Instituto Superior Técnico
Departamento de Engenharia Civil
Mestrado em Planeamento e Operação de Transportes
Professor re...
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Índice
1. Introdução ......................................................................................................
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1. Introdução
Este trabalho tem como principais objectivos a relação da estrutura urbana com os respectivos
parâmetros u...
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2. Enquadramento da Área de Intervenção
O lote em estudo situa-se na Avenida Visconde Valmor nº 51,53 e 55 e insere-se n...
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3. Análise Tipo Morfológica da Área de Estudo
Identificação das Unidades Tipo-Morfológicas
As unidades tipo morfológicas...
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De um ponto de vista qualitativo, as UTMs são bastante semelhantes: ambas têm a malha
urbana reticulada, ambas possuem u...
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Como espaço central
e residencial admite a
coexistência de vários usos
urbanos, desde que
compatíveis com o uso
habitaci...
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Planta de Classificação do Espaço Urbano
O lote insere-se num espaço consolidado central e residencial com traçado urban...
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Estrutura Ecológica Municipal
O lote em estudo integra-se no Sistema Húmido da Estrutura Ecológica Fundamental situa-se
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Estado de Conservação;
No lote em estudo não existe actualmente qualquer estrutura edificada; a sua degradação
levou à ...
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Caracterização quantitativa:
Área de construção do edifício Ac 3.960,3 m2
Área de implantação do edifício Ai 905,6 m2
Á...
4.2 Proposta de Ocupação
A proposta de ocupação para o lote compreende a construção de um edifício com as características ...
4.3 Proposta de edificação
Inserção urbanística do edifício no edificado envolvente
Planta de enquadramento do lote
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Fachada
Perfil transversal-tipo proposto
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Tipologias dos pisos
Acessos à
Garagem
Caves
Acessos à
Garagem
R/C
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T4
T3
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Pisos 1 a 4
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5. Conclusão
Com a elaboração deste trabalho verificámos que existem vários tipos de condicionantes para
ocupação de te...
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Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edificabilidade de um Lote Urbano_Relatório

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Planeamento Regional e Urbano. Mestrado de Planeamento e Operação de Transportes, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. Nota do Trabalho 17 / 20. Nota final 14 / 20.

Urban and Regional Planning. MSc Transport Planning and Operation, Instituto Superior Tecnico, Lisbon University. Project course grade 17 / 20. Final grade 14 / 20

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Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edificabilidade de um Lote Urbano_Relatório

  1. 1. Instituto Superior Técnico Departamento de Engenharia Civil Mestrado em Planeamento e Operação de Transportes Professor responsável: Ana Morais de Sá PRU – Planeamento Regional e Urbano Identificação Tipo Morfológica de uma Zona e Avaliação da Tipologia e Edificabilidade de um Lote Urbano João Vieira – 47104 Luís Neto – 74776 Vinicius Campbell – 74803 Rodrigo Ferreira – 76714 Marta Jordão - 76817 Turma 14 - Grupo 3 -2012/2013
  2. 2. 2 Índice 1. Introdução ............................................................................................................................3 2. Enquadramento da Área de Intervenção .............................................................................4 3. Análise Tipo Morfológica da Área de Estudo........................................................................5 4. Caracterização da situação existente e elaboração de uma proposta de edificação para o lote em estudo ...............................................................................................................................9 5. Conclusão ...........................................................................................................................16
  3. 3. 3 1. Introdução Este trabalho tem como principais objectivos a relação da estrutura urbana com os respectivos parâmetros urbanísticos e a familiarização com o Plano Director Municipal (em particular com o de Lisboa), a sua estrutura, conteúdo e objectivos. O trabalho está organizado da seguinte forma: apresentação da análise tipo morfológica da área de estudos e identificação respectivas as unidades tipo morfológicas – UTM – e os módulos tipo. Caracterização quantitativa e qualitativa. Apresentação da proposta de remodelação e beneficiação urbanística do lote escolhido, que compreendendo a reestruturação da edificação. A base do estudo é o PDM de Lisboa de forma a apresentarmos uma proposta coerente com a legislação.
  4. 4. 4 2. Enquadramento da Área de Intervenção O lote em estudo situa-se na Avenida Visconde Valmor nº 51,53 e 55 e insere-se nas chamadas "Avenidas Novas" , designação utilizada para o desenvolvimento urbano que fez avançar a cidade de Lisboa para norte, nos finais do século XIX e primeira metade do século XX e caracterizadas por novos bairros, de ruas largas, logradouros ajardinados e homogéneos no desenho das fachadas, foram numa fase inicial erguidos ao gosto de uma arquitetura eclética e vagamente Arte Nova. Insere-se num dos eixos fundamentais da cidade, cuja localização se apresenta muito próxima do centro geográfico da cidade, na continuidade do desenvolvimento do crescimento da malha urbana caracterizada por uma malha articulada por eixos e praças, ordenada por um traçado ortogonal simples onde apesar da sua rigidez geométrica é notória uma certa flexibilidade, nomeadamente com o recurso às diagonais. Localização
  5. 5. 5 3. Análise Tipo Morfológica da Área de Estudo Identificação das Unidades Tipo-Morfológicas As unidades tipo morfológicas foram delimitadas pela sua forma urbana e tipologia edificatória, isto é, os agregados com semelhante loteamento, infra-estruturação e edificação, definem uma UTM. Comparação das duas UTMs em estudo Para uma melhor compreensão das Unidades Tipo Morfológicas em estudo, apresentamos uma apreciação comparativa entre a UTM das “Avenidas Novas”, e a UTM do “Arco do Cego”. Avª Novas Arco Cego Nº de Fogos (Estimativa) 173 51 Nº de habitantes por hectare 112,5 273,4 Índice de ocupação 0,38 0.48 Implantação do conjunto de edifícios Implantação fechada, os edifícios delimitam a forma do espaço exterior, formando quarteirões Forma de Implantação dos edifícios relativamente às ruas Implantação alinhada em quarteirão Forma de acesso viário local Com continuidade Nº de pisos acima do nível de entrada principal dos edifícios da vizinhança próxima Edifícios de média altura: R/C+4 a R/C+7 pisos Edifícios de baixa altura: R/C+2 a R/C+3 pisos
  6. 6. 6 De um ponto de vista qualitativo, as UTMs são bastante semelhantes: ambas têm a malha urbana reticulada, ambas possuem um jardim nas proximidades e remontam a planos urbanísticos bastante antigos. Enquadramento no Plano Director Municipal A totalidade da área do Município de Lisboa é classificada como Solo Urbano (art. 9º). O Solo Urbano é constituído na sua globalidade por terrenos urbanizados e inclui os solos afectos à estrutura ecológica municipal necessários ao equilíbrio do espaço urbano. O PDM de Lisboa é constituído por três documentos diferentes, o regulamento, a planta de ordenamento e a planta de condicionantes. Devem ser sempre considerados cumulativamente as diferentes cartas em que a Planta de ordenamento se desagrega e os respetivos regimes, prevalecendo o regime mais restritivo, designadamente para efeitos de definição dos condicionamentos à edificabilidade. O Plano Director Municipal de Lisboa (PDML) delimita, na Carta de Classificação do Espaço Urbano (PDM1) que integra a sua Planta de Ordenamento, várias Categorias de Espaço, a que correspondem regras urbanísticas diferenciadas quanto a índices de ocupação do solo e usos: Artigo Descrição Sumária Objectivos Urbanísticos Classificação do Espaço Urbano Art. 9º 10º, 37º O lote é um terreno (actualmente vazio) inserido dentro da malha urbana municipal e numa zona habitacional colectiva urbanizável. Promover o restabelecimento a nível funcional e social - uso habitacional, com a reconstrução (reabilitação) do edificado outrora existente. Espaços Consolidados Art. 39º, 40º e 41º, 42º Incluído num tecido urbano infra-estruturado e ocupado. Traçado urbano do tipo B que corresponde a traçados planeados e organizados em quarteirão. Deve ser preservado e valorizadas as morfologias e tipologias urbanas de acordo com o respectivo traçado urbano. Através de operações urbanísticas, apropriadas à natureza e dimensão da intervenção e ao grau de dependência em relação à ocupação envolvente.
  7. 7. 7 Como espaço central e residencial admite a coexistência de vários usos urbanos, desde que compatíveis com o uso habitacional. As obras de construção, têm que se enquadrar nas características morfológicas e tipológicas dominantes no arruamento em que o edifício (lote) se localiza e contribuir para a respectiva valorização arquitectónica e urbanística. Estrutura Ecológica Municipal Art.11º, 12º, 13º, 14º, 15º e 16º Área não sujeita a condicionalismo especiais. os logradouros privados devem garantir a estrutura ecológica com a atenção quanto a permeabilização dos solos, com controlo dos escoamentos hídricos. Unidades Operativas de Planeamento e Gestão Art. 81º Conjugação de áreas territorias com a mesma identidade urbana e geográfica – a nível de autonomia funcional. Constituindo unidades territoriais de referência em termos de gestão municipal. Inserida na UOPG 4 – Avenidas Novas Recuperação da função habitacional Dinamização do arrendamento Requalificação do espaço público promovendo os modos suaves e a convivência com o espaço envolvente. Corredores de transporte colectivo. Melhoria da sinalética informativa (orientação cultural) e acessibilidade para os peões
  8. 8. 8 Planta de Classificação do Espaço Urbano O lote insere-se num espaço consolidado central e residencial com traçado urbano B (traçados planeados, organizados em quarteirão que abrangem partes da cidade edificada em várias épocas, desde o século XVIII até hoje). Caracterizam-se maioritariamente pela aplicação de planos ortogonais perfeitos, sobre os quais resultam ruas direitas e perpendiculares entre si, sofrendo alterações ao nível da implantação pela adaptação ao terreno ou a preexistências. Insere-se ainda na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 4 (Avenidas Novas). Os objectivos desta unidade são a recuperação da função habitacional, a dinamização do arrendamento, a requalificação do espaço público promovendo os modos suaves e a convivência com o espaço envolvente, a criação de corredores de transporte colectivo e a melhoria da sinalética informativa (orientação cultural) e acessibilidade para os peões. A totalidade da área do Município de Lisboa é classificada como Solo Urbano (art. 9º). O Solo Urbano é constituído na sua globalidade por terrenos urbanizados e inclui os solos afectos à estrutura ecológica municipal necessários ao equilíbrio do espaço urbano. O PDM de Lisboa é constituído por três documentos diferentes, o regulamento, a planta de ordenamento e a planta de condicionantes. Devem ser sempre considerados cumulativamente as diferentes cartas em que a Planta de ordenamento se desagrega e os respetivos regimes, prevalecendo o regime mais restritivo, designadamente para efeitos de definição dos condicionamentos à edificabilidade.
  9. 9. 9 Estrutura Ecológica Municipal O lote em estudo integra-se no Sistema Húmido da Estrutura Ecológica Fundamental situa-se junto a Logradouros Verdes Permeáveis a Preservar da Estrutura Ecológica Integrada. Planta de Inventário Municipal Património O lote era considerado, antes da sua demolição, como Conjunto Arquitectónico. 4. Caracterização da situação existente e elaboração de uma proposta de edificação para o lote em estudo 4.1 Situação existente Qualificação do Espaço Urbano A geometria dos loteamentos foi condicionada pela morfologia e dimensões dos quarteirões, geralmente com tipologia ortogonal, e pela configuração das parcelas originais, onde os limites laterais dos lotes são perpendiculares às vias. A lógica de loteamento dos quarteirões foi aplicada em todos as novas zonas de construção, tornando característica de cada bairro a frente mínima do quarteirão rectangular tipo. Configuração do loteamento do quarteirão. Época de Construção; Finais do século XIX e primeira metade do século XX
  10. 10. 10 Estado de Conservação; No lote em estudo não existe actualmente qualquer estrutura edificada; a sua degradação levou à demolição dos 3 edifícios que ocupavam o lote em questão. Avenida Visconde Valmor 51, 53 e 55
  11. 11. 11 Caracterização quantitativa: Área de construção do edifício Ac 3.960,3 m2 Área de implantação do edifício Ai 905,6 m2 Área do logradouro Alog 232,8 m2 Área de solo As 1.138,4 m2 Altura da fachada Hf 16,0 m Altura entre pisos h 3,2 m Pisos P 5 Indice de ocupação do solo Io 0,8 Indice de utilização do solo Iu 3,5 Indice volumétrico Iv 11,9 Parâmetro Urbanístico/Característica Área
  12. 12. 4.2 Proposta de Ocupação A proposta de ocupação para o lote compreende a construção de um edifício com as características abaixo descritas: Parâmetro Urbanístico/Característica Artigos Descrição Justificação Afastamento de tardoz Af Nº 2 do Art. 62º do RGEU O logradouro deverá ter em todos os seus pontos profundidade não inferior a metade da altura correspondente da fachada adjacente, medida na perpendicular a esta fachada no ponto mais desfavorável, com o mínimo de 6 metros e sem que a área livre e descoberta seja inferior a 40 metros quadrados. 5,0 Os pátios e logradouros adjacentes ao lote permitem cumprir este artigo (afastamento superior a 9 metros) Altura da edificação H 18,0 Altura da fachada mais altura da cobertura (2m) Altura da fachada Hf A altura máxima da fachada é a média das alturas das fachadas 16,0 Altura da fachada coincidente com o edifício confinante mais antigo Altura entre pisos h 3,2 Pisos P 5,0 Pisos em cave P 2,0 Área do lote Alote 1.138,4 m2 Área de construção do edifício Ac 5.420,1 m2 Área de implantação do edifício Ai 774,3 m2 Área do logradouro Alog 364,1 m2 Área de solo As 1.138,4 m2 Empena confinante com lote 49 15,0 m Empena confinante com lote 59 19,7 m Fogos F 16 Indice de impermeabilização do solo Iimp 0,7 Indice de ocupação do solo Io 0,7 Indice de utilização do solo Iu 4,8 Indice volumétrico Iv 11,6 Recuo Re - m Áreas brutas dos fogos 8 fogos T4 (190 m2) + 8 fogos T3 (130 m2) Estacionamento Art. 74º Lote inserido na Zona D. Área de 25m2 por veículo ligeiro em estrutura edificada. 825 m2 Mínimo de 9 lugares de estacionamento pertencentes à area de comércio retalhista (1,5 lugares por cada 100m2), 24 lugares de estacionamento pertencentes a residentes (1,5 lugares/fogo). Necessário no mínimo 2 pisos de estacionamento para cumprir requisitos (um piso reservado a habitações) Proposta Alinhamento de pisos coincidente com o edifício confinante mais antigo Solução de fachada de tardoz confinante com as empenas dos edifícios confinantes Nº 5 do Art. 43º Situações em que a transição entre empenas de diferente profundidade possa ser feita através dum plano contínuo formando um ângulo não superior a 45 graus com a fachada de tardoz Tem de ser estabelecida uma concordância ao nível dos alinhamentos dos vãos e pisos dos edifícios confinantes, salvo em vias inclinadas e em casos devidamente justificados Nº 4 do Art. 42º
  13. 13. 4.3 Proposta de edificação Inserção urbanística do edifício no edificado envolvente Planta de enquadramento do lote
  14. 14. 14 Fachada Perfil transversal-tipo proposto
  15. 15. 15 Tipologias dos pisos Acessos à Garagem Caves Acessos à Garagem R/C T4 T4 T3 T3 Acessos Pisos 1 a 4
  16. 16. 16 5. Conclusão Com a elaboração deste trabalho verificámos que existem vários tipos de condicionantes para ocupação de terreno urbano com edificações, que a um nível mais local pressupõe o seguimento de directrizes do PDM de Lisboa, o que permite definir uma um determinado uso, ou imposições nomeadamente a preservação da morfologia e imagem, de uma zona especifica, de espaços públicos ou edifícios de valor patrimonial. Tendo em consideração as condicionantes, bem como os dados recolhidos com a análise das UTM’s estudadas, e ainda baseando-nos em regras de urbanismo tendo em conta a melhoria dos espaços, elaborámos uma proposta para a construção de um edifício por forma a ocupar o lote em estudo que estava já vazio após a demolição dos edifícios que o ocupavam anteriormente devido ao seu elevado estado de degradação. Gostaríamos ainda de referir que a dificuldade na elaboração deste trabalho não se deteve na compreensão e aplicação dos conceitos, contudo na parte técnica deparámo-nos com a falta de conhecimento quer da utilização, quer da aplicação das ferramentas de urbanismo/arquitectura, áreas com as quais nenhum dos participantes está familiarizado.

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