Atividade formacao e serviço

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Atividade formacao e serviço

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZCURSO : PEDAGOGIA I-PARFORMaria Lúcia Sodré de Miranda ATIVIDADE EM FORMAÇÃO DE SERVIÇO ILHÉUS-BA 2012
  2. 2. Maria Lúcia Sodré de MirandaATIVIDADE EM FORMAÇÃO EM SERVIÇO Atividade apresentada ao Curso de Pedagogia- Plataforma Freire da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, para a disciplina Leitura e Produção Textual. Docente: Msc. Urbano Cavalcante Filho ILHÉUS-BA 2012
  3. 3. 1.Atividade de retextualizaçãoTexto Escolhido : O conto: Não Chore, Papai de Sérgio FrancoNão chore, papai Embora você proibisse, tínhamos combinado: depois da sesta iríamosao rio e a bicicleta já estava no corredor que ia dar na rua. Era umaBirmingham que Tia Gioconda comprara em São Paulo e enlouquecia os piásda vizinhança, que a pediam para andar na praça e depois, agradecidos, mepresenteavam com estampas do Sabonete Eucalol.Na hora da sesta nossa ruaera como as ruas de uma cidade morta. Os raros automóveis pareciam sesteartambém, à sombra dos cinamomos, e nenhum vivente se expunha ao fogo dascalçadas. Às vezes passava chiando uma carroça e então alguém, querendo,podia pensar: como é triste a vida de cavalo.Em casa a sesta era completa, ocachorro sesteava, o gato, sesteavam as galinhas nos cantos sombrios dogalinheiro. Mariozinho e eu, você mandava, sesteávamos também, masnaquela tarde a obediência era fingida.Longe, longíssimo era o rio, paraalcançá-lo era preciso atravessar a cidade, o subúrbio e um descampado deperigosa solidão. Mas o que e a quem temeríamos, se tínhamos aBirmingham? Era a melhor bicicleta do mundo, macia de pedalar coxilha acimae como dava gosto de ouvir, nos lançantes, o delicado sussurro da catraca!Tínhamos a Birmingham, mas era a primeira vez que, no rio, não tínhamosvocê, por isso redobrei os cuidados com o mano. Fiz com que sentasse naareia para juntar seixos e conchinhas e enquanto isso, eu, que era maior etinha pernas compridas, entrava n’água até o peito e me segurava no pilar daponte ferroviária.Estava nu e ali mesmo me deixei ficar, a fruir cada minuto,cada segundo daquela mansa liberdade, vendo o rio como jamais o vira, tãoamável e bonito como teriam sido, quem sabe, os rios do Paraíso. E era muitobom saber que ele ia dar num grande rui e este num maior ainda, e que asmesmas águas, dando no mar, iam banhar terras distantes, tão distantes quenem a Tia Gioconda conhecia.Eu viajava nessas águas e cada porto era umaestampa do cheiroso sabonete.Senhores passageiros, este é o Taj Mahal, naÍndia, e vejam a Catedral de Notre Dame na capital da França, a Esfinge doEgito, o Partenon da Grécia e esta, senhores passageiros, é a Grande Muralhada China – isso sem falar nas antigas maravilhas, entre elas a que eu maisadmirava, os Jardins Suspensos que Nabucodonosor mandara fazer para suaamada, a filha de Ciáxares, que desafeita ao pó da Babilônia vivia nostálgicadas verduras da Média.E me prometia viajar de verdade, um dia, quandocrescesse, e levar meu irmãozinho para que não se tornasse, ai que pena,mais um cavalo nas ruas da cidade morta, e então vi no alto do barranco vocêe seu Austin.Comecei a voltar e perdi o pé e nadei tão furiosamente que,adiante, já braceava no raso e não sabia. Levantei-me, exausto, você estava àminha frente, rubro e com as mãos crispadas.Mariozinho foi com você noAustin, eu pedalando atrás e adivinhando o outro lado da ventura: aquele rio
  4. 4. que parecia vir do Paraíso ia desembocar no Inferno.Você estacionou o carro emandou o mano entrar. Pôs-se a amaldiçoar Tia Gioconda e, agarrando abicicleta, ergueu-a sobre a cabeça e a jogou no chão. Minha Birmingham, gritei.Corri para levantá-la, mas você se interpôs, desapertou o cinto e apontou paraa garagem, medonho lugar dos meus corretivos.Sentado no chão, entrecabeceiras de velhas camas e caixotes de ferragem caseira, esperei que vocêviesse. Esperei sem medo, nenhum castigo seria mais doloroso do que aqueleque você já dera. Mas você não veio. Quem veio foi mamãe, com um copo deleite e um pires de bolachinha-maria. Pediu que comesse e fosse lhe pedirperdão. E passava a mão na minha cabeça, compassiva e triste.Entrei noquarto. Você estava sentado na cama, com o rosto entre as mãos. ―Papai‖, evocê me olhou como se não me conhecesse ou eu não estivesse ali. ―Perdão‖,pedi. Você fez que sim com a cabeça e no mesmo instante dei meia-volta, fuirecolher minha pobre bicicleta, dizendo a mim mesmo, jurando até, que vocêpodia perdoar quantas vezes quisesse, mas que eu jamais o perdoaria.Masnão chore, papai. Quem, em menino, desafeito ao pó de sua cidade, sonhoucom os Jardins da Babilônia e outras estampas do Sabonete Eucalol não achaem seu coração lugar para o rancor. Eu jurei em falso. Eu perdoei você. Exercício : Banhar-se no rio traz uma dupla satisfação para o menino: o contatofísico com a água e o que essas mesmas águas representam para essenarrador. a) Que sensações o menino experimenta ao entrar no rio ? b) Que outras impressões às águas do rio trazem à imaginação do menino? Releia. ―Eu viajava nessas águas e cada porto era uma estampa do cheiroso sabonete‖. a) Que sentido tem a palavra viajava nesse trecho? b) Que relação há entre a viagem do menino e as estampas do sabonete? c) Que características da personalidade do narrador-personagem fica evidente nessa passagem?Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam como objetivos do ensinofundamental que os alunos sejam capazes de:  conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência
  5. 5. ao País;  conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro,bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações,posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;  utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suasidéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;A diversidade textual que existe fora da escola pode e deve estar a serviço daexpansão do conhecimento letrado do alunoÉ importante que o trabalho com o texto literário esteja incorporado às práticascotidianas da sala de aula, visto tratar-se de uma forma específica deconhecimento. A literatura não é cópia do real, nem puro exercício de linguagem, tampoucomera fantasia que se asilou dos sentidos do mundo e da história dos homens.Se tomada como uma maneira particular de compor o conhecimento, énecessário reconhecer que sua relação com o real é indireta. Ou seja, o plano da realidade pode ser apropriado e transgredido pelo planodo imaginário como uma instância concretamente formulada pela mediaçãodos signos verbais compreender os textos orais e escritos com os quais sedefrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-oscorretamente e inferindo as intenções de quem os produz; Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre alíngua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidadede análise crítica; A transversalidade em Língua Portuguesa pode ser abordada a partir deduas questões nucleares: o fato de a língua ser um veículo de representações,concepções e valores socioculturais e o seu caráter de instrumento deintervenção social. Ao selecionar recursos didáticos para o trabalho pedagógico na área deLíngua Portuguesa, deve-se levar em consideração os seguintes aspectos: suautilização nas diferentes situações de comunicação de fato; e as necessidadecolocadas pelas situações de ensino e aprendizagem.Considerações No texto escolhido percebe-se que algumas informações do textocoincide com a vida do autor como as cenas do cotidiano voltadas a realidadede sua cidade de origem ( citado no livro) , Alegrete ( cidade do interior do RioGrande do Sul), bem como o fato de ter sido morador de zona de fronteira,e tersido exilado : o que faz o personagem do texto enquanto nada no rio sonharcom outros lugares que gostaria de conhecer e que algumas estavamimpressas no selo do sabonete Eucalol que de fato existiu, bem como suaslembranças com a bicicleta de marca também existente na realidade , bemcomo a marca do carro do pai, elementos que permite ao professor pedir ao
  6. 6. aluno que pesquise sobre cada um destes, bem como expressões próprias daregião sul do país e assim trabalhar aspectos do regionalismo, pedindo aosalunos que substitua por termos da região nordeste e depois comparar asdiferenças, utilizar a internet como importante ferramenta de pesquisa, bemcomo conversa com pessoas idosas que podem ter conhecido esseselementos. Analisando o texto e comparando com o PCN percebe-se que oexercício do texto trabalho e a metodologia aplicada está de acordo .Abaixo segue demonstração das considerações:Parte do Conto que poderia ser trabalho com os alunos comparativo com asimagens abaixo:Eu viajava nessas águas e cada porto era uma estampa do cheiroso sabonete.Senhores passageiros, este é o Taj Mahal, na Índia, e vejam a Catedral deNotre Dame na capital da França, a Esfinge do Egito, o Partenon da Grécia eesta, senhores passageiros, é a Grande Muralha da China – isso sem falar nasantigas maravilhas, entre elas a que eu mais admirava, os Jardins Suspensosque Nabucodonosor mandara fazer para sua amada, a filha de Ciáxares, quedesafeita ao pó da Babilônia vivia nostálgica das verduras da Média.E me prometia viajar de verdade, um dia, quando crescesse, e levar meuirmãozinho para que não se tornasseQuem, em menino, desafeito ao pó de sua cidade, sonhou com os Jardins daBabilônia e outras estampas do Sabonete Eucalol não acha em seu coraçãolugar para o rancor
  7. 7. "Banho, para uns, é de sol; Outros de mar o preferem; Uns banho de igreja querem, Mas eu cá todo me assanho Se penso em tomar um banho Com sabonete EUCALOL" ... Fernando Reis - RioPoema promocional criado e premiado. "O QUE SÃO ESTAMPAS EUCALOL" Samuel Gorberg (Pesquisador e colecionador das Estampas Liebig e Eucalol)Em 1917, na Rua São Pedro localizada no Centro do Rio de Janeiro, oimigrante judeu alemão PAULO STERN fundou a empresa CORREA DA SILVA& CIA LTDA. com a atividade de venda de essências, as quais eram fabricadasno sobrado em cima da loja. Terminada a 1ª Guerra Mundial aqui chegou seuirmão, RICARDO STERN, que ingressou na sociedade e a dinamizou, assim éque em 1923 foram iniciadas as obras de construção de uma fábrica na RuaRibeiro Guimarães n° 15, inaugurada por volta de 1924. Nas novas instalaçõesfabris a empresa alterou a sua razão social para PAULO STERN & CIA LTDA.e partiu para a ampliação da linha dos produtos por ela fabricados, lançandoinicialmente o sabonete EUCALOL e mais tarde a pasta de dentes e o talco.Ossabonetes que eram aqui fabricados à época o eram na cor rosa ou branca, e o
  8. 8. EUCALOL, por ser derivado do eucalipto, era na cor verde, o que acarretouuma razoável rejeição dos consumidores com conseqüente pouca venda. Inicialmente tentaram conquistar o público com um concurso de poemastendo por tema o sabonete EUCALOL, tendo os vencedores com prêmios emdinheiro e mais as menções honrsas sido publicados na Revista Fon-Fon em1928 como o abaixo que recebeu o primeiro prêmio.Mesmo assim as vendasdo sabonete EUCALOL não eram satisfatórias, e os irmãos Stern lembraram-sedas estampas Liebig que tanto sucesso faziam na Europa e resolveram lançaras ESTAMPAS EUCALOL, convidando o público a colecioná-las com umanúncio publicado no suplemento do jornal "A Noite" em 11 de junho de 1930.O sucesso foi estrondoso, crianças e adultos colecionavam as estampasimpulsionando as vendas do sabonete e a empresa crescia vertiginosamente.Em 1932 ingressou na sociedade o terceiro irmão, ERICH STERN e a empresaalterou a razão social para PERFUMARIA MYRTA S/A. No decorrer da décadade 30 foram sendo adquiridos os terrenos vizinhos e a fábrica sendo ampliada,tendo na década de 40 atingido a numeração de3 a 99 na Rua RibeiroGuimarães.As primeiras séries das ESTAMPAS EUCALOL tiveram temas bem brasileiros:A VIDA DE SANTOS DUMONT, EPISÓDIOS NACIONAIS, PRODUTOS DOBRASIL, CACHOEIRAS DO BRASIL, AVES DO BRASIL intercalados comoutros temas de âmbito universal como DON QUIXOTE e COMPOSITORESCÉLEBRES, e nesta última incluíram CARLOS GOMES.Após a 2ª GuerraMundial a 1ª geração dos STERN foi se afastando da faina diária, passando obastão para a Segunda geração. Durante a década de 50 a PERFUMARIAMYRTA teve forte presença na mídia, tanto no rádio como em revistas, tendopatrocinado o programa BALANÇA MAS NÃO CAI da Rádio Nacional durantemuitos anos. Um tema que proporcionou belas estampas é o das HISTÓRIASINFANTIS com João e Maria, Branca de Neve, Gato de Botas, GataBorralheira, Chapeuzinho Vermelho e A Bela Adormecida. Visando a reduzircustos a fim de enfrentar a concorrência das multinacionais que seestabeleciam no Brasil, em 1957 a PERFUMARIA MYRTA decidiu encerrar aimpressão das ESTAMPAS EUCALOL, e o último tema impresso foiESCOTISMO, cujos aficcionados até hoje procuram por estas estampas.Apesar do esforço desprendido a empresa não suportou a concorrência e em1978 acabou por ser vendida, tendo sido requerida a falência da empresa em1980. As ESTAMPAS EUCALOL são as estampas mais importantes daAmérica Latina, encontrando-se colecionadores das mesmas em vários paísesdo Hemisfério Sul. Fizeram parte da vida brasileira durante quase 30 anos,deixando marcada sua presença nas gerações que as vivenciaram.
  9. 9. Birmingham é uma cidade e distrito metropolitano do condado de MidlandsOcidentais, na Inglaterra. É a segunda maior e mais importante cidade do ReinoUnido, Bicicleta Inglesa Birmingham
  10. 10. Carro Austin – do pai do personagemALEGRETE: município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.Alegrete se localiza no oeste do estado, a 506 quilômetros de distância dacapital Porto Alegre. Possui uma população de aproximadamente 78.984habitantes. Sua etnia foi originada por grupo nômades indígenas e posteriormente oselementos colonizadores foram os espanhóis, portugueses e africanos. Ascorrentes migratórias modernas são representadas por italianos, alemães,espanhóis, franceses, árabes e poloneses,O RIO DE ALEGRETE PODE SER O MESMO RIO DO TEXTO
  11. 11. ReferênciasBrasil. Secretaria de Educação Fundamental.Parâmetros curricularesnacionais: língua portuguesa /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília:144p.FARACO, Sérgio.Não chore, papai. In:Costa, Cibele L. C.. et al . Para viverjuntos: português, 7º ano : ensino fundamental. 1. Ed.rev.-São Paulo: EdiçõesSM, 2009. – ( Para viver juntos).Disponível em :<http://www.birmingham.gov.uk/>. Acesso em : 20 fev 2012.Disponívelem:<http://www.brasilcult.pro.br/eucalol/estampas_eucalol/eucalol.htm>. Acesso em : 21fev 2012.Disponível em :<http://carissimascatrevagens.blogspot.com/2009/01/as-famosas-estampas-do-sabonete-eucalol.html>. Acesso em : 29 fev 2012.
  12. 12. 2. PRODUÇÃO TEXTUAL: ―Como comecei a escrever‖ Eu, Maria Lúcia Sodré de Miranda, residente em Una-Bahia, comecei aestudar com aulas particulares em casa de uma amiga da família. Na época eutinha quatro anos de idade, foi quando aprendi as primeiras letras com o ABCdos animais. Eu lia assim : A de águia, B de baleia, C de cavalo e assim pordiante . Meu pai também me ajudou aprender a ler e escrever, pois ele eraprofessor e se preocupava com a educação dos filhos. Aos cinco anos estudei com a professora Rita que também era amigados meus pais, as aulas eram em um salão de um bar que ainda não estavafuncionando, estava em preparação. Com ela aprendi a ler e escrever o meunome corretamente e algumas palavras e frases. Aos seis anos entrei para oprimeiro ano do ensino fundamental com chamavam naquela época, eu já lia eescrevia tudo e não tinha dificuldade. Eu estudava na escola André Rebouçasa primeira escola da minha cidade, pelo dia era o ensino primário e noite oginásio, porque só existia essa escola. Quando entrei no segundo ano já fazia as quatro operações e escreviamuito bem, minhas professoras sempre me elogiavam pra meus pais que euera boa aluna, só conversava muito. Daí em diante, não tive dificuldade com aescrita, terminei o primário lendo e escrevendo corretamente, porque euestudava um turno na escola e outro em aulas particulares para reforçar bemna leitura e escrita. Sempre passava em primeiro ou segundo lugar,e, recebiapresente por isso. Quando passei do quarto ano para o quinto, fiquei muitocontente, mas aí acabou com o quinto ano e eu tive que ir pro ginásio sem estápreparada , mas consegui me sair bem. Nunca tive dificuldades com a leitura eescrita, só com matemática que para mim era um bicho de sete cabeças, foitanto que na sexta série perdi o ano porque não conseguir aprender equação.Fiquei um ano de castigo, meu pai dizia que eu não fazia nada só vivia paraestudar e não admitia que eu perdesse de ano. Nós tínhamos uma bibliotecaem casa e meu pai pegava os livros com leituras mais difíceis para eu e meusirmãos lerem, para aprendermos mais. Mas, eu sempre fui preguiçosa e nãogostava de ler, só lia por obrigação. Os livros que eu ainda me interessavaeram: gibis, revista de quadrinhos, livros de piada e histórias infantis. Já osromances detestava. Hoje existem romances melhores de ler, mas naqueletempo eram livros grossos e com contos que não me interessavam. Meu pai era um homem muito culto ensinou minha mãe a ler e os filhostambém. Eu devia ser uma pessoa bem culta em relação a leitura, porque éatravés dela que aperfeiçoamos a escrita. Na época meu pai compravacoleções de livros que nem precisávamos ir a biblioteca pesquisar, ele fazia detudo para termos uma boa educação. Pois ler é muito importante, sem leituranos tornamos pessoas vazias. Quando aprendi a ler e escrever certo, sempre
  13. 13. fazia poesias, cartas, bilhetes para os meninos que eu fantasiava ser meunamorado. Quando entrei para a catequese eu lia e catequese eu lia o catecismotodo me preparando para a primeira comunhão, também aprendi a ler osministérios do terço. A leitura é fundamental na vida do ser humano, sódevemos ler o que é certo e não coisas que não faz parte da nossa cultura. Apessoa que lê viaja pelo mundo. Nós escrevemos a partir do que lemos porisso a leitura é muito importante. Quando cursei o magistério e comecei a ensinar eu vi a dificuldade dosalunos em aprender a escrever, devido a problemas com a leitura. Agora estoume graduando em pedagogia que me fez tomar gosto pela leitura que embasaminha escrita e tenho aprendido muitas coisas importantes através dela.
  14. 14. 3. RESUMO DO CAPÍTULO GÊNEROS S TIPOS TEXTUAIS Onde quer que estejamos estamos rodeados de texto , seja de formaoral , escrita, percebe-se que é comum a confusão entre os termos Gênerostextuais e Tipos textuais para melhor compreensão. Com base em Marcuschi(2005), os gêneros devem ser entendidos comouma noção que faz referência aos textos materializados, com os quais temoscontato no nosso dia a dia, marcados por suas característicassóciocomunicativas , assim, todas as formas de expressão textual sãoconsideradas gêneros textuais como por exemplo: um telefonema, apropaganda, um diálogo, uma carta, um email, um cordel, uma receita, umanotícia. Os tipos textuais designam uma sequência definida pela naturezalingüística e sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais,relações lógicas), o tipo textual é um conjunto de traços linguísticos que podemser apresentados em forma de narração, descrição, argumentação.É muito comum vermos em vestibulares e concursos públicos os tipos textuaissendo colocados como se fossem gêneros textuais.Ex: No modelo abaixo temos um exemplo que possui tanto gênero textual quanto tipostextuais .Gênero Textual: Notícia, ReceitaTipo Textual : Texto DescritivoEdição do dia 27/02/201227/02/2012 13h28 - Atualizado em 27/02/2012 14h10Doce francês faz sucesso no BrasilO macaron é um doce clássico na França e pode ser feito de vários sabores.Para agradar o paladar brasileiro, as opções de maracujá, amendoim e doce deleite foram incluídas nos cardapios das docerias.Adriana Krauss Florianópolis, SC
  15. 15. Eles já estão colorindo as padarias, em Florianópolis, mas ainda são novidadepara muita gente.Em uma única loja, são vendidos 12 sabores do macaron, um doce clássico naFrança. ―No conceito de loja gourmet não poderia faltar doces de várias partesdo mundo. Principalmente os franceses, que a doceria francesa é tãotradicional. Escolhendo dentre os doces o mais destacado, que é emblemático,são os macarons‖, diz Luciane Daux, consultora gastronômica.Entre os macarons mais famosos da França estão os de baunilha, framboesa echocolate, mas a lista de sabores é imensa. Tem até de azeite de oliva. Já queé possível criar, as docerias daqui decidiram usar os sabores bem brasileiros.―O maracujá, que é uma fruta típica brasileira, ele está no meu cardápio e o dedoce de leite que agrada a todos. O doce de leite mesmo sendo um doce muitotradicional na Argentina, no Uruguai, mas o brasileiro adora um doce de leite‖,explica a dona da casa de chás, Mayra Pauli.A designer de sobrancelhas Stela Mansur trocou os bem casados que daria delembrança no aniversário por macarons coloridos. ―Eu acho uma idéia superoriginal, porque eu não tinha visto ainda em nenhuma festa, esse tipo deopção. Como eu queria fazer uma coisa diferente, eu achei que era o ideal, aideia ideal, porque surpreende‖.A massa é à base de claras, açúcar e farinha de amêndoas. Existem algunstruques para a receita não desandar. ―Eu vou dar umas batidinhas, para eleficar mais lisinho na parte superior e vou deixar descansando aqui por 12minutos‖, conta Paula Popi.Os macarons devem ir para o forno pré-aquecido na menor temperaturapossível. A doceira dá outras dicas: ―vou contar um segredinho, eu coloco essaforma na parte inferior para proteger a base dos meus macarons na hora deassar. Deixo aqui agora por 12 minutos‖.Depois é só esperar que esfriem e começar a montagem. ―A gente vai pegar asduas conchinhas e vai unir com o recheio que eu fiz aqui. Eu escolhi fazer de
  16. 16. limão siciliano e de ganache de chocolate, mas isso é opção sua. Pode ser depistache, pode ser de doce de leite, pode ser de amendoim, isso vai do gostode cada um‖, garante.Ingredientes do macaron:- 3 claras de ovo- ¾ de xícara de açúcar refinado- 1 xícara de farinha de amêndoas peneirada- 1 xícara de açúcar de confeiteiro peneirado- corante alimentício em gelCréditos: Paula PopiFonte: http://glo.bo/ywZnkg

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