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IntroduçãoÉ arriscado para as empresas                             Um número cada vez maior de               de vista. Art...
FocoOBJETIVO                                               HIPÓTESEComo as pessoas lerão livros daqui                     ...
ContextoEm meados de 1945, o Dr. Vannevar           internet, ou seja, não podiam prever as                               ...
BackgroundEvolução da Leitura                         Nos dias atuais, com a ascensão dos                                 ...
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MetodologiaDesign Thinking  Pág. 50/51 – Design Thinking –   Gavin Ambrose & Paul HarrisComplementando a utilização domult...
Conceitos e TermosPesquisa Qualitativa                      em um ambiente natural”. Os                através de gráficos...
Plano de AnálisesObservação eentrevista com                                           Estudo de Casousuários              ...
Perfil 01Observação e Entrevistas                                                              Ricardo Orengo 15 anoscom p...
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Estudo de CasoObjetivo                                    Objeto de análise                          Método de análiseO ob...
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Entrevista com Especialista                                                                                               ...
Considerações                              comprovado ao obeservar a estrutura da        Monica sugere pesquisar usuários ...
Compilaçãodos Dados                                          foram citadas pela especialista comoA compilação de dados foi...
Conclusão                                                                                              abertura e         ...
Referências BibliográficasAMBROSE, G.; HARRIS,P. Design Thinking. Bookman, 2011.                           MAYRING, Ph. Ei...
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Trabalho de TCC para Pós Design Centrado no Usuário, Universidade Positivo. Ludmyla Gaudeda e Rafael Miashiro.

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  1. 1. Universidade PositivoDesign Centrado no UsuárioProjeto FinalProf. Marcio Fabio Leite Alunos: Ludmyla Gaudeda Rafael Miashiro
  2. 2. IntroduçãoÉ arriscado para as empresas Um número cada vez maior de de vista. Artefatos como desenhos,planejarem o futuro, mas sem este empresas estão partindo para protótipos, ou o produto final podem serplanejamento é possível que se deparem estratégias e análises antropológicas e usados também. Em ambos os casos, acom o inesperado, segundo etnográficas para extrair tendências. qualidade da informação irá variar dePuchaski (2008). Na ausência de uma Pesquisar o presente é a maneira de indústria para indústria, e com variadosestratégia futura para o produto, as ter ideias e de identificar pequenas grupos de usuários.empresas correm o risco de se tornarem tendências locais que poderão vir a serabsoletas e sem uma alternativa para uma tendência de um grupo maior. Segundo pesquisa da Fundaçãoretornarem ao mercado rapidamente. Pesquisadores de tendências analisam Instituto de Pesquisa (FIPE), sobre contextos culturais e viajam o mundo o mercado editorial no Brasil, osAinda conforme o autor, ferramentas procurando por atividades que podem brasileiros compraram cerca de 469,5de previsão e métodos para se planejar se tornar uma tendência. milhões de livros em 2011.o futuro se baseiam em construções Considerando o mercado editorialde cenário, brainstorm e estudos De acordo com Von Stamm (2003) a “superaquecido”, o objetivo desteantropológicos, porém o ponto principal aproximação científica para identificar projeto é identificar tendências deé a interpretação dos dados resultantes tendências está ligada à várias leitura para um futuro de 10 anos.destas técnicas. técnicas originárias da pesquisa de Para tanto, foi levantado dados como marketing. Existem basicamente duas histórico da leitura no mundo, a As empresas que investem em abordagens de pesquisa: a quantitativa evolução dos e-books** e como se desenvolvimento futuro estão e a qualitativa. A primeira envolve identifica tendências de design e trazendo os “sonhos para a pesquisas e questionários, a segunda comportamento. realidade.” entrevistas, focus group* e observação. Bruce and Bessant (2002) Abordagens qualitativas tem a vantagem de gerar um profundo entendimento das necessidades dos usuários e pontos* Discussões em grupo** Abreviatura em inglês de eletronic books, que significa livros eletrônicos
  3. 3. FocoOBJETIVO HIPÓTESEComo as pessoas lerão livros daqui Com as novas possibilidades que o meio10 anos? Descobrir de que forma as digital traz, a leitura será feita atravéspessoas lerão no futuro, usando que tipo de imagens e links, e a cada novode artefato (digital ou não) e quais tipos capítulo lido, as pessoas compartilharãode experiências serão interessantes. e comentarão com seus amigos através de redes sociais.OBJETIVOS Apesar de crescente as mudançasESPECÍFICOS tecnológicas, daqui a 10 anos - em 2022, a leitura com o livro físico e a1.Verificar a aderência do público-alvo leitura com o livro digital coexistirão,frente aos dispositivos eletrônicos dependendo do usuário e dadisponíveis para leitura (ipad, kindle, característica de cada livro.positivo alfa);2. Mostrar possibilidades de novasexperiências de leitura (imagens, links*,não-linearidade, leitura social).*links são ligações por meio das quais se pode saltar para outra parte de uma página
  4. 4. ContextoEm meados de 1945, o Dr. Vannevar internet, ou seja, não podiam prever as O que são e-books? como sons, gráficos, vídeos e em algumBush, Diretor do Departamento de mudanças que viriam com ela, afirma deles até mesmo a interatividadePesquisa e Desenvolvimento Científico Procópio (2010). através de exercícios, quizzes e jogos. Se Os e-books (livros eletrônicos) temdos EUA, idealizou o que seria o os e-books fossem apenas a digitalização como característica inerente a inserçãoprimeiro protótipo de um dispositivo Sendo assim, os e-books não podem ser do livro, a impressão do mesmo seria de um livro no meio digital, de maneirade leitura, o qual apelidou de MEMEX considerados uma novidade no meio mais conveniente do que a leitura na que este pode ser visualizado através(MEMory EXtension). Este dispositivo tecnológico nem no meio editorial. tela do computador, afirma Bottentuit e de um computador ou dispositivotrazia o conceito do acesso a uma teia de Michel Hart, quem Procópio (2010) Coutinho (2007). móvel. Frequentemente, os e-books,servidores com conteúdo informacional considera o inventor o livro eletrônico, erroneamente, são comparados ainterligada, como hoje é conhecida a fundou o projeto Gutemberg no início uma simples digitalização de livrosinternet. da década de 1970. A Biblioteca Virtual físicos, mas para ser considerados do Estudante Brasileiro da USP foi e-books, alguns pontos precisam serNo ano de 1998, duas empresas criada em 1996, a ebooksbrasil.org, que levados em conta. De acordo comenvolvidas com a indústria editorial, é outra base de e-books em português, Bottentuit e Coutinho (2007), paraa SoftBook Press e a NuvoMedia, foi criada em 1999. Como podemos ser considerado um e-book é precisolançaram respectivamente os e-readers perceber, o uso dos livros eletrônicos é que sejam tidos em consideraçõesSoftbook Reader e o Rocket Ebook. discutido muito antes do aparecimento alguns pontos importantes no que dizDa invenção do MEMEX até esses do Kindle e do iPad, afirma Procópio respeito ao aspecto estético, gráfico edois lançamentos outras tentativas (2010). organizacional, ou seja, o tipo de letrahaviam sido feitas também. Todos esses deve ser o mais adequado, a quantidadedispositivos pioneiros não vinham do texto deve ser mais distribuídacom um modelo de negócios que entre as páginas, o uso de cores econtemplasse toda a cadeia produtiva os contrastes obedecem a critériosdo livro. Eles foram apresentados ao específicos, para além da possibilidademercado antes da democratização da de utilização de recursos multimídia
  5. 5. BackgroundEvolução da Leitura Nos dias atuais, com a ascensão dos e-books, é percebida a tendênciaaté o momento de democratização e facilidade da distribuição da informação, vistaCom 1800 anos de vida, o livro passou sempre como justificativa para umapor diversas transformações. No grande mudança no universo dos livros.início, as histórias eram disseminadasoralmente, e com a invenção da escrita,essas informações foram transcritas prapedra ou para o rolo, evitando, assim,que o conhecimento se perdesse aopassar do tempo.No século II, surgiram os primeiroscadernos, conjunto de folhas unidas,mais fácil de armazenar informaçõesque no rolo ou na pedra. O grandemarco na história do livro foi a invençãoda imprensa, por Gutemberg, no anode 1439. Os livros não precisariam maisser manuscritos, mas poderiam serimpressos em grande quantidade.
  6. 6. Benchmark Visão do Google sobre Visão da IDEO sobre o Visão da Mag+ sobre Pottermore: o futuro dos livros futuro dos livros a leitura de revistas experiência de http://www.youtube.com/ http://www.youtube.com/watch?v= no futuro leitura online watch?v=ZKEaypYJbb4 cLSdzGDxqVU&feature=results_vid http://vimeo.com/8217311 http://www.pottermore.com/ eo&playnext=1&list=PLD970B002E 60772DB
  7. 7. MetodologiaDesign Thinking Pág. 50/51 – Design Thinking – Gavin Ambrose & Paul HarrisComplementando a utilização domultimétodo, foi aplicada a metodologiade Design Thinking parcialmente,baseada nos autores Gavin Ambrose& Paul Harris, sendo que as etapasaplicadas são: do projeto. Afasta-se em diferentes direções a partir de um ponto comum, também chamada de branching out. É nesta fase que é feita a coleta de dados para o projeto, através de pesquisas de diversos tipos. 3. Convergência: é a contração de algo para um ponto central, ocorrendo uma generalização. Nesta etapa é feita a DEFINIÇÕES 2 DIVERGÊNCIA CONVERGÊNCIA compilação da “divergência” para ideias,1. Definições: fase onde é definido o signos ou outros aspectos em comumproblema de design a ser resolvido, suas encontrados anteriormente.causas e o público-foco da pesquisa queserá feita em seguida.2. Divergência: divergência é aexpansão partindo do ponto central
  8. 8. Conceitos e TermosPesquisa Qualitativa em um ambiente natural”. Os através de gráficos e números. Nas Mayring (2002), a ênfase na totalidade A pesquisa qualitativa é inerentemente afirma Campbell & Stanley (1963); pesquisadores qualitativos estudam os palavras de Mayring (2002), “nem do indivíduo como objeto de estudo é multimétodo, segundo Denzin & Ibrahim, (1979) é concebível observar fenômenos em seus cenários naturais, estruturações teóricas e hipóteses, nem essencial para a pesquisa qualitativa, Lincoln (1994), e utiliza-se de vários comportamento no seu contextoA abordagem qualitativa para a tentando interpretá-los através dos procedimentos metodológicos devem isto é, o princípio da Gestalt. métodos, ou triangulação, na tentativa natural, criar experimentos que utilizematividade de pesquisa é tipicamente significados que as pessoas vinculam a impedir a visão de aspectos essenciais de trazer uma visão aprofundada o sujeito como seu próprio controle ,usada para responder questões sobre eles. do objeto [de pesquisa]”. Ao mesmo Segundo Gunther (1986), em sobre um fenômeno em questão. Para bem como realizar entrevistas, aplicara natureza de um fenômeno, com o tempo, enfatiza, que “apesar da abertura um planejamento de pesquisa, o os autores, triangulação não é uma questionários ou administrar testes.propósito de descrever e entendê- Para Flick (2000), a compreensão é o exigida, os métodos são sujeitos a um direcionamento das ações passa, estratégia de validação, mas umalo do ponto de vista dos envolvidos: princípio do conhecimento, na qual é controle contínuo (...) Os passos da necessariamente, pela definição dos alternativa de validação. A combinação Yin (2003) identificou pelo menosos usuários. Leedy (1997) definiu essencial estudar relações complexas pesquisa precisam ser explicitados, métodos para coleta de dados, sendo de múltiplos métodos, materiais 6 tipos de estudo de caso baseadosum estudo quantitativo como “uma ao invés de explicá-las por meio do ser documentados e seguir regras essenciais: o conhecimento prévio da empíricos, perspectivas e observação em uma matriz 2x3. Primeiramente,investigação social ou humana, baseada isolamento de variáveis, as quais viriam fundamentadas” . temátiva, a quantificação dos tempo traz um melhor entendimento, estudo de caso pode ser baseado em umem testar uma teoria composta de da utilização de métodos quantitativos disponível e dos recursos existentes e acrescentando rigor, amplitude e ou múltiplos casos, e ambos os tiposvariáveis, as quais foram mensuradas de pesquisa. Outra característica geral Quanto aos dados a serem pesquisados, do domínio do arsenal de ferramentas profundidade a qualquer investigação. podem ser exploratórios, descritivoscom números e analisadas através dos métodos qualitativos é a construção tanto Mayring (2002) quando passíveis de serem utilizadas. O ou explanatórios. Um estudo de casode procedimentos estatísticos,com o objetivo de determinar se da realidade, na qual a pesquisa é percebida como um ato subjetivo de Flick (2000) citam acontecimentos e conhecimentos cotidianos como autor também sugere que ao invés de discutir vantagens sobre cada Estudo de Caso exploratório destina-se a definir questões e hipóteses para um estudoas generalizações anteriormente construção. Segundo elementos da interpretação dos dados. estratégia possível para se resolver posterior ou determinar viabilidade de No contexto de um estudo de caso,feitas se tornam verdadeiras. E, ao Flick (2000), a descoberta e a Umas das distinções entre a pesquisa um problema, é necessário convergir procedimentos de pesquisa. Um caso delimitado como a coleta e análise decontrário, definiu o estudo qualitativo construção de teorias são objetos de qualitativa e a pesquisa quantitativa metodologicamente as estratégias, descritivo apresenta uma completa dados sobre um exemplo individualcomo “processo investigativo para estudo deste tipo de abordagem. Um é o impacto da interação entre o ou seja, buscar maneiras de agregar descrição de um fenômeno dentro de para definir um fenômeno mais amploentender um problema social ou quarta diferença do método qualitativo pesquisador e seu objeto de estudo, isto disciplinas, teorias e métodos, com seu contexto. Um estudo explanatório Vogt (1993) podem-se coletar e analisarhumano, baseado em um complexo é que o resultado é dado em forma de implica em um processo de reflexão o objetivo de integrar diferentes apresenta dados e suas relações de tanto dados quantitativos quantode informações, mostrando visões textos, imagens e vídeos, diferentemente contínua sobre o comportamento experiências, validando os resultados causa e efeito, explicando como eventos qualitativos. Além disto, conformedetalhadas dos participantes, conduzido da pesquisa quantitativa, que se dá enquanto pesquisador. Segundo sob uma perspectiva multimétodos. acontecem.
  9. 9. Plano de AnálisesObservação eentrevista com Estudo de Casousuários Pottermore é um dos primeiros sites dePrimeiramente, com o objetivo de leitura interativa na web. Através delecolher inputs qualitativos para a lê-se capítulos de Harry Potter atravéspesquisa (ideias, percepções, opiniões), de imagens e links, e pontua-se comoserá realizada uma entrevista com pré- em um jogo. O objetivo de estudar esteadolescentes. caso é analisar possibilidade, verificar adesão/abandono dos usuários eObservação e viabilidade.entrevista em Entrevista comlivraria especialistaSerá feita uma pesquisa de campo emuma livraria. Através desta técnica Será realizada uma entrevista combuscaremos mais informações de como especialista da área de ebooks, comé feita a compra dos ebooks e livros o objetivo de perceber tendências,impressos atualmente, a procura por na visão de uma pessoa que está nocada tipo etc. mercado editorial e de tecnologia.
  10. 10. Perfil 01Observação e Entrevistas Ricardo Orengo 15 anoscom pré-adolescentes Rock Alternativo Metallica estiloO foco da observação e entrevista foibaseado em pessoas com interesse na no Instituto, que foram identificadas pela observação dos professores, dos games playstation God of Warleitura e idade entre 11 a 15 anos. Esse próprios familiares ou provenientes depúblico-alvo foi destacado pelo fatode: Se há habito de leitura nessa idade, diagnóstico de psicólogos. internet 12 horas diárias tumblrgrandes chances de serem leitores Foram feitas quatro visitas em oficinasfuturamente. de Arduíno, Produção de Texto e Teatro. As duas primeiras visitas foram apenas leitura no futuro?Os pré-adolescentes observados e de observação passiva e a identificaçãoentrevistados nesta etapa da pesquisatem uma característica em comum, são de potenciais crianças que poderiam ser entrevistadas nas visitas seguintes. “ A leitura vai estar na internetpessoas com altas habilidades (super- A escolha de 3 crianças se deu pelodotação). A definição desse perfilocorreu pelo acolhimento na que tange fato delas possuir proatividade em suas atividades, gostar de se expressar as pessoas vão dar mais preferência ema concessão para observação passiva euma possível abordagem direta liberada e ter um perfil de liderança, como por exemplo, tentar coordenar equipe. e-book.”pela coordenação da oficina de altashablidades localizada no Instituto deEducação do Paraná.Atualmente são 46 crianças de 7 a 15anos superdotadas que frequentam asatividades extra-curriculares oferecidas
  11. 11. Perfil 02 Perfil 03 Marco Prybysz 11 anos Taylor de Lara primeiro lugar olimpíadas de matemática 13 anos a quer ser Engenheiro de aviões Rap Eminem estilo Gosta de ler João Guimarães Rosa quer ser Biólogo Gosta de miniatura games playstation 3 Gosta de ler Mangá leitura no futuro? Vampiro - O Diário Perdido “ A leitura vai ser holográfica games playstation God of War(...) a pessoa pegasse mas não existisse (fisicamente) ” leitura no futuro? “ Você poderá folhear o livro no ar, (...) como se não precisasse segurar.”
  12. 12. Análise dasobservações eentrevistasO que se observou nas visitas dasoficinas foi que esse público de pré-adolescentes super-dotados sãointeressados em questionar, perguntar eaprender.As duas visitas de observaçãocontribuiu para uma aproximação maisamigável além de conseguir identificaros mais propensos em desenvolver umaentrevista mais produtiva.Um item incomum nos trêsentrevistados é o interesse pelo videogame Playstation, o que pode citaruma tendência em “gamification” parao futuro da leitura, pois um nicho demercado que costuma ler livros físicos,poderá também integrar a leitura comjogos. Local das Oficinas (Instituto de Educação do Paraná - Curitiba, Paraná)
  13. 13. Observação e entrevistaem livrariaFoi realizada uma pesquisa de campona Livraria Cultura, em Curitiba.O objetivo foi colher informações sobrea venda de e-books: como é realizada, Como é feita a vendavalores comparados com livrosimpressos e opiniões de vendedores. de e-books dentro da livraria? O e-books são vendidos via web, mas existe a publicidade impressa dentro da livraria, exposta ao lado dos livros impressos. São materiais que contém o design gráfico da capa original, e no verso contém a sinopse do livro, como mostrado na imagem abaixo. A compra de um ebook pode ser realizada pela internet ou pela livraria. O cliente efetua o pagamento e recebe um link para download do livro (PDF ou ePub), e pode fazer o download até 6 vezes. Os livros, segundo os vendedores da livraria, tem um número limitado de downloads, mas não possuem proteção contra cópia, ou seja, poderia ser compartilhado sem dificuldades.
  14. 14. Comparação dosvalores cobradospelos e-books e peloslivros impressosOs e-books ainda não possuemum preço muito abaixo dos livrosimpressos, apesar da tendência dediminuição do preço ao passar dosmeses, segundo os vendedores. Aindaé possível encontrar e-books acima deR$70,00. Entrevista com vendedores da livraria Segundo os vendedores da Livraria Cultura, os e-books mais vendidos são os das áreas técnicas, principalmente de Direito e Medicina. O principal motivo identificado para a compra de e-books é o excessivo peso que todos os livros necessários para as aulas possuem. Os estudantes optam pelo e-book pela praticidade, e não pelo preço, já que neste quesito não há muita diferença entre e-books e livros impressos. Os vendedores também percebem uma diminuição do preço dos e-books, que segundo eles, é uma tendência devido a cada vez maior popularização dos aparelhos para leitura digital.
  15. 15. Estudo de CasoObjetivo Objeto de análise Método de análiseO objetivo esta análise é descrever Pottermore é a mais recente (2011) Os tipos de de interação foramos tipos de interação presentes na iniciativa do popular universo de Harry marcados nas imagens printsreenplataforma, como por exemplo: Potter, de J.K. Rowling. A iniciativa é da plataforma, seguindo a seguinteintegração com redes sociais, rede social uma transmídia voltada para milhões de legenda:própria, elementos típicos de jogos, fãs de Harry Potter ao redor do mundo.texto encontrado em formato diferente A autora define Pottermore como umaao encontrado no livro, etc. experência online interativa para a “geração digital”, e afirma ainda quePara esta análise, a plataforma foi Pottermore não deve ser interpretadoutilizada até o capítulo 7, sendo como outro livro de Harry Potter em Simulação de livro impresso Rede social própriamarcada nas imagens ao lado a formato digital, mas como um canalincidência de vários tipos de interação. para promover e expandir o conteúdo dos livros, em uma inovadora, digital e interativa narrativa. Pottermore pode ser acessado via web, através do website www.pottermore.com. O cadastro é Elementos de jogo Complementação com vídeo realizado vi email, e o nome de login é fornecido pelo site. Na página inicial pode-se encontrar vídeos explicativos gravado pela própria autora, além de ser possível comprar ebooks e audiobooks Nova forma de ler um texto Elementos WEB do livro Harry Potter.
  16. 16. Tipos de interação Complementação com vídeo: O recurso de vídeo foi encontrado tambémencontrados como forma da autora explicar a plataforma.Rede social própria: a plataformapossui um rede social própria, que Elementos de jogo: Forampromove a integração e contato entre os encontrados diversos elementosusuários. É possivel interagir em fóruns característicos de jogos: comodas casas participantes. dashboard, pontuação, competição, batalhas, coleta de materiaisNova forma de ler um texto: Foram importantes, etc.encontradas maneiras diferentes de“ler” um trecho, seja através de vídeos Simulação de livro impresso:ou hiperlinks. em alguns momentos, a plataforma apresenta o texto de forma semelhanteElementos WEB: A plataforma, até ao livro, em uma página que simulamesmo por ser online, possui vários papel.elementos característicos de websites:links, menu, shopping online e botõesde navegação.
  17. 17. Pontos Positivos da Pontos Negativos da Pontos a serem Considerações Pottermore é uma plataforma inovadora se levarmos em conta oPlataforma Plataforma considerados Pottermore é uma plataforma ano atual. Mas como vivemos em uma interessante por englobar várias fase em que cada vez as mídias digitaisComo ponto positivo da plataforma, Como ponto negativo, percebe-se que a A plataforma é voltada para fãs, sendo mídias, algo pioneiro no setor são utilizadas, é possível que daqui a 10pode-se listar a convergência de plataforma exige um conhecimento assim, costumam ser extremamente editorial. O sucesso se deve em grande anos não haja grandes dificuldades demídias. O usuário lê cada parte do prévio de diversas mídias: engajados e curiosos. parte por se tratar de um público utilizá-la e ela pode ser tornar comum.livro de maneira diferente, porém games, websites e redes sociais. Essa extremamente engajado e jovem, abertocomplementar. O usuário mais curioso característica, apesar de enriquecer a à mudanças de paradigmas. Porém,tem a chance de encontrar informações proposta, limita o público-alvo em um talvez não seja aplicável à váriosexclusivas, através de jogos. público digital. tipos de livros, pois depende muito do público-alvo. Um público que não esteja A plataforma também tem como habituado às mídias digitais e games, característica ser complementar ao poderá encontrar dificuldades para livro em seu formato inicial. Ou seja, utilizá-lo. o usuário terá um experiência muito superior se já tiver lido o livro inteiro Outra questão importante é salientar anteriormente. que a plataforma não é voltada para a primeira leitura do livro. A autora deixa claro que é uma nova experiência de leitura, porém, complementar à leitura tradicional.
  18. 18. Entrevista com Especialista leitura no própria tela do computador, “Você tem de bater na coisa...semNome: Monica Fernandes Entrevista Monica afirma ter observado um obra, no sentido que, se é um livro Monica relata que a tela não facilita a querem desperta algo, dar umaCargo Atual: Especialista em aumento significativo no hábito de técnico, ela vai observar se esse leituras longas e complementa: folheada rápida e daí de repenteExperiência do Usuário na Positivo leitura, principalmente na área de livro, de certa forma está plageando A entrevista foi gravada em Curitiba descobrir alguma coisa que nãoInformática livros técnicos, e comenta que é uma outro” no dia 16 de fevereiro de 2012, “Pergunta se um jovem gosta de estava previsto.” conseqüência natural ao acesso, cada a sua transcrição completa está ler na tela do computador. EleObjetivo disponibilizada em vez maior, à educação. Com relação ao mercado Editorial, principalmente no aspecto que tange a não aguenta, ninguém lê, é chato. Finalizando a entrevista, Monica sugere http://designcentradonousuario. Internet você tá lendo várias coisas. algumas coisas que poderiam melhorar Ao ser questionada a respeito de um publicação, a especialista explica queO objetivo principal da entrevista wordpress.com Você vai sentar para ler um livro, a relação device-usuário: serviço hipotético na internet em que existem vários fatores que interferemcom a especialista que trabalhou na o notebook facilitou um pouco, mas o autor publicasse seu livro na rede, e influencia uma Editora a aceitar umárea Editorial e atualmente trabalha O início da entrevista foi a respeito do esquenta a perna, pesa...” 1. Falta a interação, talvez fosse um lápis uma espécie de Editora on-line, Mônica autor em início de carreira:com experiência do usuário em uma funcionamento de direitos autorais no que eu pudesse até colorir; firma que surgiram diversas start- Com relação aos aparelhos específicosempresa de informática foi tentar país, Monica comenta que o assunto ups há 10 anos atrás, nos EUA. Elas se “O livro que está produzindo éidentificar tendências para o mercado abrange muito a questão cultural, pois para leitura de e-book, Monica cita 2. Compartilhamento entre os usuários; basearam no conceito de self -publish, bom? O livro que você fez, concorreeditorial, para isso, foi questionado a a lei só funciona se ela é realmente o exemplo de seu irmão (detentor de porém não obtiveram sucesso e logo com outros livros da Editora, ouquestão de direitos autorais de autores, praticada e diz: um Kindle) que viaja bastante, e o fato 3. Fazer uma entre-linha confortável e foram fechadas. Monica argumenta mesmo que concorra é uma coisacrescimento do hábito de leitura, dele não carregar o peso é um alívio. lugar para anotação; boa para Editora, qual o público, que esse mercado de self-publish nãomodelos de negócios de start ups “os professores dos Estados Unidos qual o mercado. Pode ser bom, mas Porém para algumas pessoas, a questão distribuia dizendo (...) que tinha funcionou nos EUA, afinal, a Editora social, ainda tem um peso importante,relacionado a livros digitais bem como não tem mercado nenhum. (…) As 4. Duas interfaces diferentes, uma hora liberado pelo próprio autor (…). ainda tem papel importante de relacionado ao livro físico, pois muitasalguns problemas encontrados em vezes é mais barato publicar um touch, outra hora não-touch, causa Há um pedido de autorização. Ele selecionar, ou seja, qualidade do vezes a pessoa quer mostrar o que estádevices para leitura digital. estrangeiro com o mesmo tema do confusão. não pode infringir, pois vai ter conteúdo precisa ser verificada e lendo. que pegar um autor nacional e que algum problema.” homologada. não é tão conhecido e trabalhar em cima.” Na opinião da especialista, livraria tem De acordo com sua experiência no “Uma Editora, um dos papéis dela suas características particulares: ramo Editorial entre 1990 e 2002, é ter esse cuidado intelectual com a Quando foi abordado o assunto de
  19. 19. Considerações comprovado ao obeservar a estrutura da Monica sugere pesquisar usuários que Livraria Cultura recém inaugurado no sejam mulheres na faixa dos 40 anos, Shopping Curitiba. pois é um público que está consumindoAlguns dados, tiveram bastanteconvergência entre as diversas leitura digital e que a maioria dos pré- Observando as fala de Ricardo Orengo, adolescentes estão interessados empequisadas realizadas. 15 anos, que cita “Meu pai me deu o outras questões que não seja a leitura. livro”, reforça o que a especialista relata Por isso pesquisar os usuários comPode-se citar a questão de livros sobre seus sobrinhos que sempre foram perfil de super-dotação com interessetécnicos, pois o mercado está crescendo incentivados a lerem. A respeito do em leitura contribuiu para validar asignificativamente e as pessoas estão hábito de leitura Monica diz “tem essa pesquisa.disposta a investir em um e-book. coisa que vem de casa”.Na entrevista com a especialista,ela comenta, por exemplo, que os Vale ressaltar também que algunsestudantes do curso de Direito precisam preços praticados pela venda de livrosler vários livros “grossos” e “pesados” digitais ainda são altos, observadosque são essenciais para a formação, e os na Livraria Cultura, de acordo com ae-books surgem para contribuir nesse especialista se o preço for acessível, anicho. tendência é as pessoas comprar mais mesmo que não leia imediatamenteAo fazer um paralelo entre questõesabordadas na entrevista com a Outra questão interessante é aespecialista e com o observação dos pré- tendência em traduzir livros bestadolescentes é que, estes realmente não sellers que foram sucessos nos EUA,gostam de ler na tela do computador. como o caso dos livros de Harry Potter.Ricardo Orengo, 15 anos, diz que “cansa Monica diz que ficou quase simultâneoo olho” ficar lendo muito tempo no a tradução desse livros e que as Editorascomputador. participam de uma espécie de “leilão” , ou seja, quem oferece mais vantagens eA especialista ainda comenta que benefícios leva o direito de traduzir.mesmo a tendência ser a leitura digital,as livrarias física estão em alta, fato
  20. 20. Compilaçãodos Dados foram citadas pela especialista comoA compilação de dados foi feita da uma tendência, e foi identificadaseguinte forma: primeiro foram como um aspecto importante do casoretirados pontos-chave de cada frente analisado.de pesquisa, os pontos que tiveram maiscitação ou importância dentro de cada Simulação de livro impresso: tanto nocontexto. Depois, foram identificados caso analisado como nas livrarias, foiaspectos comuns, citados em mais de identificada uma tendência atual deum tipo de pesquisa. simulação de livro. Porém, na entrevista com os usuários foi percebida umaForam identificados 5 pontos tendência a abandonar a forma atual deimportantes na compilação das se ler e folhear.pesquisas: Web: foram identificados aspectosE-books: os e-books foram citados nas comuns da internet, como os hiperlinks,diferentes abordagens, tanto como e os downloads.tendência de curto prazo quanto demédio prazo. Livros Técnicos: os livros técnicos tendem a ser os primeiros a ter grandeGames: os games tiveram importância venda em formato e-book, devido aopara os usuários entrevistados e excesso de peso do livro impresso.também é a base do caso analisado. Hábito de Leitura: tanto a especialistaRedes Sociais: as redes sociais e o como os pré-adolescentes acreditam quecompartilhamento de informações o costume de ler é ensinado em casa.
  21. 21. Conclusão abertura e engajamentoA pesquisa realizada identificou a Acredita-se que os livros impressostendência e disposição dos usuários em coexistirão com os livros digitais porter um device (aparelho eletrônico) para diversos motivos, mas principalmenteleitura, principalmente movidos pelafacilidade de transporte. Atualmente,devido aos valores praticados tanto os altos valores praticados no mercado e o costume das gerações mais antigas e atuais de ler o livro impresso. Porém, hiperlinks novas formasdos devices quanto de e-books, ainda as novas gerações não apresentam e booksnão é comum o usuário possuir um barreiras pessoais contra a adoçãodevice. Foram percebidas diversas de devices de leitura e nem contratendências que transformam a leitura novas formas de leitura. Isso pode diálogos de leituraconvencional em uma experiência significar para o mercado editorial umadiferenciada. Tais como não-linearidade oportunidade de negócio gigantesca. Há(proporcionada por hiperlinks e games), muitas possibilidades de proporcionargamification e leitura social (diálogos e experiências de leitura diversificadascompartilhamentos). para cada público. não-linearidade disposiçãoRelacionando a tendência de livrosdigitais com games, vale ressaltarque em junho de 2011, foi anunciadouma parceria entre Playstation 3 e aautora do livro Harry Potter, que estádesenvolvendo um livro interativo. Osjogadores utilizarão os controles comsensores de movimento PlayStationMove como varinhas mágicas paramudar de página e aprender feitiços.
  22. 22. Referências BibliográficasAMBROSE, G.; HARRIS,P. Design Thinking. Bookman, 2011. MAYRING, Ph. Einführung in die qualitative Sozialforschung [Introdução à pesquisa social qualitativa]. (5a ed.). Weinheim: Beltz, 2002.BOTTENTUIT, J.B.; COUTINHO, C. P. A Problemática dos E-Books: um contributo para o estado da arte. Memorias da 6ª Conferencia Ibero- PROCÓPIO, E. O livro na era digital: o mercado editorial e as mídias digitais, 2010.americana emSistemas, Cibernética e Informática (CISCI). Pg.106-111, Vol. 2. Orlando, EUA, PUCHASKI, K. Feel the Future: Perceptions of branding and design towards2007. product development in the motor industry. Thesis submitted to the Board of Research of the Royal College of Art for the degree of Doctor of Philosophy, 2008.BRUCE, M. ; J. BESSANT, J. Design in business : strategic innovation throughdesign. Harlow, Financial Times Prentice Hall, 2002. VOGT, W. P. Dictionary of statistics and methodology: A nontechnical guide for the social scientist. Newbury Park: Sage, 1993.CAMPBELL, D. T. ; STANLEY, J. C. Experimental and quasi-experimental designsfor research. Chicago: Rand McNally, 1963. VON STAMM, B. Managing innovation, design and creativity. Chichester, Wiley, 2003.FLICK, U. Entrevista episódica. Em M. W. Bauer & G. Gaskell, G. (Orgs.),Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático (pp. . (P. A. YIN, R. K. Case study research: Design and methods (3rd ed.). Thousand Oaks, CA:Guareschi, Trad.). Petrópolis: Vozes, 2000. Sage, 2003.GÜNTHER, I. A. Pesquisa para conhecimento ou pesquisa para decisão? UNGER, Russ; CHANDLER, Carolyn. O Guia para projetar UX. Rio de Janeiro:Psicologia: Reflexão e Crítica, 1, 1986. Alta Books, 2009.LEEDY, P.D. Practical research: Planning and design (6th ed.). Columbus, OH:Merrill, 1997. Fim

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