimentos (em %) horizonte 2020 </li></ul><ul><li>Evolução da Demanda Mundial por Aço e Minério de Ferro (em mil toneladas) </li></ul>Fonte: IISI, 2005 Fonte: IFPRI - ABAG (2005) Aço Minérios Cereais Carne
    35. 35. Tendências Consolidadas 2008-2014: Brasil <ul><li>Interiorização do desenvolvimento econômico brasileiro </li></ul><ul><li>Pressões para conservação e manejo sustentável dos recursos naturais </li></ul><ul><li>Universalização das telecomunicações e massificação dos computadores e da Internet </li></ul><ul><li>Manutenção e aperfeiçoamento dos programas sociais de transferência de renda </li></ul><ul><li>Aumento das cobranças e exigências da sociedade , mídia e órgãos de controle externo por melhoria do desempenho e uso mais eficiente e eficaz de recursos públicos </li></ul><ul><li>Fortalecimento da democracia e de suas instituições </li></ul>
    36. 36. Interiorização do desenvolvimento nacional
    37. 37. O Brasil nos próximos 8 anos: <ul><li>Incertezas </li></ul>
    38. 38. As incertezas para 2008-2014 <ul><li>Incerteza síntese: </li></ul><ul><ul><li>O Brasil consolidará ou não uma trajetória de crescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos 7 anos? </li></ul></ul><ul><li>Esta incerteza se desdobra em: </li></ul><ul><ul><li>Incerteza externa : como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil ? </li></ul></ul><ul><ul><li>Incerteza interna : com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos? </li></ul></ul>
    39. 39. Reformas necessárias para o enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentável Macro Micro <ul><li>Tributária </li></ul><ul><li>Previdenciária </li></ul><ul><li>Trabalhista </li></ul><ul><li>Política </li></ul><ul><li>Melhoria do ambiente de negócios (defesa da concorrência, desburocratização e estímulo à inovação) </li></ul><ul><li>Judiciário (rapidez) </li></ul><ul><li>Regulação </li></ul><ul><li>Mercado de crédito </li></ul>
    40. 40. O Brasil nos próximos 8 anos: <ul><li>Cenários </li></ul>
    41. 41. Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2008-2014 Predominantemente Favorável Baixa Alta <ul><li>Salto para o Futuro </li></ul><ul><li>A travessia para o crescimento sustentado </li></ul>Predominantemente Desfavorável 4. Baleia Encalhada De volta ao atoleiro 3. Travessia na Turbulência O crescimento com barreiras 2. Crescimento Inercial O desperdício das melhores oportunidades Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado Ambiente econômico externo (em relação ao Brasil) Cenário mais provável antes da crise
    42. 42. Os Quatro Cenários Econômicos em 2008 – 2010 Variável Cenário 1: Salto para o Futuro Cenário 2: Crescimento Inercial Cenário 3: Travessia na Turbulência Cenário 4: Baleia Encalhada Mundo Economia Norte-Americana Recessão leve e enfrentamento estrutural à crise Aprofundamento da recessão americana Economias Emergentes Descolamento parcial das economias emergentes em relação aos EUA e manutenção do crescimento mundial, embora mais moderado Contaminação das economias emergentes e significativa redução do crescimento mundial Preços das Commodities Sustentação dos altos preços do petróleo e das demais commodities Alta volatilidade e altos preços das commodities Liquidez Internacional Moderada redução da liquidez no sistema financeiro internacional Crise de confiança do sistema financeiro acompanhada por uma acentuada redução da liquidez internacional Demanda por produtos brasileiros Manutenção da trajetória de crescimento da demanda por produtos brasileiros Arrefecimento do crescimento da demanda por produtos brasileiros Brasil Política Econômica Aprimoramento, com superávit nominal Manutenção Aprimoramento, com superávit nominal Flexibilização Política Fiscal Austera, com forte contenção das despesas de custeio Expansão das despesas de custeio, mantido o superávit primário Austera, com significativo corte nos gastos públicos Aumento das despesas de custeio e redução do superávit primário
    43. 43. Os Quatro Cenários Econômicos em 2008 – 2010 Variável Cenário 1: Salto para o Futuro Cenário 2: Crescimento Inercial Cenário 3: Travessia na Turbulência Cenário 4: Baleia Encalhada Brasil (Continuação) Reformas estruturantes Aprovação da 1ª etapa da reforma tributária Morosa tramitação da reforma tributária Implementação da 1ª etapa da reforma tributária Agenda de reformas totalmente paralisadas Marcos regulatórios Aprimoramento dos marcos regulatórios, orientados à atração de capital privado Manutenção das dificuldades regulatórias, mitigando o investimento privado Aprimoramento dos marcos regulatórios, orientados à atração de capital privado Deterioração dos marcos regulatórios, inibindo o investimento privado Implantação do PAC Salto de desempenho na implementação do PAC Atraso na maioria dos projetos, com exceção dos projetos de energia Desaceleração da implementação do PAC Atraso na maioria dos projetos, com exceção dos projetos de energia Investimento em CT&I Fortes investimentos públicos e privados Crescimento incremental do investimento em CT&I Manutenção de baixo investimento em CT&I Baixo volume de investimento em CT&I Crescimento Econômico e Nível de Emprego Manutenção da trajetória de crescimento da economia e do nível de emprego Suave redução do crescimento econômico e manutenção do nível de emprego Diminuição do ritmo de crescimento e leve aumento do desemprego Perda do dinamismo econômico e queda do nível de emprego
    44. 44. Os Quatro Cenários Econômicos em 2011 – 2014 Variável Cenário 1: Salto para o Futuro Cenário 2: Crescimento Inercial Cenário 3: Travessia na Turbulência Cenário 4: Baleia Encalhada Mundo Economia Norte-Americana Superação da crise com recuperação da confiança dos consumidores e aceleração do crescimento Lenta recuperação dos indicadores econômicos e financeiros após a crise Economias Emergentes Gradual recuperação do crescimento econômico de China e Índia Desaceleração suave do crescimento econômico de China e Índia Preços das Commodities Manutenção dos preços das commodities em elevados patamares Permanência da alta volatilidade e de altos preços das commodities Liquidez Internacional Elevação da liquidez no sistema financeiro internacional Redução da liquidez internacional, acentuada instabilidade financeira e movimentos abruptos de capital Demanda mundial por produtos brasileiros Manutenção da alta demanda por produtos brasileiros Moderada recuperação da demanda mundial por produtos brasileiros Brasil Reformas estruturantes Novo ciclo de reformas: administrativa, política, do judiciário, trabalhista e previdenciária Avanços incrementais na agenda de reformas: previdenciária e trabalhista Novo ciclo de reformas: administrativa, política, do judiciário, trabalhista e previdenciária Estagnação da agenda de reformas
    45. 45. Os Quatro Cenários Econômicos em 2011 – 2014 Variável Cenário 1: Salto para o Futuro Cenário 2: Crescimento Inercial Cenário 3: Travessia na Turbulência Cenário 4: Baleia Encalhada Brasil (Continuação) Ambiente de negócios Grande melhoria do ambiente de negócios Pequena melhoria do ambiente de negócios Melhoria gradual do ambiente de negócios Precarização do ambiente de negócios Formalização de negócios Saltos na formalização dos negócios e das relações trabalhistas Crescimento incremental da formalização Crescimento incremental da formalização Ampliação da informalidade e da ilegalidade Investimentos Forte atratividade de investimentos privados e ampliação de parcerias público-privadas Expansão dos investimentos privados em setores mundialmente competitivos Expansão dos investimentos, capitaneados pelos setor privado Moderada atratividade para investimentos privados Investimento em CT&I Ampliação com expressiva participação privada Crescimento incremental dos investimentos Ampliação dos investimentos Desaceleração dos investimentos públicos e privados Crescimento Econômico Manutenção do forte crescimento econômico e do nível de emprego Crescimento da economia e do emprego permanecem em patamares medianos Manutenção do crescimento, mesmo com barreiras Diminuição da taxa de crescimento econômico
    46. 46. <ul><li>A crise financeira mundial: origens, impactos e cenários futuros </li></ul>
    47. 47. As origens da crise A metáfora do iceberg Eventos <ul><li>Expansão do consumo nos EUA , acima do potencial de crescimento da economia </li></ul><ul><li>Aumento do endividamento norte-americano ( déficits gêmeos ) </li></ul><ul><li>Alto grau de alavancagem das instituições financeiras </li></ul><ul><li>Desregulamentação do sistema financeiro internacional </li></ul><ul><li>Forte aumento da participação dos ativos financeiros na geração de riqueza </li></ul><ul><li>Inovações tecnológicas no sistema financeiro </li></ul><ul><li>Profunda interligação entre as economias mundiais </li></ul><ul><li>B oom imobiliário e a disseminação das hipotecas do mercado subprime (securitização) </li></ul>
    48. 48. Origens da Crise Relação entre a economia financeira e a economia real – 1990 e 2008 Grau de alavancagem de alguns bancos americanos EUA: poupança familiar em percentual da renda disponível EUA: dívida dos mutuários em percentual da renda disponível Fontes: Revista Veja (out/2008) e The Economist (nov/2008) 31 30 25 18 Recomendado pelo BIS 12 Merrill Lynch Lehman Brothers Goldman Sachs Citigroup
    49. 49. Os impactos da crise Fonte:Economática, Bloomberg, Factset, Factiva (acessado em 30/09/2008)
    50. 50. Os impactos da crise sobre o preço das commodities <ul><li>A possibilidade de uma recessão mundial pressionou o preço das commodities para baixo nos últimos meses </li></ul><ul><li>Entretanto, a evolução do preço das commodities ainda apresenta uma tendência ascendente no longo prazo </li></ul>
    51. 51. Os impactos da crise sobre o preço do petróleo Fontes: Ipeadata e Bloomberg Em US$ por barril
    52. 52. A reação à crise orquestrada pelos Governos Fontes: Revista Exame (dez/2008) e The Economist (nov/2008) Os Pacotes de Ajuda US$ 4 Trilhões total de gastos com a crise € 2,2 trilhões Europa US$ 700 bilhões Pacote anti-crise € 500 bilhões Alemanha € 496 bilhões França € 270 bilhões Holanda € 136 bilhões Espanha £ 90 bilhões Inglaterra EUA China Coréia do Sul Brasil US$ 586 bilhões US$ 130 bilhões US$ 95 bilhões
    53. 53. O que é certo ou quase certo no contexto mundial até 2010 <ul><li>Aumento da regulação sobre o sistema financeiro </li></ul><ul><li>Elevada aversão ao risco </li></ul><ul><li>Diminuição da liquidez e do crédito em escala mundial </li></ul><ul><li>Recessão da economia norte-americana e demais economias desenvolvidas </li></ul><ul><li>Países emergentes exportadores de produtos primários serão afetados </li></ul><ul><li>Aumento da demanda por ativos reais de baixo risco </li></ul><ul><ul><li>o que pode abrir boas janelas de oportunidades para atração de investimentos privados em projetos de infra-estrutura no Brasil </li></ul></ul>
    54. 54. <ul><li>Qual a será a extensão da disseminação dos impactos da crise financeira sobre a “economia real” ? </li></ul>As incertezas econômicas globais <ul><li>Ampla </li></ul><ul><li>Todos os países, inclusive os emergentes </li></ul><ul><li>Localizada </li></ul><ul><li>EUA </li></ul><ul><li>Europa </li></ul><ul><li>Japão </li></ul>
    55. 55. As incertezas econômicas globais <ul><li>Qual será a duração desses impactos ? </li></ul>Curta 9 a 18 meses Longa 2 anos ou mais
    56. 56. Quatro cenários focalizados nos impactos da crise financeira sobre a economia real Ampla Localizada 1. Recessão prolongada nos EUA, Europa e Japão e moderada desaceleração dos emergentes Longa Curta 4. Recessão mundial passageira 3. Recessão rápida nos EUA, Europa e Japão e pequena desaceleração dos emergentes 2. Recessão mundial prolongada Cenário perseguido pelos Governos Cenário provável <ul><li>Roubini </li></ul><ul><li>Spencer </li></ul><ul><li>McFadden </li></ul><ul><li>Stiglitz </li></ul>
    57. 57. <ul><li>O Brasil em face da crise </li></ul>
    58. 58. Impactos imediatos da crise no Brasil <ul><li>Saída de divisas estrangeiras </li></ul><ul><li>Desvalorização cambial (overshooting) </li></ul><ul><li>Queda na oferta de crédito </li></ul><ul><li>Pressão Inflacionária </li></ul><ul><li>Redução do fluxo do IED </li></ul><ul><li>Revisão nos parâmetros do Orçamento de 2009 </li></ul>Fonte: Bovespa Histórico do Índice Bovespa - 6 Meses
    59. 59. O Brasil e a crise – impactos sobre o ambiente empresarial <ul><li>A maioria das companhias resolveu adiar seus investimentos. A preservação do caixa passou a ser prioritário </li></ul><ul><li>Antecipação das férias coletivas e início de demissões </li></ul><ul><li>Adiamento de licitações nos projetos públicos de infra-estrutura </li></ul><ul><li>Prejuízos provocados por apostas cambiais de alto risco nas empresas exportadoras </li></ul>
    60. 60. O que é certo ou quase certo no Brasil até 2010 <ul><li>Fortes pressões sobre o câmbio , a curto prazo, com impactos inflacionários </li></ul><ul><li>Restrição de crédito e diminuição das linhas de financiamento para os investimentos, as exportações e o consumo. </li></ul><ul><li>Aumento do custo de capital para empresas e pessoas físicas. </li></ul><ul><li>Redução do investimento externo direto no país </li></ul><ul><li>Deterioração do saldo das transações correntes </li></ul><ul><li>Desaceleração do crescimento econômico </li></ul><ul><li>Aumento das pressões sobre as contas públicas </li></ul>
    61. 61. Novas incertezas – Brasil 2009 e 2010 <ul><li>O nosso mercado interno será capaz de sustentar o crescimento econômico em patamar elevado? </li></ul><ul><li>As instituições financeiras nacionais – públicas e privadas – serão capazes de suprir os consumidores e o setor produtivo nacional de linhas de financiamento suficientes para garantir o nível de exportações, consumo e investimentos em patamares elevados? </li></ul><ul><li>Qual será a resposta do Governo brasileiro frente à crise, especialmente em relação a: </li></ul><ul><ul><li>déficit em conta corrente do balanço de pagamentos </li></ul></ul><ul><ul><li>política monetária, crédito e metas de inflação </li></ul></ul><ul><ul><li>Gestão do gasto público : qual será o “trade off” entre gastos correntes x investimentos? </li></ul></ul><ul><ul><li>O PAC será afetado? Caso afirmativo, em que extensão e intensidade ? </li></ul></ul><ul><li>Qual será o comportamento dominante do setor privado de nossa economia? </li></ul>
    62. 62. Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2008-2014 Predominantemente Favorável Baixa Alta <ul><li>Salto para o Futuro </li></ul><ul><li>A travessia para o crescimento sustentado </li></ul>Predominantemente Desfavorável 4. Baleia Encalhada De volta ao atoleiro 3. Travessia na Turbulência O crescimento com barreiras 2. Crescimento Inercial O desperdício das melhores oportunidades Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado Ambiente econômico externo (em relação ao Brasil) Cenário mais provável antes da crise
    63. 63. Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2008-2014 Predominantemente Favorável Baixa Alta <ul><li>Salto para o Futuro </li></ul><ul><li>A travessia para o crescimento sustentado </li></ul>Predominantemente Desfavorável 4. Baleia Encalhada De volta ao atoleiro 3. Travessia na Turbulência O crescimento com barreiras 2. Crescimento Inercial O desperdício das melhores oportunidades Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado Ambiente econômico externo (em relação ao Brasil) O Cenário Está mudando
    64. 64. Uma incerteza para 2010 <ul><li>Que coalizão de forças políticas será vitoriosa nas eleições de 2010 ? </li></ul><ul><ul><li>Presidente da República </li></ul></ul><ul><ul><li>27 Governadores de Estado </li></ul></ul><ul><ul><li>2/3 do Senado </li></ul></ul><ul><ul><li>Câmara dos Deputados </li></ul></ul><ul><ul><li>27 Assembléias Legislativas Estaduais </li></ul></ul>
    65. 65. Desfechos plausíveis das eleições de 2010 Novo ciclo de reformas Continuidade “ business as usual ” Neo populismo Escopo das reformas <ul><li>Mudanças estruturais: </li></ul><ul><ul><li>Previdência Social </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema tributário </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema político </li></ul></ul><ul><ul><li>Legislação Trabalhista </li></ul></ul><ul><ul><li>Fortalecimento agências reguladoras </li></ul></ul><ul><li>Melhorias incrementais </li></ul><ul><ul><li>Previdência Social </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema tributário </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema político </li></ul></ul><ul><ul><li>Agências reguladoras </li></ul></ul>Não há reformas nem melhorias Política econômica <ul><li>Câmbio flutuante </li></ul><ul><li>Metas de inflação </li></ul><ul><li>Responsabilidade fiscal (superávit nominal) </li></ul><ul><li>Câmbio flutuante </li></ul><ul><li>Metas de inflação </li></ul><ul><li>Responsabilidade fiscal (superávit primário) </li></ul><ul><li>Câmbio administrado </li></ul><ul><li>Controle de preços </li></ul><ul><li>Forte expansão do gasto e do déficit público </li></ul>Atratividade do ambiente de negócios para investimentos privados Muito alta Média Baixa
    66. 67. Taxa de crescimento do PIB (% a.a.) 5,4% 5,2% 2,5% 4,5% 6,0% 3,5% 4,0% 3,5% 4,0% 2,8% 3,0% 2,8% 3,0% 2,5% 2,0% 0,0% 1,0% 2,0% 3,0% 4,0% 5,0% 6,0% 7,0% 2007 2008 2009 2010 2012 2014 Neo-populismo Novo Ciclo de Reformas Continuidade 2,8% Fonte: Macroplan – Prospectiva, Estratégia & Gestão, dezembro de 2008
    67. 68. Inflação (% a.a.) 4,5% 6,3% 5,2% 5,0% 4,5% 5,0% 6,0% 6,0% 7,0% 7,5% 9,5% 12,0% 12,5% 16,0% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 14,0% 16,0% 18,0% 2007 2008 2009 2010 2012 2014 Inercial 5,5% Neo-populismo Novo Ciclo de Reformas Continuidade 5,5% Fonte: Macroplan – Prospectiva, Estratégia & Gestão, dezembro de 2008
    68. 69. Relação Dívida - PIB (% do PIB) 42,7% 38,5% 38,0% 35,0% 30,0% 36,5% 32,5% 37% 35,0% 38% 38,0% 52,0% 55,0% 57,5% 60,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 2007 2008 2009 2010 2012 2014 Neo-populismo Novo Ciclo de Reformas Continuidade 37,5% Fonte: Macroplan – Prospectiva, Estratégia & Gestão, dezembro de 2008
    69. 70. Investimento Externo Direto – IED (US$ bilhões) 34,5 35,0 25,0 42,5 55,0 38,0 48,0 35,0 35,0 30,0 30,0 20,0 20,0 14,0 14,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 2007 2008 2009 2010 2012 2014 Neo-populismo Novo Ciclo de Reformas Continuidade 28,0 Fonte: Macroplan – Prospectiva, Estratégia & Gestão, dezembro de 2008
    70. 71. Taxa de Investimento (% do PIB) 17,7% 18,5% 18,0% 23,0% 24,0% 21,0% 23,0% 19,0% 21,0% 18,5% 18,5% 17,0% 17,5% 16,5% 16,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 2007 2008 2009 2010 2012 2014 Neo-populismo Novo Ciclo de Reformas Continuidade 18,5% Fonte: Macroplan – Prospectiva, Estratégia & Gestão, dezembro de 2008
    71. 72. Impactos da crise sobre o setor de petróleo e gás no Brasil <ul><li>Algumas tendências estruturais de longo prazo serão mantidas... </li></ul><ul><ul><li>Manutenção da tendência ascendente a longo prazo do preço do petróleo </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento da demanda por biocombustíveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Incremento da participação do gás natural na matriz energética nacional </li></ul></ul>
    72. 73. Tendência ascendente a longo prazo do preço do petróleo 0 20 40 60 80 100 120 140 1957.01 1958.09 1960.05 1962.01 1963.09 1965.05 1967.01 1968.09 1970.05 1972.01 1973.09 1975.05 1977.01 1978.09 1980.05 1982.01 1983.09 1985.05 1987.01 1988.09 1990.05 1992.01 1993.09 1995.05 1997.01 1998.09 2000.05 2002.01 2003.09 2005.05 2007.01 2008.09 Em US$ por barril Fontes: Ipeadata e Bloomberg
    73. 74. Impactos da crise sobre o setor de petróleo e gás no Brasil <ul><li>... mas a crise implicará algumas mudanças a curto e médio prazos </li></ul><ul><ul><li>Desaceleração da demanda mundial por petróleo e derivados </li></ul></ul><ul><ul><li>Preços do petróleo provavelmente em patamares semelhantes aos de 2005/2006 </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento do custo de capital </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento dos custos de importação (efeito câmbio) </li></ul></ul><ul><ul><li>Queda nos preços de insumos, serviços e equipamentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Adiamento de projetos de investimento </li></ul></ul><ul><ul><li>Esforço para aumento da eficiência operacional, controle e redução de custos de investimentos e de operação </li></ul></ul>
    74. 75. Conclusões <ul><li>As condições externas estão mudando para pior, o que torna mais provável o cenário nacional de “Travessia na Turbulência” </li></ul><ul><li>Em resposta à crise: </li></ul><ul><ul><li>para o País: é oportuno e necessário iniciar um novo ciclo de reformas para tornar a nossa economia mais robusta e competitiva frente aos desafios e às dificuldades trazidas pelo ambiente internacional </li></ul></ul><ul><ul><li>para as empresas, formular e operar uma estratégia de travessia: quanto maior for a escassez de recursos e a incerteza, mais diferença faz ter uma estratégia clara e uma boa gestão </li></ul></ul>

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