TI... O que vem aí na educação...

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TI... O que vem aí na educação...

  1. 1. TI: o que vem aí na educação? Leandro Souza // segunda, 20/10/2014 17:55 Um ambiente por muito tempo analógico, as salas de aula vivem há anos um momento de transição para novos modelos, com a chegada de novas tecnologias e diferentes metodologias de ensino. De olho nesta mudança de paradigmas, um estudo buscou definir o que (e quando) vem de inovações para a área. Pesquisa aponta o que futuros universitários podem esperar. Foto: Shut terStock. O estudo "Panorama Tecnológico NMC 2014", uma iniciativa do New Media Consortium, em parceria com a Saraiva e Horizon Project, consultou cerca de 41 especialistas em educação e tecnologia para apontar o caminho tecnológico que as instituições de ensino superior devem tomar nos próximos anos. O estudo apontou quatro tendências para três diferentes prazos de adoção: de um anos ou menos, de dois a três anos e de quatro a cinco anos. Veja abaixo a opinião dos especialistas. DE UM ANO A MENOS A curto prazo, o estudo aponta iniciativas como sala de aula invertida, gamificação, aplicativos móveis e aprendizado online com as que devem ser de maior adoção nas instituições. A sala de aula invertida, já usada em universidades como a de Federal de
  2. 2. Itajubá, em Minas Gerais, é um método de inverter responsabilidades no ensino, colocando mais poder na mãos dos alunos e eliminando a presença "autoritária do professor". "Palestras são vistas como discussões online que se desdobram em casa, enquanto os professores usam o tempo de aula para atividades práticas ou viagens fora do prédio", afirma o estudo. O aprendizado online, mais especificamente a disseminação dos cursos de grandes turmas via EaD (MOOCs, modelo usado em sites como o Coursera), é outra aposta do estudo. Exemplos como a plataforma MiríadaX, usada na PUC-RS e os esforços da Blackboard para emplacar o modelo no país são exemplo dessa tendência. O conceito de apps e gamificação também são bem cotados como tecnologias que devem pegar logo nas universidades. Segundo o estudo, os apps e games serão recursos fundamentais no engajamento dos alunos, assim como otimização de sua produtividade em aula. "À medida que as iniciativas de aprendizagem individualizada e BYOD são implementadas em mais universidades, administradores, instrutores e alunos estão usando aplicativos de produtividade, como o Evernote Dropbox e Google Drive para organizar as informações e colaborar em projetos", destacou o levantamento. Na parte de gamificação, universidades como a Unicamp já tem projetos de games voltados ao ensino, como o "3D Class", app aplicativo de aprendizado baseado em jogos de química e ciências. A Unisinos, em São Leopoldo, por meio do Laboratório de Mobilidade do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada desenvolveu o Ignis
  3. 3. Unisinos, um game mobile gratuito que induz os alunos a fazerem uma busca real pelo campus. Inserida no programa de pesquisa do Santander Universidades, a ideia do projeto é explorar os usos da Tarjeta Universitária Inteligente (TUI), o cartão com chip utilizado para a identificação dos alunos, com a gamificação e o uso de conceitos como localização e contexto. DE DOIS A TRÊS ANOS A médio prazo, o estudo apontou como tendências as tecnologias de Análise da Aprendizagem, Aprendizado Móvel, Conteúdo Aberto e Laboratórios Remotos e Virtuais. Análise de aprendizagem é o uso de ferramentas de analytics, semelhantes às que são empregadas em outras verticais, como manufatura e finanças, otimizada para a análise de informações de alunos e atividades acadêmicas. Iniciativas do tipo já são ensaiadas em universidades como a USP e Federal de Alagoas. Segundo o estudo, a educação está embarcando em uma perseguição semelhante à ciência de dados com o objetivo de traçar o perfil do aluno, um processo de coleta e análise de grandes quantidades de detalhes sobre as interações individuais dos alunos em atividades de aprendizado online. "O objetivo é construir melhores pedagogias, capacitar os alunos a terem um papel ativo na sua aprendizagem, como alvo as populações de alunos em risco e avaliar os fatores que afetam a realização e sucesso do aluno", afirma o estudo. O uso de ferramentas móveis para o aprendizado também é apontado como uma realidade mais à frente, com o aumento gradual de estudantes com
  4. 4. dispositivos próprios. Segundo a pesquisa, as universidades devem intensificar seus projetos para a criação de ambientes de aprendizado on the go, uma experiência diferente de ensino virtualizado. Também entra nessa demanda a criação de laboratórios remotos, uma evolução dos ambientes de EaD, em que a interação ainda é restrita basicamente a troca de mensagens e documentos. Para o estudo, o uso de conteúdos de distribuição aberta também serão importantes para os novos modelos de educação, com o uso de padrões como o Creative Commons. Segundo dados globais recentes do Edcetera já apontam uma evolução neste sentido: segundo a consultoria, os recursos educacionais abertos compõem três quartos do conteúdo na maioria dos MOOCs; conteúdo pago, tais como livros de texto, são inferiores a 10%. DE QUATRO A CINCO ANOS Para o final, o estudo deixou as previsões mais futuristas - e algumas das mais badaladas - como o emprego de realidade aumentada, internet das coisas, inteligência de localização no ensino e assistentes virtuais (como Siri, do iOS, e Cortana, do Windows Phone). Uma decorrência do emprego dos dispositivos móveis, as universidades também deverão se beneficiar do uso de geolocalização no relacionamento com alunos, dentro e fora da sala de aula. "Os serviços baseados em localização permitem atividades envolventes, incluindo mapeamento coletivo, gincanas e coleta de dados científicos", destacou o estudo.
  5. 5. Uma previsão bancada por consultorias grandes como o Gartner, a Internet das Coisas é uma das promessas grandes para os próximos anos, e na educação não deverá ser diferente, conforme aponta o levantamento. De acordo com o estudo, através de dispositivos móveis, alunos e universidades terão acesso a diferentes recursos gerenciados, desde o controle de equipamentos acadêmicos (computadores, ar condicionado). Além disso, esta comunicação avançada entre dispositivos eletrônicos, como no uso de wearables como o Google Glass, favorecerá a criação de experiências de realidade aumentada no ensino. Estes recursos também podem ser ligados a projetos de gamificação, potencializando o engajamento dos alunos. No Brasil, cientistas da VOXAR Labs, no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, já estão desenvolvendo aplicações interativas para a realidade aumentada do Google Glass.

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