Manual de redação academica a9 rc.tmp

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  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA MANUAL DE REDAÇÃO ACADÊMICA: ESTRUTURA, NORMAS E MÉTODOS: PARTE I PORTO ALEGRE 2006
  2. 2. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Gardenia de Castro Marilu Fiegenbaum Glória Cristina Cunha Lauci Belle Marialva dos Santos Machado Marilucia Lima Marlis Morosini Polidori Paulo Iorque Oliveira Zélia Souza
  3. 3. APRESENTAÇÃO O Centro Universitário Metodista IPA apresenta à comunidade acadêmica o Manual de redação acadêmica: estrutura, normas e métodos cujo objetivo consiste em nortear e sistematizar a produção das tipologias textuais que constituem o acervo de produção científica do Centro Universitário Metodista IPA. Agradecemos a todos os professores que participarem do processo de elaboração desse manual pelo empenho com que viabilizaram tal iniciativa.
  4. 4. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Exemplo de resumo ..................................................................................12 Figura 2 - Exemplo de resenha (continua) ................................................................14 Figura 3 - Exemplo de folha de rosto de projeto de pesquisa ...................................21 Figura 4 - Exemplo de folha de rosto de relatório de estágio ....................................24 Figura 5 - Exemplo de capa de relatório de pesquisa ...............................................29 Figura 6 - Estrutura dos trabalhos acadêmicos .........................................................34 Figura 7 - Exemplo de capa de monografia ..............................................................36 Figura 8 - Exemplo de folha de rosto ........................................................................39 Figura 9 - Exemplo de ficha catalográfica .................................................................41 Figura 10 - Exemplo de errada..................................................................................43 Figura 11 - Exemplo de folha de aprovação..............................................................45 Figura 12 - Exemplo de dedicatória...........................................................................47 Figura 13 - Exemplo de agradecimento ....................................................................49 Figura 14 - Exemplo de epígrafe ...............................................................................51 Figura 15 - Exemplo de resumo em língua vernácula ...............................................53 Figura 16 - Exemplo de resumo em língua estrangeira.............................................55 Figura 17 - Exemplo de lista de gráficos ...................................................................57 Figura 18 - Exemplo de lista de abreviaturas ............................................................58 Figura 19 - Exemplo de sumário ...............................................................................60 Figura 20 - Modelo de capa para o CD-ROM............................................................66 Figura 21 - Exemplo de espacejamento....................................................................97
  5. 5. LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Abreviatura dos meses...........................................................................94
  6. 6. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 8 2 TRABALHOS ACADÊMICOS.............................................................................................. 9 2.1 RESUMO ........................................................................................................................... 9 2.2 RESENHA ....................................................................................................................... 13 2.3.1 Elementos pré-textuais .............................................................................................. 18 2.3.2 Elementos textuais ..................................................................................................... 18 2.3.3 Elementos pós-textuais ............................................................................................. 19 2.4 PROJETO DE PESQUISA .............................................................................................. 19 2.4.1 Elementos pré-textuais .............................................................................................. 19 2.4.2 Elementos textuais ..................................................................................................... 22 2.4.3 Elementos pós-textuais ............................................................................................. 22 2.5 RELATÓRIO DE ESTÁGIO ............................................................................................. 22 2.5.1 Elementos pré-textuais .............................................................................................. 22 2.5.2 Elementos textuais ..................................................................................................... 25 2.5.2.1 Introdução.................................................................................................................. 25 2.5.2.2 Referencial teórico..................................................................................................... 25 2.5.2.3 Procedimentos metodológicos (opcional).................................................................. 26 2.5.2.4 Desenvolvimento do estágio...................................................................................... 26 2.5.2.5 Conclusão e sugestões ............................................................................................. 26 2.5.3 Elementos pós-textuais ............................................................................................. 26 2.6 RELATÓRIO DE PESQUISA........................................................................................... 27 2.6.1 Elementos pré-textuais .............................................................................................. 27 2.6.1.1 Capa .......................................................................................................................... 27 2.6.1.2 Agradecimentos......................................................................................................... 30 2.6.1.3 Sumário ..................................................................................................................... 30 2.6.2 Elementos textuais ..................................................................................................... 30 2.6.2.1 Introdução.................................................................................................................. 30 2.6.2.2 Material e métodos .................................................................................................... 31 2.6.2.3 Resultados................................................................................................................. 31 2.6.2.4 Conclusão e sugestões ............................................................................................. 31 2.6.3 Elementos pós-textuais ............................................................................................. 32 2.7 MONOGRAFIA ................................................................................................................ 32 2.8 DISSERTAÇÃO ............................................................................................................... 32
  7. 7. 5 2.9 TESE ............................................................................................................................... 33 3 ESTRUTURA DE MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES..................................... 34 3.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS ....................................................................................... 35 3.1.1 Capa impressa ............................................................................................................ 35 3.1.2 Folha de rosto ............................................................................................................. 37 3.1.3 Verso da folha de rosto.............................................................................................. 40 3.1.4 Errata ........................................................................................................................... 42 3.1.5 Folha de aprovação .................................................................................................... 44 3.1.6 Dedicatória .................................................................................................................. 46 3.1.7 Agradecimentos.......................................................................................................... 48 3.1.8 Epígrafe ....................................................................................................................... 50 3.1.9 Resumo em língua vernácula .................................................................................... 52 3.1.10 Resumo em língua estrangeira ............................................................................... 54 3.1.11 Listas ......................................................................................................................... 56 3.1.12 Sumário ..................................................................................................................... 59 3.2 ELEMENTOS TEXTUAIS ................................................................................................ 61 3.2.1 Introdução ................................................................................................................... 61 3.2.2 Desenvolvimento ........................................................................................................ 62 3.2.3 Conclusão e sugestões.............................................................................................. 62 3.2.4 Organização dos elementos textuais ....................................................................... 63 3.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS ....................................................................................... 63 3.3.1 Referências ................................................................................................................. 64 3.3.2 Glossário ..................................................................................................................... 64 3.3.3 Apêndice...................................................................................................................... 64 3.3.4 Anexos......................................................................................................................... 64 3.3.5 Índice ........................................................................................................................... 65 3.4 CAPA PARA CD-ROM .................................................................................................... 65 4 CITAÇÕES NO CORPO DO TEXTO E ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS .................. 67 4.1 CITAÇÕES ...................................................................................................................... 67 4.1.1 Citação direta .............................................................................................................. 67 4.1.1.1 Citação curta (até três linhas).................................................................................... 67 4.1.1.2 Citação longa (com mais de três linhas).................................................................... 68 4.1.2 Citação indireta........................................................................................................... 69 4.1.3 Citação de citação ...................................................................................................... 69 4.1.4 Regras gerais de apresentação................................................................................. 70 4.1.4.1 Um autor .................................................................................................................... 70 4.1.4.2 Até três autores ......................................................................................................... 70 5
  8. 8. 6 4.1.4.3 Mais de três autores .................................................................................................. 71 4.1.4.4 Autores com mesmo sobrenome e data.................................................................... 72 4.1.4.5 Um autor com mais de uma obra publicada no mesmo ano ..................................... 72 4.1.4.6 Vários autores e uma mesma idéia ........................................................................... 72 4.1.4.7 Título.......................................................................................................................... 73 4.1.4.8 Informação verbal ...................................................................................................... 74 4.1.4.9 Grifo nosso ou grifo do autor ..................................................................................... 74 4.1.4.10 Tradução nossa ....................................................................................................... 74 4.1.5 Sistema de chamada (como redigir as citações no corpo do texto) ..................... 75 4.1.5.1 Sistema autor-data .................................................................................................... 75 4.1.5.2 Sistema numérico ...................................................................................................... 75 4.1.5.3 Notas de rodapé ........................................................................................................ 76 4.1.5.3.1 Notas de referências............................................................................................... 76 4.1.5.3.1 Notas explicativas................................................................................................... 78 4.2 REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 79 4.2.1 Regras gerais de apresentação de referências ....................................................... 79 4.2.1.1 Autores ...................................................................................................................... 79 4.2.1.1.1 Autor pessoa física ................................................................................................. 79 4.2.1.1.2 Autor entidade ........................................................................................................ 79 4.2.1.1.3 Autor entidade genérica.......................................................................................... 80 4.2.1.1.4 Autor entidade com denominação específica......................................................... 80 4.2.1.1.5 Sem autor ............................................................................................................... 80 4.2.1.2 Número de autores .................................................................................................... 81 4.2.1.2.1 Até três autores ...................................................................................................... 81 4.2.1.2.2 Mais de três autores ............................................................................................... 81 4.2.1.3 Título e subtítulo ........................................................................................................ 81 4.2.1.3.1 Sem título................................................................................................................ 82 4.2.1.4 Edição........................................................................................................................ 82 4.2.1.5 Local .......................................................................................................................... 82 4.2.1.6 Editora ....................................................................................................................... 83 4.2.1.7 Data ........................................................................................................................... 84 4.2.1.8 Descrição física ......................................................................................................... 84 4.2.1.9 Séries e coleções ...................................................................................................... 85 4.2.1.10 Elaboração das referências ..................................................................................... 86 4.2.1.10.1 Monografia como um todo (por exemplo: livros) .................................................. 86 4.2.1.10.2 Eventos (congressos, conferências, encontros, etc.) ........................................... 86 4.2.1.10.3 Dissertações e teses ............................................................................................ 86 6
  9. 9. 7 4.2.1.10.4 Parte de Monografia (capítulos, volumes, páginas, etc.)...................................... 87 4.2.1.10.5 Periódicos como um todo ..................................................................................... 88 4.2.1.10.6 Periódico considerado em parte (fascículos e suplementos) ............................... 88 4.2.1.10.7 Periódico considerado em parte (artigos em revistas) ........................................ 88 4.2.1.10.8 Periódico considerado em parte (artigos em jornais) ........................................... 88 4.2.1.10.9 Documento jurídico (Leis, decretos, portarias, etc.) ............................................. 89 4.2.1.10.10 Documentos eletrônicos ..................................................................................... 89 4.2.1.10.11 Outros tipos de materiais.................................................................................... 90 4.2.1.10.12 Documentos não previstos na NBR 6023........................................................... 91 4.2.1.11 Tabela de abreviatura dos meses ........................................................................... 93 5 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO ........................................................................ 95 5.1 FORMATO....................................................................................................................... 95 5.2 MARGEM......................................................................................................................... 95 5.3 ESPACEJAMENTO ......................................................................................................... 95 5.4 NOTAS DE RODAPÉ ...................................................................................................... 97 5.5 INDICATIVOS DE SEÇÃO .............................................................................................. 97 5.6 PAGINAÇÃO ................................................................................................................... 97 5.7 SIGLAS............................................................................................................................ 98 5.8 EQUAÇÕES E FÓRMULAS ............................................................................................ 98 5.9 ILUSTRAÇÕES ............................................................................................................... 98 5.10 TABELAS....................................................................................................................... 99 6 COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA ................................................................................ 101 7 LEI DO DIREITO AUTORAL............................................................................................ 103 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 105 7
  10. 10. 8 1 INTRODUÇÃO A elaboração deste manual tem por objetivo conscientizar o corpo docente e discente da necessidade de padronização dos trabalhos científicos, por meio de metodologia e norma técnicas, que possam gerar uniformidade nas documentações acadêmicas. Seguimos como orientações às normas brasileiras apresentadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, Fórum Nacional de Normalização.
  11. 11. 9 2 TRABALHOS ACADÊMICOS Existem vários tipos de trabalhos acadêmicos que os discentes precisam elaborar durante a sua formação. Cada trabalho acadêmico possui características específicas, o que dificulta a sua realização. Neste manual, veremos itens fundamentais para cada tipo de trabalho: a) resumo; b) resenha; c) artigo científico; d) projeto de pesquisa; e) relatório de estágio; f) relatório de pesquisa; g) monografia, trabalho monográfico (trabalho de conclusão de curso – TCC); h) dissertação; i) tese. 2.1 RESUMO A NBR 6028 (2003, p. 1) define resumo como "apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto". Uma apresentação sucinta, compacta, dos pontos mais importantes de um texto. O resumo abrevia o tempo dos pesquisadores; difunde informações de tal modo que pode influenciar e estimular a consulta do texto completo. O resumo deve salientar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. Não é desejável que se esqueça de apresentar os objetivos e os assuntos do texto original, bem como os métodos e técnicas de abordagem, mas sempre de forma concisa. Também será objeto do resumo a descrição das conclusões, ou seja, as conseqüências dos resultados. A norma da ABNT recomenda que o resumo tenha até 100 palavras se for de notas e comunicações breves. Se tratar de resumo de monografias e artigos, sua
  12. 12. 10 extensão será de até 250 palavras. Resumo de relatórios e teses podem ter até 500 palavras. Quanto ao estilo, deve ser composto com frases concisas, evitando-se enumerar tópicos. A primeira frase explica o assunto do texto. Em seguida, indica-se a categoria do tratamento. Do que se trata? De estudo de caso, de análise da situação? Preferencialmente, serão escritos os resumos em terceira pessoa do singular e com verbos na voz ativa. O resumo deve ser escrito em uma folha distinta, seguida das palavras- chave. Em monografias, dissertações e teses, utiliza-se também o resumo em língua estrangeira (geralmente em inglês, chamado abstract), também seguido de palavras- chave (key-words). Algumas recomendações devem ser observadas para a realização de um bom resumo, veja a seguir algumas delas: a) leia todo o texto na íntegra, sem interrupções, para se inteirar do assunto; b) releia, uma ou mais vezes, parágrafo por parágrafo, sublinhando frases ou palavras que ajudem a identificar as idéias principais; c) faça uma síntese de cada parágrafo, eliminando expressões desnecessárias para a compreensão global; empregue suas próprias palavras. Nessa leitura, procure compreender o sentido de frases mais longas ou complexas ou que apresentem inversões e permaneça atento à relação entre as frases, às locuções adverbiais, como: em conseqüência, em primeiro lugar, etc., e aos elementos relacionais, isto é, aqueles que estabelecem conexões entre as idéias, como: todavia, já que, embora, etc. d) leia todos os parágrafos resumidos, para dar uma estrutura adequada ao resumo; e) não critique as idéias do autor, registre apenas o que ele escreveu, sem usar expressões como: segundo o autor, a autor afirmou que; f) o tamanho do resumo pode variar conforme o assunto abordado. É recomendável não ultrapassar vinte por cento da extensão do texto original. Para resumir livros, sugerimos, ainda, outras recomendações: a) leia todo o livro e, já nessa leitura, destaque, em cada capítulo, informações sobre tempo, lugar, nomes e características das personagens; b) releia cada capítulo e faça anotações dos fatos mais significativos;
  13. 13. 11 c) elabore um resumo geral, agrupando toadas as informações de modo claro e coeso; d) não use diálogo, descrições detalhadas, cenas e personagens secundárias. Somente as personagens, os ambientes e as ações mais relevantes devem ser registrados.
  14. 14. 12 3 cm ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 184 p. ! #% & "$ '! ( $ & ) * + + , + + - # . / . +, $ . 0 1 , - + + 1 - / # 2 , 3 4 , + % 1 4 ) 5 4 - 4 6 ! 1 * 5 1 3 cm * / / 2 2 cm + / 0 + 0+ ., 4 4 7 + . ' / 3 8 : 9 - ; < : 0+ = >: & ., 4 4 < : $ 9 4 2 + + ? * 2 4 5 4 @ 3 4 4* 4. + * 2 cm Figura 1 - Exemplo de resumo
  15. 15. 13 2.2 RESENHA A resenha é uma apresentação do resumo de um texto juntamente com a crítica da obra. Segundo Lakatos (1996), Resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na leitura, no resumo e na crítica, formulando, o resenhista, um conceito sobre o valor do livro. [...] a resenha em geral é feita por cientistas que, além do conhecimento sobre o assunto, têm capacidade de juízo crítico. Também pode ser feita por estudantes; neste caso, como um exercício de compreensão e crítica. Para iniciar-se nesse tipo de trabalho, a maneira mais prática seria começar por resenhas de capítulos. (MARCONI; LAKATOS, 1996, p. 211). Para uma melhor compreensão quanto à elaboração de uma resenha, são propostos os seguintes passos: a) primeiramente deve ser indicada a referência da obra, objeto do trabalho acadêmico (livro ou capítulo); b) em um segundo momento, devem ser indicadas informações sobre o/a autor/a (titulação, vida acadêmica, outras obras); c) logo em seguida, um resumo dos tópicos principais, ou seja, as idéias principais da obra, é apresentado. d) após a exposição destes tópicos, segue-se a análise crítica da obra. o/a estudante ou resenhista dialoga com o/a autor/a e avalia o texto (quanto ao conteúdo, quanto a coerência de seus objetivos ou contextualiza as afirmações do autor, dentro do universo histórico ou intelectual); e) outras informações devem ser acrescentadas à resenha, se solicitadas ao/à estudante ou resenhista.
  16. 16. 14 3 cm CUNHA, M. J.; SANTOS, P. (Orgs.). Ensino e pesquisa em português para estrangeiros: programa de ensino e pesquisa em português para falantes de outras línguas (PEPPFOL). Brasília: Edunb, 1999. 122 p. A área de Português para Estrangeiros, doravante PE, é relativamente nova no panorama da Lingüística Aplicada no Brasil. Assim, são poucas as publicações na área e esta é uma obra muito bem vinda, que se junta a outras coletâneas recentemente lançadas em nosso país (vide Almeida Filho & Lombello, 1992, 1997; Almeida Filho, 1995, 1997; Júdice, 1997; Silveira, 1998; dentre outras), com a preocupação de trazer oportunidades para discussão mais aprofundada sobre o assunto, levando-nos a pensar o ensino da língua portuguesa sob outro prisma. Organizado por duas professoras que têm grande experiência acumulada na área, o volume tem por objetivo divulgar trabalhos desenvolvidos em universidades brasileiras com ensino e pesquisa da Língua Portuguesa como língua estrangeira. Os doze capítulos que compõem a obra foram agrupados em 5 partes. 3 cm 2 cm Na primeira parte são apresentadas as experiências das universidades de Brasília (UnB), Rio Grande do Sul (UFRGS) e Bahia (UFBA). No capítulo 1, "Educação de professores/pesquisadores de português como segunda língua", Cunha e Santos apontam a necessidade de formação1 específica para o professor / pesquisador na área de PE na região de Brasília, relatando a integração de ensino/pesquisa e extensão no Programa de Ensino e Pesquisa em Português para Falantes de Outras Línguas (PEPPFOL). As disciplinas de Português para Estrangeiros 1 e 2 são ofertadas regularmente na graduação e abertas a qualquer aluno estrangeiro que esteja matriculado na UnB. Os professores são alunos do curso de Letras, orientados e acompanhados pelas coordenadoras do PEPPFOL. A formação desses professores se dá no contexto de pesquisa-ação, em que os regentes realizam sua prática de ensino, escrevem diários, fazem gravações em áudio e vídeo, participam de reuniões pedagógicas e seminários e analisam materiais didáticos. A percepção de uma dessa regentes é apresentada no capítulo 4, "Programa de Ensino e Pesquisa em Português para Falantes de Outras Línguas: uma experiência complementar à graduação" , que também compõe a primeira parte do livro. 2 cm Figura 2 - Exemplo de resenha (continua) Fonte: Furtoso e Gimenez (2000, p. 443-447)
  17. 17. 15 Continuação 3 cm No capítulo 2, "O Programa de Português para Estrangeiros na UFRGS", Schlatter relata igualmente a situação na UFRGS, onde a área de PE teve início em 1993. A partir de 1994 foram ofertados 3 módulos de Curso de Formação de Professores, bem como Cursos de Português para Estrangeiros, em vários níveis e modalidades. Essas experiências têm servido para a realização de pesquisas sobre aquisição de Português como Língua Estrangeira, incentivado a criação de materiais didáticos e promovido seminários e eventos para troca de experiências no contexto do Mercosul. Na UFBA o enfoque do ensino é português para comunicação, e o capítulo 3, "Relatos sobre experiências do ensino de português para estrangeiros no CEPE/UFBA", de Mendes nos informa a respeito dos conteúdos e materiais empregados nos cursos do Centro de Ensino de Português para Estrangeiros (CEPE) daquela instituição. A parte II do livro concentra-se na discussão sobre o ensino de Português para grupos específicos. No capítulo 5, Santos aborda especificamente o caso de 3 cm alunos falantes de espanhol, e no capítulo 6, Montenegro discorre sobre 2 cm estudantes norte-americanos. Apoiada em pesquisas de interlíngua e fossilização, no capítulo 5, "O ensino de português como segunda língua para falantes de Espanhol: teoria e prática", Santos trata de explicitar metodologia para "evitar que o falante de espanhol ... fossilize a interlíngua tão precocemente". Alunos cuja língua materna seja o espanhol precisam ser expostos a metodologia diferenciada em função da proximidade das duas línguas, ou seja, língua materna e língua-alvo. No capítulo 6, "Curso intensivo de português para estudantes universitários norte-americanos: abordagem e metodologia", Montenegro relata as atividades desenvolvidas nos cursos intensivos de português para estudantes norte- americanos na Universidade Federal do Ceará. Essas atividades procuram abordar as 4 habilidades, porém, sem "rigidez metodológica". Na parte III, "Atividades Específicas para o Ensino de Português para Estrangeiros", Santos e Zilles são responsáveis pelos capítulos 7 e 8, respectivamente. O capítulo 7, "Intercâmbio lingüístico-cultural", de Santos, trata do intercâmbio estabelecido pela UnB, em que os alunos do curso de Letras Estrangeiras conversam com os alunos estrangeiros. Durante cerca de uma hora 2 cm Figura 2 - Exemplo de resenha (contínua) Fonte: Furtoso e Gimenez (2000, p. 443-447)
  18. 18. 16 Continuação 3 cm conversam em português e por mais uma hora na língua nativa do aluno. Esta alternativa substitui o laboratório de línguas. No capítulo 8, "Curso de conversação de português: relato de experiência", Zilles comenta o curso de conversação de 60 horas de duração oferecido pela UFRGS e anexa material desenvolvido para esse fim, organizado em eixos temáticos: experiências pessoais, aspectos do cotidiano, características naturais e culturais do Brasil e problemas da sociedade brasileira. O capítulo 9, de Gomes de Matos, "Os direitos lingüísticos de aprendizes de português como língua estrangeira", compõe a parte IV do livro. Baseado em trabalho anterior sobre direitos humanos e direitos lingüísticos, o autor estabelece os direitos lingüísticos dos aprendizes, na verdade uma lista de concepções sobre como devem ser os cursos: exposição à variedade nacional, acesso a distinções entre fala e escrita, contribuição para estabelecimento do material a ser usado em sala. O aluno terá ainda direito de receber bibliografias comentadas e explicações sobre estrutura e uso da variedade aprendida. 3 cm Na V e última parte, três artigos tratam do Certificado de Proficiência em 2 cm Língua Portuguesa para Estrangeiros (CELPE-Bras). Esses artigos trazem um histórico da comissão encarregada de sua elaboração e os pressupostos que o embasam. Com um enfoque comunicativo, o exame tem como principais características a ênfase na comunicação/interação, avaliando a competência do candidato por meio de tarefas e conteúdos autênticos/contextualizados. O CELPE- Bras, um dos fatores que têm fortalecido a área do ensino de Português para Falantes de Outras Línguas, foi muito bem lembrado nessa obra. Os artigos que abordam esse assunto são de grande relevância, pois até o momento o CELPE- Bras era apenas mencionado em outros artigos, deixando ainda implícita a contribuição que o mesmo proporcionaria à área. O grande mérito deste livro é trazer relatos de experiências que ajudam a mapear o ensino de PE no Brasil, com contribuições distribuídas geograficamente, o que garante abrangência na cobertura do que se faz atualmente na área. Entretanto, revela também a escassez de pesquisas sistemáticas sobre a aquisição/aprendizagem de PE em contextos formais. Desta forma, enquanto tomamos conhecimento de como anda o ensino de PE, pouco sabemos sobre qual a eficácia dos vários métodos e materiais didáticos empregados nos cursos relatados. O livro parece ser relevante no sentido de sugerir tópicos para futuras 2 cm Figura 2 - Exemplo de resenha Fonte: Furtoso e Gimenez (2000, p. 443-447)
  19. 19. 17 Continuação 3 cm pesquisas. A formação de professores, por exemplo, é uma a ser explorada, dada a contemporaneidade do interesse despertado para a área. A obra, como um todo, nos fornece um quadro a respeito de PE, que tem recebido forte influência do ensino e pesquisa de outras línguas estrangeiras, particularmente o inglês, com história acumulada de pesquisas em salas de aula. A área poderia igualmente se beneficiar de discussões sobre segunda língua e língua estrangeira, travadas no âmbito do ensino de língua inglesa. A escolha do termo para designar a área não é uma questão menor, tendo em vista que a adoção de um ou outro termo (segunda língua, língua estrangeira) pode incluir ou excluir contextos de educação bilíngüe, especialmente em comunidades indígenas, que mais recentemente se tornaram foco de pesquisas na área de Lingüística Aplicada. Certamente, o fluxo de comunicação entre pesquisadores de ensino de línguas estrangeiras e de educação bilíngüe deverá ser benéfico para o fortalecimento de pesquisas e referenciais que enriquecerão a área de PE. O livro Ensino e Pesquisa em Português para Estrangeiros nos permite vislumbrar alguns 3 cm direcionamentos futuros, colaborando, dessa maneira, para o fortalecimento da 2 cm área que se ocupa de estudos sobre a língua portuguesa para falantes de outras línguas. REFERÊNCIAS ALMEIDA FILHO, J. C. P. (Org.). Português para estrangeiros: interface com o Espanhol. Campinas: Pontes, 1995. _____. Parâmetros atuais para o ensino de Português: língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1997. ALMEIDA FILHO, J.C.P.; LOMBELLO, L (Orgs.). Identidade e caminhos no ensino de português para estrangeiros. Campinas: Pontes,1992. _____. O ensino de português para estrangeiros: pressupostos para o planejamento de cursos e elaboração de materiais. 2. ed. Campinas: Pontes, 1997. JÚDICE, N. (Org.). O ensino de português para estrangeiros. Niterói: EDUFF, 1997. SILVEIRA, R. C. P. da (Org.) Português língua estrangeira: perspectivas. São Paulo: Cortez, 1998. 1 As autoras utilizam o termo educação ao invés de formação por entenderem que este último subentende uma habilitação formal como a graduação no curso de Letras. 2 cm Figura 2 - Exemplo de resenha Fonte: Furtoso e Gimenez (2000, p. 443-447)
  20. 20. 18 2.3 ARTIGO CIENTÍFICO Um artigo científico costuma ter uma estrutura considerada padrão. No entanto, antes de submeter qualquer artigo a um periódico, deve-se verificar quais as regras estabelecidas pelo mesmo. Estas regras costumam estar à disposição no início ou no final do periódico e, se o periódico possuir uma página na web, estas regras estarão lá disponibilizadas. Um artigo científico pode ser (a) original que consiste na publicação de resultados de uma pesquisa ou, (b) de revisão que compreende a análise de pesquisas e documentos já publicados. Conforme a NBR 6022 (2003, p. 2) “um artigo científico é parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas e processos e resultados nas diversas áreas de conhecimento.” 2.3.1 Elementos pré-textuais São considerados elementos pré-textuais de um artigo científico: a) Título, e subtítulo (se houver); b) Nome(s) do(s) autor(es); c) Resumo na língua do texto; d) Palavras-chave na língua do texto. 2.3.2 Elementos textuais São considerados elementos textuais de um artigo científico: a) Introdução: na introdução deve-se expor uma visão geral do tema abordado. Deve constar dos seguintes itens: (a) o objeto do estudo; (b) o ponto de vista que foi abordado; (c) trabalhos que abordam o tema e, (d) as justificativas do tema, o
  21. 21. 19 problema da pesquisa, a hipótese do estudo, o objetivo pretendido, o método utilizado e os resultados; b) Desenvolvimento: caracteriza-se como a parte principal do trabalho, deve ser apresentado o referencial teórico, a metodologia, os resultados e a discussão do trabalho; c) Conclusão: nesta parte do artigo deve-se responder às questões da pesquisa de acordo com os objetivos e hipóteses, apresentar recomendações e sugestões para próximas pesquisas. 2.3.3 Elementos pós-textuais São considerados elementos pós-textuais de um artigo científico: a) título, e subtítulo (se houver) em língua estrangeira; b) resumo em língua estrangeira; c) palavras-chave em língua estrangeira; d) nota(s) explicativa(s); e) referências; f) glossário; g) apêndice(s); h) anexo(s). 2.4 PROJETO DE PESQUISA Conforme a NBR 15287 (2005, p.1) o projeto de pesquisa “compreende uma das fases da pesquisa. É a descrição da sua estrutura.” 2.4.1 Elementos pré-textuais
  22. 22. 20 Os elementos pré-textuais que englobam o projeto de pesquisa: capa (obrigatório), lombada (opcional), folha de rosto (obrigatório), listas de ilustrações (opcional), listas de tabelas (opcional), listas de abreviaturas e siglas (opcional), listas de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório). Estes elementos devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado na seção 3.1, com exceção da folha de rosto, cujo exemplo (figura 3) encontra-se abaixo.
  23. 23. 21 3 cm NOME DO AUTOR TÍTULO E SUBTÍTULO (SE HOUVER) 3 cm 2 cm Tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade a que deve ser submetida. PORTO ALEGRE 2005 2 cm Figura 3 - Exemplo de folha de rosto de projeto de pesquisa
  24. 24. 22 2.4.2 Elementos textuais Os elementos da parte textual do projeto de pesquisa registram o conteúdo na introdução e no desenvolvimento. A introdução apresenta o tema do projeto, o problema de pesquisa a ser investigado, hipóteses, quando couber(em), os objetivos (geral e específicos) a serem atingidos e a justificativa da escolha, explicando, sua importância. O desenvolvimento abrange a identificação do referencial teórico do estudo, os procedimentos metodológicos, recursos e cronograma das atividades. 2.4.3 Elementos pós-textuais Os elementos pós-textuais do projeto de pesquisa contemplam os seguintes elementos: referências (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional). Estes elementos devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado na seção 3.3. 2.5 RELATÓRIO DE ESTÁGIO É o documento que visa apresentar a descrição do local onde foi realizado o estágio, o período de duração e as atividades desenvolvidas pelo estagiário. 2.5.1 Elementos pré-textuais São considerados elementos pré-textuais de um relatório de estágio: capa (obrigatório), lombada (opcional), folha de rosto (obrigatório), errata (opcional), folha de aprovação (obrigatório), dedicatória(s) (opcional), agradecimento(s) (opcional),
  25. 25. 23 epígrafe (opcional), resumo na língua vernácula (obrigatório), resumo em língua estrangeira (obrigatório), listas de ilustrações (opcional), listas de tabelas (opcional), listas de abreviaturas e siglas (opcional), listas de símbolos (opcional) e sumário (obrigatório). Estes elementos devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado na seção 3.1, com exceção da folha de rosto, cujo exemplo (figura 4) encontra-se abaixo.
  26. 26. 24 3 cm NOME DO AUTOR TÍTULO DO RELATÓRIO 3 cm 2 cm Relatório de Estágio Curricular I apresentado a Disciplina ________ do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura do Centro Universitário Metodista IPA. PORTO ALEGRE 2005 2 cm Figura 4 - Exemplo de folha de rosto de relatório de estágio
  27. 27. 25 2.5.2 Elementos textuais Os elementos que compõem a parte textual do relatório de estágio são: introdução, referencial teórico, procedimentos metodológicos (opcional), desenvolvimento do estágio e conclusão e sugestões. 2.5.2.1 Introdução A parte introdutória abre o relatório propriamente dito, devendo conter os seguintes itens: a) caracterização do local de estágio: deverá conter um histórico do local de estágio e suas principais áreas de atuação. Nos últimos parágrafos, o(a) estagiário(a) deverá apresentar de forma mais detalhada o setor/departamento onde desenvolveu seu estágio citando de forma pontual as atividades desenvolvidas. Síntese da carga horária semanal: nesta etapa deverá ser relacionada a carga horária das atividades desenvolvidas em ordem semanal, indicando a data e o número de horas trabalhadas em cada período. b) objetivo geral e específicos; c) justificativa; d) organização do estudo. 2.5.2.2 Referencial teórico O referencial teórico é uma parte destinada a realizar um levantamento da literatura nacional e estrangeira existente sobre o tema a ser estudado.
  28. 28. 26 2.5.2.3 Procedimentos metodológicos (opcional) Os procedimentos metodológicos, segundo Gil (1995, p. 70), “refere-se ao planejamento da mesma em sua dimensão mais ampla”, ou seja, neste momento o investigador estabelece os meios técnicos da investigação prevendo-se os instrumentos e procedimentos necessários utilizados para a coleta de dados. O procedimento metodológico apresenta os seguintes elementos: caracterização da pesquisa, delimitação da pesquisa, técnicas e instrumentos de coleta de dados e técnicas de análise dos dados. 2.5.2.4 Desenvolvimento do estágio As atividades desenvolvidas no estágio deverão ser redigidas em forma de texto e para melhor organização das informações pode-se subdividir o texto em sub- seções. 2.5.2.5 Conclusão e sugestões Descrever sobre a importância do estágio realizado para a sua formação, as dificuldades encontradas na realização do estágio e finalizar com comentários, apresentando sugestões. 2.5.3 Elementos pós-textuais
  29. 29. 27 Consideram-se como elementos pós-textuais: referências (obrigatório), glossário (opcional), apêndice (opcional), anexo (opcional), índice (opcional) e documentação do estágio, que devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado nas seções 3.3 e 4 deste manual. 2.6 RELATÓRIO DE PESQUISA É o documento que visa apresentar a descrição do local onde foi realizados a pesquisa, o período de duração e as atividades desenvolvidas. O relatório de pesquisa compreende: elementos pré-textuais, textuais (introdução, material e métodos, resultados, discussão, perspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho) e pós-textuais. 2.6.1 Elementos pré-textuais Considera-se como elementos pré-textuais: capa (obrigatório); folha de rosto (obrigatório) e o sumário. Estes elementos devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado na seção 3.1, com exceção da capa, cujo exemplo (figura 5) encontra-se abaixo. 2.6.1.1 Capa
  30. 30. 28 Elemento obrigatório. É a cobertura externa de papel contendo os seguintes elementos: a) nome da Instituição responsável, com subordinação até o nível de autoria (centralizado); b) título do projeto ao qual o relatório está vinculado (centralizado); c) Nome da pessoa que elaborou o relatório d) Nome do orientador e) Vigência: a qual período o relatório se refere; f) local: da entrega do relatório; g) mês - ano: da entrega do relatório.
  31. 31. 29 3 cm CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA CURSO DE FISIOTERAPIA Nome do autor 3 cm TÍTULO DO PROJETO 2 cm Vigência: maio/2005 a dezembro/2005 PORTO ALEGRE 2005 2 cm Figura 5 - Exemplo de capa de relatório de pesquisa
  32. 32. 30 2.6.1.2 Agradecimentos É um elemento opcional em que o autor faz agradecimentos a quem tenha contribuído para a realização do estágio. Um exemplo de agradecimentos pode ser visualizado no item 3.1.7. 2.6.1.3 Sumário O sumário é um elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas dos respectivos números de páginas. Havendo mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo. Um exemplo de sumário pode ser visualizado no item 3.1.12. 2.6.2 Elementos textuais Os elementos que compõem a parte textual do relatório são: introdução, material e métodos, resultados, discussão, perspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho. 2.6.2.1 Introdução Deve apresentar em forma de texto a situação problema acompanhada da relevância científica e social que justifique tal questionamento, o referencial teórico que fundamenta o trabalho, hipóteses e/ou questões norteadoras (dependendo do tipo de pesquisa).
  33. 33. 31 2.6.2.2 Material e métodos Apresentar os procedimentos metodológicos de abordagem e tipologia de pesquisa , características da amostra, as técnicas de coleta e análise dos dados. O instrumento de coleta de dados (formulário de entrevista, questionário, escalas entre outros) devem ser apresentados em anexo. Descrição detalhada do treinamento para aplicação da técnica de coleta de dados e a aplicação da mesma. As ilustrações (tabelas, gráficos, figuras) quando ultrapassarem uma página, deve ser apresentada em anexo. 2.6.2.3 Resultados Esta é a parte mais extensa do relatório por apresentar descritiva e separadamente os resultados, a análise e interpretação desses dados. A interpretação dos dados deve ser fundamentada no referencial teórico apresentado anteriormente. 2.6.2.4 Conclusão e sugestões De forma objetiva e breve, a conclusão deriva da interpretação dos dados e por isso mesmo fundamentada no referencial teórico proposto, respondendo as questões norteadoras inicialmente mencionadas e indo além com a contribuição galgada na verve crítica dos pesquisadores.
  34. 34. 32 2.6.3 Elementos pós-textuais Consideram-se como elementos pós-textuais: referências e anexos, que devem ser formatados conforme modelo institucional detalhado nas seções 3.3 deste manual 2.7 MONOGRAFIA De acordo com a NBR 14724 (2005), a Monografia e Similares são documentos que representam o resultado de um estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido e deve ser emanado de uma disciplina, módulo, curso, programa e outros ministrados. Pode ser desenvolvido no nível de graduação ou de pós-graduação, sempre sob a coordenação de um orientador. São considerados monografia: trabalhos de conclusão de curso (TCCs), trabalho de graduação interdisciplinar (TGI), trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento e outros. A elaboração desse tipo de trabalho acadêmico varia de acordo com a finalidade e a função a que se destina, a parte textual é dividida em etapas (seções) para facilitar a sua realização. Os elementos que devem constar no trabalho se dividem em elementos essenciais, que não podem faltar, e opcionais, que não são obrigatórios. 2.8 DISSERTAÇÃO Uma dissertação é um texto que se caracteriza pela defesa de uma idéia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um determinado assunto. “Representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com
  35. 35. 33 objetivo de reunir, analisar e interpretar informações.” (NBR 14724, 2005, p. 2) Normalmente é utilizada como trabalho final de um Curso stricto sensu de Mestrado que busca relatar a pesquisa desenvolvida durante o período 2.9 TESE A tese consiste no relato de uma pesquisa necessária para a obtenção do grau de doutor resultante de um curso de Doutorado, stricto sensu. A tese deve ser “resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado” (NBR 14724, 2005). Também deve revelar a capacidade de seu autor incrementar a área de conhecimento que foi alvo de seus estudos, fornecer uma descoberta ou contribuição para a ciência e se pressupõe um trabalho original. A tese deve trazer uma discussão acompanhada de argumentação consistente que culmina na descoberta de soluções para as questões postas no início da pesquisa.
  36. 36. 34 3 ESTRUTURA DE MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES A estrutura de monografia, dissertação ou tese compreende: elementos pré- textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais. A figura XX apresenta os itens do trabalho acadêmico na ordem que devem ser colocados. Figura 6 - Estrutura dos trabalhos acadêmicos Fonte: Ferreira, Resende e Pataco (2003 apud PATACO; VENTURA; RESENDE, 2004, p. 35)
  37. 37. 35 3.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 3.1.1 Capa impressa A capa é um elemento obrigatório, que tem a finalidade de identificar e proteger o trabalho. As informações contidas na capa devem aparecer na seguinte ordem: a) nome da instituição (opcional) b) título do estudo c) subtítulo, se houver d) número de volume (se houver mais de um, deve constar em cada capa a especificação do volume) e) nome do autor f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado g) ano de elaboração do trabalho
  38. 38. 36 3 cm CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA Nome do autor 3 cm TÍTULO E SUBTÍTULO (SE HOUVER) 2 cm PORTO ALEGRE 2005 2 cm Figura 7 - Exemplo de capa de monografia
  39. 39. 37 3.1.2 Folha de rosto A folha de rosto deve apresentar os seguintes elementos: a) nome do autor; b) título principal; c) subtítulo precedido de dois pontos (se houver); d) número de volumes (se houver mais de um deve constar na folha de rosto, a especificação do respectivo volume); e) indicação da natureza do trabalho acadêmico (TCC, dissertação, monografia, etc) e objetivo (grau pretendido, aprovação, etc), nome da instituição a que é submetido e área de concentração; f) nome do orientador e, se houver, do co-orientador; g) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; h) ano de depósito entrega. A seguir serão apresentados modelos de notas para a folha de rosto dos trabalhos acadêmicos: a) Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em _____________ do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do grau de Doutor em ________________. b) Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em _____________ do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em ________________. c) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de ____________ do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em ________________. d) Relatório de Estágio apresentado ao Curso de ____________ do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em ________________.
  40. 40. 38 e) Trabalho de graduação apresentado à Disciplina _____________ do Curso de ___________ do Centro Universitário Metodista IPA, como requisito parcial para a obtenção de nota.
  41. 41. 39 3 cm NOME DO AUTOR TÍTULO E SUBTÍTULO (SE HOUVER) 3 cm 2 cm Trabalho de Conclusão de Curso do Curso Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do grau em Bacharel em Publicidade e Propaganda. Orientador(a): Ciclano de tal PORTO ALEGRE 2005 2 cm Figura 8 - Exemplo de folha de rosto
  42. 42. 40 3.1.3 Verso da folha de rosto No verso da folha de rosto deve conter a ficha catalográfica conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. Esta ficha é elaborada por um profissional de biblioteconomia
  43. 43. 41 3 cm 3 cm 2 cm V171c Visentini, Gustavo Espindola Comunicação em Massa./Gustavo Espindola Visentini. - Porto Alegre, 2006 375 f.: il. Trabalho de Conclusão de Curso (Publicidade e Propaganda). Centro Universitário Metodista – IPA, Porto Alegre, 2006. Bibliografia: f. 368-370. 1. Comunicação em massa, Brasil. I. Título CDD 659.8 2 cm Figura 9 - Exemplo de ficha catalográfica
  44. 44. 42 3.1.4 Errata É um elemento opcional que deve ser inserido logo após a folha de rosto. Deve conter a indicação de páginas e de linhas que, eventualmente, apresentem erros no corpo do trabalho, depois que este foi impresso conforme o modelo.
  45. 45. 43 3 cm ERRATA Folha Parágrafo Linha Onde se lê Leia-se 08 02 15 teste texto 09 03 12 comunicação comunicador 10 05 21 movimentação movimento 3 cm 2 cm 2 cm Figura 10 - Exemplo de errada
  46. 46. 44 3.1.5 Folha de aprovação A folha de aprovação é colocada após a folha de rosto e deve conter o nome do autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. A data da aprovação e assinaturas dos membros componentes da banca examinadora são colocadas após a aprovação do trabalho.
  47. 47. 45 3 cm NOME DO AUTOR TÍTULO E SUBTÍTULO (SE HOUVER) Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado e aprovado para a obtenção do grau de Bacharel no Curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Metodista IPA. 3 cm 2 cm Porto Alegre, 12 de abril de 2005. Prof. Fulano de Tal, Ph.D. Coordenador do Curso Apresentada à banca examinadora integrada pelos professores(as) Prof. Beltrano de Tal Prof. Ciclano de Tal Centro Universitário Metodista IPA Centro Universitário Metodista IPA Prof. Ciclano da Silva Prof. Fulano de Souza Centro Universitário Metodista IPA Centro Universitário Metodista IPA 2 cm Figura 11 - Exemplo de folha de aprovação
  48. 48. 46 3.1.6 Dedicatória Página opcional onde o autor presta uma homenagem ou dedica a alguém o trabalho. Deve vir imediatamente após a folha de rosto.
  49. 49. 47 3 cm 3 cm 2 cm Dedico este trabalho aos meus filhos Fulana, Beltrana e ao meu marido, Ciclano por todo apoio. 2 cm Figura 12 - Exemplo de dedicatória
  50. 50. 48 3.1.7 Agradecimentos É um elemento opcional que deve ser colocado após a dedicatória, em que o autor faz agradecimentos a quem tenha contribuído para a realização do trabalho.
  51. 51. 49 3 cm AGRADECIMENTOS Ao meu orientador, Fulano de Tal, por todo o suporte. A Ciclano de Tal, pelo apoio na coleta do material e pelas idéias que tanto contribuíram para este trabalho. 3 cm 2 cm 2 cm Figura 13 - Exemplo de agradecimento
  52. 52. 50 3.1.8 Epígrafe É um elemento opcional, colocado após os agradecimentos. É a citação de um pensamento relacionado ao escopo do trabalho. Pode também aparecer no início das seções primárias. A palavra epígrafe não deve aparecer como título.
  53. 53. 51 3 cm 3 cm 2 cm Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. Albert Einstein 2 cm Figura 14 - Exemplo de epígrafe
  54. 54. 52 3.1.9 Resumo em língua vernácula Segundo a NBR 14724 (2005) o resumo é um elemento obrigatório que deve conter frases concisas e objetivas, devendo ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. O resumo não deve ultrapassar 500 palavras e deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho (palavras-chaves). Um resumo em língua vernácula é apresentado no item 2.1 (exemplo de resumo).
  55. 55. 53 3 cm RESUMO RIGO, Julio César; RIGO, Juliana Ferrari de Oliveira; FARIA, Breno Cezar et al. Demência reversível e quedas associadas ao biperideno. Rev. Psiquiatr. Clín, v. 33, n. 1, p. 24-27, 2006. As drogas anticolinérgicas podem causar efeitos adversos, mais freqüentemente nos pacientes idosos. Relatamos um caso de demência reversível e quedas, associadas ao uso de biperideno. A paciente, com 82 anos, foi admitida em lar geriátrico devido a quedas freqüentes no domicílio, acentuado déficit cognitivo, tremores de extremidades ao movimento e perda de autonomia. Na verdade, era portadora de tremor essencial, que foi confundido com doença de Parkinson e tratado com biperideno; posteriormente, desenvolveu déficit cognitivo que foi 3 cm erroneamente diagnosticado como demência do tipo Alzheimer. Após 2 cm submeter-se à avaliação especializada, foi suspensa a droga anticolinérgica e houve reversão completa do quadro demencial; o tremor essencial foi controlado com uso de propranolol. Ao avaliar um paciente com déficit cognitivo, o clínico deve descartar possíveis causas de demência reversível, em especial, o grupo das iatrogênicas. Palavras-chaves: Biperideno. Demência reversível. Drogas anticolinérgicas. Idoso. Quedas. 2 cm Figura 15 - Exemplo de resumo em língua vernácula Fonte: Rigo, Rigo e Faria (2006, p. 24)
  56. 56. 54 3.1.10 Resumo em língua estrangeira É um elemento obrigatório, que consiste na tradução do resumo em língua vernácula para idioma de divulgação internacional. Também deve ser seguido de palavras representativas do conteúdo do trabalho, na língua utilizada. Um resumo em língua estrangeira é apresentado na figura 16. Exemplo: Em inglês: Abstract Em espanhol: Resumen Em francês: Résumé Em italiano: Sommario
  57. 57. 55 3 cm ABSTRACT RIGO, Julio César; RIGO, Juliana Ferrari de Oliveira; FARIA, Breno Cezar et al. Reversible dementia and falls associated with biperiden. Rev Psiquiatr Clín, v. 33, n. 1, p. 24-27, 2006. Anticholinergic drugs may cause adverse effects, more often in the aged patients. We describe a case of reversible dementia and falls, associated with the use of biperiden. The patient was an 82-year old woman, admitted in a geriatric home because of frequent falls at home, progressive cognitive deficit and tremor of extremities with movement, in addition to remarkable loss of autonomy. As a matter of fact, she presented an essential tremor, which was mistakenly diagnosed as Parkinson disease and treated with biperiden; furthermore, she developed a drug-induced 3 cm cognitive deficit, erroneously interpreted as Alzheimer disease. After 2 cm submitted to the specialized evaluation, the anticholinergic drug was discontinued and there was a complete improvement of cognition changes; the essential tremor is under control with use of propranolol. When evaluating a patient with cognitive deficit, the clinician must discard possible causes of reversible dementia, especially the iatrogenic group. Keywords: Biperiden. Reversible dementia. Anticholinergic drugs. Aged. Falls. 2 cm Figura 16 - Exemplo de resumo em língua estrangeira Fonte: Rigo, Rigo e Faria (2006, p. 24)
  58. 58. 56 3.1.11 Listas Segundo a NBR 14724 (2005) as listas são elementos opcionais, que devem ser elaborados de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por ser nome específico (tabela, gráficos, esquemas, fluxogramas, fotografias, etc), com cada item designado por ser nome específico, acompanhado do respectivo número da página. As listas devem seguir a seguinte ordem no trabalho: lista de ilustrações (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros), lista de tabelas, lista de abreviaturas, siglas e símbolos.
  59. 59. 57 3 cm LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Avaliação nutricional de pacientes hospitalizados por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica .....................................................................12 Gráfico 2 – Índice de massa corporal médio em diferentes faixas etárias ....................................................................................................................36 Gráfico 3 – Fatores que influenciam o estado nutricional ....................................................................................................................47 3 cm 2 cm 2 cm Figura 17 - Exemplo de lista de gráficos
  60. 60. 58 3 cm LISTA DE ABREVIATURAS APO, APOS: apolipoproteína (s) APOE: apolipoproteína E bp, pb: pares de base CARE: Cholesterol and Recurrent Events trial CETP: proteína transferidora de ésteres de colesterol CK, CPK: creatina quinase ou creatina fosfoquinase cM: centimorgan CYP, CYP450: citocromo P450 DAC: doença arterial coronariana FR: fatores de risco 3 cm HDL, HDL-c: lipoproteína de alta densidade 2 cm HHS = Helsinki Heart Study 2 cm Figura 18 - Exemplo de lista de abreviaturas
  61. 61. 59 3.1.12 Sumário O sumário é um elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas dos respectivos números de páginas. Havendo mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo.
  62. 62. 60 3 cm SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 3 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA..................................................................4 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA..................................................................5 1.2.1 Objetivo geral.....................................................................................5 1.2.2 Objetivos específicos........................................................................5 1.3 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA............................................................6 1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO...............................................................7 2 REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................8 2.1 DESENVOLVIMENTO DA TÉCNICA DA IMUNOFLUORESCÊNCIA...9 2.2 IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA NOS PÊNFIGOS.........................10 3 cm 3 PROCEDIMENTOS METODÓLOGICOS................................................11 2 cm 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA...................................................11 3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA............................................................12 3.3 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS.................12 3.4 TÉCNICAS DE ANÁLISE DOS DADOS..............................................12 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO DA PESQUISA....................................13 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES...............................................................14 REFERÊNCIAS..........................................................................................15 APÊNDICE A – Questionário...................................................................16 ANEXO A – Layout....................................................................................16 2 cm Figura 19 - Exemplo de sumário
  63. 63. 61 3.2 ELEMENTOS TEXTUAIS A estrutura básica do trabalho acadêmico conta com elementos textuais, que variam de acordo com a natureza do trabalho e da metodologia utilizada. Os pontos principais são a introdução, o desenvolvimento e conclusão. Esta parte do trabalho científico é normalmente dividida em seções ou capítulos, e ainda em subseções. Cada seção primária deve ser iniciada em uma nova folha. O texto ou corpo do trabalho apresenta maior ou menor número de seções de acordo com a sua finalidade, sempre respeitando uma seqüência lógica na abordagem do tema. Todas a referências utilizadas para elaboração do texto deverão ser citadas conforme as normas deste manual. 3.2.1 Introdução A Introdução, primeiro capítulo da monografia, deve dar uma visão preliminar do assunto que será o objeto da pesquisa. Expõe o que já foi escrito sobre o tema, destacando a relevância e o interesse da pesquisa desenvolvida. Deve esclarecer as intenções do autor, enunciar o problema, sua hipótese e o desenvolvimento de raciocínio que será adotado. A introdução deve constar os seguintes itens: a) apresentação geral do tema do trabalho; b) definir sucinta e objetivamente o assunto abordado; d) delimitar os pontos que serão abordados no trabalho; e) indicar o problema de pesquisa; f) apontar os objetivos (geral e específicos) da pesquisa; g) apresentar a justificativa e relacionar a relevância do trabalho e sua relação com outros da mesma área; h) apresentar a organização do estudo.
  64. 64. 62 3.2.2 Desenvolvimento O Desenvolvimento é a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e detalhada do assunto. Divide-se em seções e subseções que variam em função da abordagem do tema e do método. Alguns itens do desenvolvimento: a) Referencial teórico: trata-se da apresentação do histórico da evolução científica do assunto abordado. Este item demonstra a utilidade da pesquisa, seja cobrindo lacunas existentes na literatura, seja reforçando trabalhos já realizados que necessitem de confirmação ou continuação. b) Procedimentos metodológicos: neste item define onde e como será realizada a pesquisa. Definirá o tipo de pesquisa, a população estudada (universo da pesquisa), a amostragem, considerações éticas (quando envolve estudos de seres humanos), os instrumentos de coleta de dados e a forma como pretende tabular e analisar seus dados. Nenhum resultado deverá ser incluído neste capítulo. Este item divide-se em: caracterização da pesquisa, delimitação da pesquisa, técnicas e instrumentos de coleta de dados e técnicas de análise dos dados. c) Resultados: deve conter a apresentação sistemática dos resultados obtidos, sem interpretações pessoais. Para facilitar a compreensão, o texto deste item pode ser complementado por tabelas e gráficos. Nos resultados são apresentados apenas os resultados; a confrontação com outros trabalhos deverá ser feita na Discussão. d) Discussão: este item análise, interpreta, crítica e compara os resultados da pesquisa com os já existentes sobre o assunto abordado na literatura. Devem ser apresentados pontos como um resumo dos resultados, apresentação de princípios, relações e generalizações que os resultados indicam, apresentar aspectos não resolvidos no trabalho, apresentar as aplicações práticas do trabalho, interpretar eventuais concordâncias e discordâncias com outros autores, destacando os próprios resultados. A discussão deve fornecer elementos para a conclusão. 3.2.3 Conclusão e sugestões
  65. 65. 63 É a parte final do texto. Esta seção do trabalho deve obedecer alguns critérios: a) apresentação direta, concisa, lógica e fundamentada nos resultados obtidos; b) deve ser decorrente da pesquisa realizada; c) deve ser formulada para responder os objetivos propostos pela pesquisa. 3.2.4 Organização dos elementos textuais A seguir será exemplificada a organização dos elementos textuais no trabalho acadêmico: 1 INTRODUÇÃO 1.1 O PROBLEMA DE PESQUISA 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA 1.2.1 Objetivo geral 1.2.2 Objetivos específicos 1.3 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DA PESQUISA 1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO 2 REFERENCIAL TEÓRICO 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA 3.3 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 3.4 TÉCNICAS DE ANÁLISE DOS DADOS 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO DA PESQUISA 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES 3.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
  66. 66. 64 3.3.1 Referências Elemento obrigatório, que pode ser definido como o conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de documentos citados no corpo do texto, que permite sua identificação individual e, se necessária, a localização em livrarias e bibliotecas. A NBR 6023 (2002) fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação da informação originada do documento e/ou outras fontes de informação. A formatação das referências é definida e exemplificada na seção 4 deste manual. 3.3.2 Glossário Elemento opcional. Elaborado em ordem alfabética. O glossário é uma relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto acompanhadas das respectivas definições. 3.3.3 Apêndice Elemento opcional. Os apêndices são suportes educativos ou ilustrativos, não essenciais para a compreensão do texto. Devem ser identificados por letras maiúsculas seguidas por travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo APÊNDICE A – Jogos infantis para ensino fundamental 3.3.4 Anexos
  67. 67. 65 Elemento opcional do trabalho monográfico, que consiste em um texto ou documento que serve de fundamentação, comprovação ou ilustração. Deve ser identificados por letras maiúsculas, seguidas de travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo: ANEXO A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 3.3.5 Índice Elemento opcional, que funciona como um guia em trabalhos mais longos. Permite a fácil localização de itens que não estejam no sumário. 3.4 CAPA PARA CD-ROM A capa de CD-ROM deve conter dados que permitam a correta identificação do trabalho acadêmico, tais como, nome do autor, título do documento, etc.
  68. 68. 66 FULANO DE TAL – TCC – PORTO ALEGRE - 2006 BIBLIOTECA CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA Fulano de Tal TÍTULO E SUBTÍTULO (SE HOUVER) Autorizo a divulgação deste Trabalho de Conclusão na Biblioteca Digital do Centro Universitário Metodista IPA. Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Metodista IPA como requisito parcial para obtenção do _________________________________ grau em Bacharel em Publicidade e Propaganda. Autor do TCC Orientador(a): Ciclano de Tal PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE 2006 2006 Figura 20 - Modelo de capa para o CD-ROM
  69. 69. 67 4 CITAÇÕES NO CORPO DO TEXTO E ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS 4.1 CITAÇÕES Citações são trechos retirados de documentos consultados para a elaboração do trabalho acadêmico. Devem ser relevantes e contribuir para a fundamentação teórica do trabalho. Ao redigir um texto, deve-se sempre citar, obrigatoriamente, o autor e o ano da obra consultada. Segundo a NBR 10520 (2002), as citações são classificadas como: citação direta, citação indireta ou citação de citação. 4.1.1 Citação direta É a transcrição literal de um texto ou parte de um texto de um documento consultado. Nesse caso, é obrigatório colocar o número da página consultada. As citações diretas podem ser curtas (até três linhas) ou longas (mais de três linhas). 4.1.1.1 Citação curta (até três linhas) Deve ser inserida no parágrafo, entre aspas duplas. No caso de parte da citação estar entre aspas no texto original, deve-se utilizar aspas simples (apóstrofo) neste trecho, pois se trata de citações ou conceitos de outros autores. Exemplos: Segundo Souza e Silva (2004, p. 15), “a natureza deve ser mantida com o uso de recursos financeiros próprios” “A natureza deve ser mantida com o uso de recursos financeiros próprios”. (SOUZA;SILVA, 2004, p. 15).
  70. 70. 68 4.1.1.2 Citação longa (com mais de três linhas) Deve ser apresentada destacada do texto, deixando-se um espaço para iniciar a transcrição da citação. A citação deve estar recuada 4 cm da margem esquerda, em fonte similar a do texto, mas com tamanho 10 e espacejamento simples entre linhas. Para recomeçar o texto normal, deixa-se outro espaço em branco. Exemplo: Quanto à análise de projetos comerciais Lapponi (2003) afirma que: O projeto 1 inicia o desenvolvimento do primeiro modelo das operações comerciais com margem bruta sobre o preço apresentando todos os resultados com duas células, uma para todos os resultados desejados e a outra para o título que identifica esse resultado. Na primeira parte do projeto, foram definidos o layout e as especificações do modelo (LAPPONI, 2003, p. 59). A atividade proposta pelo projeto 1 destaca a importância do tema. Para omitir trechos dispensáveis ao entendimento da citação e que não alteram o relatado pelo autor, utilizam-se colchetes e reticências [...] a fim de indicar a supressão. Exemplo: Quanto à análise de projetos comerciais Lapponi (2003) afirma que: O projeto 1 inicia o desenvolvimento do primeiro modelo das operações comerciais com margem bruta sobre o preço apresentando todos os resultados com duas células [...]. Na primeira parte do projeto, foram definidos o layout e as especificações do modelo (LAPPONI, 2003, p. 59). A atividade proposta pelo projeto 1 destaca a importância do tema. Em casos de interpolações, comentários, ênfase ou destaques devem ser indicados do seguinte modo: a) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ] b) ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico.
  71. 71. 69 4.1.2 Citação indireta É a transcrição livre do texto, ou seja, usa-se a idéia do autor sem utilizar as mesmas palavras da fonte original. Neste tipo de citação, as aspas não são utilizadas, mas mesmo assim deve-se citar a fonte, com sobrenome do(s) autor(es) e data da publicação. Não é obrigatório colocar o número da página da qual foram extraídas as idéias, mas se o autor o faz deve repetir o procedimento em todas as citações. Exemplo: De acordo com Lapponi (2003), as operações comerciais podem ser apresentadas conforme o projeto 1, que determina os resultados de margem bruta e preços para cada situação. 4.1.3 Citação de citação É a transcrição de um trecho de um documento do qual se teve conhecimento por meio de uma segunda fonte, sem ter acesso ao original. Geralmente ocorre nos casos de edições esgotadas de livros antigos, cujo acesso é difícil. Ao realizar este tipo de citação, deve-se certificar que a interpretação e as conseqüentes afirmações feitas pela fonte secundária (consultada por você) em relação à obra original são fidedignas ao texto original. Este tipo de citação obedece a seguinte ordem: sobrenome(s) do(s) autor(es) original(is), separados pela letra “e”, seguidos da data de publicação, termo citado por ou apud (do latim, significa “citado) e sobrenome(s) do(s) autor(es) e data da fonte estudada, redigidas dentro de parênteses. Exemplo para citação de citação direta:
  72. 72. 70 Antunes (2001, p.19 apud GONZAGA; FREITAS, 2003, p. 31), em relação ao movimento como forma de comunicação afirma: “Consideramos a motricidade, a linguagem e a linguagem escrita como formas de expressão, [...]”. Exemplo para citação de citação indireta: Fernandes (1984 apud LOPES; ARAUJO, 2002) relata que, para uma criança elaborar conceitos, são necessários contatos com inúmeras vivências. 4.1.4 Regras gerais de apresentação 4.1.4.1 Um autor Coloca-se o sobrenome do autor, seguido da data e da página do documento do qual foi extraída a citação (página é opcional para citação indireta). Pode ser apresentado de duas formas: trazer o autor para o contexto da redação, empregando termos como “segundo”, “de acordo com”, “afirma”, “relata”, “descreve”, etc ou redigir o texto e ao final do trecho a ser citado, entre parênteses, informar o autor e a data nos quais aquele período da redação está baseado. Exemplos: Segundo Fumeron (2005), farmacogenômica estuda a influência da genética na resposta a fármacos e a relação do genoma com o desenvolvimento de novos fármacos. Farmacogenômica estuda a influência da genética na resposta a fármacos e a relação do genoma com o desenvolvimento de novos fármacos. (FUMERON, 2005). 4.1.4.2 Até três autores
  73. 73. 71 O procedimento é o mesmo para um autor, apenas ressaltando os sobrenomes dos dois ou três autores na ordem em que aparecem na publicação. Quando a citação não pertencer à frase, separa-se os sobrenomes dos autores, redigidos em letras maiúsculas, por ponto-e-vírgula (;), seguida da data da publicação e página. Exemplo: Farmacogenética define o estudo da influência de fatores genéticos sobre a resposta a fármacos (SANTINI; CARVALHO, 2004). Quando o sobrenome dos autores estiver incluído na sentença, deve-se digitar em letras minúsculas (inicial maiúscula) e separa-los por letra “e”, no caso de dois autores. No caso de três autores, deve-se separar o primeiro e segundo autores por vírgula e o segundo e terceiro autores por “e”. Exemplos: Segundo Santini e Carvalho (2004) farmacogenética define o estudo da influência de fatores genéticos sobre a resposta a fármacos. Segundo Magalhães, Rosa e Bastos (2004) somente citações de obras com mais de três autores é que devem ser apresentadas com sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al (e outros). 4.1.4.3 Mais de três autores Deve-se citar o sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al que vem do latim e significa “e outros”, seguido do ano de publicação e página (opcional para citação indireta). Exemplos:

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