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ão te perturbesNE o mandamento que era para a vida, achei eu que me era para a morte - Paulo.
(ROMANOS, 7:10).
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Sugestões bibliográficas
•	 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XIX, item 12;
XXIV, itens: 13 a 16
•...
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Resenha de estudos espiritas 07

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Estudos espíritas dedicados especialmente ao principiante espírita, descortinando novos horizontes à criatura humana, semeando conhecimento iluminativo, estimulando a prática incondicional do bem, enaltecendo Jesus.

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Resenha de estudos espiritas 07

  1. 1. 1 Espiritismo estudado semeando conhecimento iluminativo; estimulando a prática incondicional do bem; enaltecendo Jesus descortinando novos horizontes às criaturas humanas especialmente ao principiante espírita EspíritasResenha de Estudos SÉRIE o celeste roteiro 7maio de 2014
  2. 2. 2 3 M esmo que não estejas consciente desse sublime compromisso, Deus sempre está contigo, desde o momento em que foste criado. Deus está contigo em todos os instantes da tua vida, auxiliando-te, inspirando-te, ajudando-te no desenvolvimento espiritual e moral, a fim de que alcances as cumeadas do progresso. Em todos os teus passos e atividades estiveste sob o Seu comando e assim prosseguirás. Deus é a força geratriz do universo e de tudo quanto existe. Nada, ser algum, jamais poderá alienar-se da Sua misericórdia nem de Seu amor. A presunção, filha dileta do egotismo, não poucas vezes assoma à consciência do ser pensante que, dominado pela prepotência animal, nega-Lhe a existência, incapaz, em sua pequenez, de compreender o milagre da vida. Prefere ser filho do estúpido acaso, onde se teria iniciado e se consumirá, a proceder da Divina Progenitura. Insensatez do psiquismo humano que, diante dos desafios que o propelem ao desenvolvimento dos valores que se lhe encontram em germe, rebela-se contra a força inexorável das Leis, refugiando-se no niilismo, afogando-se no pessimismo... Tomando atitudes de autossuficiência, impossível de ser mantida, exacerba-se na vã cultura que vem desenvolvendo ao largo dos milênios, para opor-se aos impositivos a que se encontra submetido. Herdeiros de deus eus sempreD
  3. 3. 4 5 avareza, temendo o futuro que planeja como sendo a continuação da quimera adulta. ...E por mais que elabore mecanismos de fuga e estabeleça programas de autovalorização, encontra-se ainda aí, sempre com Deus, mesmo que o ignorando. * É certo que compreender Deus torna-se algo impossível na atual conjuntura do processo evolutivo. O efeito não tem capacidade de penetrar na sua causalidade, entendendo-a, manipulando-a, dispondo dos meios de alterar o curso dos acontecimentos. No entanto, sentir-Lhe a presença em todas as coisas é conquista da sensibilidade moral e das conquistas da inteligência que reconhece a sua capacidade de decifrar todos os mistérios à sua volta. Lentamente, graças a evolução da ciência e da tecnologia, muitos mistérios de ontem tornaram-se realidade hoje, e cada dia, em razão das incursões nos diversos campos da vida, mais se compreende a funcionalidade da harmonia cósmica e dos aspectos que formam a vida. Não há muito, a eletricidade era totalmente desconhecida, embora se encontrasse nos campos fantásticos das ondas de diversas extensões... Não foi a ciência que elaborou, mas que a identificou e aplicou- lhe os recursos extraordinários em incontestáveis instrumentos de utilidade e de mais rápido desenvolvimento tecnológico. Os microrganismos sempre existiram, permanecendo ignorados e dando lugar, em relação às doenças, a imaginosas concepções míticas e ingênuas, até o instante em que foram identificados e perseguidos com segurança, a fim de libertarem a vida que lhe estorcegava na proliferação. O conhecimento dos mecanismos do universo deram mais dignidade ao ser humano, que se tornou capaz de desvendar grande número deles, utilizando-se dos seus inesgotáveis recursos para melhor cumprir os deveres que lhe dizem respeito. Quanto mais são descobertas as leis mecânicas que regem o cosmo, mais grandiosos desafios se apresentam na grandeza da sua infinitude. À medida que são identificadas novas galáxias e registradas outras nebulosas, incontáveis formações de gazes, de poeira cósmica, a inteligência humana engrandece-se e o ser pensante, ao invés de apequenar- se, agiganta-se, tornando-se também deus e podendo fazer muito mais do que nunca supôs ser possível. ...Tudo isso, porém, porque Deus está presente. O Pai não deseja que a ignorância governe a vida, por isso mesmo se encontra ínsito no âmago do ser humano, a fim de que se autopenetre e descubra a realidade existencial interna, identificando-se com a grandeza da Criação. Desse modo, abre-te conscientemente ao amor de Deus, e permite que o deus que és desabroche, facultando-te contribuir em favor de todos aqueles que se encontram na retaguarda do progresso, atados ao desconhecimento e às superstições, perdidas na romagem espiritual, necessitados de ajuda e de bondade. A dor é-lhe algoz imperdoável, em razão da imaturidade intelecto-moral, que aguarda uma existência vazia de enriquecimento espiritual, preferindo-a fútil e destituída de estímulos para o desenvolvimento ético e iluminativo. Experienciando mais amiúde a sensação, as suas emoções ainda são primitivas, defluentes dos prazeres nos quais chafurda, olvidando-se do processo inevitável da evolução, mediante a qual são superados os estágios vivenciados no rumo dos altiplanos da imortalidade. Distanciando-se da contemplação da harmonia cósmica diante da sua percepção, detém-se na insignificância das ocorrências existenciais, valorizando-as além do crédito que lhes deve conceder, enquanto o turbilhão de bênçãos encontra-se- lhe ao alcance para a conquista da impostergável plenitude. Confessa possuir capacidade intelectual para decifrar as incógnitas da vida, perdendo-se em conjunturas falsas e conclusões infantis, atribuindo tudo ao nada, e supondo-se senhor de todo o conhecimento. Descomprometido com a realidade, aspira o prolongamento do gozo incessante, como se a máquina orgânica de que se serve houvesse sido elaborada exclusivamente para essa finalidade, não possuindo mecanismos sutis e nobres que se desarticulam quando o pensamento vagueia e nutre-se dos tóxicos da ilusão. Tentando arrebentar as amarras do atavismo que lhe precede à atual existência, propõe-se à conquista de coisas e de recursos que entulham espaços e estimulam os bancos na sua Transforma a tua vida em um evangelho de feitos, de tal modo que todos identifiquem Deus em ti e desejem também alcançá-Lo, mediante a compreensão das Suas sublimes leis que, identificadas, transformam as vidas. Sob o comando de Deus, nunca te encontrarás a sós, jamais padecerás dificuldades e experimentarás sofrimentos antes considerados absurdo, porque a Sua inspiração te auxiliará a compreender todos os acontecimentos e a trabalhar em favor do processo de liberdade e de espiritualidade. * Quando Jesus afirmou que ele e o Pai são Um, desejou explicitar que a Unidade é a única realidade e que todos marcham nessa mesma direção, sem que ocorra a perda da sua individualidade, da essência existencial, do ser espiritual que se é. Demonstrou que ele havia alcançado o patamar mais elevado que a mente humana pode compreender em relação ao Criador, oferecendo oportunidade para que todos possam alcançar o mesmo nível de evolução. Assim, deixa-te conduzir por Deus, e tudo se te apresentará rico de bênçãos. Joanna de Ângelis (Livro: Entrega-te a Deus. Joanna de Ângelis. Cap. 26. Divaldo Franco)
  4. 4. 6 7 Herdeiro de Deus C onsiderando-se a tua ascendência divina, já te deste conta de que és herdeiro de Deus? Ele criou o Universo e a vida, enriqueceu a Sua Obra de sabedoria e beleza, colocando-te, por amor, como parte integrante dessas maravilhas e facultando-te fruí-las todas. Por direito natural possuis tudo que é d’Ele, bastando somente que desenvolvas os dons em ti latentes a fim de que possas desfrutar de toda essa opulência e grandeza. Amado por Deus és também herdeiro das ideias sublimes, que te proporcionam conquistar espaços, penetrar o mecanismo da vida e decifrar os enigmas desafiadores que te aguardam. O teu dever é fazeres-te receptivo ao pensamento divino, em tudo e em todos presente, de modo captá-lo e pô-lo em ação à medida que o conquistes. Dispõe de todos os bens e poderes, que estão ao teu alcance. Todavia, são imprescindíveis para lográ-los, a confiança e a fé, bem como o esforço para desdobrares as capacidades adormecidas em ti, mediante as quais saberás usar esses tesouros com edificação e integridade. Tudo que te falte, não é valioso, porquanto o essencial à vida é a sabedoria para conduzí-la, a fim de conseguires, não apenas coisas, senão lograres a plenitude e a abundância que o teu direito de herdeiro põe à tua disposição. Se permaneceres na infância espiritual não podes usufruir, por não saberes utilizar, de todos os bens; irás utilizando-te e felicitando-te com todos os tesouros da Criação, como filho de Deus, portanto Seu herdeiro ditoso. Joanna de Ângelis (Livro: Filho de Deus. Espírito Joanna de Ângelis. Cap. 5. Divaldo Franco) Firmeza e constância “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão.” - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:58.) M uita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo. A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem à luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo o conjunto da vida é Criação Universal de Deus. Fé representa visão. Visão é conhecimento e capacidade de auxiliar. Quem penetrou a “terra espiritual da verdade”, encontrou o trabalho por graça maior. O Senhor e os discípulos não viveram apenas na contemplação. Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior de silêncio, restaurando as próprias forças nas correntes superiores de energia sublime que fluem dos Mananciais Celestes. A prece e a reflexão constituem o lubrificante sutil em nossa máquina de experiências cotidianas. Importa reconhecer, porém, que o Mestre e os aprendizes lutaram, serviram e sofreram na lavoura ativa do bem e que o Evangelho estabelece incessante trabalho para quantos lhe esposam os princípios salvadores. Aceitar o Cristianismo é renovar-se para as Alturas e só o clima do serviço consegue reestruturar o espírito e santificar-lhe o destino. Paulo de Tarso, invariavelmente peremptório nas advertências e avisos, escrevendo aos coríntios, encareceu a necessidade de nossa firmeza e constância nas tarefas de elevação, para que sejamos abundantes em
  5. 5. 8 9 ações nobres com o Senhor. Agir ajudando, criar alegria, concórdia e esperanças, abrir novos horizontes ao conhecimento superior e melhorar a vida, onde estivermos, é o aposto lado de quantos se devotaram à Boa Nova. Procuremos as águas vivas da prece para lenir o coração, mas não nos esqueçamos de acionar os nossos sentimentos, raciocínios e braços, no progresso e aperfeiçoamento de nós mesmos, de todos e de tudo, compreendendo que Jesus reclama obreiros diligentes para a edificação de seu Reino em toda a Terra. Emmanuel (Livro: Fonte Viva. Espírito Emmanuel. Cap. 69. Francisco C. Xavier) Construa suaFé D iz-se vulgarmente que a fé não se prescreve, donde resulta alegar muita gente que não lhe cabe a culpa de não ter fé. Sem dúvida, a fé não se prescreve, nem, o que ainda é mais certo, se impõe. Não; ela se adquire e ninguém há que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais básicas e não de tal ou qual crença particular. Não é à fé que compete procurá-los; a eles é que cumpre ir-lhe, ao encontro e, se a buscarem sinceramente, não deixarão de achá- la. Tende, pois, como certo que os que dizem: “Nada de melhor desejamos do que crer, mas não o podemos”, apenas de lábios o dizem e não do íntimo, porquanto, ao dizerem isso, tapam os ouvidos. As provas, no entanto, chovem-lhes ao derredor; por que fogem de observá-las? Da parte de uns, há descaso; da de outros, o temor de serem forçados a mudar de hábitos; da parte da maioria, há o orgulho, negando-se a reconhecer a existência de uma força superior, porque teria de curvar-se diante dela. Allan Kardec (Livro: O Evangelho segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Cap. XIX, item 7)
  6. 6. 10 11 Para se ter fé M uita gente se atormenta ao constatar que não tem fé. Muitas pessoas supõem que a fé se caracterize por práticas exteriores de emoções alteradas, quase sempre presas aos anseios exibicionistas, quando mais se pretendem mostrar para os outros do que iluminar-se por dentro. Quantos deixam de se alimentar como se os jejuns de comida por um dia sem nenhuma utilidade para ninguém agradasse a Deus? Pensam que seja isso a fé. Quantos fazem acordos com divindades, com entidades, prometendo- lhes ofertas de cunho material: comidas, bebidas, flores e objetos variados? Admitem que nisso esteja a fé. Quantos se martirizam física e mentalmente, sangram-se, mutilam-se, a fim de aplacar as torturas conscienciais? Supõem que a fé possa estar apoiada nessas práticas. Embora o respeito que devemos ter pelas diversas fases das crenças e da fé terrena, e importante refletir sobre esse fenômeno da fé que, em si mesmo, não é propriamente pertencente às religiões. O fenômeno da fé pertence à vida. Disso decorre a fé no médico e no cozinheiro; a fé no farmacêutico e no chofer, no professor e no juiz, no engenheiro e no pedreiro e assim por diante. Cada um é portador natural da fé. Para se ter fé não é preciso ter religião institucional, é preciso conhecer, pensar e sentir, isso sim, dando margem para que o coração não seja abafado pelos gorjeios da razão, e para que a razão não se amolente sob os impulsos da emoção. A fé é o resultado da harmonia entre o saber e o sentir! Benedita Maria (Livro: Ações Corajosas para Viver em Paz. Espírito Benedita Maria. Cap. 21. Raul Teixeira) Considerando a fé A fé e uma necessidade espiritual da qual não pode o espírito humano prescindir. Da mesma forma que o corpo haure no ar e no pão os recursos de manutenção e preservação do patrimônio celular, o espírito necessita da fé que vitaliza e renova, dinamizando forças de difícil classificação que encorajam tonificando a organização física e psíquica na tarefa valorosa de progredir. Alimento sutil, a fé é o tesouro de inapreciado valor que caracteriza os homens nobres a serviço da coletividade. Graças a ela renova-se a face da Terra, consomem-se os abismos na voragem do realizar, modificam-se paisagens, alteram-se feições... Com ela cessam agonias retemperam- se ânimos, multiplicam-se luzeiros, erradicam-se males... Estrela, clareia noites da alma. Chama, aquece corações. Pão nutre esperanças. Roteiro, conduz vidas... Conhecê-la, guardando-a no íntimo, é tarefa que a todos nos devemos impor, no abençoado desiderato de nossa imortalidade intransferível. “Se tivésseis fé”... – disse o Senhor. * Seguro da existência de terras além do horizonte do mar, Colombo avançou, intimorato, e descobriu a América, apesar de todos os opositores. Cônscio do dever, Damião de Vesteur, jovem sacerdote belga, abandonou sua pátria e demandou Molokai, onde a lepra fizera seu reduto, e abriu novos horizontes à fraternidade, malgrado o cepticismo de todos. Fascinada pelo amor fraternal, Florência Nightingale deixou as fantasias feminis e demandou a Criméia, elaborando com a sua filantropia invulgar as bases da futura Cruz Vermelha Internacional, lutando contra todos...
  7. 7. 12 13 Alexandre Yersin, pesquisando, infatigável, entre sarcasmos e ironias, identificou o bacilo específico da peste, apesar das dificuldades enfrentadas. Denis Papin, em Mundem, acompanhou desolado a destruição do seu barco, por todos considerarem impossível a aplicação da máquina a vapor de pistão para navegação, mas não desistiu. Jesus, ante a mulher sírio-fenícia, lecionou a grandeza da fé..., e, ante o cepticismo dos que o seguiam, levantou da sepultura Lázaro que dormia, para atender ao confiante apelo de Maria, irmã do cataléptico... * Não esperes que a fé te busque o país da alma, qual hóspede inesperado que chega, após viagem bem sucedida. Examina a aflição que te alcança o domicílio mental e lança-te no intrincado meandro do estudo das causas, do culto da oração, meditando para discernir e discernindo para acertar. A fé não se doa, não se transmite. Chama divina arde em todas as almas, aguardando o combustível do esforço de cada um para agigantar-se e clarear por dentro como mensagem de Deus. Mediante as lições do Espiritismo aprendes, através dos impositivos do raciocínio, que “fé legítima só o é aquela que pode enfrentar face a face a razão”... Raciocina crendo, e, se te faltarem os tesouros do discernimento ideal, crê por amor e dá-te ao amor de nosso Pai que tudo nos dá, deixando-te arrastar pelos rios da bondade e do bem em favor de todos, transformando-te em lume e calor para as horas de sombra e frio, no imenso caminho por onde segues, até que duas alvas mãos, como asas angelicais, tomem as tuas mãos e pela libertação desencarnatória te conduzam aos infinitos limites da consciência livre, onde, feliz, constatarás em paz a resposta da fé, virtude libertadora. Joanna de Ângelis (Livro: Lampadário Espírita. Espírito Joanna de Ângelis. Cap. 3. Divaldo Franco) Deus pode D esde cedo que sofres apodos, acusações, desestímulos. Informaram-te que jamais serás alguém. Impuseram-te o fracasso como saída única parra tuas aspirações. Cercearam-te o passo, juncando-te o caminho com urze e pedrouços. Cresceste tímido e amargurado, realmente, sem lograr sucesso nos empreendimentos encetados, o que facultava aos teus agressores confirmar aquele prognóstico sombrio. Prossegue ressoando nos teus ouvidos as diatribes que te infelicitaram a vida, tornando-te um sofredor inveterado. De certo modo, és vítima desses fatores, cujas causas espirituais procedem de outras vidas, quando a soberba e a indiferença eram as marcas do teu caráter. Esqueceste-vos, os teus acusadores e tu, do poder de Deus, que te destinas à vitória sobre todas as vicissitudes. Ignorando ou deixando à margem essa a força do Amor, tornaste-te uma sombra nas sombras do mundo, Todavia, jamais te olvides de que Deus tudo pode. Embora estejas transitando entre sombras e névoas, Deus pode retirar-te daí, impulsionando-te à claridade libertadora. Assinalado pelo desânimo que decorre das experiências, malsucedidas, Deus pode encorajar-te para novos tentames. Debilitado por enfermidades contínuas, que são fruto dos erros pretéritos, recompor-se para a saúde ideal. Aturdido por forças negativas, impiedosas, Deus pode libertar-te para
  8. 8. 14 15 resgatares pelo amor os erros antes praticados. Em qualquer situação em que estejas sob o açodar das aflições, abre-te ao Pai, busca-O e confia nEle, esforçando-te por assimilar-Lhe o pensamento e a vontade, assim logrando a realização intima. Lembra- te: Deus tudo pode! Joanna de Ângelis (Livro: Filhos de Deus. Espírito Joanna de Ângelis. Cap. 19. Divaldo Franco) Dê sentido à sua VIDA Razão para viver É consideravelmente grande o número de pessoas que se ergue pela manhã sem qualquer sentido para o seu despertar. Se dormiu sem nenhum objetivo acorda do mesmo modo, transformando todo o seu dia, a partir de então, em uma experiência insossa ou vazia. Em decorrência desse oco no campo da existência, é que incontáveis criaturas põe-se a vagar pelas ruas, se nenhum objetivo, ficando à mercê do que apareça, do que aconteça no passar do dia. Essa experiência de levar uma vida sem direção costuma fazer com que as pessoas não considerem a importância do tempo, a grandeza da cada oportunidade que a encarnação apresenta. Desaparece qualquer significação para família, amigos, trabalho. O indivíduo costuma deixar-se levar pelos ventos do acaso ou pelas correntezas do “deixa acontecer”. Quando se estabelece esse estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, completamente desprevenida, sem quaisquer resistências morais para facear qualquer perigo. Com certeza, esse não é o melhor modo de viver. É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida, tomando gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus. Seria muito belo que cada pessoa, principalmente as que ainda não encontraram sentido para as próprias vidas, resolvesse perguntar-se: o que é que posso fazer em prol do mundo onde estou? Ou, por outro lado: afinal, para o que é que eu vivo? Para quem é
  9. 9. 16 17 que eu vivo? Muito dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência no mundo. Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor as suas horas. É importante e necessário dar sentido à vida, É, sim, importante viver por algo ou por alguém. Tal experiência irá desatando os filetes do nosso amor, que se tornarão cascatas, até que se transformem em gigantescas cachoeiras, derramando as energias dessa luminosa virtude. Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários. Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o em geral, e passe a viver em cooperação com ela. Dedique-se a cuidar de jardins, de animais, do ambiente. Apoie-se seja no que for, desde que voltado para as fontes do bem, que alimentará seu íntimo, a fim de que seus passos pela Terra não sigam a esmo, ao azar. Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre, o que converte cada momento em oportunidade valiosa para crescer e progredir. A vida na Terra não precisa ser um “campo de concentração” a impor- lhe tormentos a cada hora,. Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer. Dedique-se a isso. Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos, Liberte- se desse amortecimento da alma que produz indiferença. Sinta que, apesar de todos os problemas e danações sob os quais se abate a humanidade, a chuva nutriente continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar. Isto porque todos nós somos alvos da dedicação de Deus. Joanes (Livro: Para uso Diário. Espírito Joanes. Cap. 25. Raul Teixeira) enhorSaconchego doOAquele que vem a mim, de maneira nenhuma lançarei fora. (Jesus João, 6:37) A postura de Jesus primava pelo bom senso, em cada atitude, em cada palavra, em cada recomendação marcada por extrema lucidez. Por mais que a alma se decida por usar sua liberdade para o gozo das fantasias dissolventes, um dia chega em que o cansaço a dobra. Por mais que a criatura se dedique ao armazenamento das coisas perecíveis que será compelida a deixar, junto com o casulo carnal esgotado, vem o momento da reflexão que lhe permite a mudança. Por mais que a pessoa se rebele contra a vida, crendo que a culpa dos seus fracassos e torturas interiores está nas leis de Deus, advém o instante no qual eclode a claridade do bom senso, que a dor propicia, e tudo começa a se refazer. Em qualquer situação que esteja, guarde a certeza de que você pertence ao grande rebanho do Bom Pastor, mesmo quando se ache na posição de ovelha desgarrada ou travestido de lobo devorador, mais carente, inseguro e amedrontado do que propriamente lobo rapace. Ao considerar isso, não dê mais ouvido o orgulho insensato, tampouco à acomodação paralisante. Venha ao encontro Dele e deixe-se aconchegar nos Seus braços de ternura, sempre abertos para os que O buscam. Não acredite em castigos do Céu para os seus equívocos humanos. Para o Pai que ama perfeitamente, você será sempre um plano de amor a desenvolver- se, passo a passo, em plena vida cósmica. Erros e acertos, quedas e levantares fazem parte desse imponente movimento evolutivo, em que todos nos encontramos, até superarmos as conjunturas inferiores.
  10. 10. 18 19 Jamais creia que você é uma indefesa vítima de demônios cruéis. Para quem procura o Senhor, disposto a transformar as próprias sombras em estuante luminosidade, cada insinuação perturbadora ou cada tentação no caminho representa importante desafio a sua capacidade de lutar e lutar para vencer. Nunca se admita esquecido pela Divindade, assemelhando-se à criança que se afirma não amada pelos genitores cada vez que esses não lhe atendem a vontade infantil. O formidável fato de sua presença no mundo, tendo ensejo de viver como pode ou como gosta, de trabalhar onde pode ou quer, de viver nos lugares e com as pessoas que prefere ou precisa, num perfeito encaixe de causas e efeitos, próximos ou distantes, é a demonstração palpável do amor divino a envolve-lo e a sustentá-lo continuadamente. Perante toda situação da vida em que você esteja necessitando de um braço ou de um abraço que agasalhe o seu coração, busque Jesus. É certo que Ele poderá chegar ao seu caminho através de um familiar atencioso ou de um amigo compreensivo. No entanto, se essas almas não surgirem na sua trilha, não se entristeça, nem desanime. Abra a janela e sorva o hálito do dia ou os aromas da noite, recolha-se, por um momento, em oração; comungue com as vibrações felizes do além, registrando os murmúrios da paz. Tão logo lhe seja possível, vai você mesmo ao encontro de algum coração, seja uma criança ou um idoso; seja um afeto sadio ou algum enfermo; um familiar ou algum vizinho. Enfim, procure alguém com a sua vibração de alegria e agradecimento a Deus, e porque você a ninguém despreza e a todos envolve com o melhor que tem, já se acha envolvido pelo Sublime Amigo, com possibilidades de superar seus próprios dramas. Sim, quando saímos ao encontro dos irmãos da nossa via evolutiva, dispostos a amá-los e a servi-los, mais próximos ficamos de Jesus, usufruindo da Sua aura de harmonia. Jesus Cristo, dessa forma, aquele Amigo que sempre espera a nossa decisão de busca-Lo, de ir até Ele, abrindo mão de tudo o que nos agrilhoa no mundo a fim de nos aconchegarmos em Seus braços. Ele nunca nos indagará por que demoramos tanto. Esse dia da busca é também o dia da maturidade nossa e da aceitação do Senhor. Francisco de Paula Vitor (Livro: Quem é o Cristo? Espírito Francisco de Paula Vitor. Cap. 16. Raul Teixeira) esusJuem procuraQQ uem procura o pensamento lúcido do Cristo, na esfera dos compromissos que mantém perante a vida, guarda uma postura de bom senso, à proporção que vai percebendo a proposta luminosa do Celeste Benfeitor. Quem procura Jesus, por sentir-se amparado pelo entendimento das coisas, esforça-se por manter a própria calma à frente dos problemas que o alcançam. Quem procura Jesus, em razão de empenhar- se no aformoseamento do próprio íntimo, faz questão de atrelar-se à simpatia, à bonomia, à amizade sincera e à fraternidade, junto aos irmãos do caminho. Quem procura Jesus, pelo motivo de conduzir alegria no coração, torna-se um facho de esperança nas mãos da disciplina, onde quer que chegue, com quem quer que esteja, em qualquer situação. Quem procura Jesus, pelo fato de não temer a morte, esforça-se por respeitar a vida, resguardando o corpo físico com carinho e nobreza, aproveitando o máximo das suas possibilidades no mundo, preservando-o dos excessos, dos abusos, consciente de que dele terá que dar conta, no futuro. * Sempre que alguém se atira ao desespero perante os dramas da existência, ou desrespeita a bênção somática na Terra, ou matricula-se na irreverência à vida, desatendendo aos labores da fraternidade, possivelmente esteja procurando o Senhor, mas afivelando grossa venda sobre os olhos da alma, ou pode ser que esteja enleado em processo de comburente má vontade, em cujas tramas mais se perturba do que se auxilia, em virtude de não atacar as lutas que se fazem necessárias ao portentoso encontro, após a procura. Quem procura Jesus deve ter vontade de encontrá-Lo, a fim de que não esteja brincando de viver, fingindo crer, atado, contudo, à
  11. 11. 20 21 hipocrisia ou à pachorra que o fazem perder o grande ensejo da reencarnação. Quem procura Jesus, honestamente, deverá de fato, localizá-Lo, mas como essa localização somente se dará no íntimo do ser, é necessário iniciar o processo de autoconhecimento, para ganhar tempo, antecipando a ventura. Para encontrares a Jesus, conhece- te, identifica-te, sem tanta demora. Francisco de Paula Vitor (Livro: Vozes do Infinito. Espíritos Diversos. Cap. 21. Raul Teixeira) judemos a vida mentalA“E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além do Jordão.” - MATEUS, 4:25 Amultidão continua seguindo Jesus na ânsia de encontrá-lo, mobilizando todos os recursos ao seu alcance. Procede de todos os lugares, sequiosa de conforto e revelação. Inútil a interferência de quantos se interpõem entre ela e o Senhor, porque, de século a século, a busca e a esperança se intensificam. Não nos esqueçamos, pois, de que abençoada será sempre toda colaboração que pudermos prestar ao povo, em nossa condição de aprendizes. Ninguém precisa ser estadista ou administrador para ajudá-lo a engrandecer-se. Boa-vontade e cooperação representam as duas colunas mestras no edifício da fraternidade humana. E contribuir para que a coletividade aprenda a pensar na extensão do bem é colaborar para que se efetive a sintonia da mente terrestre com a Mente Divina. Descerra-se à nossa frente precioso programa nesse particular. Alfabetização. Leitura edificante. Palestra educativa. Exemplo contagiante na prática da bondade simples. Divulgação de páginas consoladoras e instrutivas. Exercício da meditação. Seja a nossa tarefa primordial o despertar dos valores íntimos e pessoais. Auxiliemos o companheiro a produzir quanto possa dar de melhor ao progresso comum, no plano, no ideal e na atividade em
  12. 12. 22 23 que se encontra. Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos. Ajudemos a vida mental da multidão e o povo conosco encontrará Jesus, mais facilmente, para a vitória da Vida Eterna. Emmanuel (Livro: Fonte Viva. Espírito Emmanuel. Cap. 144. Francisco C. Xavier) Alegria deVIVER IVER COM ALEGRIAvE ncontrado o significado existencial, o Espírito encarnado descobre que a sua jornada objetiva produzir-lhe o sublime ensejo da iluminação interior, libertando-se da treva da ignorância, assim como dos atavismos que o retêm no primarismo defluente do processa da evolução. Empreendido o esforço do autoencontro, inunda- se de inefável alegria por descobrir o maravilhoso mundo de bênçãos que lhe está ao alcance, bastando-lhe iniciar o labor de identificar as possibilidades de que dispõe e executá-las. A vida é um hino de louvor ao Pai Criador, que faculta aos Seus filhos os dons da imortalidade e da relativa perfeição que lhes cabe alcançar a esforço pessoal. Eis porque a finalidade precípua da religião é estabelecer o vínculo de nova união profunda entre a criatura e o seu Genitor Celeste, facultando- lhe o desenvolvimento dos atributos adormecidos que o sol da verdade faz
  13. 13. 24 25 germinar e proporciona os recursos hábeis para o seu desenvolvimento. Iniciado esse especial empreendimento, nada mais o detém, porque, a cada instante, defronta novos painéis a serem contemplados e incorporados ao patrimônio já acumulado. Se as lutas se fazem mais ásperas em razão da sensibilidade mais desenvolvida ou porque as condições ambientais já não lhe são mais favoráveis, nelas encontra estímulos para treinar paciência e compaixão, proporcionando os meios eficazes para produzir as alterações necessárias, sem enfastiar-se nem perturbar-se. Lúcido quanto aos desafios que são próprios nas áreas por onde se movimenta, melhor entende o seu próximo, as suas aflições e agressividade, equipando-se de mais amor, embora não concordando com os seus excessos, ao tempo que mais se esforça por oferecer-lhe os instrumentos próprios para a libertação das heranças que o atormentam. Compreende que a inferioridade moral é chaga predominante em a natureza humana, por carrega- la cicatrizada com o bálsamo da dignidade que se soube aplicar enquanto transitava nos vales sombrios dos tormentos psicológicos. Um halo de gentileza envolve-o, mantendo-o pacífico e pacificador em qualquer situação, mesmo nas mais penosas, estampando na face a alegria da vida, que a todos igualmente oferece os meios que levam à plenitude. A alegria é tesouro da vida que deve ser buscada e vivenciada, em razão das bênçãos que proporciona. Isso, porém, não quer dizer que não ocorram momentos de preocupação, de tristeza, de ansiedade e de receio, perfeitamente naturais no comportamento saudável que, em vez de uma linha horizontal, possui os seus ascendentes e descendentes emocionais, dentro, no entanto, dos padrões de equilíbrio. O ser alegre e extrovertido sem ser bulhento, é confiante sem permitir- se leviandades, é bondoso embora sabendo o que deve e pode realizar em relação a tudo quanto pode mas não deve fazer ou deve executar mas não o pode, porque não lhe é lícito. Esse discernimento é filho da razão e da consciência do dever que lhe propõe o vir a ser, em lugar de o deter nas evocações do passado, onde encontra justificativas para a conduta irregular. Estabelecido o compromisso com o futuro feliz, é grato a Deus por todas as concessões e esparze alegria e respeito onde se encontre. * Quando o indivíduo introverte os sentimentos e deixa-se vencer pela carranca, os conflitos que o aturdem dificultam-lhe o discernimento em torno dos valores legítimos da existência. Invariavelmente tornam- no amargo, pessimista ou agressivo, não poucas vezes dando lugar ao transtorno da distimia, a que se entrega inerme. O renascimento do Espírito no corpo tem por sentido profundo a superação das marcas do passado, devendo esforçar-se por substituir os tormentos íntimos pelas contribuições da saúde emocional e da alegria de viver. Dar-se conta de que possui um corpo com as suas funções em plena execução, salvadas as exceções daqueles que estorcegam nas expiações de que necessitam, deve inicialmente proporcionar um grande bem-estar. Pode ver-se sem maiores problemas nos órgãos dos sentidos, enquanto outros experimentam inibições e limitações que se esforçam por superar, já é uma suprema dádiva que merece gratidão e júbilo. Nada obstante, em razão do temperamento hostil, em tudo vê amargura, sempre reclamando, quando poderia modificar a óptica pela qual observa a vida, colorindo os tons cinza com o arco-íris da alegria. Cegos que se notabilizaram como Hellen Keller, que adicionava a surdez e a mudez aos seus limites orgânicos, superando-os e tornando- se um exemplo de pessoa alegre, saudável e grata à vida; como Braille, que se utilizou do limite da cegueira para criar o alfabeto que permite aos invidentes a comunicação; como Pasteur, sofrendo tuberculose e laborando em favor da saúde na caça continua à vida bacteriana; como Steinmetz, o inolvidável químico alemão, que necessitava de um banquinho para alcançar as mesas onde se encontravam as provetas de pesquisas; como Beethoven, surdo, compondo a Nona sinfonia, assim como outros heróis do sofrimento, que souberam converter em incomparável oportunidade de proporcionar o bem e a harmonia ao próximo, enquanto eles mesmos vivenciavam a alegria de construir o futuro melhor para a humanidade... Abençoa desse modo, as oportunidades de que desfrutas para viveres o dom da alegria, qual informava o apóstolo Paulo que era sempre o mesmo, na alegria ou na dificuldade, no júbilo ou no sofrimento, porque encontrara Jesus. Se, por acaso, ainda não encontraste Jesus, qual ocorreu a Francisco de Assis que, depois de o haver (re)conhecido, tornou-se o Irmão Alegria, busca-o na reflexão profunda ou mergulha na oração destituída de atavios abrindo-te à magia deste Homem incomparável que dividiu a história da humanidade, e a tua existência adquirirá sentido e significado. Ninguém que seja saudável pode viver sem o contributo especial da alegria, que é um hino de louvor à vida e ao universo. A alegria renova a paisagens interiores e pode ser encontrada nas coisas mínimas, desde o desabrochar de singela flor do campo aos cromos outros da natureza, do melodioso canto das aves ao baile cósmico dos astros... Se observares tudo quanto sucede em tua volta, encontrarás a ordem, o equilíbrio, a beleza, mesmo na decomposição da matéria que passa por transformações necessárias ao surgimento de formas novas e manutenção do que existe. A alegria de viver é a maneira adequada de agradecer a Deus a bênção da reencarnação. Não te permitas, em circunstância nenhuma, o abismo da revolta geradora da tristeza e da melancolia de longo e pernicioso curso.
  14. 14. 26 27 Exulta de alegria, e entrega-te a Deus, cantando-Lhe um hino de louvor. * Quando Jesus se acercou das criaturas humanas trazendo a mensagem de libertação de consciência e exaltando a imortalidade do Espírito, ofereceu o seu evangelho, explicitando: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos, restauração da vista aos cegos, e para pôr em liberdade os oprimidos [...] (Lc, 4:18) A Sua foi, portanto, a mensagem da total alegria de uma vida saudável e rica de bênçãos. Permite, dessa forma, que Ele te liberte da opressão da ignorância, facultando-te a alegria da felicidade. Joanna de Ângelis (Livro: Entrega-te a Deus. Espírito Joanna de Ângelis. Cap. 11. Divaldo Franco) enovemo-nos dia a diaR“...Transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” - Paulo. ROMANOS, 12 :2. N ão adianta a transformação aparente da nossa personalidade na feição exterior. Mais títulos, mais recursos financeiros, mais possibilidades de conforto e maiores considerações sociais podem ser simples agravo de responsabilidade. Renovemo-nos por dentro. É preciso avançar no conhecimento superior, ainda mesmo que a marcha nos custe suor e lágrimas. Aceitar os problemas do mundo e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa serenidade, é a fórmula justa de aquisição do discernimento. Dor e sacrifício, aflição e amargura, são processos de sublimação que o Mundo Maior nos oferece, a fim de que a nossa visão espiritual seja acrescentada. Facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos vencer os perigos fascinantes das vantagens terrestres. Renovemos nossa alma, dia a dia, estudando as lições dos vanguardeiros do progresso e vivendo a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante. Apliquemo-nos à construção da vida equilibrada, onde estivermos, mas não nos esqueçamos de que somente pela execução de nossos deveres, na concretização do bem, alcançaremos a compreensão da vida, e, com ela, o conhecimento da “perfeita vontade de Deus”, a nosso respeito. Emmanuel (Livro: Fonte Viva. Espírito Emmanuel. Cap. 107. Francisco C. Xavier)
  15. 15. 28 29 ão te perturbesNE o mandamento que era para a vida, achei eu que me era para a morte - Paulo. (ROMANOS, 7:10). S e perguntássemos ao grão de trigo que opinião alimenta acerca do moinho, naturalmente responderia que dentro dele encontra a casa de tortura em que se aflige e sofre; no entanto, é de lá que ele se ausenta aprimorado para a glória do pão na subsistência do mundo. Se indagássemos da madeira, com respeito ao serrote, informaria que nele identifica o algoz de todos os momentos, a dilacerar-lhe as entranhas; todavia, sob o patrocínio do suposto verdugo, faz-se delicada e útil para servir em atividades sempre mais nobres. Se consultarmos a pedra, com alusão ao buril, certo esclarecerá que descobriu nele o detestável, perseguidor de sua tranquilidade, a feri- la, desapiedado, dia e noite; entretanto, é dos golpes dele que se eleva aos tesouros terrestres, aperfeiçoada e brilhante. Assim, a alma. Assim, a luta. Peçamos o parecer do homem, quanto à carne, e pronunciará talvez impropriedades mil. Ouçamo-lo sobre a dor e registraremos velhos disparates verbais. Solicitemos-lhe que se externe com referência à dificuldade, e derramará fel e pranto. Contudo, é imperioso reconhecer que do corpo disciplinado, do sofrimento purificador e do obstáculo asfixiante, o espírito ressurge sempre mais aformoseado, mais robusto e mais esclarecido para a imortalidade. Não te perturbes, pois, diante da luta, e observa. O que te parece derrota, muita vez é vitória. E o que se te afigura em favor de tua morte, é contribuição para o teu engrandecimento na vida eterna. Emmanuel (Livro: Fonte Viva. Espírito Emmanuel. Cap. 16. Francisco C. Xavier) O CELESTE Roteiro Resenha de Estudos Espíritas nº726 de maio de 2014 Unidade em estudo: Eu Sou o Caminho tema: abordagem: parte única título desta edição: Eu e Deus objetivo do tema abordado: observação: Herdeiro de Deus Herdeiros de Deus O objetivo do tema é enaltecer a figura de Jesus e sua presença em nossas vidas, como expressão de esperança e consolo, relacionando o Espiritismo com a Sua mensagem, por ser ela a essência da Doutrina Espírita. Além das Notas de Referência para as citações contidas no texto de abordagem do assunto, ao final seguem referências bibliográficas, que recomendamos sejam lidas e estudadas, pois ali se encontra conhecimento que irá dar maior substância ao que ora nos dispomos aprender.
  16. 16. 30 Sugestões bibliográficas • KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XIX, item 12; XXIV, itens: 13 a 16 • ________. O livro dos espíritos. Perg.: 1 • FRANCO, Divaldo P. Filhos de Deus. Joanna de Ângelis. Cap.: 5 • TEIXEIRA, Raul. Em nome de Deus. José Lopes Neto. Cap.: A paternidade de Deus • XAVIER, Francisco C. Caminho, verdade e vida. Emmanuel. Cap.: 66, 159 • ________. Vinha de luz. Emmanuel. Cap.: 35, 40, 92 • ________. Pão nosso. Emmanuel. Cap.: 108 • ________. Fonte viva. Emmanuel. Cap.: 39, 77, 121, 148, 149, 150, 164 • TEIXEIRA, Raul. Em nome de Deus. José Lopes Neto. Cap.: Confia em Deus, Deus segundo o Espiritismo, Espaço para Deus, Segue com Deus • ________. Ações corajosas para viver em paz. Benedita Maria. Cap.: 34 a 38 • ________. Revelações da luz. Camilo. Cap.: 28 • FRANCO, Divaldo O. Entrega-te a Deus. Joanna de Ângelis. Cap. 1, 23, 26 • ________. Celeiro de bênçãos. Joanna de Ângelis. Cap.: 7 • ________. Messe de amor. Joanna de Ângelis. Cap.: 43, 49 • ________. Otimismo. Joanna de Ângelis. Cap.: 2 • ________. Espírito e vida. Joanna de Ângelis. Cap.: 35 • ________. Diretrizes para um vida feliz. Marco Prisco. Cap.: 1, 2 • ________. Filhos de Deus. Joanna de Ângelis. Cap.: 3, 6

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