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AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,
A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL.
BELO HORIZONTE, 29 DE FEVEREIRO DE 2020 - ANO XXV - Nº 274
PÁGINA 4
PÁGINA 23
PÁGINA 13
PÁGINA 14
Site: www.jornalinconfidencia.com.br
E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br
INTERVENÇÃO MILITAR, JÁ!
PÁGINAS 16 E 17
No próximo mês, apresentaremos mais uma Edição Histórica da Revolução de 31 de
Março de 1964, dedicada à população brasileira, especialmente à sua juventude.
É mais uma iniciativa do Jornal Inconfidência, no sentido de difundir a verdade
histórica dos fatos ocorridos naquela época e nos tempos seguintes àquele acontecimen-
to que salvou o nosso país da investida comunista que nos ameaçava e continua a nos
ameaçar, cada vez mais. A exemplo da Edição Histórica sobre a Intentona Comunista
de 1935, editada em 27 de novembro de 2019, as matérias e os fatos ali narrados são
VERDADEIROS e podem ser perfeitamente confirmados através das edições dos
principais jornais e revistas da época.
56º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO
DE 31 DE MARÇO
DE 1964
São Paulo Rio de Janeiro
Os presidentes do Grupo Inconfidência, do Círculo Militar de Belo Horizonte, da
AOR-EB - Associação dos Oficiais da Reserva, da ANVFEB/BH - Associação
Nacional dos Veteranos da FEB, da ABEMIFA - Associação Beneficente dos
Militares das Forças Armadas, Clube de Subtenentes e Sargentos do Exército /
BH, da AREB/BH - Associação dos Reservistas do Brasil e do Círculo
Monárquico/MG, têm a honra de convidar seus associados e familiares
para a solenidade cívico-militar, em homenagem à
CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964.
Data: 02 de abril - Quinta-feira - Hora: 19:30
Local: Círculo Militar de Belo Horizonte COMPAREÇA E CONVIDE
SEUS PARENTES E AMIGOS.
NR: Todos aqueles que participaram do Movimento, civis e militares, homens
e mulheres, que desejarem apresentar seus depoimentos nessa ocasião,
façam contato com este jornal até 30 de março.
jornal@jornalinconfidencia.com.br
ConviteConviteConviteConviteConvite
PRESIDENTE
DO STF,
MINISTRO
DIAS
TOFFOLI
NÃO TEM DOUTORADO;
NÃO TEM MESTRADO
NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO;
REPROVADO EM DOIS
CONCURSOS PARA JUÍZ
ADVOGADO DO PT EM
1998, 2002 E 2006
INDICADO MINISTRO DO STF
POR DILMA
O MAU SENSO RELATIVO
À REMUNERAÇÃO DOS
MILITARES
AOS 40 ANOS O PT
ESTÁDECRÉPITO
Profª. Maria Lucia Victor Barbosa
EXCESSO DE PARLAMENTARES
ESCASSA PRODUÇÃO
Cel José Batista Pinheiro
AS SABOTAGENS CONTRA
O GOVERNO BOLSONARO
TEN CEL PMERJ Luiz Felipe Schittini Cel Int da FAB Lúcio Wandeck
GRANDE CHAMADA
PARA O DIA 15 DE
MARÇO DE 2020
8Nº 274 - Fevereiro/2020 22
* A. C. Portinari
Greggio
* Economista
PAULO FREIRE, BANCOS, PREVENÇÃO
AO CRIME E TOTALITARISMO
Boas intenções e elevados princípios podem levar ao Estado totalitário
No Estado Totalitário de Direito, até Papai Noel
vigia a população.
No último artigo, pro-
metemos esclarecer o
que Paulo Freire entendia por “educação ban-
cária”. Parece que ele mencionou o conceito
pela primeira vez na Pedagogia do Oprimi-
do, cujo capítulo 2 se intitula A concepção
“bancária” da educação como instrumen-
to da opressão. A partir dali, emprega rei-
teradamente o adjetivo bancário no sentido
pejorativo, estendendo sua conotação, como
em governo bancário, regime bancário, men-
talidade bancária etc.
Vejamos como Paulo Freire define a
“educação bancária”:
“Quanto mais analisamos as rela-
ções educador-educando (...) mais pode-
mos nos convencer de que estas relações
apresentam um caráter especial e marcante
– o de serem relações fundamentalmente nar-
radoras, dissertadoras. (...) A tônica da edu-
cação é preponderantemente esta: narrar,
sempre narrar. (...) A narração (...) conduz os
educandos à memorização mecânica do con-
teúdo narrado. Mais ainda, a narração os
transforma em ‘vasilhas’, em recipientes a
serem ‘enchidos’ pelo educador. Quanto mais
vá ‘enchendo’ os recipientes com seus ‘depó-
sitos’, tanto melhor educador será. Quanto
mais docilmente se deixem ‘encher’, tanto
melhores educandos serão. Desta maneira a
educação se torna um ato de depositar, em
que os educandos são os depositários e o
educador o depositante. Em lugar de comuni-
car-se, o educador faz ‘comunicados’ e depó-
sitos que os educandos, meras incidências,
recebem pacientemente, memorizam e re-
petem. Eis aí a concepção ‘bancária’ da
educação, em que a única margem de ação
que se oferece aos educandos é a de recebe-
rem depósitos, guardá-los e arquivá-los”.
(Pedagogia do Oprimido, cap. 2).
O que Paulo Freire descreve é o pro-
cesso adotado em algumas escolas brasilei-
ras, no século 19 ou no começo do 20, tal
como a descrita no romance Doidinho de
José Lins do Rego.
Mas nada disso existia na época em que
escreveu. Os métodos então recomendados no
Brasil condenavam a decoração de lições e
estimulavamacapacidadecriadora,ainteração
com o professor e, quando necessário, o livre
debate nas salas de aula. Mas essa liberdade de
debater era limitada porque os professores
logo percebiam que os debates não levavam a
lugar nenhum, pelo óbvio fato de que os alunos
ignoravam os temas propostos. A dura verda-
de é que o debate só conduz ao conhecimento
nos fantásticos diálogos de Platão, nos quais
Sócrates conduzia os alunos a tirarem suas
próprias conclusões por meio de habilidosas
cadeias de perguntas (e aproveitava o ensejo
para comer alguns dos moleques mais desa-
vergonhados). Na prática das nossas salas de
aula os debates, além de não conduzir ao
conhecimento, são aproveitados pelos maus
alunos para embromar e transformar as aulas
em tertúlias sociais. Cientes disso, os bons
mestres preferiam transmitir conteúdo e co-
brar aprendizado. E de fato as escolas daquela
épocafuncionavameformavamcidadãoscom-
petentes. Essa história das “vasilhas” e dos
“dóceis depositários” de não passa de propa-
ganda de Paulo Freire para exaltar as virtudes
de seu método, o qual, como verificamos no
artigo anterior, não existe.
A crassa concepção da
“educação bancária”
Para Paulo Freire, bancos são locais
onde se “guarda” dinheiro. As notas ou moe-
das são contadas, registradas e mantidas no
cofre para ser depois devolvidas a alguém.
Segundo essa concepção, bancos seriam seme-
lhantes a guarda-móveis, a estacionamentos
de carros, ou guarda-volumes de supermerca-
dos. Sua função seria receber e depois devol-
ver a coisa guardada, no mesmo estado.
Qualquer pessoa com mínimo conheci-
mento de Economia sabe que os bancos não
são simples guardadores de dinheiro. Muito
ao contrário. Desde a antiguidade se observou
que os bancos têm a peculiaridade de multipli-
car automaticamente o dinheiro depositado.
Não se trata de mágica: é o conhecidíssimo
efeito multiplicador. Este não é local adequado
para o bê-á-bá da economia, mas a impunidade
com que Paulo Freire usa o adjetivo bancário
mostra que muitos de seus leitores desconhe-
cem, tanto quanto ele, o funcionamento dos
bancos. Vamos, portanto, à nossa lição.
Essencialmente, os bancos são estabe-
lecimentos comerciais como outros quaisquer,
cuja função é nivelar a oferta e a procura de
mercadorias. Exemplo: nas cidades, consome-
se feijão, mas ninguém o planta. No campo, os
agricultores produzem mais feijão do que po-
deriam consumir. Logo, sobra feijão no cam-
po, e falta feijão na cidade. O comerciante
simplesmente adquire o feijão do agricultor e
o vende aos moradores das cidades, ou seja,
equilibra a oferta e a procura do produto.
Os bancos fazem a mesma coisa com
o dinheiro. Quem tem dinhei-
ro de sobra, deposita no ban-
co. Quem precisa de dinhei-
ro, recorre ao banco. A única
diferença é que o banco não
vende dinheiro, porque se-
ria absurdo trocar dinheiro
por dinheiro. Óbvio, não? Em
vez de vender, o banco alu-
ga – ou seja, empresta – e
cobra juros proporcionais ao
risco e ao tempo em que o
seu cliente utiliza o valor em-
prestado.
Mas, além de empres-
tar, o banco faz outro “mila-
gre”: multiplica o dinheiro de-
positado. Como? Pelo meca-
nismo do multiplicador ban-
cário, ou multiplicador mo-
netário.
Na verdade, os ban-
cos têm horror a dinheiro
parado nos seus cofres, ou
nos seus sistemas de infor-
mática. Para eles, dinheiro
parado é prejuízo. Por isso,
empenham-se em fazê-lo
girar, de modo que esteja con-
tinuamente aplicado em atividades direta
ou indiretamente produtivas.
Quando Zé deposita mil reais, o banco
imediatamente empresta quase todo esse va-
lor a Mané. Mané recebe, digamos, novecen-
tos reais de empréstimo; e no mesmo ato de-
posita o dinheiro em conta. Ao ter de volta os
novecentos, o banco reempresta, digamos,
800 reais a Juca. Este também mantém esse
valor em conta; e o banco novamente empresta
750 reais a Chico, e assim sucessivamente.
Desta forma os mil reais iniciais se transfor-
mam em cinco ou seis mil, depositados nas
contas de vários clientes. É verdade que nem
tudo volta ao mesmo banco; mas sempre acaba
depositado em algum outro, porque as pessoas
(físicas ou jurídicas) não guardam dinheiro
vivo em casa. Tomando qualquer sistema ban-
cário como um todo, verificaremos sempre o
mesmo fenômeno: para cada mil reais deposi-
tados, o efeito multiplicador gera cinco, seis ou
dez mil reais em circulação na economia. É
claro que o valor creditado nas contas dos
sucessivos clientes não corresponde ao di-
nheiro vivo que o banco tem em caixa, até
porque o banco multiplica, mas não fabrica
dinheiro. De fato, o que os clientes têm em
suas contas é moeda escritural, ou seja, di-
nheiro que só existe na contabilidade do ban-
co. Mas não faz diferença: a moeda escritural,
que circula na forma de cheques, transferên-
cias ou cartões de crédito, serve para pagar
contas tão bem, ou até melhor, do que o
dinheiro vivo.
É por isso que os bancos têm tanto me-
do das corridas ou pânicos, quando todos os
depositantes querem sacar seus depósitos ao
mesmo tempo. O dinheiro simplesmente não
existe em caixa; nenhum sistema bancário teria
meios de devolvê-lo; e, se o tentasse, arruina-
ria a economia do país, asfixiando mortalmen-
te a indústria e o comércio.
Os bancos têm capacidade para em-
prestar imediatamente o dinheiro depositado
porque fazem a intermediação entre os que
têm dinheiro a mais – os depositantes – e os
que necessitam de financiamento para suas
operações, ou seja, os que têm dinheiro a me-
nos. Em sistemas bancários saudáveis, a prin-
cipal atividade dos bancos é financiar o comér-
cio e a indústria. Emprestar dinheiro alheio é
uma arte. O gerente de banco deve de agir com
conhecimento, prudência e escrúpulo; e, mais
do que analisar a contabilidade dos tomadores,
tem de estudar seu caráter, sua reputação, e
uma série de fatores subjetivos que dão à pro-
fissão um caráter refinadamente humano. O
banqueiro e os bancários não têm nada que ver
com essas imagens de usurários inventadas
pelos comunistas
Bancos são, portanto, estabelecimen-
tos que multiplicam os recursos depositados
e vivem de aplicá-los com inteligência, finan-
ciando a produção. Na mesma linha de arra-
zoado, educação bancária seria a em que os
alunos recebem conhecimentos que multipli-
cam em suas mentes e em seguida utilizam, de
maneira criadora, em atividades benéficas a si
mesmos e à sociedade. Se Paulo Freire tivesse
parado para refletir – ou para ler, estudar e
conhecer melhor em vez de chutar – deveriater
escolhido outro adjetivo. Bancário, definiti-
vamente, não dá.
Já não se fazem bancos
como antigamente
Ou será que dá? Na época em que Paulo
Freire ruminava suas confusas ideias, o
sistema bancário brasileiro ainda funciona-
va do jeito que descrevemos. Não havia tan-
ta inflação, a economia crescia espontane-
amente e os bancos operavam na linha de
frente, abrindo caminho nas fronteiras do
progresso.
De lá para cá, porém, o sistema bancário
sofreu uma degeneração que nem sequer a
modernidade, com seus sistemas online e car-
tões com chips inteligentíssimos, consegue
remediar. O principal cliente dos bancos pas-
sou a ser o governo, entidade sabidamente
improdutiva. Grande parte dos recursos de-
positados nos bancos são emprestados ao
governo a juros altíssimos, tão altos que
desencorajam as empresas e os indivíduos que
também pretendam financiamento. Esses ju-
ros não são culpa do banco. São causados pelo
próprio governo, com sua insaciável fome de
dinheiro. O governo pode endividar-se à von-
tade porque não precisa se preocupar com a
eventualidade de um dia ter de pagar. Afinal,
ele controla os bancos por meio do Banco
Central, tem o monopólio da emissão de di-
nheiro, pode mudar as leis a qualquer momen-
to e, como último recurso, pode dar calote na
dívida.
Além de financiar o governo, os bancos
têm outra função: registrar informações sobre
os negócios e atividades dos clientes e passá-
las às autoridades. Hoje quase todos os paga-
mentos são feitos com cartões de crédito ou
débito. Cada transação é registrada nos siste-
mas de TI dos bancos. As autoridades podem
acompanhar e conhecer em minúcias pratica-
mente tudo sobre a vida de cada indivíduo. É
verdade que os bancos e o governo prometem
manter sigilo. Infelizmente essas promessas
não merecem confiança.
Porque eles querem
prevenir o crime
A política oficial de espionar toda a
população para prevenir certos crimes é
parte da agenda da oligarquia globalista,
que pretende abolir as nações e as fronteiras
eestabelecerumgovernomundial.Nessemun-
do (ainda) imaginário, a oligarquia sabe que
terá de desarmar a população e vigiá-la dia
e noite, como nos piores regimes totalitários.
A história de prevenir crimes é apenas pretex-
to para controlar e vigiar cada indivíduo, inclu-
sive na sua intimidade.
O controle policial das movimenta-
ções financeiras não é invenção brasileira.
Vem de organizações e acordos internacionais
de combate ao terrorismo, ao narcotráfico, ao
tráfico de mulheres, à lavagem de dinheiro e
outros crimes. As rotinas de quebra de priva-
cidade, de transparência, de compliance dos
bancos, são estabelecidas por convenções in-
ternacionais que impõem penalidades aos
bancos e aos países que não as adotam. A rede
bancária internacional funciona como parte
dum sistema mundial de vigilância; e cada
gerente ou caixa passa a ser, se quiser manter
seu emprego, espião de seus clientes.
Combater o crime, proporcionar segu-
rança e justiça, são deveres do Estado e prin-
cípios fundamentais de qualquer civilização.
Sabe-se que o modo mais eficaz de diminuir a
criminalidade é fazer que o potencial crimino-
so não cometa crimes. Como? Usando a mes-
ma razão pela qual o potencial criminoso não
enfia a mão no fogo, não se joga do quinto
andar, não rasga dinheiro: o castigo inevitá-
vel, rápido, doloroso e eficaz.
O conceito de prevenção do crime,
porém, vai muito além da tradicional função de
perseguir e castigar os criminosos. Na verda-
de, ele pune principalmente os inocentes, por-
que implica a quebra de dois princípios repu-
blicanos fundamentais: a presunção da ino-
cência e o ônus da prova.
A ordem natural das investigações
criminais é: (1) a autoridade toma conheci-
mento do crime, (2) investiga e confirma o fato
criminoso, (3) identifica os suspeitos, inves-
tiga-os, descobre indícios, prossegue com as
diligências até (4) obter provas de autoria do
crime. No Estado de Direito, toda a investigação
criminal é provocada pela notícia do crime. O
crime acontece, o fato chega ao conhecimen-
to da autoridade, a autoridade age.
No sistema de prevenção, a autorida-
de não aguarda a notícia. Ela simplesmente
presume que tudo ao seu redor pode ser
crime, e sai pelo mundo revirando tudo para
detectar crimes que só existem como hipó-
teses. O sistema de prevenção do crime erige
a desconfiança e a contínua vigilância dos
cidadãos como princípio universal de gover-
no. Um dos instrumentos mais eficazes de vigi-
lância é a rede bancária. Por seu intermédio, as
autoridades vigiam todas as movimentações
financeiras; filtram o que lhe parece “atípico” e
então investigam. Caso não encontrem explica-
ção razoável, intimam a pessoa a explicar ou
justificar a transação. Caso não se satisfaçam,
iniciam procedimento criminal. Como se vê, a
prevençãoaocrime presume a culpa de todos
e inverte o princípio do ônus da prova.
Ora, essa é a perfeita definição de Esta-
do totalitário. Em plena democracia, com
direito a todos os direitos humanos.
Nº 274 - Fevereiro/2020 33
LADRÃO PODE / GENERAL NÃO !
Anomeação de um ge-
neral para a Casa Ci-
vil foi apontada por ór-
gãos da imprensa como
uma contradição.
A Casa Civil, órgão
criado em 1938, tradicio-
nalmente era ocupada por
um civil, paralelamente à
antiga Casa Militar, hoje
o GSI.
Nada se falou com relação à índole da maioria dos ocupantes anteriores, que
cabe relembrar:
Chefes da Casa Civil desde 2003:
José Dirceu, Dilma Roussef, Erenice Guerra, Carlos Eduardo Lima, Antônio
Palocci, Gleicy Hoffmann, Aloísio Mercadante, Jacques Wagner, Lula (nomeado,
não chegou a assumir), Eliseu Padilha. Ou seja, ladrão nomeia ladrão. Segundo a
imprensa, delinquente pode ocupar o cargo, general não!
Durma-se com um barulho desses!
GRUPO INCONFIDÊNCIA
25 Anos de Lutas na Defesa do Brasil
20 Fev 2020
A GRATUIDADE DA CARTEIRINHA ESTUDANTIL
GOVERNAMENTAL E A ATITUDE DO CONGRESSO
OPresidente Bol so-
naro assinou em
Set 2019, a “MP do ID
Estudantil”, que visa
fornecer a Carteirinha
de Estudante Digital,
gratuita, aos alunos do
ensino básico, tecnológico e superior,
dando-lhes o direito ao benefício da
meia-entrada em shows, teatro e outros eventos culturais.
A emissão das carteirinhas acima, era encargo único da União Nacional
dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
(UBES), ao custo anual no momento, de R$35,00, fora o frete, gerando àquelas
o montante de R$500 milhões por ano.
Tais entidades estudantis são “braços” do Comunismo brasileiro, criadas
para atrair os estudantes à causa marxista, com o objetivo de empregá-los em
manifestações de rua, no voto eletivo e outras várias ações, com vistas a
arraigar a maligna ideologia no Brasil.
A MP em questão caducou em 17 Fev 2020 e, para não perder a validade,
necessitaria ser avaliada pelos colegiados e pelas duas Casas nas próximas
sessões deliberativas.
Tudo leva a crer que o tema não será abordado pelo Legislativo, que até o
momento não instituiu comissões mistas para analisá-la, como primeiro passo
para o exame do Congresso.
CONCLUINDO,AMPNÃOTERÁVALIDADEOFICIAL!
Assim, você, estudante, será o grande prejudicado, continuando a contri-
buir anualmente com seus suado dinheiro em proveito das organizações es-
tudantis supracitadas, que nada fazem em seu benefício e só querem transformá-
lo em um bom comunista.
Nas eleições deste ano, vote com consciência para Prefeito e Vereador,
pois futuramente, vários deles serão congressistas e, nas que se destinarem
a Senador e Deputado, anote o nome daqueles fisiologistas e apoiadores do
Comunismo que exercem tal mandato atualmente, para rejeitá-los e varrê-los
de nossa política, colocando em seu lugar homens públicos interessados na
projeção do País e no bem-estar do povo.
A SALVAÇÃO DA NAÇÃO DEPENDE SOMENTE DE NÓS! ÀS RUAS!
Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Coronel Reformado do Exército
Presidente do Grupo Inconfidência
A preocupação com ações dos po-
deres Legislativo e Judiciário que
possam colocar a governabilidade de Bol-
sonaro em risco, é grande no meio mili-
tar.
Há um movimento detectado por
diferentes setores para tentar desestabili-
zar o governo, em outras palavras.
Recentemente, essa preocupação
foi manifestada em grupos de WhatsApp
pelo major-brigadeiro Jaime Rodrigues
Sanchez, e tem repercutido intensivamente
nos últimos dias. Ele citou uma ‘sucuri de
duas cabeças’, representada “pelo Su-
premo Tribunal Federal e Congresso Na-
cional”, que “tramam e apertam seu abra-
ço letal” em torno do presidente.
Depois de lembrar que o Supremo ‘é
a casa da Mãe Joana’ e o Congresso Na-
cional ‘um covil de Ali Babá e seus quase
594 ladrões’, o militar denunciou “uma
trama diabólica” capaz de promover “o des-
monte de um projeto (do presidente Jair
Bolsonaro) que quer beneficiar 60 milhões
de brasileiros”.
Jaime Sanchez acusou a grande mí-
dia de patrocinar esse golpe.
“Os grandes veículos estão falidos
e não mais mamam nas tetas do governo”,
acusou. O objetivo, segun-
do o militar, é desviar a
atenção, criando fakes
news onde os alvos são
o presidente, seus paren-
tes, e o próprio governo.
“Enfiam-nos (os
veículos da grande mídia)
em nossas goelas notícias
requentadas e distorcidas;
temas controvertidos, in-
compatíveis com a moral
das famílias tradicionais;
apologia ao sexo, exibin-
do cenas envolvendo ido-
sos, crianças e homosse-
xuais; vulgarização do
tráfico de drogas e exaltação à corrupção,
apresentados em horários inclusive infan-
tis”, pontua o major-brigadeiro. Na inter-
pretação do militar, “a estratégia dessa
verdadeira máfia multi corporativa tem co-
mo ponto de partida impedir que o gover-
no concretize suas promessas de campa-
nha, desgastando a imagem de austerida-
de e anulando a expectativa de mudanças
nos destinos do País”.
Jaime Sanchez citou como exem-
plos de alvos preferidos a reestruturação
do Estado e o projeto anticrime, encami-
nhados à Câmara dos Deputados. “Em con-
traposição, o governo tem adotado diver-
sas medidas periféricas, visando o desapa-
relhamento da máquina, a poupança de
recursos e a desarticulação dos esquemas
de corrupção das instituições públicas”.
Ainda assim, advertiu, “essas medidas po-
dem vir a ser obstadas no Congresso ou
na Justiça”.
No texto que circulou entre militares
de alta patente, Jaime Sanchez considera
como segundo passo dessa ‘ação nefas-
MILITARES PODERÃO AGIR
PARA DEFENDER BOLSONARO
Não sabemos quem é o autor do texto acima que está circulando na internet. Já
o recebemos várias vezes com pedidos de publicação. Considerando que o au-
tor apresentou fatos que estão ocorrendo em nossa Pátria Amada Brasil, com os
quais concordamos plenamente, julgamos importante a sua divulgação pelo
Inconfidência.
Para tal, fizemos contato com o nosso articulista coronel aviador Luis Mauro
(ler seu artigo na página 8 desta edição) que se prontificou a nos ajudar, fazendo
contatos no Clube de Aeronáutica e com o major-brigadeiro Jaime Rodrigues
Sanchez, a fim de lhe dar conhecimento desse texto. Somente ter atado “uma sucuri
de duas cabeças, representada pelo Supremo Tribunal Federal e Congresso
Nacional”, que tratam e apertam seu abraço letal em torno do presidente Bolsonaro,
vale a divulgação.
E ainda lembra que “o Supremo é a casa da Mãe Joana e o Con-
gresso Nacional um covil de Ali Babá e seus quase 594 ladrões”
(81 senadores + 513 deputados federais).
ta’ a inviabilização do orçamento do go-
verno. “Querem reduzir as perspectivas de
receita, através do esvaziamento da rees-
truturação do Estado, bem como o incre-
mento das despesas, com a aprovação do
orçamento impositivo, elevando os gastos
obrigatórios a 97% do total do orçamen-
to”.
Com essa estratégia, continua o ma-
jor-brigadeiro, querem desgastar a ima-
gem do presidente com cortes de verbas
para setores essenciais da sociedade e, co-
mo objetivo maior, forçar o governo a ultra-
passar o limite de gastos permitidos, in-
fringindo a lei de responsabilidade fiscal, o
que abriria caminho para a instauração de
um processo de impeachment contra Jair
Bolsonaro.
Jaime Sanchez também adverte para
a iniciativa do PT de apresentar uma pro-
posta de Emenda à Constituição destina-
da a impedir a assunção definitiva do vi-
ce-presidente (Hamilton Mourão) em caso
de vacância do cargo. A situação fica ain-
da mais grave, enfatiza o major-brigadei-
ro, quando a base aliada e alguns outros
elementos “comportam-se como o incrí-
vel exército de Brancaleone”. São, diz o mi-
litar, totalmente desarticulados ou inex-
perientes no jogo da
política, “facilmente
contaminados com a
peste vermelha”.
Em sua análise,
o major-brigadeiro
salienta que a conjun-
tura caminha rapida-
mente para uma situ-
ação insolúvel, “uma
vez que o presidente
e sua equipe estão pra-
ticamente ilhados, à
mercê da grande rede
corporativa formada
por políticos, juris-
tas, empresários, in-
telectuais e funcionários públicos que irão
agir unicamente interessados em preser-
var seus privilégios a qualquer custo, pouco
importando o interesse daqueles que os
elegeram e pagam seus vultosos salários”.
A persistir esse quadro, encerra Jai-
me Sanchez, a única saída será as For-
ças Armadas lançarem mão do Artigo
142 da Constituição Federal. O texto diz,
resumidamente, que os militares pode-
rão, sob a autoridade do presidente da Re-
pública, interferir para o bom desempe-
nho dos poderes da República (Execu-
tivo, Legislativo e Judiciário) para “co-
locar ordem na casa e atender aos an-
seios da sociedade, como foi feito em
1964”
Major Brigadeiro Jaime Rodrigues
Sanchez - A persistir esse quadro, a única
saída será as Forças Armadas lançarem
mão do Artigo 142 da Constituição Fede-
ral. Recebi o texto acima de meu corres-
pondente, Tenente aposentado da Aero-
náutica que serviu ao REGIME MILITAR
de 1964. (Autor Desconhecido)
Uma sucuri de duas
cabeças, representada pelo
Supremo Tribunal Federal e
Congresso Nacional, que
tramam e apertam seu
abraço letal em torno do
presidente.
O Supremo é a casa da Mãe
Joana e o Congresso
Nacional ‘um covil de Ali
Babá e seus quase 594
ladrões (81 senadores e 513
deputados federais.
NOSSO COMENTÁRIO
Só esses dois últimos comentários valem uma edição especial e temos cer-
teza, como também os nossos leitores.
Além da possível opção da aplicação do artigo 142 da Constituição Federal,
temos também outra solução viável que teria o apoio da população brasileira, tal
qual aconteceu em outubro de 2018:
INTERVENÇÃO MILITAR, JÁ!
Temos a solução! Leia a página central desta edição: 27 senadores
eleitos (um por cada Estado) pelos integrantes do Exército, 27 pelas Polícias
Militares estaduais e mais 27 pela Marinha, Força Aérea, o novo partido do
presidente Bolsonaro e seus eleitores de 2018, totalizando 81 senadores! De ca-
ra: dar andamento aos processos contra Alcolumbre e Renan Calheiros! Tam-
bém indicar 2 candidatos a deputado federal por Estado (seriam 162) e haveria
maioria podendo também dar andamento nos processos do Rodrigo Maia e
outros corrPTtos. E ainda, desde já, estudar a possibilidade da eleição de inú-
meros deputados estaduais.Potencial nós temos! Só depende de nós mesmos!!!
8Nº 274 - Fevereiro/2020 44
* Maria Lucia
Victor Barbosa
AOS 40 ANOS O PT ESTÁ DECRÉPITO
OPT, quem diria, está fraco, envelhe-
cido, debilitado aos 40 anos. Para
um partido que desejou reinar para sem-
pre, que se denominou o maior da esquer-
da latino-americana, que se pretendeu
hegemônico, tal desgaste está deixando
seus dirigentes e seu dono, Lula da Silva,
atônitos, desesperados para regatar o
poder que lhes proporcionou tantos pri-
vilégios, um reinado de 8 anos do chefe e
mais quatro e meio de Dilma Rousseff.
O PT institucionalizou a corrupção
sem nenhum pudor, simulou ser o sal-
vador dos pobres, mas muitos de seus
membros, incluindo Lula da Silva, enri-
queceram no poder enquanto a desi-
gualdade social permanecia. Não hou-
ve competência para fazer as reformas
necessárias e os alardes de maravilhas
executadas não passaram de engodos.
Quanto aos valores que norteiam as
percepções morais da sociedade foram
pisoteados através do vale-tudo dos com-
portamentos. A Educação caiu ao seu
pior nível, pois não interessava o apren-
dizado, mas a doutrinação petista capaz
de gerar profissionais que até hoje acre-
ditam que Lula é um coitado inocente e
que o fazer do partido, que é um misto de
seita e máfia, é excelso e puro. O PT não
erra, mas sim os outros, porque o PT tudo
pode, inclusive, estaria acima da Lei.
Mas nada dura para sempre. O abu-
so chegou ao ponto que não foi mais
tolerado. Quando o governo de Dilma
Rousseff, especialmente no segundo
O PT institucionalizou a corrupção sem nenhum pudor, simulou ser o salvador
dos pobres, mas muitos de seus membros, incluindo Lula da Silva, enriqueceram
no poder enquanto a desigualdade social permanecia.
mandato, ao seguir as ordens de seu
criador político mergulhou o País em sua
pior recessão aconteceu o inusitado, o
nunca havido: multidões foram às ruas
gritar: Fora Lula. Fora Dilma, Fora PT.
Naturalmente, petistas, acostu-
mado a transformar retoricamente suas
derrotas em pseudovitórias, preferiram
chamar de golpe as manifestações po-
pulares que desemboca-
ram no Congresso cujos
membros se nutremdaopi-
nião pública. O impeach-
ment, ironicamente sem-
pre tentado para outros,
atingiu o coração do par-
tido, que a dali em diante
começou a descer a ladei-
ra da decadência política.
Especialmente, Lula foi
atingido e não conseguiu
demover deputados e se-
nadores manter sua comandada.
Seguiu-se a perda de mais de 60%
das prefeituras. Um baque e tanto, po-
lítico e financeiro. Outros fatos se se-
guiram indicando sinais de decrepitude,
mas um deles provocou um abalo sísmi-
co, profundas rachaduras na carapaça
petista: a prisão do líder, baseada não
só em delações, mas em documentação
farta e provas concretas sobre crimes
cometidos.
Novamente o PT inventou uma
risível e estapafúrdia explicação: Lula é
preso político, enquanto este se apre-
sentava como a criatura mais inocente
do planeta. O culpado não era Lula, mas
o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro
da Justiça e da Segurança Pública, um
magistrado de rara coragem e compe-
tência, uma exceção brasileira capaz de
nos fazer orgulhar do Brasil.
E veio a eleição presidencial. Uma
nesga de esperança despertou nas hos-
tes petistas. Mas Haddad, denominado
jocosamente de poste, perdeu para Jair
Bolsonaro, o qual para os institutos de
pesquisa estava destinado inexoravel-
mente à derrota.
Agora o PT, decrépito e atordoa-
do, tenta recuperar o tempo perdido,
mas sua única inovação é a seguinte: ao
invés de tentar inutilmente uma frente
das ditas esquerdas, quer ir além da po-
se em que figuraram Lula, Haddad e
Paulo Maluf, as louvações a Sarney e a
proximidade com outros políticos antes
execrados. Agora vale parcerias não só
com os partidos nanicos que se dizem
de esquerda, mas a associação com o
antes “horripilante” Centrão formado
pelo PL, PP, DEM, PRB e Solidarieda-
de. Tem mais, candidatos petistas a
prefeito poderão receber apoio, além
do Centrão que engloba o DEM, do
PSDB. Portanto, acabou aquela coisa
de partido golpista e se instalou a mi-
xórdia total.
Quando afirmei em artigos anteri-
ores que os partidos brasileiros não
passam de clubes de interesse, trampo-
lins para se alçar ao poder, sem ideolo-
gia ou programas não vejo exceções. O
PT é um partido igual aos outros, só que
pior, porque sempre se escondeu atrás
de uma inverídica ética. Aliás, em seus
congressos o PT nunca conseguiu de-
finir seu socialismo, seja o comunismo
ou a socialdemocracia. Entretanto, lan-
çou a moda de chamar os que considera
seus inimigos de fascistas. Mais um
sinal de ignorância porque petistas não
têm a mínima noção do que é fascismo,
mesmo porquê, nunca souberam se de-
finir ideologicamente. Agora, seguem
desgastados, decrépitos aos 40 anos, em
busca do poder pelo poder que como
sempre foi seu objetivo.
*Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do
Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido",
Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
* Rodolpho
Heggendorn
Donner
* Coronel - Psicólogo - rdonner@globo.com
Ascânio, colunista,
no O Globo de 22/
2/2020, em amplo arti-
go, sugere que o gene-
ral Heleno, ministro-chefe do GSI, seja
demitido por ter dito que o governo não
deveria aceitar chantagem do Congres-
so. Em longo texto, cria drama vazio
sobre fato comum. Muita tinta gasta à
toa, valendo-se de reportagem fruto de
espionagem jornalística, pois que o dito
foi ouvido de conversa reservada, par-
ticular, afastada de quem a divulgou.
Será que o cronista nunca fez o mesmo,
de cabeça quente? Acharia justo alguém
propor que fosse demitido? Essa e al-
gumas outras colunas servem de orques-
tração contrária ao governo Bolsonaro.
Qualquer fato serve.
Gabeira, nos mesmos moldes de
Ascânio, não chegou às histerias de pe-
dir a demissão do general, mas não per-
doou o “Foda-se” que encerrou a con-
versa. Cacá Diegues comentando o Fes-
tival de Berlim, arranjou um jeitinho para
orquestração. Queixou-se no final, dizen-
do que o presidente fala de filmes sem tê-
los visto. Precisava dizer isso? Na coluna
ao lado, o vizinho de Gabeira não deixou
por menos. Mexe e torce um montão de
palavras para dizer que a morte do PM na
Bahia foi queima de arquivo, e que livra os
COLUNAS E ORQUESTRAÇÃO POLÍTICA
Orquestração política, basicamente, precisa dominar a editoração de veículos de comunicação para tocarem as
mesmas músicas, mesmas pautas, repetir, repetir, repetir até que tolices tomem importância de acusações.
Bolsonaros de culpas.
Tem bola de cristal,
com certeza. Até a ro-
mântica Martha Me-
deiros, na “Revista
Ela” entra na batuca-
da. Finge que fala de
um amigo Zé, que na-
da mais é do que o pre-
sidente por ela fanta-
siado.
Até mesmo bons
escribas e comentaris-
tas, como os acima ci-
tados, tornam-se vul-
gares quando se ache-
gam à orquestração
política, forçando a
barra em comentários
críticos.Tornam-sesim-
plórios repetidores de falas alheias. Ex-
tremo cuidado deve-se ter com o tipo de
informação que oferecem, tanto como
jornalismo quanto em redes sociais. So-
bram conveniências e envolvimentos
pessoais na produção de matéria políti-
ca. Embarcar no que dizem requer os
mesmos cuidados que se tem para não
receber notas e moedas falsas.
Arte nada mais é do que mensagens
emitidas em espaços e palcos criados por
seus autores. Não faltam defensores para
discursar sobre arte, merecedora de total,
inquestionável liberdade de expressão.
Ainda que em primitivos uivos e urros
sem significados lógicos. Ou barbarida-
des tidas como culturais. Arte, quando
engajada ou militante, como vemos hoje
nas mídias em geral, também é um campo
extremamente fértil para todo tipo de pre-
gação política orquestrada. Lula, compar-
sas, artistas militantes e iludidos segui-
dores usaram e abusaram da arte como
veículo de propaganda política.
Orquestração política
apresenta-se como arte até em
museu, tal como essa atual
obra torpe, exibida no Centro
Cultural Hélio Oiticica, como
sendo a imagem da mãe de
Jesus Cristo nua, com um seio
à mostra e com pênis. Mensa-
gem de agressão a ícone da re-
ligião católica, valores religi-
osos e conservadores defen-
didos pelo governo. Perfeita-
mente conforme com a funda-
mentação do comunismo ori-
ginal de Stalin e Lenin, que
proibiu religiões, destruiu tem-
plos e assassinou milhares de
religiosos.
Orquestraçãopolítica,ba-
sicamente, precisa dominar a
editoração de veículos de comunicação
para tocarem as mesmas músicas, mesmas
pautas, repetir, repetir, repetir até que
tolices tomem importância de acusações.
Crendo apenas nas crônicas comprometi-
das com a oposição orquestrada, passa-
se a acreditar na impropriedade do go-
verno, e que absolutamente nada fez de
bom, nada mesmo. Para terminar, a atual
orquestração só falta passar a chamar
suas ações de “resistência”. Não tarda.
Obra exposta no Centro Cultural Helio Oiticica, no Rio de Janeiro, que
mostra a Virgem Maria nua com órgão masculino
Nº 274 - Fevereiro/2020 5
*Aileda
de Mattos Oliveira
*Professora Universitária, ESG/2010, Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008,
Acadêmica Fundadora da Academia Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES e
Acadêmica AHIMTB - ailedamo@gmail.com
5
Poderia até ser uma história para
crianças, sabendo-se que Rodrigo
é uma personagem infantilizada. Po-
rém, no ambiente político brasileiro,
difícil dizer quem não tenha tal apa-
rência, pelas manobras fora de pro-
pósitos, postas em divulgação e que
causam es-tranheza à população, atu-
almente, mais perspicaz e mais cons-
ciente de sua força.
Ao contrário, a história é leitura
proibida para crianças educadas à
maneira tradicional, isto é, dentro da
moral e da ética. Não devem, em tenra
idade, a fim de evitar as decepções
com o ser humano, ter conhecimen-
to da existência de políticos que in-
sistem nos erros de impedir o desen-
volvimento de seu país e o de enga-
nar os seus eleitores.
Esse tal de Rodrigo, da nossa his-
tória, como seu coleguinha Alcolum-
bre, pertence ao DEM, sigla também
com sonoridade infantil, muito seme-
lhante a ‘dim’, que, repetido, ‘dim-dim’,
também é uma maneira acriançada de
se referir a dinheiro. Como vemos, tu-
do que está em volta de Rodrigo, tem
cheiro de cédulas e soar de moedas.
Esse tipo estranho que trans-
formou o Congresso em seu berço,
Congresso onde, em outras épocas,
fora povoado de políticos de alta ca-
pacidade intelectual, foi eleito pelo es-
tado do Rio de Janeiro (Sempre ele!)
com apenas 74.232 votos dos cario-
cas e fluminenses e dos que assim se
consideram, da mesma forma que o
Rodrigo, da nossa história, se consi-
dera brasileiro, embora haja como
mercenário.
Miseráveis votos que não pode-
riam dar ao “nhonhô” das charges a
presidência da Câmara, hoje, local de
conchavos federais e de onde saem as
chantagens que o General Heleno, mui-
to bem e com categoria classificou os
atos de pressão para arrebanhar dinhei-
ro do patrimônio público em troca da
aprovação dos decretos do Presidente
Bolsonaro, em favor do Brasil. Rodrigo
ainda não entendeu que aquilo que ele
faz numa Câmara sem austeridade é,
O SONHO INFANTIL DE RODRIGO E DE
SEU COLEGUINHA ALCOLUMBRE
*Extraído do texto de Gustavo Mesquita; Fon-
te: Imprensa Seeb Santos e Região, atualizado
em 1 de fevereiro de 2019.
**Idem.
***Estadão Conteúdo, atualizado e publicado
em 4 de fevereiro de 2019 (In Veja on line)
O sonhador Rodrigo, auxiliado pelo seu esperto alimentador de incenso, Alcolumbre, tem uma imensa vontade de desfilar,
como um César (nada a ver com o seu pai) numa pretensa Via Ápia brasiliense, estufando mais ainda a sua rotunda empáfia.
Nesse ano, teremos eleições NOVAMENTE.
Esses 2, são responsáveis pelo país não
avançar. Por isso em homenagem a eles
realmente, chantagem. Para ele, ape-
nas uma traquinagem.
Como esse indivíduo somente vê
seu eu no mundo, não consegue enxer-
gar a alteridade que a sociedade repre-
senta; apenas trabalha, incessantemen-
te, no processo de reidentificação de si
mesmo. Não se pode esperar dele algo
melhor do que a autopromoção.
Cada “Não!” que dá ao diligente
Presidente Bolsonaro, é um “Sim!”
para a sua doentia automitificação, em-
bora doentia, também, seja a inveja
que sente do Homem de Aço Bolso-
naro que afasta com a sua mão ino-
xidável a aspereza de sua cara e o ran-
cor de sua alma.
Precisa, de imediato, se acostu-
mar com a conversão que a parte da so-
ciedade consciente sofreu. De apenas
ouvinte, meramente passiva, passou a
receptora, isto é, a refletir sobre o que
ouve e sobre o que lê, portanto, ascen-
deu à categoria de interlocutora de po-
líticos, a fim de exigir deles a sua obri-
gação de trabalhar para o país, sem
chantagear qualquer que seja seu ad-
versário. O Brasil mudou, cresceu, e
Rodrigo permanece de calças curtas.
Não cessa,
por aí, a ambição
do incompetente
deputado que, re-
petindo as mes-
mas palavras de
sempre, tartamu-
deou que o Gene-
ral Heleno é “ra-
dical”. É doloro-
so ouvir qualquer
oportunista, de es-
querda ou pró-es-
querda, falar, pois
da sua boca xero-
cada, já saem im-
pressos apagados
de tantas vezes
serem usados.
Não, realmen-
te, não cessa por
aí. O sonho do de-
putado cresceu em pro-
porções tão avantajadas
e voa tão alto que ele so-
mentenãolevitaporcau-
sa de sua dieta de prote-
ínas e carboidratos. De-
sejaeleseautoelegerPri-
meiro Ministro de um
Parlamentarismo que
deseja criar, juntamente
com seu comparsa de
partido, o tal Davi Alco-
lumbre, lá do Amapá. A
intenção é derrubar da
Presidência da Repú-
blica o Presidente elei-
to pelo povo, que dese-
ja mudanças e mais mu-
danças no estilo atual de
se fazer política, já en-
tranhado nos hábitos
das várias gerações des-
sa cambada que tomou
conta da Câmara e do
Senado.
O menino Rodrigo e seu compa-
nheiro de traição, Alcolumbre, ambos
tramando na penumbra dos bastidores
da já trevosa politicalha nacional, é dar
um golpe no regime presidencialista e
para tanto, basta aliciar aqueles que
já devem estar aguardando, pela or-
dem de chamada, a senha que lhe da-
rá direito à retirada da fatia que lhe
cabe do patrimônio público, antecipa-
damente, rateado, entre os aliados de
primeira e de última hora.
O sonhador Rodrigo, auxiliado
pelo seu esperto alimentador de in-
censo, Alcolumbre, tem uma imensa
vontade de desfilar, como um César
(nada a ver com o seu pai) numa pre-
tensa Via Ápia brasiliense, estufando
mais ainda a sua rotunda empáfia.
Quem são o garoto Rodrigo e o
seu colega de travessuras, Alcolumbre?
Vejamos os números. Além do
medíocre número de votos, que não
lhe daria direito a ocupar a primeira
poltrona do Plenário da Câmara, quan-
to mais ser presidente dela, agora, de
maneira deslumbrada, deseja ser Pri-
meiro Ministro do seu Parlamentaris-
mo de fancaria, comprado de seus
iguais da mesma Casa decadente.
Os números a que me refiro são
os dos processos que ambos, depu-
tado e senador, carregam no seu cur-
rículo até agora engavetados. Vamos
a eles.
Rodrigo, considerado um dos prin-
cipais “caciques” do seu partido ten-
ta, com ar de prepotência, demons-
trar que representa uma nova casta
de políticos. Grossa mentira, pois traz
na sua bagagem a caixa de jogos vi-
ciados, já usados por velhas e conhe-
cidas raposas, com os quais preten-
de iludir seus incautos adversários.
Há três inquéritos contra ele dor-
mindo no STF, por ”supostos”* re-
cebimentos de propinas da Odebrecht
e OAS em troca de benefícios. Um de-
les, propunha uma emenda à Medida
Provisória 652, com texto elaborado
de acordo com os interesses de Leo Pi-
nheiro, dono da OAS, confirmado pe-
las informações obtidas pela Polícia Fe-
deral no celular do empresário. Essa
MP ditava normas para a aviação re-
gional, mas o dedo do deputado Maia
estava ali, torcendo letras e palavras
para ajudar numa redação favorável
aos interesses da OAS.
Era um R$1.000.000,00
(um milhão de reais)
que estava em jogo**.
Por falta de es-
paço no Jornal Incon-
fidência, deixemos por
enquanto o deputado
que, pensando em se
lançar à Presidência da
República, dizia que
seria um político que
não usaria o retrovi-
sor, porque represen-
tava o futuro.
Mas, é só o que ele
faz! O seu retrovisor é a
velha política velha que
ele segue como se fosse
um manual de bolso.
E sobre o seu incensador Alco-
lumbre? Como seu colega, tem dois
inquéritos que carrega nos ombros,
por isso, sambava mal, lá no Amapá, no
carnaval. Era o peso dos “malfeitos”
que lhe tiraram o bamboleio. As acusa-
ções são de irregularidades na campa-
nha eleitoral de 2014***. O homem
devia representar o Amapá, mas repre-
senta a si próprio, pois pensa mais no
patrimônio particular do que em lançar
um olhar para o seu estado e trabalhar
em favor dele.
É dessa infeliz maneira que ‘tra-
balham’ esses dois, nas duas Casas
do Congresso, transformadas em
centros de ‘cambalachos’ contra o
Brasil.
8Nº 274 - Fevereiro/2020 66
Visite o Museu da FEB
Aberto ao público de 2ª a 6ª feira de 09:30 às 16:30 h.
Sábado / Domingo de 09:30 às 13:00 h.
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“Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”
FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA
*Marcos Moretzsohn
Renault Coelho
* Presidente da Associação Nacional dos
Veteranos da Força Expedicionária Brasileira
– Regional BH - Membro da Academia de
História Militar Terrestre do Brasil - Sócio
Correspondente do Instituto de Geografia e
História Militar do Brasil - Pesquisador
Associado ao CEPHiMEx
HERÓIS DA FEB SÃO HOMENAGEADOS NO MINEIRÃO
Os homenageados Vet. Sgt. Rodrigues é comprimentado pelo juiz
Vet. Rafael Inácio Brás
Ten. Enf. Carlota Mello e demais veteranos
Dando início a uma extensa progra-
mação, a ser realizada no decorrer
deste ano, para lembrar os SETENTA E
CINCO ANOS DA VITÓRIA ALIADA
contra as forças nazi-fascistas, durante a
Segunda Guerra Mundial, e ainda, para
comemorar o ANIVERSÁRIO DA TO-
MADA DO MONTE CASTELLO, o
Comando da 4ª Região Militar, em par-
ceria com a Federação Mineira de Fute-
bol, Clube Atlético Mineiro e a Associa-
ção Atlética Caldense, realizaram uma
belíssima homenagem àqueles jovens
soldados, hoje centenários, que perma-
neceram em solo brasileiro, garantindo
a defesa do nosso litoral, e aos que cru-
zaram o Atlântico para combater o exér-
cito, à época, mais temido do mundo, tra-
zendo-nos a vitória, garantindo a nos-
sa soberania, liberdade e democracia.
Muitos deles jamais
voltaram para vivenciar o
resultado do seu sacrifício!
Quatrocentos e sessenta e se-
te daqueles bravos soldados
tombaram durante a Campa-
nha da FEB na Itália. Cabe,
aqui, lembrar o célebre pen-
samento de Péricles: “Aque-
le que morre por sua pátria,
serve-a mais em um só dia do
que os demais em todas as
suas vidas”. Quase três mil
sofreram ferimentos. Inúme-
ros foram os que passaram a
conviver permanentemente
com a neurose de guerra, até
o final de suas vidas.
Nada mais justo que trazer ao co-
nhecimento do público, que ainda não
teve contato com a histó-
ria da participação do Bra-
sil na Segunda Guerra
Mundial, a existência dos
autênticos heróis da nos-
sa Pátria. Nada mais jus-
to do que render-lhes as
mais significativas home-
nagens, mesmo que tar-
diamente.
Foi com este propó-
sito que, em 16 de feverei-
ro, nos instantes que pre-
cederam o jogo entre Atlé-
tico (MG) e Caldense, seis
deles entraram em campo
para receber o carinho dos
presentes. Seus nomes: Rafael Inácio Brás,
Paulo Santana, Milton Lima Paes, An-
tônio Rodrigues, José Pavão e Antônio
Martins da Silva.
A Canção do Ex-
pedicionário e o
Hino Nacional fo-
ram executados
pela Banda de Mú-
sica da 4ª Região
Militar. Foi dado o Toque do Silêncio em
homenagem aos mortos na Campanha.
O painel do Estádio Magalhães Pinto, o
Mineirão, resumiu com textos e ima-
gens a história de superação e heroísmo
da FEB. Momentos de pura emoção!
Diversas autoridades civis e mili-
tares prestigiaram o evento com as suas
presenças, dentre elas: o General de Di-
visão Altair José Polsin, Comandante da
4ª Região Militar; o General de Divisão
Mário Lúcio Alves de Araújo, Secretá-
rio de Estado de Justiça e Segurança Pú-
blica do Estado de Minas Gerais; o Gene-
ral de Brigada Ramon Marçal da Silva; o
Sr. Paulo Lamac, Vice-Prefeito de Belo
Horizonte e o Coronel Carlos Henrique
Guedes, Assessor Especial do Governa-
dor de Minas Gerais.
Ten. José Pavão desfila à bordo
de viatura da ABPVM
Na sexta-feira, dia 21 de fevereiro, o
Pátio General Guedes, do 12º Bata-
lhão de Infantaria Leve de Montanha foi
palco da comemoração dos 75 anos da
Tomada do famigerado Monte Castello
que, durante a Campanha da FEB na Itá-
lia, tanto sofrimento causou ao soldado
brasileiro.
Monte Castello: Ponto elevado, in-
tegrante da cordilheira dos Apeninos, si-
tuado na rota 64, que dá acesso à cida-
de de Bolonha, ao Vale do Rio Pó e à re-
gião norte da Itália. Era uma importante
peça de defesa da Linha Gótica, linha es-
ta estabelecida nas regiões da Toscana e
da Emilia-Romagna, desde o Mar do Tir-
reno (à esquerda) até o Adriático (à di-
reita). Tinha o objetivo de barrar o avan-
ço aliado rumo ao norte do país, à Pas-
sagem de Brenner, à Áustria, e, por fim,
à Alemanha.
Coube à FEB a conquista daquele
morro, que se constituiu na mais longa
batalha travada pelos bra-
sileiros no T.O. da Itália.
Foram necessárias cinco
investidas contra o inimi-
go, que, da altura onde já
havia se instalado há mui-
tos meses, tinha o domí-
nio total de toda a região.
Dias 24, 25 e 29 de
novembro de 1944; Dia 12
de dezembro do mesmo
ano: Ataques rechaçados
pelo inimigo. Apenas em
21 de fevereiro de 1945, nos-
sa tropa conseguiu ocu-
par e manter a posição no
alto do morro. A vitória te-
ve um alto preço: 88 sol-
dados brasileiros tomba-
ram no combate, outros 325
foram feridos e 10 foram
FORMATURA EM COMEMORAÇÃO DOS 75 ANOS DA
VITORIA BRASILEIRA NO MONTE CASTELLO
tidos como desaparecidos. Abetaia, For-
nello, Casona, Roncole, La Cà, C. Vi-
tellini, Guanella e outros nomes de lo-
cais jamais serão esquecidos pelos que
ali estiveram. Foi a partir do dia 21 de
fevereiro que a fibra, o espírito comba-
tivo, a persistência e a determinação do
nosso soldado ganha-
ram nova dimensão jun-
to aos nossos irmãos
de armas. A vitória de
Monte Castello, nas pa-
lavras do General Ro-
cha Paiva: “Triunfo da
vontade e afirmação
do valor”.
Daí a importância
de evidenciarmos esse
capítulo magnífico da
nossa história, com os
exemplos dos heróis,
que, felizmente, ainda es-
tão entre nós.
Difundir e manter
essa história viva, é nos-
sa obrigação, hoje, e sem-
pre! A comemoração do
dia 21 de fevereiro deste
ano ressaltou os feitos heroicos da FEB,
trazendo muita emoção a todos os parti-
cipantes. Foi lida a Ordem do Dia, o Hi-no
Nacional e a Canção do Expedicionário
foram cantados pelos presentes, foi da-
do o Toque do Silêncio, houve entrega
de medalhas e o tradicional desfile da tro-
pa. Cinco veteranos da II Guerra Mun-
dial estavam presentes, sendo que, dois
deles, Rafael Inácio Brás e José Pavão,
participaram do desfile, embarcados em
viaturas militares históricas.
Pessoas que, com suas presenças,
abrilhantaram a formatura comemorati-
va: General de Divisão Altair José Pol-
sin, Comandante da 4ª Região Militar; o
General de Divisão Mário Lúcio Alves de
Araújo, Secretário de Estado de Justiça
e Segurança Pública do Estado de Minas
Gerais; Dep. Estadual Coronel Henrique;
Cel PM Marcelo Fernandes, Subcoman-
dante Geral da Polícia Militar de Minas
Gerais; Cel. Edgard Estevo da Silva, Co-
mandante Geral do Corpo de Bombeiros
Militar de Minas Gerais, Comandantes das
diversas Oms da capital, além de outras
autoridades civis e militares.
Nº 274 - Fevereiro/2020 7
P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S
QUE PARTIDO É ESSE?
PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL
7
OPapa excomunga os católicos, abraça e abençoa um
bandido! A cena de Francisco recebendo e abraçan-
do Lula é uma bofetada na cara dos católicos brasileiros
e em todo o Poder Judiciário do nosso país. Bergoglio é
Chefe de Estado. E, por certo, tem a liberdade de rece-
ber quem bem quiser. Esse líder hoje cometeu um dos
maiores erros do seu pontificado. Maior mesmo do que
os supostos sérios enganos que dizem ter cometido,
quando o acusam de ter apoiado a ditadura sanguiná-
ria na Argentina nos anos 70 do século passado.
Ao abrir as portas da Santa Sé para um ladrão, con-
denado em três instâncias no país mais católico do mun-
do, o Papa se esqueceu dos documentos emitidos pela
Igreja Católica desde 1937 condenando o comunismo. In-
diretamente, sua postura dialética, vem em apoio às di-
taduras sanguinárias da Venezuela e de Cuba.
Por óbvio que no âmbito externo o gesto vai ter re-
percussão pois é uma espécie de aval de um dos maiores
líderes religiosos do mundo ao maior ladrão da história.
E mais que isso, humilhou todo o nosso sistema Judiciá-
rio que em três instâncias jurisdicionais já declarou e con-
denou Lula como ladrão - estando esse bandido solto
somente em razão do esforço de 6 de seus compadres
que integram o Supremo Tribunal Federal, o que também
é revoltante! E nem se pode dizer que Francisco esteja
sendo iludido pela alta cúpula da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil - CNBB quase toda ela dominada
de clérigos com almas vermelhas que não representam e
nem respeitam a vontade da massa católica do Brasil, pois
ele - o Papa - conhece bem a nossa realidade.
Lula, por sua vez, faz um movimento político atre-
vido de aproximação com o cristianismo, não só o cató-
lico, mas o evangélico e o pentecostal. O seu objetivo é
eleitoreiro, visando as eleições municipais deste ano.
Um lobo sem escrúpulos e sem limites. O Papa não re-
cebeu um homem em busca do perdão e da misericórdia,
ou que foi atrás da remissão dos seus erros. O que ele fez
foi acoitar um parceiro ideológico para protegê-lo e dar-
lhe sobrevida política.
E com seu gesto de mau pastor, manchou de ver-
melho a sua batina branca adotada pelo tratado litúrgico
“rationale divinorum officiorum“ de 1286, pelo qual o
branco das vestes papais remete à pureza e à santidade
de vida. Já o vermelho simboliza o sacrifício e o sangue.
No caso, o sangue dos milhões de seres humanos que
o comunismo matou por onde passou nos últimos 100
anos da sua existência na face da terra. Que erro, Fran-
cisco! Que erro! (Internet)
PAPA FRANCISCO FOI ELEVADO AO
CARGO POR MANOBRAS COMUNISTAS
Luiz Carlos Nemertz
Carlos Vereza manda recado para deputado
que chamou Sérgio Moro de ladrão:
Assim como a maioria dos brasileiros, o ator Carlos
Vereza também se indignou com a atitude grotes-
ca do deputado psolista Glauber Braga e deixou seu
recado nas redes sociais:
“Lamentável que sentimentos primitivos me as-
saltem ao ver um pústula como o deputado Glauber
Braga ofender Sérgio Moro. Ofendeu a pessoa erra-
da!
O ladrão esteve preso em Curitiba, o ladrão
quebrou o país, matou milhares de pessoas por falta
de atendimento numa saúde falida, o ladrão corrom-
peu uma geração de estudantes com uma educação
sucateada, o ladrão vendeu a Pátria para as emprei-
teiras, o ladrão financiou as ditaduras, africanas, ve-
nezuelana, cubana e contou com a cumplicidade dos
narcotraficantes das Farcs para financiar seu sórdido
projeto de poder.
Proponho que o nome desse deputado psolista
Glauber Braga, seja execrado para sempre em todos os
meios possíveis de comunicação pelas pessoas de bem!
Espero uma resposta firme de Bolsonaro em
defesa de um homem que só dignifica o novo governo!
Basta!”
Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve
recentemente em Roma, onde foi recebido no
Vaticano pelo Papa Francisco.
Este fato nos faz lembrar uma viagem anterior de
Lula para o mesmo destino.
Na manhã de 3 de junho de 2015 no Aeroporto
Internacional de Guarulhos, em São Paulo, um jato par-
ticular, prefixo PP-SCB, se preparava para decolar.
A Revista Veja, na época relatou o caso:
“A aeronave já estava taxiando quando os pilo-
tos e os cinco passageiros foram surpreendidos por
um cerco. A operação, atípica, fora deflagrada por
iniciativa da Receita Federal. Os fiscais foram infor-
mados de que malas haviam sido embarcadas de ma-
neira suspeita no jatinho, sem passar pelo raio X.
A operação cinematográfica, porém, foi aborta-
da antes de ser concluída — e isso deu origem a uma
investigação sigilosa em curso na Polícia Federal e no
Ministério Público Federal.
Reportagem de VEJA desta semana teve acesso
à investigação, que revelou que, dentro do avião es-
tava o ex-presidente Lula, acompanhado de um segu-
rança mais três auxiliares — seu fotógrafo particular,
um assessor de imprensa e um tradutor.”
O fato cabuloso: Um delegado da Polícia Fede-
ral agiu em favor de Lula e impediu que a bagagem de
Lula fosse investigada.
O que escondia o infame petista?
O estranho caso do voo de Lula para Roma,
quando um delegado da PF proibiu que a
bagagemfosseaveriguada
Fotoilustrativa
DILMADILMADILMADILMADILMA
ROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFF
MARCELOMARCELOMARCELOMARCELOMARCELO
ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT
J O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E Y
B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA
PAULOPAULOPAULOPAULOPAULO
OKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTO
ANTONIOANTONIOANTONIOANTONIOANTONIO
P A L O C C IP A L O C C IP A L O C C IP A L O C C IP A L O C C I
J O S ÉJ O S ÉJ O S ÉJ O S ÉJ O S É
D I R C E UD I R C E UD I R C E UD I R C E UD I R C E U
W E S L E YW E S L E YW E S L E YW E S L E YW E S L E Y
B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA
LUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIO
L U L AL U L AL U L AL U L AL U L A
JOÃOJOÃOJOÃOJOÃOJOÃO
VVVVVACCARIACCARIACCARIACCARIACCARI
NETONETONETONETONETO
GUIDOGUIDOGUIDOGUIDOGUIDO
MANTEGAMANTEGAMANTEGAMANTEGAMANTEGA
FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,
O LULINHAO LULINHAO LULINHAO LULINHAO LULINHA
E I K EE I K EE I K EE I K EE I K E
B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA
RENARENARENARENARENATOTOTOTOTO
DUQUEDUQUEDUQUEDUQUEDUQUE
E M Í L I OE M Í L I OE M Í L I OE M Í L I OE M Í L I O
ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT
O COMANDANTE DA QUADRILHA
8Nº 274 - Fevereiro/2020 8
* Luís Mauro
Ferreira Gomes
O autor é Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa, Vice-Presidente do
Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Membro Efetivo do Instituto de Geografia e
História Militar do Brasil e do Conselho Deliberativo do Clube Militar.
Não sabemos se, por acredita-
rem na recomendação, impu-
tada a Lênin, para que os comu-
nistas “acusassem seus oposito-
res de fazer o que eles mesmos fa-
ziam e de ser o que eles mesmos
eram”, ou se, por simples falha de
caráter e carência de vergonha, a
verdade é que os esquerdistas não
se cansam de fazê-lo.
Neste ponto, gostaríamos de
abrir um parêntesis para dizer que
pouco importa que a citação não
seja dele, da mesma forma que o
famoso decálogo, que, tudo indi-
ca, foi escrito muito depois do
ano de 1913, que lhe costuma ser
atribuído. Tanto a frase quanto
os dez mandamentos podem ser
falsos quanto à autoria, mas são
absolutamente verdadeiros em
seu conteúdo.
Poderíamos dizer que, pos-
sivelmente, tenham sido obtidos
por engenharia reversa, a partir da ob-
servação das técnicas usadas, mais re-
centemente, pelos grupos de inspira-
ção marxista-leninista, para a tomada
do poder.
Não poderia haver exemplo me-
lhor e mais didático disso, do que aque-
le dado pelo Senhor Ciro Ferreira Go-
mes em entrevista, na qual teve a des-
façatez... Não, o que ele teve mesmo foi
a cara de pau de tentar responsabilizar
o Presidente Bolsonaro pela greve de
Policiais Militares[1]
, decorrente do caos
político e administrativo reinante no
Ceará, que culminou com o ferimento
sofrido por seu irmão, Cid, ao tentar
invadir um quartel da PM do Estado,
com uma retroescavadeira.
Qualquer pessoa um pouco mais
atenta, sabe que os desmandos não co-
meçaram agora, e, há décadas, o Estado
A IRRESPONSÁVEL DELEGAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
vem sendo administrado por Ciro, seu
irmão Cid ou por aliados e protetores,
como César Cals e Tasso Jereissati.
Ainda na entrevista, Ciro prota-
gonizou uma vociferação chula, ofensi-
va e espúria, que somente serve para
confundir e enganar os brasileiros que
desconhecem completamente a situa-
ção política do País.
Bolsonaro e sua família nada têm
a ver com os problemas do Ceará, e Cid
Gomes foi vítima de sua própria impru-
dência e irresponsabilidade, que pode-
riam, ainda, ter causado ferimentos gra-
ves em terceiras pessoas ou, mesmo,
ter-lhes provocado a morte.
E a imprensa que, para ter alguma
utilidade, deveria ser, pelo menos, li-
vre, nem sequer procura disfarçar a par-
cialidade e se presta para divulgar os
fatos, mais insinuações do que fatos,
sempre por um viés des-
favorável ao Presiden-
te[2]
.
Quando o então
candidato Bolsonaro
sofreu o atentado, não
faltaram repórteres
que insinuassem que
se tratava de uma far-
sa, que não havia san-
gue no ferimento e coi-
sas assim. Nem mesmo
com o candidato entre
a vida e a morte, pou-
param-no das críticas
violentas e injustas.
Desta vez, não te-
mos visto ninguém da
imprensa insinuar que
tudo não passou de um
embuste, que o sangue
parecia tinta, que não
havia furo na camisa
ou que o ferimento foi
feito por projétil de borracha, por exem-
plo.
Também não devemos ignorar que
os irmãos Ciro e Cid são de uma família
abastada que enriqueceu com a políti-
ca, e que se poderiam enquadrar como
representantes legítimos da burguesia,
apesar de se apresentarem como socia-
listas para conquistar o voto dos que se
deixam iludir pelas promessas de cam-
panha, e poderem continuar a explorar,
com tranquilidade, os pobres que dizem
proteger.
Sem ter a mínima credibilidade,
Ciro esbraveja, dizendo-se defensor da
democracia e acusa o Presidente Bol-
sonaro de pô-la em risco, quando ele e
seus correligionários e aliados são a ver-
dadeira ameaça ao Es-
tado de Direito Brasileiro.
Basta observarem-se suas decla-
rações e suas atitudes para evidenciar-
se o perfil de um ditador em potencial,
como qualquer candidato a tiranete de
esquerda.
Felizmente, esse discurso não sen-
sibiliza mais os eleitores brasileiros,
que, em sua grande maioria, já percebe-
ram que vêm sendo enganados há mui-
tos anos, e já sabem quem são os vilões
dessa história. Ciro Gomes, Lula e os
demais políticos de esquerda continu-
am a oferecer as mesmas soluções para
um povo que já as rejeitou ao eleger
Bolsonaro.
A consequência é que eles so-
mente falam para os poucos militantes
de seus partidos.
Todos aprendemos, muito cedo,
que podemos delegar competências,
mas a responsabilidade é intransferível.
De nada adianta tentarem transfe-
rir a responsabilidade dos seus des-
mandos para seus opositores. Ela lhes
será cobrada, inexoravelmente, nas pró-
ximas eleições.
Ainda bem!
[1]https://www.youtube.com/watch?v=b5-05HxOomU;
[2]https://www.youtube.com/watch?v=cGANbnRpKOY
Bolsonaro e sua família nada têm a ver com os problemas do Ceará, e Cid Gomes foi vítima de
sua própria imprudência e irresponsabilidade, que poderiam, ainda, ter causado ferimentos
graves em terceiras pessoas ou, mesmo, ter-lhes provocado a morte.
*Aristóteles
Drummond
* Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ
aristotelesdrummond@mls.com.br
www.aristotelesdrummond.com.br
O DIREITO DE PENSAR E OPINAR É SAGRADO
O pluralismo, en-
fim, chegou a mi-
litâncias políticas no
Brasil. Não só pelas redes sociais, mas
pela presença de entidades representa-
tivas de importantes segmentos da so-
ciedade, até então sem voz.
Com a redemocratização promo-
vida pelo presidente João Figueiredo,
os setores mais à esquerda passaram a
atuar através de entidades corporativas
reunidas na CUT, MST, quilombolas,
culminando com o Foro de São Paulo,
de âmbito continental, berço do boli-
varianismo instalado na Venezuela, Bo-
lívia e Nicarágua. Os segmentos do cha-
mado centro democrático estão reagin-
do de forma tímida e mais voltada para
uma elite cultural e empresarial, como
os institutos Mises, Atlântico e Liberal,
entre outros.
A vitória eleitoral do conserva-
dorismo democrático com a eleição do
presidente Bolsonaro provocou o res-
surgimento espontâneo de entidades
Democracia para valer tem de ser assim. Espaço para todos, respeito aos valores de segmentos da sociedade,
sempre com ordem. Afinal, o que todos querem – pelo menos espera-se que seja comum a todos – é o bem do Brasil!
que estavam atuando de maneira muito
discreta, sem espaços para transmitir o
pensamento liberal, conservador e mais
voltado para questões como o interes-
se e a segurança na-
cional, a ordem pú-
blica, o progresso
e os valores tradi-
cionais de nossa
formação cristã, va-
lorizando o patrio-
tismo, os símbolos
nacionais, a ética e
a família.
Entidades tra-
dicionais, como as
associações de ex-
alunos do Colégio
Militar, do Colégio
Pedro II, dos ofici-
ais da reserva R2, a ADESG nacional e
as regionais, estão sendo revigoradas.
A Academia Brasileira da Defesa, se-
diada no Rio de Janeiro, é outra entida-
de que vem sendo revitalizada, reunin-
do um seleto grupo de brasileiros estu-
diosos dos problemas nacionais, por
vezes contribuindo com a larga experi-
ência de muitos de seus membros, pro-
fessores, oficiais ge-
nerais de reserva re-
munerada, líderes de
classe.
Na comunica-
ção, as redes sociais
abrigam blogs e pá-
ginas que estão ati-
vos no debate dos
temas da atualidade,
oferecendo o plura-
lismo democrático de
que carecíamos. O
“politicamente cor-
reto” imposto pelas
esquerdas em quase
todos os assuntos vem sendo contes-
tado e abrindo espaços para que a so-
ciedade possa estar mais presente com
a tradição de equilíbrio e bom senso
majoritários em nossa cultura e história
desde sempre.
O meio militar vive, por outro lado,
um momento de reparação e reconheci-
mento. O presidente Bolsonaro esteve
presente nas principais formaturas mi-
litares este ano, como AMAN, Escola
de Comando e Estado Maior do Exérci-
to, tradição de décadas anteriores ao
movimento de 64. O mesmo se deu em
relação à solenidade que reverencia os
militares mortos na Intentona Comu-
nista de 1935, no Rio, Recife e Natal,
cancelada no governo FHC. Curioso é
que até o presidente João Goulart, que
governou muito próximo dos comunis-
tas, comparecia à solenidade.
Democracia para valer tem de ser
assim. Espaço para todos, respeito aos
valores de segmentos da sociedade, sem-
pre com ordem. Afinal, o que todos que-
rem – pelo menos espera-se que seja
comum a todos – é o bem do Brasil!
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
O “politicamente correto”
imposto pelas esquerdas
em quase todos os
assuntos vem sendo
contestado e abrindo
espaços para que a
sociedade possa estar mais
presente com a tradição
de equilíbrio e bom
senso majoritários em
nossa cultura e história
desde sempre.
Nº 274 - Fevereiro/2020 9
*Marco Antonio
Felício da Silva
*General de Brigada - Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas
Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército,
Analista de Inteligência - E-mail: marco.felicio@yahoo.com
Nem a entrada do Carnaval ocultou
o clima sócio-político de instabili-
dade que o País vive e para o qual veem
contribuindo governantes e políticos
ressentidos e atrelados ao passado,
responsáveis atuais pela situação de
insubrdinação das policias militares.
Contribuiem, também, o STF com de-
cisões apartadas da realidade nacional,
gerando insegurança jurídica, e, em
nome da busca do protagonismo
do Parlamento, os presidentes
do Senado e da Câmara, ambos
visando, primordialmente, ob-
jetivos individuais e de grupos.
Hoje, a “banda podre” da Polí-
tica, segundo o publicado, se
personifica em Rodrigo Maia e
David Alcolumbre. Entre ou-
tras ações, apoiados por parce-
la de Imprensa venal, pelo PT,
demais partidos de esquerda e
aliados do Centrão, atropela-
ram o regimento e fizeram e fa-
zem de tudo para matar a Operação
Lava Jato, horror dos corruptos. O ca-
so da Lei da Mordaça é um exemplo.
Manobraram para derrubar vetos im-
portantes de Bolsonaro como barra-
ram a votação da prisão em segunda
instância. Acusam, abertamente, Bol-
sonaro de não se empenhar política-
mente junto ao Parlamento para a apro-
vação dos projetos enviados pelo Exe-
A INSTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL RONDA O PAÍS
“Contribuir para a defesa da Democracia e da Liberdade, traduzindo um País
com projeção de Poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!"
cutivo. Traçaram, um programa para
aprovação de projetos da lavra do Par-
lamento em substituição aos do Execu-
tivo. Fazem o possível e o impossível
para reduzir os poderes do Presiden-
te. São fatores de desarmonia entre os
poderes da República. Tal “banda po-
dre”, atrevida e cínica, mostra-se in-
sultada, como se desprezasse a maio-
ria da opinião pública, gerando enor-
me tensão política entre Congresso e
Executivo, pela declaração do Gene-
ral Heleno de que integrantes do Le-
gislativo usam de chantagens para
obter mais 15 bilhões, destinados a
emendas saídas de despesas previs-
tas por ministérios e passíveis de ve-
tos do Presidente. Anteriormente, fo-
ram aquinhoados com emendas, no
valor de 16 milhões, todas impositivas.
Alcolumbre, a respeito do que afir-
mou o Gen Heleno, cinicamente, fa-
zendo da marola de uma gota de água
uma procela oceânica, declarou que
“nenhum ataque à Democracia será to-
lerado”. Encaminhará requerimento
de convocação, apresentado pelo líder
do partido da corrupção, o PT, seu
aliado, para que o Gen Heleno vá ao
Senado e esclareça o que falou. Devem
querer escutar sobre a
podridão, ainda exis-
tente, que já conhecem.
Por outro lado, o ou-
tro “banda podre”, Ro-
drigo Maia, disse, po-
bre de conhecimento e
de educação, ignoran-
do o respeito que deve
a quem tanto deu de si
ao Brasil, que “é uma
penaqueoMinistrocom
tantos títulos tenha se
transformado em um
radical ideológico contra a democra-
cia”. Infelizmente, estes são os qua-
dros que ocupam e dirigem o Congres-
so atual, verdadeiros algozes de Bol-
sonaro.
Paralelamente, ao abrir o OGlobo
( 20/2/20), páginas 2 e 3, em relação ao
editorial e ao artigo
do repórter Ascânio
Seleme, não vejo
exemplos da boa Imprensa. Aquela que
deve privilegiar o jornalismo investiga-
tivo, a isenção, a verdade e o contraditó-
rio. Aquela que não tem o direito de
contribuir para a derrocada do seu pró-
prio governo, incitando a opinião pública
contra o mesmo, desmoralizando os seus
governantes baseada em viés ideológi-
co. Voltada apenas para noticiar o que
ocorre de ruim sem tocar no que ocor-
re de bom e de progresso para a Nação.
Para esta Imprensa, o quanto pior, me-
lhor é! É por tais razões que o jornal
OGlobo tem sido chamado em todo o
Brasil de “Globo Lixo”. Assim, o artigo
do Sr, Ascânio, como outros que tenho
lido, estão prenhes de obsessão doentia
do autor em desqualificar, de forma ex-
tremamente desrespeitosa, o Presidente
Bolsonaro. Sem dúvida, pelo que escreve
o Sr, Ascânio sobre Bolsonaro, sou leva-
do a pensar que o Sr. Ascãnio é o Bol-
sonaro que pinta em seus escritos.
O acima traduz apenas um traço
da instabilidade sócio-política pre-
sente e impeditiva da recuperação do
País, o que não é admissível continuar,
a qualquer preço!!!
INADIMPLÊNCIAS E CORTESIAS
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
75 etiquetas destacadas para serem encaminhadas aos
inadimplentes e cortesias, aguardando o encaminhamento no
escritório/redação do Inconfidência na minha residência
Encadernação de todos os jornais impressos em 2019.
Já impressas e iniciada a distribuição para os articulistas e colaboradores, a saber:
Os de BH, Historiador Cel Adalberto Guimarães Menezes, Juiz Décio de Car-
valho Mitre, Reitor Mário de Lima Guerra e desembargador Rogério Medeiros, as
receberão por ocasião da palestra “31 de março de 1964” a ser realizada no Cír-
culo Militar /BH, naquela data.
No Rio de Janeiro, a 25 de junho no X Encontro dos Articulistas e Colaboradores
do Inconfidência, no Clube Militar/Lagoa: professora universitária Aileda de Mattos
Oliveira, jornalistas Aristóteles Drummond e Ipojuca Pontes, Adv Alcyone Samico,
coronéis Amilton da Costa Ramos e Rodolfo H. Donner, TCel PMERJ Luiz Felipe
Schittini, general Marco Antonio Felício da Silva e Biblioteca Nacional.
Já foram expedidas para os seguintes destinatários: jornalista Adherbal Uzeda
de Vasconcellos (Salvador), Cap Adriano Pires Ribas (Curitiba) Coronéis Antônio
Sollero (Brasília) e Manoel Soriano Neto (São Paulo), GBOEx (Porto Alegre), aposen-
tados João Alfredo Castelo Branco (São Paulo) e Malto Campos (Juiz de Fora) pro-
fessor Rogério Cezar Pereira Gomes (Ouro Preto), economista Antônio Carlos Portinari
Greggio (Brasília) e Cel Ernesto Gomes Caruso (Campo Grande/MS).
Ainda temos 6 exemplares da coletânea/2019 que poderão ser adquiridos pelos
interessados por R$110,00 com remessa postal já incluída, pelo e-mail
jornal@jornalincnfidencia.com.br A luta continua...
COLETÂNEAS 2019
Por ocasião da expedição do Inconfidência nº 273 de 05 de fevereiro, de
posse das etiquetas de endereçamento postal, fizemos mais um levanta-
mento dos destinatários inadimplentes (até dezembro de 2019) e ainda das
cortesias. Das 416 etiquetas impressas 75 eram de inadimplentes e cortesias
(algumas continuam ainda sendo enviadas). Fizemos então uma cobrança
enviando uma car-
ta por e-mail àque-
les que o possuem
e a mesma impres-
sa para os restan-
tes. Ainda 2 foram
excluídos desde
então. O resultado
foi abaixo do espe-
rado, mas vamos
aguardar até o iní-
cio do mês de mar-
ço por ocasião do
pagamento. Gosta-
ríamos de lembrar
aos nossos assi-
nantes e leitores,
que anteriormente,
no tempo em que tí-
nhamos o apoio da
POUPEX (general
Burmann) e do DEP, hoje DECEx (general Castro) eram impressos mensal-
mente 25 a 30 mil jornais e destinados além dos assinantes/associados/
cortesias para TODAS as Escolas Militares do Exército de formação, es-
pecialização, aperfeiçoamento e de Altos Estudos. E ainda para os princi-
pais Comandos e Escolas. Para a Biblioteca do Exército eram destinados
50 exemplares mensalmente para os Colégios Militares (último ano), CPORs/
NPORs inúmeras escolas particulares e 1.450 escolas estaduais de Minas
Gerais (acredite se quiser). E também para faculdades, entidades de clas-
ses, clubes de serviço, políticos e por aí vai...
O Presidente Bolsonaro e o General Heleno
são esteios da democracia
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
9
Uma foto de uma exposição, que es-
tá sendo realizada no Centro Cul-
turalHélioOiticica,nocen-
tro da cidade do Rio de Ja-
neiro. Essa exposição é pa-
trocinada por entidades
esquerdistas, que têm co-
mo objetivo destruir as
famílias. Observa-se Nos-
sa Senhora com seios à
mostra e com a genitália
masculina.OndeestáaCon-
ferência Nacional dos Bis-
pos, que só sabe se ma-
nifestar a favor da esquer-
da e contra o Governo Bol-
sonaro? E o papa Francisco amigão de
CENTRO CULTURAL HÉLIO OITICICA
Lula, Maduro, Morales, Kristina Kirsch-
ner e que também visitou o falecido Fi-
del Castro? A maior parte
das autoridades eclesiásti-
cas só querem saber da Te-
ologia da Libertação, lide-
rada pelo Sumo Pontífice.
Depois reclamam que os ca-
tólicos estão descontentes
e migrando para outras re-
ligiões cristãs! O comunis-
mo não tolera as famílias,
pois elas são as principais
mantenedoras da perpetu-
ação das propriedades pri-
vadas e para o regime elas
têm que ser estatais.
ONDE ESTÁ A CNBB?
8Nº 274 - Fevereiro/2020 10
* Coronel, Historiador Militar e Advogado
msorianoneto@hotmail.com
(continua)
* Manoel Soriano Neto
“Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de
nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.”
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)
AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO - (XXVIII)(XXVIII)(XXVIII)(XXVIII)(XXVIII)
Cel Osmar José
de Barros Ribeiro
FIZEMOS
ONTEM!
FAREMOS
SEMPRE!
Anteriormente, elencamos algumas
das ‘Recomendações’ dos bispos
do Sínodo da Amazônia contidas no ‘Do-
cumento Final’ do Encontro, dado a pú-
blico em outubro de 2019. Os integran-
tes do Conclave propuseram a institui-
ção do “pecado ecológico” (prática de
atos de “poluição e destruição da har-
monia do meio ambiente”, etc.); o res-
peito às religiosidades não cristãs dos
indígenas; o repúdio ao atual “modelo
de desenvolvimento predatório e eco-
cida” da região; a ordenação de homens
casados, entre outras moções (diga-se
que o tema da ordenação foi o mais con-
trovertido e polêmico, porém aprova-
do; obteve, contudo, a menor das vota-
ções do Encontro). Sua Santidade, em
resposta às ‘Recomendações’, exarou
uma histórica declaração papal, em 12
de fevereiro do presente ano, denomi-
nada de “Exortação Apostólica”, que
passou a ser chamada, vulgarmente, de
“Querida Amazônia”. Nela, o Papa con-
trariou a maioria ‘progressista’ do Sí-
nodo (atrelada à Teologia da Liberta-
ção) e não consentiu que homens casa-
dos se tornassem sacerdotes da Igreja.
Para tal, afirmam analistas de nomeada,
muito pesou a publicação de um recen-
te livro do “Papa Emérito”, Bento XVI,
no qual ele defende, com veemência, o
celibato dos padres, tendo, a esse res-
peito, mantido um encontro formal com
o Papa Francisco. Destarte, após as dis-
cussões de um amplo te-
mário, mercê da terminativa
Decisão do Papa Francis-
co, houve uma expressiva
vitória dos católicos con-
servadores, o que causou
grande frustração na ala cog-
nominada de “esquerda cle-
rical”. Ao final da Exorta-
ção, o Papa, dentre outros
tópicos, faz a defesa dos di-
reitos dos pobres, da pre-
servação das riquezas na-
turais do ecossistema ama-
zônico e das culturas e re-
ligiosidades dos povos
originários e ribeirinhos.
Alvissareira foi a cri-
ação, pela presidência da
República, de um conselho
governamental para a pro-
teção do bioma amazônico
- o “Conselho da Amazô-
nia” - ao encargo do vice-
presidente, general Hamil-
ton Mourão. Desafortuna-
damente, a Amazônia sofre
de um “déficit de soberania de Estado”,
como, iterativamente, diversos Coman-
dantes Militares vêm alertando. Uma
das razões disso, é que a Região Norte
representa apenas 7% do eleitorado bra-
sileiro... O general Mourão, com ampla
vivência nacional, tendo servido e co-
mandado na Amazônia, declarou que
assumirá “o comando, a coordenação e o
controle” da benemérita Missão, pois “a
Selva nos une e a Amazônia nos perten-
ce!” Hosanas!!
Conspícuos estudos internacionais
apontam o nosso País (especificamente
a Amazônia), o Canadá, a Rússia (mais
precisamente a Sibéria) e a Austrália,
como os últimos espaços dis-
poníveis de recursos para o
desenvolvimento. Daí o cui-
dado permanente que deve-
mos ter com a defesa e guarda
da cobiçada Amazônia brasi-
leira. Quando da ‘Questão de
Palmas’, com a Argentina, o
Barão do Rio Branco ao re-
darguir a um argumento do ple-
nipotenciário argentino, quan-
to à grandeza territorial brasi-
leira, soberbamente exclamou:
“Senhor! Um palmo de terra
que seja, em sendo brasileiro,
deve ser defendido, pelos bra-
sileiros, a ferro, a fogo e a san-
gue!” A propósito, o saudoso
e valoroso general Luciano
Salgado Campos, aludindo às
palavras do Barão, nos deixou
um primoroso livro referencial,
prenhe de patriotismo, de título
“Amazônia ... “A ferro, a fogo e
a sangue!” (Gráfica Editora Ti-
progresso).
E lamentamos a audiên-
cia de quase uma hora (!), que o Papa
Francisco concedeu ao ex-presidiário
Lula da Silva. O fato confrange os bons
brasileiros, em especial os cristãos ca-
tólicos. “Miserere Nobis!”
Anomeaçãodaatriz
Regina Duarte pa-
ra a Secretaria de Co-
municação deu margem a uma série de
manifestações vindas da classe artís-
tica, em sua quase totalidade críticas
e mesmo ofensivas algumas delas. Tal
fato vem corroborar a tese de que a sub-
versão cultural avança célere em dife-
rentes setores da sociedade. Se não,
vejamos. É público e notório que, em
boa parte das universidades, notada-
mente as públicas, professores e alu-
nos contrários às ideias de esquerda
são calados por pressões e ameaças.
Um exemplo: no ano de 2019, na Uni-
versidade Estadual de Maringá, no
Paraná, o Conselho Universitário foi
reunido para deliberar sobre uma ho-
menagem que seria prestada a Sérgio
Moro, ministro da Justiça e Seguran-
ça Pública, maringaense de nascimento
e ex-aluno da UEM. Tanto bastou pa-
ra que um professor, sabidamente co-
munista, se manifestasse contra tal
ideia e com ele levasse a maioria do Con-
selho.
São fatos, como os narrados aci-
ma, que permitem medir o quanto a
ideologia de esquerda avançou com
novas roupagens, no mundo e no Bra-
sil, mesmo depois da queda do comu-
nismo na então URSS. A Igreja Católi-
ca, por seu turno, não vem fazendo por
A VERDADE É A NOSSA ARMA
Estamos, sem dúvida alguma, assistindo à aplicação prática dos ensinamentos de Antonio Gramsci que preconizava a
infiltração nos órgãos do Estado (quartéis inclusive), nas igrejas, nos estabelecimentos de ensino e nos meios de comunicação.
menos e o atual Papa, sabe-se lá movi-
do por quais intenções, em seguimento
a tal procedimento com governantes/di-
tadores de esquerda, convidou um ex-
presidente e presidiário a visitá-lo no
Vaticano. E lá se foi o petista, acompa-
nhado por advogados, na classe execu-
tiva da aeronave, ele que
sempre prefere jatinhos
executivos, ob-jetivando
garimparvotosparaaspró-
ximas eleições entre os ca-
tólicos brasileiros.
No que respeita aos
meiosdecomunicação,com
as exceções de praxe, as-
sistimos à busca doentia
por frases soltas ou sen-
tenças descuidadas para
atacar o governo federal, muito espe-
cialmente a pessoa da presidente da
República. Chega a ser irritante e can-
sativo tal procedimento, pois, à falta
de fatos, assistimos a um festival de
suposições e de suspeitas infundadas
que logo são desmentidas pelos acon-
tecimentos.
Estamos, sem dúvida alguma, as-
sistindo à aplicação prática dos ensi-
namentos de Antonio Gramsci que pre-
conizava a infiltração nos órgãos do
Estado (quartéis inclusive), nas igre-
jas, nos estabelecimentos de ensino e
nos meios de comunicação. Não se pre-
tende, neste despretencioso artigo, tra-
tar de Gramsci e da sua teoria, mas
apenas assinalar que ele foi muito mais
inteligente que Lenin, ao deixar claro
que a conquista do poder pela força, na
maior parte dos países ocidentais, não
seria exequível.
Gramsci criou uma nova inter-
pretação da teoria marxista, capaz de
fazer com que ela conquistasse o mun-
do com mais eficiência. E a prova es-
tá no multiculturalismo que impera
em boa parte dos países da União Eu-
ropeia (UE) e das Américas, notada-
mente entre aqueles que são ou se con-
sideram evoluídos.
Desde o fim dos governos mili-
tares assistimos, além da tentativa
pela esquerda, felizmente sem êxito,
de conquista das Forças Armadas, a
substituição da meritocracia pela fi-
delidade política, o domínio da edu-
cação e da cultura e isso, a duras pe-
nas, vem sendo combatido pelo atual
governo. Infiltraram-se nas igrejas, em
especial a católica. Contudo, é nos
meios de comunicação, que a ação se
fez mais forte e, nestes, os êxitos go-
vernamentais não são mostrados e pas-
sam a valer as críticas por tudo e por
nada.
Fato recente, ocorrido em Sobral/
CE, mostra bem a que ponto chega-
ram os políticos e os meios de comu-
nicação em geral na sua ânsia de des-
montar um governo eleito à revelia de
uns e outros: um senador licenciado,
Cid Gomes, e que tem sua base eleito-
ral naquela região, avançou com uma
retroescavadeira contra um grupo de
policiais militares amotinados e suas
famílias. A reação contra tal atitude
foram dois tiros que atingiram o sena-
dor, sem mata-lo. Políticos e imprensa
em geral, passaram a acusar o presi-
dente Bolsonaro de ser o responsável
último pelos tiros.
É contra a insanidade de grupos
poderosos, desesperados pela perda
do poder de manusear verbas e car-
gos em benefício próprio, levando-os a
distorcer a realidade na sua busca de
reverter a derrota inapelável, que de-
vemos lutar sem trégua. E não há me-
lhor arma que a Verdade.
Senador Cid Gomes, na retroescavadeira é baleado ao
avançar contra PMs amotinados no Ceará. Será processado?
Nº 274 - Fevereiro/2020 11
Com este documento, desejo relatar fatos por mim vivenciados e ocorridos
na coluna da tropa que, em 31 de Março de 1964, deslocou-se de Juiz de
Fora, MG, para a cidade do Rio de Janeiro.
Naquela ocasião, como 1º Ten, servia no 10º Regimento de Infantaria.
No dia 31, minha Companhia foi designada para
cumprir a grave e concisa missão, oriunda do Co-
mandante da 4ª Região Militar e 4ª Divisão de In-
fantaria, o insigne Gen Div Olimpio Mourão Filho
(foto): “Conquistar e manter, a qualquer custo, a
ponte sobre o Rio Paraibuna, no limite entre Minas
Gerais e Rio de Janeiro”.
Essa ponte era acessada pela antiga rodovia que
nos ligava ao Rio de Janeiro, a “União e Indústria”, e
situava-se numa região em que uma estrada secun-
dária, originando-se da principal acima, dirigia-se a
Valença,RJ.
A tomada da ponte foi feita sem problema, pois
fomos os primeiros a atingi-la e entramos em posi-
ção em suas cabeceiras. Logo após, chegou a tropa adversária do 1º Batalhão
de Caçadores de Petrópolis, que adotou o mesmo dispositivo, instalando-se
defensivamente à nossa frente. Mais tarde, a coluna mineira fez-se presente no
local.
Caiu a noite de 31 de Março. Como adiantamento de sua passagem, nosso va-
loroso e destemido Comandante da Companhia, Cap Ítalo Mandarino, impacien-
te, comunicou-nos que iria abrir fogo, após autorizado, para forçar a liberação
do eixo.
O Comandante de nossa Coluna, cognominada Destacamento Tiradentes,
determinou à Artilharia que se posicionasse para atirar sobre o 1º Batalhão de Ca-
çadores.
Ocorreram negociações que adentraram a madrugada. Ao amanhecer, consta-
tamos que o oponente desaparecera e que nosso caminho estava livre.
Duas notícias nos animaram:
a primeira, oficial, que a Acade-
mia Militar das Agulhas Negras
aderira ao Movimento e a outra,
vinda pelo contato pessoal, cien-
tificava-nos que uma imagem de
Nossa Senhora (foto) tinha sido
entronizada no Destacamento.
Contaríamos então, com as
bênçãos e a proteção da Santa!
Entusiasmados, reiniciamos
a progressão e tive a honra de ser
destacado para o comando do Pe-
lotão mais avançado de nossa Vanguarda.
Nesse dia, em Areal, próximo a Levy Gasparian, tivemos que interromper
nosso prosseguimento, ao nos defrontarmos com novas tropas opositoras,
apoiadas por artilharia.
Pude presenciar os diálogos de nossos chefes com os parlamentários,
estes manifestando sua decisão de resistir.
Então, com a presença dos citados negociadores, ouvimos de nosso Co-
mandante mais graduado o dramático comando de “Preparar para o Ataque!”.
Os parlamentários, surpresos, questionaram se iríamos realmente atacar e, an-
te a firmeza de nossa deliberação, informaram-nos que iniciariam a retirada.
Foi dado seguimento ao nosso avanço. No deslocamento, fomos panfletados
pela aviação contrária e comunicados que possivelmente seríamos bombarde-
ados por caças leais ao Governo, o que não ocorreu.
Daí para a frente, sem outros empecilhos, chegamos ao Rio de Janeiro,
acantonando no Estádio do Maracanã.
Em nossa permanência, participamos de uma missa em cujo altar destacou-
se a presença de nossa Santa.
Após a situação nacional ter sido controlada, retornamos a Juiz de Fora,
quanto tive a emocionante oportunidade de ver a solene imagem de Nossa Se-
nhora, marchando conosco. Foi um momento inesquecível!
Nossa chegada a Juiz de Fora foi apoteótica, com milhares de pessoas vi-
brantes enchendo as ruas e saudando-nos com flores.
Estávamos novamente em casa! A Nação Brasileira fora salva do Comu-
nismo!
Já em contato com os familiares, tive a satisfação de ouvir de meu futuro so-
gro, o Ten Cel Vet José Joaquim Paiva de Pinho, a comunicação de que fora ele
o responsável, a par de sua fé e de seu reconhecido capricho, pelo preparo do apa-
rato de Nossa Senhora.
Posteriormente, no Comando da 4ª RM/4ª DI, realizou-se a entronização
de Nossa Senhora e lá hoje Ela permanece, como um símbolo daqueles dias que
marcaram os destinos do País.
O tempo passou. Hoje, os cabelos encanecidos, pergunto-me por que
razão o sangue não foi derramado, quando do nosso confronto com o 1ºBata-
lhão de Caçadores e com as Unidades antagonistas em Areal, e na ocasião do
provável bombardeamento pela aviação.
Foi somente a determinação dos mineiros?
A meu ver, em parte. Algo superior ocorreu.
Para mim, a presença sublime da Santa, junto a soldados tementes ao
Senhor, com suas bênçãos de Mãe protetora, foi a causa decisiva que evitou
que irmãos causassem a morte de irmãos e que fez da vitória a consequência
da força moral daqueles, que em 31 de Março, lançaram-se com o coração puro
na defesa da civilização ocidental que tem, em Deus, seu grande farol.
Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Cel Rfm EB
Presidente do Grupo Inconfidência
Belo Horizonte, MG, 02 de fevereiro de 2020
O EXÉRCITO BRASILEIRO E A RELIGIOSIDADE
Cláudio Casali, coronel da Reserva do Exercito, no livro Anos de Chum-
bo Contra Chumbo, oferece-nos brilhante relato sobre a Revolução de 1964.
Apresenta impressionantes fatos e dados jamais publicados sobre o projeto
que pretendia transformar o Brasil em ditadura comunista, os confrontos com
as guerrilhas na selva e nas cidades, as ações militares do governo, os locais
de combate, pessoal civil e militar envolvido e consequências políticas.
Paraquedista militar, com vasta experiência funcional, oferece-nos de-
poimentos impressionantes sobre o que aconteceu em Ibiúna, Araguaia e
outros locais de combate, existência de agentes duplos, revolta dos sargentos
em Brasília, origem do lema “Brasil Acima de Tudo”, locais de prisões,
cassações de civis e militares. Também mortos, feridos e desaparecidos de
ambos os lados, tudo em muitos gráficos, tabelas e estatísticas sobre toda a
época de repressão.
O Inconfidência tem o prazer de apresentar e indicar aos seus leitores uma
obra excepcional, indispensável para real conhecimento histórico dos fatos
políticos e militares anteriores e posteriores a 1964, os governos militares e o
retorno às atuais vias democráticas.
ANOS DE CHUMBO
CONTRA CHUMBO
O autor, CLÁUDIO TAVARES
CASALI é coronel da reserva do
Exército Brasileiro desde janeiro/2018.
Doutor em Ciências Militares, coman-
dou o 25º Batalhão de Infantaria Pa-
raquedista e o Centro de Instrução Pa-
raquedista General Penha Brasil. Foi
Adido Militar do Exército e da Aero-
náutica em Lisboa
(Portugal) e oficial
de operações na Mi-
nustah (Haiti). Ser-
viu no 2º Batalhão
de Infantaria de Sel-
va, 62º Batalhão de
Infantaria, Batalhão
da Guarda Presiden-
cial, na Escola de
Comando e Estado-
Maior do Exército e
no Comando de Ope-
rações Terrestres.
Fez os cursos regu-
lares da carreira e
ainda o Básico Pa-
raquedista, Mestre
de Saltos, Operações
na Selva, Motoci-
clista Militar, Foto-informação e de Ope-
rações Psicológicas. É autor de diver-
sos artigos e coordenador do livro a
“Célebre passagem FEB em Lisboa”.
Foi designado conselheiro da Comis-
são da Anistia em março de 2019.
Na década de 1980 eu era Cadete
na Academia Militar das Agulhas Ne-
gras. A contraguerrilha era matéria cur-
ricular e os exercícios práticos de ades-
tramento no terreno eram constante-
mente realizados.
Pairava um questionamento em mi-
nha mente: se fossemos convocados a
dar combate a uma nova revolução ar-
mada, o que iríamos enfrentar?
Da história recente poderíamos
obter os ensinamentos de quem eram os
personagens da guerrilha rural e urba-
na, traçar o perfil da força adversa, iden-
tificar a origem de cada um e como se
conectaram, dentre tantos assuntos que
se poderia estudar.
No entanto, não
era conveniente que
militares lessem li-
vros do tipo “Brasil
Nunca Mais” tam-
pouco bradar “Bra-
sil Acima de Tudo!”.
A biblioteca de meu
pai sobre o assunto
era guardada por
trás dos livros cor-
riqueiros e os docu-
mentos sobre o te-
ma tinham restrição
de divulgação.
Em 1995, o go-
verno começou a in-
denizar desapareci-
dos políticos frutos
de ação deagentes do Estado.
Assim começou este livro, com a
proposta de aprofundar meus estudos
e de acompanhar à distância os traba-
lhos das comissões governamentais em
uma época em que não existia qualquer
legislação específica para o caso. Afi-
nal, quantas seriam as pessoas indeni-
zadas? Isso porque os números dos mor-
tos, desaparecidos e anistiados, até en-
tão, era incerto e duvidoso.
Passados mais de trinta anos, faço
uma análise de minhas anotações, to-
das de fontes abertas.
NOSSO COMENTÁRIO
Colocamos à sua disposição a nossa próxima edição Histórica sobre a
Contrarrevolução de 31 de Março de 1964 para que apresente, pessoalmente
seus comentários sobre os anos de chumbo. Aguardemos!
“Nós, os cidadãos, somos os
legítimos senhores do Congresso
e dos tribunais, não para derrubar
a Constituição, mas para
derrubar os homens que
pervertem a Constituição.”
Abraham Lincoln e Inconfidência
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  • 1. AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL. BELO HORIZONTE, 29 DE FEVEREIRO DE 2020 - ANO XXV - Nº 274 PÁGINA 4 PÁGINA 23 PÁGINA 13 PÁGINA 14 Site: www.jornalinconfidencia.com.br E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br INTERVENÇÃO MILITAR, JÁ! PÁGINAS 16 E 17 No próximo mês, apresentaremos mais uma Edição Histórica da Revolução de 31 de Março de 1964, dedicada à população brasileira, especialmente à sua juventude. É mais uma iniciativa do Jornal Inconfidência, no sentido de difundir a verdade histórica dos fatos ocorridos naquela época e nos tempos seguintes àquele acontecimen- to que salvou o nosso país da investida comunista que nos ameaçava e continua a nos ameaçar, cada vez mais. A exemplo da Edição Histórica sobre a Intentona Comunista de 1935, editada em 27 de novembro de 2019, as matérias e os fatos ali narrados são VERDADEIROS e podem ser perfeitamente confirmados através das edições dos principais jornais e revistas da época. 56º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964 São Paulo Rio de Janeiro Os presidentes do Grupo Inconfidência, do Círculo Militar de Belo Horizonte, da AOR-EB - Associação dos Oficiais da Reserva, da ANVFEB/BH - Associação Nacional dos Veteranos da FEB, da ABEMIFA - Associação Beneficente dos Militares das Forças Armadas, Clube de Subtenentes e Sargentos do Exército / BH, da AREB/BH - Associação dos Reservistas do Brasil e do Círculo Monárquico/MG, têm a honra de convidar seus associados e familiares para a solenidade cívico-militar, em homenagem à CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964. Data: 02 de abril - Quinta-feira - Hora: 19:30 Local: Círculo Militar de Belo Horizonte COMPAREÇA E CONVIDE SEUS PARENTES E AMIGOS. NR: Todos aqueles que participaram do Movimento, civis e militares, homens e mulheres, que desejarem apresentar seus depoimentos nessa ocasião, façam contato com este jornal até 30 de março. jornal@jornalinconfidencia.com.br ConviteConviteConviteConviteConvite PRESIDENTE DO STF, MINISTRO DIAS TOFFOLI NÃO TEM DOUTORADO; NÃO TEM MESTRADO NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO; REPROVADO EM DOIS CONCURSOS PARA JUÍZ ADVOGADO DO PT EM 1998, 2002 E 2006 INDICADO MINISTRO DO STF POR DILMA O MAU SENSO RELATIVO À REMUNERAÇÃO DOS MILITARES AOS 40 ANOS O PT ESTÁDECRÉPITO Profª. Maria Lucia Victor Barbosa EXCESSO DE PARLAMENTARES ESCASSA PRODUÇÃO Cel José Batista Pinheiro AS SABOTAGENS CONTRA O GOVERNO BOLSONARO TEN CEL PMERJ Luiz Felipe Schittini Cel Int da FAB Lúcio Wandeck GRANDE CHAMADA PARA O DIA 15 DE MARÇO DE 2020
  • 2. 8Nº 274 - Fevereiro/2020 22 * A. C. Portinari Greggio * Economista PAULO FREIRE, BANCOS, PREVENÇÃO AO CRIME E TOTALITARISMO Boas intenções e elevados princípios podem levar ao Estado totalitário No Estado Totalitário de Direito, até Papai Noel vigia a população. No último artigo, pro- metemos esclarecer o que Paulo Freire entendia por “educação ban- cária”. Parece que ele mencionou o conceito pela primeira vez na Pedagogia do Oprimi- do, cujo capítulo 2 se intitula A concepção “bancária” da educação como instrumen- to da opressão. A partir dali, emprega rei- teradamente o adjetivo bancário no sentido pejorativo, estendendo sua conotação, como em governo bancário, regime bancário, men- talidade bancária etc. Vejamos como Paulo Freire define a “educação bancária”: “Quanto mais analisamos as rela- ções educador-educando (...) mais pode- mos nos convencer de que estas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente nar- radoras, dissertadoras. (...) A tônica da edu- cação é preponderantemente esta: narrar, sempre narrar. (...) A narração (...) conduz os educandos à memorização mecânica do con- teúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em ‘vasilhas’, em recipientes a serem ‘enchidos’ pelo educador. Quanto mais vá ‘enchendo’ os recipientes com seus ‘depó- sitos’, tanto melhor educador será. Quanto mais docilmente se deixem ‘encher’, tanto melhores educandos serão. Desta maneira a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante. Em lugar de comuni- car-se, o educador faz ‘comunicados’ e depó- sitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e re- petem. Eis aí a concepção ‘bancária’ da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de recebe- rem depósitos, guardá-los e arquivá-los”. (Pedagogia do Oprimido, cap. 2). O que Paulo Freire descreve é o pro- cesso adotado em algumas escolas brasilei- ras, no século 19 ou no começo do 20, tal como a descrita no romance Doidinho de José Lins do Rego. Mas nada disso existia na época em que escreveu. Os métodos então recomendados no Brasil condenavam a decoração de lições e estimulavamacapacidadecriadora,ainteração com o professor e, quando necessário, o livre debate nas salas de aula. Mas essa liberdade de debater era limitada porque os professores logo percebiam que os debates não levavam a lugar nenhum, pelo óbvio fato de que os alunos ignoravam os temas propostos. A dura verda- de é que o debate só conduz ao conhecimento nos fantásticos diálogos de Platão, nos quais Sócrates conduzia os alunos a tirarem suas próprias conclusões por meio de habilidosas cadeias de perguntas (e aproveitava o ensejo para comer alguns dos moleques mais desa- vergonhados). Na prática das nossas salas de aula os debates, além de não conduzir ao conhecimento, são aproveitados pelos maus alunos para embromar e transformar as aulas em tertúlias sociais. Cientes disso, os bons mestres preferiam transmitir conteúdo e co- brar aprendizado. E de fato as escolas daquela épocafuncionavameformavamcidadãoscom- petentes. Essa história das “vasilhas” e dos “dóceis depositários” de não passa de propa- ganda de Paulo Freire para exaltar as virtudes de seu método, o qual, como verificamos no artigo anterior, não existe. A crassa concepção da “educação bancária” Para Paulo Freire, bancos são locais onde se “guarda” dinheiro. As notas ou moe- das são contadas, registradas e mantidas no cofre para ser depois devolvidas a alguém. Segundo essa concepção, bancos seriam seme- lhantes a guarda-móveis, a estacionamentos de carros, ou guarda-volumes de supermerca- dos. Sua função seria receber e depois devol- ver a coisa guardada, no mesmo estado. Qualquer pessoa com mínimo conheci- mento de Economia sabe que os bancos não são simples guardadores de dinheiro. Muito ao contrário. Desde a antiguidade se observou que os bancos têm a peculiaridade de multipli- car automaticamente o dinheiro depositado. Não se trata de mágica: é o conhecidíssimo efeito multiplicador. Este não é local adequado para o bê-á-bá da economia, mas a impunidade com que Paulo Freire usa o adjetivo bancário mostra que muitos de seus leitores desconhe- cem, tanto quanto ele, o funcionamento dos bancos. Vamos, portanto, à nossa lição. Essencialmente, os bancos são estabe- lecimentos comerciais como outros quaisquer, cuja função é nivelar a oferta e a procura de mercadorias. Exemplo: nas cidades, consome- se feijão, mas ninguém o planta. No campo, os agricultores produzem mais feijão do que po- deriam consumir. Logo, sobra feijão no cam- po, e falta feijão na cidade. O comerciante simplesmente adquire o feijão do agricultor e o vende aos moradores das cidades, ou seja, equilibra a oferta e a procura do produto. Os bancos fazem a mesma coisa com o dinheiro. Quem tem dinhei- ro de sobra, deposita no ban- co. Quem precisa de dinhei- ro, recorre ao banco. A única diferença é que o banco não vende dinheiro, porque se- ria absurdo trocar dinheiro por dinheiro. Óbvio, não? Em vez de vender, o banco alu- ga – ou seja, empresta – e cobra juros proporcionais ao risco e ao tempo em que o seu cliente utiliza o valor em- prestado. Mas, além de empres- tar, o banco faz outro “mila- gre”: multiplica o dinheiro de- positado. Como? Pelo meca- nismo do multiplicador ban- cário, ou multiplicador mo- netário. Na verdade, os ban- cos têm horror a dinheiro parado nos seus cofres, ou nos seus sistemas de infor- mática. Para eles, dinheiro parado é prejuízo. Por isso, empenham-se em fazê-lo girar, de modo que esteja con- tinuamente aplicado em atividades direta ou indiretamente produtivas. Quando Zé deposita mil reais, o banco imediatamente empresta quase todo esse va- lor a Mané. Mané recebe, digamos, novecen- tos reais de empréstimo; e no mesmo ato de- posita o dinheiro em conta. Ao ter de volta os novecentos, o banco reempresta, digamos, 800 reais a Juca. Este também mantém esse valor em conta; e o banco novamente empresta 750 reais a Chico, e assim sucessivamente. Desta forma os mil reais iniciais se transfor- mam em cinco ou seis mil, depositados nas contas de vários clientes. É verdade que nem tudo volta ao mesmo banco; mas sempre acaba depositado em algum outro, porque as pessoas (físicas ou jurídicas) não guardam dinheiro vivo em casa. Tomando qualquer sistema ban- cário como um todo, verificaremos sempre o mesmo fenômeno: para cada mil reais deposi- tados, o efeito multiplicador gera cinco, seis ou dez mil reais em circulação na economia. É claro que o valor creditado nas contas dos sucessivos clientes não corresponde ao di- nheiro vivo que o banco tem em caixa, até porque o banco multiplica, mas não fabrica dinheiro. De fato, o que os clientes têm em suas contas é moeda escritural, ou seja, di- nheiro que só existe na contabilidade do ban- co. Mas não faz diferença: a moeda escritural, que circula na forma de cheques, transferên- cias ou cartões de crédito, serve para pagar contas tão bem, ou até melhor, do que o dinheiro vivo. É por isso que os bancos têm tanto me- do das corridas ou pânicos, quando todos os depositantes querem sacar seus depósitos ao mesmo tempo. O dinheiro simplesmente não existe em caixa; nenhum sistema bancário teria meios de devolvê-lo; e, se o tentasse, arruina- ria a economia do país, asfixiando mortalmen- te a indústria e o comércio. Os bancos têm capacidade para em- prestar imediatamente o dinheiro depositado porque fazem a intermediação entre os que têm dinheiro a mais – os depositantes – e os que necessitam de financiamento para suas operações, ou seja, os que têm dinheiro a me- nos. Em sistemas bancários saudáveis, a prin- cipal atividade dos bancos é financiar o comér- cio e a indústria. Emprestar dinheiro alheio é uma arte. O gerente de banco deve de agir com conhecimento, prudência e escrúpulo; e, mais do que analisar a contabilidade dos tomadores, tem de estudar seu caráter, sua reputação, e uma série de fatores subjetivos que dão à pro- fissão um caráter refinadamente humano. O banqueiro e os bancários não têm nada que ver com essas imagens de usurários inventadas pelos comunistas Bancos são, portanto, estabelecimen- tos que multiplicam os recursos depositados e vivem de aplicá-los com inteligência, finan- ciando a produção. Na mesma linha de arra- zoado, educação bancária seria a em que os alunos recebem conhecimentos que multipli- cam em suas mentes e em seguida utilizam, de maneira criadora, em atividades benéficas a si mesmos e à sociedade. Se Paulo Freire tivesse parado para refletir – ou para ler, estudar e conhecer melhor em vez de chutar – deveriater escolhido outro adjetivo. Bancário, definiti- vamente, não dá. Já não se fazem bancos como antigamente Ou será que dá? Na época em que Paulo Freire ruminava suas confusas ideias, o sistema bancário brasileiro ainda funciona- va do jeito que descrevemos. Não havia tan- ta inflação, a economia crescia espontane- amente e os bancos operavam na linha de frente, abrindo caminho nas fronteiras do progresso. De lá para cá, porém, o sistema bancário sofreu uma degeneração que nem sequer a modernidade, com seus sistemas online e car- tões com chips inteligentíssimos, consegue remediar. O principal cliente dos bancos pas- sou a ser o governo, entidade sabidamente improdutiva. Grande parte dos recursos de- positados nos bancos são emprestados ao governo a juros altíssimos, tão altos que desencorajam as empresas e os indivíduos que também pretendam financiamento. Esses ju- ros não são culpa do banco. São causados pelo próprio governo, com sua insaciável fome de dinheiro. O governo pode endividar-se à von- tade porque não precisa se preocupar com a eventualidade de um dia ter de pagar. Afinal, ele controla os bancos por meio do Banco Central, tem o monopólio da emissão de di- nheiro, pode mudar as leis a qualquer momen- to e, como último recurso, pode dar calote na dívida. Além de financiar o governo, os bancos têm outra função: registrar informações sobre os negócios e atividades dos clientes e passá- las às autoridades. Hoje quase todos os paga- mentos são feitos com cartões de crédito ou débito. Cada transação é registrada nos siste- mas de TI dos bancos. As autoridades podem acompanhar e conhecer em minúcias pratica- mente tudo sobre a vida de cada indivíduo. É verdade que os bancos e o governo prometem manter sigilo. Infelizmente essas promessas não merecem confiança. Porque eles querem prevenir o crime A política oficial de espionar toda a população para prevenir certos crimes é parte da agenda da oligarquia globalista, que pretende abolir as nações e as fronteiras eestabelecerumgovernomundial.Nessemun- do (ainda) imaginário, a oligarquia sabe que terá de desarmar a população e vigiá-la dia e noite, como nos piores regimes totalitários. A história de prevenir crimes é apenas pretex- to para controlar e vigiar cada indivíduo, inclu- sive na sua intimidade. O controle policial das movimenta- ções financeiras não é invenção brasileira. Vem de organizações e acordos internacionais de combate ao terrorismo, ao narcotráfico, ao tráfico de mulheres, à lavagem de dinheiro e outros crimes. As rotinas de quebra de priva- cidade, de transparência, de compliance dos bancos, são estabelecidas por convenções in- ternacionais que impõem penalidades aos bancos e aos países que não as adotam. A rede bancária internacional funciona como parte dum sistema mundial de vigilância; e cada gerente ou caixa passa a ser, se quiser manter seu emprego, espião de seus clientes. Combater o crime, proporcionar segu- rança e justiça, são deveres do Estado e prin- cípios fundamentais de qualquer civilização. Sabe-se que o modo mais eficaz de diminuir a criminalidade é fazer que o potencial crimino- so não cometa crimes. Como? Usando a mes- ma razão pela qual o potencial criminoso não enfia a mão no fogo, não se joga do quinto andar, não rasga dinheiro: o castigo inevitá- vel, rápido, doloroso e eficaz. O conceito de prevenção do crime, porém, vai muito além da tradicional função de perseguir e castigar os criminosos. Na verda- de, ele pune principalmente os inocentes, por- que implica a quebra de dois princípios repu- blicanos fundamentais: a presunção da ino- cência e o ônus da prova. A ordem natural das investigações criminais é: (1) a autoridade toma conheci- mento do crime, (2) investiga e confirma o fato criminoso, (3) identifica os suspeitos, inves- tiga-os, descobre indícios, prossegue com as diligências até (4) obter provas de autoria do crime. No Estado de Direito, toda a investigação criminal é provocada pela notícia do crime. O crime acontece, o fato chega ao conhecimen- to da autoridade, a autoridade age. No sistema de prevenção, a autorida- de não aguarda a notícia. Ela simplesmente presume que tudo ao seu redor pode ser crime, e sai pelo mundo revirando tudo para detectar crimes que só existem como hipó- teses. O sistema de prevenção do crime erige a desconfiança e a contínua vigilância dos cidadãos como princípio universal de gover- no. Um dos instrumentos mais eficazes de vigi- lância é a rede bancária. Por seu intermédio, as autoridades vigiam todas as movimentações financeiras; filtram o que lhe parece “atípico” e então investigam. Caso não encontrem explica- ção razoável, intimam a pessoa a explicar ou justificar a transação. Caso não se satisfaçam, iniciam procedimento criminal. Como se vê, a prevençãoaocrime presume a culpa de todos e inverte o princípio do ônus da prova. Ora, essa é a perfeita definição de Esta- do totalitário. Em plena democracia, com direito a todos os direitos humanos.
  • 3. Nº 274 - Fevereiro/2020 33 LADRÃO PODE / GENERAL NÃO ! Anomeação de um ge- neral para a Casa Ci- vil foi apontada por ór- gãos da imprensa como uma contradição. A Casa Civil, órgão criado em 1938, tradicio- nalmente era ocupada por um civil, paralelamente à antiga Casa Militar, hoje o GSI. Nada se falou com relação à índole da maioria dos ocupantes anteriores, que cabe relembrar: Chefes da Casa Civil desde 2003: José Dirceu, Dilma Roussef, Erenice Guerra, Carlos Eduardo Lima, Antônio Palocci, Gleicy Hoffmann, Aloísio Mercadante, Jacques Wagner, Lula (nomeado, não chegou a assumir), Eliseu Padilha. Ou seja, ladrão nomeia ladrão. Segundo a imprensa, delinquente pode ocupar o cargo, general não! Durma-se com um barulho desses! GRUPO INCONFIDÊNCIA 25 Anos de Lutas na Defesa do Brasil 20 Fev 2020 A GRATUIDADE DA CARTEIRINHA ESTUDANTIL GOVERNAMENTAL E A ATITUDE DO CONGRESSO OPresidente Bol so- naro assinou em Set 2019, a “MP do ID Estudantil”, que visa fornecer a Carteirinha de Estudante Digital, gratuita, aos alunos do ensino básico, tecnológico e superior, dando-lhes o direito ao benefício da meia-entrada em shows, teatro e outros eventos culturais. A emissão das carteirinhas acima, era encargo único da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), ao custo anual no momento, de R$35,00, fora o frete, gerando àquelas o montante de R$500 milhões por ano. Tais entidades estudantis são “braços” do Comunismo brasileiro, criadas para atrair os estudantes à causa marxista, com o objetivo de empregá-los em manifestações de rua, no voto eletivo e outras várias ações, com vistas a arraigar a maligna ideologia no Brasil. A MP em questão caducou em 17 Fev 2020 e, para não perder a validade, necessitaria ser avaliada pelos colegiados e pelas duas Casas nas próximas sessões deliberativas. Tudo leva a crer que o tema não será abordado pelo Legislativo, que até o momento não instituiu comissões mistas para analisá-la, como primeiro passo para o exame do Congresso. CONCLUINDO,AMPNÃOTERÁVALIDADEOFICIAL! Assim, você, estudante, será o grande prejudicado, continuando a contri- buir anualmente com seus suado dinheiro em proveito das organizações es- tudantis supracitadas, que nada fazem em seu benefício e só querem transformá- lo em um bom comunista. Nas eleições deste ano, vote com consciência para Prefeito e Vereador, pois futuramente, vários deles serão congressistas e, nas que se destinarem a Senador e Deputado, anote o nome daqueles fisiologistas e apoiadores do Comunismo que exercem tal mandato atualmente, para rejeitá-los e varrê-los de nossa política, colocando em seu lugar homens públicos interessados na projeção do País e no bem-estar do povo. A SALVAÇÃO DA NAÇÃO DEPENDE SOMENTE DE NÓS! ÀS RUAS! Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Coronel Reformado do Exército Presidente do Grupo Inconfidência A preocupação com ações dos po- deres Legislativo e Judiciário que possam colocar a governabilidade de Bol- sonaro em risco, é grande no meio mili- tar. Há um movimento detectado por diferentes setores para tentar desestabili- zar o governo, em outras palavras. Recentemente, essa preocupação foi manifestada em grupos de WhatsApp pelo major-brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez, e tem repercutido intensivamente nos últimos dias. Ele citou uma ‘sucuri de duas cabeças’, representada “pelo Su- premo Tribunal Federal e Congresso Na- cional”, que “tramam e apertam seu abra- ço letal” em torno do presidente. Depois de lembrar que o Supremo ‘é a casa da Mãe Joana’ e o Congresso Na- cional ‘um covil de Ali Babá e seus quase 594 ladrões’, o militar denunciou “uma trama diabólica” capaz de promover “o des- monte de um projeto (do presidente Jair Bolsonaro) que quer beneficiar 60 milhões de brasileiros”. Jaime Sanchez acusou a grande mí- dia de patrocinar esse golpe. “Os grandes veículos estão falidos e não mais mamam nas tetas do governo”, acusou. O objetivo, segun- do o militar, é desviar a atenção, criando fakes news onde os alvos são o presidente, seus paren- tes, e o próprio governo. “Enfiam-nos (os veículos da grande mídia) em nossas goelas notícias requentadas e distorcidas; temas controvertidos, in- compatíveis com a moral das famílias tradicionais; apologia ao sexo, exibin- do cenas envolvendo ido- sos, crianças e homosse- xuais; vulgarização do tráfico de drogas e exaltação à corrupção, apresentados em horários inclusive infan- tis”, pontua o major-brigadeiro. Na inter- pretação do militar, “a estratégia dessa verdadeira máfia multi corporativa tem co- mo ponto de partida impedir que o gover- no concretize suas promessas de campa- nha, desgastando a imagem de austerida- de e anulando a expectativa de mudanças nos destinos do País”. Jaime Sanchez citou como exem- plos de alvos preferidos a reestruturação do Estado e o projeto anticrime, encami- nhados à Câmara dos Deputados. “Em con- traposição, o governo tem adotado diver- sas medidas periféricas, visando o desapa- relhamento da máquina, a poupança de recursos e a desarticulação dos esquemas de corrupção das instituições públicas”. Ainda assim, advertiu, “essas medidas po- dem vir a ser obstadas no Congresso ou na Justiça”. No texto que circulou entre militares de alta patente, Jaime Sanchez considera como segundo passo dessa ‘ação nefas- MILITARES PODERÃO AGIR PARA DEFENDER BOLSONARO Não sabemos quem é o autor do texto acima que está circulando na internet. Já o recebemos várias vezes com pedidos de publicação. Considerando que o au- tor apresentou fatos que estão ocorrendo em nossa Pátria Amada Brasil, com os quais concordamos plenamente, julgamos importante a sua divulgação pelo Inconfidência. Para tal, fizemos contato com o nosso articulista coronel aviador Luis Mauro (ler seu artigo na página 8 desta edição) que se prontificou a nos ajudar, fazendo contatos no Clube de Aeronáutica e com o major-brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez, a fim de lhe dar conhecimento desse texto. Somente ter atado “uma sucuri de duas cabeças, representada pelo Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional”, que tratam e apertam seu abraço letal em torno do presidente Bolsonaro, vale a divulgação. E ainda lembra que “o Supremo é a casa da Mãe Joana e o Con- gresso Nacional um covil de Ali Babá e seus quase 594 ladrões” (81 senadores + 513 deputados federais). ta’ a inviabilização do orçamento do go- verno. “Querem reduzir as perspectivas de receita, através do esvaziamento da rees- truturação do Estado, bem como o incre- mento das despesas, com a aprovação do orçamento impositivo, elevando os gastos obrigatórios a 97% do total do orçamen- to”. Com essa estratégia, continua o ma- jor-brigadeiro, querem desgastar a ima- gem do presidente com cortes de verbas para setores essenciais da sociedade e, co- mo objetivo maior, forçar o governo a ultra- passar o limite de gastos permitidos, in- fringindo a lei de responsabilidade fiscal, o que abriria caminho para a instauração de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro. Jaime Sanchez também adverte para a iniciativa do PT de apresentar uma pro- posta de Emenda à Constituição destina- da a impedir a assunção definitiva do vi- ce-presidente (Hamilton Mourão) em caso de vacância do cargo. A situação fica ain- da mais grave, enfatiza o major-brigadei- ro, quando a base aliada e alguns outros elementos “comportam-se como o incrí- vel exército de Brancaleone”. São, diz o mi- litar, totalmente desarticulados ou inex- perientes no jogo da política, “facilmente contaminados com a peste vermelha”. Em sua análise, o major-brigadeiro salienta que a conjun- tura caminha rapida- mente para uma situ- ação insolúvel, “uma vez que o presidente e sua equipe estão pra- ticamente ilhados, à mercê da grande rede corporativa formada por políticos, juris- tas, empresários, in- telectuais e funcionários públicos que irão agir unicamente interessados em preser- var seus privilégios a qualquer custo, pouco importando o interesse daqueles que os elegeram e pagam seus vultosos salários”. A persistir esse quadro, encerra Jai- me Sanchez, a única saída será as For- ças Armadas lançarem mão do Artigo 142 da Constituição Federal. O texto diz, resumidamente, que os militares pode- rão, sob a autoridade do presidente da Re- pública, interferir para o bom desempe- nho dos poderes da República (Execu- tivo, Legislativo e Judiciário) para “co- locar ordem na casa e atender aos an- seios da sociedade, como foi feito em 1964” Major Brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez - A persistir esse quadro, a única saída será as Forças Armadas lançarem mão do Artigo 142 da Constituição Fede- ral. Recebi o texto acima de meu corres- pondente, Tenente aposentado da Aero- náutica que serviu ao REGIME MILITAR de 1964. (Autor Desconhecido) Uma sucuri de duas cabeças, representada pelo Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional, que tramam e apertam seu abraço letal em torno do presidente. O Supremo é a casa da Mãe Joana e o Congresso Nacional ‘um covil de Ali Babá e seus quase 594 ladrões (81 senadores e 513 deputados federais. NOSSO COMENTÁRIO Só esses dois últimos comentários valem uma edição especial e temos cer- teza, como também os nossos leitores. Além da possível opção da aplicação do artigo 142 da Constituição Federal, temos também outra solução viável que teria o apoio da população brasileira, tal qual aconteceu em outubro de 2018: INTERVENÇÃO MILITAR, JÁ! Temos a solução! Leia a página central desta edição: 27 senadores eleitos (um por cada Estado) pelos integrantes do Exército, 27 pelas Polícias Militares estaduais e mais 27 pela Marinha, Força Aérea, o novo partido do presidente Bolsonaro e seus eleitores de 2018, totalizando 81 senadores! De ca- ra: dar andamento aos processos contra Alcolumbre e Renan Calheiros! Tam- bém indicar 2 candidatos a deputado federal por Estado (seriam 162) e haveria maioria podendo também dar andamento nos processos do Rodrigo Maia e outros corrPTtos. E ainda, desde já, estudar a possibilidade da eleição de inú- meros deputados estaduais.Potencial nós temos! Só depende de nós mesmos!!!
  • 4. 8Nº 274 - Fevereiro/2020 44 * Maria Lucia Victor Barbosa AOS 40 ANOS O PT ESTÁ DECRÉPITO OPT, quem diria, está fraco, envelhe- cido, debilitado aos 40 anos. Para um partido que desejou reinar para sem- pre, que se denominou o maior da esquer- da latino-americana, que se pretendeu hegemônico, tal desgaste está deixando seus dirigentes e seu dono, Lula da Silva, atônitos, desesperados para regatar o poder que lhes proporcionou tantos pri- vilégios, um reinado de 8 anos do chefe e mais quatro e meio de Dilma Rousseff. O PT institucionalizou a corrupção sem nenhum pudor, simulou ser o sal- vador dos pobres, mas muitos de seus membros, incluindo Lula da Silva, enri- queceram no poder enquanto a desi- gualdade social permanecia. Não hou- ve competência para fazer as reformas necessárias e os alardes de maravilhas executadas não passaram de engodos. Quanto aos valores que norteiam as percepções morais da sociedade foram pisoteados através do vale-tudo dos com- portamentos. A Educação caiu ao seu pior nível, pois não interessava o apren- dizado, mas a doutrinação petista capaz de gerar profissionais que até hoje acre- ditam que Lula é um coitado inocente e que o fazer do partido, que é um misto de seita e máfia, é excelso e puro. O PT não erra, mas sim os outros, porque o PT tudo pode, inclusive, estaria acima da Lei. Mas nada dura para sempre. O abu- so chegou ao ponto que não foi mais tolerado. Quando o governo de Dilma Rousseff, especialmente no segundo O PT institucionalizou a corrupção sem nenhum pudor, simulou ser o salvador dos pobres, mas muitos de seus membros, incluindo Lula da Silva, enriqueceram no poder enquanto a desigualdade social permanecia. mandato, ao seguir as ordens de seu criador político mergulhou o País em sua pior recessão aconteceu o inusitado, o nunca havido: multidões foram às ruas gritar: Fora Lula. Fora Dilma, Fora PT. Naturalmente, petistas, acostu- mado a transformar retoricamente suas derrotas em pseudovitórias, preferiram chamar de golpe as manifestações po- pulares que desemboca- ram no Congresso cujos membros se nutremdaopi- nião pública. O impeach- ment, ironicamente sem- pre tentado para outros, atingiu o coração do par- tido, que a dali em diante começou a descer a ladei- ra da decadência política. Especialmente, Lula foi atingido e não conseguiu demover deputados e se- nadores manter sua comandada. Seguiu-se a perda de mais de 60% das prefeituras. Um baque e tanto, po- lítico e financeiro. Outros fatos se se- guiram indicando sinais de decrepitude, mas um deles provocou um abalo sísmi- co, profundas rachaduras na carapaça petista: a prisão do líder, baseada não só em delações, mas em documentação farta e provas concretas sobre crimes cometidos. Novamente o PT inventou uma risível e estapafúrdia explicação: Lula é preso político, enquanto este se apre- sentava como a criatura mais inocente do planeta. O culpado não era Lula, mas o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública, um magistrado de rara coragem e compe- tência, uma exceção brasileira capaz de nos fazer orgulhar do Brasil. E veio a eleição presidencial. Uma nesga de esperança despertou nas hos- tes petistas. Mas Haddad, denominado jocosamente de poste, perdeu para Jair Bolsonaro, o qual para os institutos de pesquisa estava destinado inexoravel- mente à derrota. Agora o PT, decrépito e atordoa- do, tenta recuperar o tempo perdido, mas sua única inovação é a seguinte: ao invés de tentar inutilmente uma frente das ditas esquerdas, quer ir além da po- se em que figuraram Lula, Haddad e Paulo Maluf, as louvações a Sarney e a proximidade com outros políticos antes execrados. Agora vale parcerias não só com os partidos nanicos que se dizem de esquerda, mas a associação com o antes “horripilante” Centrão formado pelo PL, PP, DEM, PRB e Solidarieda- de. Tem mais, candidatos petistas a prefeito poderão receber apoio, além do Centrão que engloba o DEM, do PSDB. Portanto, acabou aquela coisa de partido golpista e se instalou a mi- xórdia total. Quando afirmei em artigos anteri- ores que os partidos brasileiros não passam de clubes de interesse, trampo- lins para se alçar ao poder, sem ideolo- gia ou programas não vejo exceções. O PT é um partido igual aos outros, só que pior, porque sempre se escondeu atrás de uma inverídica ética. Aliás, em seus congressos o PT nunca conseguiu de- finir seu socialismo, seja o comunismo ou a socialdemocracia. Entretanto, lan- çou a moda de chamar os que considera seus inimigos de fascistas. Mais um sinal de ignorância porque petistas não têm a mínima noção do que é fascismo, mesmo porquê, nunca souberam se de- finir ideologicamente. Agora, seguem desgastados, decrépitos aos 40 anos, em busca do poder pelo poder que como sempre foi seu objetivo. *Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido", Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ * Rodolpho Heggendorn Donner * Coronel - Psicólogo - rdonner@globo.com Ascânio, colunista, no O Globo de 22/ 2/2020, em amplo arti- go, sugere que o gene- ral Heleno, ministro-chefe do GSI, seja demitido por ter dito que o governo não deveria aceitar chantagem do Congres- so. Em longo texto, cria drama vazio sobre fato comum. Muita tinta gasta à toa, valendo-se de reportagem fruto de espionagem jornalística, pois que o dito foi ouvido de conversa reservada, par- ticular, afastada de quem a divulgou. Será que o cronista nunca fez o mesmo, de cabeça quente? Acharia justo alguém propor que fosse demitido? Essa e al- gumas outras colunas servem de orques- tração contrária ao governo Bolsonaro. Qualquer fato serve. Gabeira, nos mesmos moldes de Ascânio, não chegou às histerias de pe- dir a demissão do general, mas não per- doou o “Foda-se” que encerrou a con- versa. Cacá Diegues comentando o Fes- tival de Berlim, arranjou um jeitinho para orquestração. Queixou-se no final, dizen- do que o presidente fala de filmes sem tê- los visto. Precisava dizer isso? Na coluna ao lado, o vizinho de Gabeira não deixou por menos. Mexe e torce um montão de palavras para dizer que a morte do PM na Bahia foi queima de arquivo, e que livra os COLUNAS E ORQUESTRAÇÃO POLÍTICA Orquestração política, basicamente, precisa dominar a editoração de veículos de comunicação para tocarem as mesmas músicas, mesmas pautas, repetir, repetir, repetir até que tolices tomem importância de acusações. Bolsonaros de culpas. Tem bola de cristal, com certeza. Até a ro- mântica Martha Me- deiros, na “Revista Ela” entra na batuca- da. Finge que fala de um amigo Zé, que na- da mais é do que o pre- sidente por ela fanta- siado. Até mesmo bons escribas e comentaris- tas, como os acima ci- tados, tornam-se vul- gares quando se ache- gam à orquestração política, forçando a barra em comentários críticos.Tornam-sesim- plórios repetidores de falas alheias. Ex- tremo cuidado deve-se ter com o tipo de informação que oferecem, tanto como jornalismo quanto em redes sociais. So- bram conveniências e envolvimentos pessoais na produção de matéria políti- ca. Embarcar no que dizem requer os mesmos cuidados que se tem para não receber notas e moedas falsas. Arte nada mais é do que mensagens emitidas em espaços e palcos criados por seus autores. Não faltam defensores para discursar sobre arte, merecedora de total, inquestionável liberdade de expressão. Ainda que em primitivos uivos e urros sem significados lógicos. Ou barbarida- des tidas como culturais. Arte, quando engajada ou militante, como vemos hoje nas mídias em geral, também é um campo extremamente fértil para todo tipo de pre- gação política orquestrada. Lula, compar- sas, artistas militantes e iludidos segui- dores usaram e abusaram da arte como veículo de propaganda política. Orquestração política apresenta-se como arte até em museu, tal como essa atual obra torpe, exibida no Centro Cultural Hélio Oiticica, como sendo a imagem da mãe de Jesus Cristo nua, com um seio à mostra e com pênis. Mensa- gem de agressão a ícone da re- ligião católica, valores religi- osos e conservadores defen- didos pelo governo. Perfeita- mente conforme com a funda- mentação do comunismo ori- ginal de Stalin e Lenin, que proibiu religiões, destruiu tem- plos e assassinou milhares de religiosos. Orquestraçãopolítica,ba- sicamente, precisa dominar a editoração de veículos de comunicação para tocarem as mesmas músicas, mesmas pautas, repetir, repetir, repetir até que tolices tomem importância de acusações. Crendo apenas nas crônicas comprometi- das com a oposição orquestrada, passa- se a acreditar na impropriedade do go- verno, e que absolutamente nada fez de bom, nada mesmo. Para terminar, a atual orquestração só falta passar a chamar suas ações de “resistência”. Não tarda. Obra exposta no Centro Cultural Helio Oiticica, no Rio de Janeiro, que mostra a Virgem Maria nua com órgão masculino
  • 5. Nº 274 - Fevereiro/2020 5 *Aileda de Mattos Oliveira *Professora Universitária, ESG/2010, Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008, Acadêmica Fundadora da Academia Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES e Acadêmica AHIMTB - ailedamo@gmail.com 5 Poderia até ser uma história para crianças, sabendo-se que Rodrigo é uma personagem infantilizada. Po- rém, no ambiente político brasileiro, difícil dizer quem não tenha tal apa- rência, pelas manobras fora de pro- pósitos, postas em divulgação e que causam es-tranheza à população, atu- almente, mais perspicaz e mais cons- ciente de sua força. Ao contrário, a história é leitura proibida para crianças educadas à maneira tradicional, isto é, dentro da moral e da ética. Não devem, em tenra idade, a fim de evitar as decepções com o ser humano, ter conhecimen- to da existência de políticos que in- sistem nos erros de impedir o desen- volvimento de seu país e o de enga- nar os seus eleitores. Esse tal de Rodrigo, da nossa his- tória, como seu coleguinha Alcolum- bre, pertence ao DEM, sigla também com sonoridade infantil, muito seme- lhante a ‘dim’, que, repetido, ‘dim-dim’, também é uma maneira acriançada de se referir a dinheiro. Como vemos, tu- do que está em volta de Rodrigo, tem cheiro de cédulas e soar de moedas. Esse tipo estranho que trans- formou o Congresso em seu berço, Congresso onde, em outras épocas, fora povoado de políticos de alta ca- pacidade intelectual, foi eleito pelo es- tado do Rio de Janeiro (Sempre ele!) com apenas 74.232 votos dos cario- cas e fluminenses e dos que assim se consideram, da mesma forma que o Rodrigo, da nossa história, se consi- dera brasileiro, embora haja como mercenário. Miseráveis votos que não pode- riam dar ao “nhonhô” das charges a presidência da Câmara, hoje, local de conchavos federais e de onde saem as chantagens que o General Heleno, mui- to bem e com categoria classificou os atos de pressão para arrebanhar dinhei- ro do patrimônio público em troca da aprovação dos decretos do Presidente Bolsonaro, em favor do Brasil. Rodrigo ainda não entendeu que aquilo que ele faz numa Câmara sem austeridade é, O SONHO INFANTIL DE RODRIGO E DE SEU COLEGUINHA ALCOLUMBRE *Extraído do texto de Gustavo Mesquita; Fon- te: Imprensa Seeb Santos e Região, atualizado em 1 de fevereiro de 2019. **Idem. ***Estadão Conteúdo, atualizado e publicado em 4 de fevereiro de 2019 (In Veja on line) O sonhador Rodrigo, auxiliado pelo seu esperto alimentador de incenso, Alcolumbre, tem uma imensa vontade de desfilar, como um César (nada a ver com o seu pai) numa pretensa Via Ápia brasiliense, estufando mais ainda a sua rotunda empáfia. Nesse ano, teremos eleições NOVAMENTE. Esses 2, são responsáveis pelo país não avançar. Por isso em homenagem a eles realmente, chantagem. Para ele, ape- nas uma traquinagem. Como esse indivíduo somente vê seu eu no mundo, não consegue enxer- gar a alteridade que a sociedade repre- senta; apenas trabalha, incessantemen- te, no processo de reidentificação de si mesmo. Não se pode esperar dele algo melhor do que a autopromoção. Cada “Não!” que dá ao diligente Presidente Bolsonaro, é um “Sim!” para a sua doentia automitificação, em- bora doentia, também, seja a inveja que sente do Homem de Aço Bolso- naro que afasta com a sua mão ino- xidável a aspereza de sua cara e o ran- cor de sua alma. Precisa, de imediato, se acostu- mar com a conversão que a parte da so- ciedade consciente sofreu. De apenas ouvinte, meramente passiva, passou a receptora, isto é, a refletir sobre o que ouve e sobre o que lê, portanto, ascen- deu à categoria de interlocutora de po- líticos, a fim de exigir deles a sua obri- gação de trabalhar para o país, sem chantagear qualquer que seja seu ad- versário. O Brasil mudou, cresceu, e Rodrigo permanece de calças curtas. Não cessa, por aí, a ambição do incompetente deputado que, re- petindo as mes- mas palavras de sempre, tartamu- deou que o Gene- ral Heleno é “ra- dical”. É doloro- so ouvir qualquer oportunista, de es- querda ou pró-es- querda, falar, pois da sua boca xero- cada, já saem im- pressos apagados de tantas vezes serem usados. Não, realmen- te, não cessa por aí. O sonho do de- putado cresceu em pro- porções tão avantajadas e voa tão alto que ele so- mentenãolevitaporcau- sa de sua dieta de prote- ínas e carboidratos. De- sejaeleseautoelegerPri- meiro Ministro de um Parlamentarismo que deseja criar, juntamente com seu comparsa de partido, o tal Davi Alco- lumbre, lá do Amapá. A intenção é derrubar da Presidência da Repú- blica o Presidente elei- to pelo povo, que dese- ja mudanças e mais mu- danças no estilo atual de se fazer política, já en- tranhado nos hábitos das várias gerações des- sa cambada que tomou conta da Câmara e do Senado. O menino Rodrigo e seu compa- nheiro de traição, Alcolumbre, ambos tramando na penumbra dos bastidores da já trevosa politicalha nacional, é dar um golpe no regime presidencialista e para tanto, basta aliciar aqueles que já devem estar aguardando, pela or- dem de chamada, a senha que lhe da- rá direito à retirada da fatia que lhe cabe do patrimônio público, antecipa- damente, rateado, entre os aliados de primeira e de última hora. O sonhador Rodrigo, auxiliado pelo seu esperto alimentador de in- censo, Alcolumbre, tem uma imensa vontade de desfilar, como um César (nada a ver com o seu pai) numa pre- tensa Via Ápia brasiliense, estufando mais ainda a sua rotunda empáfia. Quem são o garoto Rodrigo e o seu colega de travessuras, Alcolumbre? Vejamos os números. Além do medíocre número de votos, que não lhe daria direito a ocupar a primeira poltrona do Plenário da Câmara, quan- to mais ser presidente dela, agora, de maneira deslumbrada, deseja ser Pri- meiro Ministro do seu Parlamentaris- mo de fancaria, comprado de seus iguais da mesma Casa decadente. Os números a que me refiro são os dos processos que ambos, depu- tado e senador, carregam no seu cur- rículo até agora engavetados. Vamos a eles. Rodrigo, considerado um dos prin- cipais “caciques” do seu partido ten- ta, com ar de prepotência, demons- trar que representa uma nova casta de políticos. Grossa mentira, pois traz na sua bagagem a caixa de jogos vi- ciados, já usados por velhas e conhe- cidas raposas, com os quais preten- de iludir seus incautos adversários. Há três inquéritos contra ele dor- mindo no STF, por ”supostos”* re- cebimentos de propinas da Odebrecht e OAS em troca de benefícios. Um de- les, propunha uma emenda à Medida Provisória 652, com texto elaborado de acordo com os interesses de Leo Pi- nheiro, dono da OAS, confirmado pe- las informações obtidas pela Polícia Fe- deral no celular do empresário. Essa MP ditava normas para a aviação re- gional, mas o dedo do deputado Maia estava ali, torcendo letras e palavras para ajudar numa redação favorável aos interesses da OAS. Era um R$1.000.000,00 (um milhão de reais) que estava em jogo**. Por falta de es- paço no Jornal Incon- fidência, deixemos por enquanto o deputado que, pensando em se lançar à Presidência da República, dizia que seria um político que não usaria o retrovi- sor, porque represen- tava o futuro. Mas, é só o que ele faz! O seu retrovisor é a velha política velha que ele segue como se fosse um manual de bolso. E sobre o seu incensador Alco- lumbre? Como seu colega, tem dois inquéritos que carrega nos ombros, por isso, sambava mal, lá no Amapá, no carnaval. Era o peso dos “malfeitos” que lhe tiraram o bamboleio. As acusa- ções são de irregularidades na campa- nha eleitoral de 2014***. O homem devia representar o Amapá, mas repre- senta a si próprio, pois pensa mais no patrimônio particular do que em lançar um olhar para o seu estado e trabalhar em favor dele. É dessa infeliz maneira que ‘tra- balham’ esses dois, nas duas Casas do Congresso, transformadas em centros de ‘cambalachos’ contra o Brasil.
  • 6. 8Nº 274 - Fevereiro/2020 66 Visite o Museu da FEB Aberto ao público de 2ª a 6ª feira de 09:30 às 16:30 h. Sábado / Domingo de 09:30 às 13:00 h. Belo Horizonte - Rua Tupis, 723 - Centro Agendamos visitas e palestras somente no Museu. Tel. (31) 3224-9891 Juiz de Fora - Rua Howian, 40 - Centro São João Del Rei - Área do Círculo Militar - Centro PRESTIGIE NOSSOS VETERANOS COM A SUA VISITA www.anvfeb.com.br “Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos” FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA *Marcos Moretzsohn Renault Coelho * Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional BH - Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Sócio Correspondente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil - Pesquisador Associado ao CEPHiMEx HERÓIS DA FEB SÃO HOMENAGEADOS NO MINEIRÃO Os homenageados Vet. Sgt. Rodrigues é comprimentado pelo juiz Vet. Rafael Inácio Brás Ten. Enf. Carlota Mello e demais veteranos Dando início a uma extensa progra- mação, a ser realizada no decorrer deste ano, para lembrar os SETENTA E CINCO ANOS DA VITÓRIA ALIADA contra as forças nazi-fascistas, durante a Segunda Guerra Mundial, e ainda, para comemorar o ANIVERSÁRIO DA TO- MADA DO MONTE CASTELLO, o Comando da 4ª Região Militar, em par- ceria com a Federação Mineira de Fute- bol, Clube Atlético Mineiro e a Associa- ção Atlética Caldense, realizaram uma belíssima homenagem àqueles jovens soldados, hoje centenários, que perma- neceram em solo brasileiro, garantindo a defesa do nosso litoral, e aos que cru- zaram o Atlântico para combater o exér- cito, à época, mais temido do mundo, tra- zendo-nos a vitória, garantindo a nos- sa soberania, liberdade e democracia. Muitos deles jamais voltaram para vivenciar o resultado do seu sacrifício! Quatrocentos e sessenta e se- te daqueles bravos soldados tombaram durante a Campa- nha da FEB na Itália. Cabe, aqui, lembrar o célebre pen- samento de Péricles: “Aque- le que morre por sua pátria, serve-a mais em um só dia do que os demais em todas as suas vidas”. Quase três mil sofreram ferimentos. Inúme- ros foram os que passaram a conviver permanentemente com a neurose de guerra, até o final de suas vidas. Nada mais justo que trazer ao co- nhecimento do público, que ainda não teve contato com a histó- ria da participação do Bra- sil na Segunda Guerra Mundial, a existência dos autênticos heróis da nos- sa Pátria. Nada mais jus- to do que render-lhes as mais significativas home- nagens, mesmo que tar- diamente. Foi com este propó- sito que, em 16 de feverei- ro, nos instantes que pre- cederam o jogo entre Atlé- tico (MG) e Caldense, seis deles entraram em campo para receber o carinho dos presentes. Seus nomes: Rafael Inácio Brás, Paulo Santana, Milton Lima Paes, An- tônio Rodrigues, José Pavão e Antônio Martins da Silva. A Canção do Ex- pedicionário e o Hino Nacional fo- ram executados pela Banda de Mú- sica da 4ª Região Militar. Foi dado o Toque do Silêncio em homenagem aos mortos na Campanha. O painel do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, resumiu com textos e ima- gens a história de superação e heroísmo da FEB. Momentos de pura emoção! Diversas autoridades civis e mili- tares prestigiaram o evento com as suas presenças, dentre elas: o General de Di- visão Altair José Polsin, Comandante da 4ª Região Militar; o General de Divisão Mário Lúcio Alves de Araújo, Secretá- rio de Estado de Justiça e Segurança Pú- blica do Estado de Minas Gerais; o Gene- ral de Brigada Ramon Marçal da Silva; o Sr. Paulo Lamac, Vice-Prefeito de Belo Horizonte e o Coronel Carlos Henrique Guedes, Assessor Especial do Governa- dor de Minas Gerais. Ten. José Pavão desfila à bordo de viatura da ABPVM Na sexta-feira, dia 21 de fevereiro, o Pátio General Guedes, do 12º Bata- lhão de Infantaria Leve de Montanha foi palco da comemoração dos 75 anos da Tomada do famigerado Monte Castello que, durante a Campanha da FEB na Itá- lia, tanto sofrimento causou ao soldado brasileiro. Monte Castello: Ponto elevado, in- tegrante da cordilheira dos Apeninos, si- tuado na rota 64, que dá acesso à cida- de de Bolonha, ao Vale do Rio Pó e à re- gião norte da Itália. Era uma importante peça de defesa da Linha Gótica, linha es- ta estabelecida nas regiões da Toscana e da Emilia-Romagna, desde o Mar do Tir- reno (à esquerda) até o Adriático (à di- reita). Tinha o objetivo de barrar o avan- ço aliado rumo ao norte do país, à Pas- sagem de Brenner, à Áustria, e, por fim, à Alemanha. Coube à FEB a conquista daquele morro, que se constituiu na mais longa batalha travada pelos bra- sileiros no T.O. da Itália. Foram necessárias cinco investidas contra o inimi- go, que, da altura onde já havia se instalado há mui- tos meses, tinha o domí- nio total de toda a região. Dias 24, 25 e 29 de novembro de 1944; Dia 12 de dezembro do mesmo ano: Ataques rechaçados pelo inimigo. Apenas em 21 de fevereiro de 1945, nos- sa tropa conseguiu ocu- par e manter a posição no alto do morro. A vitória te- ve um alto preço: 88 sol- dados brasileiros tomba- ram no combate, outros 325 foram feridos e 10 foram FORMATURA EM COMEMORAÇÃO DOS 75 ANOS DA VITORIA BRASILEIRA NO MONTE CASTELLO tidos como desaparecidos. Abetaia, For- nello, Casona, Roncole, La Cà, C. Vi- tellini, Guanella e outros nomes de lo- cais jamais serão esquecidos pelos que ali estiveram. Foi a partir do dia 21 de fevereiro que a fibra, o espírito comba- tivo, a persistência e a determinação do nosso soldado ganha- ram nova dimensão jun- to aos nossos irmãos de armas. A vitória de Monte Castello, nas pa- lavras do General Ro- cha Paiva: “Triunfo da vontade e afirmação do valor”. Daí a importância de evidenciarmos esse capítulo magnífico da nossa história, com os exemplos dos heróis, que, felizmente, ainda es- tão entre nós. Difundir e manter essa história viva, é nos- sa obrigação, hoje, e sem- pre! A comemoração do dia 21 de fevereiro deste ano ressaltou os feitos heroicos da FEB, trazendo muita emoção a todos os parti- cipantes. Foi lida a Ordem do Dia, o Hi-no Nacional e a Canção do Expedicionário foram cantados pelos presentes, foi da- do o Toque do Silêncio, houve entrega de medalhas e o tradicional desfile da tro- pa. Cinco veteranos da II Guerra Mun- dial estavam presentes, sendo que, dois deles, Rafael Inácio Brás e José Pavão, participaram do desfile, embarcados em viaturas militares históricas. Pessoas que, com suas presenças, abrilhantaram a formatura comemorati- va: General de Divisão Altair José Pol- sin, Comandante da 4ª Região Militar; o General de Divisão Mário Lúcio Alves de Araújo, Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado de Minas Gerais; Dep. Estadual Coronel Henrique; Cel PM Marcelo Fernandes, Subcoman- dante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais; Cel. Edgard Estevo da Silva, Co- mandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Comandantes das diversas Oms da capital, além de outras autoridades civis e militares.
  • 7. Nº 274 - Fevereiro/2020 7 P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S QUE PARTIDO É ESSE? PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL 7 OPapa excomunga os católicos, abraça e abençoa um bandido! A cena de Francisco recebendo e abraçan- do Lula é uma bofetada na cara dos católicos brasileiros e em todo o Poder Judiciário do nosso país. Bergoglio é Chefe de Estado. E, por certo, tem a liberdade de rece- ber quem bem quiser. Esse líder hoje cometeu um dos maiores erros do seu pontificado. Maior mesmo do que os supostos sérios enganos que dizem ter cometido, quando o acusam de ter apoiado a ditadura sanguiná- ria na Argentina nos anos 70 do século passado. Ao abrir as portas da Santa Sé para um ladrão, con- denado em três instâncias no país mais católico do mun- do, o Papa se esqueceu dos documentos emitidos pela Igreja Católica desde 1937 condenando o comunismo. In- diretamente, sua postura dialética, vem em apoio às di- taduras sanguinárias da Venezuela e de Cuba. Por óbvio que no âmbito externo o gesto vai ter re- percussão pois é uma espécie de aval de um dos maiores líderes religiosos do mundo ao maior ladrão da história. E mais que isso, humilhou todo o nosso sistema Judiciá- rio que em três instâncias jurisdicionais já declarou e con- denou Lula como ladrão - estando esse bandido solto somente em razão do esforço de 6 de seus compadres que integram o Supremo Tribunal Federal, o que também é revoltante! E nem se pode dizer que Francisco esteja sendo iludido pela alta cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB quase toda ela dominada de clérigos com almas vermelhas que não representam e nem respeitam a vontade da massa católica do Brasil, pois ele - o Papa - conhece bem a nossa realidade. Lula, por sua vez, faz um movimento político atre- vido de aproximação com o cristianismo, não só o cató- lico, mas o evangélico e o pentecostal. O seu objetivo é eleitoreiro, visando as eleições municipais deste ano. Um lobo sem escrúpulos e sem limites. O Papa não re- cebeu um homem em busca do perdão e da misericórdia, ou que foi atrás da remissão dos seus erros. O que ele fez foi acoitar um parceiro ideológico para protegê-lo e dar- lhe sobrevida política. E com seu gesto de mau pastor, manchou de ver- melho a sua batina branca adotada pelo tratado litúrgico “rationale divinorum officiorum“ de 1286, pelo qual o branco das vestes papais remete à pureza e à santidade de vida. Já o vermelho simboliza o sacrifício e o sangue. No caso, o sangue dos milhões de seres humanos que o comunismo matou por onde passou nos últimos 100 anos da sua existência na face da terra. Que erro, Fran- cisco! Que erro! (Internet) PAPA FRANCISCO FOI ELEVADO AO CARGO POR MANOBRAS COMUNISTAS Luiz Carlos Nemertz Carlos Vereza manda recado para deputado que chamou Sérgio Moro de ladrão: Assim como a maioria dos brasileiros, o ator Carlos Vereza também se indignou com a atitude grotes- ca do deputado psolista Glauber Braga e deixou seu recado nas redes sociais: “Lamentável que sentimentos primitivos me as- saltem ao ver um pústula como o deputado Glauber Braga ofender Sérgio Moro. Ofendeu a pessoa erra- da! O ladrão esteve preso em Curitiba, o ladrão quebrou o país, matou milhares de pessoas por falta de atendimento numa saúde falida, o ladrão corrom- peu uma geração de estudantes com uma educação sucateada, o ladrão vendeu a Pátria para as emprei- teiras, o ladrão financiou as ditaduras, africanas, ve- nezuelana, cubana e contou com a cumplicidade dos narcotraficantes das Farcs para financiar seu sórdido projeto de poder. Proponho que o nome desse deputado psolista Glauber Braga, seja execrado para sempre em todos os meios possíveis de comunicação pelas pessoas de bem! Espero uma resposta firme de Bolsonaro em defesa de um homem que só dignifica o novo governo! Basta!” Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve recentemente em Roma, onde foi recebido no Vaticano pelo Papa Francisco. Este fato nos faz lembrar uma viagem anterior de Lula para o mesmo destino. Na manhã de 3 de junho de 2015 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, um jato par- ticular, prefixo PP-SCB, se preparava para decolar. A Revista Veja, na época relatou o caso: “A aeronave já estava taxiando quando os pilo- tos e os cinco passageiros foram surpreendidos por um cerco. A operação, atípica, fora deflagrada por iniciativa da Receita Federal. Os fiscais foram infor- mados de que malas haviam sido embarcadas de ma- neira suspeita no jatinho, sem passar pelo raio X. A operação cinematográfica, porém, foi aborta- da antes de ser concluída — e isso deu origem a uma investigação sigilosa em curso na Polícia Federal e no Ministério Público Federal. Reportagem de VEJA desta semana teve acesso à investigação, que revelou que, dentro do avião es- tava o ex-presidente Lula, acompanhado de um segu- rança mais três auxiliares — seu fotógrafo particular, um assessor de imprensa e um tradutor.” O fato cabuloso: Um delegado da Polícia Fede- ral agiu em favor de Lula e impediu que a bagagem de Lula fosse investigada. O que escondia o infame petista? O estranho caso do voo de Lula para Roma, quando um delegado da PF proibiu que a bagagemfosseaveriguada Fotoilustrativa DILMADILMADILMADILMADILMA ROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFFROUSSEFF MARCELOMARCELOMARCELOMARCELOMARCELO ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT J O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E YJ O E S L E Y B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA PAULOPAULOPAULOPAULOPAULO OKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTOOKAMOTTO ANTONIOANTONIOANTONIOANTONIOANTONIO P A L O C C IP A L O C C IP A L O C C IP A L O C C IP A L O C C I J O S ÉJ O S ÉJ O S ÉJ O S ÉJ O S É D I R C E UD I R C E UD I R C E UD I R C E UD I R C E U W E S L E YW E S L E YW E S L E YW E S L E YW E S L E Y B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA LUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIOLUIZ CLAUDIO L U L AL U L AL U L AL U L AL U L A JOÃOJOÃOJOÃOJOÃOJOÃO VVVVVACCARIACCARIACCARIACCARIACCARI NETONETONETONETONETO GUIDOGUIDOGUIDOGUIDOGUIDO MANTEGAMANTEGAMANTEGAMANTEGAMANTEGA FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ,FÁBIO LUIZ, O LULINHAO LULINHAO LULINHAO LULINHAO LULINHA E I K EE I K EE I K EE I K EE I K E B AB AB AB AB AT I S TT I S TT I S TT I S TT I S TAAAAA RENARENARENARENARENATOTOTOTOTO DUQUEDUQUEDUQUEDUQUEDUQUE E M Í L I OE M Í L I OE M Í L I OE M Í L I OE M Í L I O ODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHTODEBRECHT O COMANDANTE DA QUADRILHA
  • 8. 8Nº 274 - Fevereiro/2020 8 * Luís Mauro Ferreira Gomes O autor é Coronel-Aviador, Presidente da Academia Brasileira de Defesa, Vice-Presidente do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos e Membro Efetivo do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e do Conselho Deliberativo do Clube Militar. Não sabemos se, por acredita- rem na recomendação, impu- tada a Lênin, para que os comu- nistas “acusassem seus oposito- res de fazer o que eles mesmos fa- ziam e de ser o que eles mesmos eram”, ou se, por simples falha de caráter e carência de vergonha, a verdade é que os esquerdistas não se cansam de fazê-lo. Neste ponto, gostaríamos de abrir um parêntesis para dizer que pouco importa que a citação não seja dele, da mesma forma que o famoso decálogo, que, tudo indi- ca, foi escrito muito depois do ano de 1913, que lhe costuma ser atribuído. Tanto a frase quanto os dez mandamentos podem ser falsos quanto à autoria, mas são absolutamente verdadeiros em seu conteúdo. Poderíamos dizer que, pos- sivelmente, tenham sido obtidos por engenharia reversa, a partir da ob- servação das técnicas usadas, mais re- centemente, pelos grupos de inspira- ção marxista-leninista, para a tomada do poder. Não poderia haver exemplo me- lhor e mais didático disso, do que aque- le dado pelo Senhor Ciro Ferreira Go- mes em entrevista, na qual teve a des- façatez... Não, o que ele teve mesmo foi a cara de pau de tentar responsabilizar o Presidente Bolsonaro pela greve de Policiais Militares[1] , decorrente do caos político e administrativo reinante no Ceará, que culminou com o ferimento sofrido por seu irmão, Cid, ao tentar invadir um quartel da PM do Estado, com uma retroescavadeira. Qualquer pessoa um pouco mais atenta, sabe que os desmandos não co- meçaram agora, e, há décadas, o Estado A IRRESPONSÁVEL DELEGAÇÃO DE RESPONSABILIDADE vem sendo administrado por Ciro, seu irmão Cid ou por aliados e protetores, como César Cals e Tasso Jereissati. Ainda na entrevista, Ciro prota- gonizou uma vociferação chula, ofensi- va e espúria, que somente serve para confundir e enganar os brasileiros que desconhecem completamente a situa- ção política do País. Bolsonaro e sua família nada têm a ver com os problemas do Ceará, e Cid Gomes foi vítima de sua própria impru- dência e irresponsabilidade, que pode- riam, ainda, ter causado ferimentos gra- ves em terceiras pessoas ou, mesmo, ter-lhes provocado a morte. E a imprensa que, para ter alguma utilidade, deveria ser, pelo menos, li- vre, nem sequer procura disfarçar a par- cialidade e se presta para divulgar os fatos, mais insinuações do que fatos, sempre por um viés des- favorável ao Presiden- te[2] . Quando o então candidato Bolsonaro sofreu o atentado, não faltaram repórteres que insinuassem que se tratava de uma far- sa, que não havia san- gue no ferimento e coi- sas assim. Nem mesmo com o candidato entre a vida e a morte, pou- param-no das críticas violentas e injustas. Desta vez, não te- mos visto ninguém da imprensa insinuar que tudo não passou de um embuste, que o sangue parecia tinta, que não havia furo na camisa ou que o ferimento foi feito por projétil de borracha, por exem- plo. Também não devemos ignorar que os irmãos Ciro e Cid são de uma família abastada que enriqueceu com a políti- ca, e que se poderiam enquadrar como representantes legítimos da burguesia, apesar de se apresentarem como socia- listas para conquistar o voto dos que se deixam iludir pelas promessas de cam- panha, e poderem continuar a explorar, com tranquilidade, os pobres que dizem proteger. Sem ter a mínima credibilidade, Ciro esbraveja, dizendo-se defensor da democracia e acusa o Presidente Bol- sonaro de pô-la em risco, quando ele e seus correligionários e aliados são a ver- dadeira ameaça ao Es- tado de Direito Brasileiro. Basta observarem-se suas decla- rações e suas atitudes para evidenciar- se o perfil de um ditador em potencial, como qualquer candidato a tiranete de esquerda. Felizmente, esse discurso não sen- sibiliza mais os eleitores brasileiros, que, em sua grande maioria, já percebe- ram que vêm sendo enganados há mui- tos anos, e já sabem quem são os vilões dessa história. Ciro Gomes, Lula e os demais políticos de esquerda continu- am a oferecer as mesmas soluções para um povo que já as rejeitou ao eleger Bolsonaro. A consequência é que eles so- mente falam para os poucos militantes de seus partidos. Todos aprendemos, muito cedo, que podemos delegar competências, mas a responsabilidade é intransferível. De nada adianta tentarem transfe- rir a responsabilidade dos seus des- mandos para seus opositores. Ela lhes será cobrada, inexoravelmente, nas pró- ximas eleições. Ainda bem! [1]https://www.youtube.com/watch?v=b5-05HxOomU; [2]https://www.youtube.com/watch?v=cGANbnRpKOY Bolsonaro e sua família nada têm a ver com os problemas do Ceará, e Cid Gomes foi vítima de sua própria imprudência e irresponsabilidade, que poderiam, ainda, ter causado ferimentos graves em terceiras pessoas ou, mesmo, ter-lhes provocado a morte. *Aristóteles Drummond * Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ aristotelesdrummond@mls.com.br www.aristotelesdrummond.com.br O DIREITO DE PENSAR E OPINAR É SAGRADO O pluralismo, en- fim, chegou a mi- litâncias políticas no Brasil. Não só pelas redes sociais, mas pela presença de entidades representa- tivas de importantes segmentos da so- ciedade, até então sem voz. Com a redemocratização promo- vida pelo presidente João Figueiredo, os setores mais à esquerda passaram a atuar através de entidades corporativas reunidas na CUT, MST, quilombolas, culminando com o Foro de São Paulo, de âmbito continental, berço do boli- varianismo instalado na Venezuela, Bo- lívia e Nicarágua. Os segmentos do cha- mado centro democrático estão reagin- do de forma tímida e mais voltada para uma elite cultural e empresarial, como os institutos Mises, Atlântico e Liberal, entre outros. A vitória eleitoral do conserva- dorismo democrático com a eleição do presidente Bolsonaro provocou o res- surgimento espontâneo de entidades Democracia para valer tem de ser assim. Espaço para todos, respeito aos valores de segmentos da sociedade, sempre com ordem. Afinal, o que todos querem – pelo menos espera-se que seja comum a todos – é o bem do Brasil! que estavam atuando de maneira muito discreta, sem espaços para transmitir o pensamento liberal, conservador e mais voltado para questões como o interes- se e a segurança na- cional, a ordem pú- blica, o progresso e os valores tradi- cionais de nossa formação cristã, va- lorizando o patrio- tismo, os símbolos nacionais, a ética e a família. Entidades tra- dicionais, como as associações de ex- alunos do Colégio Militar, do Colégio Pedro II, dos ofici- ais da reserva R2, a ADESG nacional e as regionais, estão sendo revigoradas. A Academia Brasileira da Defesa, se- diada no Rio de Janeiro, é outra entida- de que vem sendo revitalizada, reunin- do um seleto grupo de brasileiros estu- diosos dos problemas nacionais, por vezes contribuindo com a larga experi- ência de muitos de seus membros, pro- fessores, oficiais ge- nerais de reserva re- munerada, líderes de classe. Na comunica- ção, as redes sociais abrigam blogs e pá- ginas que estão ati- vos no debate dos temas da atualidade, oferecendo o plura- lismo democrático de que carecíamos. O “politicamente cor- reto” imposto pelas esquerdas em quase todos os assuntos vem sendo contes- tado e abrindo espaços para que a so- ciedade possa estar mais presente com a tradição de equilíbrio e bom senso majoritários em nossa cultura e história desde sempre. O meio militar vive, por outro lado, um momento de reparação e reconheci- mento. O presidente Bolsonaro esteve presente nas principais formaturas mi- litares este ano, como AMAN, Escola de Comando e Estado Maior do Exérci- to, tradição de décadas anteriores ao movimento de 64. O mesmo se deu em relação à solenidade que reverencia os militares mortos na Intentona Comu- nista de 1935, no Rio, Recife e Natal, cancelada no governo FHC. Curioso é que até o presidente João Goulart, que governou muito próximo dos comunis- tas, comparecia à solenidade. Democracia para valer tem de ser assim. Espaço para todos, respeito aos valores de segmentos da sociedade, sem- pre com ordem. Afinal, o que todos que- rem – pelo menos espera-se que seja comum a todos – é o bem do Brasil! ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O “politicamente correto” imposto pelas esquerdas em quase todos os assuntos vem sendo contestado e abrindo espaços para que a sociedade possa estar mais presente com a tradição de equilíbrio e bom senso majoritários em nossa cultura e história desde sempre.
  • 9. Nº 274 - Fevereiro/2020 9 *Marco Antonio Felício da Silva *General de Brigada - Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército, Analista de Inteligência - E-mail: marco.felicio@yahoo.com Nem a entrada do Carnaval ocultou o clima sócio-político de instabili- dade que o País vive e para o qual veem contribuindo governantes e políticos ressentidos e atrelados ao passado, responsáveis atuais pela situação de insubrdinação das policias militares. Contribuiem, também, o STF com de- cisões apartadas da realidade nacional, gerando insegurança jurídica, e, em nome da busca do protagonismo do Parlamento, os presidentes do Senado e da Câmara, ambos visando, primordialmente, ob- jetivos individuais e de grupos. Hoje, a “banda podre” da Polí- tica, segundo o publicado, se personifica em Rodrigo Maia e David Alcolumbre. Entre ou- tras ações, apoiados por parce- la de Imprensa venal, pelo PT, demais partidos de esquerda e aliados do Centrão, atropela- ram o regimento e fizeram e fa- zem de tudo para matar a Operação Lava Jato, horror dos corruptos. O ca- so da Lei da Mordaça é um exemplo. Manobraram para derrubar vetos im- portantes de Bolsonaro como barra- ram a votação da prisão em segunda instância. Acusam, abertamente, Bol- sonaro de não se empenhar política- mente junto ao Parlamento para a apro- vação dos projetos enviados pelo Exe- A INSTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL RONDA O PAÍS “Contribuir para a defesa da Democracia e da Liberdade, traduzindo um País com projeção de Poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!" cutivo. Traçaram, um programa para aprovação de projetos da lavra do Par- lamento em substituição aos do Execu- tivo. Fazem o possível e o impossível para reduzir os poderes do Presiden- te. São fatores de desarmonia entre os poderes da República. Tal “banda po- dre”, atrevida e cínica, mostra-se in- sultada, como se desprezasse a maio- ria da opinião pública, gerando enor- me tensão política entre Congresso e Executivo, pela declaração do Gene- ral Heleno de que integrantes do Le- gislativo usam de chantagens para obter mais 15 bilhões, destinados a emendas saídas de despesas previs- tas por ministérios e passíveis de ve- tos do Presidente. Anteriormente, fo- ram aquinhoados com emendas, no valor de 16 milhões, todas impositivas. Alcolumbre, a respeito do que afir- mou o Gen Heleno, cinicamente, fa- zendo da marola de uma gota de água uma procela oceânica, declarou que “nenhum ataque à Democracia será to- lerado”. Encaminhará requerimento de convocação, apresentado pelo líder do partido da corrupção, o PT, seu aliado, para que o Gen Heleno vá ao Senado e esclareça o que falou. Devem querer escutar sobre a podridão, ainda exis- tente, que já conhecem. Por outro lado, o ou- tro “banda podre”, Ro- drigo Maia, disse, po- bre de conhecimento e de educação, ignoran- do o respeito que deve a quem tanto deu de si ao Brasil, que “é uma penaqueoMinistrocom tantos títulos tenha se transformado em um radical ideológico contra a democra- cia”. Infelizmente, estes são os qua- dros que ocupam e dirigem o Congres- so atual, verdadeiros algozes de Bol- sonaro. Paralelamente, ao abrir o OGlobo ( 20/2/20), páginas 2 e 3, em relação ao editorial e ao artigo do repórter Ascânio Seleme, não vejo exemplos da boa Imprensa. Aquela que deve privilegiar o jornalismo investiga- tivo, a isenção, a verdade e o contraditó- rio. Aquela que não tem o direito de contribuir para a derrocada do seu pró- prio governo, incitando a opinião pública contra o mesmo, desmoralizando os seus governantes baseada em viés ideológi- co. Voltada apenas para noticiar o que ocorre de ruim sem tocar no que ocor- re de bom e de progresso para a Nação. Para esta Imprensa, o quanto pior, me- lhor é! É por tais razões que o jornal OGlobo tem sido chamado em todo o Brasil de “Globo Lixo”. Assim, o artigo do Sr, Ascânio, como outros que tenho lido, estão prenhes de obsessão doentia do autor em desqualificar, de forma ex- tremamente desrespeitosa, o Presidente Bolsonaro. Sem dúvida, pelo que escreve o Sr, Ascânio sobre Bolsonaro, sou leva- do a pensar que o Sr. Ascãnio é o Bol- sonaro que pinta em seus escritos. O acima traduz apenas um traço da instabilidade sócio-política pre- sente e impeditiva da recuperação do País, o que não é admissível continuar, a qualquer preço!!! INADIMPLÊNCIAS E CORTESIAS ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 75 etiquetas destacadas para serem encaminhadas aos inadimplentes e cortesias, aguardando o encaminhamento no escritório/redação do Inconfidência na minha residência Encadernação de todos os jornais impressos em 2019. Já impressas e iniciada a distribuição para os articulistas e colaboradores, a saber: Os de BH, Historiador Cel Adalberto Guimarães Menezes, Juiz Décio de Car- valho Mitre, Reitor Mário de Lima Guerra e desembargador Rogério Medeiros, as receberão por ocasião da palestra “31 de março de 1964” a ser realizada no Cír- culo Militar /BH, naquela data. No Rio de Janeiro, a 25 de junho no X Encontro dos Articulistas e Colaboradores do Inconfidência, no Clube Militar/Lagoa: professora universitária Aileda de Mattos Oliveira, jornalistas Aristóteles Drummond e Ipojuca Pontes, Adv Alcyone Samico, coronéis Amilton da Costa Ramos e Rodolfo H. Donner, TCel PMERJ Luiz Felipe Schittini, general Marco Antonio Felício da Silva e Biblioteca Nacional. Já foram expedidas para os seguintes destinatários: jornalista Adherbal Uzeda de Vasconcellos (Salvador), Cap Adriano Pires Ribas (Curitiba) Coronéis Antônio Sollero (Brasília) e Manoel Soriano Neto (São Paulo), GBOEx (Porto Alegre), aposen- tados João Alfredo Castelo Branco (São Paulo) e Malto Campos (Juiz de Fora) pro- fessor Rogério Cezar Pereira Gomes (Ouro Preto), economista Antônio Carlos Portinari Greggio (Brasília) e Cel Ernesto Gomes Caruso (Campo Grande/MS). Ainda temos 6 exemplares da coletânea/2019 que poderão ser adquiridos pelos interessados por R$110,00 com remessa postal já incluída, pelo e-mail jornal@jornalincnfidencia.com.br A luta continua... COLETÂNEAS 2019 Por ocasião da expedição do Inconfidência nº 273 de 05 de fevereiro, de posse das etiquetas de endereçamento postal, fizemos mais um levanta- mento dos destinatários inadimplentes (até dezembro de 2019) e ainda das cortesias. Das 416 etiquetas impressas 75 eram de inadimplentes e cortesias (algumas continuam ainda sendo enviadas). Fizemos então uma cobrança enviando uma car- ta por e-mail àque- les que o possuem e a mesma impres- sa para os restan- tes. Ainda 2 foram excluídos desde então. O resultado foi abaixo do espe- rado, mas vamos aguardar até o iní- cio do mês de mar- ço por ocasião do pagamento. Gosta- ríamos de lembrar aos nossos assi- nantes e leitores, que anteriormente, no tempo em que tí- nhamos o apoio da POUPEX (general Burmann) e do DEP, hoje DECEx (general Castro) eram impressos mensal- mente 25 a 30 mil jornais e destinados além dos assinantes/associados/ cortesias para TODAS as Escolas Militares do Exército de formação, es- pecialização, aperfeiçoamento e de Altos Estudos. E ainda para os princi- pais Comandos e Escolas. Para a Biblioteca do Exército eram destinados 50 exemplares mensalmente para os Colégios Militares (último ano), CPORs/ NPORs inúmeras escolas particulares e 1.450 escolas estaduais de Minas Gerais (acredite se quiser). E também para faculdades, entidades de clas- ses, clubes de serviço, políticos e por aí vai... O Presidente Bolsonaro e o General Heleno são esteios da democracia ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 9 Uma foto de uma exposição, que es- tá sendo realizada no Centro Cul- turalHélioOiticica,nocen- tro da cidade do Rio de Ja- neiro. Essa exposição é pa- trocinada por entidades esquerdistas, que têm co- mo objetivo destruir as famílias. Observa-se Nos- sa Senhora com seios à mostra e com a genitália masculina.OndeestáaCon- ferência Nacional dos Bis- pos, que só sabe se ma- nifestar a favor da esquer- da e contra o Governo Bol- sonaro? E o papa Francisco amigão de CENTRO CULTURAL HÉLIO OITICICA Lula, Maduro, Morales, Kristina Kirsch- ner e que também visitou o falecido Fi- del Castro? A maior parte das autoridades eclesiásti- cas só querem saber da Te- ologia da Libertação, lide- rada pelo Sumo Pontífice. Depois reclamam que os ca- tólicos estão descontentes e migrando para outras re- ligiões cristãs! O comunis- mo não tolera as famílias, pois elas são as principais mantenedoras da perpetu- ação das propriedades pri- vadas e para o regime elas têm que ser estatais. ONDE ESTÁ A CNBB?
  • 10. 8Nº 274 - Fevereiro/2020 10 * Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com (continua) * Manoel Soriano Neto “Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970) AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO -AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO - (XXVIII)(XXVIII)(XXVIII)(XXVIII)(XXVIII) Cel Osmar José de Barros Ribeiro FIZEMOS ONTEM! FAREMOS SEMPRE! Anteriormente, elencamos algumas das ‘Recomendações’ dos bispos do Sínodo da Amazônia contidas no ‘Do- cumento Final’ do Encontro, dado a pú- blico em outubro de 2019. Os integran- tes do Conclave propuseram a institui- ção do “pecado ecológico” (prática de atos de “poluição e destruição da har- monia do meio ambiente”, etc.); o res- peito às religiosidades não cristãs dos indígenas; o repúdio ao atual “modelo de desenvolvimento predatório e eco- cida” da região; a ordenação de homens casados, entre outras moções (diga-se que o tema da ordenação foi o mais con- trovertido e polêmico, porém aprova- do; obteve, contudo, a menor das vota- ções do Encontro). Sua Santidade, em resposta às ‘Recomendações’, exarou uma histórica declaração papal, em 12 de fevereiro do presente ano, denomi- nada de “Exortação Apostólica”, que passou a ser chamada, vulgarmente, de “Querida Amazônia”. Nela, o Papa con- trariou a maioria ‘progressista’ do Sí- nodo (atrelada à Teologia da Liberta- ção) e não consentiu que homens casa- dos se tornassem sacerdotes da Igreja. Para tal, afirmam analistas de nomeada, muito pesou a publicação de um recen- te livro do “Papa Emérito”, Bento XVI, no qual ele defende, com veemência, o celibato dos padres, tendo, a esse res- peito, mantido um encontro formal com o Papa Francisco. Destarte, após as dis- cussões de um amplo te- mário, mercê da terminativa Decisão do Papa Francis- co, houve uma expressiva vitória dos católicos con- servadores, o que causou grande frustração na ala cog- nominada de “esquerda cle- rical”. Ao final da Exorta- ção, o Papa, dentre outros tópicos, faz a defesa dos di- reitos dos pobres, da pre- servação das riquezas na- turais do ecossistema ama- zônico e das culturas e re- ligiosidades dos povos originários e ribeirinhos. Alvissareira foi a cri- ação, pela presidência da República, de um conselho governamental para a pro- teção do bioma amazônico - o “Conselho da Amazô- nia” - ao encargo do vice- presidente, general Hamil- ton Mourão. Desafortuna- damente, a Amazônia sofre de um “déficit de soberania de Estado”, como, iterativamente, diversos Coman- dantes Militares vêm alertando. Uma das razões disso, é que a Região Norte representa apenas 7% do eleitorado bra- sileiro... O general Mourão, com ampla vivência nacional, tendo servido e co- mandado na Amazônia, declarou que assumirá “o comando, a coordenação e o controle” da benemérita Missão, pois “a Selva nos une e a Amazônia nos perten- ce!” Hosanas!! Conspícuos estudos internacionais apontam o nosso País (especificamente a Amazônia), o Canadá, a Rússia (mais precisamente a Sibéria) e a Austrália, como os últimos espaços dis- poníveis de recursos para o desenvolvimento. Daí o cui- dado permanente que deve- mos ter com a defesa e guarda da cobiçada Amazônia brasi- leira. Quando da ‘Questão de Palmas’, com a Argentina, o Barão do Rio Branco ao re- darguir a um argumento do ple- nipotenciário argentino, quan- to à grandeza territorial brasi- leira, soberbamente exclamou: “Senhor! Um palmo de terra que seja, em sendo brasileiro, deve ser defendido, pelos bra- sileiros, a ferro, a fogo e a san- gue!” A propósito, o saudoso e valoroso general Luciano Salgado Campos, aludindo às palavras do Barão, nos deixou um primoroso livro referencial, prenhe de patriotismo, de título “Amazônia ... “A ferro, a fogo e a sangue!” (Gráfica Editora Ti- progresso). E lamentamos a audiên- cia de quase uma hora (!), que o Papa Francisco concedeu ao ex-presidiário Lula da Silva. O fato confrange os bons brasileiros, em especial os cristãos ca- tólicos. “Miserere Nobis!” Anomeaçãodaatriz Regina Duarte pa- ra a Secretaria de Co- municação deu margem a uma série de manifestações vindas da classe artís- tica, em sua quase totalidade críticas e mesmo ofensivas algumas delas. Tal fato vem corroborar a tese de que a sub- versão cultural avança célere em dife- rentes setores da sociedade. Se não, vejamos. É público e notório que, em boa parte das universidades, notada- mente as públicas, professores e alu- nos contrários às ideias de esquerda são calados por pressões e ameaças. Um exemplo: no ano de 2019, na Uni- versidade Estadual de Maringá, no Paraná, o Conselho Universitário foi reunido para deliberar sobre uma ho- menagem que seria prestada a Sérgio Moro, ministro da Justiça e Seguran- ça Pública, maringaense de nascimento e ex-aluno da UEM. Tanto bastou pa- ra que um professor, sabidamente co- munista, se manifestasse contra tal ideia e com ele levasse a maioria do Con- selho. São fatos, como os narrados aci- ma, que permitem medir o quanto a ideologia de esquerda avançou com novas roupagens, no mundo e no Bra- sil, mesmo depois da queda do comu- nismo na então URSS. A Igreja Católi- ca, por seu turno, não vem fazendo por A VERDADE É A NOSSA ARMA Estamos, sem dúvida alguma, assistindo à aplicação prática dos ensinamentos de Antonio Gramsci que preconizava a infiltração nos órgãos do Estado (quartéis inclusive), nas igrejas, nos estabelecimentos de ensino e nos meios de comunicação. menos e o atual Papa, sabe-se lá movi- do por quais intenções, em seguimento a tal procedimento com governantes/di- tadores de esquerda, convidou um ex- presidente e presidiário a visitá-lo no Vaticano. E lá se foi o petista, acompa- nhado por advogados, na classe execu- tiva da aeronave, ele que sempre prefere jatinhos executivos, ob-jetivando garimparvotosparaaspró- ximas eleições entre os ca- tólicos brasileiros. No que respeita aos meiosdecomunicação,com as exceções de praxe, as- sistimos à busca doentia por frases soltas ou sen- tenças descuidadas para atacar o governo federal, muito espe- cialmente a pessoa da presidente da República. Chega a ser irritante e can- sativo tal procedimento, pois, à falta de fatos, assistimos a um festival de suposições e de suspeitas infundadas que logo são desmentidas pelos acon- tecimentos. Estamos, sem dúvida alguma, as- sistindo à aplicação prática dos ensi- namentos de Antonio Gramsci que pre- conizava a infiltração nos órgãos do Estado (quartéis inclusive), nas igre- jas, nos estabelecimentos de ensino e nos meios de comunicação. Não se pre- tende, neste despretencioso artigo, tra- tar de Gramsci e da sua teoria, mas apenas assinalar que ele foi muito mais inteligente que Lenin, ao deixar claro que a conquista do poder pela força, na maior parte dos países ocidentais, não seria exequível. Gramsci criou uma nova inter- pretação da teoria marxista, capaz de fazer com que ela conquistasse o mun- do com mais eficiência. E a prova es- tá no multiculturalismo que impera em boa parte dos países da União Eu- ropeia (UE) e das Américas, notada- mente entre aqueles que são ou se con- sideram evoluídos. Desde o fim dos governos mili- tares assistimos, além da tentativa pela esquerda, felizmente sem êxito, de conquista das Forças Armadas, a substituição da meritocracia pela fi- delidade política, o domínio da edu- cação e da cultura e isso, a duras pe- nas, vem sendo combatido pelo atual governo. Infiltraram-se nas igrejas, em especial a católica. Contudo, é nos meios de comunicação, que a ação se fez mais forte e, nestes, os êxitos go- vernamentais não são mostrados e pas- sam a valer as críticas por tudo e por nada. Fato recente, ocorrido em Sobral/ CE, mostra bem a que ponto chega- ram os políticos e os meios de comu- nicação em geral na sua ânsia de des- montar um governo eleito à revelia de uns e outros: um senador licenciado, Cid Gomes, e que tem sua base eleito- ral naquela região, avançou com uma retroescavadeira contra um grupo de policiais militares amotinados e suas famílias. A reação contra tal atitude foram dois tiros que atingiram o sena- dor, sem mata-lo. Políticos e imprensa em geral, passaram a acusar o presi- dente Bolsonaro de ser o responsável último pelos tiros. É contra a insanidade de grupos poderosos, desesperados pela perda do poder de manusear verbas e car- gos em benefício próprio, levando-os a distorcer a realidade na sua busca de reverter a derrota inapelável, que de- vemos lutar sem trégua. E não há me- lhor arma que a Verdade. Senador Cid Gomes, na retroescavadeira é baleado ao avançar contra PMs amotinados no Ceará. Será processado?
  • 11. Nº 274 - Fevereiro/2020 11 Com este documento, desejo relatar fatos por mim vivenciados e ocorridos na coluna da tropa que, em 31 de Março de 1964, deslocou-se de Juiz de Fora, MG, para a cidade do Rio de Janeiro. Naquela ocasião, como 1º Ten, servia no 10º Regimento de Infantaria. No dia 31, minha Companhia foi designada para cumprir a grave e concisa missão, oriunda do Co- mandante da 4ª Região Militar e 4ª Divisão de In- fantaria, o insigne Gen Div Olimpio Mourão Filho (foto): “Conquistar e manter, a qualquer custo, a ponte sobre o Rio Paraibuna, no limite entre Minas Gerais e Rio de Janeiro”. Essa ponte era acessada pela antiga rodovia que nos ligava ao Rio de Janeiro, a “União e Indústria”, e situava-se numa região em que uma estrada secun- dária, originando-se da principal acima, dirigia-se a Valença,RJ. A tomada da ponte foi feita sem problema, pois fomos os primeiros a atingi-la e entramos em posi- ção em suas cabeceiras. Logo após, chegou a tropa adversária do 1º Batalhão de Caçadores de Petrópolis, que adotou o mesmo dispositivo, instalando-se defensivamente à nossa frente. Mais tarde, a coluna mineira fez-se presente no local. Caiu a noite de 31 de Março. Como adiantamento de sua passagem, nosso va- loroso e destemido Comandante da Companhia, Cap Ítalo Mandarino, impacien- te, comunicou-nos que iria abrir fogo, após autorizado, para forçar a liberação do eixo. O Comandante de nossa Coluna, cognominada Destacamento Tiradentes, determinou à Artilharia que se posicionasse para atirar sobre o 1º Batalhão de Ca- çadores. Ocorreram negociações que adentraram a madrugada. Ao amanhecer, consta- tamos que o oponente desaparecera e que nosso caminho estava livre. Duas notícias nos animaram: a primeira, oficial, que a Acade- mia Militar das Agulhas Negras aderira ao Movimento e a outra, vinda pelo contato pessoal, cien- tificava-nos que uma imagem de Nossa Senhora (foto) tinha sido entronizada no Destacamento. Contaríamos então, com as bênçãos e a proteção da Santa! Entusiasmados, reiniciamos a progressão e tive a honra de ser destacado para o comando do Pe- lotão mais avançado de nossa Vanguarda. Nesse dia, em Areal, próximo a Levy Gasparian, tivemos que interromper nosso prosseguimento, ao nos defrontarmos com novas tropas opositoras, apoiadas por artilharia. Pude presenciar os diálogos de nossos chefes com os parlamentários, estes manifestando sua decisão de resistir. Então, com a presença dos citados negociadores, ouvimos de nosso Co- mandante mais graduado o dramático comando de “Preparar para o Ataque!”. Os parlamentários, surpresos, questionaram se iríamos realmente atacar e, an- te a firmeza de nossa deliberação, informaram-nos que iniciariam a retirada. Foi dado seguimento ao nosso avanço. No deslocamento, fomos panfletados pela aviação contrária e comunicados que possivelmente seríamos bombarde- ados por caças leais ao Governo, o que não ocorreu. Daí para a frente, sem outros empecilhos, chegamos ao Rio de Janeiro, acantonando no Estádio do Maracanã. Em nossa permanência, participamos de uma missa em cujo altar destacou- se a presença de nossa Santa. Após a situação nacional ter sido controlada, retornamos a Juiz de Fora, quanto tive a emocionante oportunidade de ver a solene imagem de Nossa Se- nhora, marchando conosco. Foi um momento inesquecível! Nossa chegada a Juiz de Fora foi apoteótica, com milhares de pessoas vi- brantes enchendo as ruas e saudando-nos com flores. Estávamos novamente em casa! A Nação Brasileira fora salva do Comu- nismo! Já em contato com os familiares, tive a satisfação de ouvir de meu futuro so- gro, o Ten Cel Vet José Joaquim Paiva de Pinho, a comunicação de que fora ele o responsável, a par de sua fé e de seu reconhecido capricho, pelo preparo do apa- rato de Nossa Senhora. Posteriormente, no Comando da 4ª RM/4ª DI, realizou-se a entronização de Nossa Senhora e lá hoje Ela permanece, como um símbolo daqueles dias que marcaram os destinos do País. O tempo passou. Hoje, os cabelos encanecidos, pergunto-me por que razão o sangue não foi derramado, quando do nosso confronto com o 1ºBata- lhão de Caçadores e com as Unidades antagonistas em Areal, e na ocasião do provável bombardeamento pela aviação. Foi somente a determinação dos mineiros? A meu ver, em parte. Algo superior ocorreu. Para mim, a presença sublime da Santa, junto a soldados tementes ao Senhor, com suas bênçãos de Mãe protetora, foi a causa decisiva que evitou que irmãos causassem a morte de irmãos e que fez da vitória a consequência da força moral daqueles, que em 31 de Março, lançaram-se com o coração puro na defesa da civilização ocidental que tem, em Deus, seu grande farol. Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Cel Rfm EB Presidente do Grupo Inconfidência Belo Horizonte, MG, 02 de fevereiro de 2020 O EXÉRCITO BRASILEIRO E A RELIGIOSIDADE Cláudio Casali, coronel da Reserva do Exercito, no livro Anos de Chum- bo Contra Chumbo, oferece-nos brilhante relato sobre a Revolução de 1964. Apresenta impressionantes fatos e dados jamais publicados sobre o projeto que pretendia transformar o Brasil em ditadura comunista, os confrontos com as guerrilhas na selva e nas cidades, as ações militares do governo, os locais de combate, pessoal civil e militar envolvido e consequências políticas. Paraquedista militar, com vasta experiência funcional, oferece-nos de- poimentos impressionantes sobre o que aconteceu em Ibiúna, Araguaia e outros locais de combate, existência de agentes duplos, revolta dos sargentos em Brasília, origem do lema “Brasil Acima de Tudo”, locais de prisões, cassações de civis e militares. Também mortos, feridos e desaparecidos de ambos os lados, tudo em muitos gráficos, tabelas e estatísticas sobre toda a época de repressão. O Inconfidência tem o prazer de apresentar e indicar aos seus leitores uma obra excepcional, indispensável para real conhecimento histórico dos fatos políticos e militares anteriores e posteriores a 1964, os governos militares e o retorno às atuais vias democráticas. ANOS DE CHUMBO CONTRA CHUMBO O autor, CLÁUDIO TAVARES CASALI é coronel da reserva do Exército Brasileiro desde janeiro/2018. Doutor em Ciências Militares, coman- dou o 25º Batalhão de Infantaria Pa- raquedista e o Centro de Instrução Pa- raquedista General Penha Brasil. Foi Adido Militar do Exército e da Aero- náutica em Lisboa (Portugal) e oficial de operações na Mi- nustah (Haiti). Ser- viu no 2º Batalhão de Infantaria de Sel- va, 62º Batalhão de Infantaria, Batalhão da Guarda Presiden- cial, na Escola de Comando e Estado- Maior do Exército e no Comando de Ope- rações Terrestres. Fez os cursos regu- lares da carreira e ainda o Básico Pa- raquedista, Mestre de Saltos, Operações na Selva, Motoci- clista Militar, Foto-informação e de Ope- rações Psicológicas. É autor de diver- sos artigos e coordenador do livro a “Célebre passagem FEB em Lisboa”. Foi designado conselheiro da Comis- são da Anistia em março de 2019. Na década de 1980 eu era Cadete na Academia Militar das Agulhas Ne- gras. A contraguerrilha era matéria cur- ricular e os exercícios práticos de ades- tramento no terreno eram constante- mente realizados. Pairava um questionamento em mi- nha mente: se fossemos convocados a dar combate a uma nova revolução ar- mada, o que iríamos enfrentar? Da história recente poderíamos obter os ensinamentos de quem eram os personagens da guerrilha rural e urba- na, traçar o perfil da força adversa, iden- tificar a origem de cada um e como se conectaram, dentre tantos assuntos que se poderia estudar. No entanto, não era conveniente que militares lessem li- vros do tipo “Brasil Nunca Mais” tam- pouco bradar “Bra- sil Acima de Tudo!”. A biblioteca de meu pai sobre o assunto era guardada por trás dos livros cor- riqueiros e os docu- mentos sobre o te- ma tinham restrição de divulgação. Em 1995, o go- verno começou a in- denizar desapareci- dos políticos frutos de ação deagentes do Estado. Assim começou este livro, com a proposta de aprofundar meus estudos e de acompanhar à distância os traba- lhos das comissões governamentais em uma época em que não existia qualquer legislação específica para o caso. Afi- nal, quantas seriam as pessoas indeni- zadas? Isso porque os números dos mor- tos, desaparecidos e anistiados, até en- tão, era incerto e duvidoso. Passados mais de trinta anos, faço uma análise de minhas anotações, to- das de fontes abertas. NOSSO COMENTÁRIO Colocamos à sua disposição a nossa próxima edição Histórica sobre a Contrarrevolução de 31 de Março de 1964 para que apresente, pessoalmente seus comentários sobre os anos de chumbo. Aguardemos! “Nós, os cidadãos, somos os legítimos senhores do Congresso e dos tribunais, não para derrubar a Constituição, mas para derrubar os homens que pervertem a Constituição.” Abraham Lincoln e Inconfidência